Textos que Falem eu Nao Vivo sem Voce
"A parte importante de mim
não está em mim
e portanto não pode ser vista
mas quem gosta de mim a vê
porque gosta de mim
e mais nada
Pois a parte importante de mim
e de qualquer outra pessoa
é a parte que não tem, não quer ter
e também não exige
A nada que não lhe pertença
deseja somente a presença
da parte boa que não se vê
Senão com o olhar da alma
A parte importante da gente
É a parte que pressente
a finitude da vida
e percebe
que a melhor atitude perante ela
é querer a companhia
da parte que consigo não carrega nada
Pois a vida que se tem à vista
é passageira
e desta vida não se leva nada
Além da parte fraterna
Que não se via
Eis aqui toda verdade
Um dia
Essa parte há de ser vista
e benquista e companheira
de quem a quis pelo bem querer
Assim há de ser
por toda uma eternidade"
Edson Ricardo Paiva
Dimensões.
Nós sabemos a vida
Não sabendo-lhe a forma adequada
Isto dito ao vento
No momento, existo!
Posto isso, pouco a sei, além de nada
Morte, as tive algumas
Enquanto a vida se amontoa ao vento
Por acaso, à esmo, à toa
Lacuna entre duas ausências
A vida é uma duna
Uma efêmera presença
Que passa despercebida
Até por alguns dos presentes
Uma página já lida
E também já virada
A morte mais estranha
Que se pode ver vivida
Passou tão depressa
Quem a leu, na sanha de virá-la
nem se lembra de nada
Passou dessa para a estante
Num canto esquecido da sala
Na casa da eternidade
Se confessa arrependida
Pelas coisas que não fez
Se percorre uma vez
Removendo o pó estrada
Pó de existências
Passageiras como nós
Fugazes e sós
Instáveis, incríveis
Existências perecíveis
Voou como instante
O pião na fieira
A fogueira, a esperança
O choro do filho, a vaidade
A verdade, a meia verdade
O barulho do cristal quebrando
O orgulho ferido, a ira propensa
A pequena diferença
Entre o sempre
e o de vez em quando
A esperança perdida
A mesa posta
Pra quem gosta de comida em fogo brando
Morte, as tive muitas
Madrugada, olhar perdido
Coisas tão distantes
Vivendo apenas uma vida
Não dá tempo de estar juntas
Se o poeta não juntá-la em versos
Nalgum canto empoeirado
Lá na sala do infinito
Assim, ao menos por um mero instante
Se ficaria bonito, nunca saberemos
Porque tudo tem três lados
Um peão num barbante.
Viveu para o mundo
Algo assemelhado
em ao menos uma das dimensões
Morreu para a vida
Por breve descuido.
Edson Ricardo Paiva
Lugares.
Muito além dos lugares felizes
Cujos dias não se conta
Presentes nos melhores sonhos
Aquele, que é, quando a pele da gente
Arrepia, de pensar sonhar
Quando eu digo que se encontra além
Quis dizer; que você pode percorrer o mundo
Pode esquadrinhar os céus de ponta a ponta
Mas eu digo que talvez ele não seja assim, muito acessível
E, quiça, somente a gente o possa ver de olhos fechados
Descobrir que esteve sempre perto, ao lado
Reservado às almas que aprenderem, leves
A enxergar uma reserva enorme de universos
Presentes dentro de nós mesmos
O caminho pra encontrar essa leveza
É luz, a mesma luz que a escuridão da alma, oculta.
Edson Ricardo Paiva
Ah! coração que leva susto que pensa que tudo que até agora tens vivido é um absurdo,não é não te digo de irmão pra irmão sou parte sua eu vejo tudo que tu sentes e sei muito sobre a dor tua,eu te entendo e me lembro que um dia te disse:
_coração se você se apaixonar dessa vez você vai sofrer sozinho....mas me arrependi das minhas palavras coração amigo velho, sofreremos juntos como um só até o final
Mãos que tocara meu corpo com profundo desejo e com apreço,boca suculenta de desejo não sei se foi assim do fim ao começo ou do começo ao fim me libertando do medo que havia em mim...
Corpos que se entrelaçavam na intimidade de um amor selvagem a meia luz um brilho radiante, silêncio quebrado com um leve sussurro que parece que foi dado do topo do mundo...
Queria que tudo mudasse mas não dou um passo,estou em desvantagem e não quero ver vantagem nenhuma pra continuar, o sol forte queima meu rosto mas penso que não mereço a sombra fresca,a água mataria minha sede sem duvida mas não me sinto merecedor da vida,tenho vergonha de olhar para o céu límpido pela multidão do meus pecados, mas ouço uma voz aqui dentro o dono da vida me diz: esforça-te tenha bom ânimo eu te fortaleço eu te sustento com minha destra e por meu amor te faço merecedor de tudo quanto fiz e vi que era bom...
