Textos que Falem eu Nao Vivo sem Voce
Quatro Ponto Zero
A verdade, caminha nas costas de uma tartaruga, já a mentira, viaja a jato. Não ser descoberto numa mentira é o mesmo que dizer a verdade. O amor pode morrer na verdade, a amizade na mentira. A mentira é muita vezes tão involuntária como a respiração e, assim como uma gota de veneno compromete um balde inteiro, também a mentira, por menor que seja, estragará toda as vicissitudes de uma vida virtuosa.
Jamais diga uma mentira que não possa provar e, saiba que uma mentira, dará uma volta inteira ao mundo antes mesmo de a verdade ter oportunidade de se vestir. Hoje, posso dizer que a democracia não se fez valer, mas logo aquilo que mais odeio, meritocracia, foi quem ganhou valor.
Porque nossa única riqueza é ver
Uma vez amei, julguei que me amariam, masnão fui amado. Não fui amado pela única grande razão, porquê não tinha que ser. Porque se sou do tamanho do que eu vejo e não do tamanho da minha altura, de minha janela vejo o quanto da terra se pode ver e de meu universo, por isso a minha janela é tão grande quanto uma terra qualquer.
Tempo Duro e Pedra Mole
De uma religião universal que só os homens não têm, fui feliz porque não pedi coisa nenhuma, não procurei achar nada, nem achei que houvesse mais explicação.
Meu DNA é biológico e não virtual, portanto faço questão de ativar a minha massa cefálica toda vez que vou usar o meu teclado, principalmente numa rede social.
Talvez a palavra explicação não ter sentido nenhum, porque a não compreensão de um olhar, tampouco compreenderá uma longa explicação.
Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos, ele lacram as suas belezas se forem belos, mas eles não podem serem belos e ficar por imprimir, porque as raízes podem estar por baixo da terra, mas as suas flores e folhas florescem ao ar livre e à vista, tem que ser assim por força e nada pode impedir. Os fenômenos humanos são biológicos em suas raízes, sociais em seus fins e mentais em seus meios. O que é o tempo? Quando quero explicá-lo não acho explicação. Se o passado é o que eu, do presente, lembro, e o futuro é o que eu, do presente, antecipo, não seria mais certo dizer que o tempo é só o presente? Mas quanto dura o presente?
Meu relógio biológico não tem ponteiros, por isso não tenho pressa para envelhecer.
Eternamente Humano e Menino
As ovelhas não trazem aos seus pastores sua forragem para exibir o quanto comeram, antes, a digerem interiormente e exteriormente produzem lã e leite. A quão baixo um tema poderia chegar à filosófico. Um doutor, talvez em Fiódor Dostoiévski, quando passo, sempre errante, em cada passo que se somam em passos e se forjam em um caminho, este, eu sem graça, impalpável, quando todos têm um "eu" para chamar de seu, me sinto deserdado. Não há quem possa apontar o dedo para mim, e me mostrar a posição onde me encontro, e me limpo o nariz com o braço esquerdo. O mesmo, que me ensina a olhar para as coisas e me mostra como as pedras são engraçadas, quando a gente as tem na mão e olha devagar para elas. Damo-nos tão bem com o outro, na companhia de tudo e de todos, como a mão direita e esquerda.
Expressões e Máscaras Faciais
O homem é livre em suas escolhas, mas não livre para não fazê-las, pois ao não fazer uma escolha, essa ação também tem como consequência uma escolha: a escolha de não escolher. Ou seja, tu és livre para escolher como se portar diante de sua servidão e, depois de uma certa idade, todo homem é responsável pelo seu rosto.
Assintomático Hipocondríaco
Mudei para o azul
Talvez para o idiocromático
Não lembro se antes era vermelho
Da cor do meu inexistente
Cabe ao tempo verdejante
Cabe ao viajante
Definir o tom da letra
Que já não era mais preta
De fundo branco
Nem violeta
Era sustenido
Singelo
Mas Franco
Cabeça à Prêmio e Ereções
O peixe morre pela boca. O Homem é o que come. A História não se repete!
A Democracia é o menos mal dos governos. O Fascismo é o espectro que ronda o mundo.
