Textos Interessantes
É curioso o comportamento de pessoas que viajam para o exterior. Boa parte viajam por causa do algoritmo de rede social e para poderem postar nas redes e "provar" que estavam lá. Nota-se, claramente, que não é uma viagem por admiração histórica, mas é por status e alimentar o pobre ego.
Infelizmente, algumas ficam arrogantes só por causa disso. Mas pelo cotidiano, não sabem ter conversas profundas.E não se trata de ter ido para longe ou não. A observação é bem clara. É algo que eu nunca faria.
A vastidão fascinante do céu, tomada por uma escuridão profunda durante o lindo ápice da noite, servindo perfeitamente como uma grande tela pra uma pintura noturna, formada por belas estrelas reunidas, brilhando fortemente, uma ao lado da outra, vívidas com um encanto resplandecente
Exposição imponente de uma arte perfeita que muito supera a compreensão humana, expondo corpos celestes emocionantes, admiráveis e inspiradores, que juntos formam uma visão intensa, entusiasmante, bastante acolhedora, uma bênção astronômica, mostrando assim que cada estrela importa
Esse exemplar de quadro celestial é tão impactante que traz a ludicidade à tona, trazendo à mente uma cena especial de uma realidade distante em um outro universo, onde ele está com o seu olhar deslumbrado, contemplando as constelações existentes nos olhos dela, um amor recíproco que faz presente.
Olha eu aqui.
A mesma cara, e ainda tem quem não acredita... Meu nome é Alexandre!
Sou curioso por natureza, sempre em busca de aprender e conectar ideias. Minhas histórias são moldadas por escolhas, encontros e os livros que li. Acredito no poder dos pequenos gestos. Tenho medos, mas também resiliência; sonhos, mas também pés no chão. Sou uma mistura de passado vivido e futuro imaginado, em constante transformação. No fundo, sou apenas alguém tentando encontrar sentido no caminho, deixar uma marca gentil e ouvir, de verdade, a história do outro.
Somos aquilo que gostamos.
Somos nossa comida favorita, os filmes que amamos, os amigos que escolhemos,
as roupas que vestimos, a época do ano que preferimos, o esporte que nos anima, as cidades que nos fascinam...
Eu não só sou...
Somos!
Sorte, Azar e Inteligência: Uma Interpretação Relacional dos Eventos
Sorte e azar são conceitos profundamente enraizados na experiência humana. No senso comum, costumam ser tratados como propriedades inerentes aos acontecimentos: ganhar um prêmio seria “sorte”; sofrer uma perda inesperada seria “azar”. Contudo, sob análise mais rigorosa, esses termos não descrevem características objetivas dos eventos, mas sim avaliações feitas por um observador situado em determinado contexto. Um evento não é, em si mesmo, favorável ou desfavorável; ele se torna assim na medida em que se relaciona com expectativas, interesses e condições específicas de quem o vivencia.
Se definirmos sorte como um evento que favorece expectativas e azar como um evento que as contraria, então ambos são necessariamente relativos. O mesmo acontecimento pode ser considerado sorte para um indivíduo e azar para outro. Mais ainda: pode mudar de valência para o mesmo observador em momentos distintos da sua trajetória. Um fracasso imediato pode revelar-se condição necessária para um sucesso futuro; uma conquista pode gerar consequências inesperadamente negativas. A avaliação depende da posição temporal, psicológica e circunstancial do observador.
Nessa perspectiva, sorte e azar não são propriedades ontológicas do mundo, mas categorias interpretativas. O mundo apresenta eventos — muitos deles de natureza aleatória ou imprevisível — e o observador atribui valor a esses eventos conforme seus objetivos e estado atual. Assim, a aleatoriedade pertence ao domínio dos acontecimentos; sorte e azar pertencem ao domínio da interpretação.
Se deslocarmos essa discussão para a biologia, encontramos um paralelo interessante. Organismos vivos, ao longo da evolução, não controlam a ocorrência de eventos aleatórios, mas podem desenvolver mecanismos que aumentem sua probabilidade de sobrevivência e reprodução diante deles. Em termos funcionais, perpetua-se aquele organismo que consegue maximizar os efeitos favoráveis das circunstâncias e minimizar os desfavoráveis. Essa maximização e minimização não são necessariamente conscientes; podem estar inscritas em adaptações fisiológicas, comportamentais ou cognitivas moldadas pela seleção natural.
Nesse sentido, a inteligência — especialmente em formas de vida dotadas de cognição complexa — pode ser entendida como uma amplificação desse princípio. Uma vida dita inteligente não elimina o acaso, mas aprende a lidar com ele. Ao reconhecer padrões, antecipar riscos, acumular memória e projetar cenários, ela transforma a relação com o imprevisível. Quando um evento considerado “sorte” ocorre, a inteligência procura potencializá-lo: consolida ganhos, explora oportunidades, cria novas possibilidades. Quando ocorre um evento percebido como “azar”, busca mitigar seus efeitos: adapta-se, reorganiza estratégias, aprende com o erro.
