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Reflexão !!
⁠Existem determinados momentos que nos fazem refletir : 🤔
Como existem pessoas que querem nos fazer sentir mal.
Querem tentar nos diminuir, substismar, entristecer, fazer a gente sentir algo que não sentimos.
Eles querem nos impor a realidade deles, e não a nossa.
Tentam de todas as formas nos incultir , impor sentimentos ruins, pesados.
Dificilmente nos trazem boas energias.
Não conseguem nos trazer a paz , a harmonia , a força do amor , o equilibrio, o encanto.
Tentam atraves das docēs palavras , nos convencer que nos querem bem , nos desejam bem, e que somos amodos, mais como a verdade sempre prevalece e carrega com ela a força e o poder, sentimos na alma , no coração , nos gestos e palavras .
Elas não conseguem nos confortar , trazer bons sentimentos , por isso não formam elos, ou se formam são temporarios .
Elas passam a não serem ouvidos, destilam suas palavras sempre de qualquer jeito,por isso não são aceitos pelo coração , porque realmente o bem não impera ali.
Ai esta a mão de Deus , separando, mostrando, nos fazendo conhecer, sentir..
Paz e luz
Simone Vercosa.

A reflexão traz inúmeros benefícios, um deles é se conhecer .
Quando conseguimos adentrar dentro de nós e reconhecermos os nossos erros , houve evolução , houve crescimento interno.
Escutar o coração é sentir nós mesmo.
Guarde uma coisa no coração.
Quem se conhece sabe tudo o que tem a oferecer ao próximo.
Ofereça sempre coisas boas por mais que as pessoas nunca reconheçam para você sair livre .
E toda vez que alguém tentar te diminuir , ofender , caluniar , não se esqueça :
Você está no caminho certo , porque ninguém joga pedra em fruto podre.
Simone Vercosa .

A atmosfera clama por sua pureza.

Ela sonha em ter de volta sua perfeita presença na Terra.
A cada árvore que nasce;
A cada lixo reciclado;
A cada eliminação de gases tóxicos,
Ela vibra de alegria,
e nela renasce a esperança de continuar exercendo sua missão:
proteger-nos do calor excessivo,
equilibrar as temperaturas
e garantir o ar puro que respiramos.

A projeção que virou espelho


Achei que te via,
mas o reflexo era meu.


Tuas palavras vinham de fora,
mas quem as moldava por dentro
era o que eu queria ouvir.


Todas as vezes que olhava o pôr do sol no horizonte,
na verdade, era uma projeção de nós dois
iluminando meu inconsciente.


Uma foto sua e se abria um álbum em minha frente,
histórias criadas e até roteiros feitos...


Projetei um enredo,
acreditei no roteiro que escrevi sozinho,
e, quando o silêncio chegou,
percebi que o eco não era ausência tua —
era excesso meu.


Criado por um, mas pertencente em silêncio a dois.
Nesse excesso, criei um mundo todo só nosso —
mas apenas eu tinha acesso.


Hoje olho com carinho todo esse sentimento.
Não acabou, na verdade, é apenas o primeiro dia
fora do nosso mundo encantado.


O que doeu não foi perder alguém,
foi perder o personagem que inventei.


Descobrir que o amor idealizado
tem o brilho exato do pôr do sol:
belo, mas breve,
e feito de despedida.


Observando tudo que criei e senti ao longo desse tempo,
me vejo como um belo arquiteto,
porém, um péssimo projetista —
criei estruturas lindas, dignas de um conto de fadas.


Hoje vejo de fora o “nosso mundo perfeito”,
sem saber o que você acharia dele de verdade.


Hoje entendo:
a decepção é só a luz acendendo no cinema,
mostrando que o filme era projeção.


E no escuro que fica depois,
a vida me convida a assistir de novo —
dessa vez, com os olhos abertos.


Das cenas que eu mais gosto são os créditos.
Pois mesmo sendo o único colaborador físico dessa criação,
todas as cores e formas são méritos seus.


Lhe agradeço por fazer tanto por mim.


Nunca haverá mágoas em um mundo onde nunca existiram
dois corações batendo acelerados
por compartilharem o mesmo sentimento.

Nao existe ninguem perfeito...
Cale - se .. nao precisa me dizer nada...
Seus gestos ja falam..
Suas atitudes te condenam...
Eu sei..foge do seu controle...
Mesmo nao querendo desejar..vc deseja...
Mesmo nao querendo pensar... vc pensa...
Mesmo querendo me esquecer..vc nao me esquece...
Quando a cabeça é teimosa..o coracao padece...
Vc finge que nao se importa e eu fingo que acredito nisso... porque nao e bem isso que vc demonstra quando fala comigo...
Suas reacoes demonstram outra coisa...

