Textos em homenagem às mães para expressar carinho, amor e gratidão

“Como eu não poderia amar minha mãe com todas as minhas forças?
Se o próprio Deus declarou que o amor de uma mãe é o amor humano que mais se compara ao Seu.
E, cá entre nós, Deus me deu o privilégio de ter uma mãe extraordinária. Foi ela quem escolheu um pai incrível e Deus me presenteou com irmãos maravilhosos.
Sou imensamente grato a Deus por essa família.”

Mãe

Ela não comprava pra si,
comprava para as filhas.
Não comia primeiro,
servia primeiro as filhas.

Deixava o seu sonho de lado,
para viver o sonho delas.
Escola particular sem poder,
trabalhando dia após dia.
com ajuda da vovó
mas com o amor todo dela.

Ela fez faculdade paga,
mesmo sem poder pagar,
porque mãe dedicada
acha que amor é dar.

E um dia escuta
que nunca incentivou...
Dói. Dói fundo na alma.
Parece que tudo que fez,
se apagou.

Mas não se apagou, mãe.
Nenhum prato que você deixou de comer,
nenhuma roupa que deixou de comprar,
nenhuma noite sem dormir,
se apaga com uma frase.

Você foi e é dedicada.
Você fez o seu melhor.
E o seu melhor foi muito.
Foi tudo.

Fica em paz, mãe.
Quem planta com amor,
um dia a colheita vem.
Mesmo que hoje a ingratidão doa,
o seu valor ninguém tira de você.
Você foi gigante. E ainda é.

Mãe
Missão de cuidar
Sem medida, amar
Ela sempre em construção


Mãe
Ensaia a paciência
Descobre resiliência
E aos filhos dá proteção


Mãe
Uma vida a evoluir
Há dissabores a sentir
Mas segue com doação


Mãe
Zelosa se faz presente
Dedica-se intensamente
E resiste à exaustão


Mãe
Sinônimo de afeto e carinho
Com bravura constrói seu caminho
Sua marca é doçura e emoção


10/05/26

Mãe é o verbo que se faz proteção,
A voz que acalma o pranto e a dor,
É ter o universo num só coração
E dar o sentido real ao amor.
​Pois em cada Maria, em cada mulher,
Habita a coragem de ser o que for,
Seja no riso ou no que o destino trouxer,
És a eterna guardiã do maior esplendor

A RAINHA DOS ANJOS.

“Maria Santíssima é acolhida por Jesus”

“Sim, minha mãe, sou eu!... Venho buscar-te, pois meu Pai quer que sejas no meu reino a Rainha dos Anjos...”

A alvorada desdobrava o seu formoso leque de luz quando aquela alma eleita se elevou da Terra, onde tantas vezes chorava de júbilo, de saudade e de esperança.

Não mais via seu filho bem amado, que certamente a esperaria, com as boas vindas, no seu reino de amor; mas extensas multidões de entidades angélicas a cercavam, cantando hinos de glorificação.

Experimentando a sensação de se estar afastando do mundo, desejou rever a Galileia com os seus sítios preferidos.

Bastou a manifestação de sua vontade para que a conduzissem à região do lago de Genesaré, de maravilhosa beleza.

Reviu todos os quadros do apostolado de seu filho e, só agora, observando do alto a paisagem, notava que o Tiberíades, em seus contornos suaves, apresentava a forma quase perfeita de um alaúde.

Lembrou-se, então, de que naquele instrumento da Natureza Jesus cantara o mais belo poema de vida e amor, em homenagem a Deus e à humanidade.

Aquelas águas mansas, filhas do Jordão marulhoso e calmo, haviam sido as cordas sonoras do cântico evangélico.

Dulcíssimas alegrias lhe invadiam o coração e já a caravana espiritual se dispunha a partir, quando Maria se lembrou dos discípulos perseguidos pela crueldade do mundo e desejou abraçar os que ficariam no vale das sombras, à espera das claridades definitivas do Reino de Deus.

Emitindo esse pensamento, imprimiu novo impulso às multidões espirituais que a seguiam de perto.

