Textos Reflexivos

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Green Eyes

(por alguém que amou demais)



Te olhei como se o mundo coubesse

no reflexo dos teus olhos verdes

e coube.

Mas só pra mim.



Enquanto teu riso era sol,

meu peito era tempestade.



Toquei teu nome com cuidado,

como quem segura vidro

com mãos de pele aberta,

sabendo que vai sangrar.



A cada “não” que tu disseste,

meu coração ouvia gritos.

E mesmo assim,

te quis do jeito mais bonito.



Você era estrada reta,

e eu, curva sem aviso.

Tua alma era luz clara,

e eu morava no cinza indeciso.



Não é tua culpa,

nem tua falta.

É só que amar você

foi como dançar sozinha

num salão onde só você tinha música.



E agora, onde encosto, dói.

Mas te deixo ir

porque amor de verdade

também sabe recuar.



Mesmo quando arde.

Mesmo quando mata.

Amei muitas vezes,
e cada amor foi como um espelho partido,
onde vi reflexos meus que jamais reconhecera.
Não amei por acaso,
não amei por distração
amei porque no fundo do meu vazio
era a única verdade que pulsava.

O amor foi meu templo e meu refúgio,
meu remédio e também minha ferida.
Nele encontrei paz,
mas também me perdi em labirintos sem saída.
E mesmo assim, voltava a amar,
como quem procura o ar
quando já não pode respirar.

Cada mulher que cruzei
carregava um universo,
e eu, sedento de infinito,
tentava me perder em suas constelações.
Não para fugir de mim,
mas talvez para me encontrar.

Porque dentro de mim há um vazio,
um buraco onde o silêncio ecoa,
mas o amor sempre ele
foi a única chama pura
que ousou desafiar a escuridão.

E se eu amei demais,
foi porque só no amor
eu soube ser inteiro.

Feliz Páscoa...!!!
(Nilo Ribeiro)


Momento de reflexão,
tempo de fé renovada,
Cristo não viveu em vão,
Ele cumpriu sua jornada


A vida é passagem,
mistério a progredir,
Cristo em sua viagem
foi o renascer, o florir


Viveu aqui na terra
com amor no coração,
deixou a bênção eterna,
e seguiu a luz da ressurreição


Nos deu paz e bonança,
ternura e muito amor,
floresceu a esperança
nos apresentou ao Senhor


faça uma bela prece,
neste tempo de união,
pois a Páscoa nos aquece
com fé no coração


“Que a paz esteja contigo,
e que Deus seja seu abrigo”...!!!


Amém...!!!

Reflexo Distorcido


Sinto o frio do quarto
Corroer a sola do meu pé descalço
E como as dores de um parto
Na beira do infarto
Eu sinto o seu olhar no encalço.


Tudo o que faço é te ver
Me olhando pelo vidro
E eu tento rever
Se algum dia já pude viver
Sem esse olhar tão ferido.


Já está perdido o meu olhar
Pela distância que nos separa
Sinto o meu cabelo molhar,
E pela a minha testa ele suar
Sem o conforto que nos repara.


E isso é para ver nos movendo
Dentro de dimensões paralelas
A mesma dor nos envolvendo
E no torpor nos dissolvendo
Como uma célula sem organelas.


E a bela movimentação
Que faço com meus dedos
Você transmite com a sua ação
Cria um reflexo na retração
Dos nossos próprios medos.


Você mais cedo será 'eu' na frente,
E eu do futuro foi você no passado.
Enquanto as ações do presente
Se tornam presas no inconsciente
Para mudar o futuro solidificado.


Quando pesado ergo o meu braço
Traço uma trajetória duvidosa.
Você seguindo o mesmo passo
Se movendo no mesmo compasso
Com a sua força vigorosa.


A dolorosa vertigem nos embebeda
E nos mostra um mundo novo
E a nossa queda
Traz a escuridão das trevas
Para a nossa vida de novo.


Agora o mundo será mais uma vez sombras na parede
Vamos embora, viajar outra vez nas ondas da complexa rede.


