Textos que Falem eu Nao Vivo sem Voce
ESTRELA
Corpo cheirando a rosas,
olhos, sorrindo para mim.
Assim eu te vejo formosa,
de uma ternura sem fim.
Sorris a cada momento,
passeias ao meu redor.
Boles, com o meu pensamento,
e eu quero esse amor maior.
Linda és como um céu,a uma
estrela pareces.
Medo tenho, se algum dia,
a estrela some, e me esqueces.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista. RJ
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Continue com o negócio!
Faça negócios até eu gozar. - Lucas 19:13
Nos dias antes de Connecticut se tornar um estado, a legislatura colonial estava em sessão quando uma densa escuridão apagou a luz do sol. O clamor foi ouvido: “É o dia do julgamento! Vamos para casa e nos preparar!
Mas um membro da legislatura, um antigo diácono da igreja, levantou-se e disse: “Irmãos, pode ser o dia do julgamento - eu não sei. O Senhor pode vir. Mas quando Ele o faz, quero que Ele me encontre no meu posto, cumprindo meu dever até o último momento. Sr. Orador, entendo que as velas sejam trazidas e que continuemos com os negócios da colônia. ”
Em Lucas 19: 11-27, Jesus contou a parábola de um nobre que foi para um país distante. Antes de partir, o homem reuniu dez de seus servos, deu a cada uma moeda uma quantia de cerca de três meses de salário e disse: "Faça negócios até que eu chegue." tinha feito com o dinheiro.
Em Sua ascensão (Lc. 24: 49-53), Jesus também “foi para um país longínquo” (19:12), e poderia voltar a qualquer momento. Mas até que Ele o faça, nosso dever como Seus servos é fazer o melhor uso possível de nossos talentos e oportunidades para servi-Lo.
Em vista da promessa de nosso Salvador de voltar, vamos continuar no nosso posto e "continuar com os negócios!"
O Senhor prometeu voltar - mas não sabemos exatamente quando;
Então, vamos trabalhar duro até que Ele venha,
e Ele nos recompensará então. —Sper
Um cristão observador será um cristão que trabalha. Richard DeHaan
Eu o conheço
Eu sei em quem acreditei. - 2 Timóteo 1:12
Quando o grande Princeton estudioso James Alexander estava em seu leito de morte, sua esposa citado incorretamente 2 Timóteo 1:12: “Eu sei em quem tenho crido.” Gentilmente ele corrigiu para adicionar a palavra no . Ele queria deixar claro que, além de possuir uma compreensão precisa da pessoa e obra de Jesus Cristo, ele o conhecia de uma maneira profundamente pessoal. Ele viu sua morte iminente como a porta pela qual ele seria levado imediatamente à presença daquele que ele havia amado e conhecido tão bem.
Como ex-pastor, conversei e orei com dezenas de pessoas à beira da morte. Eu observei todas as emoções, do puro terror à antecipação alegre. Mesmo entre os cristãos, tenho visto alguns morrerem mais triunfantemente que outros. Os crentes que demonstram mais confiança na morte são aqueles que têm um relacionamento profundamente pessoal com Jesus. Como o apóstolo Paulo, eles podem dizer honestamente: "Eu sei em quem acreditei".
Desenvolvemos uma intimidade com o Salvador aprendendo sobre Ele na Bíblia, expressando nosso amor a Ele em oração e obedecendo à Sua Palavra. Ao aprendermos a seguir a orientação do Espírito, Ele testemunhará com o nosso espírito, para que também possamos dizer: "Eu sei em quem acreditei".
Mas eu sei em quem acreditei,
e estou convencido de que Ele é capaz de
manter aquilo que lhe cometi
naquele dia. - Pequeno
A fé em Cristo é a ponte sobre o golfo da morte. Herbert Vander Lugt
Cabe a Deus
Eu plantei, Apolo regou, mas Deus deu o aumento. - 1 Coríntios 3: 6
Tom Vreman, da Missão da Sociedade Dorcas, estava falando à nossa igreja sobre a paciência necessária para trabalhar em um campo missionário. Ele contou sobre um amigo e sua família que viajaram para a região da Mongólia Interior da China para proclamar o evangelho.
Nos primeiros anos, tudo o que eles fizeram foi se estabelecer e aprender os costumes do povo. Depois de quase quatro anos, seu amigo relatou com grande entusiasmo que ele estava discipulando seus três primeiros conversos. Isso é um progresso lento.
Porém, depois de mais quatro anos, o missionário deu este relatório surpreendente: A vila inteira se voltou com fé para Cristo. Os novos cristãos começaram a orar pelas pessoas em uma cidade vizinha. Eles enviaram testemunhas e logo toda a vila recebeu Cristo. Agora toda a região está ouvindo o evangelho - tudo porque um homem e sua família estavam dispostos a plantar a semente e confiar em Deus para os resultados.
O apóstolo Paulo deu sua vida para fazer a obra de Deus. Mas ele sabia quem era o responsável pelo sucesso desse trabalho. “Nem quem planta é nada”, escreveu ele, “nem quem rega, mas Deus que dá o crescimento” (1 Cor. 3: 7).
Evangelismo exige paciência. Podemos plantar a semente, como Paulo fez, ou podemos regar, como Apolo (v.6). A chave é fazer nossa parte e deixar os resultados para Deus.
Você pescou pela alma dos homens por anos, mas
pouco sucesso pode reivindicar;
Continue lançando a rede onde Deus o leva - Sua fidelidade honra Seu Nome. - DCE
Fidelidade é a exigência de Deus; fecundidade é a sua recompensa. David C. Egner
Imperfeito por design
Eu te louvarei, porque sou medrosa e maravilhosamente feita. - Salmo 139: 14
Você já reparou nas marcas, ou covinhas, cobrindo a superfície de uma bola de golfe? Eles fazem a bola parecer imperfeita. Então, qual é o propósito deles?
Um engenheiro aeronáutico que projeta bolas de golfe diz que uma bola perfeitamente lisa viajaria a apenas 130 metros do tee. Mas a mesma bola com o tipo certo de covinhas voará duas vezes mais longe. Essas aparentes "falhas" minimizam a resistência do ar da bola e permitem que ela viaje muito mais longe.
