Textos que Descreva a Si Própria
O amor é infinito de si próprio
o amor nunca terá fim
por que o amor é todo nosso
Quando se há reciprocidade
o amor é invencível
quando o amor habita em
um coração, a felicidade
entende que não existe a impossível
Quando é amor nada faz sentido
quando é amor as palavras se
confundem no fundo do abismo;
Amar a si mesmo é aceitar os próprios fracassos.
A vida é um pêndulo, uma gangorra... Um contínuo caminho de altos e baixos...
As frustrações não são anomalias, não são erros e muito menos sinais de fraqueza...
Frustrações são dores dos humanos de verdade...
Frustrações são cicatrizes apenas daqueles que renunciaram aos desejos sórdidos para fazer o certo... Não sinta vergonha das frustrações, elas são a prova que você não machucou ninguém.
O Vulcão e Seus Mistérios
O som do piano me segue.
Um alerta esbarra em mim.
São sinais.
Sinais claros. São sempre sinais.
Quando todos se juntam,
você me acha
e se acha.
Glória!
Quando a loucura forra a sua pele,
a chuva cai quente.
Você, em meus braços.
Que sorte.
Eu sou enigmático.
E você, insano.
Foi uma coincidência?
O improvável existe.
Meu sono ecoou na neve.
Fiquei me perguntando:
Por que você sempre me ouve em silêncio?
Você explica, fixando os olhos nos meus.
Momento de tensão e aquecimento.
Eu me desmonto.
Peguei-me em um leve sono,
e um sorriso aflorou em meus lábios.
A química não se comercializa
nem se finge.
Ela simplesmente surge como fogo entre nós.
É como a erupção de um vulcão,
cujas lavas mostram o seu poder
e a sua força.
O vulcão é bonito
e guarda os seus mistérios.
Mas sempre representa perigo.
Às vezes, o que a gente mais espera não é o momento em si…
é o significado que ele carrega.
Tem coisas que não são sobre pressa, nem sobre quem chega primeiro.
São sobre sentir, viver por inteiro, dar valor ao caminho até ali.
Porque existem instantes que, pra muita gente, podem parecer simples —
mas pra quem viveu cada etapa, representam a realização de um sonho.
E quando esse instante passa de um jeito diferente do que o coração imaginou,
fica uma sensação difícil de explicar…
Não de perda,
mas de algo que tinha um significado único.
No fim, a vida ensina:
nem sempre a gente controla o “quando” ou o “como”,
mas o que sentimos… sempre revela o que realmente importa.
Às vezes, o mais importante não é o momento em si,
mas o significado que ele carrega.
Há experiências que não dizem respeito à pressa
nem a quem chega primeiro,
mas à capacidade de sentir, de estar presente
e de reconhecer o valor do caminho percorrido.
Alguns instantes podem parecer simples à primeira vista,
mas, para quem viveu cada etapa,
eles representam a concretização de algo muito maior.
E quando esses momentos acontecem de forma diferente do que se imaginava,
surge uma sensação sutil, difícil de traduzir —
não exatamente de perda,
mas de algo que tinha um significado único.
No fim, a vida revela que nem sempre controlamos o “quando” ou o “como”,
mas aquilo que sentimos
sempre aponta para o que realmente importa.
E talvez, em silêncio,
aprendamos a aceitar
que nem todo sonho acontece
exatamente como foi sonhado...
O estrangeiro, o diferente, o deslocado, carrega dentro de si um idioma secreto feito de ausências. E enquanto o mundo enxerga apenas alguém tentando seguir em frente, existe uma batalha silenciosa acontecendo entre quem ele era e quem precisa se tornar.
E o que ele repete para si mesmo todos os dias:
"Um dia isso não vai doer mais."
E, curiosamente, é essa mentira que muitas vezes o mantém vivo até que ela finalmente se transforme em verdade.
Porque nos seres humanos somos estranhos assim. Construimos pontes com ilusões temporárias para atravessar abismos reais. E, contra toda lógica, às vezes funciona.
Quando o amor pede um lugar
Há quem entregue o melhor de si sem medir esforços, sem economizar carinho, sem calcular a intensidade.
Ama com presença, com cuidado, com vontade de construir.
