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Era apenas um bilhete.

Noite fria, e o choro não cessava. Medo! Reflexão me apavora. Calma, é apenas minha alma se mexendo na cama da tempestade.

Maltrapilho e esquecido!
Abandonado e desconfiado!
E nas andanças da vida, percebo a dúvida ao meu lado. Incansável e insistente, ela querendo saber mais das minhas Procrastinação.

Sombria e demorada.
Presa em castelos de papel timbrado. Ouso em dizer, são versos, são letras de um coração pensativo em meio as trevas da dúvida.

Quero, mas não posso!
Desejo, mas não compartilho!
Sinto, mas não permito avançar! Amo, mas dúvido desse amor! Investigada minh'alma, magoada por ter escolhido eu. Paradoxol me apavora, mas como tentar explicar a Carência e a solidão se não forem versos em caixão. Não me refiro a morte, mas o luto que inflamar ela.
Quero. Quero tanto!
Quero. Mas querer o quê
Quero ser feliz, amado, lembrado e admirado. Não pelas virtudes que insisti em não me querer, mas pelo simples fato de ser lembrado. E em meio a objetos duradouros. Estou eu, de vidro e porcelano. Aguardando a realidade me visitar.

O padrão de mulher com o corpo perfeito...
Quem disse que a mulher tem que obedecer a um padrão de estética do seu corpo...
Estipulado por mídia ou terceiros, que querem que a sociedade tenha um padrão de corpo perfeito, mas na verdade o que esses egoístas querem e a tal falsa perfeição da mulher ,querem que elas obedeçam a um padrão sugerido por esses que a definem para a sociedade uma mulher perfeita.
Magra, sarada, magrela, gordinha ou popozudas...
A mulher é linda mesmo com suas imperfeições.
Deus não estava muito criativo ao criar o Homem, mas Deus foi perfeito ao criar a mulher que são tão lidas mesmo com suas imperfeições.

Deus não te dará o cordeiro perfeito das suas orações.


O cordeiro que ele te dará, esse cordeiro vai vir cheio de vontade de mudanças e com feridas e várias cicatrizes, para você ajudar cuidar e a curar ele.
E ele também vai aprender a Cuidar muito bem de você e de suas feridas e cicatrizes, pois você também é o cordeiro com vontade de mudanças e com imperfeições.
Mas mesmo assim você é o motivo e está sendo pedido nas orações de alguém.


Mas só lembre-se: o cordeiro perfeito que você almeja esse cordeiro perfeito pertence a Deus e não a você.

Depois que eu li "Eu que nunca conheci os homens" me peguei fazendo uma profunda reflexão sobre a razão da minha própria existência e no que eu quero pra mim mesmo e eu tenho ambições tão baixas que fico me perguntando se tudo isso não é só um ciclo repetitivo de dias até a morte.


Tudo que eu queria na minha vida é nunca mais trabalhar e passar meus dias indo tomar um sorvete na praça enquanto eu leio um livro, é só isso... então penso, isso é normal? Alguém querer tão pouco da própria vida? Alguém ser tão recluso como eu? Será que eu não poderia viver minha pobre vida no silêncio de uma página?


Então eu vou envelhecer ou talvez até morrer sem saber como é a tranquilidade de uma vida pacata com os livros, quando eu tiver velho e cheio de doenças, gastando todo meu dinheiro com plano de saúde e remédio, não vou ter como aproveitar do jeito que eu aproveitaria se fosse jovem.


O quão injusto é não termos o direito de desfrutar da nossa juventude? De termos 1 mês no ano pra tentar repor as energias para mais 11 meses ou mais de trabalho ininterrupto, eu não quero trabalhar, não quero acordar cedo, não quero nada disso, eu só quero ficar na minha casa, acordar 10hrs da manhã, tomar café, arrumar a casa, ler, tomar banho, assistir uma serie, ir na biblioteca, ir num restaurante no final de semana, passear na praia, ir no cinema, sem pensar que no dia seguinte eu tenho que voltar pra mesma rotina cansativa.