É uma reflexão muito interessante. A Terra é, ao mesmo tempo, o planeta que habitamos e talvez o único que conseguimos conhecer de verdade, enquanto os outros permanecem, em grande parte, como mundos distantes que imaginamos através das descobertas da ciência.

E existe algo bonito nisso: talvez você nunca pise em outro planeta, mas pode conhecê-los por meio das imagens, estudos e descobertas dos cientistas e da NASA. De certa forma, viajar pelo conhecimento também é uma maneira de viajar pelo universo.

Ele não chegou fazendo barulho,
nem vestido de razão perfeita,
chegou simples.
Como quem carrega o mundo no bolso
e ainda assim oferece ajuda pra carregar o teu.

Falaram tempestades sobre ele,
inventaram sombras, pesos e espinhos,
mas quando abriu a porta do próprio silêncio,
o que havia ali
era só um homem cansado de ser mal traduzido.

Feijão tinha olhos de quem escuta de verdade,
dessas pessoas raras
que não competem com tua dor,
apenas sentam ao lado dela.

E foi estranho perceber
que a sinceridade dele cabia inteira
nos pequenos gestos,
porque gente honesta quase nunca sabe se vender,
só existir.

Talvez a vida tenha dessas ironias tortas:
aproximar duas almas pela mentira de terceiros
pra depois revelar
que afinidade nenhuma nasce no acaso.

Ele tinha jeito de casa simples em tarde de chuva,
café passado sem pressa,
cadeira na varanda
e conversa que faz o peito respirar melhor.

E no meio de tanta gente montada em personagens,
ele apareceu cru, humano, imperfeito…
mas real.

Coisa perigosa hoje em dia.
Ser real assusta mais que mentira bem contada.

Efêmero viver
(Mauro 1Evaristo)

Você se cobra perfeição
Num mundo de imperfeitos (Sei não!?)
Por certo poderia mudar o olhar
E parar de tanto se cobrar.

Você se cobra acertos
Num mundo pra lá de imperfeito,
Poderia olhar com mais compaixão,
Lapidamos todos no mesmo chão.

Você se cobra tanto acertar
Que esquece de com afeto olhar
Os que estão a volta de você

Todos estão cada um a seu modo lutar,
Olha só, nesse efêmero viver
Faz mais quem sabe agradecer.

feradapoesia.blogspot.com

ATRÁS DO POSSÍVEL!!!
Eu não estou em busca de perfeição,
pois não quero viver de ilusão
nos caminhos do impossível!
Vou no ritmo de ação,
que possam memorizar
minha passagem nesse mundo,
num lance tão imediato
que não dá pra olhar pra trás!
Que se danem os que julgam,
pois estão na beira do abismo,
escrotos e sinistros,
escorando na lama
de sua própria podridão.!
Vou juntar lenha no quintal,
para aquecer minha alma
e saciar com meu alimento,
esquentando minha liberdade
no ato original e tão simples
das coisas mais possíveis...
não vou atras da loucura
das coisas mais distantes
daquilo que não posso sonhar pra mim!