''Ademir oliveira''
E então vi o que meus olhos não queria ver,senti na pele o que não queria sentir,gritei tão alto que voz não saiu,corri mil léguas longe dali mas meu corpo permaneceu imóvel,quis achar um lugar pra mim no universo e por horas não encontrei e então vou terminar essas poucas linhas como comecei.
E então vi o que meus olhos não queria ver...
Quando nada mais houver
E se não restar
nem mesmo a dor
Agradeço pelo que tive
Mesmo estando assim
tão distante do começo
fico feliz pela tarde
Quando chove
Observo o alarde que faz o mundo
e agradeço, mesmo quando
dentro de mim
Nada mais se move
Me apego ao apreço
Que um dia, porventura
houver existido
pela pessoa que eu era
A vida não passa
Nós passamos pelo Mundo
a vida espera
às vezes fingida e mentirosa
e há dias em que é sincera
e claramente fria
Quando mais nada houver
e acabar-se o que havia de melhor
assim como também não existir
amor, calor ou dor
estio ou frio
Nada pra sentir
e nenhum lugar aonde eu ir
Ainda assim
Espero que ainda possa ver
as aves no Céu
Simplesmente pra se olhar
Mesmo que em meu caminho
haja apenas as quedas
E esta vida eu já nem viva
Nesse dia talvez eu compreenda
Que por mais que a vida tente
e a gente jamais aprenda
Seja ela gentil, sutil ou incisiva
haverá de existir pra sempre
A alternativa de vivê-la
desta maneira
um tanto contemplativa
O Universo permanece imparcial
Mesmo quando parece que não
E qualquer coisa pareça
receber um tratamento especial
Desigualdade é ilusão
O reverso e o avesso
O Céu e o chão
Filhos da mesma natureza
A Natureza é um amor
Cuja confiança nós desmerecemos
Uma tábua de leis
Que nós não lemos
E que às vezes
se apresenta enfurecida
Nos forçando a reaprender
O lado leve da vida
A vida, curto e eterno
Período de tempo
No qual dividimos energia
Com o ar, com os mares e as pedras
Poeira de estrelas
e com a própria vida
Que compõem e se espalha
Por este imenso Universo
Onde, apesar de nossas ilusões
Nada falha
A luz e a escuridão
Divididas com plena igualdade
Onde a única ilusão existente
É a existência do mal
Que não existe
Portanto, não fique triste
Pois o Universo
Permanece imparcial
Não gosto de manhãs chuvosas
Elas causam-me melancolia
Sinto o oposto pelas noites estreladas
E apesar disso
As estrelas e as gotas de chuva
Não estão interessadas
Em nada que eu sinta
Simplesmente caem ou brilham
Estrelas brilham quando saem
Gotas de chuva brilham quando caem
Estrelas caem do Céu em noites claras
Em raras manhãs a chuva pára
Após terem caído sem mostrar
durante a noite
Seu brilho sem par
A melancolia
Também é algo assim
Simplesmente uma saudade ímpar
de coisas que eu não vivi
ou manhãs das quais eu me esqueci
Nem tudo no Mundo muda
Quando amanhece
Mas tudo na vida vai mudando um pouco
Conforme vai passando o dia
Não é todo dia que se ri
Nem todo dia é dia de chegada
Há dias em que a gente chora
Tem dias em que esse dia é agora
Há momentos presentes
Que de alguma forma
Nunca mais haverão de estar ausentes
Pois tudo muda em nossa vida
Quando vemos, infelizes, a partida
De quem no fazia sorrir
e também ria
Adeus, Maria
Tudo muda de repente
Mesmo que não seja repentinamente
O que não muda e não mudará jamais
Será o modo de viver aquele momento
Que eu te via, em movimentos lentos
Me lembro de todos eles
Mesmo que pra ti eu parecesse desatento
Pois eu sei que não mais chegará
Eu fico aqui
E peço que essas palavras voem ao vento
e te alcancem e te abracem
E te digam que o que eu mais queria
Era que você ficasse
Adeus, Maria
Até um dia!