Eu não sou uma pessoa enérgica, todas minhas relações pessoais são de baixíssima manutenção, eu sou introspectivo, eu sou pacato e caseiro, essa é a vida que eu quero levar.


É impressionante a quantidade de vezes que eu preciso continuar me perguntando qual é o meu propósito na terra, por que estou aqui? Por que preciso fazer o que faço? Tem sentido ainda eu continuar? E por mais que eu insista em dizer pra mim mesmo que o sentido sou eu quem faz, no fim do dia tudo parece vazio, e eu continuo novamente mentindo pra mim mesmo, de novo e de novo, sem nunca conseguir me convencer.


Mas aqui eu estou, vivendo um dia após o outro, aceitando que talvez eu nunca tenha respostas pras minhas perguntas, que vou continuar lendo livros existencialistas e nunca me sentindo satisfeito.


Será que se eu fosse rico eu ainda ia pensar assim? Provavelmente não, mas quem sabe? Tudo que posso fazer é um exercício de imaginação.


Quantas perguntas mais eu preciso me fazer até me dar conta de que não existe porquê faze-las se nunca terei as respostas?


Os livros são o único lugar em que me permito viajar e vivenciar mais vidas e perguntas do que me cabem.

⁠Exuberante rosa vermelha,
Que me encanta!
Que encanto!
Que beleza!
Belíssima sem igual,
Perfeição em cada detalhe,
Pétalas cintilantes e macias
que num simples olhar contagia
de querer no meu jardim
Uma rosa assim
Vermelha igual rubi
Não é pedra preciosa
Mas é linda e formosa
Que Encanta qualquer jardim!

⁠Como é lindo o arco-íris,
Cheio de cores e perfeição
Isso mostra o quanto Deus
Tem por nós afeição.
Pois foi através do arco-íris
Que ELE fez a aliança,
Pior isso temos confiança.
De que ELE com sua bonança
Cuida de nós Com esperança.
De que vamos melhorar
Para com ELE ir morar.

Às vezes a maior reflexão não está em responder,
mas em perceber.
Como ouvir alguém que não sabe escutar?
Quem não ouve, não quer troca — quer plateia.
Como usar de exemplo quem fere sem pensar?
Quem machuca com palavras ainda não aprendeu a cuidar.
Palavras revelam intenções,
mas o silêncio revela caráter.
Quando alguém se cala diante da dor que causa,
esse silêncio grita tudo o que a boca não teve coragem de assumir.
Escutar também é respeito.
E quando ele não existe, a melhor resposta
é preservar a própria voz —
e seguir em frente.

Reflexão:
Por muito tempo eu tive medo de me expor…
medo de mostrar a obra que Deus fez dentro do meu coração.
Eu quase não conseguia enxergar algo bom em mim.
E, pra ser sincera, às vezes ainda não consigo.
Meus defeitos sempre foram mais altos,
porque nunca faltou quem apontasse cada um deles.
Mas o tempo me ensinou uma coisa:
quando tem dedo demais apontado pra você,
não é só crítica… é incômodo.
Incomoda porque tem algo em você que eles não têm,
algo que eles não entendem,
ou algo que eles gostariam de ser.
Hoje eu entendo:
não é sobre o que falam de mim…
é sobre o que eu carrego dentro de mim.
E isso ninguém apaga.
É sopro de Deus.

Reflexão:
Eu não escrevo pra encher baldes…
escrevo justamente pra esvaziá-los.
Não escrevo pra dizer que tenho um livro,
eu escrevo porque dentro de mim já existem histórias.
Não aprendi a escrever pra ferir ninguém.
Alguém me ensinou a escrever…
pra que um dia eu pudesse alcançar alguém.
Porque no fim,
eu não sou melhor do que ninguém.
Posso até ser diferente…
mas não tenho o direito de me medir pela vida do outro.
Cada pessoa carrega sua própria luta,
sua própria essência,
seu próprio diferencial.
E talvez escrever seja isso:
não provar que sou mais…
mas lembrar que todo mundo é alguma coisa.