AUTOR - JOÃO BATISTA BARBOSA

RAUL TEIXEIRA E A ÉTICA SUBLIME DA MEDIUNIDADE.
A reflexão de Raul Teixeira acerca da mediunidade insere-se no cerne mais elevado da disciplina moral proposta pela Espiritismo. Não se trata de mera advertência periférica, mas de um verdadeiro tratado ético condensado em exortações lúcidas e profundamente responsáveis. O médium, longe de ser um protagonista vaidoso, é instrumento transitório de forças superiores, cuja dignidade repousa precisamente na renúncia de si mesmo.
Ao afirmar que aqueles que laboram com Jesus Cristo não buscam elogios nem reconhecimento, Teixeira reafirma o princípio kardeciano segundo o qual a mediunidade é uma faculdade natural, e não um privilégio espiritual. Tal compreensão dissolve qualquer pretensão de superioridade, deslocando o foco da exaltação pessoal para o serviço desinteressado. O verdadeiro médium não se compraz em aplausos, mas recolhe-se na consciência do dever cumprido, sabendo-se aprendiz em permanente lapidação.
Nesse sentido, a proposta de substituir elogios superficiais por preces e apoio espiritual revela uma compreensão psicológica e moral de rara profundidade. O elogio, quando não temperado pela lucidez, pode converter-se em fermento da vaidade. A prece, ao contrário, eleva, protege e harmoniza. Ela sustenta o médium nas zonas invisíveis de sua luta íntima, onde se travam os combates mais decisivos contra o orgulho e o egoísmo.
As advertências quanto às armadilhas da vaidade, do orgulho e do egoísmo não são meras fórmulas retóricas. Constituem diagnósticos precisos das fragilidades humanas. O médium, por lidar com o invisível e frequentemente ser alvo de admiração, encontra-se particularmente exposto a tais desvios. A vigilância, portanto, não é opcional, mas imperativa. Trata-se de uma disciplina interior contínua, um exercício de autoconhecimento que exige rigor moral e honestidade intelectual.
A humildade, nesse contexto, não é uma virtude ornamental, mas estrutural. Reconhecer a própria imperfeição não diminui o médium, antes o legitima. É essa consciência que impede a cristalização do ego e permite o fluxo mais puro da comunicação espiritual. A mediunidade sã nasce, assim, de uma alma que se conhece limitada e, por isso mesmo, se abre à transcendência com reverência e responsabilidade.
O CHAMADO PERENE AO AMOR E À CARIDADE.
Ao encerrar sua exposição com um apelo ao amor e à caridade, Raul Teixeira reconduz a mediunidade ao seu eixo essencial. Toda faculdade mediúnica que não se converte em serviço ao próximo perde sua finalidade e degrada-se em espetáculo vazio. Amor e caridade não são adereços da prática espírita, mas sua substância vital, os pilares sobre os quais repousa toda a edificação moral do ser.
A evocação de Jesus como o sol das nossas vidas não constitui mera metáfora devocional, mas uma síntese teológica de elevada densidade. O Cristo, enquanto modelo e guia, ilumina o caminho do médium e de todos os que aspiram à elevação espiritual. Seguir seus ensinamentos é orientar-se por uma ética do bem absoluto, na qual cada ação se mede pelo benefício que produz ao outro.
Trabalhar em prol do bem, portanto, não é um gesto episódico, mas uma vocação contínua. É no exercício silencioso da caridade, na renúncia às próprias inclinações inferiores e na dedicação ao próximo que o médium encontra sua verdadeira grandeza.
E assim, entre a vigilância interior e o serviço amoroso, delineia-se a senda austera e luminosa daquele que, sem buscar ser visto, torna-se digno de ser instrumento do invisível, onde a consciência reta vale mais que qualquer aplauso e o bem realizado ecoa além do tempo.

