Textos que Fala quem eu sou
Me fala aê!
Falar o quê?
Que eu sei exatamente o que é mas não sei dizer;
Que você se encaixa perfeitamente nesse meu blasé;
Que é inútil esconder mas é necessário ser prudente...
Que a chama arde, e é latente...
E a vida pode sim fazer acontecer...
O futuro pode mostrar e também esconder;
Mas o "eu querer" e o "bem quiser" se alinharam...
Os sentimentos assim mudaram;
E a mente pode até evitar...
Mas essa loucura não vai acabar!
Eu caio de bossa eu sou quem eu sou
Eu saio da fossa xingando em nagô
Você que ouve e não fala / Você que olha e não vê
Eu vou lhe dar uma pala / Você vai ter que aprender
A tonga da mironga do cabuletê
A tonga da mironga do cabuletê
A tonga da mironga do cabuletê
Você que lê e não sabe / Você que reza e não crê
Você que entra e não cabe / Você vai ter que viver
Na tonga da mironga do cabuletê
Na tonga da mironga do cabuletê
Na tonga da mironga do cabuletê
Despedida
Há momentos na vida, que não dá prá calar!
A boca fala o que a alma sente,
e grita todo o horror da dor...
As correntes se rompem...
Os sentimentos transbordam diluídos em lágrimas...
Magoa-se, quem nos endureceu o coração...
Perde-se quem na verdade nunca se teve...
Luz, que não reluz...
Vida, que não se refaz...
Parto, partida, ida, sem volta...
Adeus, até nunca mais!
☆Haredita Angel
Minha aura fala
Quero mudar
De estado e espírito
De opiniões
Quero ser a constante mudança
De caminhos, versos e versões
Nesse mundão
Quero ver em mim a mudança alheia
Aquela que todos anseia
Quero mudar
A mim, por mim, em favor da minha construção e o meu coração.
Quero ver a estrada e não o chão.
O poeta sempre
sabe o que fala,
mesmo quando cala,
A noite vem estrelada,
ela surge enluarada,
O cio poético rompe
o diligente e a noite silente.
Drummond que não é
nada bobo indica o caminho,
Ele estalou os dedos e provou
que o amor é bicho instruído,
Meu bem, não te aflijas,
todo poeta também
sabe ser companheiro.
Este desejo aqui em versos
é completamente faceiro,
esse teu ir embora
querendo voltar prova
que o amor bate na aorta,
Ele bate na porta sem
a gente sequer esperar,
e muito menos despertar,
O amor vem delicadinho
na ponta dos pés,
pronto para te amar.
Drummond veio ao mundo
como poeta para provar
como o amor é bom,
Na verdade todos cantam
e dançam essa cantiga
de eira nem beira,
Todos os homens
que usam óculos
deixam o amor tirá-los,
Todas as mulheres não
resistem em não deixar
de ficar com as saias suspensas.
O amor também não
deixa de ser um animal arisco,
Mantenha-no preso ao cangote,
e seduza-o com táticas feiticeiras,
Capriche no jardim
de alegrias suspensas,
e me vire do avesso com as tuas seduções intensas.
Neste sábado não
fala em outra coisa:
mercenários foram
apresentados
ao Tribunal da República,
um tratamento justo
para gente tão estúpida,...
Porém, apresentação
ao Tribunal é questão
de sensatez e justiça,
que ainda não raiou nítida,
Dá até para ficar na dúvida,
se rio desespero
ou se choro por quem sofre,...
Poucos são os presos
de consciência
que foram apresentados
da mesma maneira,
e você sabe que não é mentira:
É um mau hábito cultural
da nossa América Latina
perseguir, caluniar e prender
sem clemência a inteligência;
Só Deus para perdoar
o 'papagaio humano da TV'
que mentiu sobre
a reputação do General de A a Z;
Todos sabem que o General
continua preso injustamente
há mais de dois anos
está sem acesso
ao devido processo legal
e foi colocado em ISOLAMENTO TOTAL;
e não há ninguém neste mundo
que me convença nesta vida que isso é NORMAL.
Atenta pela fala
de todos os lados,
busco entender
o quê se passa,
porque a liberdade
do General preso
injustificadamente
não é chegada,
sigo contando tudo
o quê pelas minhas
vistas tem passado.
A lágrima da jovem
esposa do tenente
torturado e enfermo
sempre me tem,
oferto à ela
um buquê espiritual:
para que tenha
o coração
fortalecido e o amor
do inferno libertado.
Não se tem falado
em outra coisa:
Ramo Verde tem
na berlinda estado,
disseram que
capitães indignados
da Guarda Nacional
pela falta de conciliação
foram neutralizados
e os aprisionaram;
nada disso era preciso
já era tempo
de ter ocorrido
a grande reconciliação.