Em poucos instantes, seu olhar divisava uma cidade soberba e maravilhosa, espalhada sobre colinas enfeitadas de carros e monumentos que lhe provocavam assombro.

Os mármores mais ricos esplendiam nas magnificentes vias públicas, onde as liteiras patrícias passavam sem cessar, exibindo pedrarias e peles, sustentadas por misérrimos escravos.

Mais alguns momentos e seu olhar descobria outra multidão guardada a ferros em escuros calabouços.

Penetrou os sombrios cárceres do Esquilino, onde centenas de rostos amargurados retratavam padecimentos atrozes.

Os condenados experimentaram no coração um consolo desconhecido.

Maria se aproximou de um a um, participou de suas angústias e orou com as suas preces, cheias de sofrimento e confiança.

Sentiu-se mãe daquela assembleia de torturados pela injustiça do mundo.

Espalhou a claridade misericordiosa de seu espírito entre aquelas fisionomias pálidas e tristes.

Eram anciães que confiavam no Cristo, mulheres que por ele haviam desprezado o conforto do lar, jovens que depunham no Evangelho do Reino toda a sua esperança.

Maria aliviou-lhes o coração e, antes de partir, sinceramente desejou deixar-lhes nos espíritos abatidos uma lembrança perene.

Que possuía para lhes dar? Deveria suplicar a Deus para eles a liberdade?

Mas Jesus ensinara que com ele todo jugo é suave e todo fardo seria leve, parecendo-lhe melhor a escravidão com Deus do que a falsa liberdade nos desvãos do mundo.

Recordou que seu filho deixara a força da oração como um poder incontrastável entre os discípulos amados.

Então, rogou ao Céu que lhe desse a possibilidade de deixar entre os cristãos oprimidos a força da alegria.

Foi quando, aproximando-se de uma jovem encarcerada, de rosto descarnado e macilento, lhe disse ao ouvido:

“Canta, minha filha! Tenhamos bom ânimo!... Convertamos as nossas dores da Terra em alegrias para o Céu!...”

A triste prisioneira nunca saberia compreender o porquê da emotividade que lhe fez vibrar subitamente o coração.

De olhos extáticos, contemplando o firmamento luminoso através das grades poderosas, ignorando a razão de sua alegria, cantou um hino de profundo e enternecido amor a Jesus, em que traduzia sua gratidão pelas dores que lhe eram enviadas, transformando todas as suas amarguras em consoladoras rimas de júbilo e esperança.

Daí a instantes, seu canto melodioso era acompanhado pelas centenas de vozes dos que choravam no cárcere, aguardando o glorioso testemunho.

Logo, a caravana majestosa conduziu ao Reino do Mestre a bendita entre as mulheres e, desde esse dia, nos tormentos mais duros, os discípulos de Jesus têm cantado na Terra, exprimindo o seu bom ânimo e a sua alegria, guardando a suave herança de nossa Mãe Santíssima.

Por essa razão, irmãos meus, quando ouvirdes o cântico nos templos das diversas famílias religiosas do Cristianismo, não vos esqueçais de fazer no coração um brando silêncio, para que a Rosa Mística de Nazaré espalhe aí o seu perfume!

FONTE

Irmão X (pseudônimo espiritual), psicografia de Francisco Cândido Xavier, Boa Nova, capítulo 30, “Maria”. O texto acima corresponde a uma reprodução parcial desse capítulo, conforme indicado na própria publicação compartilhada.

Referência bibliográfica:

XAVIER, Francisco Cândido. Boa Nova. Pelo Espírito Irmão X. Rio de Janeiro: FEB, capítulo 30, “Maria”.

Minha mãe


Demétrio Sena - Magé


Minha mãe era sábia; sabia das coisas;
sabiá de tão sábia, "cantava umas pedras"
que ninguém entendia; sobre a vida, o mundo,
sobre dor e tristeza; quimera; verdade...
Majestade sem reino, sabia não ter
como quem sempre teve o que nunca nem viu,
o que nunca cheirou, muito menos comeu
ou chegou a sentir com seu tato escarpado...
Entretanto sabia, de sábia que fora,
como ri, como chora quem sofre ou desfruta,
dependendo das lutas e seus resultados....
Afinal, nem sabia do quanto era sábia
ou calava, no fundo, que sabia tudo;
seu escudo foi ser e fingir que não era...
... ... ...


