Textos Perfeitos

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Sempre busquei no outro o que faltava em min
Demorou alguns anos até descobrir isso ,era uma peça em eterno replay onde só mudava os personagens,mas onde o sujeito era sempre o mesmo,cometendo os mesmos erros,passando pelos mesmos caminhos,buscando sempre a mesma coisa .
Ademais me veio a resposta que tanto esperava,o problema não estava nos personagens mas no próprio sujeito .
Ao descobrir o problema a solução veio a tona,muito das coisas que acontece em nossa vida não é o outro que nos proporciona.
Mas nós que nós permitimos ,nós que entramos no problema,nós que não nos curamos de traumas do passado

⁠Pensar fora da caixa é descobrir que um mundo é muito mais que as suas paredes internas, é descobrir o mundo com os seus próprios olhos. E quem faz isso nunca mais se contentará com qualquer visão que lhe é imposta.
Pensar fora da caixa é pensar de maneira inovadora e além dos padrões convencionais, é deixar paradigmas para trás sem prejudicar os outros.

⁠O que falta em mim?

Tenho tentado descobrir estou numa busca constante. Senhor que a tua presença me baste! Cura todas as faltas que tive desde a minha concepção, falta de uma família, da presença do meu pai, da ausência de minha mãe, por ter sido criada de casa em casa, sendo usada como trabalhadora infantil, abusada sexualmente, muitas vezes para ter o que comer.
Pai, sei que itodas as faltas que tive me fez ser uma mulher forte, mas com muitas feridas mal cicatrizadas que as vêm a tona na minha vida hoje.
O que eu tenho que fazer para mudar essa situação?
Deus, muda a minha história, muda a minha vida para honra e glória do seu nome!
Eu quero ter uma família estruturada na rocha do Senhor, e sei que isso está muito perto de acontecer.

⁠Ao descobrir da tua partida, para mim, precoce, é impossível não voltar no tempo em que a juventude banhava nossos corpos e avançávamos rumo as noites de POA, ou, nos encontros em tua casa para mais um chimarrão com uísque...
André Marchiori, espero poder voltar a te encontrar, em casa, quando a minha travessia por cá também terminar.
Até já, grande amigo. Isto do tempo passa muito rápido.
Nos encontraremos na eternidade.

Acordar e não descobrir, mas perceber o tanto que você mudou, evoluiu.
Perceber que sua forma de conversar, sua forma de pensar, de agir, de sentar, de rir, de chorar, de abraçar, beijar, sua forma de tirar as conclusões, de se relacionar e até mesmo de escrever mudou.
Aquelas letras que na sua infância eram "garranchos" e hoje são perfeitamente modeladas, bonitas na sua maneira e que tem uma enorme semelhança com a vida... Quanto mais você escreve, melhor, mais bonita, mais entendida será sua letra e mais prática obterá. E assim é a vida... Quanto mais você se encarrega em escrevê-la, melhor ficará, mais bonita será, mais entendida por você mesmo será uma consequência e quando obter a prática em "escrever" a sua vida, menores serão as dores e maiores serão as forças de recomeço, pois a caneta da vida um dia acaba, mas enquanto isso, você terá tinta suficiente pra escrever o quanto quiser.

Viajar de motocicleta é descobrir que o vento canta; que o cheiro do vento da madrugada é diferente do cheiro do vento do amanhecer. É sentir que todos os seus segredos podem ser sussurrados ao vento, enquanto o tempo deixa de andar para escutá-los. É achar que o vento têm o poder de soprar as respostas para tuas verdades, enquando o deixa com a leveza das folhas, revelando assim, o colorido da alma.
Paulo Leite

Quando descobrir o AMOR a razão já não terá mais tanta importância.
Se tiver tido tempo e paciência para ler as minhas outras frases talvez tenha uma
breve noção do porque digo que a vida me desarmou.

Vim ao mundo sem lupas, mas aqui elas são usadas em tudo.
Todos olhamos e somos vistos através delas, não espero mais que seja diferente, seria esperar muito.
Aliás, faz tempo que não espero por nada.

Os grupos dos quais faço parte cada vez menos fazem parte de mim.
Não sou o mocinho e agora tenho medo de me surpreender caso encontre os verdadeiros culpados, desejo ardentemente que não sejam meus heróis e ainda mais do que isso, desejo que não seja eu mesmo.