A votação até o meio dia transcorria normal, malgrado a pistoleira, o segurança que mata em Paraisópolis e o arsenal e tiroteio do abençoado do padre de quadrilha.
Todo tiranete não acredita na própria sombra, pois sabe da sua fraqueza, daí tira um a um dos que o levaram a ocupar o poder que conseguiu às custas de uma facada e quer retomar na bala perdida dos último dias.
A política só se entende com um partido forte e a militância consciente sem alienados e fanáticos.
Por isso, no Helloween, em vez de cassar as bruxas, elas estão soltas por aí.
Sete vezes, qual praga, havia mudado de partido e mudou para ganhar, pela insatisfação vigente e de novo mudou ao novo, para se juntar com quem atrapalhou todos os governos da Nova República, o Centrão.
Antes, não teve dinheiro nem debates. Agora, sobra dinheiro pelos ralos, FakeNews e debates vazios.
Na cabeça dura não cabe nem capacete, por isso infringe a Lei fazendo motociata com a cabeça à prêmio.
Vai continuar falando ao vento, que mudou e sopra liberdade em mar calmo, com fartura de peixe.
30\10\2022 Eleições Brasileira\Segundo turno
Pierre-Joseph Proudhon
O Homem se fez e se faz no trabalho como disse Marx, não o Luther King Jr.
O Homem se fez e se faz no trabalho e, quando ele não detém o fruto do seu trabalho, este é furtado ou transferido ao outro e aí o gerador da riqueza se aliena. Igual padeiro que não tem pão em casa, o pedreiro que é sem teto, o boia-fria que é um sem terra, que não é de deus nem do diabo que não existem, mas do Homem, porém planta, colhe e passa fome.
Na sequência do raciocínio lógico, o dinheiro não dá em árvore, sempre alguém tomou de alguém e quem tem uma casa sobrando e vive da renda dela por aluguel, na realidade está roubando a renda do outro.
Foi Pierre-Joseph Proudhon que consagrou o chiste: "a propriedade privada é um roubo". E, foi que Karl Marx quem melhorou: "proletários do Mundo, uni-vos! Vós não tem nada a perder exceto os seus grilhões".
Vocês não são tão gordos quanto imaginam
Leiam todo as indicações, mesmo que não a sigam, não leiam revistas de beleza, porque a única coisa que elas fazem é mostrar vocês, como pessoas feias.
A gente tem que entender que amigos vão e vêm, mas que alguns deles são preciosos e que temos que guarda-los com carinho.
Trabalhar duro para transpor os obstáculos geográficos da vida, porquê quanto mais a gente envelhece, tanto mais precisamos das pessoas que nos conheceram na juventude.
More na Capital, mas mudem-se antes que a cidade lhes endureça.
More no interior, mas mudem-se antes que vocês se amoleçam.
Viagem, aceitem certas verdades eternas.
Os preços sempre vão subir.
Os políticos são todos mulherengos.
Vocês também vão envelhecer, e quando envelhecerem, vão fantasiar que quando eram jovens tudo era mais barato, os políticos eram nobres, nobres de alma, e as crianças respeitavam os mais velhos.
Respeitem as pessoas mais velhas, não espere apoio de ninguém, talvez vocês se aposentem, talvez se casem com alguém muito rico, mas não sabem quando um ou outro vai morrer.
O Gênero Lírico
Ouro Preto não pode parar na Semana da Virada, quando a cidade não dorme com as ruas e praças, igual Paris, ao menos numa noite ao ano, vive em festa.
Há um único show que, é único em cada canto da cidade.
Enquanto isso, até quando dormem, turistas se enriquecem com os juros do Banco Central nas alturas, pois fixados sobre a graça de Deus, que é brasileiro.
No restaurante, O Passo Pizza & Jazz, no térreo do prédio estilo novo rico em frente ao esgoto da Vila, o primeiro e ainda um dos pontos de desfiles dos portadores de dinheiro, a matriz da casa de alforria onde os comensais se deliciam com a boca da boa comida, além dos olhos no prazer de ver e ser visto, além de poder acompanhar o que vai na Bolsa, no bolso e na moda.
