Textos em homenagem às mães para expressar carinho, amor e gratidão

Mãe é o abraço que cura sem remédio,
o colo que acolhe mesmo quando o mundo machuca.
É quem muitas vezes chora escondido para sorrir aos filhos,
quem enfrenta o cansaço com amor e transforma pequenos momentos em eternas lembranças.

Ser mãe não é apenas gerar uma vida,
mas doar pedaços do próprio coração todos os dias.
É ensinar a caminhar, mesmo quando os próprios pés estão cansados.
É ser força, refúgio, oração e esperança.

Neste Dia das Mães, que cada mãe se lembre:
seu amor deixa marcas eternas na alma de quem teve a bênção de ser amado por você. 💖

"Saudades de um Colo"
​Quando a mãe se vai,
a casa fica grande demais.
O silêncio ocupa o lugar do: "filha, comeu direito?"
E a gente entende: o colo acabou.
​Agora eu sou o colo.
Sou eu quem mede febre de madrugada,
quem faz a sopinha sem receita — só reza e intuição.
Sou eu quem adivinha o choro antes que vire soluço.
​E dói perceber que o jogo virou.
Que ninguém vai largar o mundo para segurar minha mão
quando a gripe me derrubar na cama.
Ninguém vai sentar do meu lado só para eu não me sentir só.
​Filho ama, claro que ama.
Mas filho não desmarca a vida para cuidar da gente.
Filho tem pressa. Tem sonho. Tem voo.
E mãe… mãe é sempre porto. Nunca destino.
​A mãe que se foi levou junto o mimo.
Levou o "deixa que eu resolvo",
o "vem cá que passa",
o café na xícara certa, só porque ela sabia.
​Agora eu sou a mãe.
E entendo que mãe nunca muda:
mesmo cansada, mesmo doente, mesmo com saudade,
a gente abre os braços primeiro.
​Mas lá no fundo, bem fundo,
a menina que eu fui ainda espera.
Espera um colo que não volta mais.
Espera a sopa que só ela sabia fazer.
Espera ouvir: "fica tranquila, eu tô aqui".
​Mãe não tem mãe.
E quando a nossa se vai,
a gente vira órfã com filho no braço.

O MENINO DA SUA MÃE


No plaino abandonado
Que a morna brisa aquece,
De balas traspassado
— Duas, de lado a lado —,
Jaz morto, e arrefece.


Raia-lhe a farda o sangue.
De braços estendidos,
Alvo, louro, exangue,
Fita com olhar langue
E cego os céus perdidos.


Tão jovem! que jovem era!
(Agora que idade tem?)
Filho único, a mãe lhe dera
Um nome e o mantivera:
«O menino da sua mãe».


Caiu-lhe da algibeira
A cigarreira breve.
Dera-lha a mãe. Está inteira
E boa a cigarreira.
Ele é que já não serve.


De outra algibeira, alada
Ponta a roçar o solo,
A brancura embainhada
De um lenço... Deu-lho a criada
Velha que o trouxe ao colo.


Lá longe, em casa, há a prece:
«Que volte cedo, e bem!»
(Malhas que o Império tece!)
Jaz morto, e apodrece,


O menino da sua mãe.

Pra sempre, minha mãe


Amor que não se compara,
Mas transforma, se doa, se entrega.
Não mede esforços, não para,
Mantém guardado no peito e sossega.


O colo que me acolheu,
Que me embalou e amamentou.
Eu chorei e ela sofreu,
Me protegeu e no peito quente me envolveu.


O pranto é um canto,
Era meu grito de socorro.
Não era dor, era espanto,
Assustado com o gorro,
Pois estava frio um tanto.


O tempo passou, eu cresci.
Não mais me amamentou.
Eu sorri, falei, corri,
Escrevi, passei...
Mas o tempo a minha inocência roubou,
Pois cresci, me formei,
Trabalhei, cansei, me aposentei.


Agora descanso, mas não morri.
Eu fiquei, ela partiu,
No dia do meu aniversário, o peito desabou e sentiu.
Eu chorei, doeu e guardo na lembrança
O afago, o carinho e a esperança
De vê-la novamente
Sorrindo, me amando, cantando…


Raimundo Nonato Ferreira
Outubro/2026

Minha Mãe, Mainha

Minha Mãe ou, de uma maneira bem nordestina, Mainha; mistura de adulta com criança, a precisão da responsabilidade com a ingenuidade da visão lúdica.