Por mais que eu queira e tente sei que algumas das minhas ações não são aprovadas por Deus, não se sinta ferido ou enraivecido pelo fato de o mesmo também acontecer a você, queira ou não, demonstre ou esconda debaixo das saias ou dos seus sorrisos falsos. Todos vão ao banheiro, meu caro príncipe.

Sua euforia contagiou o meu corpo. Me fez descobrir um lado meu que nunca tinha explorado. Nossos pensamentos juntos eram como um rio que passava por nós, levando toda a ansiedade que nos habitava. Sentimentos surgiram em meu olhar, ao encontrar o seu, que se assemelhava a uma nuvem de poeira cósmica no espaço, a mais bela que eu já vi. Você, é minha melhor companhia, feita de reflexões e poesias que eu recitava nos nossos melhores momentos. A minha pele tem memórias, e as melhores sempre serão tuas.


Com o corpo e a alma

"Passei anos decifrando a mim mesmo para descobrir que o mundo não muda quando o compreendemos, mas quando ousamos recriá-lo a partir de dentro. Meu ofício é nascer de novo — e convidar quem lê a fazer o mesmo."


F. Fidelis - Psicanalista, Filósofo entusiasta e observador das relações humanas

⁠Tenho a impressão que meu celular está grampeado. Como estou preocupado. Vão descobrir que faço parte do crime organizado. Não devo nada a ninguém, procuro viver dignamente, mas no Brasil é preciso ser ladrão para ser honrado.
Ouse roubar um pote de margarina e serás velozmente preso e condenado. Se aventure na politica e roube o erário, e terás grande chance de roubar os impostos dos que muito tem trabalhado.
Brasil, terra onde os ladrões seguem venerado, se sucedem no poder e chamam seus eleitores de gado.
E para concluir, apenas mais duas palavras: estamos ferrados.

"*O amor *
é a capacidade
de descobrir no outro o que ele
ainda não sabia que tinha.

Vou compor um poema de amor...
para um estranho.
A pessoa para quem escrevo;
nem sabe que eu existo.
todo amortem um começo.
Um meio e
uma vontade sem fim.

Aprendi que as coisas mais
lindas que podemos dizer para alguém,
são as que vivem bem lá no
fundo do coração.

(e fui buscar ♡⛏)

E de tão ingênuas,
acabaram todas vindo
sozinhas se esconder...
nesta folha de papel."

_falei.

_fim.

Se você olhar com presença para o que se repete, vai descobrir que nada se repete de verdade. O mesmo sol nunca nasce igual, e a mesma xícara, hoje, pesa diferente na mão. Há um mistério miúdo em tudo o que insiste em parecer comum.

Acontece que a pressa cega os detalhes — e o mundo, quando não é olhado, encolhe. Vira rotina, vira parede branca, vira som de relógio sem música.

Mas se você se inclina, se chega mais perto com a delicadeza de quem escuta o segredo de uma folha, verá que há universos escondidos nas frestas. Um vento que passa entre duas árvores pode ser uma dança. Uma sombra no chão pode ser um poema que ninguém escreveu ainda.

É só questão de treino — desaprender o óbvio, reaprender o espanto. Porque o essencial não grita: sussurra. E só escuta quem vive devagar o bastante para se surpreender com o que já estava ali, pedindo para ser notado.

E quem não me viu
nunca teve coragem
de me descobrir por dentro
como realmente sou.
Nunca teve coragem de me olhar
para além das frases curtas dos jornais,
das ruínas levantadas,
das estampas de adesivos cruéis
que insistiam em ficar sobre mim
como se fossem parte de quem sou.
Mas não eram.
Não precisei escrever jornais,
nem inventar novas artes,
nem ferir outra poesia
para desfazer a sua pior história criada.
Eu sou o que sou.
Digno...
Merecedor de mim.
Isso nunca foi segredo.
Isso nunca foi medo.
Isso sempre foi verdade.
Caminhada.
Consciência.
Orgulho de seguir
na direção da minha melhor versão,
nascida de dentro,
sem me quebrar
pelos gritos de quem sempre veio
e ainda virá
anunciar medos comprados,
medos ganhos,
medos repartidos
em tirinhas de jornais.