A maioria de nós pode nomear rapidamente as características físicas que desejamos ter nascido sem. É difícil imaginar que essas “imperfeições” existem para um propósito e fazem parte do projeto principal de Deus. No entanto, quando o salmista escreveu sobre a maravilha criativa de Deus no útero, ele disse ao Senhor: "Você formou minhas partes interiores" (Sl 139: 13), e "Seus olhos viram minha substância ainda não formada" (v.16 ) Então ele disse: “Eu te louvarei, porque sou medroso e maravilhosamente feito” (v.14).
Se pudéssemos aceitar nossas “imperfeições” corporais como parte do plano mestre de Deus para nós, que diferença isso faria em nossa visão da vida. As “covinhas” de que não gostamos podem permitir-nos trazer a maior glória ao nosso sábio e amoroso Criador, que sabe como tirar o melhor de nós.
Os fios escuros são tão necessários
nas mãos hábeis do tecelão
quanto os fios de ouro e prata
no padrão que Ele planejou. - Anon .
Todo filho de Deus tem um lugar especial em Seu plano. David C. McCasland
Solte!
Em ti, Senhor, eu confio. . . . Tende piedade de mim, ó Senhor, pois estou com problemas. - Salmo 31: 1,9
Em um artigo para a revista Campus Life , Susan Smart descreve seu terceiro - e quase último - voo solo. Ela estava praticando uma manobra a 5.000 pés quando perdeu o controle e seu Cessna 150 começou a girar loucamente em direção à terra. Após vários segundos de pânico, ela lembrou as palavras de seu instrutor: “Se você rodar em um Cessna 150, apenas solte os controles. Foi construído para voar por conta própria. ”
Susan gritou para si mesma várias vezes: "Solte!" Finalmente, ela arrancou as mãos dos controles e cobriu o rosto. Após alguns guinadas e arremessos, o avião voltou ao vôo nivelado. Ela havia caído mais de 800 metros, mas sobreviveu porque tinha fé para deixar ir.
Sua experiência ilustra vividamente o que significa confiar em Deus em tempos de crise. Eu sei que isso é difícil de fazer quando parece que tudo em nossas vidas está girando descontroladamente. Nossos sentimentos clamam por entrar em pânico, duvidar de Suas promessas, ignorar ou desobedecer Suas instruções e tentar resolver as coisas sem ele. Mas essas respostas são fúteis.
No Salmo 31, Davi clamou ao Senhor em seu tempo de angústia. Ele sabia que sua única esperança era colocar sua situação nas mãos de Deus e confiar nEle.
Sua vida está girando? Solte os controles!
Embora, para a sua visão míope,
Nenhuma maneira de escapar possa aparecer,
confie, pois, quando menos esperar,
a ajuda do Pai está próxima. - Anon.
A melhor maneira de lidar com um problema é entregá-lo a Deus. David C. Egner
Bom sofrimento
Ó meu filho Absalão - meu filho, meu filho Absalão - se eu tivesse morrido em seu lugar. - 2 Samuel 18:33
Os membros da família sofreram profundamente quando Cindy, de 32 anos, morreu, mas também experimentaram grande conforto. Eles sabiam que Cindy tinha uma forte fé pessoal em Jesus. Eles também estavam confiantes de que ela deixou este mundo sabendo que era muito amada. E quando ela morreu, eles não se arrependeram porque haviam desfrutado de um bom relacionamento com ela.
A tristeza do rei Davi não foi diminuída por nenhum desses pensamentos reconfortantes. Ele sabia que seu filho Absalão havia morrido como rebelde. David, tenho certeza, lamentava o tipo de exemplo que ele dera em sua vida (seus múltiplos casamentos, seu pecado com Bate-Seba e disputas familiares não resolvidas).
Não podemos impedir a morte de membros da família, mas podemos fazer muito para diminuir nosso sofrimento quando isso acontece. Agora mesmo podemos nos comprometer a colocar a glória de Deus e o bem de nossos entes queridos acima de nossos próprios desejos egoístas. Podemos conversar com eles sobre nossa fé em Cristo. Podemos expressar nosso amor por eles. E podemos garantir que fizemos todo o possível para resolver conflitos. Isso pode exigir uma humilde confissão - e isso pode não ser fácil - mas um relacionamento restaurado diminuirá o sofrimento quando um ente querido morrer.
O que você pode fazer para se preparar para a boa dor?
A morte de pessoas a quem amamos
traz tristeza e dor profunda;
Mas se nossos entes queridos conhecem o Senhor,
nossa perda se torna seu ganho. —Sper
Os relacionamentos corretos na vida aliviam o aguilhão da dor na morte. Herbert Vander Lugt
MINHA HERANÇA
Aos invejosos eu deixo o meu sucesso,
Aos aprisionadores deixo minha liberdade,
Aos inimigos eu deixo minhas glórias,
Aos meus covardes opositores eu deixo a minha coragem,
Aos hipócritas eu deixo as minhas verdades,
Aos desonestos deixo a minha mais completa lealdade,
Aos executores deixo todas as portas abertas do meu passado,
Aos injustiçados deixo a minha completa devoção a Deus,
Aos pobres de espíritos deixo a minha fervorosa fé,
E aos egoístas enfim, deixo toda minha herança.
Neste final de semana eu vi meus acertos e erros na minha vida.
Também parei para pensar nos que erraram e acertaram comigo.
Sabe o que concluí?
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Que não existe nenhum pai ou mãe que não vão errar. Muito menos os filhos. Mas existe uma diferença muito grande quando a gente erra tentando acertar por amor e aquele erro que a gente faz para prejudicar alguém por maldade.
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As relações sempre são tumultuadas. Para começar, o que eu digo, não é o que você entende. E vice-versa. Cada um tem um contexto histórico na vida, a cultura e como a pessoa foi cercada de carinho na sua infância falam mais dela do que ela consegue exprimir em atitudes. Excetuando algumas pessoa muito sensíveis que têm o Dom e coragem de expressar o são e o que sentem, a grande maioria, age sem reflexão.
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Eu não acredito que exista um pai ou mãe que amem e erram por querer. Erram tentando fazer o melhor. E o amor e algo tão louvável que ele explica atitudes.
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Não falo de paixão ou desejo. Falo de amor. Aquele que se você tiver eroticamente por uma pessoa num determinado momento, é capaz de afastar-se dela para vê-la feliz com outra. Isso é amor.