Somos humanos
Fazemos planos que não dão certo
desejamos ter por perto
Quem já não nos quer
Desejamos coisas impossíveis
E temos sentimentos mundanos
Isso é perfeitamente normal
Ainda não alcançamos a Divindade
Aceitamos ver crianças
Vivendo sem dignidade
E gostamos de pessoas desprezíveis
Não temos como saber
Mas a cada vez que cometemos erros
Que não sabíamos ser errado
Aprendemos algo novo
Cada vez que alguém nos nega um sorriso
Evita nosso abraço
ou se recusam a apertar a nossa mão
Sem motivo justo
Deus nos sorri, nos cumprimenta
e nos abraça
Se a coisa que você faz hoje
e amanhã houver de ser retribuída
Com ingratidão
Não faz mal; faça
Se amanhã lhe virarem as costas
agradeça
Agradeça a Deus
Por poder viver distante delas
Mas não precisa odiá-las
Elas já odeiam você
E querem, desejam muito
Que você se torne um ser desprezível
Igual a elas
Pois elas sabem
que ainda não podem te alcançar
Tenha piedade daqueles
Que compensam o fato de serem
Pessoa vazias
Ostentando coisas visíveis e brilhantes
Os olhos delas
Ainda não conseguem
Enxergar o brilho do invisível
O valor da paz
a alegria de compartilhar
E a companhia que nos faz a solidão
Não peça a ninguém
que interceda por você
Interceda você por elas
Esteja um passo adiante
Não para vê-las tropeçar
Mas para impedir que tropecem
Pois agindo assim
Mesmo que não seja este teu desejo
Um dia estará tão distante
Física e espiritualmente
Que elas vão tropeçar
cair e se machucar
e se lembrarão de você
Um dia o brilho efêmero
das coisas que elas ostentavam
há de se tornar muito fosco
E elas desejarão ter você por perto
Pra descobrir com você
Como viver sem aquilo
E como adquirir o brilho
das coisas invisíveis
Que elas não enxergavam
Mas nesse dia
Você não poderá ser encontrado
Não precisamos
Nunca precisaremos
A gente, definitivamente, não precisa
Chorar por amor
no calor de uma tarde indecisa
Precisamos apenas
Daquela cor maravilhosa
Meio vermelha, meio azul
e meio cor-de-rosa
Que aparecem nos ocasos
E precedem as noites mais amenas
Que já vimos nesta vida
Mentimos pra nós mesmos
Quando dizemos que não podemos
Dividir e compartilhar
Pois todos vivemos neste mundo
e não passamos um segundo
Sem respirar todos, sem exceção
O mesmo ar e dividir os mesmos mares
a mesma Lua e o mesmo Sol
O tempo voa
O vento gira em caracol
Mesmo quando
Não precisamos de mais
de nada mais
Que uma simples brisa
Acho que todos precisamos
De uma parede pintada de água e cal
e ser criança brincando
Com chapeuzinhos de jornal
Num lindo quintal de terra batida
e samambaias penduradas
em vasos de velhas latas
Não precisamos de mais nada
Além de pássaros nos ares
E frutas nos pomares
Não precisamos
A gente não precisa
Prosseguir contrariando a natureza
à guisa de alguns trocados
Não preciso e nunca precisei
de muitas camisas
e mais que um par de luvas
Eu preciso, eu quero e eu espero
Poder novamente
dançar na chuva de dia
e à noite olhar estrelas
Viver com simplicidade
Não preciso chorar por amor
Preciso viver bem
ao lado de alguém
Que me queira de verdade
Quando for amar alguém
Se for possível, afaste-se e não ame
Se fosse possível escolher a quem se ama
Eu te aconselharia
A amar a quem vem até você
E não a quem te chama
A quem te apreciasse e fizesse elogios
Pois amar é dividir a vida
E formar parcerias
É ter alguém em quem se confia
E com que se pode contar
Pois, pra colocar pedras em teu caminho
Já bastam teus oponentes
Amar é dividir
e querer ver sempre contente
jamais o oposto
Ser amado é ganhar um abraço
Quando chegar 8 de agosto
Agora, quando quiseres
Matar um gigante
E desfazer o amor maior que existe
Basta seguir a dica
E seguir a vida adiante
Te asseguro
Não há nada que resista
E não há nome pro que fica
Terça-Feira, Madrugada
Noite enjaulada
A Cidade parece escondida
Paisagem parada
Não vejo sinal de vida
Trancaram todos os portões
Estou sozinho comigo
Chego a ter medo dessa paz
Que se abriga em todos os quintais
Todo Mundo foi dormir mais cedo
A cor da luz da noite
É daquelas que se vê raramente
E eu ouço aquele característico
Som que sempre emana do silêncio
Seu tímbre tem algo de místico
Abafando os ruídos da noite
Estalidos e crepitares
Imagino ouvir distantes
Quebrares de ondas que vêm de algum Mar
A Lua tem ar suspeito
Daqueles de quem sabe algum segredo
Mas não conta pra ninguém
De jeito algum
Há anjos em pé, por sobre as nuvens
Fachos de luz, quase que imperceptíveis
Cruzam os Céus em movimentos lentos
Modorrentos
Parece que a qualquer momento
Virão pairar pertinho da janela
E anunciar que é hora de partir
Pra algum lugar
Onde eu não quero ir
Desejo boa noite
Apago a vela
Vou dormir
Alguém está cantando uma canção
Não é pra mim
A menina bonita sorriu quando passou
Não foi pra mim
O telefone toca
Não é pra mim
O correio trouxe carta
Que também não é pra mim
Tem alguém estourando pipoca
Não é pra mim
O Sol brilha no Céu
Mas não por mim
Eu soube que você sente saudades
Não de mim
Na igreja o sino badala
Sem saber que eu existo
O coveiro esta cavando
A chuva cai
Nesse momento eu resisto
Este ser esquecido sai e se encharca
Enfim, se a chuva abarca a todos
Ela cai também pra mim
A noite não passou
de um pensamento
Flutuou
qual aos sonhos sonhados
Ponho então
o concreto e o abstrato
Lado a lado
Eu vivi assim devido aos sonhos
ou sonhei assim devido à vida ?
