Textos que Falem eu Nao Vivo sem Voce
As Vozes Dos Mentecaptos
volta e meia eu me sentava junto à eles e observava a falação.
eles pareciam insatisfeitos com o mundo
os lábios se mexiam como se não soubessem segurar as palavras na boca.
eles diziam
''a verdade é insuportável
a mentira é a solução''
eu nem me mexia, queria ouvir o que saia das suas malditas bocas imundas.
mas pensava na minha cabeça, como é que esses cretinos ousam falar do mundo se nem sequer o vivem?
conclui que também fazia parte dessa difamação toda.
assim como eles, eu também não vivia a vida como era pra ser vivida, eu simplesmente me sentava e impacientemente esperava algo acontecer, e não acontecia.
minha existência era miserável. incompreensível.
e nossas verdades eram encobertas por mentiras convincentes.
ninguém desconfiava, todos aceitavam como se fossem verdades absolutas.
logo pensei,
os humanos são imbecis, a existência é imbecil, somos projeto de um acaso infeliz que não deu certo.
Como eu
A vida te maguou tão derrepente
Como eu
Andava tão alegre tão contente
Mas quando menos esperava
Foi como um pesadelo
Fiquei sem rumo sem estrada
Só deu dor de cotuvelo
Para mim foi um grande aprendizado
Prefiro andar sozinho
Do que viver sendo apunhalado
Vou sem rumo sem caminho
Quem sabe um dia eu não possa melhorar
Quem sabe voçê
Não me faça mudar
E juntos possamos vencer.
O MEU CONFORTO
Sol poente... noite fria! Cá estou! Sou eu.
Eleva-me à fragrância da flor morta...
Que do dia, me restou a vossa porta
Por voltar à luz bendita que morreu!
Sou do teu conforto de saudade
O teu grito erguido em trevas de infinito...
Prega-me à cruz da insanidade
Que sou de ti a história curta de um mito!
Sou eu! Cá estou! Abra-me seus espaços,
Minha cruz, onde morre a minha dor,
Que já breve volta à luz os meus cansaços...
Noite fria... solidão! Oh, meu amor!
Dá-me o conforto dos teus braços...
A ilusão dos meus instantes de primor...
DEPÓS A CHUVA
(A prometida)
Então, depois, que chegaste sorrindo
e bela, quando triste eu já estava,
sorriu... a minh’alma, que enlevada
de sonhos, a noite foi se cumprindo...
Hoje, que me és a luz deslumbrada
e infinda, infindo eu me vejo sentindo
orgulho dos meus olhos, que nada
enxergava de esperança se abrindo...
Certo que de euforia imensa e leve
possa pulsar por teu sangue que tece
o meu imenso coração elevado,
Elevar-te-ei o luar da noite cumprida,
por certo que me foi prometida
para morrermos de amor lado a lado...
PRETEXTO
Que nada me fosse vil! E pecado
Ao firmamento! E eu seria um santo,
Que, no mundo, o meu pesado
Seria o meu provar de acalanto...
E de toda à vida, eu seria um manto
Ao destino, que se prega andado,
Mudo. E, qual razão teria um pranto?
E de qual amor seria meu curvado...
Por tudo é essencialmente puro!
E nada é de vão momento...
Nem adúltero, nem enlouquecido...
Por tudo o que é desgraça, impuro!
E canto, e disperso ao vento
Do meu santo mundo o ardor vivido...
LAÇOS
Tantos sentimentos me perseguem...
E nesta vida em que eu vou passando
Céus inteiros me clareiam, quando
Todos os de bom amor me seguem...
Com a voz do infinito eu vou cantando
As melodias dos que não temem,
Dos que, nos louvores, prevalecem
Nos maus das noites dispersando...
Eu anseio qual se afia prudentemente,
O que não se firma em mau intento,
Que não se deixa amar secretamente.
Pois que os sentimentos nesse mundo,
Não inquire tudo o que se vai vendo...
Mas anseia o coração, que é profundo!
DESEJOS EM AGONIA
Eu queria ser a brisa no teu esplendor
Galgar pelo tempo, ao vento imenso!
Eu queria ser alma em tudo que penso...
A aura do teu sentido e o teu frescor!
Eu queria ser o gosto do teu beijo denso,
O mel que escorre da tua boca em flor!
Ser as lágrimas do teu pranto sem dor
Que beija a tua face, sob o desejo tenso!
Eu te desejo sobre o langor dos sentidos
Por tempos curtos passados e perdidos,
Num dia de noite, sobre trevas sem fim...
Minha alma vagueia ao tempo em agonia
Por deixar-te passar ao vento aquele dia
Em que o ar teu perfume errou em mim!
HORAS QUENTES
Se eu pudesse ter-te, oh, amada minha,
Nesta hora em que os desejos aflorados
Consomem todos os medos e pecados
Deste Poeta louco que te adivinha...