E, ainda assim, guarda no peito um desejo simples:
não ser um segredo.
Não por vaidade, nem por aplausos, mas porque todo amor merece um lugar ao sol.
Há uma paz diferente em saber que alguém não tem medo de caminhar ao seu lado.
No fim, não é sobre aparecer.
É sobre pertencer.
Sobre sentir que o amor, quando é verdadeiro, não precisa se esconder para existir.
Há encontros que não aproximam ninguém de si.
São apenas dois vazios reconhecendo o mesmo endereço.
Quando uma pessoa diz ser o reflexo da outra, talvez não esteja falando de amizade, mas daquilo que ambas deixaram crescer sem perceber. O espelho não cria o rosto; apenas devolve o que encontra diante dele.
E há reflexos que não mostram quem somos. Mostram apenas aquilo que, por tempo demais, permitimos ocupar o nosso lugar.
Lucci Santz
Cada um dá aquilo que tem !!!
Se você tem plena confiança em si, você pode confiar no seu irmão, porque mesmo que ele falhe, não lhe afetará, senão a ele mesmo.
Se você tem caridade no coração o que você distribui é bem-vindo e o que você faz é sempre digno de gratidão.
Se você no entanto tem ódio no coração, o que podemos esperar ou receber de você ? pois o Salvador Jesus Cristo disse - “do que há em abundância no coração disso fala a boca”
Ney P. Batista
May/06/2021
Olhe para si e veja a vida em si mesma, majestosa, como se tivesse sido desenhada no papel. Há vidas que parecem ter seguido um projeto; outras precisaram ser remodeladas; algumas tiveram de ser erguidas do zero, muitas vezes em meio à tempestade.
A regra, porém, é a mesma que sustenta a todos. Nos dias bons ou ruins, nosso mundo pode tremer, mas são os reforços que construímos que nos impedem de ceder ao peso, e os remendos que carregamos tornam-se verdadeiras medalhas de sobrevivência diante de uma finitude que contempla a todos.
Nosso mundo, por mais efêmero que seja, ainda é nosso. E dentro dele decidimos o que construir, o que preservar e quais pontes teremos coragem de atravessar. Nem tudo nasce perfeito. Algumas partes vêm do sonho; outras, da mais pura necessidade de resistir. E é justamente nessa mistura entre planejamento, improviso, queda e reconstrução que reside a grandiosidade de cada um de nós.”
Charles Eugênio
*O QUARTZO E O BASALTO*
*SiO₂*
O primeiro número apareceu na tela antes que alguém terminasse o café.
Era uma reunião de escritório.
Daquelas que começam com uma apresentação cheia de gráficos e terminam com alguém dizendo que precisamos melhorar os indicadores.
No meio, vieram os números.
Depois as queixas.
Depois mais números.
Perguntas.
Repreguntas.
Questões que não tinham sido pontuadas direito e deixaram dúvidas em alguns.
Era só ter explicado antes.
Mas isso seria esperar demais de uma reunião.
Alguns perguntaram.
Outros ficaram quietos.
Era mais seguro.
A sala era bonita. Cara. Vidros por todos os lados. Mesa grande. Ar-condicionado. Uma tela enorme na parede.
O nome da empresa também era bonito.
Dava a impressão de que ali se fabricavam soluções.
Nomes assim são úteis.
Fazem parecer que existe alguma coisa acontecendo.
Eu olhava para a tela e pensava que talvez existisse.
Mas não.
Existiam números.
E pessoas tentando fazer os números parecerem importantes.
Foi aí que uma coisa começou a me incomodar.
Não eram as cobranças.
Cobrança faz parte do trabalho.
Todo mundo cobra alguém.
E quase sempre existe alguém cobrando quem está cobrando.
É uma cadeia alimentar.
Só que, naquela sala, havia uma combinação que me incomodava.
Número e ser vivo.
Caso 1847.
Protocolo 3921.
Atendimento concluído.
Meta atingida.
Parece simples.
Só que o número não acorda de madrugada.
O número não perde o emprego.
O número não tem uma mãe doente.
Não fica olhando para o teto tentando descobrir como vai pagar uma conta.
Não sente vergonha.