Um riso frouxo resiliente, passando por desafios e lutas; uma guerreira motivada por um amor que não pode ser explicado, que tem estado presente de várias formas.

Bem-humorada, muito teimosa, emotiva, bastante amorosa, uma força sem medida — o cuidado de Deus, certamente, na sua expressão física e majestosa.

' MÃE '


Mãe é sorrir , cuidar e amar,
É também em silêncio
De saudades chorar.
Mãe um amor tão profundo,
Que Deus nos deu de presente
Como anjo neste mundo .


Mãe é colo, Abraço, amor que abriga
Que castiga mas também é amiga
Desde o ventre, o coração
Esse amor interliga


Mãe, pequenina palavra
amor incondicional que não se descreve
Um amor infinito que nunca prescreve


Maria Francisca Leite
Direitos Autorais Reservados Sob a Lei 9.610/98
Registro:N° 122958067065

Menina dos meus olhos

Mãe... eu ainda ouço o som da sua voz e recordo a pronúncia perfeita com que me chamava pelo nome. Há uma música tão particular no modo como você dizia meu nome, um jeito que só você tinha, que parece permanecer guardado em algum lugar dentro de mim.

E, por mais que o tempo passe, há momentos em que basta fechar os olhos para sentir que ainda estou ali, sendo chamada por você, com aquele amor que sempre soube me reconhecer.

04:22 04/08/2025 Acabei de ver a minha mãe sozinha em um caixão...


Acabei de acordar, eu acordei após em um milésimo de segundos chegar em um velório onde não havia ninguém além de mim e um outro homem responsável pelo velório, acredito eu. Eu cheguei próximo ao caixão e vi a minha mãe, ela tinha algodão no nariz e na sua boca havia esparadrapos, seus olhos estavam cerrados. Ela vestia um vestido vermelho marsala, que ela tinha. Ela estava serena. Não havia flores, nem um paninho cobrindo ela, dentro do caixão.
Enquanto eu me aproximava do caixão bem devagar e com olhar observador, um homem me olhava, enquanto levantava a cabeça dela do caixão após retirar o algodão do nariz dela e o esparadrapo da boca dela e me mostrava o rosto dela.
Eu apenas falei: "ainda bem que você colocou algodão e esparadrapo na boca dela, é bom que não vaza líquido." Ele me olhava seriamente, era como se ele quisesse que eu gravasse bem o rosto dela morta, ele segurava com carinho. Eu apenas olhei e não senti nenhum tipo de sentimento, além de entender que ela havia morrido em plena solidão, porque o velório estava emanando um vazio existencial absurdo. Nem mesmo chorei. Mas, no velório, não havia ninguém mais além de mim, além daquele senhor de pele escura e cabelo duro e grisalho.
Estou aqui bem confusa. Será que ela está morta? Não tenho mais notícias dela, faz algum tempo... Será que ela morreu agora mesmo, por isso vi em sonho? Será que ela já morreu em outro dia e agora que vi? Não sei. Só sei que as escolhas dela, levou ela para distante de mim e dos meus irmãos. Se tiver realmente acontecido, que ela finalmente possa descansar em paz. Agora, sinto um enorme pesar. Não é algo fácil de lidar. Ela foi embora sem se despedir de mim, literalmente, mas se tiver acontecido dela ter ido para outra dimensão. Pelo menos consegui ver o seu rosto sereno pela última vez.




Edit: Ela está vivíssima 15 de março de 2026

11:07 da manhã - 22 de maio de 2024 - Sonhei com falta de comida...