- Camila Rescaroli

Reflexão:


A raiva me faz querer escrever
até o lápis acabar,
até o apontador desamolar,
até a lágrima secar,
até o coração desacelerar.


Mas, acima de tudo,
a raiva mais bonita que pode existir
em mim
é a das palavras,
nas notas dos acordes,
dos arpejos,
das capelas,
da sonoridade
da vida que eu faço a raiva ter.


Ela acaba indo embora frustrada,
com tanta alegria
diante de tanta raiva.


- Camila Rescaroli

Minha tristeza é tão exata na perfeição dos sentimentos singelos que transpõe a carência e desata toda a ilusão.
Faz-se certa em razões em palavras confusas porem poéticas que traz-nos as verdades inventadas por alguém que não se faz importante aos sentimentos intensos.
Moro em qual quer lugar, mas quero fazer parte do seu coração com amor e carinho que me faz digno.

A feminilidade perfeita é a perfeição que tem a cor do pecado que desordena todo o meu juízo, ensandecendo minha atitude para com o seu pudor que me anseia pela sua nudez;
Sou teu para sua satisfação, peço-lhe que me domine da maneira que lhe convém e dê-me o que tens para o teu próprio prazer;

Teu corpo é perfeito em lençóis de seda... No qual valorizam as tuas curvas que tanto me enlouquecem... Perturbam-me... Fazendo-me flagrar a pensar em você;
E translucidamente percebo a tua imensa intimidade e os meus olhos admiram desejando um momento real a teu lado...
Ah se eu pudesse! Te ganharia e até a felicidade caminharia para trazê-la para você... Te provaria que ainda valeria a pena me ter a teu lado;

⁠Inicialmente o desejo nascente em meu coração
É que o nosso dia seja relacionado com a perfeição
De termos segurança, capacidade, saúde com a família
É tudo que precisamos nesse dia
Recarregamos as nossas energias para mais uma semana evoluir e crescer
Para Deus abençoar a nossa vida
Bom dia pra mim e para você!

Beleza que Reflete Serenidade e a Poesia que sai do seu Reflexo

Numa fotografia, vi atenciosamente uma beleza estática dentro de uma cena entusiasmante — a expressão de uma poesia sem palavras. A janela estava aberta e a serenidade se sentiu convidada e, como sempre, ela foi muito bem recebida e prontamente abraçada.

Olhos brilhavam em um belo semblante; os raios de sol tocavam com gentileza a pele. Uma arte veemente no interior sendo o reflexo de uma linda paisagem do lado de fora — soma de vários detalhes distintos, unidos de uma maneira harmônica — traços de calor e romantismo.

E agora, uso esses versos para dar voz a essa rica imagem que estava em silêncio, mas que tinha muito a dizer de acordo com o meu senso poético: significados; sentimentos e a vida existente além do registro admirável de um simples momento, expressivo, profundamente sereno.

Reflexão de Lucius






Certa feita, indaguei ao Criador do porquê dera Ele capacidade de liberdade aos homens, para fazerem certas coisas "pecaminosas", quando simplesmente poderia não ter dado aos seres mortais, certas capacitações, ao invés de ter dado e PROIBIDO a prática de certas ações. Então Ele me respondeu, com o seguinte exemplo: "- como da mesma forma eu poderia ter criado o homem, sem a capacidade de enxergar, pelo simples fato de eu saber que, dando a ele, a visão, por exemplo, os homens sempre desviariam seu olhar para coisas que não se deve e cobiçariam. Penso que foi melhor ter dado toda capacidade à Humanidade, e fazê-la aprender a limitar seus comportamentos, que não ter dado, a ela, as devidas capacidades. Você gostaria de ter nascido cego ou gostaria de continuar enxergando, muito bem, sob a condição, apenas, de limitar as direções para onde lança o teu golpe de olhar?"
Então compreendi que, deveras, é muito melhor ter a capacidade de fazer certas coisas e não fazê-las, que não ter tido a capacidade de fazê-las, para não poder fazê-las.