Não sente medo.
Não se arrepende.
O número não sabe que existe.
O sujeito atrás dele sabe.
E essa diferença parecia não caber naquela sala.
Precisamos dos números.
Eu sei.
Seria idiota dizer o contrário.
É preciso registrar.
Classificar.
Medir.
Organizar.
Sem isso, ninguém sabe quantos entraram, quantos saíram, quantos foram atendidos.
O problema começa quando o número deixa de ser ferramenta.
Quando passa a ser o objetivo.
Quando a pessoa deixa de ser alguém que precisa de uma solução e vira apenas mais um caso atendido.
Atendido.
Essa palavra me incomodou.
Atendido não significa resolvido.
Uma ligação é atendida.
Um telefone é atendido.
Uma torneira pode ser atendida.
Uma pessoa também.
Mas uma pessoa não é uma torneira.
Embora, naquela sala, às vezes parecesse.
As pessoas que queriam os números estavam longe.
Não em quilômetros.
Em outra coisa.
Talvez nunca tivessem visto um daqueles rostos.
Talvez tivessem visto.
Depois de algum tempo, isso não faz muita diferença.
Um rosto vira estatística quando você precisa justificar uma meta.
E o mais engraçado era que essas pessoas também estavam sendo pressionadas.
Por quem?
Por gente que queria solução.
Aí estava a piada.
Queriam solução.
Cobravam números.
Queriam mais casos assistidos.
Mais atendimentos.
Mais produtividade.
Mais eficiência.
Mais indicadores.
E, no final, mais números.
Poucas soluções.
A máquina estava funcionando perfeitamente.
Só não estava resolvendo nada.
Foi quando pensei no quartzo.
Não porque eu entendesse de geologia.
Não entendia.
Mas algumas coisas aparecem na cabeça quando você está cansado de ouvir a mesma conversa.
O quartzo é comum.
Está por toda parte.
A matéria-prima não tem nada de especial.
Talvez nós também sejamos assim.
Gostamos de acreditar que somos únicos.
É uma necessidade humana.
Ajuda a suportar a própria existência.
Dizemos que somos diferentes.
Que temos nossa história.
Nosso jeito.
Nossos problemas.
Mas a matéria-prima é quase sempre a mesma.
Medo.
Desejo.
Raiva.
Solidão.
Vergonha.
Esperança.
Vontade de ser reconhecido.
Todo mundo carrega alguma coisa disso.
O que muda é a formação.
E então pensei no basalto.
Na minha cabeça, ele era o mundo.
A pressão.
O lugar.
A família.
O trabalho.
As perdas.
Os fracassos.
As humilhações pequenas.
As pessoas que ficaram.
As que foram embora.
As que deveriam ter ficado.
Tudo aquilo que chega de fora e, depois de algum tempo, deixa de parecer de fora.
O basalto não fica simplesmente ao redor.
Ele entra.
Deixa marcas.
Algumas ficam tanto tempo que começamos a chamá-las de personalidade.
Foi aí que percebi que talvez a reunião tivesse alguma coisa a ver com isso.
O sistema também entra na gente.
Começa pedindo um número.
Depois pede uma meta.
Depois um resultado.
Depois uma justificativa.
Quando você percebe, está falando como a planilha.
Usando as mesmas palavras.
Pensando nos mesmos números.
Medindo pessoas pelo que pode ser contado.
Talvez fosse isso que me incomodava.
O mundo nos forma.
O sistema nos classifica.
E nós confundimos as duas coisas.
Uma coisa deixa marcas.
A outra coloca etiquetas.
Uma participa daquilo que nos tornamos.
A outra quer saber onde nos colocar.
É mais fácil assim.
Cargo.
Função.
Resultado.
Histórico.
Currículo.
Nome.
Número.
Tudo cabe numa planilha.
Menos a parte que interessa.
A planilha não quer saber quem você era antes.
Não pergunta o que fizeram com você.
Não pergunta o que você fez consigo mesmo.
Quer uma célula preenchida.
E nós preenchemos.
Porque é mais fácil.
Talvez seja essa a parte mais miserável.
Nós mesmos ajudamos a desaparecer.
Depois reclamamos que ninguém nos enxerga.