E meu dia já começa
Repleto de perguntas
Não posso mais deixá-las
Todas juntas
Não há calma e nem há pressa
Não há em minh'alma
Nem mesmo a promessa
de que haverá,
em alguma manhã dessas
resposta convincente
Saio à rua e vou viver meu dia
Se não há como saber
Não hei de viver somente
dessa vontade inquietante
de querer saber
Hei apenas de viver como quem gosta
de ler e escrever poesia.
Em penso em coisas pra dizer
e muita coisa não digo
Pois suspeito ter perdido o prazo
Deixo em suspenso
Pode até parecer que não ligo
e que não vem ao caso
Aquilo que não tem mais jeito
Levo comigo aqui no peito
Essas coisas me dividem em quatro
Corpo, alma, coração
e sonhos que sonhei antes de ir dormir
Quando acordei eu percebi
Que eles de fato tinham ido embora
Mas nasce o Sol
e doura a terra de outra cor
Não faz diferença
Quantos Sóis que nasçam
ou quantos planos faça a alma
Uma hora a noite vem
Meus olhos não veem ninguém
Pra sonhar junto
tudo fatalmente se despedaça
Procuro coisas que me façam
Pensar em outro assunto
Tento outros sonhos pra esquecer
Tem horas que eu paro e penso
Que custa muito caro este querer
Quando cada manhã
Amanhece mais ingrata
Se eu tivesse uma alma barata
venderia tudo isso
Por muito ouro
e muita prata.
Samba.
Tem emoções
Que a gente sente à toa
Esse tal de amor, por exemplo
Não é coisa muito boa
Ela judiou tanto de mim
Que meu coração se esfola
Me fez eu violar minha viola
E cantar o samba de outra escola
Depois ela foi embora
Só vou gostar de samba, agora
Não estou mais nem aí com ela
Nem sinto mais o arrepio
Por aquele sorriso vazio
Aquela linda boca banguela
Cantou bem alto o samba concorrente
E eu fiquei tão descontente
depois que ela me deixou
levou até as minhas panelas
Me constrangeu, me intimidou
e riu de mim
Eu juro que foi assim
Não quis meu amor, tão puro
Ficou fazendo jogo duro
Eu posso viver sem ela
Mas este samba que eu fiz
Juro que não vai ter fim
Outro dia, a caminho do nada
Cara amarrada, coração fechado
de repente olhei pela janela
Não estava longe e nem perto
Estava exatamente onde tinha que estar
Um lindo Campo de Flores Amarelas
Até hoje eu me pergunto
Que flores seriam aquelas
Sem perceber, quando dei por mim
de repente eu já sorria
Uma simples paisagem
Alguma coisa muda na gente
E acaba por mudar tudo no dia
Eu não criei, nem ao menos tentei
mas tento não perder
Essa mania que há em mim
de enxergar a beleza
Que existe nas menores coisas
Isso sempre me causa
Uma sensação muito boa
A vida sempre se encarrega
de fazer algo que dói
Mas, por mais que a vida doa
Eu creio que não seja esta
A intenção ou finalidade
Mas, sim, aprender a enxergar
Sempre beleza e qualidade
A vida existe pra que a gente
Saiba sempre abrir o coração
e se deixar invadir pela alegria
E levar sempre pra casa
Um pouco dela
Ao final de cada dia.
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