O IMPERATIVO ESPIRITUAL DA VIGILÂNCIA: UMA REFLEXÃO FILOSÓFICA E MORAL SOB A ÓTICA ESPÍRITA.
Marcelo Caetano Monteiro.
A palavra “vigiai”, presente em diversos ensinamentos de Jesus e dos apóstolos, ultrapassa o sentido de uma simples espera ou de uma preocupação exterior com acontecimentos futuros. Sob uma perspectiva filosófica e espírita, a vigilância representa o estado permanente de consciência moral, no qual o Espírito observa seus próprios pensamentos, sentimentos e atitudes, buscando harmonizar-se com as leis divinas.
Para o Espiritismo, a verdadeira vigilância não consiste apenas em aguardar acontecimentos grandiosos, mas em realizar diariamente a reforma íntima, pois o principal campo de batalha do ser humano encontra-se dentro de si mesmo.
MATEUS 24:42 — “VIGIAI, POIS, PORQUE NÃO SABEIS A QUE HORA HÁ DE VIR O VOSSO SENHOR.”
Jesus pronuncia estas palavras no contexto de seus ensinamentos sobre os tempos futuros e a necessidade de preparação espiritual.
Filosoficamente, o versículo apresenta uma profunda reflexão sobre a impermanência da existência humana. O homem frequentemente vive como se tivesse domínio absoluto sobre o tempo, esquecendo que sua passagem pela Terra é transitória.
Na visão espírita, a “vinda do Senhor” não deve ser interpretada apenas como um acontecimento exterior, mas também como o despertar da consciência para os valores eternos. O Cristo chega ao coração humano quando este se abre ao amor, à caridade e à transformação moral.
Allan Kardec ensina que o progresso espiritual depende do esforço individual, pois o Espírito é chamado a desenvolver suas faculdades morais através das experiências da vida.
Assim, vigiar é preparar-se para o encontro com a própria consciência diante das leis divinas.
1 CORÍNTIOS 16:13 — “VIGIAI, ESTAI FIRMES NA FÉ, PORTAI-VOS VARONILMENTE E FORTALECEI-VOS.”
Paulo apresenta quatro atitudes essenciais: vigilância, firmeza, coragem e fortalecimento.
Na filosofia moral, a fé verdadeira não é uma aceitação passiva, mas uma força interior que orienta o indivíduo diante das dificuldades. A criatura que não vigia seus pensamentos torna-se facilmente conduzida pelas paixões, pelo orgulho e pelo egoísmo.
Segundo o Espiritismo, a fé raciocinada é aquela que enfrenta a razão em todas as épocas da humanidade. O Espírito fortalecido é aquele que compreende que as provas da existência possuem finalidade educativa.
A coragem mencionada por Paulo não é a ausência de sofrimento, mas a capacidade de enfrentar as experiências humanas mantendo o equilíbrio espiritual.
MATEUS 26:41 — “VIGIAI E ORAI, PARA QUE NÃO ENTREIS EM TENTAÇÃO; NA VERDADE, O ESPÍRITO ESTÁ PRONTO, MAS A CARNE É FRACA.”
Este ensinamento foi pronunciado por Jesus no momento de profunda aflição no Jardim do Getsêmani.
A frase revela um dos grandes conflitos da humanidade: a distância entre aquilo que o Espírito deseja alcançar e as limitações dos impulsos inferiores.
Sob a ótica espírita, o Espírito é imortal e possui potencial divino, porém, durante a encarnação, encontra-se sujeito às influências da matéria e às tendências adquiridas em sua trajetória evolutiva.
A oração, nesse sentido, não é uma fuga da realidade, mas uma ligação consciente com as forças superiores. Ela auxilia o Espírito a dominar impulsos negativos e fortalecer a vontade.
Vigiar e orar significa unir reflexão e ação: observar a própria alma e buscar auxílio espiritual para vencer as imperfeições.
1 PEDRO 4:7 — “E JÁ ESTÁ PRÓXIMO O FIM DE TODAS AS COISAS; PORTANTO, SEDE SÓBRIOS E VIGIAI EM ORAÇÃO.”
Pedro lembra a transitoriedade dos acontecimentos terrenos.
Filosoficamente, o “fim de todas as coisas” pode ser compreendido como a constante transformação da vida. Nada permanece imóvel: corpos desaparecem, sociedades mudam, experiências terminam.
Na visão espírita, a existência física é apenas uma etapa da jornada espiritual. A verdadeira realidade pertence ao Espírito, que continua sua caminhada após a morte do corpo.
A sobriedade mencionada pelo apóstolo representa equilíbrio. O Espírito encarnado deve evitar excessos, paixões descontroladas e ilusões materiais, mantendo-se consciente de sua finalidade superior.
1 CORÍNTIOS 15:34 — “VIGIAI JUSTAMENTE E NÃO PEQUEIS; PORQUE ALGUNS AINDA NÃO TÊM O CONHECIMENTO DE DEUS.”
Paulo associa vigilância ao conhecimento espiritual.
O erro moral frequentemente nasce da ignorância, pois aquele que desconhece as consequências de seus atos pode agir dominado pelo egoísmo.
Para o Espiritismo, o conhecimento das leis divinas amplia a responsabilidade do indivíduo. Quanto maior a compreensão espiritual, maior o dever de transformação.
O pecado, entendido pela Doutrina Espírita como afastamento das leis de amor e justiça, não representa condenação eterna, mas oportunidade de aprendizado e reparação.
A vigilância justa é aquela que começa pelo exame de si mesmo, antes de julgar os outros.
1 PEDRO 5:8 — “SEDE SÓBRIOS, VIGIAI, PORQUE O DIABO, VOSSO ADVERSÁRIO, ANDA EM DERREDOR, BRAMANDO COMO LEÃO, BUSCANDO A QUEM POSSA TRAGAR.”
A linguagem simbólica de Pedro apresenta o perigo das forças negativas.
Sob a interpretação espírita, o “diabo” não é entendido como um ser eternamente condenado ao mal absoluto, mas como representação das influências inferiores, das paixões desordenadas e também dos Espíritos ainda presos ao desequilíbrio moral.
O Espiritismo ensina que todos os Espíritos caminham para a perfeição através da evolução. As influências negativas encontram espaço quando o indivíduo mantém pensamentos e sentimentos semelhantes.
Por isso, a vigilância espiritual é também vigilância mental.
Pensamentos cultivados tornam-se energias que atraem companhias espirituais compatíveis.
CONCLUSÃO:
A VIGILÂNCIA COMO CAMINHO DE EVOLUÇÃO ESPIRITUAL.
Os ensinamentos sobre “vigiar” formam uma profunda filosofia de vida. Jesus não convidou seus seguidores ao medo, mas à consciência.
A vigilância cristã, compreendida pelo Espiritismo, é o exercício diário da reforma íntima: observar pensamentos, corrigir sentimentos, desenvolver virtudes e aproximar-se das leis divinas.
O verdadeiro discípulo não é aquele que apenas espera o futuro, mas aquele que transforma o presente.
Vigiar é educar a alma.
Orar é elevar o pensamento.
Reformar-se é aproximar-se de Deus.
Como ensina Allan Kardec, o progresso moral é uma conquista individual e permanente, pois cada Espírito é responsável pela construção de sua própria evolução.
FONTES CONSULTADAS:
Bíblia Sagrada — Evangelho segundo Mateus, capítulo 24, versículo 42; capítulo 26, versículo 41.
Bíblia Sagrada — Primeira Epístola aos Coríntios, capítulo 15, versículo 34; capítulo 16, versículo 13.
Bíblia Sagrada — Primeira Epístola de Pedro, capítulo 4, versículo 7; capítulo 5, versículo 8.
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Paris, 1857.
KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Paris, 1864.
KARDEC, Allan. O Céu e o Inferno ou A Justiça Divina Segundo o Espiritismo. Paris, 1865.