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Esse amor romântico ótimo para vender livros e filmes, é uma invenção humana do século IX. Casar por amor! Lindo não é? O filme acaba por aí, isso vende pra caramba! Ninguém contou que eles brigaram o primeiro ano inteiro de casamento porque os lindos e longos cabelos dela entupiram o ralo do banheiro todo mês. Ninguém contou que ele tem um chulé que só O SENHOR NA CAUSA. E de manhã? Vocês acham que venderia algum romance se o quarto amanhecesse azul de butano? Lógico que foi ela. Ou melhor, ele.
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Amor, aquele que Cristo pergunta para Pedro é o Ágape. Existem quatro tipos de amor: Eros, que é baseado na atração sexual, aquele que é muito influenciado pela beleza física, necessário para a procriação humana; mas que a Bíblia traz muitas recomendações sobre não confiar nos nossos olhos e coração. Phileu (Philos ou Philia) que é a amizade ou fraternidade, o típico amor que sentimos por amigos e parentes. Storgé, que é a aceitação, a valorização e identificação que existe entre os familiares, expressado muito em admiração e afeto ao invés de críticas e exclusão de entes. Acontece especialmente entre pais e filhos. Justamente neste amor Storgé é que formamos o nosso senso de auto-aceitação e valor. E por último, o amor Ágape, que significa amar sem querer nada em troca. Amar ao ponto de se sacrificar pela outra pessoa. De dar sua vida pela outra.
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Pedro negou Jesus três vezes. Com medo, temendo pela própria vida, ele a princípio defendeu o Messias até com a espada. Mas depois num rompante de auto-preservação negou conhecer Jesus.
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Ressurreto, Jesus prepara um momento especial para ele e Pedro. Um momento de perdão e mudança. Ele sabia que sobre Pedro estaria a Igreja que Ele queria. Não uma igreja certa, mas uma igreja disposta a sempre voltar atrás, rever seus valores e reconhecer sua humanidade. Então na praia, depois de uma grande pescaria Jesus já assava um peixe à espera da aproximação feliz de Pedro. E a pergunta foi direta:
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_ Pedro phileu?
_ Sim Mestre, philos.
_ Então apascenta as minhas ovelhas.
_ Pedro phileu?
_ Sim Mestre, philos.
_ Então apascenta as minhas ovelhas.
_ Pedro ágape?
Pedro descaído pela mesma pergunta tantas vezes e por saber a diferença da última responde:
_ Senhor, tu o sabes, agapós.
_ Então apascenta os meus cordeiros.
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Este foi um momento espiritual e profético. Por três vezes Pedro negou a Jesus, agora, por três vezes ele afirma o seu amor. E Pedro acabou também crucificado. Deu a vida por sua fé e obra em Cristo.
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Agora vou me apegar no “apascenta”. Apascenta é relacionar. E relacionar é sempre se colocar no holofote. É difícil ser colega de trabalho, principalmente quando você nota que tem gente que não gosta de você. Relacionar com sobrinhos, quando depois eles crescem e bebem da raiz da ingratidão. Relacionar com pessoas de uma mesma comunidade.
Minha gafe com o fedorento.
Eu fui à minha médica fazer aquela bateria de exames. Do tipo que se você puder, todo ano, deixa para o dia 29 de fevereiro.
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Chego em casa e a secretária dela me liga para avisar que eu tinha que passar lá novamente, pois minha querida médica havia errado um pedido.
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_ Ahhh! Como é bom ir ao médico! Na minha cidade então... nem se fala. O que não falta em Goiânia é sombra e estacionamento.
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Lá vou eu. Cruzo a cidade. Acho uma vaga. Estaciono com uns 36 graus Celsius do Cerrado, com a umidade relativa, agradável, de 10% e ando até a clínica.
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Adentrando-a, me deparo com vários pacientes de cara de “jurubeba na conserva”.
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_ É! Quem fica de bom humor indo ao médico? Tudo bem! _ Pensei comigo mesma.
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Avistei o balcão da recepção. Todas as atendentes digitando com uma “cara amarrada” e um moço todo vestido de branco, do lado de fora, escrevendo algo num papel sobre o granito. Mas, de repente, ao me aproximar... eu que tenho um enorme desvio de septo e nunca quis operar... por isso, quase não sinto cheiros. Senti um imenso odor! Uma mistura de ácido com enxofre, carne em putrefação e mais, algo indescritível, que ardeu no meu nariz.
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_ O que é isso meninas? Vocês despejaram o quê para limpar esta clínica? Eu sou arquiteta hospitalar. Mas nunca vi um produto feder mais que o formol! _ Foi no automático. Não deu para pensar. E falei no mais e preciso, tom de voz: Alto!
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Aí o moço do balcão olhou pra mim. Sorriu e respondeu tranquilamente: _ Sou eu!
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Eu olhei para aquele rapaz que parecia um galã de novela. Todo doce. Com um amável sorriso nos lábios. De cima abaixo:
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_ Que é isso garoto! Ninguém fede assim! _ E isso eu falei tampando o nariz.
E ele calmamente: _ Eu fedo sim.
_ Como?
_ Eu sou químico de um curtume. O cheiro fica em mim.
_ Ahhh! _ Isso explicava o indescritível.
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Nisso os pacientes abriram os semblantes. As secretárias tiveram coragem de abrir as janelas. Porque ar-condicionado não faz milagres. E aquele, era um caso de milagre! Outros pacientes começaram a rir quando uma criança falou: _ Eu não disse mamãe? Que ele fedia!
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Todos começaram a ser honestos com a situação. E eu com o nariz tampado com o indicador. Vi a aliança no dedo anular esquerdo dele:
_ Mas e a sua esposa? Ela também trabalha lá?
_ Não ela é a farmacêutica de uma indústria de cosméticos, principalmente perfumes.
_ Ah. Que bom! Então equilibra. _Não sei o porquê, mas continuava num tom alto. Acho que o “cheirinho” já tinha afetado o meu cérebro.
_ Mais ou menos. Ela só me deixa entrar pelo elevador de serviço e tenho que tomar um banho no banheiro de empregada antes de entrar em casa.
_ Bom. Pense pelo lado bom. Pelo menos você pode dizer a ela, que ganhou um marido limpinho!
_ Nada. Ela me faz experimentar um perfume novo quase toda a semana.
_ É. Cada profissão tem seus “ossos”. Que bom que vocês dão um jeitinho nesse “probleminha”.
_ É. Você tem razão. _ Sorriu e despediu-se. Louvado seja o Senhor, não esticou a mão para me cumprimentar. Que alívio! Vai que “aquilo” pega.
