Textos Reflexivos
Fragmentos
Como uma rocha cheia de marcas que nunca somem, assim são as feridas que se abrem em nós, podem cicatrizar com o tempo, mas, ficam as marcas.
Somos feitos assim, de pedacinhos, cada fragmento nos molda, algums crescem outros se destroem. Aprender com as dores é uma tortura, mas, faz de nós seres humanos mais fortes e perseverantes.
Olhar-se no espelho literal é facil, ali nós nos arrumamos superficialmente e corrigimos algumas imperfeições, mas, olhar-se no espelho interior dói.
Não nos tornemos escravos das dores, isso maltrata, nos corroem por dentro e quando nos damos conta, estamos quase mortos em vida.
Meditar no nosso íntimo, fazer uma limpeza em nosso coração, pode nos proporcionar um alívio repentino, é a beleza que mais precisamos cuidar, a interior. A externa sempre encontramos um jeitinho de aprimorar, mas, a joia que há dentro de nós pode naufragar e nunca mais ser encontrada.
Lucélia Santos
Hoje
Ah, pudera eu saber ouvir um elogio com a mesma atenção que ouço uma ofensa,
Sabendo segurar dentro de mim uma resposta pronta;
Mesmo que com ela eu vença!
Quisera eu não saber brigar, para poder ignorar e sorrir,
Discursar ao falar; sem xingar; sem partir.
Quem me dera acordar pobre em meio a tanta riqueza,
E ao terminar o dia, me sentir um homem! - Com a biografia perfeita.
Quem me dera ser melhor ao invés de querer ter tanto,
Poder causar alegria nas pessoas ao invés de espanto,
Esquecer os milhões e todas as mulheres famosas,
Não usar mais terno em reuniões e ainda assim: Ser foda.
Quem me dera saber comprar ao invés de sempre vender tudo,
Aprendendo que não adianta economizar só quando não se tem um puto,
Poder ser feliz morando em um lugar modesto,
Cujo único custo é a água e a luz e todo o resto é resto.
Mas a minha vida não é essa,
Vivo em uma angústia infinita,
E quem passa pela mundo dessa forma,
Sabe mesmo o que é viver a vida.
Tinteiro decrépito
Ah! Distância afamada das preocupações do mundo,
Calmaria sem consequências ou arrependimentos.
Estou assim, semelhante a um tinteiro velho; sem préstimo,
Tendo os outros a consumirem-me aos poucos,
A usarem-me de um lado e do outro.
Estou farto de ser um tinteiro velho.
Queria ser um tinteiro novo em forma de caneta.
Ou uma caneta nova em forma de tinteiro.
Ah! Coração; rabisca-me em um papel qualquer.
Por que não sou igual aos meus conhecidos?
Despreocupados e estúpidos.
Muito mais estúpidos do que despreocupados.
Quero esquecer e lembrar quando esquecer,
Dormir e esquecer o que é dormir.
Depois acordar e olhar ao lado e ainda estar ali,
Estúpido e despreocupado a tentar esquecer porque existo.
O que é existir senão sermos conscientes de que somos nós mesmos?
Eu não quero consciência alguma!
Nem comigo e nem com o mundo.
Quero estar inconsciente como um mendigo adormecido ao pé de mim,
que há muito se esqueceu da casa que viveu e dos que viveram com ele.
Quero relembrar do meu passado de sonhos e conquistas,
Marcando-o como restos de sonhos e conquistas.
Depois quero adormecer novamente e turbilhonar com o destino
Ao sonho de que entre ruas e calçadas me esqueceram.
E de que do fundo de um poço emergi em turbilhões.
Ah! Este monte de terra vermelha que sempre fui.
Por que em mim nunca se plantaram flores?
Estive sempre fértil no universo da minha consciência.
E sempre estéril na consciência defasada do mundo.
Como a qualquer mendigo, também não tive onde morar.
Tive na vida os cuidados opostos ao que merecia, por ser eu.
Por estar despreocupado à vida passou. Eu envelheci...
Hoje aos 21 anos tenho mais alma do que um senhor de oitenta.
Porque quanto mais eu vivo, mais eu deixo de viver, por dentro.
A vida me reservou, por covardia; um destino de preocupações.
Obrigou-me a fugir para um lugar de tintas e papeis.
Tendo sentado o destino ao pé de mim, junto ao mendigo.
Recordamo-nos de que ambos seguimos pela vida afora;
Conscientes de que em certa altura; teremos de virar.
E talvez por isto, o mundo todo se vire a favor de nós.
Infelizmente, tem aqueles que por mais que erre nunca vão admitir e mais, nunca vão mudar.