A inteligência, portanto, não consiste em controlar o aleatório, mas em administrar suas consequências. Trata-se de um sistema de processamento de informação que reduz vulnerabilidades e amplia oportunidades dentro de um ambiente incerto. Quanto mais eficaz for essa gestão, maior a probabilidade de continuidade e expansão da vida que a exerce.
Em última análise, a distinção entre sorte e azar revela menos sobre o mundo e mais sobre a estrutura do observador. Eventos acontecem; sistemas vivos os interpretam e respondem. A vida que persiste é aquela que transforma contingência em vantagem relativa. Assim, inteligência pode ser compreendida como a capacidade de converter o acaso em aprendizado e o aprendizado em estratégia — uma dinâmica contínua de maximização do favorável e minimização do desfavorável em um universo essencialmente indiferente.
Tudo em pratos limpos.
Por tudo aquilo que já vi … não vi nada de mais. Curiosamente, lembro que quando alguém, tem raiva da gente, tudo o que nós possamos dizer tem sempre uma carga negativa. Se nós dizemos coração a eles soa-lhe aflição. Se a gente quer dizer amor, quem nos tem raiva, só ouve miséria e dor (de onde veio essa raiva? Só Deus sabe) Não é tanto o que se diz, mas como se ouve. Não é tanto o que se faz, mas como se entende ...e quem haveria de pensar que há tantos analfabetos funcionais?
Rosa Morena
Cada detalhe daquele vermelho encanta;
A textura, a intensidade,
O sorriso que sai do meu rosto,
Quando meus olhos encontram a luz que reflete dela.
Como pode a natureza produzir alguém tão bela?
Seus espinhos a mantiveram viva;
No jardim de rochas por onde passou,
E agora que assumi a missão
de cultivar você em meu jardim;
A certeza de vez ou outra espetar o dedo,
Não me espanta.
Pois logo você vai perceber que seus espinhos,
Não são mais necessários.
Pois todo meu jardim foi criado,
para receber você.
"A inteligência artificial na educação não substitui o designer instrucional, mas amplia sua capacidade de análise. Ela permite processar grandes volumes de dados sobre o desempenho dos alunos em tempo real, possibilitando a criação de trilhas de aprendizagem hiperpersonalizadas que se adaptam automaticamente às lacunas de conhecimento identificadas."
(PERRONE FILHO, 2024)
Alma cigana
Minh'alma cigana
nem santa
e nem profana
se encanta
mas não se engana ...
nas linhas da vida
(sempre agradecida)
está sempre a caminhar
em busca da verdade e da luz
pelas páginas do destino a decifrar
toda a poesia do viver que me conduz...
no mundo, na vida e na estrada...
onde o vento tudo leva e tudo traz
a Lua me protege na minha caminhada
o bem me agarra , o mal fica para trás...
✍©️@MiriamDaCosta
A delicadeza tem o poder
de vislumbrar o olhar sensível
e até mesmo encantar e hipnotizar
a agressividade dos mais ferozes...
A delicadeza,
frágil em aparência,
é chama invisível
que atravessa couraças...
Ela se insinua
pelo olhar mais atento,
desarma punhos cerrados,
sussurra sobre o peito dos duros,
e como um feitiço antigo
é capaz de encantar,
de hipnotizar até mesmo
a selvageria dos mais ferozes...
fazendo-os se curvar,
ainda que por um instante,
ao milagre do estupor e do sensível...
✍©️@MiriamDaCosta
A aridez dessa contemporaneidade
Vivemos uma época em que a inteligência,
a criatividade e o talento perdem espaço
para a estultícia, a esterilidade e o hebetismo.
O mais inquietante é que essas últimas parecem ser não apenas toleradas, mas premiadas e aplaudidas...
Estamos atravessando um tempo estranho,
um tempo em que a ignorância veste gala,
a mediocridade desfila confiante, e o talento é silenciado.
A estultícia virou espetáculo,
a esterilidade virou mérito
e o hebetismo, agora, é aplaudido de pé...
Há dias em que sinto que a inteligência
anda cansada,
que a criatividade se recolhe,
e que o talento se torna um sussurro
no meio do alarido...
Enquanto isso, a estultícia dança,
a esterilidade sorri para as câmeras,
e o hebetismo colhe aplausos...