***
Foi só ele sair e todas as balconistas riram. E falaram mal, dele é lógico, de mim, por delicadeza devem ter deixado para depois.
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Quando eu cheguei em casa... notei o tamanho da minha gafe. Mas o que mais me impressionou foi a espontaneidade que eu e ele conduzimos a conversa. E o quanto todos naquele ambiente estavam incomodados, mas não tiveram se quer a coragem de abrir uma janela. É impressionante o quanto o ser humano é inseguro... ou hipócrita. Ou os dois! Vai que um leva ao outro? Será?
Às vezes
Eu creio que a vida é cheia de pessoas boas
E más...
Eu vejo qualidades enormes em pessoas que poderiam muito,
Se soubessem
Se fizessem
Um esforço para enxergar o outro
Ao invés de julgar.
Julgar é fácil.
É preguiçoso.
É a Lei do Menor Esforço.
Mas conhecer é complicado.
Horas eu conheço, horas amo, horas me afasto.
Tem sempre três coisas que me fazem afastar: arrogância, inveja e agressividade.
Quem gosta não sente e nem faz isto com o centro de afeto.
A maior alegria de quem ama é ver a pessoa amada feliz.
Mesmo que muito longe.
Passo pela vida como observadora.
Vendo olhares.
Assistindo gestos.
Às vezes junto. Ás vezes, mesmo querendo bem, mas longe!
Nerisírley Barreira do Nascimento 22/02/2018
Por cada coisa que a gente passa nesta vida.
Eu sempre gosto de conversar com as pessoas. Ainda acho que o melhor é conversar numa cidade pequena como Santa Terezinha, Pilar, Vila Boa ou minha amada Pirenópolis. Lá as conversas são olho-no-olho, algo prazeroso. Mas nesse dia em especial... eu não estava para papo.
***
Fiquei irritada porque o voo duraria dez horas. E eu no assento do meio, dei o meu lugar para um senhor que nunca havia viajado de avião antes. De repente um outro senhor à minha direita do lado corredor começa um diálogo nada apropriado para quem estava no avião.
Um homem de uns trinta anos, muito bonito, de terno e gravata, uma roupa nada adequada para viajar e que agarrava-se nos braços da poltrona:
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_ É a sua primeira viagem internacional?
***
Abaixei o livro e olhei para ele. Mas além de irritada, eu tinha que terminar aquele livro para uma palestra na Universidade Politécnica de Valência. Eu não teria nem um dia para descansar antes da palestra. Já estava no sufoco!
***
_ Não senhor. Faço esse trajeto sempre.
Ele me olhou de cima abaixo. E fez uma careta. _ O que você faz? Não parece uma mulher de negócios.
Pensei: _ Lá vem bomba!
Reabri o livro e respondi tranquilamente: _ Nem todas as viagens internacionais são a negócio. Aliás, são bem cansativas. Por isso, se o senhor me der licença, vou continuar lendo o meu livro.
***
Ele soltou um gemido. Notei que ele estava nervoso. Mas com certeza era arrogante. Como sou alérgica à arrogância, ignorei-o. Estava a postos, como passageira a decolagem. O comandante falou em Francês, Inglês e em Português como de costume. Eu não gosto dessa companhia francesa, principalmente quando ela fundiu-se com uma holandesa. Aí que a coisa degringolou. E eu lendo o meu livro quando...
***
_ Você consegue ler voando?
_ Hum... hum.
_ Você não tem dificuldade?
_ Não senhor. Eu tenho o costume de ler um livro por dia. Quero terminar este neste voo. _ Mensagem clara não é leitor? Mas para o bendito, não.
***
O serviço começou a ser servido. E é lógico, que lá pelas tantas, viria aquele de vendas. A mesma coisa sempre. O mesmo cansativo estresse de ficar ao lado de estranhos enjaulada para cruzar o Atlântico. Aí começou a explosão de pérolas do passageiro do meu lado direito:
***
_ Você voa muito neste voo?
_ Só uma vez. _ Lógico, outro voo seria outro nome, outro dia.
_ Ahhh... então você não estava naquele que caiu no mar...
Abaixei o livro e o vi remexendo na poltrona. Aí entendi.
_ Senhor. Se eu estivesse naquele, não estaria aqui conversando com o senhor.
_ Não é claro! Estaria no fundo do mar! _ Bradou.
***
Todos olharam para nós, já tínhamos passado da costa do Brasil. Mas aí eu continuei em voz baixa. Pausada e tranquila.
***
_ Se o senhor acredita, sim. Mas eu não estaria nem aqui e nem no mar.
Ele ergueu as sobrancelhas: _ Onde estaria então?
_ Bom num lugar melhor que este mundo Adorando a Deus.
_ Ahhh... você é uma daquelas religiosas. O que vai fazer na Europa? Procurar um emprego?
Ele atravessou uma linha tênue. Não falo sobre minha vida particular.
_ Não.
_ Pois eu tenho uma reunião.
_ Hummm.
Voltei a ler meu livro. De repente ele me cutucou.
_ Que livro é este? Um romancezinho?
Sem tirar os olhos do livro: _ Sim um romance entre a Quântica e o cérebro humano. Os dois geram a simbiose da Ergonomia Cerebral.
_ Você é médica?
_ Não.
_ Então porque diabos está lendo este livro? _ Falou alto, mas tão alto que o serviço de bordo todo olhou para mim. O passageiro da esquerda, um clérigo, ficou com dó da mim. Não houve jeito, tinha que explicar para amenizar a situação.
***
_ Eu sou uma pesquisadora e estou fazendo um artigo científico sobre Psicologia Ambiental.
_ Mas o que você faz afinal de contas? Eu sou advogado!
Eu tentava manter a calma: _ Sou arquiteta e urbanista, mestre e doutora na área, sou filósofa, teóloga e também tenho formação em artes plásticas. Agora, sou cientista da Universidade Hebraica de Jerusalém. E se o senhor deixar, eu vou terminar o meu livro.
***
Ele ficou me analisando por um tempo. Um comissário que fala Português já havia postando-se bem perto de nós para ouvir. Ninguém merece!
***
_ Eu pensei que você era empregada doméstica.
_ Hummm. Não tirei os olhos do livro. _ Muita gente pensa porque sou parda. Ou melhor, mulata, negra. _ Ao fundo, ouvi uma risada do comissário que traduzia em um Francês, quase sem sotaque, a outro.