Tsharllez Foucallt

Reflexão sobre a Imaturidade


A imaturidade é um espelho turvo, onde o ego se contempla e se engrandece, mas não enxerga além da própria sombra.
É o grito infantil travestido de adulto, a paciência que nunca floresceu, a empatia que se dissolve como sal na água, o altruísmo congelado em um inverno sem fim.
Ser “mimado” não é apenas receber demais, é não aprender a dar, é não compreender que o mundo pulsa em outros corações, que a vida não se curva ao desejo de um só.
A falta de estrutura, a ausência de mãos que guiem, de vozes que instruam, gera um ser que caminha com pés frágeis, incapaz de sustentar o peso das próprias escolhas.
E assim, nega o outro, nega a realidade, nega a dor que não é sua, como se o universo fosse apenas um brinquedo particular.
Mas a verdade é dura: crescer não é apenas envelhecer, é aprender a suportar o silêncio, a ouvir o que não se quer, a aceitar que o mundo não gira em torno de nós.
A maturidade é o ato de abrir os olhos, de reconhecer que o ego é pequeno, que a vida é vasta, e que só quem se desfaz das correntes da infantilidade pode, enfim, tocar a liberdade de ser humano inteiro.


Tatianne Ernesto S. Passaes

Reflexão sobre a necessidade de aprovação


A necessidade de aprovação dos outros é como uma lente que distorce a forma como enxergamos a nós mesmos. Quando cada palavra dita ou cada gesto realizado é medido pelo impacto que terá nos olhos alheios, a vida se torna uma busca incessante por validação externa. Nesse processo, a autenticidade se perde: deixamos de agir conforme nossos valores e passamos a viver em função das expectativas dos outros.
Essa dependência nasce, muitas vezes, da insegurança. O medo de rejeição faz com que a pessoa se agarre ao elogio como se fosse oxigênio. No entanto, quando questionada sobre essa fragilidade, a tendência é negar. A negação funciona como uma defesa: admitir a insegurança seria reconhecer uma vulnerabilidade que parece insuportável. Mas negar não elimina o problema; apenas o oculta.
O paradoxo é que quanto mais buscamos aprovação, menos livres nos tornamos. A vida passa a ser guiada por um roteiro escrito por terceiros, e não pelo próprio coração. A crítica fere, o silêncio incomoda, e o elogio se torna indispensável. É um ciclo que aprisiona.
Romper esse padrão exige coragem. Coragem para aceitar que a insegurança existe, para reconhecer que não é possível agradar a todos, e para compreender que o valor pessoal não depende da opinião externa. A verdadeira liberdade surge quando a pessoa aprende a se validar internamente, a se olhar com compaixão e a aceitar suas imperfeições como parte da jornada.


Tatianne Ernesto S. Passaes

O saber, o pensar e o sofrer
Agilson Cerqueira

O saber nos remete à reflexão.

A reflexão a razão.

A razão ao sofrimento.

O sofrimento ao desespero.

O desespero ao fim…

Sem reflexão,

Sem razão,

Sem recomeço,

Desesperado,

Débil, vago sem saber!

Confuso. Difuso.

Fuso (no tear, na matemática ou na citologia?)!

Me calo quieto,

Meu saber está inquieto.

Continuo desesperado!

A partida de Faby.


Então ela se vai, após longo período de reflexão, esta é a decisão.
Com ela lá se vão as palavras trocadas, as poesias apaixonadas, os sorrisos, os encontros marcados que nunca aconteceram.
Ela esta indo, carrega consigo mais dúvidas do que certeza.
Ela tem por hábito, gostar das coisas previsíveis, pois assim tem a falsa segurança de que não irá naufragar no sonho que projeta enquanto esta sozinha. Vejo um aceno ao longe, ela esta indo, sem saber para onde, sem saber porque, lá vai ela.
Olhos marejados, sorrisos embargados, aceno contido, mãos no bolso, punho cerrado.
E na curva ela esta sumindo, tem a frente uma nova estrada, também repleta de curvas sinuosas, de aclives e declives, e lá vai ela, na certeza da dúvida...