Rico ri a toa, se a crise passa longe dele, até na mesa farta e piada sem graça. Segundo Feurback, "o Homem é o come", não pela quantidade, mais pela qualidade.
Quando a esmola é demais até Santo desconfia. Assim, como o Homem que lê muitos autores, embaralha a mente e perde a opinião própria.
Assim como restaurante com muita variedade de comida, por isso é difícil ter tudo, bom é evitar comida a quilo e rodízio de carne, pizza e demais casas do prazer, pois é melhor comer como gourmet do que como um glutão.
Uma casa de prato único, que serve bem os indecisos que não sabem se o mercado trabalha mais bem com títulos à curto, médio ou longo prazo e escolher a comida igual o pão em falta no dia-a-dia.
Nem só de pão vive o Homem, nem com vegetais, pois a proteína animal o fez, assim como o trabalho, no qual se faz e faz pelo uso das mãos, os mais diversos objetos e arte.
Os primatas eram basicamente vegetarianos e comiam frutas, folhas, cascas, raízes, além de vermes e insetos.
Por isso, comiam o dia todo e tinham de andar muito e o apêndice era funcional, para digerir celulose.
Quando deixou as árvores e perambulou na terra, começou a caçar e morar em locas, uma vez que a pouca carne já o mantinha com energia e pela evolução a cabeça cresceu e lhe deu inteligência, articulação do pensamento, voz para se comunicar e as mãos para fazer.
Mente sã em corpo são.
Os vegetarianos radicais que nos perdoem, mas se a maioria abandonasse a carne poderia haver ao logo do tempo a involução do cérebro, se é que drogas, entre elas o celular, não faz crescer o apêndice, assim como voltar a necessidade do dente do ciso, do juízo, que parece que perdemos, para mastigar vegetais duros.
Logo, o Homem, se a carne é fraca, não pode deixar de ser carnívoro.
"Parque do Povo Rico".
A rua, local de caminhada e meditação dos ouropretanos, para gastar energia do ganho fácil de dinheiro acumulado no ciclo de queda e alta do mercado.
Por isso, um arroto nas mesas, ecoam longe. Mas, só eles no jogo da bolsa e do bolso, não perdem se ganham dos dois lados da alegria e tristeza.
O mar não está para peixe, que perde em abundância para o plástico e pode vir temperado de agrotóxico das sobras das safras recordes de grãos, que de um a um enchem o papo dos papas do agronegócio.
Dizem às más línguas que serviço bem feito nem a queda da bolsa resiste, mas tem de ser feito o feitiço com bolsa de grife, pelo fetiche da mercadoria. É tiro e queda!
Seria
Asociedade dos homens
De bem a quem não sorri
Nem se orgulha
Ter na parede
Retrato de herói
De uma guerra
Qualquer
Que frouxos de zombaria
Não ouviste , ainda desperto
Às estrelas que por certo
Cochilavam Luz macia
No pélogo submerso
Do imenso abismo sem meta
Que te acorda da Nostalgia
E quem traça a curva
Do horizonte
E dá linha
Aos movimentos rasos
Dos astros
Nunca
Houve uma guerra boa
Nem uma paz ruim
Avançamos
Em ciências
Tecnologias
Não tanto
Em
Evolução
Os
Sapiens
Que
Não se toleram
O Criador
Ainda
Não acertou
A mão
Os poetas odeiam o ódio
E
Fazem guerra à guerra.
A maneira mais rápida
De
Acabar com uma guerra
É perdê-la
O Espaço Descontínuo
Gosto de viver
Com
A realidade
Quem diz que busca
É porque não a tem
Mas com algum delírio
Sou vil
Sou reles
Como toda a gente
É com a imaginação
Que eu amo o bem
Só
A realidade
É
Para mim, insuportável
Fantasma
Do meu ser
Presente
Depois de Amanha
Depois de amanha, serei, finalmente,
O que hoje,
Não posso nunca ser
Tenho sono como o frio de um cão vadio.
