Textos Escritos por Paulo Mendes Campos
Sou criança, sou menino, sou jovem, sou homem maduro.
Sou a noite, o amanhecer, o dia, a tarde, o anoitecer.
Sou paz, sou guerra, sou calmaria e perturbação.
Sou o tudo, sou nada, sou luz, trevas e escuridão.
Sou eu, sou ele, sou a sua imaginação.
Sou o que tu pensa, sou o que tu acha, sou sim, sou não.
Sou estrelas, sou céu, sou terra, sou chão.
Sou a lua, sou o mar, todo feito de ilusão!.
Menti pra mim mesmo,
pois não pude acreditar,
que todo aquele amor,
seria para me presentear.
por isso duvidei, e de sua sexualidade questionei.
E com isso
tentei me enganar.
mas o brilho de seu olhar,
me fazia desacreditar
e dele eu colhia
todo o amor que recebia.
Em teus gestos me reconheci,
E deles me surpreendi,
mas não posso negar,
que deles me fiz encantar.
Contraditórios
Existem coisas que são apenas coisas que vão
Aquelas coisas que vem e vão
Existem coisas que ficam e nunca se “vai”
São coisas que são para sempre e por “ai vai”
Existem dias que são apenas dias
Aqueles das tardes vazias
Existem dias que nunca terminam
São dias que em sua vida dominam
Existem amores que não são regados a flores
Aqueles amores que são apenas bastidores
Existem amores que nos agarram com presas e dentes
Mas esses pelo menos nos deixam contentes
A vida é assim, contrários e opostos
O que esquenta logo esfria e o que está frio se chamusca
O perfeito e contraditório compõe nossa história
Sem tiro certo ou na culatra, essa sempre será nossa busca.
FOME
Cortou aquele pedaço de pão
para poder matar a fome,
que já lhe cortava a carne.
Não desperdiçou nada daquele alimento,
recolhendo cada uma das migalhas,
já que, na maioria das vezes,
até mesmo elas lhe têm faltado.
O pão nosso de cada dia
só lhe vem à boca, ultimamente,
quando reza aquela oração.
Mas, para que querer pão,
se quase não tem dentes?!
Para que os dentes
se não tem mais sorriso?!
Para que o sorriso
se não tem esperança?!
Para que a esperança,
se quase não tem vida?!
Para que a vida,
se viver é ‘morrer de fome’
aos poucos, todos os dias,
até, literalmente, morrer de fome
num dia qualquer,
num canto qualquer?!
(Publicado no livro “Arcos e Frestas”, página 16)
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- O texto recebeu Menção Honrosa no “XIII Concurso Nacional de Poesias Marcos Andreani”, da Academia de Letras e Artes de Paranapuã-ALAP, de Tijuca-RJ.
Disse Jesus: "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida, ninguém vai ao Pai, se não for por mim" (João 14.6)
Sem o Caminho... não há para onde ir.
Sem a Verdade... não tem como saber.
Sem a Vida... não há como viver.
Não há vida longe do Autor da Vida. Não Há vida sem Jesus Cristo.
Existem muitos caminhos para errar, mas apenas um para acertar.
Pr Paulo Berberth
A Ansiedade é ladra
1 Pedro 5.7: Lancem sobre ele toda a sua ansiedade, porque ele tem cuidado de vocês.
"A ansiedade rouba a esperança e a confiança que temos em Deus e em Seu Poder. Portanto, descanse e confie em nosso bom Deus. E não permitas que a ansiedade domine seu coração".
Pr Paulo Berberth
O AMOR - Vida e Eternidade
Ouvi dizer que o amor chega num determinado tempo morre de morte natural. Eu particularmente discordo disso, pois acho que são as pessoas é que assassinam o seu amor e de se certa forma deixam-o agonizando até o fim. No meu entender existem várias formas de se matar um amor, como por exemplo, a injeção lenta do veneno do ciumes, da angustia, da insegurança e da falta de confiança. Um amor pode ainda ser morto se sufocado pela falta de liberdade, pela mesmice e pela rotina do dia a dia. Pode ser morto também, de certa forma, atropelado pela falta de tempo para o carinho, para as coisas mais simples na vida a dois, valores que vão sendo esquecidos e não mais considerados como forma de estar provando aquilo que um dia foi dito um ao outro, "Eu te amo". Pode ser morto ainda com o tiro certeiro da traição, porque quem ama não trai e se não trai é porque ama.