Da minha janela
vi a tropa traída
abandonada
dormindo na rua,
fruto da desgraça
que foi espalhada
com assinatura
do autoproclamado,
das memórias
repartidas é difícil
de entender gente
que se alia com
quem por bloqueios
se hermana e vive
os glorificando,
despreza a justiça
e a memória
de gente que
foi queimada viva,
e não está nem se importa
com as vítimas das guarimbas.
Não se fala em outro assunto:
é sobre os quadrantes de paz,
não acho o fim do mundo.
Reconhecem sem admitir:
que na História lá no fundo,
que o General tem razão.
Não trocaram o nome,
sinal de alguma virtude,
não vejo nenhum mal.
Só não entendo como
insistem em manter
preso o General.
Há poucos dias
de completar
dois anos de injusta
prisão falam
em defender a democracia,
mas prenderam o General
por pensar diferente
no meio de uma
reunião pacífica.
A prisão do
General que
dura já dura
há mais de
um ano e meio,
E não se fala
mais nada,
Desde o tal dia
13 de março,
A justiça foi
em arribação,
Como intuia
que a falta
de satisfação
seria total:
fiz nascer
a epopéia da
tropa que foi
de maneira
vil silenciada.
Uns coronéis
com igual
número da carta
de tarot que
representa
o mundo
foram a retiro,
Não se sabe
o porquê disso,
Sinto que há
um quê
de intrigante
e místico,
Algo me diz
que não foi
por premiação.
Um coronel
já deveria
ter sido
libertado,
Foi solto
e viveu
na pele uma
brincadeira
de mau gosto:
ele foi de novo
aprisionado,
Essa é uma
das formas
de fazer
a vida virar
um vero calvário.
Não se fala
em outra coisa:
surgiu um
Estado-Maior
em exílio,
Ninguém mais
se entende
parece feitiço,
Sinal que houve
pouco ou
nenhum diálogo,
Tudo isso
não deveria
ter acontecido,
Um bom
entendimento
já para ter ocorrido.
Ainda se fala
sobre o dia
mais sombrio
do Exército,
Todo o dia
tem sido levado
um General
para ser detido
sem explicação.
A História vem
se repetindo,
como vocês
não querem
murmuração?
O General foi
preso porque
deu opinião,
e sobre
o paradeiro
dele não há
nenhuma
explicação,
Há mais
de 50 dias,
E você em
silenciação.
O General foi
arrancado
no dia 13
de março
no meio
de uma
pacífica reunião.
Do Inferno de
cinco letras,
Não se fala
das parejas,
Que lá estão
por detrás
de las rejas.
Caiu a luz
em partes do
nosso continente,
Dá medo do que
virá daqui
para frente.
Dormindo com
os olhos abertos,
Só Deus para
acudir o povo;
Pois há gente
que 'prevê'
que seremos
eliminados iguais
a porcos,
Iguazú colapsos.
Farta é a ironia
do destino:
quem julgava
passou a ser
julgado, preso
e condenado.
Do sargento
metropolitano
preso também
tenho perguntado,
Ele já era para
ter sido libertado.
Não vou sossegar
enquanto não souber
do General o paradeiro,
Insisto em saber dele
e de pedir a liberdade
ao mundo inteiro...
O azul tem
sido o sinal
nos rostos
e braços
a oposição
por quem
fala em
cessar
a usurpação.
Com essa
gente dá
para ver que
o General
não tem
nenhuma
ligação,
ele não é
partidário
da traição,
foi preso
em uma
pacífica
reunião
e nunca
mais obteve
a libertação.
Da Aporrea
já consegui
perceber
que não
há mais
silenciação,
Há mais
de seis
dezenas
de jornais
em igual
situação.
Um vereador
foi morto
sem direito
a comoção
do exterior,
Dirigentes
oprimidos,
Parlamentares
perseguidos,
Há mais
de mil
presos
políticos
E nada disso
tem feito
nenhum
sentido
na Pátria
do libertador.
Do estado
físico
do General
na prisão
não ouço
e não vejo
ninguém
falar
nenhum pio;
Recrudesceu
a tortura
contra
o Capitão
de Navio.
Diante dos olhos
dos outros,
Tem sido notório
que não se fala
em outra coisa:
que há quebra
de rima,
Pois quando
o verso não
rima com
a ideia central,
Foi-se embora
toda a poesia.
Tomar ciência
de dieta pobre
e sem sabor
para o General
e toda a tropa,
Foi capaz
de me destroçar
por inteira;
A culpa é quem
está a frente
do Inferno
de 5 letras,
Isso não é coisa
quem se faça,
Deixar os filhos
do povo sem
pão, sem justiça
e mergulhados
nessa desgraça.
Não dá para
falar gentilmente,
Quando a atitude
se torna filha
do capeta,
A única coisa
que clamo é
que alguém
relembre que
há como agir
civilizadamente.