Qual a vantagem de viver muito tempo e nunca descobrir quem somos? Passamos tempo de mais querendo ganhar o mundo, que acabamos perdido naquilo que tanto sonhamos em conquistar.
Desejamos tanto isso que abandonamos oque realmente importa.
Esquecemos o criador da vida, nosso próximo e nossos familiares. Tudo isso por um desejo egocêntrico, que nem percebemos que mesmo dando tudo que temos, não conseguiremos alcançar o mundo

Um dos meus maiores desejos ao entrar na psicoterapia era descobrir quem eu era. Após cinco anos me deparo com o mesmo questionamento. Me deparo com o mesmo questionamento mas, o que mudou, foi o espanto da descoberta. Se segue assim, no inicio: o mundo. Logo depois vem a ideia: associação livre. Quando a apreendi, nunca mais parei. Meu inconsciente não se segurava mais. Ainda o seguro. Estava prestes a descrever uma série de etapas que se seguem quando se quer seguir etapas afim de obter uma máxima quando percebi que, depois da associação livre, me perdi. Descobri tantos novos caminhos. Poderia falar da série de fragrâncias com cheiros exóticos que descobri: sangue, plástico, pele, iodo. Não, não era isso o que queria dizer. O que quero dizer é que: aprendi a gostar de fragrâncias! Lembro de quando era pequeno, ia ao mercado central da cidade. La encontra-se de tudo: Galinha, pombo, cobra, rato, queijo, tempero, goiabada. Tudo isso misturado me gerava uma extrema náusea - odor fétido. O estranho que, depois de organizado, se tornou cheiro. Sei que, quando criança não era capaz de distinguir todos os odores, acabava misturando tudo em uma coisa só. E ai vinha um odor fétido - que não pode nem ser chamado de cheiro. Ah.. as produções humanas. Todas sempre me fascinaram assim como seus criadores. Gosto mesmo é de pegar um pensamento e escamá-lo. Moldá-lo. Emaranhar-me em sua elasticidade, tocá-lo de dentro para fora a tornar visível externamente o relevo de meu toque sob a superficie. Depois quero virá-lo do avesso. Durante o processo, caso o locutor se perca assim como perde-se entrando em uma rua desconhecida, seu corpo é passível de acomodar-se entrando em sincronia invertida, descompasso de onda - pulsar, assim como se faz o coração: Tu dum. Percebe, entre o _Tu_ e o _Dum_ existe um espaço, eles não são no mesmo tempo mas também não são espaços iguais em tempos diferentes. Uma vez li que a diferença de um pulsar para o outro indica a capacidade do ser vivo de se adaptar e permanecer vivo em meio as mudanças. Quem diria que, através do coração se pudesse saber da mente. Milênios que separam a mente do coração. Nunca pensamos na possibilidade de serem um sistema conjunto. Meu coração bate, minha mente age. As vezes minha mente bate de frente, mas meu coração não mente: age! Não é todo dia que isso acontece, mas quando acontece, sinto que posso enfrentar o mundo: A brisa do amanhã oferece, ao encontrar-me em meu caminhar, um suspiro aldeídico de esperança - movo-me, ajo! Os dias ordinários continuam, o que muda é a lente ocular. Foi tarde que descobri a possibilidade de troca. Claro, está muito abstrato. Amiúde, quando lhe desabrocharem as graças, troque-as. A mudança exige um certo tipo de expertise. Esteja disposto a encontrá-la e aprimorá-la, afinal, ninguém anda por ai com os óculos sujos. Mas chega de falar de óculos até porque, não faço uso. As vezes não enxergo. Não por falta de luz. Não enxergo à luz do dia! Não como Diógenes. Não enxergo pois estou tão entranhando em uma linha de pensamento que, as vezes esqueço de processar as imagens que estão sendo recebidas e processadas. Deixo esse processamento em Stand-by. Ah como seria bom se pudéssemos levar as coisas mais no stand-by. Logo sinto um calafrio, assusto, começo imediatamente a ação mecânica de analisar e categorizar toda luz que entra nesse cano que chamo de olhos. Não sei, poderia falar mais quanto quisesse. Não estou falando! Me dispus de um tão mais renomado trabalho, o da seleção de palavras para dizer - mas dizer o que se não falo nada? A diferença entre dizer e falar é da mesma natureza ontológica entre hear e listen, no inglês. Seguimos com o exemplo:


Can anyone hear me?


Alguém pode me ouvir?


Curiosamente podemos escrever e traduzir:


Are you listening to me?