✍©️@MiriamDaCosta
Ode ao Parque Estadual da Serra da Tiririca
Hoje, 29/11/2025 💚
são 34 anos de encantamento e resistência 🌳🌴🌵
Hoje, o Parque da Serra da Tiririca
completa 34 anos de verde, vento,
trilhas e guardiões invisíveis💚
Lugar onde a mata conversa com o mar,
onde a brisa penteia as pedras antigas,
onde o silêncio respira mais fundo
e a vida insiste, floresce e persiste.
Que seus anos se multipliquem
como sementes ao sol,
e que nenhuma mão desatenta
roube da minha terra
esse patrimônio de encantos 💚
São 34 anos de fúria verde
e beleza indomável!
Há 34 anos, a Serra da Tiririca
ergue sua coluna vertebral de pedra
contra o descaso, contra o apetite voraz da devastação.
Seu corpo é mata viva, suor da terra,
abismo e cume, raiz e bruma.
É território onde o mar devora a luz
e a luz renasce das encostas.
A Tiririca resiste.
Lateja.
Reivindica sua eternidade.
Que nenhum corte a mutile,
que nenhum interesse a silencie.
Que sua floresta continue sendo
esse grito ancestral
que nos lembra quem fomos,
e o que ainda podemos ser... 💚
São 34 anos de amor vegetal 🌳🌴🌵
Hoje, a Serra da Tiririca desperta
com 34 anos de maturidade serena,
o verde repousa na pele das encostas,
o mar abraça a montanha
como quem reencontra uma velha amiga.
Cada trilha é uma prece,
cada flor, um sussurro,
cada brisa, um gesto de ternura.
O parque celebra aniversário
e eu celebro o privilégio
de existir um lugar
onde a natureza ainda respira inteira,
generosa, descalça de pressa
e abundante de poesia.
Que seus próximos anos sejam vastos,
luminosos e intactos.
Gratidão infinita
por ser filha dessa terra bendita
que amo e declamo em prosa
e versos poéticos. 💚
✍©️@MiriamDaCosta
Sou fascinada pela palavra
em estado bruto,
antes da forma,
antes do adorno,
nua, crua e cortante
quando ela ainda sabe golpear.
A palavra que toca fundo,
que atravessa,
que deixa marcas.
Escuto-a ao contrário,
como quem busca
o eco secreto do sentido,
e nesse movimento
me deixo avassalar
avassalando.
Quando preciso vesti-la,
faço-o com deleite,
como quem escolhe
um tecido tênue
para a própria alma.
Mas meu amor maior
é pelo seu avesso silencioso,
aquele que só responde
quando tocado no escuro,
onde os significados sangram
em sentimentos vivos.
Sou excessiva
e visceral na linguagem
e delicada no gesto,
habito o extremo
e me encanto com a ternura.
Vai entender…
sou palavra em contradição viva.
E nessa contradição linguística,
entre visceral e tênue,
os meus versos harmonizam-se
na minha essência.
✍©️@MiriamDaCosta
A música colore a vida .
Dá sentido ao choro e a alegria.
A música encanta e as vezes espanta.
É impossível viver sem música.
Seja alegre ou triste ,
Animada ou suave,
É música!
Cante , ouça, preste atenção!
A melodia fala , ela conta histórias
dentro da gente e fora.
Onde tem um coração, tem Músicas e Sentimentos.
Na simetria das tuas curvas, as grandes ondas de um mar intenso: corpo belo de uma estrutura fascinante, alma profunda, sentimentos verdadeiros e cheios de vida como as águas expressivas e transparentes; a estrutura de um mundo que inspira
Tal similaridade é significativa, exuberante e faz todo sentido. Os olhos ficam facilmente exultantes, agradecidos, contemplando pessoalmente essa existência tão genuína, interessante, que, às vezes, aparenta ser uma espécie de arte marítima inevitavelmente marcante.
A essência do teu coração é um mar aberto, um lugar mais afastado, um acesso difícil que, depois de ser conquistado, faz compensar todo o esforço atribuído. Lidando com os teus comportamentos agitados, nadando pelo teu íntimo renovador, encontra-se mais amor e veemência a cada nado.
Vejo, com os olhos d’alma, a escuridão da noite
Noite que me fascina e prende
Na negritude de seu seio encontro um baluarte seguro
Nunca houve dificuldade ou problema sem solução que resistisse ao seu acalanto
Quieto, em paz, escuto sua melodia quente
Tal qual o canto da Iara nos rios da infância
Inebriado no encanto nanquim, sinto revigorar o ânimo
E o peito exangue volta a pulsar com valentia
Não há palavras que sejam belas o bastante para exprimi-la
Nem gestos nobres o bastante para reverenciá-la
Por isso, frustado, deixo meu coração à sua margem
Na esperança de que ela o acolha e o reconheça
Como era no início, como sempre deveria ser.