A HUMILDADE DA RAZÃO DIANTE DO INFINITO
REFLEXÕES SOBRE A INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA DOUTRINA ESPÍRITA.
VII
O Livro dos Espíritos — Allan Kardec.
Marcelo Caetano Monteiro.
Na sétima parte da Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita, Allan Kardec apresenta uma das mais profundas advertências filosóficas e morais de sua obra: a necessidade da humildade intelectual diante dos grandes enigmas da existência.
O Codificador não combate a razão; ao contrário, ele a coloca como instrumento indispensável para a investigação da verdade. Porém, demonstra que a razão, quando afastada da prudência e dominada pelo orgulho, transforma-se em obstáculo ao progresso do conhecimento.
A frase inicial possui uma força extraordinária:
“O homem que julga infalível a sua razão está bem perto do erro.”
Kardec revela um paradoxo essencial: quanto mais o homem acredita possuir a verdade absoluta, mais distante pode estar dela. A verdadeira inteligência não se manifesta pela arrogância de afirmar que nada mais existe além do que já se conhece, mas pela capacidade de reconhecer os limites temporários do próprio entendimento.
A história da humanidade confirma essa reflexão. Muitas descobertas que hoje são consideradas fundamentais foram inicialmente rejeitadas porque ultrapassavam os conceitos estabelecidos de determinada época. O desconhecido frequentemente causa resistência, pois obriga o pensamento a abandonar antigas estruturas e abrir espaço para novas perspectivas.
Kardec recorda:
“Mesmo aqueles cujas ideias são as mais falsas se apoiam na sua própria razão...”
Essa observação possui profundo valor psicológico. O erro raramente se apresenta como erro aos olhos daquele que o sustenta. O indivíduo equivocado normalmente encontra justificativas internas para suas convicções. A razão, quando utilizada sem humildade, pode tornar-se uma ferramenta para defender preconceitos, e não para buscar a verdade.
A razão verdadeira não é aquela que simplesmente confirma nossas opiniões; é aquela que possui coragem para examiná-las.

A RAZÃO COMO LUZ, NÃO COMO ÍDOLO.
A Doutrina Espírita estabelece uma relação equilibrada entre fé e razão. Kardec não propõe uma crença cega, mas uma fé raciocinada, capaz de enfrentar o exame da consciência e da inteligência.
Entretanto, ele alerta para um perigo: transformar a própria capacidade intelectual em uma espécie de autoridade absoluta.
Quando alguém declara, consciente ou inconscientemente:
"Aquilo que não compreendo não pode existir",
está colocando o próprio conhecimento limitado como medida do universo.
Essa postura revela uma inversão filosófica: o homem deixa de investigar a realidade e passa a exigir que a realidade se limite ao seu entendimento.
A natureza, porém, é infinitamente maior do que qualquer concepção humana.
O sábio reconhece:
que conhece algumas verdades;
que ignora muitas outras;
que o progresso depende da constante ampliação do saber.

O ORGULHO DISFARÇADO DE RACIONALIDADE.
Um dos pontos mais contundentes do texto é a afirmação:
“O que se chama razão não é muitas vezes senão orgulho disfarçado.”
Kardec identifica um fenômeno moral: algumas pessoas utilizam argumentos racionais não para encontrar a verdade, mas para proteger suas próprias certezas.
A razão iluminada pela humildade conduz ao progresso.
A razão dominada pelo orgulho conduz à estagnação.
O orgulho intelectual pode ser mais difícil de perceber do que o orgulho comum, porque frequentemente se apresenta com aparência de superioridade lógica. O indivíduo acredita estar defendendo a inteligência, quando, na realidade, está apenas defendendo suas limitações.