***
_ Mas me diga uma coisa?
Aiiii... Fechei o livro. E olhei para o homem. _ Pois não!
_ Esse não é o mesmo voo que caiu no mar?
_ Não, aquele continua no mar.
_ Mas você me entendeu. Este não faz o mesmo trajeto?
_ Sim.
_ Você acha que ele pode cair?
_ Todo avião pode cair.
_ Você acha que este pode cair então? _ Eu acho que ele disse isto a cento e oitenta decibéis.
***
Todos olharam para nós. Aí eu perdi de vez a paciência.
***
_ Senhor! O senhor acredita em Deus?
_ Mais ou menos.
_ Então ponha as suas contas em dia com Ele.
***
_ Você é uma cientista e acredita em Deus?
_ Sim. Como Albert Einstein.
***
_ Mas se cair?
***
Isso ele já falava, não me cutucando, mas sacudindo o meu braço. Chamei o comissário em Francês e pedi um uísque para o homem. De pronto, ele trouxe.
***
_ Eu indico ao senhor beber toda a bebida e estar em dia com Deus. Porque se o avião cair o senhor vai morrer. Entendeu? _ MOR-RER. E dessa o senhor não passa! E nem eu. Portanto, beba o seu uísque e deixe-me ler o meu livro!
***
Só ouvi umas risadas atrás. O senhor a minha esquerda, depois trocou de lugar comigo. Porque o digníssimo bebeu três garrafas _que eu não sabia que ele tinha consigo_ e tombou adivinha para onde? No meu ombro!
24/11/2016
Eu sou a água!
Me fiz água para neste mundo sobreviver.
Água de afronta e de amor.
Hoje água que vive.
Eu sou como a água.
Horas turva,
pelas desilusões.
Horas amarga,
pelos ataques.
Horas límpida,
na grandeza da inocência do grande amor que trago para dar.
Sou aquela revolta diante de injustiças.
Tsunami para os arrogantes.
E inadequada aos hipócritas.
Mas eu compreendo a Física da resiliência.
Eu me moldo às dificuldades e sobrevivo.
Sou vapor.
Sou gelo.
Sou água.
Em mim respira a vida.
Em mim vive milhões de espécies.
Em mim eu transbordo em alegria.
Eu posso ser granizo que estraga.
Eu posso ser salgada para você, mas essencial para milhões!
Me respeite e me observe.
Eu posso ser a melhor amiga sua.
Porém posso te destruir.
Me ame e me cultive em sua alma.
Porque eu sou livre. E sempre escorregarei pelos seus dedos.
Você não pode me controlar.
Mas eu com alma de mulher.
Posso de ensinar.
Estou aqui para te ajudar.
E no momento que sentir que não sou valorizada...
Sua vida, num deserto vai findar.
Porque eu sou a água.
01/11/2018
Hazaras um povo esquecido.
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A primeira vez que eu vi um Hazara na minha vida foi num hotel à beira do Mar Morto. Eu estava em peregrinação para Jerusalém _Yerushalaim_. Fiquei abismada com uma moça asiática bem mais baixa que eu, de rosto arredondado, mas olhos grandes e verdes. Ela falava oito línguas. E na Jordânia relatou que não sofria preconceito, apesar de saber que nunca casaria. Pois sua raça não era aceitável para os cidadãos de lá. Como era mulçumana e muito culta não servia para o casamento.
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Dois anos mais tarde, indo para Tiro, conheci vários Hazaris. Eles são mais tranqüilos e não tem tanto preconceito com estrangeiros. Mesmo porque eles são sempre estrangeiros na sua própria terra. O Afeganistão. Para quem nasceu num país gigantesco que de uma capital à outra demora seis horas de avião, mas em todo ele fala-se o Português é difícil compreender uma raça com uma língua e costumes próprios dentro de um país do tamanho aproximado da Bahia com tantas divergências étnicas.
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Os hazaras são descendentes dos mongóis com os afegãos. Por isso, os olhos verdes com o rosto asiático. Porém diferem em muitíssimo dos chineses, coreanos e japoneses. Para quem os conhece já vê a diferença entre eles, eu sei reconhecer facilmente. Mas os hazaras são singulares no aspecto físico. Apesar de abrigarem-se ao longo do tempo, desde a invasão de Gengis Khan,em Cabul. Sempre foram considerados inferiores. Com a imposição do regime Talibã começou a “limpeza étnica”. Eles passaram ser exterminados como num novo Holocausto. Mas desta vez no século XXI entre mulçumanos sunitas contra xiitas.
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Na Ásia Central nós encontramos sempre algum hazara. E quem encontra pela primeira vez um, tem um sinal de espanto mesmo. Geralmente, eles são belíssimos. Chamam muito na atenção. Um asiático de pele clara e olhos grandes e verdes diferem de todos. Têm uma profunda dedicação ao estudo e ao conhecimento. Mas no país deles, por serem considerados inferiores, têm de fazer os piores trabalhos. Existe um ditado por lá que descreve que para um afegão existem vários lugares, mas para um misturado _hazara_ somente o cemitério.
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Num país de desertos, de uma diferença gigantesca para a superlativa natureza brasileira, você vai encontrar o asiático mais lindo de toda a Terra. Mas um povo dentro de seu país que não é considerado. Uma sub-raça. Algo muitíssimo difícil de ser compreendido por um americano. Seja de qualquer lugar que ele for. Afinal, as Américas são junções e miscigenações. No Brasil, então, muito mais.
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Mas eu vou abrir os olhos hoje para eles, os Hazaras. Um povo esquecido pelo mundo. Mas que existe e está aí para quem quiser ver.
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20/11/2015
Onde a igreja fica insuportável.
Eu poderia falar de muitas coisas e muitas engraçadas.
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Mas hoje eu resolvi dar uma de verdadeira e abrir o jogo.
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A igreja é insuportável quando você é insuportável a ela!
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Quando você pensa e raciocina.
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Pregadores, em suas células, prezam por gente. Mas nunca ligam para saber quando um membro não está bem.
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Bom, ele é um pregador. Não tem obrigação de ser um pastor.
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Hoje todo mundo é pastor. Não importa a vocação.
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Acabaram-se os evangelistas. Os apóstolos, de verdade. Que pairam de tempos em tempos, incertos em vários lugares. Hoje, na verdade, são os ótimos pastores e foram obrigados a se tornarem apóstolos.
