Textos para Boas Vindas
Longe de ser
o heroísmo
e nem perto
do novo
testemunho
da boca
do Tenente,
Sou a poesia
de cada dia
para dizer
que não estou
nenhum pouco
contente,
Mas sou gente
o suficiente
para assumir
quando erro
e aplaudir
o quê merece.
O céu foi aberto
para a Cruz
Vermelha,
e que seja
o início para
a misericórdia,
e a inauguração
da concórdia
por um novo
destino a seguir.
Não há o quê
comemorar,
Há muito por
fazer e por
muitos rezar,
Não posso
fazer muito;
O compromisso
comigo mesma
foi renovado,
Para te dizer
o quê era
para ser dito:
ter prendido
o General
não tem
sido bendito,
e da tropa
digo o mesmo
deste imenso
e cruel sacrifício!
Doutor Pedrinho
Pertenceste a Benedito Novo
é na Cascata Salto Donner
que está eternizada
a homenagem ao teu pioneiro,
Jamais esqueceste dos teus
três destacados sertanistas.
Tu honras na História
as tuas gentes migrantes
que vieram das cidades
de Rodeio, Nova Trento,
Luiz Alves e de outros lugares.
Da Cachoeira Véu de Noiva
a Cachoeira Paulista dá
para perceber que da tua gente
tu honras, louvas e jamais esquece.
Doutor Pedrinho acolhedora,
acolchoada e de Mata Atlântica
toda enfeitada que ao olhar
brinda, com mel e frutas
os lábios nossos sempre adoça.
A oração na gruta e tua gente
amável sempre enche o meu
coração de gigante ternura:
cidade poética por excelência.
Os quatro jovens
foram liberados,
Espero que um
novo e cordial
capítulo seja
entre os lados
inaugurado.
Porque há
muito o quê
se caminhar
para fazer
uma Nação
libertada,
e ter o Esequibo
recuperado.
Agora só falta
saber quando
o velho tupamaro,
a tropa e o General
(vítima de uma
falsa acusação
de instigação
a rebelião)
serão libertados.
Não preciso correr
contra o tempo,
Não preciso buscar
um novo sentimento.
Não preciso ir
em lugares que sei
que você não vai
estar do meu lado.
Tenho recusado
ir a bailes que me
obriguem ter outro
corpo colado ao meu.
Pensa(mor) o quão
para mim é melhor
te amar loucamente
do meu jeito calado.
Para mim o quê vale
é o poema, pensa(mor)!
Se não for você ou você:
amar no éter será sentença.
Festa das Tradições
Daqui a pouco é dia
treze de novembro
em Benedito Novo
vai acontecer a bela
Festa das Tradições,
e eu aqui em Rodeio
pensando numa
maneira de chegar.
Porque a vida não
é mais como antes
que havia como ir
e facilmente voltar:
nossa Benedito Novo
sessenta lindos anos
com estilo vai festejar.
Só de saber que vai
ter festa na região
começo a comemorar,
o Médio Vale do Itajaí
é um lindo lugar,
quando você conhecer
você vai se encantar
e teu coração me entregar.
Em Benedito Novo
hoje é dia de celebração
do orgulho tremendo
que cultivam com paixão
pelas heranças alemã,
italiana e polonesa,
com músicas, danças
e pratos típicos na mesa.
O meu poema ali a luz
do dia é carro alegórico
deste Médio Vale do Itajaí,
e olha que ele vem direto
da cidade de Rodeio para ti.
Benedito Novo é terra
orgulhosa dos antepassados
celebrando a Festa das Tradições
e honrando todos os dias
com incansável patriotismo o Brasil:
a sua gente generosa esbanja a honra
a História que é imensa inspiração
que cativou carinhosa o meu coração.
Rodeio na Véspera de Ano Novo
Em busca do brinde festivo
d'alma apaixonada,
mantenho-me agarrada
no contentamento ao olhar
as belezas das nossas
matas e a gratidão
ao Pico do Montanhão.
Continuo sendo a poetisa
desta cidade de Rodeio
na véspera de Ano Novo
e a espera que novos poetas
venham surgir no meio
do nosso amável povo.
Para que a fé na vida,
a inspiração e a poesia
não venham se perder,
a licença poética sempre
peço ao Rio Itajaí-Açu
para com os dias a cada
vez mais vir me enternecer.
Esta alegria de florescer
e de sentir o brilho do Sol
a me beijar e aquecer
traz a mensagem sublime
que fortalece pleno
e faz senhor o enamoramento.
Rodeio dias antes do Ano Novo
Nesta manhã nublada
gentilmente sobre Rodeio
antes do Ano Novo
inspira a pedir ao destino
que surjam mais poetas
no meio do nosso povo
para amar este refúgio
e acolhedor paraíso.
Devotar honra ao nosso
rincão sempre é preciso
para manter zeloso
cada vez mais o coração
com tudo aquilo
que nos mantém vivos.
Habitam todos os signos
do Rio Itajaí-Açu em mim
e estão evidentes aqui
neste Médio Vale do Itajaí
repleto de belezas sem fim,
e exatos como cada um
dos meus versos de amor para ti.
Prestar ofertórios poéticos
ao sagrado solo catarinense
e profundamente brasileiro
me une sublime a cada dia
aos desejos de viver a poesia
pura e de ser feliz nesta vida.
Rodeio dias antes do Ano Novo
traz no silêncio o tesouro,
na poesia o esbanjamento
no brinde aos olhos o Montanhão
e traz tudo o quê é preciso
para fazer forte a minh'alma,
o meu coração e entregar a gratidão.