A CIÊNCIA E O PROGRESSO HUMANO.
Kardec utiliza a própria história das descobertas humanas como exemplo.
Muitos conhecimentos hoje aceitos foram considerados absurdos no passado. Ideias sobre astronomia, medicina, física e diversas áreas foram rejeitadas porque ultrapassavam a compreensão vigente.
A humanidade evolui justamente porque alguns homens tiveram coragem de ultrapassar fronteiras estabelecidas.
O passado ensina que o impossível de uma época pode tornar-se a realidade de outra.
Por isso Kardec dirige sua mensagem aos homens ponderados:
“Aos que são suficientemente ponderados para duvidar do que não viram...”
Essa dúvida não é incredulidade negativa; é prudência investigativa.
O espírita, segundo Kardec, não deve aceitar tudo sem análise, mas também não deve rejeitar aquilo que desconhece apenas porque ainda não possui compreensão completa.
A atitude correta é a pesquisa sincera.

O HOMEM NÃO CHEGOU AO APOGEU DO CONHECIMENTO.
Outro ensinamento fundamental encontra-se nesta passagem:
“Não creem que o homem haja chegado ao apogeu nem que a natureza lhe tenha facultado ler a última página do seu livro.”
Essa frase possui uma dimensão filosófica profunda.
Kardec convida o ser humano a abandonar a ilusão de completude. A humanidade está em constante desenvolvimento. O conhecimento é uma construção progressiva.
Assim como uma criança não compreende os pensamentos de um adulto, o espírito humano, em sua jornada evolutiva, ainda possui muito a aprender diante da vastidão universal.
Na perspectiva espírita, o progresso intelectual acompanha o progresso moral. A verdadeira sabedoria não está apenas em acumular conhecimentos, mas em desenvolver virtudes como:
humildade;
tolerância;
prudência;
amor à verdade.

A ADVERTÊNCIA DE KARDEC AOS ESPÍRITAS.
Este trecho da introdução também é um chamado direto aos estudiosos do Espiritismo.
O espírita não deve assumir uma postura de superioridade perante os demais, pois o conhecimento espiritual exige ainda mais responsabilidade.
A Doutrina Espírita não deve ser utilizada como instrumento de vaidade, mas como caminho de transformação moral.
O verdadeiro espírita é aquele que compreende que:
a verdade pertence a Deus, não ao homem;
o conhecimento é uma conquista gradual;
toda revelação deve ser examinada com equilíbrio;
a inteligência deve caminhar junto com a caridade.
Aquele que conhece a Doutrina e permanece dominado pelo orgulho ainda não compreendeu sua essência.

CONCLUSÃO.
Na Introdução VII de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec oferece uma das maiores lições de filosofia espiritual: a inteligência humana é uma ferramenta sublime, mas não deve transformar-se em soberana absoluta.
A razão é uma luz; porém, quando o orgulho cobre essa luz, ela deixa de iluminar e passa a criar sombras.
O progresso espiritual exige uma atitude permanente de abertura diante do infinito. O homem sábio não é aquele que afirma conhecer tudo, mas aquele que possui humildade suficiente para continuar aprendendo.
Como princípio fundamental, permanece a advertência de Kardec:
Aquele que acredita possuir a última palavra sobre todas as coisas fecha as portas para o próprio progresso. Aquele que reconhece seus limites abre-se para a verdade.
FONTES:
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita — Item VII. 1857.
KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Capítulo VII — “Bem-aventurados os pobres de espírito”. 1864.
KARDEC, Allan. A Gênese. Capítulo I — “Caráter da Revelação Espírita”. 1868.
KARDEC, Allan. Revista Espírita — Jornal de Estudos Psicológicos. Diversos artigos sobre razão, progresso e conhecimento espiritual. 1858–1869.