Às 16:47 In 18.06.2026






Por: Fábio Silva

Cinco sorrisos

Você tem 5 sorrisos, uma sinfonia perfeita em um mesmo rosto, um mesmo corpo, uma mesma alma.
Sorri largamente com um brilho mágico no olhar, por um fato bobo.
Sorri, de canto de boca, ao escutar um elogio, em que está a agradecer, mas também a manter a humildade.
Sorri de um jeito meigo com o olhar, ao me ver e desejar um beijo meu.
Sorri, mostrando os dentes, quando me escuta falar coisas picantes ao teu ouvido. Como você fica lindo!
Por fim, sorri largo e depois retém a boca em um sorriso pequeno com semblante infantil, porque no fundo sabe que me tem.

@keylak.holanda

... a vontade
do nosso Criador está perfeitamente
ajustada aos nossos mais justosquereres — ao que,
por nós absorvido e aplicado,nos aperfeiçoe — pois, como acentuou Jesus, o Cristo: "tudo é possível
àquele que crê", sobretudo,quando alinhado
a princípios que já nosmostremos
capazes de sustentar
e viver! ⁠

Irmãos:

Deus, nosso Pai Celestial, é todo amor. É soberanamente bom, justo e perfeito! Não nos cobra nada, não nos condena e não nos pune.
A maior prova da justiça de Deus e de seu amor está no livre-arbítrio, que nos possibilita escolher como queremos viver, qual caminho iremos seguir. Cada um de nós se encontra inserido num universo regido por leis superiores, contra as quais, não há como protestar. Nós podemos gritar, espernear e reclamar, mas a essência do universo e de suas leis não mudará simplesmente porque nós discordamos.
Todos nós trazemos em nosso íntimo a consciência, que nos faz ir de encontro a tudo que fizemos (de bom ou de ruim), e por isso, literalmente, colhemos o que plantamos ao longo de nossas vidas.
A nossa reforma íntima começa com a reeducação de nossos pensamentos. Começa com a escolha de conhecermo-nos a nós mesmos diariamente, de reconhecermos nossas más tendências, aquilo que nos cega, que venda nossos olhos e que nos deteriora moralmente.
Jesus é nosso irmão e segura nossa mão nesta caminhada em busca do melhoramento interior.

Paz e Luz!