Carta IV — A Solidão: Reflexão sobre a solidão e o tempo


Mais oito anos haviam se passado, e as rugas no meu rosto tornavam-se evidentes; os meus ossos perdiam cada vez mais a força; o tempo revelava-me o cansaço. A solidão sufocava-me como espinhos na garganta; os meus lábios secaram como um rio sem água; a sede matava-me aos poucos.


Já não havia urina no meu organismo. Tentei beber as minhas próprias lágrimas, mas também secaram. Os ratos já não me alimentavam; agora alimentavam-se da minha carne. Meus cabelos caíam sozinhos como folhas de uma árvore, e a minha pele amolecia como mingau. Os meus olhos enchiam-se de fadiga; sofria de insónia. O corpo produziu bactérias que me corroíam por dentro.
Quis suicidar-me, mas não encontrava forças para fazê-lo. Já não restou dedo algum nas minhas mãos: devorei-os todos para terminar de vos escrever esta carta.


O fundo das paredes oferecia um profundo silêncio. Ainda assim, era meu desejo voltar a ouvir, só mais uma vez, o grito alegre das crianças na aldeia de Kandembe; o canto dos pássaros na floresta de Mayombe; o canto do galo nas madrugadas; o sorriso das senhoras quitandeiras no mercado de Kalukembe.


Infelizmente não pude concretizar esse desejo. As correntes no meu pescoço e as grades que me prendem não me permitem realizá-lo. Aliás, já não me resta muito tempo. A solidão tornou-se um vício que se alimentava da minha penúria e dos traumas da minha lembrança. Quanto mais próximo dela eu me encontrava, mais perto me sentia da morte.


Talvez…


Será que devo arrepender-me das minhas escolhas?
Será que fui ingénuo ao preservar os meus ideais?
Será este o preço a pagar por ser diferente deles?


De que vale estar livre do calabouço, se lá fora continuarei a ser escravo?
De que adianta recuperar a voz, se lá fora me haverão de retirá-la?
De que vale livrar-me destas correntes, se lá fora existirão outras algemas à minha espera?


Aqui, ao menos, ainda posso falar, pensar alto e questionar.

E lá fora?


Não me haverão de censurar por pensar?
Não me haverão de açoitar por falar?
Não me irão condenar por contestar?
Não me irão matar por questionar?


A dúvida, o ceticismo e o remorso ganharam espaço na minha mente e no meu coração.


Tentei conversar com as paredes, mas elas não possuíam ouvidos. Procurei perguntar aos espíritos daquela masmorra, mas já haviam partido. As caveiras ao meu redor exigiam silêncio. E as únicas coisas que ainda podiam dialogar comigo eram a morte e a solidão.

Carta VI — O Último Suspiro:
Últimas reflexões e legado


Já não me restam forças para continuar a escrever. Apenas um pequeno fôlego sobrou para que eu me lembre do quanto é bom viver. Já se passaram mais de quinze anos, e até aqui não recebi nenhuma visita: nenhum parente, nenhum vizinho, nenhum amigo. Como se todos se sentissem aliviados por se livrarem de mim, como se eu fosse um fardo. Não faz mal. Hoje deixarei a carne, mas não o mundo. O meu espírito continuará vivo — não num novo corpo, nem num novo hospedeiro —, mas na memória daqueles a quem estas cartas chegarem.


Nestes, o meu testemunho continuará a viver.


"Mesmo que lhes firam o corpo, não poderão matar o espírito. Mesmo que os prendam, não poderão silenciá-los da verdade".


Despeço-me deste corpo, desta vida. E, como injustamente me condenaram por não concordar com as vossas normas e por me punirem pelos meus pensamentos, farei com que os vossos próprios umbrais vos engulam de aflição pelo vosso cinismo e pela vossa hipocrisia. Que a vossa abundância e vaidade sejam reduzidas ao pó da terra.