Crença, Mediunidade e Lucidez Espírita: uma reflexão a partir de Raul Teixeira
Ao longo de décadas de dedicação ao estudo e à divulgação da Doutrina Espírita, Raul Teixeira tem chamado a atenção para uma distinção essencial: crer não é o mesmo que compreender, assim como possuir mediunidade não significa possuir lucidez espiritual.
Na perspectiva espírita, a crença isolada pode representar apenas um ponto de partida. Allan Kardec jamais propôs uma fé cega, mas uma convicção edificada pela observação, pela razão e pelo exame criterioso dos fatos. É por isso que o Espiritismo convida o indivíduo a pensar, investigar e confrontar as ideias antes de aceitá-las.
Raul Teixeira frequentemente destaca que a mediunidade é uma faculdade inerente ao ser humano, manifestando-se em diferentes graus. Entretanto, essa faculdade, por si só, não constitui certificado de elevação moral, nem de infalibilidade doutrinária. Um médium pode ser sincero e, ainda assim, equivocar-se por influência de suas próprias opiniões, emoções, preconceitos ou pela ação de Espíritos imperfeitos.
A verdadeira lucidez espírita nasce da harmonização entre três pilares inseparáveis:
o estudo constante da Codificação Espírita;
a educação moral do indivíduo;
o exercício permanente do discernimento.
Sem esses elementos, a mediunidade corre o risco de transformar-se em mero fenômeno, desvinculado de sua finalidade educativa e regeneradora.
Allan Kardec estabeleceu o Controle Universal do Ensino dos Espíritos justamente para evitar que opiniões pessoais ou comunicações isoladas fossem elevadas à condição de verdade doutrinária. Esse método demonstra que a autoridade, no Espiritismo, não pertence ao médium, mas à concordância universal dos ensinos submetidos ao crivo da razão.
Raul Teixeira também recorda que a experiência mediúnica jamais dispensa o estudo. Quanto maior a faculdade, maior deve ser a responsabilidade. A ignorância doutrinária pode conduzir ao personalismo, ao misticismo exagerado e à aceitação acrítica de qualquer mensagem espiritual.
A lucidez espírita manifesta-se quando o adepto compreende que nenhu

Há feridas que são mais cortantes que faca de dois gumes, mas há reflexões que são bainhas sob medida!


Há feridas que sangram silenciosas, invisíveis aos olhos alheios, mas que rasgam a alma com a precisão de uma lâmina afiada.


Não é a força do corte que as torna temíveis, mas a forma como se instalam, corroendo aos poucos a coragem de quem as carrega.


Palavras não ditas, gestos que doem, perdas que jamais encontram adeus — tudo isso é uma faca de dois gumes, que fere tanto quanto ensina a temer.


E, no entanto, há reflexões que chegam como bainhas sob medida.


Elas não evitam o corte, mas oferecem suporte, amparo, um contorno que protege sem impedir o movimento.


São pensamentos que alinhavam o fio da consciência, que transformam a dor em aprendizagem, a confusão em clareza, o remorso em reconhecimento.


A bainha não tira o corte da lâmina, mas permite manejá-la com firmeza e segurança.


A diferença entre sofrer e compreender, entre se perder e se reencontrar, está nesse equilíbrio delicado.


Ferir é inevitável; ser ferido é humano.


Mas refletir com honestidade, com coragem, é criar espaço para que cada corte se transforme em cicatriz, e cada cicatriz, em história que fortalece sem endurecer.


Porque, no fundo, a vida só se revela plenamente a quem aprende a conviver com a lâmina e a bainha — a dor e a consciência, a ferida e a reflexão, o corte e a proteção.

⁠O Filho do Homem jamais teria vindo ao mundo para agradar alguém senão o Criador.


A Perfeição d'Ele não agradou a todos, mas Ele não deixou de ser Perfeito.


Há, nessa constatação, um incômodo silencioso que atravessa os séculos: a Verdade não negocia a sua essência para caber nas expectativas humanas.


E talvez seja justamente isso que mais nos desconcerta.


Estamos tão habituados a medir valor pela aprovação alheia que nos esquecemos de que o que é absoluto não se curva ao aplauso — nem se diminui diante da rejeição.


A perfeição, quando encarnada, expõe imperfeições.


E isso fere.


Não porque a luz seja agressiva, mas porque revela aquilo que preferíamos manter na penumbra.


Por isso, não é surpreendente que o que era íntegro tenha sido contestado, que o que era puro tenha sido acusado, que o que era verdadeiro tenha sido negado.


A rejeição, nesse caso, não foi falha da perfeição — foi reflexo da incapacidade humana de suportá-la sem resistência.


Há também uma lição desconfortável nisso: agradar a todos pode ser, muitas vezes, um indício de concessão excessiva.


Quem se compromete integralmente com a verdade inevitavelmente desagrada aqueles que se alimentam de ilusões.


E isso não é arrogância — é coerência.


Vivemos, ainda hoje, sob a tentação constante de adaptar princípios para evitar conflitos, de suavizar convicções para garantir aceitação.