Amor não tem que ser assassinado no decorrer do tempo a dois. O amor é pra ser amado e levado até o fim, embora ele jamais possa ter um fim, pois o veradeiro amor é eternamente vivo. O amor pode sempre ser salvo com uma flor, com um convite inesperado, com uma surpresa, com um jantarzinho a dois, com a lembraça de uma data especial, com um pequeno presente e com tudo mais que possa expressar a força deste sentimento.
O amor quando triste tem que ser alegrado com algo inuzitado que o faça despertar o sorriso, pois quando fazemos o amor sorrir já temos cinqueta por cento dele pleno e feliz.
O amor quando está afogando deve ser reanimado com um beijo, quando está à beira do abismo ou na beiradinha da tábua, pode ser socorrido com a força do braço num abraço. O amor quando está fraco e doente tem que ser cuidado, amparado, porque deseja colo, carinho e ser muito amado.
Decididamente o amor não morre de morte natural, o amor morre porque se mata e se deixa que ele morra sem nada nada fazer para que ele seja salvo e amado até que o nosso corpo como matéria morra. E mesmo assim, se o amor for verdadairo ele continuará vivo pela eternidade afora, pois o amor não é matéria, o amor é alma.
Se eu confio a minha vida pra você, você tem que saber o que fazer com ela. Você é responsável pelo amor que a envolve, pelo amor que nos envolve e por isso ele, o amor, o nosso amor, não pode morrer de morte natural e nem tão pouco ser de alguma forma assassinado.
Recobres tua nudez com
o véu de teus cabelos.
Deixas minha imaginação
desnudar teu ser.
tua sensibilidade à flor da pele
não esconde teus desejos.
Então meu olhar te busca
para perto para sentir o frescor
do teu corpo a escutar o pulsar
do teu coração.
Teus sussurros me envolvem.
Teu respirar ofegante inebria
minha alma de tal maneira que
não quero e não posso parar
de admirar-te.
Tua sensualidade e ousadia por
trás do enigma de mulher ,são
a magia e encantamento minha
alma, que sem prevenir-se
torna-se submissa dos teus
desejos.
E teu suor sobre o meu,é o
subir ao céu e colher a mais
linda estrela do amor.
Não importa o tempo.
Se sol, chuva ou tempestades
estamos sempre aqui.
mesmo que seja apenas um
beijo de boa noite, mas este nos
fará dormir felizes e na forma de
conchinha enlaço-te para aquecer-me.
e em nostalgia relembro das loucuras
de noites passadas e imagino
as travessuras do amanhã.
Esta noite é de aconchego,do apego,
do amor maduro.
Aquele que protege nossos corações
dos medos e das incertezas.
Das costas que acolhe e do beijo que
recolhe no descansar silencioso
onde apenas os corações
ecoam palavras de amor e carinho.
Aguardando a realização da esperança
11 A graça de Deus se manifestou para a salvação de todos os homens.
12 Essa graça nos ensina a abandonar a impiedade e as paixões mundanas, para vivermos neste mundo com autodomínio, justiça e piedade,
13 Aguardando a bendita esperança, isto é, a manifestação da glória de Jesus Cristo, nosso grande Deus e Salvador.
14 Ele se entregou a si mesmo por nós, para nos resgatar de toda iniquidade e para purificar um povo que lhe pertence, e que seja zeloso nas boas obras.
Sem lugar, solitários e invisíveis...
Idosos nos ensinam que não merecem ser esquecidos, possuem e nos oferecem generosamente a totalidade de seus saberes, contudo, em sua maioria, perecem silenciosamente em vida.