Suspiro de alívio, embora carregue o fardo. Eis que chegou a hora de partir. Suspiro de paz, embora ainda exista ódio em mim. Que a terra se encha de justiça e que cada homem seja consciente de si mesmo. Pois nenhum homem pode condenar outro sendo ambos falhos. Nada nos dá o direito de punir o crime alheio quando não há quem puna os nossos.


Pergunto aos lordes:


— Quem dentre vós é digno de expiar o erro de outrem enquanto não reconhece os seus próprios? Se somos todos livres o que vos dá o direito de colocarem correntes nos nossos pescoços?


Todos nascemos livres, sem correntes, e ninguém espera que, após nascer, lhe coloquem cordas no pescoço.


"Cada ser humano possui uma vida e, por possuí-la, tem o direito de vivê-la."


Quem sois vós que nos quereis tirá-la?Porventura sois vós que a concedestes?


Eis o ponto da corrupção humana: todos querem ser soberanos, todos querem governar, mandar e dominar. Mas será que algum de vós já pensou em ser servo?
Se todos governassem, quem estaria subordinado? Por isso mesmo, não abuseis de quem vos dá um pouco de consideração como chefes. Pois só existe governo porque existem aqueles que vos obedecem. E, se ninguém vos obedecesse, duvido que as leis vos conseguissem proteger.


"Vós criais as normas, mas somos nós que as tornamos realidade."


Esta é a minha última carta. Gostaria tanto de escrever-vos mais, mas o sangue no meu corpo esgotou-se, e também o meu espírito. Já não restou papel; apenas um pedaço esquecido pelos antigos prisioneiros desta masmorra. Rogo-vos que guardem estas cartas com a vossa própria vida e que não as deixem apodrecer assim como eu. Não as deem de comer aos ratos, pois elas foram escritas com a carne deles. Não as entreguem aos soberbos, pois tenderão a queimá-las quando perceberem que elas ameaçam o seu poder.


"Não há arma mais delicada do que as palavras quando são capazes de transformar a consciência de um povo."

E eles não querem isso.


Não as vendam por moedas, pois nasceram da desgraça e foram escritas na miséria. Eis o meu último testemunho, o meu último pensamento para vós, e o meu último desejo:

"Uma morte livre vale mais que mil anos de vida escrava."


"Uma sociedade que censura uma opinião diferente daquela que defende é venenosa."


Não sejais hipócritas convosco mesmos.
Não sejais indiferentes à verdade.
Não sejais mornos: decidi-vos se sois frios ou quentes.


Não vos curveis para viver uma vida miserável diante daquele que vos oprime, censura e persegue.


Novamente, se alguém vos perguntar de quem é esta carta, respondei-lhes:


é de um Condenado.

Espero que aqueles que a encontrarem me conheçam um dia, do outro lado do mundo.


Adeus!

Reflexão A Verdadeira Grandeza

Na jornada do espírito, crescer não significa subir acima dos outros,
mas descer ao encontro das suas dores.
A alma evoluída não busca destaque,
busca utilidade.
Não deseja reconhecimento,
deseja ser instrumento do bem.
Cada gesto de cuidado,
cada palavra que consola,
cada silêncio que respeita
são degraus invisíveis da ascensão espiritual.
Porque, diante das leis divinas,
é considerado grande
não aquele que acumula poder,
mas aquele que distribui amor.
Servir, no fundo, é a forma mais pura de orar
é quando o espírito deixa de pedir luz
e passa a se tornar luz para alguém.

Simone Cruvinel

“Ser apenas reflexo nunca sustenta uma relação.
Sentimento que depende do outro perde a própria raiz.
Amar exige autonomia… exige escolha.
Que as atitudes não sejam resposta ao que vem,
mas expressão do que se guarda.
E que, no meio do tempo e das mudanças,
não se perca aquilo que um dia foi prometido em silêncio… no começo de tudo.”

1- DE MAIO
UMA FESTA, UMA CONSCIÊNCIA


(Reflexão)
"Ser feliz é bonito. Partilhar é ainda mais necessário" É bonito ver-nos felizes, alegres, desfilar, agradecer e reconhecer o nosso esforço diário. Mais bonito ainda é ajudarmo-nos uns aos outros.