O óleo na água nunca se mistura.
Tem quem seja como a água límpida, erra mas é transparente ...
tudo vê.
Quem seja como óleo, liso, que vai se esgueirando se achando
esperto. Nuca vão aprender por mais que a vida ensine.
Perdendo ...
Superação, o que é?
É estar em contato com o nosso mais terrível e desafiador eu interior, porquê?
É uma luta constante em superar nossos desafios ...
É manter o que nos faz seguir em frente mais confiantes
É ser firme em nossas batalhas, mesmo com medo, angustia,
sofrimento ...
É fazer o que nos eleva ...
Esperança é Fé!
É passar otimismo, mesmo quando estamos derrubados e buscando forças para caminhar ...
Porque sabemos que sempre tem um dia após outro para continuar nossa luta constante, em busca de amor, paz, solidariedade, fé ... sem egoísmo porque não nos leva para
lugar algum.
É abraçar o próximo mesmo não estando bem, dando força e energia porque eleva e
nos eleva ainda mais em nossas lutas.
E não fechar os olhos quando não nos convém e abri-los quando convém.
Um labirinto místico...
Não dá pra nem pra descrever em uma linda frase.
Porque buquês são flores mortas num lindo arranjo, feito pra você!
As ruas estão cheios de almas tão vazias,
A ganância vibra, a vaidade excita!
Não precisa perde e sofrer pra saber o que é melhor pra você...🧠💭💭😘🍫
Imagine-se em uma aventura épica que começa nas profundezas do ser, onde um espermatozoide, como um herói improvável, desafia a escuridão para encontrar o óvulo, dando início a um encontro cósmico.
Nessa jornada, cada célula em desenvolvimento é como uma estrela nascendo no universo de um novo ser. A fecundação é o Big Bang de uma existência singular, onde órgãos, sistemas e histórias são forjados nas estrelas do embrião.
À medida que o feto cresce, ele se torna um explorador do cosmos uterino, crescendo em um espaço que é vasto, mas ainda desconhecido. O desenvolvimento fetal é como uma expedição intergaláctica, com o cérebro se tornando o centro de controle, o coração a estrela-guia e os pulmões as antenas para a respiração cósmica.
Finalmente, o nascimento marca o lançamento do foguete da vida, e a infância é uma fase de exploração de um novo planeta, repleto de descobertas surpreendentes.
À medida que a adolescência se aproxima, o herói da nossa história começa a amadurecer, como um planeta em formação. A busca pela identidade e o desenvolvimento emocional são os desafios dessa fase.
A entrada na idade adulta é como o início de uma civilização, com escolhas que moldarão a sociedade do ser, incluindo educação, carreira e relacionamentos.
A maturidade é uma jornada de autorreflexão e autodescoberta, onde o indivíduo se torna um explorador de seu próprio eu. Cada ruga é uma constelação de experiências.
À medida que o tempo avança, a idade avançada nos lembra que somos feitos de poeira de estrelas e que a vida é efêmera, como a passagem de um cometa.
Finalmente, a morte não é o fim, mas uma transformação, uma jornada de retorno às estrelas, onde cada partícula que compunha esse ser volta a contribuir para o cosmos.
Nossa jornada é uma odisséia cósmica, uma revolução única e contínua, onde cada ser humano é um universo em si, explorando o espaço e o tempo. A vida é a maior aventura, e cada um de nós é o capitão de sua própria nave, explorando o vasto universo da existência.
Rótulos, apenas.
Quando as pessoas serão pessoas além dos rótulos que a identificam?
Vivemos sob rótulos, mas antes deixe-me explicar a minha definição de rótulo para que o texto não gere confusão. Em minha pequena dissertação, rótulos nada mais são do que as tendências, as ideias e as opiniões alheias que orbitam em torno de nós tendo o poder de muitas vezes mudar o nosso comportamento.
Você já se perguntou o que você é, e como as pessoas lhe definem? Se você já fez esta pergunta a sí mesmo, e foi honesto em sua resposta, saberá que nem sempre o seu “EU”, condiz com o rótulo que carrega ou é reconhecido. Aí começa o conflito.
A forma como somos definidos tem para nós um impacto positivo ou negativo em nossa vida. Se somos vistos como pessoas boas, logo nos obrigamos a fazer boas ações, mesmo que não queiramos. Fazemos muitas coisas simplesmente pelo fato de sermos rotulados a fazer, não porque seja nossa essência fazê-lo. É como uma profecia autorrealizável. Se todos falam que você é uma pessoa ruim, logo, você começará a fazer coisas ruins para justificar o rótulo que lhe é imposto, e este rótulo poderá se tornar uma de suas personalidades.
