Textos Famosos que Falam sobre Sobreviver
Todos somos maus. Não há quem faça o bem. Não há bem em si mesmo, a não ser aquele que recebemos de Deus. Somos seres maus que por motivos egoístas tentamos fazer o bem, portanto, continuamos sendo maus. O amor, a bondade e compaixão e justiça são essencialmente divinos e isso nos torna semelhantes a ele, à medida que ele os distribuiu a todos, independente de cremos nele ou não.
O divórcio é difícil. Sabia que seria, mas é muito mais do que eu esperava. E passar por um divórcio com uma criança no meio é um milhão de vezes mais complicado. Você será obrigada a interagir com aquela pessoa pelo resto da vida. Precisa dar um jeito de planejar as festas de aniversário em conjunto ou de aceitar duas comemorações separadas. Precisa planejar os feriados que cada um vai passar com a criança e também quais dias da semana, às vezes até as horas do dia. Não dá para se livrar num piscar de olhos da pessoa com quem você se casou e de quem se divorciou. Você é obrigada a conviver com ela. Para sempre.
O mundo é um poço de cinismo, e sem que você perceba, será lançado sobre as próprias ilusões. Será usado e manipulado, jogado numa pilha de funerais para testar o quão indestrutível seu orgulho é. Vai renascer do inverno da alma, com flashes de ódio marcados por cicatrizes. Hora ou outra, as pessoas voltam para procurar o que perderam, sem sequer perceber que já não precisamos mais delas. Que chorem por todas as lágrimas e encarem a verdade da vida. Sempre há mais companhia entre as pedras e a poeira do que entre o remorso. Voltem para seus túmulos de egoísmo e rancor. Dificilmente alguém saberá explicar como é se sentir parte do catastrófico, um meio nada, um silêncio, um vazio irretratável que não pode ser tocado, apenas sentido. Danem-se. Você rastejou e sangrou durante todo o trajeto, você foi o único que dilacerou sua existência tentando finalmente se encontrar.
Deixa eu saber. Deixa eu saber daquela saudadezinha, mesmo a passageira. Deixa eu falar sobre o teu beijo bom. Deixa eu colocar aquela música que me lembra você. Deixa eu terminar a noite ao teu lado. Deixa o teu medo de lado e deixa eu saber as tuas vontades. Deixa eu segurar a tua mão um pouquinho, deixa, vai que de tanta insistência... uma hora você esquece as tuas mãos nas minhas.
"É só o cansaço". Foi o pretexto que usei pra não falar sobre oque estava se passando no resto da minha vida. Falar não é remédio, e também não cura nada. Aliás, talvez ela nem quisesse saber os reais motivos da minha aparência cabisbaixa. Vai ver, ela perguntou só por educação, como todo mundo faz. Ou será que pela primeira vez, eu esteja errado e ela estava disposta a ajudar?! E em seguida uma voz baixa soa no meu pensamento "Não é verdade, ninguém nunca se importou. Por que agora?" E tem sido assim dia após dia, triste e sozinho.
Sobre aquela velha frase “quando o relacionamento se acaba, nada verdade nunca se amou”? Não acho que seja verdade. Não é porque o relacionamento entre duas pessoas não deu certo, que não houve amor entre elas. Talvez só não era para dar certo mesmo, certas coisas não tem explicação. Talvez era só para se apaixonarem, se amarem e terminarem, levarem como aprendizado. Certas pessoas gostam muito uma da outra, porém não estão destinadas a ficar juntas, suas personalidades e seus caminhos são tão diferentes que não conseguiram se conciliar. Às vezes por mais que exista o amor, o relacionamento entre as pessoas se desgastam, se cansam, a convivência começa a não dar certo e o relacionamento não passa mais a ser uma coisa única e especial, passa a ser rotina, dia a dia, obrigação. E isso não quer dizer que não tenha tido amor. Existe amor até mesmo nas relações mais improváveis, mas talvez o problema é que não exista amor o suficiente de ambas as partes para aguentar um relacionamento longo e duradouro, ou um amor forte o suficiente para seguir mesmo com todos os obstáculos. Mas nem por isso deixa de ser amor. Existem várias formas de sentir, existem várias formas de amor. Cada relacionamento, independente do seu tempo de duração, é único e especial do seu jeito. Cada relacionamento tem sua forma de amor, sua forma de sentir. Existem inúmeras formas de amor e inúmeras formas de ficar junto, independente de estar ao lado fisicamente. Amores intensos, amores calmos, amores agitados, amores tranquilos. Só porque o relacionamento se desgastou e chegou ao fim, não quer dizer que foi por falta de amor, na maioria das vezes é chega ao fim por falta de fé, por falta de esperança, por falta de gestos, por falta de atitudes. Relacionamento nenhum sobrevive somente com amor dito em palavras. Houve amor. Não foi intenso o suficiente para dar certo, mas houve.