É uma piada ruim.
Mas também não dá para jogar o basalto fora.
Essa é a parte desagradável.
Se eu arrancar tudo o que me formou, o que sobra?
Não sei.
Talvez uma pedra.
Talvez nada.
Durante muito tempo pensei que identidade fosse encontrar alguma coisa escondida dentro de nós.
O verdadeiro eu.
Uma espécie de núcleo intacto.
Hoje acho isso bonito demais para ser verdade.
O que existe em mim antes do mundo?
Não sei.
O que o mundo colocou em mim?
Isso eu sei.
Algumas coisas eu aceitei.
Outras eu recusei.
Algumas tentei arrancar.
Não consegui.
Outras entraram tão fundo que passaram a parecer minhas.
É difícil separar.
Talvez não seja para separar.
O basalto me feriu.
Também me deu contorno.
Não agradeço pelo que doeu.
Não sou tão idiota.
Mas reconheço as marcas.
Existe uma diferença.
Talvez identidade seja isso.
Não uma coisa pura.
Não uma essência esperando ser descoberta.
Uma disputa.
O que sou.
O que fizeram de mim.
O que aceitei.
O que recusei.
E o que ainda consigo fazer com tudo isso.
Foi quando pensei novamente no homem dentro do protocolo.
Talvez fosse esse o problema.
O protocolo não era o homem.
O número não era o homem.
Mas, depois de algum tempo, todos começaram a agir como se fosse.
E fazemos isso fora do escritório também.
Transformamos alguém em um erro.
Em uma dívida.
Em um cargo.
Em um passado.
Em uma aparência.
Em uma opinião.
Depois esquecemos o resto.
É mais confortável.
Um ser humano inteiro dá trabalho.
Um número não.
Saí da reunião com a sensação de que havíamos contado tudo.
Menos o que importava.
Os números estavam corretos.
As planilhas fechavam.
Os indicadores provavelmente seriam apresentados como bons.
No dia seguinte, tudo estaria ali novamente.
As metas.
Os protocolos.
As cobranças.
Os gráficos.
As pessoas.
Ou o que sobrasse delas depois dos gráficos.
Fiquei pensando no quartzo.
No basalto.
No número.
Talvez os três tivessem mais em comum do que eu gostaria.
O quartzo não escolheu onde nasceu.
Nós também não.
O basalto participou da formação.
O mundo também.
O número veio depois.
Esse, pelo menos, deveria ser apenas uma ferramenta.
Mas talvez a pior coisa não seja virar número.
Talvez seja começar a acreditar que somos um.
E aí fica difícil saber onde termina o que somos e começa aquilo que colocaram em nós.
Talvez seja isso que chamamos de identidade.
Não saber exatamente quem somos.
Mas ainda conseguir perceber quando estão tentando nos transformar em outra coisa.
Somos quartzo.
Somos basalto.
Somos a pressão.
Somos as marcas.
E, às vezes, somos também o idiota que olha para tudo isso e tenta entender.
Saí da sala.
Ninguém perguntou pelo homem dentro do protocolo.
Também não esperava que perguntassem.
Afinal, a reunião tinha terminado.
E o indicador precisava fechar.
MEU JEITO DE SER, POETIZANDO
Meu jeito de chegar,
é pelos cantos.
Meu jeito de falar,
é simples e alegre!
Meu jeito de sorrir,
é fácil e largo!
Meu jeito de olhar, é sempre perceptivo,
mesmo que às vezes: distante.
Meu jeito de sentir é interno,
explorando!
Meu jeito de expressar é calado,
demonstrando…
Meu jeito de amar não é frio,
nem morno...
Meu jeito de pensar é intuitivo,
indagando...
Meu jeito de viver é fantasioso,
acreditando...
Meu jeito de sonhar é acordada,
imaginando!
Minha linha de pensamento não é tênue.
Patrícia Pontes de Moraes Tancler Campos.
Título: Cheio de si até transbordar
Antes de você ser suficiente para alguém, você tem que ser suficiente para si mesmo, assim a sua essência, seu caráter, seus princípios, a sua personalidade, os seus defeitos e virtudes vão transbordar e você vai poder dar de si mesmo para outra pessoa sem perder quem você é.