Você esta me ouvindo?


Percebe? O emprego de duas palavras, em inglês, distintas se deu em uma tradução, em português, idênticas.


A diferença esta no afeto. Há sim! As palavras afetam. Primeiro: Nossas cordas vocais geram ondas físicas que são percebidas por partes do nosso aparelho auditivo que separam e, com a ajuda do cérebro organizam o som para nosso entendimento. Ufa...! Não só isso, estava prestes a dizer o modo que a diferença ontológica entre hear e listen se dá: Hear é vago, pense, podes ouvir um ruido na rua de um carro. O som se torna tão insignificante que sei bem que mal percebeu. Agora, acredito que, ao primeiro contato da onda do som de um homem aos berros aos seus tímpanos, o interesse florescerá e a atenção será furtada de modo tão sutil como o da arte dos batedores de carteira. Define-se essa diferença ontológica através da atenção do ser que se coloca naquilo. Quando se fala, se pode falar qualquer coisa, minha mãe dizia: Até papagaio fala! Mas quando se diz, deposita-se a verdade da existência de si ao que está sendo proferido: Quando digo Digo, digo Digo, não digo Diogo. Quando digo Diogo, digo Diogo, não digo Digo. Na maioria do tempo estamos falando - ah, e como falamos! Mas quando queremos dizer algo, em inglês diríamos: _I mean it_. Em tradução literal: Eu significo isso. Em tradução livre: quero dizer. A palavra interpola entre a ideia e o ser da coisa, o sentido. Nem sempre funciona muito bem, mas pra isso, temos as outras artes. Claro, como exprimir os infinitos pensamentos do ser humanos nas palavras? Delas, faço de instrumento. E, nessa repetição mecanicamente instrumental que é falar, um dia, disse. Disse: Não quero ser! Mal sabia o que era, mas, o que era, não me dizia mais. Mal sabia se era, mas se o era não queria mais o ser. Quero ser! Mas o que ser? Não sei, quero ser, não importa o que ser, além do mais, passei a achar o ser em seu singular muito tedioso. Quem é, é! Não há de ser outra coisa. Se a maçã é vermelha é porque é! A não ser que seja maçã verde - não é. Nunca vi uma maçã cor de rosa.
E se um dia eu, como maçã, não querer mais ser vermelha? A quem devo à suplica de meu ser? Pergunto pois, no mesmo instante rogarei: quero ser cor de rosa! E se o Deus das maçãs escutar as minhas preces, ficarei feliz ao saber que, ao mínimo pigmento que cobre a superfície lisa e brilhante de meu ser, fui inventada enquanto maçã. Bom, é da palavra que tenho então hei de usá-la! Usarei-a sem sentido dessa vez: Biboca, Pimpolho, coração de neném, cão, gato, sapato, amianto, aparelho, internato. Proponho um desafio, já propus o dizer - e o falar - bem como o escutar - e o ouvir. Agora peço que, escute o que vou lhe escrever. Não. Não. Melhor. Escute as palavras. Não! Não! Melhor! Se escute as palavras que tenho a lhe dizer:
Biboca, Pimpolho. Coração de Neném. Cão, gato, sapato, amianto, aparelho. Internato!
Se pões atenção ao que se ouve, creio que tenha sacado de inicio o rimar das palavras antes mesmo de eu as dividir na ordem que devem ser faladas. Aqui _faladas_ pois aqui o que importa é seu som, não seu sentido. Repita mecanicamente e verá que criou-se do que se imaginava não ter serventia alguma, a mecanização instrumental de falar as palavras, uma rima! Usai-vos os sentidos! Acredito que a ideia acerca da existência de sentido quando a palavra falta tenha se lançado a luz da dúvida aos instrumentalistas de plantão. Repito: Para isso temos outras artes. Se o que tenho é a palavra, hei de usá-la. Desta vez, usarei-a com sentido: preciso ilustrar uma imagem que ganhe sentido através da palavra: eis o ser. Sendo assim, comecei a falar dizendo. Sempre que falo, digo! Sempre que digo, digo de mim. Por ai, digo que escuto o que dizem de mim e assim, sou sendo.