Mas há um ponto que não pode ser ignorado: é arrepiante festejar diante de quem não trabalha, comer diante de quem não tem o que comer. "Nós, que trabalhamos, temos também uma responsabilidade. A de estender a mão a quem está desempregado."


Aquele lixo que acumulas no teu quintal, pode ser trabalho para alguém. Chama alguém e paga, nem que seja pouco.
O teu carro precisa de estar limpo. Façamos valer cada minuto da nossa vida, não só para nós, mas para os outros. Sejamos felizes, mas sobretudo, unidos.
Feliz 1 de Maio de 2026, e perdoem -se sempre.

Toda alegria e toda tristeza que você sente não são mais do que reflexos — claros, inequívocos — do que se passa dentro de você! Não há acaso nisso. Há estrutura. Há causa. Há consequência.


A vida, meus senhores, não é algo estático! A vida não tem forma definida! Ela pode ser simples como um verso ou complexa como um poema — depende exclusivamente da forma como você a enxerga, da consciência que você desenvolve!


E escolher… escolher não é um detalhe! Escolher é um ato contínuo, permanente! É o que projeta o homem no tempo! É o que constrói — tijolo por tijolo — aquilo que você é, mesmo que você não perceba!


Essa cadência que nos conduz — ora suave, ora dura — não é aleatória! Ela organiza a sua existência! Ela determina o caminho que você percorre! E o presente que você vive agora… é resultado direto das decisões que você tomou!


Portanto, cada passo que você dá não é apenas um movimento qualquer! É uma prova! Uma evidência concreta daquilo que você decidiu ser!

Meus amigos!


Prestem atenção!


Não estamos diante de uma reflexão comum,
não estamos diante de um exercício retórico vazio—
estamos diante de uma realidade moral inescapável!


Os tempos mudam? Mudam!
As sociedades evoluem? Evoluem!
Os sistemas se sofisticam? Sem dúvida!


Mas há um elemento— um elemento central, absoluto, irrefutável—
que não se altera!


O juízo sobre as ações humanas!


E não se trata de opinião!
Não se trata de interpretação subjetiva!


Trata-se de consequência!


Está escrito— e quando está escrito, meus amigos, exige compreensão:


“Pesado foste na balança, e foste achado em falta!”


Ora, vejam bem!


Não foi por ignorância!
Não foi por ausência de recursos!
Não foi por falta de oportunidade!


Foi por escolha!


Escolha consciente!
Escolha deliberada!
Escolha reiterada ao longo do tempo!


E aqui reside o ponto central— prestem atenção!


Vivemos na era da informação!


Há conhecimento disponível!
Há normas estabelecidas!
Há sistemas estruturados!
Há mecanismos de controle!


E, ainda assim—


o que se observa?


A erosão da integridade!
A flexibilização da ética!
A normalização do desvio!


E não me venham— não me venham!—
com justificativas frágeis!


Não me venham com determinismo social!
Não me venham com a tese de que o meio define o indivíduo!


O homem íntegro—
é íntegro em qualquer ambiente!


Coloquem-no entre corruptos— ele não se corrompe!
Submetam-no à pressão— ele não se dobra!
Ofereçam vantagens— ele não se vende!


Porque integridade—
não é circunstancial!


É decisão!


Agora, eu lhes faço uma pergunta—
e respondam, não a mim— mas à própria consciência:


Quando foram colocados à prova—
o que fizeram?


Escolheram a conveniência?
Ou escolheram a verdade?


Optaram pelo silêncio confortável?
Ou assumiram a responsabilidade do que é justo?


Porque, ao final— e isso é inevitável!—


Não será o sistema que os julgará!
Não será o contexto que os absolverá!


Será algo muito mais rigoroso—


a coerência!


Coerência entre o que sabiam—
e o que efetivamente praticaram!


E contra isso—
não há argumento!
Não há defesa!
Não há fuga!