Não receie ser taxada de egoísta e seja sempre o melhor para si mesma, já que para pessoas que nunca sabem o que realmente desejam, o seu máximo nunca será o bastante! Não se diminua para caber na expectativa de quem nunca se satisfaz e escolhe permanecer vazio por dentro.
(Aline M. Abdalah)
Não faz sentido amar o outro mais que a si!
O outro, um dia se vai.
Mas você, o seu EU, mesmo com suas cicatrizes, continuará contigo, ainda que você tenha mudado tanto à ponto de nem se reconhecer mais.
Nessa situação, Ame-se ainda mais!
Se você não for capaz de amar-se em primeiro lugar, espera mesmo que o outro faça isso por você?
O Alquimista de Si Mesma
Houve um tempo em que meu nome era Resistência.
Eu me fiz de pedra para não quebrar,
e de muro para ninguém atravessar sem permissão.
Aprendi a ler o silêncio dos outros antes de ouvir minha própria voz,
acreditando, genuinamente, que o amor era um prêmio de consolação
para quem conseguia carregar o peso mais pesado sem reclamar.
Mas a terapia é esse outono necessário.
É o momento em que a árvore percebe que as folhas —
aquelas certezas antigas, aqueles medos vigilantes —
já não nutrem mais; elas apenas pesam.
E eu estou aqui, na delicadeza de me deixar desfolhar.
Dói nomear os fantasmas.
Dói perceber que, por anos, eu não vivi, eu apenas estrategiei a sobrevivência.
Mas há uma beleza sagrada em olhar para as mãos cansadas
e decidir que elas não precisam mais segurar o mundo.
Que elas podem, enfim, se abrir para receber.
Eu me perguntava: “Quem serei eu se a dor for embora?”
Hoje, o espelho responde com um sussurro:
Você será o horizonte, não apenas o caminho.
Será o mar, não apenas a barreira que contém a onda.
Não sou fraca por querer descanso.
Sou, pela primeira vez, forte o suficiente para admitir que sou humana.
Estou trocando a minha armadura de ferro
por uma pele que sente, que vibra e que, apesar de tudo, ainda se emociona.
Não estou apenas me curando;
estou finalmente me apresentando a mim mesma.
Un modo semplice di vivere la vita si traduce nella comprensione della grandezza che questa semplicità presenta. Quando si capisce davvero che nulla può essere più grande della natura stessa di tutte le cose, la vita si diventa più leggera. Tutto ciò che è naturale porta verità e normalità.
Rozilda Euzebio Costa
Das exigências de vida
A vida exige demais da gente... e eu não acredito que a gente tenha sido feito pra viver correndo... correndo atrás de algo que nem sabemos se vamos ou não alcançar... e se a gente alcançar... vai continuar a correr pra outra coisa mais lá na frente alcançar... e assim a gente vai vivendo... correndo!
Correndo... chegando... alcançando... recomeçando... correndo... ad infinitum...
Precisa ser assim? Diz pra mim? A gente tem de correr do começo ao fim?
Correndo não dá pra ter qualidade de vida... e eu acho que nem vai aumentar a quantidade... é bem provável... que correndo... será menos qualidade e quantidade, inclusive.
Então, vamos lá... devagar caminhar... a paisagem ao seu redor admirar... é primavera... que tal parar para o perfume das flores aspirar?
Cittaslow... uma organização não governamental lá da Itália... fundada em 1999. Qual o objetivo? Reduzir a velocidade nas cidades para aumentar a qualidade ... qua-li-da-de.... de vida de seus habitantes.
Eu procurei, na lista das cidades que fazem parte dessa organização, uma cidade aqui do Brasil... ia fazer as malas e me mandar pra lá. Encontrei nenhuma!!! O jeito é ficar no meu lugar e por conta mesmo o meu entorno lento... lento... bem lento tornar ;) vou começar a andar mais devagar!!
Vamos!?