Não quero perder tempo focado no que acham sobre mim. A opinião de pessoas que não conhecem a minha história e que só aparecem de visita na minha vida não importa mais. É muito fácil falar olhando de fora. Hoje todo mundo acha que conhece o outro pelas fotos nas redes sociais. Pelo sorriso estampado nas selfies. Pela demonstração de tranquilidade sem escutar o barulho que sinto por dentro toda vez que tenho que fazer uma escolha. Toda vez que perco alguma coisa. Toda vez que me perco. Só não vou perder mais tempo. Nem focar no que vem de fora sem atenção, só com o intuito de me tirar a paz. De fazer ainda mais confusão. Só pra atrapalhar. Que pergunta como eu tenho passado sem se preocupar realmente com o que venho passando. Deixe que falem, que digam. Que gritem. A voz da minha consciência é alta o suficiente pra me fazer seguir em frente. E de cabeça erguida.
Uma verdade sobre mim: eu amo escrever. Tem dias em que a vida anda tão saturada de acontecimentos, de emoções, de pessoas ... que torna-se difícil acomodar tanta informação. Sendo assim, eu não me sobrecarrego: se me pesa a alma, eu me deixo esvaziar por meio das palavras. Escrevo porque o ato de escrever me alivia. Escrevo porque andei acumulando sentimentos o dia inteiro e preciso me descarregar. Escrevo por necessidade: escrever, pra mim, é tão importante quanto respirar. Escrevo porque não me permito passar em branco. Escrevo porque sei que a eternidade é agora. Escrevo porque há muita coisa a se contar. Escrevo para passar o tempo. Escrevo para o tempo não me passar.
Sobre blindagem emocional e física, vale um banho de cachoeira para lavar a alma, ascender uma vela para o anjo da guarda, um banho de sal grosso, harmonizar o ambiente em que se vive, leituras, músicas e conversas edificantes, ir a uma gira, usar uma guia. Mas nada disso vale se seus pensamentos não corresponderem as suas palavras e aos seus atos. Por isso, equilíbrio e sabedoria sempre,como palavras de ordem, para surtir efeito de todos esses recursos valiosos.
Reflito sobre os anos da minha vida com grande desdém. Ela é tão limitada, tão escassa, tão bela, mas às vezes, tão distorcida. Não existem palavras para definir o bem mais valioso que possuo. A vida é uma paixão e eu preciso seguir ela. Pergunto-me sobre o que eu gostaria de fazer hoje ou com quem eu gostaria de estar, pergunto-me sobre o tempo e meus sonhos, sobre o sentido dúbio das coisas: sonhar em ser escritor ou escrever de verdade, tocar uma vida ou trocar de vida, fazer valer a pena ou fingir congelar as horas. Meu tempo é algo muito precioso e por sinal, astuto. Ele rege a minha existência, embora no fim das contas eu mesmo dou as ordens. Sou o dono do meu destino, sou o tempo que escorre pela ampulheta, sou o prisioneiro da minha alma. O desdém é pasmo, mas para ele mesmo.
Sempre me pergunto sobre perdas, decepções, dor, tristeza, vazio, saudade, silêncio, arrogância, ruindade, melancolia, rancor, ilusão ou qualquer outra coisa que explique a humanidade, talvez a falta dela. E admito, não é fácil de entender. Quando alguém está com raiva por muito tempo, todo esse ódio começa a mudar o mundo. E isso não é um engano, é pessoal.
Aproximei-me da lápide de mármore e estendi minha mão sobre as trincas do passado. Então, percebi que algo estava errado, pois eu estava vivo. Removi o manto de cinzas e tentei rabiscar minha própria vida com um pouco de ilusão. A ilusão ao menos poderia ser sentida, ela sempre é notável para alguém que acendeu velas a si mesmo. Eu precisava de uma faísca, algo para continuar enxergando minhas próprias tristezas. Aliás, é inverno em nossas almas, é sombrio dentro do peito. Quem disse que é preciso estar morto para não sentir nada?
Prefiro não comentar sobre conquistas e desconheço elogios que definham a imagem da perfeição. Gosto de ficar calado sobre virtudes e menosprezo aqueles que se intitulam auto merecedores de coisas tão banais. Muita coisa não se mostra, mas se sente dentro do peito. Quem muito fala expõe qualidades que nunca possuiu para impressionar pessoas que não merecem respeito algum.
As pessoas dificilmente refletem sobre o amor verdadeiro que estão deixando, pois ele é cego. Não existe perfeição após o fim e cada um sente o que sente, restando apenas as perdas, as lembranças e o desejo de prosseguir. Não se sabe para onde, mas seguimos, caindo aos pedaços, na esperança de tudo voltar a ser o normal. Então, você se lembra que o amor vive e que você é o coração inquebrável pronto para enfrentar o que quiser.