Respeite autorias. É lei

Mãe

Por que haveria eu de estar alegre neste momento? Não há motivo para tal! Sim não há motivo para eu estar alegre! Pois no mundo em que vivo, agora mesmo, muitos estão chorando; muitos estão sendo vítimas da guerra; muitos sofrem de doenças.

Outros estão a ser executados; E até vai ser transmitido pela televisão a execução; outros estão a passar fome. Em contrapartida outros estão se alegrando, em festas, casamentos. Ninguém se lembra dos que choram. Quando afinal não há motivo, para alegria. O executor que depois de matar o seu próximo, vai dormir em paz na sua cama; vai beijar os seus filhos e a sua esposa! Afinal que razão tem para fazer isto? Não! Nunca há razão para cantar na televisão ou noutro sítio!

Afinal o que é o mundo, senão um mundo de hipocrisia, de falsidade? Por que não haveria eu de chorar? Por tudo isto e por muito mais? Deixai-me com o meu chorar , já que vós vos quereis alegrar, ao verdes tantos a matar! Ao menos que chore eu, por aqueles que um dia disseram "mãe..."! Como também eu!

Oração da Mãe para o filho distante.

Senhor, quando meu filho não estiver sob meus olhos, que ele esteja em Suas mãos.

Quando não for possível que ele me escute, que o Senhor seja, em sua mente, a voz que o aconselha.

Quando eu não estiver presente para apontar-lhe o caminho, que o Senhor guie suas pernas.

Quando não for possível dar-lhe um colo de mãe, que o Senhor acalme o coração do meu filho.

Quando eu não puder dizer “leve o casaco”, que o Senhor seja o manto que aquece a sua alma.

Quando eu não puder fazer o curativo, que o Senhor cure suas feridas.

Quando não for ao meu alcance enxugar suas lágrimas, que o Senhor evite que elas caiam.

Quando ele se sentir sozinho, que o Senhor seja a sua companhia trazendo luz a sua solidão.

E, quando ele estiver feliz, que o Senhor sopre uma suave brisa sobre seu rosto para que meu filho se lembre do meu carinho e que, onde ele estiver, eu sempre o amarei.

Amém.

Psicopatia / Pessoas Antissociais




Minha mãe sempre me disse: Louco não ataca Louco, finja e responda-o a altura.




É fácil reconhecer um psicopata: Ele zombará, falará da fé das pessoas com tom maldoso, de incredulidade e vulnerabilidade como pouca inteligência.
E achará vantagem nos tratos, relacionamentos com pessoas de pouca idade pelo prazer da sua pouca experiência, reconhecimento de malícia, isso é diversão para ele.

Isso me basta...


— Mãe, estou assustado com o seu nível social…
Ela sorriu com calma, como quem já entendeu o mundo há muito tempo.


— Não se assuste, respondeu. Eu não subi degraus nem disputei lugares. Não carrego títulos, nem rótulos. O que eu tenho é nível humano.


Fez silêncio por um instante e completou:
— E nisso, meu filho, todos somos iguais. Quem se acha acima, já se perdeu de si.

A Mãe e o Olhar

Edineurai SaMarSi

Quando eu era criança, a vizinha perdeu o único filho — quase homem… ainda menino.

Eu a observava.
Sempre fui boa nisso.

Depois disso, ela nunca mais foi a mesma.

A casa seguia arrumada,
as portas abertas,
o café no horário.
Mas os olhos…
ah, os olhos…
Eram fundos.
Vazios.

Fazia tudo como antes.
A vida seguia.

Mas, em seus olhos, algo havia mudado.
Não tinham mais alma, não tinham mais vida…
As tentativas de sorriso eram falsas, assim como a vontade de continuar.