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Mestres? Ai! Aí a coisa pega. Estes são o tipo que a gente precisa desencavar como o petróleo do pré-sal.
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Profetas, dentro de igrejas sérias ou não, são como Jeremias ou tantos outros. Indigestos, indigestos...
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E de todos os ministérios, o em extinção é o mais usado: _ O Pastor.
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O dedo anular dos líderes tem símbolos de ouro.
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Tem mãos com unhas particularmente bem feitas, encabeçados por punhos muito bem passados. Mas o último compromisso deles é com alguém da igreja. Com o ser humano. A não ser que seja para mostrar sua esposa “troféu” e sua família espetacular.
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Assim como o 3º Reich não durou mil anos. Também não é muito tempo que se consegue viver de aparências. Elas são como tintas de casas expostas ao vento. As pessoas vão notar. Mais dia, menos dia.
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Eu pertenço a uma igreja excelente.
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Posso passar seis, oito meses até mais de um ano sem ir ao culto que no máximo que ouço é: _ Nossa faz tempo que não te vejo.
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Respondo com cinismo: _ Nossa! Porque será? Eu também não consigo te ver!
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Igrejas e células.
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Enormes.
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Grandes!
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Mas pra quê?
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_ Alguém já fez uma estatística de pessoas que saíram da sua igreja?
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_ Ficou chateado?
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_ Quantas vezes você pastora ou pastor, teve a coragem de descer do seu orgulho _ natural a todos os seres humanos _ e pedir perdão quando errou? Porque ninguém espera um pastor que não erre. Mas todo mundo quer aprender com o seu pastor a voltar atrás. E isso, pregação nenhuma vai ensinar ao rebanho.
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Aliás. Vou falar de algo muito interessante pastoras e pastores do século XXI.
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As pessoas andam muitíssimo isoladas, porque estão machucadas.
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O mundo hoje endeusa o dinheiro. E a igreja abriu as portas para isto.
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E gente anda se achando “nada”. E não é no altar que se resolve isto. É no dia a dia. É no carinho e atenção.
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Então, prepare-se para uma igreja meio sonolenta a base de clonazepam. Aliás, a OMS já indica que o Brasil é o campeão de uso deste medicamento do mundo. Ele vende mais que antigripal.
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A igreja _denominação _ está insuportável por causa dos fardos.
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Enormes.
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E você é insuportável, porque não anda dando conta de segurá-los.
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Tirando, é claro, os bajuladores de plantão que amam gritar no altar _ geralmente são pastores coadjuvantes que anseiam pelo posto maior _.
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As igrejas vão se esvaziando simplesmente porque mesmo dentro delas (denominações) estamos sós.
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Falta empatia. Humanidade. E sonolenta, por sonolenta... Eu, insuportável. Prefiro ficar em casa.
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_ Só!
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Goiânia, 14 de junho de 2014.
Welberson e Lúcia
Sabe, a vida me ensinou muitas coisas. Ultimamente, eu digo por causa dos sentimentos que muito nova fui exposta que tenho Licença Poética para falar.
Hoje eu vou falar de um primo meu que eu o chamo de “descabeçado”, mas não no mal sentido. A falta de cabeça dele é que ela, eu acho, não é proporcional ao tamanho dos sonhos dele.
Eu acho que sempre vou ver esse primo meu, que um dia falou uma coisa muito dura pra mim por causa da minha religião, com os mesmos olhos de quando eu era criança: do menininho caçula sempre risonho.
E risonho ele é até hoje. Eu já o vi passar por “umas” e ele meneia a cabeça em sinal negativo. Logo solta um sorriso com uma novidade que não tem nada haver com o que ele está passando.
De raciocínio muito rápido, de educação tradicional. Ele se supera a cada dia. Mostra que a maior riqueza do ser humano está dentro dele. E não no que tem.
Passam-se os anos e o coração de criança permanece nele.
Engraçado, é que eu tenho a certeza absoluta que ele nunca notou que a imagem que ela passa é essa. Que ele deixa uma lição sem se quer ver o seu legado.
Para ser o freio do visionário primo meu. Que tive a sorte de ter na família. Deus deu a ele uma preciosa esposa que meu irmão não cansa de dizer que é brava e as outras pessoas não cansam de dizer que ela é linda. E é mesmo. Mas bonito, é ver como eles se completam. Mais lindo ainda é olhar pra ela e notar que ainda, apesar de muitos anos de casados, ela brilha os olhos ao vê-lo. Isso dá esperança pra qualquer um no mundo.
Eles têm defeitos? Lógico! Têm problemas? Claro. Mas continuam sendo ele dela e ela dele. Ela adorna-o, assim como ele é a coluna dela.
Uma clara visão de casamento real. Onde as coisas acontecem. Ninguém empurra ninguém. Um coração de criança, um sonhador. Com uma realizadora, uma força motriz.
O que mais alguém pode querer da vida?
E eu aqui, só observando e narrando os fatos. Para que fiquem na memória de todos. Que quando Deus ama alguém, Ele dá enquanto esta pessoa dorme. Enquanto sonhava, Welberson recebeu Lúcia. No seu sono ele recebeu o seu tesouro. E como a cabeça dele não cabe seus sonhos, dia após dia. Eles vão crescendo ou mudando.
22/11/2013.
Um Júbilo na minha vida!
Eu tenho um Labrador. Lindo! Se chama Júbilo.
Ele tem um tom mel um perfil garboso e maior que a maioria dos Labradores, me disseram a algum tempo que era o alfa da ninhada por isso essa diferença. Júbilo tem o crânio mais avantajado que os irmãos dele e também o porte e elegância _quando parado, claro _.
Na nossa casa tivemos os mais diversos tipos de raças e os mais diversos tipos de animais de estimação, mas nenhum foi tão mimado e tão cuidado como o Júbilo. Ele é o supra-sumo das atenções e desvelos para um cachorro na nossa família e o primeiro animal de estimação meu. Em nossa família já tivemos: tartarugas, pintinhos, cinco cachorros, preás (que aliás, fedem e procriam na medida em que fedem), periquitos australianos, passarinhos e sei lá mais o quê que não me lembro mais.