Nossa sociedade é impiedosa e cruel para com os idosos anônimos, sem imagem, sem cor, sem identidade, sem lugar e sem memória.
Experiências e ensinamentos dos idosos, disponíveis e inaudíveis, nos permitem olhar para o espelho de quem somos e dos nossos medos de como não gostaríamos de terminar esta vida, solitários e invisíveis.
Amor
Não é necessário estar apaixonado para estar a amar, o amor não está preso a relacionamentos, ele está em todo lugar. E quando estamos a amar, tudo parece estar em seu lugar, a harmonia que invade nosso coração se espalha ao redor e contagia até mesmo amigos entristecidos. O amor despreocupa, deixa o sorriso inquieto, encoraja até os mais acovardados, o amor na sua simplicidade é uma força natural capaz de tudo.
Amores
Qual teria sido amor?
Eu me deparo com uma extensa lista
De amores que se apagaram mais rápido que uma estação
Mas que se estendem em memórias como um laço inacabado
Fico entre um contraditório
De que os meus amores terem sido tão superficiais
Mas de terem permanecido no meu pensamento em dias tão distantes.
Minha cabeça fica um grande nó
E o meu coração uma grande festa
Que se sente em direito de reclamar todos esses amores como legítimos e não extintos.
Pode-se imaginar a bagunça dos meus sentimentos
Em não conseguir medir essas grandezas em proporções razoáveis
Deixando que eu me torne um amante de 6 amores
Mas um solitário de nenhum abraço apertado
(Paulo Seixas)
ISTO ACONTECE!
Há palavras normais ditas a uma pessoa, sem intenção de rebaixá-la ou impor submissão, que, quando pronunciadas, podem não ser compreendidas em seu real sentido. O ouvinte pode absorvê-las como algo autoritário, resultando em uma resposta inesperada e decepcionante. Como cristãos, devemos pedir perdão ao ofendido, mesmo sem a intenção de ofendê-lo, pois nem sempre sabemos como estava seu humor ou se algo o chateou naquele dia, o que pode ter causado uma reação desproporcional e sem sentido, deixando-nos "no vácuo".
Título: Confissão da Encantada
Vejo-te em cada gesto e poesia,
Nas entrelinhas infinitas da vida.
E, tendo-o para mim, vivo em maresia,
E parece-me que seus olhos são a única saída.
Pois lhe afeiçoo em demasia,
Seu amor, é minha alçada.
Quisera estar junto a ti em uma só badalada,
E lhe encontrar em cinestesia.
Com prazer, tocar-lhe a pele macia,
Mirar sua alma imaculada,
Desvendando seu âmago com primazia.
Tornaste-te minha vereda,
Sem ti, viveria em profunda abstinência.
Meu vício, sou tua eterna encantada,
Amo-te em qualquer existência...
Tempo
Infelizmente não podemos atrasa-lo ou antecipa-lo, não podemos controla-lo, sendo assim, não podemos perder tempo para fazer o que gostamos, para ter o que queremos, ir onde temos vontade de conhecer, pois é mais fácil conseguir dinheiro para realizar nossos sonhos do que conseguir tempo.
Aproveite cada tempo da sua vida amando quem te ama e fazendo o que gosta, sem medo de ser feliz.
QUEM SÃO O JOIO E TRIGO
O trigo é o povo de Deus. O joio é o povo do diabo.
O povo de Deus crê em Deus e anda em seus caminhos, ama ao Senhor Jesus de todo coração, crê no sacrifício de Jesus na cruz como seu substituto. O joio é totalmente contrário a estas verdades e está longe de Deus. Foi colocado no meio do trigo para Nos destruir.
O trigo possui a essência o joio a aparência
Quem me olha não me vê
Quem me olha enxerga por fora
Pode até dizer me conhecer
Mas não conhece da minha alma, a trajetória.
e quantas barreiras tive que Romper.