Algumas pessoas vivem pedindo para que eu escreva sobre a felicidade e lá vou eu encontrar razões para expressar ou comprovar isso. Mas a dura verdade é que a paz não pode ser explicada, pois na maioria das vezes é um estado de espírito onde voltamos à estaca zero cravando adagas no coração. E sim, me referi à paz. O seu olhar é como um lar e a sua companhia uma dúbia realidade, talvez doce, talvez amarga. E é isso que na maioria das vezes ninguém percebe, não é preciso dizer eu te amo para provar que se ama, não é preciso sorrir para demonstrar algo que está explícito perante dois olhos. Felicidade verdadeira é como o inverno ou o verão, sempre vai ter um meio termo ou um oceano de dúvidas entre as emoções. Mas eu prefiro acreditar que ser feliz não depende de algo, pois nunca se sabe o que se soma ou some.
Desprendido, isso que eu penso sobre transformar algo ruim em apenas uma memória. Minhas preocupações não são mais as mesmas, estão seladas numa sepultura que resiste à anos sozinha perante a rejeição, a mentira e os julgamentos. Solidão incompleta, humanos abstratos, pessoas que pensam semear vento em uma tempestade para conquistarem o que mais precisam. Companhia. Um vulto de ar seco que se desfaz perante o último grito de ajuda. Todos partem e todos quebram, essa é a triste realidade. Acostume-se com isso, obter conforto com o aborrecimento, com o que se foi, tornou-se pálido ou virou pó em meio ao nada. É a vida me dizendo para prosseguir, sem ter motivos para recuar. Existe fé suficiente para sair do poço da ilusão escalando até o último degrau de agonia. Até mesmo as pancadas diárias da vida sentem a força com que batem, e apanham. Palavras possuem atitudes, mas quem disse que toda atitude dura para sempre? É o engano, o deplorável, o lado ridículo que todos tentam ocultar. Atitudes também são carregadas pelo vento num passe de mágica, simples assim. Nunca acreditei em mágica, aliás, nunca gostei de nada que faça meus olhos brilharem e depois desapareça sem entendimento algum.
Que névoa alguma repouse sobre os meus olhos. Que meu toque permaneça sã. Que o maravilhamento pelas miudezas resista, apesar da dureza que se apresenta a cada nova esquina. Que ao ouvir um miado, ou a uma risada longa de uma criança, não perca a graça de ver ali a poesia mais bonita. Que observar a lua acompanhada das estrelas não deixe de meus olhos marejar. Quero sentir, como se deve sentir o sentir. Que não deixe de cantar em plenos pulmões a minha canção favorita, não importando o quão antiga ela seja. Que permaneça encanto o brilho dos detalhes que andam esquecidos. Que fortemente sinta a beleza de passar um café e sentir o seu aroma, mesmo numa manhã cinza. Que mesmo, com tanto atravessamento, não perca o deslumbramento pela magia vida.
Nem tudo é sobre você. Nem tudo precisa da sua voz. Há uma nobreza em se conter, em não se meter onde não foi chamado, em perceber que algumas batalhas não te pertencem. A gente esquece que silêncio também é uma forma de presença, talvez a mais difícil de todas. Porque exige humildade, exige segurar a língua quando ela insiste em querer dar conselhos não pedidos, emitir opiniões que ninguém solicitou. Por isso, o melhor que podemos fazer por alguém é simplesmente ouvir. Não confunda se calar com ser omisso. Há uma grande diferença entre ignorar e compreender o momento de não interferir. Nem tudo que você acha certo é certo para o outro, e nem toda opinião sua vai transformar a vida de alguém. Então, ao invés de ser a voz que interrompe, tente ser o ouvido que acolhe. Ao invés de ser o dedo que aponta, seja o ombro que suporta. O silêncio também tem sua poesia. E às vezes, o maior gesto de amor é apenas deixar o outro existir, sem invadir, sem impor, apenas respeitando.
As democracias funcionam melhor – e sobrevivem mais tempo – onde as constituições são reforçadas por normas democráticas não escritas (...): a tolerância mútua, ou o entendimento de que partes concorrentes se aceitem umas às outras como rivais legítimas, e a contenção, ou a ideia de que os políticos devem ser comedidos ao fazerem uso de suas prerrogativas institucionais.
Tem um fim para toda tempestade. Quando todas as árvores forem arrancadas, quando todas as casas forem destruídas, o vento vai se acalmar, s nuvens vão se dispersar, a chuva vai parar. O céu ficará limpo em um instante, e só então, nesses momentos silenciosos após a tempestade, nós descobrimos quem foi forte o bastante para sobreviver
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