Tenho sede como dos desesperados de outrora
Tenho jeito, daqueles que ainda poderão existir,
Não que se faça pouco
Não que ainda seja ainda muito pouco
Não que eu não vá até lá
Tenho já o plano traçado
Mas não
Hoje, não traço planos
Apenas
Depois de amanha
Soneto de Uma Tarde
Esse sol já não é mais claro
Nasce o Sol
E não dura mais que um dia
Por que é que o sol nasce de dia?
Quando não devias ser
Pois se de dia é tudo tão claro
O que sol vem aqui fazer?
Já que de noite anda tão escuro
Toda viela
É um mar sem fim
Depois da Luz vem
A noite escura
É que me deito e me penso à noite
É que ele deveria nascer
Saber & Razão
O vazio não
Nos persegue
Com o seu hálito
E é na imensidão
Canto
Que se sente o timbre
O Homem
Ser de casca e rédeas longas
Não teria alcançado o possível
Se repetidas vezes
Não tivesse o impossível
A política
É como a perfuração
Lenta
De tábuas duras verdes
Aliás
Existe tanto paixão
Como perspectiva
Bons chutes
Precisam ser firmes
No chão em que se pisa
O Não Fazer Abstrato
Além de cada coisa
É coisando
Que
Se costura a vida
Tem dia
De cozer da vida
Em dia
De coser retalho
Onde não queres
Nada
Nada falta
Tecendo os sonhos
Mais humanos
Capaz de todos os enganos
Que é
Coisa
Do sertão
De veredas
Mais
Que serra
Cordilheira
Travessia
Com
Trenheira
Lá
Bem onde
Tudo fica
Bem alí
Região
Terra
De
Curraleiro
Sempre-viva
Tirijum
Tem
De tudo
Quanto há
Sobe serra
Desce serra
Mora aqui
Mora acolá
Paredão
Grotão
Mora onde
Que Deus
Deu
Mora onde
Que Deus
Dá
De
Gaitada
Espontânea
Molho
Do que
Juntá
É trem
Danado
De bão
E deixa
A vida
Levá
Não sei
Amuleto preto
Onde Deus guarda no escuro
Se meu caminho
Me perdia
Ou me encaminhava
Embotava a bota
E botava o chão
Brotado em rocha
De tanta graça
De leveza tanta
Que
Meu próprio suspiro
Me levanta
Exaustão de gozo
Que tal seja a regra
E longa é a vida
Que aguardo ansioso
O tempo nos parques
Gera o silêncio
Do piar dos pássaros
Das vistas destas araucárias
Na mesa
Do mundo
Meu imaginário
Sentam-se muitos
Desesperados
No corredor atento
No andar desatento
Sem um desalento
Sou todos eles
Nem razão
Tão pequena
Nem amplitude
Tão pura
A tua razão sensata
Se estendeis ao propor
A imitação
Pura do ser
No ascender de ir
Da imaginação
No propósito
Da Imagem em ação
Enquanto
De manhã escureço
E
De dia tardo
Lá longe
É quando
E
Onde há Cansaço
É onde meu tempo é quando
Entre tantos
Um dia
Me descubro
Entretanto
Que
O tempo nos parques
Cisma no olhar cego dos lagos
Sei de um bom lugar
Onde compreender
Que tal amanhã
Quando você voltar
Absorção
Não é a retina
Que desvenda o mundo
Mas
O olhar que se demora
Na superfície das coisas
A pele da realidade
Tênue membrana
Onde a luz e a sombra
Tecem efêmeros reflexos
O toque do visível
Aveludado e sutil
Desliza
Sobre a epiderme do tempo
Revelando
Onde o efêmero se torna eterno
Leia Isso Marx
Trabalhei de graça
Não achei graça
Fiz a obra toda
Mas parece uma desgraça
Atrasado o capital
Na mente o Capital
Fui à Capital
A dívida cresce, um monstro voraz
Que a alma consome, em dor atroz
Noites em claro, um tormento sem paz,
O futuro incerto, um vazio feroz
O suor vertido, em vão se esvai
A recompensa, um sonho distante
A corda aperta, a esperança se vai
E a angústia domina, num instante
Mas a força reside, em cada fibra
A resiliência, um escudo tenaz
Ergue a cabeça, não te entregues à libra
A luta continua, a vitória se faz
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