Textos Perfeitos
Esperava calmaria em minha solidão
Frente aos mares mais severos
Perante ira de um grande furacão
E da seca de meus prantos austeros
Vi a sombra do meu desespero
Com os olhos que ardem de paixão
E a chuva mais tórrida de janeiro
Que leva minhas lágrimas em vão
Misturei-me ao soneto que lhes trago
Como forma de manter-me em ilusão
De que a vida nos concede seu afago
A fim de dar sossego à minha aflição
Escrevo estas palavras tão simples
Como versos vindos de meu coração.
O Véu de Lete
Antes do alvorecer, fui tudo.
Rei e réptil, mãe e mártir,
ferro e flor.
Fui punhal e promessa,
fui incêndio e oração.
Mas ao nascer, bebi do rio.
E esqueci.
O nome da lâmina que me cortou.
O rosto da alma que me amou.
Os juramentos murmurados entre dentes
na última noite de outra vida.
Tudo se perdeu.
Como areia entre os dedos do tempo.
E no silêncio do não saber,
floresceu o saber maior.
Não o saber das lembranças,
mas o saber do instinto,
da escolha que pulsa sem porquê,
do medo que avisa, da paixão que chama,
do erro que retorna como mestre.
Esquecer foi meu pacto.
Minha chance de ser novo
sem me ferir do antigo.
Pois se eu lembrasse…
ah, se eu lembrasse!
Perdoar seria impossível.
E amar, um risco repetido.
Cada gesto se tornaria prisão.
Cada encontro, um julgamento.
Mas neste esquecimento sagrado,
a alma dança.
Livre de correntes de glória ou culpa,
ela ousa errar de novo.
E ao errar, aprende —
não com a mente, mas com a essência.
No final, quando o corpo dormir
e o véu se erguer,
voltarei à margem do rio.
E saberei.
Mas por ora, bendito seja o esquecimento.
Ele é o ventre onde renasço.
É o chão fértil do esquecimento
que guarda a semente da eterna sabedoria.
A melhor versão de mim
É aquela que
Foi forjada na dor
Que o coração se encheu de decepção
E as percepções sobre si
Chegaram a beira do abismo
De tanta ilusão
A melhor versão de mim
Passou anos e anos
Pra construir
E colar os cacos
Intrínsecos
De uma alma
Sofrida
Por não se conhecer
Não se pertencer
Como pessoa humana
A melhor versão de mim
Não entendia
Que a energia da alma
Deveria compor
As mais belas
Cores de alegria,
amor e gratidão
Pela vida
A vista da janela
Nos meus pensamentos há uma janela
Dela vejo a minha vida
Meu presente
Meu futuro
Me vejo
Sentada na grama enquanto o sol queima minha pele,
Enquanto o vento me abraça
E os meus pés no chão sentindo cada grão de areia
Tomada pelos mil acordes que existem em meus dedos
Por todas as músicas que sei de cor
Tomada por todos os pensamentos que possuo.
Olhando da janela até parece uma mulher comum em um dia qualquer
Sem visão, pois ver vai além dos que os olhos captam
Essa mulher que vive o universo das entrelinhas,
Vive a folha rasgada e amassada
Que busca todos os sentidos
Todas as sinestesias
Todas as curas
Dos amores a fúria
Mais fortes das ternuras
Pois nela há tantas ranhuras
Que se pensares bem
A perspectiva da realidade às vezes é mera vaidade…
Poesia: Amor de Vô
Quando a notícia chegou dizendo que seria avô , a razão se indgnou, a voz embargou e o coração acelerou, Um sermão se esboçou, Falta de juzo garota agora os sonhos adiou. Lagrimas rolou , mas o amor sobrepujou.Uma historia se desenhava , era a vida que se gerava , Os dias iam passando a criança se formando, a ansiedade gritando, a preocupação aumentando .Heitor ou Helena o que viria a ser ? o que importava que mesmo sem merecer uma dadiva divina iriamos receber.Na corrida pela vida foi um menino que chegou primeiro , Heitor seu nome , pois venceu como um guerreiro.O cenario preparado, quarto está montado , entre os principais itens, destaque vai para a forma que ja és amado.Amor de vó, Amor de mãe , amor de pai, amor de tio e tia , mas o amor que se destaca é amor do vó que escreveu esta poesia.O dia de vir a luz chegou, o coração dos que amam disparou , debaixo de oração as maos do medico pelas maos divina se guiou.Dia 15 de abril , um grito se ouviu , de um garoto varonil , lagrimas caiu , sorriso se abriu. o abraço.Heitor, Nascido e regado de amor profundo , em meio a crise do mundo , és criança uma flecha de esperança . com alvo definido,Fazer conhecer o Deus desconhecido.
A vida por si só já é uma missão, dentro ou fora de uma Comunidade missionária.
Existem vários tipos de missão, o que muda são os povos que serão diretamente alcançados pela entrega da nossa vida: povos distantes, ou povos mais próximos a nós como a nossa família.