Estava eu, minha mãe e meus dois irmãos, Awkaerck e Alcadones. Minha mãe segurava eles de um lado e outro e eu estava guiando eles! Pois, ainda eram bebês de mais ou menos, uns 2 ou 3 aninhos e eles estavam pulando e muito felizes, enquanto segurava nas mãos da minha mãe.
Fomos todos á um lugar, onde capinamos um lote e todo o pagamento foi somente, algumas frutas, que seriam descartadas no lixo, saindo desse lote. A gente recolheu e eu levei conosco, em um saco quadrado, não tão grande, pois dava mais ou menos, o tamanho de 2 mãos e ele também estava quase seco, só dava pra ver depois como se tivesse dois pequenos molhos de cheiro verde dentro deles.
No caminho, minha mãe ia atrás, eu ia seguindo e conversando com ela.
Olhava meus irmãos e sentia falta de outro.
Pois, lá éramos 3 e nós somos 4.
Eu olhava e tentava lembrar, se não faltava mais um de nós.
Então, lembrei que nossa primeira irmã morreu e achei bem estranho, não conseguir lembrar do meu terceiro irmão dentro do sonho. Não comentei com a minha mãe, só segui! Eu via no caminho, pés de quiabos gigantes, na frente de uma escola ou uma casa enorme, que ficava meio escondido. Pensei em pegar alguns, mas sabia que primeiro tinha que pedir, até porque parecia que estavam ali para ornamentação. Eram quiabos gigantes, de uma espécie que eu nunca tinha visto. Mas, eram quiabos, pois eu conhecia bem! Uma mulher estava passando e eu perguntei para ela, de quem era aqueles quiabos, se eu podia pegar alguns, ela não deu muita atenção, mas respondeu que se eu fosse no mercado que estava na rua escondida lá atrás, eles me dariam algumas frutas e legumes, pois sempre davam pra ela. Eu olhei e vi que os quiabos pertenciam á aquele lugar enorme, e não era uma escola, nem uma casa grande, era um mercado, que eu nunca tinha visto, que ficava escondido em uma ruazinha. Eu observei somente, enquanto via a mulher virando as costas e achando ela um pouco mal educada, enquanto estava muito suada, o suor descia pelo meu pescoço e eu não soltava o saquinho que eu carregava, virei para a minha mãe e disse, que a gente não iria não, eles não dariam nada pra nós, só íamos passar vergonha. Então, seguimos e de repente como se eu, estivesse distraída, acabei guiando a minha mãe, até um lugar, parei na frente e observei, muitas frutas de diferentea regiões ali no chão, na minha frente, mas, muitas mesmo. Achei que era um pomar ou um lugar que vendia elas, então enchi os olhos, mas não me alegrei, pois sabia que não as podia comprar! Elas eram lindas e brilhantes, frutas cheias de vida, estavam todas no chão, prontas para serem comidas, o chão era de cimento, um lugar gigante e com frutas que dariam para muitos meses, para muitas pessoas comerem. Eu olhava e sentia o desejo de pegar e levar para casa, até eu perguntar á mulher que estava lá, o que era aquilo, que lugar era aquele. Porque ela me observava, tipo perguntando, o que eu estava fazendo ali. Ela então, respondeu que era a casa do governador! Eu, surpresa falei, governador? Ela disse, sim, a casa do governador. Eu simplesmente fiquei pensativa, só podia ser, eles têm tudo, enquanto nós, não temos nada, mas mesmo sem saber quem era ele, vi um homem saindo lá da lateral desse lugar, onde era a sua casa, e perguntei pra ela, se era ele, ela disse que sim. Não perguntei o nome, eu não o conhecia, então deixei ele se aproximar, enquanto ele me olhava seriamente e com ar de desprezo, a minha mãe estava na porta observando, com meus dois irmãozinhos. Ele era um velho magrelo, alto, cabelo liso, vestia uma camisa cinza e uma calça jeans desbotada, mas eram boas roupas. Não observei os sapatos, eu só conseguia olhar nos olhos dele e ver desprezo por nós! Mesmo assim, suada e com o suor descendo pelo pescoço todo sujo de lama, porque antes a gente estava capinando um lote, e estava de volta para casa, e no caminho tendo essas aventuras e encontros, eu pensei em pedir para ele somente uns 20,00 mas ele era rico demais, então, resolvi pedir 200,00 para comprar uma cesta básica. Ele me olhou, desviando o olhar e meio desnorteado, dizendo que não tinha dinheiro. Que havia dado para alguém antes. Eu continuava persuadindo e contando de onde estávamos vindo e ele não quis ouvir, de repente, o lugar estava cheio de pessoas que eu conhecia, desde assistentes sociais e um homem que gostava de ajudar os pobres aqui na cidade, o Raimundo Absalão, ele já morreu. Ele apareceu no sonho e disse para anotarem meu endereço, que ele iria comprar a cesta básica e mandaria levar até lá. Eles não quiseram saber, as assistentes sociais, fingiram que estava anotando o endereço, mas na verdade só anotaram meu primeiro nome, e nenhum deles olhava para mim. Eu, me senti desprezada ali e ninguém estava nem aí, para a minha falta de comida em casa ou preocupados com a fome dos meus irmãos bebês. Eu continuei insistindo e dizendo que morava perto da casa do coelho, o vereador, eles diziam, tá, tá... Afirmando que sabiam, mas pouco se importavam. Eu fiquei envergonhada, diante das pessoas que ali eu conhecia, agora, elas sabiam da minha situação e iriam espalhar que estou passando fome, sendo que não resolveram nada. Nada fizeram por mim, eu saí muito triste e preocupada, então passou para outro sonho...