Toda louca que tu és, bem à noitinha,
Vem ao pôr-do-sol a lua dos amados
A deixar-te em suspiros amargurados,
A estender-se pela noite, tão sozinha...
Se eu pudesse ter-te às horas quentes,
Sob roupas íntimas que te põe ardentes,
Rasgaria em linhas as vontades tuas...
Deixaria estas loucuras sem passado...
E no momento que tivesse do meu lado,
Suavizados, faríamos amor... às luas!
CINDERELA
Era ela, a minha amada: a que alucino...
Veio pra mim naquela carruagem.
– Bem que eu sabia que seria ao meu destino
Aquela que me era uma miragem...
Veio ela, sem que me fosse de passagem,
A minha poesia, o meu sol, o meu desatino...
Era ela: o meu encanto de roupagem,
Veio pra mim com seu amor intenso e fino...
Era ela, a minha amada, aquela coisinha,
De amar sem sofrer, sem sentir dor,
– Que das canções alucinava de ser minha...
Mas quando de verdade eu a cantava... ai, o dia!
Uma luz a iluminava em tão primor
E me acordava da mentira em que eu sorria...
DIGA-ME, AMOR...
Como posso amar assim como eu te amo
Que amor é esse a me perder
Esqueço tudo nem me lembro do engano
Que o amor pode a gente envolver...
Que paixão é essa que me faz
Te procurar o tempo todo e não desfaz
A vontade louca de te amar...
Tanta coisa me disfarça sem que a dor
Consigo disfarçar por tua ausência
Como eu te amo assim com tão primor
Se nem viver por mim é tua essência...
Amor, quero te dizer que neste mundo
Eu nunca amei alguém assim igual
Meu coração jamais pulsou tão profundo
Como pulsa ao teu amor não é normal...
Que amor é esse a me perder
Esqueço tudo nem me lembro do engano
Que o amor pode a gente envolver
Como posso amar assim como eu te amo...
ALMA SUBMISSA
Ah, se eu pudesse ter o teu frescor,
Se eu pudesse ter-te do meu lado,
Alma de puro afeto e de bom grado...
Dona dos desejos, e de tão vivo fulgor...
Desejos de vida sem trevas nem dor,
Anseios que invocam o ser amado,
Para que seja de caricias todo o teu fado...
Pois tudo em ti é cobiça - tudo é amor!
Quem dera poder ter tudo em mim
A tua ambição, plena e sem fim...
Tão mudo e sisudo não estaria a pensar...
Por que razão te desejar tanto assim,
Se não exprimo harmonia nem digo sim
Aos afetos e juras na hora de amar?
SENTIMENTOS SÓRDIDOS
Eu sou a sensibilidade dos teus sentidos,
O abortamento da tua inaudível paixão;
O alento que fita a tua alma da solidão,
E os teus mais tensos sentimentos vividos.
Eu sou a tua escolha de fardos erguidos,
O amor, o fogo, a chama de teu coração;
A dor que não dói, sou a tua ilusão...
Os prazeres que por ti serão consumidos.
Eu sou o teu querer e os teus encantos,
Os teus momentos, eu sou teus prantos,
A tua alegria, a tua esperança e o teu viver...
Mas quem vive e sente também sonha,
No entanto, sou também a tua artimanha
De amar e amar pra não se perder...
POR TEU PRAZER
Eu queria ser apenas o teu querer,
Queria ser a tua paixão, tão louca...
Quem por um dia se fez perder
Com apenas um beijo de sua boca.
Apenas queria ser de tua voz rouca
Uma causa finita de prazer,
Mesmo que a sentisse tão pouca
Ser-me-ia de esperança em viver...
Queria ser o mar de teus desejos,
O estalado molhado dos teus beijos
E também a boca que vier beijar...
Mas não apenas só ser sentimento,
Também queria ser todo o momento
Da tua louca vontade de amar!
ALMA PERFEITA
Se eu pudesse ser
Cada sentir de teus desejos,
O calor que sai de teus beijos,
A emoção que te faz viver...
Se eu pudesse ser
O pulsar de seu coração,
O teu sangue quente, em expansão...
Que a si se faz exceder!
Se eu pudesse ser
A tua magia e o teu encanto,
A paixão, que em ti és tanto,
O afeto, que não te faz perecer!
Se eu pudesse ser
Só em ti, a tua alma pura,
Tão meiga, oh, bela criatura,
Por amor, jamais iria sofrer!
CAIS
para Gato
Eu vou amanhecer no cais da aurora,
Com as minhas longas roupas de fumaça,
Para encontrar meu coração que chora
Por todos os caminhos onde passa.
Eu vou encher de vinho minha taça
E bebê-la na mais propícia hora
Até que o meu espírito se faça
Risonho e colorido como a flora.
Na popa de um saveiro luminoso,
Vou conhecer o cenário formoso
Das ilhas do Recôncavo singelo.
E, quando na tardinha eu regressar,
Verei o pôr-do-sol cair no mar
De cima do fortim de São Marcelo.