Se você é o que você acha ser, você não o é.
Dos rótulos que acumulamos na vida, há aqueles impostos a nós através das tendências. Pois muitas vezes, não somos sábios o suficiente para entender de onde está vindo a onda, e por que tenho que me afogar nela.
Embora não sejamos obrigados a seguir a nenhuma tendência ou colocar nenhum outro rótulo a mais em nosso ser, entenda que estes são extremamente eficazes em pessoas que não conhecem a si mesmo. E, não se conhecendo, não ponderam se tal ação será boa ou ruim para o seu ser.
Vamos lembrar que na atual sociedade em que vivemos, se fossemos fazer uma analogia com uma prateleira de supermercado, veríamos que as tendências seriam colocadas no meio da prateleira, em local mais fácil, visível e com destaque. E o seu “eu”, lá embaixo ou lá em cima da prateleira em local de difícil acesso, onde ficam os produtos que tem menos saída. A tendência traz um rótulo forte, e por vez cativante, por isso atrai as pessoas mais sensíveis.
Neste contexto acho interessante as pessoas dizerem se identificar com algo que está nas tendências de prateleira, sendo que sequer conhecem o efeito do produto que irão consumir e o dano que este poderá causar a si mesmo. Noutra ponta fortalecendo qualquer rótulo que possamos colocar ou, ser em nós colocados, vem as ideias próprias que temos sobre as pessoas e/ou ideias alheias que as pessoas têm sobre nós. Estas ideias, pasmem, tem o poder real de interferir e transformar a nossa vida, através da mudança de percepção da realidade.
Voltando à adolescência, nos bancos escolares, vemos isso com maior propriedade. Em toda turma, há um piadista, um inteligente, um com dificuldade de entender aquela matéria, um desenhista, um tímido, um falador, e segue a lista de chamada. Mas, como eles foram identificados? Ora, de repente em um momento de descontração, em um intervalo qualquer, fulano conta uma piada. E todos riem, e ele se acha no centro das atenções, e gosta. E todos começam a pedir que conte mais uma anedota. Em busca de aceitação permanente, faz da piada seu escudo protetor, não importa o que aconteça, basta contar uma piada e tudo se resolve. Fulano, o piadista! Que piada né! Mas, também pode ser algo nato esta pessoa, e assim sendo, estará agindo em conformidade com seu ser. Digo isso, pois todos nós temos capacidades de realizar muitas coisas, mas dificilmente descobriremos em nós o que queríamos ou queremos de fato para nossa vida. Afinal são as circunstâncias que nós colocam nas mais diversas posições.
As tachas que colocamos sobre as pessoas, e estas sobre nós, interfere em nossa forma de ser. Se você é tachado como louco, você fará loucuras, e mesmo que tenha uma abstinência de ações, as pessoas a reconhecerão como “o louco”.
Voltando ao aluno piadista, passados alguns anos você o encontra, sorri, lembra dos hilários momentos e espera que ele lhe conte uma piada. Se o destino lhe pregou uma peça, e ele ficou mudo, você achará engraçado os gestos dele. Somos ridículos ao tachar as pessoas, sem primeiro conhecê-las. E, como jamais conheceremos alguém em sua essência, torna-se mais ridículo ainda esta tachação.
Tudo que lhe é colocado, é carga, é peso, e em algum momento você irá cansar.
Isso serve para as opiniões alheias. Ora, uma opinião nada mais é do que uma ideia frágil, um conceito não evoluído de alguém sobre determinado assunto que naquele momento está na mesa. Se tivesse real relevância seria uma verdade absoluta e não uma opinião. Olha! Eu tenho uma opinião sobre mim, sobre você ou sobre aquela pessoa. Te pergunto, você realmente se conhece além dos rótulos que você possui? Conhece a essência da pessoa que está a sua frente, sendo que nem ela se conhece? E daquele então? Ah! Eu tenho opiniões somente.
Para pessoas que vivem sob os rótulos comprados, impostos, emprestados ou alugados, tudo bem viver e sentir os impactos das opiniões. Afinal, elas são de um vazio existencial sem precedentes.
É inegável que somos seres que acumulamos através de nossa experiência de vida, comportamentos bons ou ruins, e nos construímos a partir disso. Cada tijolo nesta construção vem com um rótulo que nos definirão perante a um grupo e perigosamente a nós mesmos. As escolhas deveriam ser decididas por nós, mas, a cada dia percebo que são feitas pelos outros.