Haja mão de ferro
contra quem
nada fez ao país,
Só de saber isso
todos os dias
tem me deixado
infeliz porque não
tenho com ajudar
para fazer essa
tempestade passar.
No Hemisfério Celestial Sul
o céu dos Kalina desta noite
fala muito sobre nós dois,
Sobre teu amor de Órion
e tuas Histórias incríveis
que existe para o meu
deleite e fascínio de Plêiades.
Num mundo que saúda
sem o tato de mergulhar
na alma do outro
e sem pensar antes de falar,
Nada me tira da trilha
de ser a tua Lua fixa
onde as estrelas são
e serão sempre mais visíveis.
Na Galáxia desta espera
pensar em ti tem sido
o meu escudo e estratégia
para foragir do mundo em guerra,
E preparar o abrigo e encaixe
onde caibam as nossas polaridades
para preservar o amor das tempestades.
Guarujá do Sul
A tua origem cabocla
ainda que misteriosa
fala muito sobre ti,
de Dionísio Cerqueira
tu fostes parte,
sei que a Coluna Prestes
passou por aqui.
Do Extremo Oeste
Catarinense és parte
que igualmente
envaidece perene,
tenho orgulho
profundo da tua gente.
Do Rio das Flores
com a sanga Moura
na página Taguaraçú
mergulhei e inscrevi
porque escolhi
ser poema para ti.
Dos olhos e das mãos
de Conceição de Lara
tenho certeza que
eu sou cada um
que nasceu e fez
crescer esta cidade
que amo de verdade.
E cada um também sou
eu como nesta História
conto como o destino
nos colocou neste encontro
pelo Altíssimo escrito
no Universo e neste ponto.
Rodeio Brilhando
Luar no céu de Rodeio
brilhando neste interior
fala muito a respeito
da véspera de celebrar
o amor por todo o lugar,
Você se encontra onde
as estrelas podem
ser melhor avistadas;
e no anoitecer de duas
cores e de luar
em silêncio amoroso
a tua existência posso
ao menos celebrar
em nome do amor
que um dia virá para ficar.
Cada um fala uma coisa
e o grito vem sendo gutural;
está quase perto do Natal,
reunião com a mesa
negociadora da oposição
muitos pedindo anistia geral
e os filhos dos presos de consciência
se uniram numa voz transcendental.
Vejo gritos de pedido libertação
por um sargento torturado,
pelo Capitão da Guarda Nacional,
por seis sargentos paraquedistas,
pelo fim da greve de fome
do Tenente Coronel Chaparro,
para que salvem o Capitão de Navio
onde ninguém é escutado.
Mais de trezentos presos políticos,
nenhuma notícia de liberdade
para a tropa e para o General preso injustamente há quase cinco anos
e a escuridão ocupando os sentidos
onde os principais problemas
já eram para ter sido resolvidos.
Parece que conviver sem reconciliação é o quê o poder
só tem a oferecer nos planos
(onde todos na vida sem exceção
têm tudo nesta vida a perder
enquanto não se unirem
por pacificação e reconciliação).
A sagrada existência
de uma Sapucaia,
Fala muito sobre
o quê outros não
são capazes de fazer.
Uma Sapucaia com
a sua copa generosa
nos protege do Sol,
com a sua florada
ajuda as abelhas
e com castanhas
saborosas alimenta.
Quando uma Sapucaia
gentil encontra a outra,
o tempo cumprimenta
e assim sem precisar
estar escrito sagra-se
o verdadeiro poema.
Quem dera ser para ti
tudo o quê uma única
Sapucaia é capaz
de fazer por nós dois
sem precisar questionar.
De uma única Sapucaia
é capaz de elucidar
sem imposição o quanto
se é capaz de fazer e amar.
(Nasci para te venerar).
O teu jeito aparentemente
resistente diante das minhas
femininas manhas fala
muito daquilo que no fundo
você finge resistir nesta tarde,
E de tudo o quê tem me levado
pouco a pouco a florescer
como a Peroba-Rosa
o tempo todo dentro de você,
E não tens sabido como lidar
com o fato de que não consegue
pensar em outra coisa a não
ser estar o tempo todo comigo
e ficar sem pensar como estará
acertando o seu passo para nos
colocar no mesmo caminho,
Se segurar é algo que você não
tem mais nessa vida conseguido.
A História da Ilha das Vinhas
fala sobre o essencial daquilo
que deveríamos conservar
para a vida se perpetuar.
Ela era uma ilha que era boa
para pescar e tinha quem
nela conseguia videiras plantar,
e hoje não se consegue continuar.
O quê é de vida deveria ser
de acordo comum para ir
para frente e sempre caminhar.
Espero que algum dia não seja
preciso nem mais poesia
para a importância de assim lembrar.