Rosangela Calza
A direita:
A lealdade é até onde se convém, depois é cada um por si, em que "uma mão lava a outra" é a definição de companheirismo;
Defendem apenas suas próprias famílias;
Defendem a destruição e desmatamento do meio ambiente em prol do progresso de alguns grupos seletos;
Usam uma única religião e um patriotismo ditatorial tosco como refúgio e fachada para seus verdadeiros interesses;
Prezam pela cisão e polarização social e no individualismo e em apenas grupos elitistas, aristocratas, oligárquicos com mesmos propósitos escusos;
As leis e regras não são aplicadas a eles pois são os mesmos que as fazem ou usam o lobby para isso;
Todos criminosos são apenas da esquerda e cometem crimes motivados por interesses ideológicos;
Cultura é onde se cultiva soja, milho e trigo para alimentar a agricultura animal e não pessoas.
Viés de Confirmação e Falácia do Espantalho são as únicas formas de argumentações e diálogos, com exageros, fatos falsos, incompletos e mentirosos.
A esquerda:
Têm forte lealdade e companheirismo;
Defendem suas famílias e a de todos os outros;
Defendem o progresso com sustentabilidade com o mínimo de impacto ao meio ambiente;
Qualquer tipo de religião e diferentes manifestações de fé e a valorização e soberania nacional é de interesse coletivo;
Prezam pela união e coletividade entre as classes sociais e pelo apoio a minorias marginalizadas, para aumentar a inclusão, a qualidade de vida e o bem estar social;
As leis e regras são para todos;
Há diferentes níveis de criminosos que atuam de acordo com suas necessidades transgressoras;
Cultura é um conjunto de crenças, valores, costumes, conhecimentos, arte, leis e hábitos que um grupo de pessoas compartilha e transmite ao longo do tempo não se limitando apenas a manifestações artísticas como música, dança ou pintura;
Diálogos com argumentos racionais e de bom senso, sem viés e falácias e sem falsos fatos, invenções e mentiras, são aceitáveis para um consenso.
Existe uma dor muito particular quando os nossos algozes são justamente aqueles que deveriam ter sido os nossos protetores.
Quando o sofrimento vem de estranhos, a ferida machuca. Mas quando vem daqueles que nos deram a vida, a dor atravessa camadas mais profundas da alma. Porque uma criança nasce acreditando que seus pais são um abrigo. Ela não nasce preparada para enxergá-los como ameaça.
Por isso, durante anos, muitos filhos carregam culpas que nunca foram suas. Crescem acreditando que mereceram os gritos, os castigos, a humilhação, a rejeição e a violência. Aprendem a duvidar de si mesmos antes mesmo de aprenderem a confiar em quem são.
Os verdadeiros algozes não deixam apenas marcas visíveis. Eles constroem prisões invisíveis dentro da mente. Fazem a vítima questionar o próprio valor, a própria capacidade e até mesmo o próprio direito de existir em paz.
E talvez seja essa a parte mais cruel de todas.
Porque os abusos terminam em um determinado momento, mas os ecos deles podem continuar vivendo dentro da pessoa por décadas.
Entretanto, existe algo que os algozes jamais conseguem controlar completamente: a capacidade humana de reconstrução.
Eles podem ferir uma infância, mas não conseguem determinar um destino.
Podem espalhar medo, mas não conseguem impedir o nascimento da coragem.
Podem tentar destruir a autoestima, mas não conseguem apagar para sempre a luz que existe dentro de alguém.
Chega um momento em que a vítima olha para trás e compreende uma verdade libertadora: sobreviver já foi uma vitória. Mas reconstruir-se é uma revolução.
Foi nesse instante que os algozes perderam.
Perderam quando a criança assustada se transformou em uma adulta consciente.
Perderam quando o medo deixou de comandar as decisões.
Perderam quando os ciclos de violência não foram passados adiante.
Perderam quando a pessoa escolheu a paz em vez do ódio.
Porque a maior derrota de um algoz não acontece quando sua vítima o enfrenta.
Acontece quando sua vítima deixa de pertencer ao sofrimento que ele criou.
Existem pessoas que passam a vida inteira tentando destruir outras. Mas a verdade é que ninguém consegue destruir uma alma que decidiu renascer.
E talvez a maior prova de força não seja sobreviver ao inferno que nos deram.
Talvez seja construir um lar dentro de nós mesmos depois de ter passado a vida inteira sem ter tido um.
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