Não posso a ninguém culpar,
Pois Caminhei em veredas da alma quenem eu conseguia enxergar
As vezes escuras e sombrias
Esperando ansioso a luz do dia
Pra não mais ter que tropeçar
Crenças inconscientes
Vícios insistentes
Medos limitadores
Sentimentos sabotadores
Auto engano, auto afirmação,
Auto piedade. Auto depreciação.
Quem me olha não me vê
Porque não consegue enxergar a sí mesmo.
Pois em seus caminhos também está a esmo.
Na sua caminhada buscando a luz
Pra conseguir enxergar só mais um pouquinho
Então olhar pra mim e conseguir ver
Que ainda não desisti do meu caminho.
A madrugada está fria.
Meus pensamentos, como as nuvens, pairam sobre o mar,
Ouço sua poesia de sons...
Meu sono navega em meio às culapadas, à procura da calmaria...
Passa das três, ela deve estar dormindo
Procuro a constelação de Órion, o caçador e seus dois Cães...
As estrelas brilham cintilantes, como refletissem a beleza dos seus olhos...
Passa das três, e no balanço das ondas deixo-me levar...
no conforto do travesseiro, meu parceiro, que tudo sabe.
É ele que sopra os versos enquanto sonho...
São oito e oito. A contragosto, do sonho desperto.
Mesmo acordado, continuo enamorado,
Perco-me subitamente nas curvas do riso daquela pequena...
Sem perder-se da vigília o coração pulsa...
A razão estremecida de vaidade, ergue e revela-se:
“Acorda-te, já te perdestes de novo?
Essa alma de poeta, coloca amor e paixão em tudo...”
Olhar quimérico, complacente,
Vejo a pedra sob a cachoeira,
Impacta sobre ela a pressão das águas,
Com o tempo ela muda,
Torna-se resvaladiça, lapida-se!
Se ela pudesse, sairia dali?
Se saísse, continuaria mudando?
Voltaria a ser bruta?
“Desadormece-te poeta desta abstração!
Ama e observa a natureza,
Pertences a ela, pertences a ti...
Sinta o perfume das flores,
Senta-te na sombra da figueira,
Fica aqui, no alto rodeado de verde,
Observa lá longe e sem saudade
Os muros de concreto que a humanidade tanto ama”!
Paulo José Brachtvogel
Náufrago
Perdido, desperta desalentado,
Com o corpo aspergido da água, salgado do mar
A areia conglutinada na face e nas partes nuas do corpo
Em meio à angústia proporcionada pela cena,
Vagarosamente coloca-se de pé,
Na busca da compreensão do que fazia ali.
Olha o entorno e vê uma ilha
coberta de vegetação mista, com árvores enormes e verdes
exala o perfume das flores: gardênias, jasmins, lavandas, cravos...
Sobressai-se o cheiro inconfundível de mel das álisso...
O silêncio ruidoso de sua mente é quebrado pelo canto dos pássaros: pintassilgos, canários, corrupiões, azulões e corruíras - uma mágica sinfonia.
O céu azul, cintilante, reflete nas águas mansas
Sente uma leve brisa...
Um náufrago, confuso, à procura de uma saída.
Mesmo que sua alma sinta a doçura do lugar,
Como desvendar o mistério e partir?
O que era eu? Pergunta-se
E o que é essa saudade de alguém, de qualquer coisa que angustia?
Busca explicações, mas só encontra um vácuo dentro de si:
Uma ilha cheia, mas ninguém para lhe fazer companhia.
Como aquela, existem outras ilhas desconhecidas,
Construídas por mãos divinas...
Vê seu reflexo nas águas...em seus olhos uma dolorosa instabilidade, sem sentido.
A brisa é fresca, monta uma fogueira
Nela coloca as impurezas da ilha,
Aqueles gravetos, as lascas sem razão.
Espera encontrar alguém, embora ainda não saiba quem...
Sentado imóvel, olhando na direção do horizonte,
Ouvindo os pássaros, sentindo o perfume das flores,
ainda sente como estivesse naquela ilha cheia de vida,
Que embora tão real dentro de si,
é um tesouro abstrato da sua imaginação.