Mas a história daquele que não negociou a sua essência nos confronta com uma pergunta inevitável: até que ponto estamos dispostos a abrir mão do que é verdadeiro apenas para sermos bem vistos?


Talvez a grande contradição humana seja desejar sentido, mas rejeitar aquilo que o sustenta quando ele exige transformação.


Queremos a paz, mas resistimos à verdade que a antecede.


Queremos a luz, mas evitamos tudo que ela ilumina.


A perfeição não deixou de ser perfeita porque foi rejeitada.


E, do mesmo modo, a verdade não deixa de ser verdade porque é desconfortável.


No fim, permanece um chamado silencioso: viver não para agradar aos olhos instáveis dos homens, mas para corresponder àquilo que é Eterno — ainda que isso custe incompreensão, ainda que isso exija coragem, ainda que isso nos afaste do aplauso fácil.


Porque, no fundo, agradar a todos pode até trazer aceitação…


mas somente a Verdade sustenta a essência.

Não sou perfeito, e nem quero ser. Estou aqui para evoluir, para me tornar alguém melhor a cada dia. Ouçam a minha mensagem, mas não julguem o mensageiro.
Tenho muitos defeitos, mas carrego um dos maiores dons que alguém pode ter: caráter. Jamais traí alguém e nunca fui ingrato com quem me ajudou quando eu precisei. Prefiro perder amizades do que perder a minha verdade. Prefiro ser sincero e ferir um ego do que mentir para agradar.
Como já falei, dou a mínima para quem fala mal de mim. Sinceramente, não sinto nada por quem me julga ou me chama de estúpido só porque falo a verdade. Exemplo? Mesmo que fosse a pessoa que eu mais amasse na vida, se ela fizesse algo errado eu iria corrigi-la, mas ao mesmo tempo eu estaria ao lado dela, porque amar também é ensinar.
Quem não é criticado, não vive de verdade, e eu não vivo para bajular ninguém.
Goste de mim ou não, continuarei sendo eu mesmo. Minhas palavras podem incomodar, mas são reais, e não vou mudar só porque alguém se sentiu ofendido.
Quem vive de verdade não tem medo de desagradar.

Não valorizo quem me procura,
mas procuro quem me valoriza.
Perfeição é algo perfeito demais para querer,
mas quero alguém imperfeito que eu possa dele buscar inspiração para perfeito ser.
Eu não sou simplesmente simples,
mas simplesmente simples almejo meu dia viver.
Nasci entorpecido, nasci chorando, como sons de uma ocarina,
Cresci brincando, cresci lutando, como os sons de um agogô,
mas quero morrer calmo, morrer em paz como uma harpa sonolenta...
doce, pequena, serena, feliz, em paz com meus pensamentos!

Como jurista aprendi e exerci reflexões no tempo de academia, sobre o principio do Andrógino, e sua origem na obra " O banquete" de Platão, em seu personagem mítico Aristófanes, que fazia parte dos seres humanos originais no planeta que se mistura com o conceito da busca eterna da alma gêmea, pelo castigo de Zeus que os cortou ao meio resultando na busca incessante pela sua "metade perdida". A androginia sempre foi vista como uma representação original, um estado completo e um estado de ser superior anterior à divisão dos gêneros. Este principio da Androginia, literariamente sempre foi dissertado através de icônicas obras de grandes autores,
associado ao amor perfeito.

Portas para o Infinito




Uma passagem e um caminho sem volta.

Momentos reflexivos e tempos de mudança.

São tantas portas!

Não sabemos em qual bater.

Dúvidas, pontos de interrogações, indecisões

E ansiedades no limite.

Cada porta um mistério

E um caminho diferente a seguir

São as portas para o infinito mundo

Das incógnitas e dos ocultos

Que só vamos descobrir entrando

E se arriscando a seguir sem medo.




Rita Padoin

Em teus olhos, um reflexo de meu ser.
Vivo em ti, e em ti me sinto vivo,
teu coração, um ritmo a me envolver.
E em teu silêncio, um amor esquivo.

Eu busco em ti, um amor que não quer,
Mas em teu não, eu encontro um sim.
Teu desamor, um bálsamo a me doer,
E em tua indiferença, um amor sem fim.

Mas ainda assim, eu te quero, é verdade,
Com todas as d'ores, com todas as vontades.
E em teu não me querer, eu encontro a liberdade.

E assim, em teu silêncio, eu me sinto livre,
E em teu desdenho, eu encontro o que não disse.
E te gosto mais, por não me gostar, e isso é triste.
(Saul Beleza)