Portanto—


Se ainda há entendimento— utilizem-no!
Se ainda há tempo— corrijam o rumo!
Se ainda há consciência— alinhem-na com o que é justo!


Porque o futuro— não é previsão!


O futuro é consequência!


E a consequência começa onde?


No presente!


Na decisão correta!
Na postura firme!
Na integridade inegociável!


Reflitam! Ainda há tempo— mas não haverá desculpas!

"Deus, obrigado por me dar um anjo em forma de mulher."
Minha mãe é o reflexo da Tua força. Ela lutou batalhas silenciosas, engoliu o cansaço e transformou lágrimas em sorrisos, tudo para me proteger. Ela é o meu porto seguro, a mão que me levantou em todas as quedas e a voz que nunca me deixou desistir. Gratidão, Pai, por essa vida preciosa que me ensinou que o amor de uma mãe é o exército de uma mulher só. Que a Tua luz continue iluminando os passos dela, hoje e sempre.⁠


------------- Eliana Angel Wolf

O vazio que ficou na casa parece o reflexo de dentro do peito. Mesmo igual, tudo mudou: até a densidade do ar da casa mudou e ficou mais pesada e sufocante. O mesmo chão que antes era sólido, às vezes parece movediço. Todos os nossos sonhos e risos deram lugar a um silêncio que antes acalmava e era apreciado, mas que agora virou ensurdecedor e confuso.
Quando o "nós" deu lugar ao "eu", o mundo – tanto interno quanto externo – mudou de forma. Parece que ficou mais difícil se entender e viver a partir de agora. O ambiente ficou mais amedrontador e traiçoeiro. Será que tudo que a gente viveu não era real?
Esse fim gentil parece pior e mais difícil de suportar, pois eu não tenho nenhum sentimento ruim para me apegar. Eu não consigo desejar o mal, não guardo nenhum rancor, apenas ressentimento. Como se segue a partir disso, sem nada? Como se supera ou se convive com essa loucura? Juro, eu achava que fosse mais fácil...
A estrutura do espaço, dos planos, a forma de se enxergar: sem a presença dela, perderam a cor, o sabor, o cheiro. O que antes era lar virou um espelho. E ficar cara a cara só contigo mesmo, com as lembranças, com o que poderia ter sido, é muito doloroso.
Será que nomear o sentimento reduzirá um dia o poder que ele tem sobre mim? Será que criar novos rituais me ajudará a reencontrar o "nós"? Ou, mesmo vivo, ele foi embora para nunca mais voltar? Como achar a saída desse labirinto? Existe alguma lente para me localizar no eco da ausência?

Reflexões Sobre a Existência

A Ilusão da Posse

Ninguém é dono de nada. O ser humano apenas ocupa temporariamente um espaço no universo. Tudo aquilo que chamamos de propriedade, poder, fama ou riqueza não passa de uma ilusão momentânea. Somos apenas locatários da vida. O tempo passa, as gerações se substituem e tudo continua existindo sem nós.

Ricos e pobres, bondosos e cruéis, famosos e anônimos: todos possuem o mesmo destino final. A morte é a única verdadeira igualdade da existência. Ela não escolhe cor, posição social, religião ou nacionalidade.

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O Tempo e a Ampulheta

O tempo não volta. Cada segundo vivido desaparece para sempre.

A vida é como uma ampulheta:
cada grão de areia que cai representa um sopro de vida perdido no passado. O homem vive acreditando que controla o tempo, mas na realidade ele apenas assiste os grãos caindo lentamente até o último instante.

“Nunca deixe para amanhã o que você poderia ter feito ontem.”

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A Estrada da Vida

A vida é como uma estrada.

No começo ela é larga, asfaltada, reta e sem obstáculos. A juventude transmite a sensação de infinito.

Com o passar da quilometragem, a estrada se estreita. Surgem curvas, ladeiras, baixadas e dificuldades. Depois o asfalto acaba. Começam a lama, as pedras, os buracos e os desafios reais da existência.

Muitos veículos ficam pelo caminho.