Para quem duvida do eterno mistério da vida
e do sumo encantamento da morte,
os sentidos naturais nos convidam
à uma reflexão filosófica:
A música de Bach, o prodígio divino de Beethoven
as óperas Wagnerianas, o virtuosismo de Chopin
para mim seria suficiente, mesmo que
me faltassem todos os outros sentidos.
Se eu não pudessem ler os poemas de Camões
nem as odes de Horácio e de Cícero
ou ainda as "odisseias" de Homero,
e os poemas de Pessoa. Mesmo assim
estaria convencido da existência
de um espirito eterno e sábio
que sopra aos humanos tanta
beleza e espanto... e divindade.
Olhe que não citei Verdi
Estamos viajando ao redor do Sol, à incrível velocidade de 107 mil quilômetros por h, somos nativos deste bioma que não nos garante a sobrevivência, pois uma hora esfria, noutra hora esquenta.
Expostos a terremotos, tempestade, tsunami e à guerra nuclear anunciada, mesmo assim ainda nos comportamos com arrogância intelectual presunçosa, a de que temos o controle do tempo e do espaço.
Valemos tanto quanto uma ameba, para o
caos cósmico que nos pôs em órbita.
Tese sobre o Caos e a Consciência
Antes da inteligência humana, havia o caos — não mero desarranjo, mas um abismo fecundo, um entrelaçar de forças indomáveis e silenciosas que pulsavam sem testemunha. A expansão do universo — efeito da grande explosão — moveu massas, gerou órbitas, incendiou estrelas; e ao longo de milênios incontáveis, dessas forças surgiu uma ordem apenas aparente: uma harmonia caótica, tão tênue quanto ilusória.
Os humanos, criaturas de um lampejo tardio de consciência, acreditam enxergar perfeição onde há apenas fluxo, perceber mistério onde existe apenas processo, e, com vaidade, tentam nomear o que escapa a toda nomeação. A inteligência, ainda jovem, nasce dos erros involuntários do próprio caos, e é com ela que se edifica a pergunta — não a resposta.
A consciência — esse clarão que se anuncia no “penso, logo existo” — produziu infindáveis interrogações. Mas que respostas poderia oferecer a criatura que emergiu de uma ignorância tão profunda? É impossível que uma mente tão jovem compreenda o abismo anterior a si mesma, o princípio inominável de onde tudo se ergueu, o silêncio primordial que, ao se desfazer, fez nascer não apenas o universo, mas também a angústia de quem o contempla.
— Evan do Carmo, 14-10-205
Ruínas da verdade
Chegam os tempos das incertezas.
Quando quase nada encanta,
ao saber da verdade dos truques;
A magia de tudo se esvai.
Os belos discursos, o teor das palavras frenéticas,
perdem a veemência
com o caráter de papel do preletor.
A democracia é relativa aos interesses;
E a vergonha se mede pelo tamanho e pelo lucro da barganha.
As casas e os homens da justiça
parecem recicláveis, misturas de tudo.
O poder nas mãos de roedores,
que nada plantam, nada produzem,
só consomem e deixam restos.
Tempos de incertezas, rumos ao caos.
Caminha-se para a ruína
no tempo de tantas informações.
A ganância consome
primeiro a capacidade de projetar um futuro melhor.
O Sentimento Sem Nome
É curioso como o nosso vocabulário é vasto para a dor e para a falta. Temos nomes precisos para a inveja, para o ciúme e até para a Schadenfreude — aquele prazer secreto que alguns sentem diante do tropeço alheio. Mas, por algum motivo, o dicionário parece ter ficado mudo diante da alegria pura de ver o outro vencer.
Talvez não tenham conseguido dar um nome a esse sentimento porque ele não cabe em letras. É uma experiência que desafia a lógica do ego. Em um mundo que nos ensina a competir, a olhar para o lado para medir o nosso próprio sucesso, sentir o coração vibrar pelo troféu que está nas mãos de outra pessoa é um ato de rebeldia silenciosa.
É quando a pele arrepia ao ver um amigo realizar um sonho que não é o seu. É quando o sucesso de alguém que amamos não nos faz sentir "atrás", mas sim impulsionados. É a consciência de que a luz do próximo não apaga a nossa; pelo contrário, ela ilumina o ambiente onde todos estamos.
Pode chamar de Mudita, de Confelicidade ou de Compersão. Mas, na falta de uma palavra que todos conheçam, a gente chama de amor em estado de gratuidade.
Porque, no fim das contas, quem consegue se alegrar com a vitória do outro já venceu a maior de todas as batalhas: a contra o próprio ego. É um sentimento que não precisa de batismo, pois quem o sente já conhece a sua tradução mais fiel: paz.