A definição de quem você é por outras pessoas, é o que o teu rótulo estampa. Pode parecer em um primeiro momento que você tenha personalidade e ideias próprias. E pode você até ter mesmo, mas a regra é não. Lembre-se: Você se tornará escravo daquilo que apresenta a outrem. Se teu produto, não condiz com o rótulo que o ostenta, cuidado! Se você vive utilizando os rótulos que lhe são colocados, cuidado! Se você é apenas um rótulo, qualquer produto lhe cabe.
Viva além dos rótulos, se descubra.
Obrigado.🙏🏼
Paz e Luz. 🙏🏼
Te amo. 🙏🏼
Massako 🐢
Viagem interior
No olhar mergulhei
Na alma viajei
O coração visitei
A mente observei
Era triste o olhar
Na alma quis chorar
No coração fiz meu lar
A mente tentei dominar
Tive que assistir
Por dentro admitir
Que é preciso sentir
Pensar e agir
Assim pode ver
Que no conhecer
Sentir faz crescer
Pensar é poder
Alan Alves Borges
Livro No Olhar Mergulhei
Oferece o pão e a mão
Se olhar para o lado
E teus olhos ver alguém
Que está necessitado
Por favor, faça o bem...
Uns precisam de pão
Outros de um abraço
Estenda a sua mão
E até o braço
Que seja um sorriso
Ou um obrigado
Fazer o bem é preciso
A bondade é o legado
Alan Alves Borges
Livro No Olhar Mergulhei
Tristes tristezas
Dias tristes de tristezas
Insistem em bater na nossa porta
Nos deixando tão pra baixo
No desânimo mergulhados
Invade-nos uma infeliz solidão
Que faz doer o coração
Roubam a esperança e alegria
E nos trazem uma grande agonia
Tudo parece sem sentido
Ficamos sem rumo, sem destino
A alma chega a se perder
Sem saber aonde ir, o que fazer
Então confusos e perdidos
Não temos forças pra lutar
Pela melancolia somos vencidos
Paramos de sonhar e acreditar
Mas a vida de todos é assim
Sempre tem dia bom e ruim
Mas até a dor e a tristeza
Possui talvez certa beleza
Não permita que ela faça
Na sua vida o seu lar
Mas também não a despreze
Ela pode muito ensinar
O choro lava os olhos e a alma
E traz depois certa calma
Os momentos de solidão
Podem se transformar em reflexão
Reconhecendo nossas fraquezas
Lembramos que temos que orar
Nos momentos mais difíceis
Para Deus passamos a nos entregar
E depois de toda noite escura
O sol sempre volta a nascer
São nas turbulências da vida
Que mais podemos crescer
Alan Alves Borges
Livro No Olhar Mergulhei
No fundo do olhar
Em cada esquina um olhar
Em cada olhar um mar
Para se mergulhar
Cada um é mais que superfície
Há imensas profundezas
Pecados, virtudes, dúvidas e certezas
Às vezes por trás da superfície calma
Há uma alma agitada
Perdida, confusa e perturbada
Às vezes por trás de ondas de confiança
Se esconde um coração repleto de medo
De segredos e insegurança
O que há no fundo do seu olhar?
Você, já se perguntou?
Nas suas profundezas, já mergulhou?
Alan Alves Borges
Livro No Olhar Mergulhei
Caverna
Na caverna perdido estou
E não sei nem quem sou
Eu a sombra presos na parede
E de luz minha alma sente sede
Minha mente para mim mente
E sou picado pela serpente
A sombra me diz para fugir
Porém, não sei aonde ir
Vem um Vento que me dá direção
Escuto a palavra no meu coração
A Voz não sei de quem pode ser
Mas finalmente a luz posso ver
Alan Alves Borges
Livro No Olhar Mergulhei
Sonhos reais
Acordei em profundo sonho real
Numa realidade imaginária nada normal
Onde a maldade domina este reino esquisito
E a caridade é rara, uma espécie de mito
Pessoas não sabem nem quem são
Não conhecem o próprio coração
Nem tentam entender a própria mente
Por isso se sabotam constantemente
Andam como ovelhas perdidas
Que por si mesmas foram esquecidas
Não ouvem o que diz o Bom Pastor
Pois, não compreendem a linguagem do amor
Perderam a boa pureza de criança
E se esquecem da fé e da esperança
Utilizam mal o dom da inteligência
Tens muito pouca diligência
Vivem sempre querendo conquistar
Mas, no fundo, nem sabem o que estão a buscar
Então se enganam em falsos prazeres e ilusões
Para preencher o vazio que existe em seus corações
O sonho parece ser uma infeliz realidade