É véspera de Ano Novo
e as famílias dos presos
de consciência seguem
num calvário brutal,
Estes versos latino-americanos
contam histórias que ninguém
sabe como será o final.
Só sei que para o General
o quê ainda existe é feito
de atraso processual,
e para todos a tragédia
segue esta rotina infernal.
O Tenente Coronel
está em greve de fome
porque tudo continua igual;
ainda estão presos
injustamente a tropa e o General.
Rodeio no Ano Novo
No céu de Rodeio
os fogos estouraram
e iluminaram a noite
neste tranquilo lugar
do Médio Vale do Itajaí.
Os sinos da Igreja Matriz
tocaram alto para
os corações ouvirem
e o desejos se elevarem.
É o Ano Novo inaugurado
na cidade de Rodeio
para ser vivenciado
com amor o ano inteiro
e viver os sonhos sem medo.
Rodeio no Ano Novo
traz descanso para quem quer
e festa para o nosso povo
que honra e vive aqui com gosto.
Passou o Natal,
passou o Ano Novo,
tudo está igual;
só não passa
o desgosto que
continua infernal
e não passam
o ódio e o rancor
por vício habitual.
Estou sem crer
que houve um
indulto surreal;
Já era tempo
de abandonar
o apego por tudo
o quê é brutal.
Inunda de medo
o quê pode vir
acontecer com
o Tenente Coronel,
com a tropa
e com o General
preso injustamente
que continua vítima
de atraso processual.
Estou sem crer
que houve um
indulto surreal;
O Ano Novo chegou
e para os presos
de consciência
tudo continua igual.
Juro sob o testemunho
do meu generoso
Médio Vale do Itajaí
que se eu tivesse
nascer de novo como
poetisa eu escolheria
o mesmo idioma
como berço esplêndido
para cantar o mesmo
Hino Nacional Brasileiro.
Tenho na minha Língua
o meu passaporte
para onde quero,
a minha balada romântica
o meu descanso e meu protesto.
A minha Língua é Pátria
gigante celebrada
daqui da cidade de Rodeio
onde a celebro com poesia,
honro Santa Catarina
e reverencio o Brasil inteiro.
Um Furrundú poético
está te esperando
com muito carinho
para cada novo beijinho,
Não vou forçar a porta
do seu coração porque
você virá na sua hora.
O importante é que
a espera do nosso romance
anda sendo açucarada
com a amorosa arte
e a leveza que a união pede.
No nosso paraíso particular
só o amor nos compete,
Não precisamos de satisfação
pública e nem de aprovação
o que importa é nos amar,
...e um pelo outro se dar
e intensamente se derramar.
"Perder-se é um passo para se encontrar de novo.
Respire fundo, olhe em volta,
E descubra o que seu coração deseja.
Às vezes, o caminho certo está à nossa frente,
Mas precisamos de tempo para enxergar.
Você vai se encontrar, não se preocupe,
A jornada é parte da descoberta."
(Saul Beleza)
Quero ter o frescor da menta
para no meu quarto
com paixão sempre ter um poema
novo que me combinado
com o café me faça
fugir desta realidade
onde o quê vale é cultuar
o Deus Ego inflado
em busca de validação,
Por não fazer parte de nenhuma
disputa: continuo misticamente
dançando só na multidão.
Quando a gente quer
viver o Ano Novo,
ele também nos deseja,
Ano Novo não é apenas
sobre avançar uma casa
na contagem do tempo
ou depender de cumprimentos
para que ele aconteça;
Ano Novo é viver com paz
na mente e no coração
a todo o momento,
É a opção confiante
de viver sem validação
de forma que nem mesmo
o tempo pode deter
o teu desejo pleno de viver
com tudo aquilo que nasceste
capaz de fazer caminhar
definitivamente sem olhar para trás.
Fui me entregar
no ritmo do Engenho Novo
da Comunidade Quilombola
Furnas do Dionísio,
Sem querer querendo esbarrei
com a beleza dos seus olhos
que algo me diz que eles
se tornarão o meu destino,
Quero para eles ser o paraíso
mesmo sabendo que o futuro
somente a Deus pertence,
Não vou desistir fácil,
juro que serei insistente.
Cada inspiração que busco
é como se eu construísse
no mundo um novo coreto
no meio da praça,
e se por acaso alguém
venha buscar abrigo
que seja sempre bem-vindo.
Porque sou da época que
poucos conheciam
a Carta do Folclore Brasileiro
e se vivia o Folclore por
amor ao país o ano inteiro.
Cada inspiração me faz
serenata e dama da sacada,
porque amar para mim
sempre será tudo ou nada.
Porque sou da época que
não ser cordial e romântico
não era convenção,
e se vivia em busca de ter
alguém para entregar o coração.
O Oleiro divino não desperdiça dor. Ele molda de novo, com amor. Ele não apenas reconstrói o vaso — Ele transforma a essência. Aquela ferida que parecia te destruir, Deus usará como lugar de testemunho.
"Como o barro na mão do oleiro, assim são vocês nas minhas mãos, ó casa de Israel."
Jeremias 18:6
Em sua viagem (fuga de Esaú) para casa de Labão (Genesis 28.10-17), em um novo capítulo em sua vida, Jacó levou quatro coisas na sua jornada:
1º. Jacó levou a capacidade de lidar com pedras – Discernimento e paciência.
2º. Jacó levou azeite consigo na viagem – a unção do Espírito.
3º. Jacó levou o coração de um adorador – fez um altar.
4º. Jacó levou a capacidade de sonhar – sonhou com uma escada.
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