O Reflexo Também Tem Uma Arma


A vidraça estava ali como todas as vidraças do mundo: limpa o bastante para fingir que era transparente e suja o bastante para esconder alguma coisa.
Parei diante dela.
Não porque quisesse me olhar.
Ninguém para diante de uma vidraça para se olhar. Isso é coisa de gente satisfeita, vendedor de roupa, sujeito que acabou de ganhar um emprego ou alguém que ainda acredita que o rosto tem alguma coisa a dizer.
Eu só estava passando.
Foi o reflexo que me fez parar.
Primeiro apareceu a minha silhueta.
Depois o rosto.
Depois alguma coisa que não combinava comigo.
A iluminação era ruim, o vidro tinha marcas, riscos, manchas e aquela sujeira fina que a cidade deposita sobre tudo como se cobrasse aluguel. Meu reflexo estava quebrado em vários pedaços.
O rosto num lugar.
O ombro em outro.
Um olho ligeiramente acima do outro.
A boca cortada por uma rachadura.
Parecia uma fotografia de família depois de uma discussão.
Fiquei olhando.
O reflexo também.
Aquilo começou a me irritar.
Não havia nada de especial em uma imagem quebrada. A cidade estava cheia delas. Pessoas quebradas também. Algumas usavam terno. Outras tinham diploma. Algumas tinham filhos. Outras tinham planos para o fim de semana.
A diferença é que as pessoas conseguem esconder melhor as rachaduras.
A vidraça não.
Ela não tinha autoestima.
Era uma vantagem.
Cheguei mais perto.
Foi então que percebi.
O reflexo não estava exatamente repetindo meus movimentos.
Minha cabeça inclinou um pouco.
A imagem demorou.
Um segundo.
Talvez menos.
O suficiente.
Pisquei.
Ele não.
Aquilo seria engraçado se não fosse tão desagradável.
Dei um passo para trás.
O reflexo continuou perto.
Foi aí que tive a impressão de que ele estava apontando alguma coisa para mim.
Não uma arma de verdade.
Seria mais simples se fosse.
Uma arma resolve a discussão.
O reflexo parecia apontar a própria verdade.
E isso é muito pior.
Fiquei olhando para aquele rosto dividido em pedaços.
Um rosto que eu conhecia.
Ou achava que conhecia.
Havia coisas ali que eu não lembrava de ter colocado.
Cansaço.
Rancor.
Pequenas derrotas cuidadosamente arquivadas.
Algumas pessoas que eu dizia ter esquecido.
Algumas decisões que eu chamava de necessidade porque covardia é uma palavra feia demais para certas ocasiões.
E havia também aquele velho sujeito que passava a vida dizendo que estava tudo bem.
O mentiroso profissional.
Eu.
O reflexo parecia saber.
Isso me incomodou.
A gente passa anos aperfeiçoando versões aceitáveis de si mesmo.
Aprende quando sorrir.
Quando apertar a mão.
Quando dizer “vamos ver”.
Quando dizer “não foi nada”.
Quando dizer “eu já superei”.
É um treinamento longo.
Quase uma carreira.
E então uma vidraça qualquer vem e estraga tudo.
Não há salário que pague isso.
Tentei olhar para o outro lado.
Uma rua.
Um carro.
Uma mulher atravessando.
Um cachorro urinando num poste.
A vida continuava oferecendo suas pequenas distrações.
O mundo é muito eficiente nisso.
Quando você começa a pensar demais, ele manda um cachorro mijar num poste.
Olhei para o cachorro.
Funcionou por três segundos.
Depois meu canto de olho voltou para a vidraça.
O reflexo continuava lá.
Esperando.
Não parecia zangado.
Isso seria fácil.
Parecia apenas decepcionado.
E não há nada mais ofensivo do que a decepção de alguém que não precisa dizer nada.
Fiquei imaginando quantas vezes eu havia passado diante daquela mesma superfície sem perceber.
Talvez todas as pessoas façam isso.
Talvez a cidade inteira seja construída de vidraças.
Portas de vidro.
Janelas.
Espelhos.
Telas de celulares.
Vitrines.
Carros estacionados.
Tudo refletindo alguma coisa.
Tudo devolvendo nossa cara em prestações.
E talvez seja por isso que ninguém olhe direito.
É mais confortável enxergar o preço de uma televisão na vitrine do que enxergar a própria expressão sobre ela.
Mais fácil admirar um carro do que perguntar quem está dirigindo.
Mais fácil procurar alguém bonito do outro lado do vidro do que descobrir quem está deste lado.
Afastei-me.
Desta vez o reflexo acompanhou.
Normal.
Finalmente.
Talvez eu tivesse imaginado tudo.
É uma explicação bastante útil.
A imaginação é o advogado de defesa dos culpados.
Fui embora.
Andei alguns metros.
Então olhei novamente.
Só pelo canto dos olhos.
Ele ainda estava lá.
Pequeno agora.
Fragmentado.
Quase irreconhecível.
Mas ainda apontando aquela coisa para mim.
A verdade.
Continuei andando.
Não olhei para trás.
Pelo menos não diretamente.
Porque algumas verdades não precisam que você as encare.
Elas sabem esperar.
E, quando você pensa que escapou, aparecem refletidas no vidro de um carro, numa janela escura, na tela apagada do telefone.
E ficam ali.
Sem disparar.
Sem gritar.
Sem pedir explicações.
Só apontando.
Até você descobrir que o sujeito do outro lado da vidraça não estava tentando matar você.
Estava apenas tentando impedir que você continuasse mentindo.