🌻 "Cuidando do meu filho, aprendi a olhar para dentro de mim e descobrir partes da minha história que eu ainda não conhecia."
💙 "A vida nem sempre traz respostas rápidas, mas cada descoberta sobre nós mesmos é um passo de crescimento."
✨ "Enquanto ajudo meu filho a compreender o mundo, também estou aprendendo a compreender a mim mesma."
🦋 "Nem toda jornada é visível aos olhos. Algumas acontecem dentro do coração e da alma."
💫 "O autoconhecimento não muda quem somos; ele nos ajuda a entender quem sempre fomos."

''A Brisa de Agosto''
Eu havia dito aquilo a muito tempo,
Descobrir que pra algumas pessoas palavras são apenas como o vento,
E infelizmente se torna uma tempestade.

Amei como um guerreiro,
Me sacrifiquei como soldado,
E ainda mesmo assim você me deixou como um covarde.

Gostaria ao menos entender sua motivação chameja,
Mas agora que a chuva já passou e o vento já secou,
Vejo que nem há mais resquício da nossa fogueira.

Talvez o maior desafio da humanidade não seja descobrir a verdade, mas estar preparada para conviver com ela.
Enquanto a verdade exigir que cada um reveja as próprias crenças, interesses e convicções, muitos continuarão preferindo narrativas confortáveis.
A verdade não escolhe lados. Ela apenas exige coragem para ser encarada.

PRÉVIA DA CRÔNICA "CONSERVAR O QUÊ?"
O que você vai descobrir neste texto:🪞 Um espelho da nossa mente. O texto vai além da política partidária. Ele mexe com a nossa psicologia individual. O público verá o "conservador" como aquela parte de nós que tem medo do novo, que se apega a velhos hábitos, mágoas passadas e certezas antigas apenas por medo de mudar e se reinventar.🏛️ Uma crítica à rigidez social. Na esfera pública, o público entenderá o texto como um manifesto contra o apego cego a tradições que sufocam a liberdade. O autor usa a história para provar que a sociedade só avança quando deixa para trás preconceitos que antes eram vistos como "verdades eternas".🍃 O valor da evolução. A mensagem central que o público levará é que a vida é movimento. Valores não são fósseis para serem guardados em museus, mas organismos vivos que precisam evoluir para continuar servindo à dignidade humana.


CONSERVAR O QUÊ?


Há gente que acorda todos os dias com um museu dentro da cabeça. Passa cera nas relíquias, limpa a poeira das certezas herdadas e chama isso de virtude. Confunde idade com sabedoria e tradição com verdade, como se o tempo fosse um cartório capaz de autenticar qualquer absurdo.
A vida, porém, nunca assinou esse contrato.
O mundo muda sem pedir licença. Mudam as cidades, as palavras, os amores, a ciência, a fome, as revoltas e até Deus muda de rosto conforme a necessidade dos homens. Só o conservador insiste em conversar com fantasmas, convencido de que existe um passado perfeito esperando para ser ressuscitado.
Não existe.
O passado era apenas um presente cheio de problemas que alguém romantizou depois de morto.
Há uma estranha melancolia em quem vive olhando pelo retrovisor. Enquanto outros tropeçam, erram, reinventam-se e seguem adiante, ele vigia comportamentos, fiscaliza desejos e sonha em transformar a existência num quartel onde cada um saiba exatamente o seu lugar. A liberdade dos outros lhe parece um insulto pessoal.
Talvez porque a liberdade sempre seja ofensiva para quem precisa de grades para se sentir seguro.
É curioso. Chamam isso de conservar valores. Mas valores nunca foram fósseis. São organismos vivos. Nascem, amadurecem, adoecem e, quando deixam de servir à dignidade humana, morrem. Foi assim com a escravidão, com a submissão das mulheres, com a perseguição religiosa e com tantas outras "verdades eternas" que hoje envergonham a história.
O conservador não teme apenas a mudança.
Teme descobrir que passou a vida inteira defendendo ruínas.
E talvez seja esse o verdadeiro peso que carrega: não o de proteger o mundo, mas o de sustentar um edifício que já caiu, fingindo que ainda há gente morando lá dentro.

Cada limite me obrigou a descobrir uma força que eu ainda não conhecia. Cada perda ampliou minha profundidade, e cada erro despertou uma consciência mais lúcida sobre quem sou.

A pessoa que me tornei não nasceu do caminho perfeito, mas do caminho possível. Foi justamente nele, entre desafios, recomeços e imperfeições, que aprendi a construir, sustentar e honrar a minha própria essência.