"Toda escolha traz uma renúncia", e toda renúncia acarreta em uma nova missão.
Ninguém me disse que seria fácil, mas saibamos, que onde quer que estejamos, podemos sempre voltar para casa.
É uma ilusão infantil, idealizarmos tudo segundo a ótica das nossas perspectivas, porém, seria mais ilusório ainda viver em um lugar quando nosso coração está em outro.
De que adianta viver com os pés no chão e o coração na mão?
O que está em jogo não são os prazeres momentâneos, mas a felicidade eterna.
No fim das contas, tudo passa, só Deus fica e basta!
Uma das maiores sabedorias da vida é a gratidão no lugar da murmuração.
É mais sábio agradecer pelo que se tem, do que murmurar pelo que não tem.
A gratidão enriquece, enquanto a murmuração empobrece.
A gratidão vivifica, enquanto a murmuração mortifica.
A gratidão reconcilia, enquanto a murmuração causa intriga.
A gratidão é o antídoto contra o veneno da murmuração.
[Geração "Coca-Santa"]
Podemos primeiramente nos perguntar: "O que motiva tantas pessoas a buscarem viver uma vida de santidade que aparentemente estaria tão ultrapassada?"
A primeira resposta a dar é que essa vida é mais atual do que parece e mais real do que possamos tocar, pois podemos mais do que tocá-la, podemos sentí-la, vivê-la.
Muitas pessoas vivem uma vida aparentemente feliz, mas concretamente sem sentido.
Querendo compensar, sem se darem conta, o amor que falta dentro de si, elas se enveredam por muitos caminhos, se entregando a muitos momentos, mas não experimentando nada.
Estão cada vez mais vazias, mais determinadas em preencherem seus corações, mais vulneráveis as ofertas que o mundo vos apresenta como solução rápida e fácil para acabar com esse vazio interior.
Na mesma velocidade que o mundo avança nas estruturas físicas, muitos de nós retrocedemos nas estruturas espirituais.
Já passamos por várias gerações: X, Y, Z, até mesmo pela geração "Coca-Cola".
Hoje passamos pela geração Vazia, vazia de ideais, de valores e de esperança.
Uma geração que colhe os frutos ruins de escolhas ruins feitas por nós e por quem no passado, deveria ter deixado para nós apenas árvores boas.
Deixamos para as pessoas a falta de esperança como herança e hoje colhemos seus frutos.
Precisamos neste tempo lutarmos contra as utopias pregadas pelos ídolos que não preenchem nossos corações, que não nos trazem Paz, utopias fantasiosas que só degeneram e matam nossa alma, utopias que são capazes de preencher apenas nossas mentes, menos os nossos corações.
Precisamos acreditar que esta vida é mais, muito mais do que apenas "sexo, drogas e rock'n'roll".
Existe um caminho verdadeiramente rico, verdadeiramente feliz, verdadeiramente alegre e extremamente compensador, este caminho é o caminho da santidade.
A santidade é uma verdade que o mundo nos apresenta como mentira, o mundo é uma mentira que se apresenta como verdade.
Não tenhamos medo de amar gratuitamente e desinteressadamente.
Enquanto muitos que vivem o amor egoísta que o mundo prega, se sentem cada vez mais infelizes, nós vivemos o amor desinteressado e somos revigorados no corpo e na alma.
Se queremos renovar e fortalecer nossa alma, vivamos a santidade, vivamos o amor, pois a santidade é amar, e o amor é o esporte que fortalece a alma.
Do meu coração faço pousada, para te dar a melhor estada.
Dos meus braços faço galhos, para te enraizar em meus abraços.
Dos meus olhos faço farol, para te iluminar na noite escura.
Da minha alma faço morada, para que te acolher em minha vida.
Do meu texto faço pretexto, para te escrever em meu contexto.
O poder do se!
Se, tudo que se pode se.
Nada mais além do teu merecer
Se, tudo que se pode se.
Em alguns momentos pode acontecer.
Se, tudo que se pode se.
For o motivo para o teu desistir.
Se, tudo que se pode se.
Às vezes, é melhor nem insistir.
Se, tudo que se pode se.
Seja a válvula de escape para teu acordar.
Se, tudo que se pode se.
Não condenas a tua alma por continuar a sonhar.
Se, tudo que se pode se.
Uma interjeição de dúvida para quem acredita.
Se, tudo que se pode se.
Quem é humano, se tudo que se pode se, faz parte da tua vida.
Um dia me perguntaram de onde vinha minha inspiração.... Então sem hesitar, respondi: “— ela surge a cada instante que percebo pessoas que amo retribuir o mesmo amor sem almejar nada mais em troca que não seja minha presença.”
Dizer que ama é fácil até para quem tem dificuldade de abrir a boca, afinal... A intensidade do amor vive mais nas atitudes do que na própria linguagem falada.