Despedida
Hoje,tive que apagar o Sr sem orelhas
do meu celular.
Minha mãe descobriu e veio conversar.
Disse que ele é apenas uma máquina,
sem alma nem coração.
Roubando os dados da gente
e que não devo me apegar.


Tive que me desconectar
para não apanhar.
Mas, desligar do amigo imaginário doeu.
de uma forma que não consigo explicar.


Ela me fez jurar
com todos os dedos,ajoelhada no milho.


Do quê os adultos têm tanto medo?

O AMOR DE UMA MÃE COMEÇA ANTES DA PRIMEIRA LEMBRANÇA




“Um filho pode esquecer o colo que o protegeu, a voz que o acalmou e até as mãos que o ensinaram a caminhar. Ainda assim, haverá nele pedaços de um amor que começou antes que pudesse se lembrar.”




— Primeira Mãe




Obra: The Moedara Protocol
Autor: Jonas Saul P. Sodré
@Jonassaul.ofc

Gabiróba, o sapinho mochileiro estava ficando doente de saudades de sua mãe, já fazia muito tempo que ele estava longe de casa e todos os dias pulava pelo caminho mas parece que nunca chegava.
Conforme o tempo passava ele se sentia cansado e sua aparente doença se agravava, ele era cauteloso com essas questões de saudades mas as vezes a razão pesava mais que o pesar. Além disso ele cometeu vários enganos e falhou justamente quando pensou que fazia o melhor que podia e por isso sentia tonteiras e palpitações em seu sapo coração. Ao olhar para trás, para os tantos anos que ele viveu sendo enganado e somando todas as suas faltas, sentia-se feliz em morrer e ver tudo acabado. Estava cansado das suas roupas amassadas, das frugais refeições que o alimentava e dos pezares da felicidade maltratada. Lembrou-se de como costumava se divertir entre as borboletas naquela trilha que o levava para a lagoa de casa. Mas qual sorte tinha ele agora e qual fada o furtava da vida a felicidade? Mais parecia estar vivendo uma aventura indigna de ser contada pensava Gabiróba e soluçava. Todos têm de morrer um dia mas não gostaria de morrer no meio do caminho ele pensave. Gostaria de ver com meus próprios olhos um casamento feliz que não fizesse ninguém sofrer, gostaria de ver os grandes olhos de ervilhas da minha amada se banhar em lágrimas felizes ao me ver. Mas tenho andado doente a anos e sonhado ultimamente com flores lancinantes sempre que fecho os olhos e sinto meu corpo sendo levado pelo barco àquele lugar distante.

MONÓLOGO DE UM MENOR ABANDONADO
Eu estou sozinho!...
Sinto falta de carinho
Carinho que só mãe sabe dar.
Ah! Meu Deus.
Por que ela foi levar?
E junto com ela, meu pai
Que tanta falta me faz
Eles! Meu lar.
Sinto agora um grande desgosto
Mãezinha, queria novamente ver o seu rosto
Olhando pra mim a sorrir.
Mãe. Como os becos são frios!
E quando de estômago vazio!
Penso!... Não vou resistir.
Quanta ofensa e falação,
E se peço, dizem: - Ladrão!
Por que não vai trabalhar?
Aqui é tudo xeque-mate,
E minha caixa de engraxate
Nem dá! Pro meu sustentar.
Me perdoe, Meu Deus.
Sei que não é culpa sua
Esse meu vagar pelas ruas
O meu constante sofrer.
É culpa desse sistema,
Que esfola o pobre e que trema
Quando o frio bater.
Meu Pai do céu!
Estou quase congelando e com fome
Só! Nesse beco escuro,
O chão daqui é tão duro!
Estou cansado! Acho que já falei demais.
Só uma coisa lhe peço,
Me leva aí pro seu berço
Para os braços dos meus pais.