Quando bem criança o meu irmão conseguiu convencer meu pai a ter um cachorro da raça Pequinês, quando bebê o bichinho era um amor, mas bastou crescer um pouco para virar o mais rabujento e mal criado dos animais. O Jesper era um calvário! Chato, mal humorado, ficava magoado com o primeiro não e detestava vassouras, mordia todas, não tinha nenhuma lá em casa que não fosse batizada. Vivia dentro de casa, e avançava em qualquer um. Pra terminar era pirracento e soltava pum a cada trinta minutos, de preferência perto da gente. Ele era tão chato, tão irritante que tinha os dentes pra fora, sei que é próprio da raça mas creio que no caso do Jesper era o temperamento dele que fazia com que ficasse parecendo um animal pronto pra dar o bote na primeira rangida.
Depois tivemos um casal de Pastor Alemão que eram extremamente bravos, mas com os de casa eram de uma doçura e fidelidade fora do comum, lindos! A fêmea era a Chayene era mais brava e sapeca, o macho era o Fiel doce e dedicado.
Por isso, posso dizer que depois de termos tido tantos animais de estimação nenhum foi até hoje tão agradável e divertido como o Júbilo. Apesar da evidente beleza dele a maior vantagem sua está longe do seu aspecto, está no seu gênio. Ele é lindo por dentro, sua fachada só emoldura o quadro do seu temperamento.
Júbilo não é um cão de guarda segundo os entededores, mas late a noite inteira sob o menor barulho. Também um cão de companhia não ataca nunca, mas não se encaixa no meu Labrador, duas vezes ele atacou, as duas foram homens desconhecidos que tentaram se aproximar de mim de repente, e com certeza pela ocasião com as piores intenções.
Eu nunca pensei que pudesse ter um cão tão caro e especial como ele. Um dia estava passando na frente de um Pet Shop num shopping e vi uns caezinhos mel como ele. Sonhei, mas pensei comigo mesma “eu nunca conseguiria um cahorro tão lindo como esse”, o preço dos filhotes era de R$ 1.200. Mas parece que Deus ouviu o meu pensamento... algumas semanas depois a minha mãe me falou que minha prima tinha conseguido uma fêmea num canil. Era uma é poca muito difícil pra mim, meu pai tinha acabado de falecer, depois a cadela do meu irmão que eu cuidava, e logo meu outro irmão teve um acidente terrível que o deixou imobilizado por algum tempo. Depois destas e outras perdas eu tinha entrado numa imensa tristeza então decidi que se tivesse uma cadela minha ela se chamaria de forma profética Alegria. Cadela porque nem me passava pela cabeça um machinho.
Meu irmão mais velho se divorciou e veio morar na nossa casa então ele foi ao canil comigo. Eram só dez minutinhos para escolher a cadelinha, ficamos quatro horas. Eu não conseguia escolher, eram cinco fêmeas e um machinho mel que era o único que parava de brincar com os outros e vinha me cheirar de vez em vez. Ele parecia o maior mas o mais molenga de todos. No meio da minha indecisão orei a Deus dizendo “Senhor se este filhote vier me cheirar mais uma vez eu o levo” imediatamente ele veio. Não aguentando mais o meu impasse meu irmão o pegou no colo e decidiu por mim: _Pronto! Chega! Vai ser esse aqui e acabou! Quando entramos no carro com ele no colo, ele saltou pra fora e tivemos que correr atrás dele na rua. Nem sabíamos, mas começaria alí uma imensa ou imaginável lista de peripécias do Júbilo.
Bom, ja que não era a Alegria, então ia ser o Júbilo. Ele foi criado dormindo do lado de fora de casa, nunca chorou por estar na garagem que dá acesso ao átrio e jardim. Também nunca dormiu muito a noite. Ao contrário, mascou e detonou tudo que fosse verde, preto, vermelho, marrom, branco, etc. Se tivesse cheiro de borracha ou o meu cheiro melhor ainda. Em três meses não existia mais aquele lindo e florido jardim, no lugar dele resistiram as jabuticabeiras do meu pai e um resto de terra preta bem cavucada. Aliás acho que todo Labrador deve ter uma parte do DNA comum com uma topeira e com um golfinho. Os outros cachorros detestam água o meu nem poça dágua escapa. Um dia eu estava com ele na beira do Vaca Brava _eu fiz o projeto do Parque por isso, gosto de ir lá_ e o meu queridinho deu um arranque que eu não segurei e no mesmo impulso tibum, lá estava ele naquela água, com colera, guia e todo aparato, além de um monte de gente olhando: _Olha! Um cachorro nadando no lago!_ Imagina a minha cara... Bom, voltando ao jardim, existia uma horta, mas o Júbilo ama jiló e não sobrou nem hortaliça nem pé dela. Assim posso falar da couve, tomate espinafre e todo o resto. Ele mascou a raíz dos maoeiros até eles cairem nochão. Devorou o paralamas da moto do meu irmão e nos deixou sem telefone duas vezes porque o fio de entrada era sub-térreo e é lógico o que fazia um fio no meio do buraco que ele cavava?
Que cada um examine-se a si mesmo!
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Eu odeio ver gente falando mal do Brasil.
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Pior ainda é brasileiro falando mal do Brasil.
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Se não tivesse fundo o bastante este buraco, bastante para fazer um tubulão de concreto. _E olha que o mundo inteiro em todas as escolas de Arquitetura e de Engenharia caem aos pés da habilidade do brasileiro na tecnologia do concreto armado._ É ouvir de um crente falando mal do Brasil. Isso me irrita profundamente.
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Se Deus quisesse... a pessoa teria nascido síria, estadunidense, canadense, chilena, israelense. Então, um crente falando mal do Brasil murmura contra Deus.
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Será que ele já se perguntou o porquê de Deus o ter feito brasileiro? De acordo com Provérbios, "do fruto da boca nós comemos".
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Se maldição em cima de maldição não bastasse.
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Ainda vejo brasileiros falando "este país" e continuam uma delegação de murmurações; satânicas; cada uma delas.
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Mas ainda não está o bastante.
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A mesma imprensa que faz questão de exaltar tudo que é do exterior e mostrar as mazelas do Brasil. Oportunista, usa a primeira coisa da mídia também corrupta para aos berros se promover contra ela.
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Porque esta imprensa não deixa de fazer como no Jornal Hoje de sábado “as crônicas de Londres, Estados-Unidos, França” e etc. Para falar de brasileiros que fazem diferença?