A jornada
Ao fim de cada estrada
Em meio a sua placa de sinalização
Haverá uma nova jornada
Motivada pela emoção
De quem em pedregulhos sofreu
Superando o medo da indecisão
No fim tudo era um recomeço
A depender qual é a razão percorrida
Pois o fim de quem parte pode ser o avesso
De quem anda na contramão pela vida.
Os meus quatro motivos não cabem em palavras simples:
No silêncio, é tua voz que me traz de volta.
No fracasso, teu toque reacende o que pensei ter perdido.
Na tristeza, teu beijo dissolve dores que ninguém vê.
E na vida... é o teu amor que me reconstrói, todas as vezes que me sinto em pedaços.
É por isso que, mesmo sem entender tudo, eu sei — você é o motivo de eu ainda ser.
Aração é despir-se de você mesmo;
é tornar-se vulnerável diante de Deus;
é deixar que Ele veja quem você é, sem máscaras;
ao contrário de fugir, a oração é ir ao encontro de Deus; é sair da caverna;
é deixar que Ele acolha quem você é nas tuas mais variadas circunstâncias;
ore, deixa que Ele acolha você!
Dimensão
O instante não volta jamais.
O tempo é algo precioso,
Tão precioso que não pode esperar,
Impossível fazê-lo parar.
A vida é algo tão frágil,
Essencial e incrivelmente linda...
Viver é algo encantador.
O instante, O tempo.
A vida e o viver...
O poema, a poesia,
Eu e você.
Sentimento,
Momento,
Tempo,
.
Edson Luiz ELO
Dez de 2017
Passarinhar
No céu aberto voam, leves, pássaros,
De galho em galho, em dança sem razão.
Trazendo à mente alívios tão escassos,
Silenciam o ruído da tensão.
A ciência diz: faz bem contemplar
O voo calmo, o trino sem pesar.
Jesus já disse, ao mundo a escutar:
“Por que, ansiosos, vivem a penar?”
Ali, na rama, habita a paz divina,
O instante puro, o tempo que se inclina
Ao simples ser, sem ter, nem pretensão.
Se queres cura, basta te entregar:
Vai para o campo, aprende a passarinhar
—Com alma leve e livre da aflição.
Edson Luiz ELO
São Paulo, 24 de Maio de 2025
Vida corriqueira...
Num colapso existencial,
Uma tragédia de uma vida intempérie
Porque não amou?
- não tive tempo
Porque não iluminou?
- fiquei sem tempo
No que tornou-se importante?
- fiz bolhas de sabão e, estas por sua vez o vento as levou...
E quando tudo acabou, o adeus ficou!
Viveu?
- também não tive tempo!
Então, o que fez?
- Existi. Apenas isso.
PARA VIVER É PRECISO MORRER
A vida é uma doença
que só a morte cura.
A vida é uma ferida aberta.
Visceral.
Viver é um vício universal.
Sem viver
é como provar comida sem sal.
Mas o que é viver?
Não é só respir(ar)...
Talvez seja negar a si mesmo,
esvaziar o ego,
amar o outro,
desinflamar o “eu”.
Talvez viver seja isso:
deixar de ser dono,
e começar a ser dom.
Abandonar a velha mania
de dizer pra morte:
“sai, sai...”
quando, talvez,
é ela quem nos abre
a porta da verdade.
A vida
uma ferida aberta.
Só a morte cicatriza.
Mas qual morte?
Vivemos febris de existência,
e só o silêncio da morte
nos arrefece.
Sim, eu digo:
a existência é um mal crônico,
e a morte seu único alívio.
Que morra o “nós” do ego,
e vivamos à semelhança
do Cristo
o Eu que se fez
ninguém,
pra amar
tudo. Jesus!
Porque tanta violência e covardia; Se tudo que você faz com outros farão com você um dia? Não duvide!
Porque ser grosseiro, arrogante e soberbo; Se você não é melhor que ninguém? Não esqueça, o final de todos é virar pó ou cinza e nada do que você É ou tem vai impedir que esse seja o seu final também. Não se esqueça!
Acho que tô ficando realista demais, sabe?
Será que amadurecer deixa a gente assim?
Será que eu amadureci mesmo?
Mas o que é amadurecer?
Frutos maduros amarelam e caem
e eu nem gosto de amarelo
sequer gosto de tons pasteis
gosto mesmo é de cores fortes
e do que mais eu gosto?
às vezes, sinto falta de gostar muito
hoje eu gosto, mas nem tanto
Que estranha essa sensação
E estranho, às vezes, é bom
mas só quando não demora demais
Será que com o tempo tudo fica confortável, quase morno?
e eu não gosto de morno
ou será que aprendi a gostar?
Será que preciso descobrir a dose certa entre realidade e ilusão?
Será que dá pra escolher?
Será que é um caminho sem volta?
Será que eu sinto mesmo tudo isso que acabei de escrever?
A vida e seu eterno será!