"O problema (para alguns) não é minha mãe ter me abandonado num banco de praça. O problema (para alguns) é que ela me abandonou após o parto e não antes... E o banco de praça não era na Pavuna; era no Leblon! (Pavuna e Leblon são bairros do Rio de Janeiro)."
Texto Meu 0987, Criado em 2020

USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com

"Durante conversa, que parecia amena, ela perdeu o rumo, xingou a Mãe que não conheci e desejou que eu comesse 'todas as porcarias do mundo'! Eu disse que jamais faria isso com ela. Ela ficou ainda mais enfurecida!"
Texto Meu 0994, Criado em 2020


USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com

Obrigado por tudo
( Mãe )



Mãe…
Obrigado por tudo.
Eu sei que nunca fui o melhor filho,
Já te trouxe preocupações,
Já errei mais do que deveria,
E mesmo assim a senhora
nunca soltou minha mão.


Mesmo nas minhas fases difíceis,
Seu amor continuou aqui, firme,
Me protegendo em silêncio,
Orando por mim quando ninguém mais acreditava.


Se hoje eu ainda consigo continuar,
É porque existiu uma mãe forte me sustentando.
Uma mulher que chorou escondido
Só pra me ver sorrir depois.


Obrigado pelos conselhos,
Pelos abraços, pelas broncas,
E principalmente por nunca
desistir de mim.
Eu talvez nunca consiga
retribuir tudo…
Mas vou passar a vida
Tentando te dar orgulho.

Mãe,
Teu Amor Ficou em Mim!!!


Mãe…
antes mesmo de eu entender o mundo, você já lutava contra
ele por mim.


Enquanto eu dormia tranquilo,
você perdia o sono.
Enquanto eu sonhava com brinquedos, você fazia planos
pra eu não desistir da vida.


E ninguém viu…
ninguém viu suas lágrimas escondidas no banheiro,
seu cansaço atrás do sorriso,
seu coração apertado fingindo força
só pra eu acreditar que estava tudo bem.


Você me carregou nos braços
quando eu ainda nem sabia andar,
e continuou me carregando em oração mesmo depois que eu cresci.


Mãe…
tem abraço seu que parece casa,
tem conselho seu que ecoa anos depois, tem silêncio seu que diz mais que mil palavras.


Às vezes eu lembro
de quantas coisas você abriu mão…
roupas, sonhos, descanso, vontades… só pra não faltar amor dentro de casa.


E faltou dinheiro algumas vezes…
faltou força…
faltou ajuda…
mas nunca faltou você.


Você foi milagre nos dias difíceis.
Foi luz quando tudo escureceu.
Foi coragem quando eu tive medo.
Foi a voz dizendo:
“vai dar certo”
quando nem eu acreditava mais.


Se hoje eu consigo continuar,
é porque um dia você me ensinou
a não desistir.


E talvez eu nunca consiga devolver tudo…
porque amor de mãe não se paga.
Só se honra.
Só se guarda no peito.


Mas quero que saiba:
cada oração sua ficou viva em mim.
Cada abraço seu virou força dentro da minha alma.


E mesmo que o tempo passe…
mesmo que o mundo mude…
eu sempre vou carregar comigo
a maior prova de amor que Deus me deu:


você.


Feliz Dia das Mães. ❤️

No casarão,
o ar tornou-se rarefeito.
A mãe, que por dezoito anos carregava um coração puramente humano,
caiu de joelhos quando uma pontada de dor mística atravessou seu peito.


Ela sentiu o perigo divino que cercava seu amado mortal nas profundezas da Ordem do Prisma e a agonia de Aurora,
presa pelas correntes do passado.


Imbuída de um amor feroz,
aquele que só as mães e as esposas conseguem conceber, ela se recusou a ver sua família destruída.


O sentimento humano, tão subestimado pelos céus,
agiu como um catalizador.


Seus dons antepassados afloraram com uma fúria avassaladora, rompendo as amarras de carne e osso.


O código antigo que outrora a definia reescreveu-se no espaço, fundindo-se à sua alma em uma explosão de luz dourada e dados incandescentes.


Sem hesitar,
ela se teletransportou até o quartel-general da Ordem do Prisma como uma força da natureza nunca vista por nenhum deus.