Mas não posso aceitar que esta seja a única verdade
Acredito em um reino melhor, sem tanto fardo pesado
Prefiro ter sonhos de fé com um céu encantado
Alan Alves Borges
Livro No Olhar Mergulhei
Pelas ruas
Pelas ruas da cidade
Ando a pensar
Observo a sociedade
Os vários modos de andar
Na calçada a criança
Que está a brincar
Sinto a esperança
Na inocência do olhar
Lembro da pequena idade
Em que era inocente
E sinto uma saudade
Que me deixa bem contente
Tenho fé na criança
Que mora dentro da gente
Tem amor e perseverança
No coração e na mente
A vida fico a observar
Sua beleza fico a admirar
Maldade também posso ver
Mas a bondade há de vencer
Na praça um casal
Que está a namorar
Como é belo o amor
Toda forma de amar
As pessoas caminhando
Os velhinhos conversando
Os cachorros e seus donos
Juntos felizes passeando
As árvores e suas sombras
E os pássaros cantando
Em um lindo céu azul
As nuvens se desenhando
A imensa luz do sol
Faz do mundo um girassol
Criação humana e Divina
Se misturam em cada esquina
A vida fico a observar
Sua beleza fico a admirar
Maldade também posso ver
Mas a bondade há de vencer
Alan Alves Borges
Livro No Olhar Mergulhei
Queria ter nascido
Eu queria tanto ter crescido
Contemplar a chuva e o arco-íris
Queria brincar e nadar
Fazer vários bons amigos
Aprender andar de bicicleta
O por do sol conhecer
Queria cantar e dançar
Desenhar, ler e escrever
Subir na árvore, na montanha
E o mundo poder ver
Queria estudar e viajar
Sentir o vento, a vida viver
Mamãe, por que você fez isso?
Meus olhos queriam ver os teus
Papai, por que me condenar?
Eu queria tanto ter nascido
Alan Alves Borges
Livro No Olhar Mergulhei
O Verbo
Abra seus ouvidos e coração
Pois, no evangelho de João
É revelado que no princípio era Palavra
Que estava com Deus, e é Deus
Reconhecido até por Tomé
Em seu ato de fé
Jesus é Deus e Senhor
E a Palavra diz que Deus é Amor
Ele foi gerado pelo Pai
Possuindo a mesma Divina Natureza
Retornar um dia Ele vai
Revelando ainda mais sua grandeza
Você pode até não crer
Mas um dia ira reconhecer
Que não há outra opção
Jesus é a salvação
Alan Alves Borges
Livro No Olhar Mergulhei
Diga adeus
Diga adeus ao que passou
Aquilo que machucou
Deixe o passado no passado
Fique apenas com o aprendizado
Há momentos bem difíceis
De valor aos felizes
Há momentos de tormentos
De valor aos bons sentimentos
Diga adeus à rejeição
Que feriu o coração
Diga adeus às traições
Que trouxe desilusões
Você pode chorar
Mas volte logo a se alegrar
Você pode cair
Mas não pode desistir
Diga adeus a toda tristeza
Se foque na beleza
Diga adeus a todo rancor
Se foque no amor
Alan Alves Borges
Livro No Olhar Mergulhei
Quem és Tu
Quem és Tu
Que está no céu
E tudo criou
Eu quero te louvar
Quem és Tu
Que veio ao mundo
E me salvou
Eu quero te seguir
Quem és Tu
Que mora em mim
E me da forças
Eu quero te conhecer
Quem és Tu
Que mesmo Um
Também é Três
E assim tudo se fez
Alan Alves Borges
Livro No Olhar Mergulhei
Vagando nos pensamentos
Mesmo em um dia bem vivido
Às vezes me sinto perdido
Fico vagando nos pensamentos
São confusos meus sentimentos
As horas vão passando
E eu parado pensando
Do passado começo a lembrar
O futuro fico a imaginar
Não sei nem quem sou
Muito menos aonde vou
De onde será que vim?
O que Deus quer de mim?
São meus devaneios
Por respostas tenho anseios
Vejo que a ambição
É uma maldição
E todo o rancor
Só causa mais dor
Quero me conhecer
Melhor pessoa poder ser
Cultivar mais amor
Na família dar valor
Os amigos reencontrar
Para poder conversar
Ser mais dedicado
Humilde e esforçado
Ter honestidade
E Buscar a verdade
Ter fé e esperança
Uma alma de criança
Viver a caridade
Me livrar da vaidade
Ser mais consciente
Purificar minha mente
Curando o coração
Com a força do perdão
Para Deus vou orar
Vou acreditar
Em um novo viver
Do espírito renascer
Alan Alves Borges
Livro No Olhar Mergulhei
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