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E nunca vi na TV “as crônicas das Meninas dos Olhos de Deus”. Mas foi justamente uma brasileira que salvou milhares de meninas de DOIS a DEZ anos de serem vendidas para prostíbulos no mundo.
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Eu nunca vi “as crônicas do Projeto Vida Nova” onde você descobre que milhares de mendigos nas ruas do Brasil são pessoas com pós-doutorado, empresários, poliglotas, mas que caíram em profunda depressão.
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Eu nunca vi “as crônicas de Pirenópolis” uma das melhores cidades para viver no mundo, a uma hora de Goiânia.
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Como se não bastasse um tubulão. Uma estaca com radier são compostas, por uma imprensa psicopata e oportunista em conjunto com uma publicidade nada patriota. Desde programas de TV até propagandas gravadas no Brasil, tem fundo musical em Inglês.
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Por isso, eu digo que NÃO SOU IDIOTA. Não me apareça nenhum jornalista aos berros como o da Jovem Pan me falando sobre a Anita. Que eu nem sei se escrevi certo o nome, desculpe-me se o fiz, mas ela não faz parte do meu repertório.
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Mude a Jovem Pan primeiro. Observe a sua programação. Mude os seus comerciais. Seja genuinamente brasileira. Que a publicidade e o jornalismo assumam a sua função social. Aí talvez eu leve a sério os berros oportunistas de um pseudojornalista.
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Não estou nem aí para a cantora. Ela não me atinge. Nem pode me atingir. Eu fiz o meu mestrado e doutorado no exterior. Conheço quatro continentes. E nunca quis conhecer o Estados Unidos. Falo cinco línguas. Mas não falo o Inglês.
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Eu respeito sim os EUA. Mas não respeito me fazerem engolir uma cultura que não é minha. E isso só pode ser feito com o meu aval, da imprensa brasileira e da propaganda brasileira. Tanto que no Brasil não existem treinadores, existem coaches; assim como estilista pessoal, personal stylist; treinador pessoal, personal trainer.
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_ Quem terá coragem moral de assumir-se brasileiro?
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Não tenham a vã esperança de que vocês não pagarão o preço pelas suas maldades. _“Cada um examine os próprios atos, e então poderá orgulhar-se de si mesmo, sem se comparar com ninguém, pois cada um deverá levar a própria carga. O que está sendo instruído na palavra partilhe todas as coisas boas com quem o instrui. Não se deixem enganar: de Deus não se zomba. Pois o que o homem semear, isso também colherá.”_ Gálatas 6:4-7
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A propaganda e jornalismo brasileiro retiram a esperança e entristecem o meu povo.
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Assim como os babilônicos tiravam a cultura dos povos aprisionados e pagaram o preço disso. Pior ainda será o preço a ser pago do brasileiro que nega a sua cultura, faz da sua História uma estória e do brasileiro que amaldiçoa com a boca a terra que Deus lhe deu por herança!
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10/01/2018.
A muitos e muitos ...
E mais muitos ainda,...
Anos atrás.
Eu fazia Edificações na antiga Escola Técnica.
E tinha um colega e amigo meu que era um amôrrr:
Aula no laboratório de Geologia, 12 horas e 30 minutos.
Imagina a fome, com aquele cheiro de enxofre do ambiente.
Na aula podia-se ouvir o som de um mosquito.
De repente papel desembrulhando no final da sala.
De bombom.
Cheiro de chocolate.
Todo mundo olhava pra traz. Era o Niltinho com um Sonho de Valsa aberto.
Ele olhava pra mim e perguntava: _ Quer um pedaço?
Eu só acenava.
Ele lambia o bombom inteiro e dava pra gente. Depois ainda dizia: _ Desculpa, tem três dias que não escovo os dentes, mas você não acha ruim né?
Aff! Que fome!
Vitória no tentar!
Engraçado, hoje eu estava falando algo a um amigo que eu mesma parei para pensar.
Ele desfez um casamento de doze anos e agora a ex-esposa está se casando. Ele continua só.
A solidão em si já é dura, mas acho que o despeito da ex ter conseguido encontrar alguém pesa muito.
Ele me disse: – Meu casamento não deu certo!
– Não deu certo? Por todos os doze anos?
– Por doze anos lógico que deu certo. Tem crianças que não chegam aos doze.
Tem gente que conheço e na minha pele está o decreto de ter dez anos (no máximo) segundo os médicos de vida. Aliás, e eu com isso? Quem disse que qualquer um não pode morrer na próxima esquina de acidente automobilístico?
Sinceramente eu acho que o século XXI vem como século da depressão pela ditadura do prazer e da vitória.
Os focos estão errados.
As teorias econômicas informam que o mundo está se implodindo por causa do consumismo exagerado.
Teve um Congresso de Urbanismo na Bélgica onde os técnicos chegaram a conclusão de que na água potável, além de flúor, sais minerais e sulfato ferroso deveria-se incluir antidepressivos para a prevenção de oscilações de humor.
Foi escrito em ata e publicado as estatísticas.
Pode?
Eu tenho certeza que a pessoa mais forte é aquela que assume suas fraquezas.
Aquele que diz que precisa de tratamento seja pelas dores emocionais ou físicas é o corajoso.
O batalhador.
Aquele que rompe com uma relação que acabou também.
Mesmo diante da cobrança da sociedade foi verdadeiro, foi autêntico.
Hoje eu acho que o valor do verdadeiro cristão é de ser HUMANO.
No sentido real da palavra. De buscar a Deus com as suas limitações e dificuldades.
Eu não quero ser a "perfeita", mas a imperfeita que precisa de Cristo para viver.
Da mesma forma, eu acho que a vitória está no tentar.
Você casou e não deu certo? Ou você casou e se separou? Ou você casou e terminou uma relação insuportável para o seu limite?
Pra mim deu certo, sim.
Você tentou.
Conheço tanta gente covarde.
Tanta gente que vive de aparências...
Incapaz de assumir tragédias pessoais.
Eu não vivo de vitórias, elas me alegram sim.
Mas vivo de tentar.
Não alcancei o objetivo?
Mas tentei.
Isso mostra o que sou. Uma pessoa.
Com direito a erros, acertos, vitórias e derrotas.
Melhor tentar e não "dar certo" que nunca tentar.
Melhor chorar do que nunca ter sentido vontade de chorar.
Talvez seja por isso... que meu riso seja tão farto e fácil!
Essa sou eu, a que tenta...
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