O REI DOS LÍRIOS
O rei dos lírios quer me ver feliz
E que eu desfrute de um prazer sem fim.
Ele me deu cem mil maravedis
E comprou um castelo para mim.
O rei dos lírios quer me nomear
Embaixador no reino do Sião
Para que eu possa lá me consolar
Do tédio que corrói meu coração.
O rei dos lírios disse que vou ser
Um nobre em sua corte sideral,
Com direito a fazer e acontecer.
Livre de tudo que me cause mal.
E vai me dar, em bom jacarandá,
Uma cama onde eu possa dormir bem
E esquecer esta angústia que em mim há.
E por todos os séculos. Amém.
Eu só queria saber, ter uma imagem,
uma foto qualquer do período em que
tudo começa a dar errado. Lembro dos
quartos sujos, dos azuis, dos
parques e cidades distantes. Lembro
do orgulho de ter algum sentimento.
Eu sei definir maus momentos,
irritantes gestos, mas não o primeiro
instante em que tudo teve início. Deixa eu colocar assim, como
uma desgraça cósmica que pairou
sobre todos nós. Queria zerar o
placar e trocar um eu, sedentário, por
atleta de verdade. Deixa eu
afastar os mundos logo um do outro
que talvez seja melhor. Eu não tenho
que pedir desculpas ao mundo pela minha loucura, eu não tenho que pedir
permissão pra poder ir tentando se
acertar em meio a tantos erros de
cálculo óbvios e tiros no coração de
raspão. Opostos, negativo e
positivo, extremos distintos, juntos
nunca dão ‘mais’. É sempre um ‘menos’
preciso que a gente vai encontrar no
caminho, é sempre um ‘menos’ frio que
vai bater na nossa cara não
importando pro lado que a gente
vire.
E não importa o quanto eu tente.
Nada rima, nada combina com Lobos-Cinza da Polinésia.
Jonas Greco.
E esse sentimento zerou, sem chances de marcar mais um ponto no placar, sem mais ter de me importar com um orgulho.
Orgulhos são pedaços de vidro dentro da garganta:
Se engolir morre, se cuspir fora cada palavra, cada momento... sangra, sangra muito.
Não estou tentando parecer poeta, até porque poetas não amam. Só tentando explicar que sua definição "uma desgraça cósmica" me acertou, um ponto, no placar. Ainda.
E se opostos se atraem, porque me sinto tão igual á você? Será mesmo que extremos distintos nunca dão ‘mais’?. Isso aqui é jornada, não um jogo, que quanto mais matamos e ganhemos vida, no final o velho ‘chefão’ estará lá.
Não querendo ser mórbida.
É verdade, nada rima com Lobos-cinza da Polinésia.
Brena Lobo.
Durante a nossa vida, conhecemos uma infinidade de pessoas. Algumas nos marcam, por diferentes motivos. Quando eu estiver velhinho ainda me lembrarei da sintonia assombrosa que temos. Os opostos se.atraem por representar um mundo diferente um ao outro. Porém, esses casos, geralmente, estão fadados ao tédio quando passa a empolgação da novidade. E sobre o "chefão", eu me identifico. Sinto-me como ele quando vejo uma ex-namorada/ex-amigo feliz.
Jonas Greco.
Eu quero que os seus olhos sejam os primeiros que eu veja a acordar, que seu sorriso e o seu rosto sejam a inspiração para amar
Eu quero me casar com você!
Eu quero que os seus braços sejam o abrigo quando o frio aparecer, e que eu esqueça o mundo inteiro quando eu ficar bem perto de você
Eu quero me casar com você
À DAMA D’ELITE
Dantes eu pregado aos teus desejos,
Exaltado ao teu odor, eu murmurava
Por cobiça ao vigor d’os teus pejos,
E o meu amor de paixão se’dificava...
Que, hoje me abrigo aos teus ensejos,
De fim aos anseios, que desventurava,
Dos tormentos que ainda eu protejo,
Dos teus aromas que me enfeitiçava...
E por minha tortura de infinito amor
Inda rogo aos céus: que a ti proteja,
Para toda a infindável paz-imaculada;
Que nos enfeitam ao mesmo esplendor
Por séculos e, por séculos alegre seja
A tua infinita fragrância-deslumbrada!
ÚLTIMO PRANTO
Acaso torto! Hás d’eu, portanto, cumprir
Por esta vida de prantos e de amor:
Existência qual foi traçado o meu porvir,
E glória, qual me foi vista ao esplendor...
O firmamento, que me figura em exaurir
A maldição, o engano sedutor
Que me avaria, em promessas, induzir
A alma em displicência ao meu fulgor...
O qual me invoca em ilusão ao pecado,
Que sem razão, me complexa ao mundo,
Que sem esperança me intui elevado...
E consumado eu me vejo ao sol disposto,
A vencer todo chão de ardor profundo,
Que de triunfos, eu me vejo sorrir o rosto...
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