Somente os veículos mais resistentes conseguem continuar avançando pelas partes mais difíceis da estrada.

Até que um dia o combustível acaba.

E tudo retorna ao silêncio que existia antes da estrada começar.

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O Silêncio da Existência

Antes da vida existia silêncio.

A vida interrompe temporariamente esse silêncio através do movimento, do ego, do sofrimento, dos desejos, das guerras, dos sonhos e das emoções humanas.

Mas a existência humana é breve.

Depois da morte, o silêncio retorna como sempre foi.

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O Ser Humano e Sua Arrogância

O homem acredita ser grande diante da Terra, mas diante do universo ele é menor que um átomo.

O ser humano desenvolveu consciência e raciocínio, tornando-se dominante na cadeia alimentar. Porém, essa mesma consciência o transformou numa criatura egoísta, territorialista e destrutiva.

Sem leis, regras e organização social, o homem facilmente retorna ao caos. A ideia de humanidade muitas vezes é apenas uma fina camada tentando controlar instintos primitivos.

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A Família e a Sociedade

A base da sociedade sempre foi a família.

Porém, o individualismo moderno, a busca por status, fama, dinheiro e validação social vêm enfraquecendo os vínculos humanos.

A simplicidade perdeu valor para a aparência.

Mesmo assim, a verdadeira felicidade continua escondida nas coisas simples:
amor verdadeiro, saúde, paz e relações sinceras.

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Dinheiro, Poder e Fama

Dinheiro compra conforto, mas não compra paz.

Fama atrai pessoas, mas nem sempre atrai verdade.

Muitos relacionamentos modernos se aproximam mais da busca por status e visibilidade do que de conexão real.

No final, saúde e tempo possuem mais valor do que qualquer riqueza material.

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O Homem Como Parte do Todo

O ser humano não está separado da natureza.

Ele é apenas parte de uma engrenagem muito maior.

Às vezes o homem se comporta como uma célula cancerígena da Terra:
cresce sem limites, destrói recursos, desequilibra o ambiente e pensa apenas no presente.

Mesmo sabendo que é finito, continua explorando tudo ao redor como se nunca fosse enfrentar consequências.

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O Universo e o Mistério

Talvez o tempo nem exista de verdade.

Talvez seja apenas uma percepção criada pela consciência humana para medir mudanças.

O universo simplesmente é.

Sem direção absoluta.
Sem norte ou sul.
Sem começo compreensível para a mente humana.

Talvez sejamos apenas organismos microscópicos vivendo dentro de algo infinitamente maior que não conseguimos compreender.

Talvez o universo seja a própria manifestação de Deus:
o Alfa e o Ômega,
o início e o fim.

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O Looping Eterno

A troca de gerações é um looping sem fim.

As pessoas mudam.
As épocas mudam.
As tecnologias mudam.

Mas os desejos humanos continuam parecidos:
poder,
medo,
amor,
ego,
ganância,
esperança,
sobrevivência.

O universo permanece em silêncio enquanto a humanidade atravessa brevemente sua estrada antes de desaparecer novamente no infinito.

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Alberto Tortora

Atreveu-se a arriscar,
Sobre o desejo incessante
Foi de mais um a amante
Frente ao reflexo de amar.

Foi de passinho em passinho,
Mas foi gravando o caminho
Quem sai no mundo sozinho
Tem que aprender a voltar.

Fez do amor o seu ninho.
Pouso de um passarinho
Voando devagarinho,
Do seu jeitinho alcançou.

Teceu na prosa e no verso
Juras de um ato confesso,
Bendigo os sonhos expressos
Nos versos que o vento levou.

​O PARADOXO DO CAMINHO
(​Reflexões sobre o Tempo e a Virtude)

​No labirinto do tempo, encontrei duas setas no caminho: uma apontava para a Vida, a outra para a Frente. Então, descobri que a bifurcação era uma ilusão da minha mente; seguir em frente é o comprometimento com o destino, e viver o aqui e o agora é a virtude e a evolução da alma.

​Lu Lena / 2026