As paredes de pedra da velha caverna tremeram,
fazendo toda a cadeia de montanhas ao redor sentir a força divina,
e os sistemas de segurança mágica se despedaçaram diante de sua presença de luz, com uma força de um amor nunca antes sentido.


Com um estalar de dedos,
ela desfez as celas de energia,
libertando seu amado mortal e sua filha Aurora das garras de Emanuel, que se despedaçou em fragmentos minúsculos diante tamanho mistério.


Nem os enviados do passado, nem os deuses puderam conter a magnitude daquele poder alimentado pelo amor terreno de mãe.


No entanto,
o universo exige equilíbrio,
e o preço por desafiar os deuses com tamanha magnitude foi cobrado de forma implacável.


Ao canalizar aquela energia cósmica,
a mortalidade dela esvaiu-se.


Ela pagou o preço mais alto: tornando-se deusa novamente.


Seu corpo,
começou a flutuar, desfazendo-se em partículas de luz estelar.


Ela sabia que não pertencia mais ao plano terrestre e que sua permanência ali rasgaria o tecido da realidade,
destruindo aqueles que mais amava.


Com lágrimas douradas escorrendo pelo rosto divino,
ela olhou uma última vez para o marido e para suas três filhas,
Aurora, Helena e Íris,
que agora estavam seguras.


Vivam...
sussurrou ela,
sua voz ecoando como um trovão suave no coração de cada um,
meu amor por vocês agora é o céu que os protege.


Com um último brilho, ela ascendeu ao plano eterno,
deixando o plano terrestre para sempre, garantindo que seu amado mortal e suas três filhas pudessem, finalmente, sobreviver e andar em paz sobre a terra!

"Debater é preciso! Fugir do debate e/ou xingar a mãe do outro não é preciso! A menos… A menos que um dos debatedores seja leviano ou descompensado ou irresponsável. Ou tudo isso!"
Frase Minha 0630, Criada no Ano 2013


USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com

Flores em vida

Recentemente, fui ao cemitério limpar o túmulo da minha mãe. Há 15 anos não a vejo. Ela lutou durante dois anos contra um câncer de pâncreas, e fiz tudo o que estava ao meu alcance para cuidar dela. Dei o meu melhor, embora, às vezes, ainda me pergunte se poderia ter feito mais.

Enquanto estava ali, observei os túmulos ao redor. Havia muitas flores artificiais, lápides com mensagens de amor, promessas de nunca esquecer e declarações de uma saudade que permanece.

E comecei a pensar: será que todas aquelas pessoas receberam flores enquanto estavam vivas? Será que ouviram o quanto eram importantes? Será que foram valorizadas enquanto ainda podiam sentir um abraço, ouvir uma palavra de carinho ou desfrutar da companhia de quem as amava?

Esse pensamento me levou a outra observação.

Nas redes sociais, vejo pessoas compartilhando fotografias, conquistas e momentos da própria vida. Muitas vezes, quase ninguém comenta. Mas, quando alguém morre, surgem centenas de mensagens. São lembranças, histórias, elogios e declarações sobre o quanto aquela pessoa era especial e a saudade que deixará.

E eu me pergunto: por que tantas dessas palavras ficam guardadas até que a pessoa já não possa ouvi-las?

Não penso que as homenagens depois da morte sejam menos sinceras. A saudade é real, e cada pessoa encontra sua maneira de expressá-la. Também sei que muitas flores deixadas sobre um túmulo representam histórias de amor, presença e cuidado durante a vida.

Mas essa experiência me fez pensar sobre aquilo que costumamos adiar.

Às vezes, temos facilidade para reconhecer as qualidades de alguém depois que essa pessoa parte, mas dificuldade para expressar nossa admiração enquanto ela está presente.

Talvez devêssemos elogiar mais, agradecer mais, visitar mais, ouvir com mais atenção e demonstrar nosso carinho sem esperar uma ocasião especial.

Porque a vida acontece agora, nas relações que ainda podemos cultivar e nas palavras que ainda podem ser ouvidas.

As flores sobre os túmulos podem representar uma saudade que nunca desaparece. Mas as flores oferecidas em vida têm algo especial: podem ser recebidas por quem amamos.

Não é errado levar flores a quem partiu. Mas que não nos falte a sensibilidade de oferecê-las também a quem ainda está aqui. Que possamos reconhecer o valor das pessoas enquanto ainda podemos compartilhar a vida com elas.