Eu me lembrava de antes — da sua alegria, da família feliz — e, com a minha inocência de menina, pensava:
“Logo isso passa.”

Não passou.

O tempo andou.

Cresci.
Tornei-me adulta.
Ela se mudou, mas, quando a via, mesmo de longe, aquele olhar continuava o mesmo — parado naquele dia.

Como se a alma tivesse saído devagarinho
e ido atrás dele.

Eu não entendia…

Até ser mãe.

E perceber que há dores
que não enterram só um corpo —
enterram o mundo inteiro
dentro do peito de quem fica.

E alguns dias…
simplesmente não passam.

E Mãe Brinca?


Passei uma semana em um resort e, no penúltimo dia, vivi uma conversa muito especial.


Havia um tipo curioso de pessoas que permanecia à beira da piscina, quase imóvel.


Não podiam molhar o cabelo, mantinham sempre um penteado impecável, óculos de sol e chapéu.


Reclamavam da água quando estava quente e também quando estava fria.


Reclamavam do sol e, curiosamente, da sua ausência.


Pareciam seguir um mesmo padrão social e filosófico,como se existisse uma maneira correta de aproveitar a vida.


Eu percebia muitos olhares sobre mim, mas um deles chamou minha atenção.


Aproximei-me e disse:


— Oi!


Nenhuma resposta.


Ela me observava.
Às vezes com admiração, às vezes como quem observa algo completamente fora do comum.


Perguntei seu nome, mas não obtive resposta.


Ela me seguia com os olhos, aproximava-se e se afastava, até que finalmente criou coragem e perguntou:


— Você trabalha com o quê?


— Sou professora.


Ela pareceu surpresa.


— E professora brinca?


— Brinca.


— E professora nada?


— Nada.


— Quem é esse menino?


— É meu filho.


Então vieram as perguntas que mais me marcaram:


— E mãe brinca?


— Sim.


— Mãe nada?


— Sim.


— E mãe mergulha?


— Eu mergulho.


— E mãe usa o espaguete para nadar?


— Eu uso.


Sorri e perguntei:


— A sua mãe não faz essas coisas?


Ela respondeu com toda a sinceridade:


— Não. Nem meu pai.
Eles só sentam, conversam, me olham e depois subimos.


Fiquei em silêncio por alguns segundos.


— Entendi. Mas você pode brincar com a gente.
Quantos anos você tem?


— Tenho quatro anos.


Naquele instante, percebi que, para algumas crianças, o mais extraordinário não é um brinquedo novo, uma piscina enorme ou uma viagem inesquecível.


Às vezes, o que mais desperta encantamento é descobrir que os adultos ainda sabem brincar.


Que mães mergulham.


Que professoras nadam.


Que pais podem rir sem motivo.


E que crescer não deveria significar abandonar a alegria de viver.

Um Pedaço de Amor

A melhor parte é quando um aluno do primeiro ano chega com a mãe, trazendo UM pedaço de bolo de aniversário, me entrega na frente de todos, e eu fico completamente sem graça — afinal, eu nem era a professora dele.

E, para completar, a mãe ainda solta aquela pergunta que não se faz para crianças dessa idade:

— Pensei que fosse para a sua professora. Você não gosta dela?

Antes que a pessoinha pudesse responder, eu me apressei:

— Eu vou dividir com ela! 😂

Enfim... o que quero dizer é que, quando um gesto assim vem de uma criança, ele carrega uma verdade que não precisa de explicação.

É um gesto espontâneo, puro e desinteressado.

É carinho sem cálculo, sem obrigação e sem esperar nada em troca.

É amor em sua forma mais simples e verdadeira. ❤️

Edineurai SaMarSi 🌷💙

MÃE, EU TE AMO DEMAIS!
Na explosão da vida,
transferindo energias
no cordão precioso,
ligando mãe e filho, no
pulsar eterno de corações.
Nesse vínculo celestial,
onde o líquido mantém a vida, transferindo energias,
numa bolha maravilhosa,
formando um novo ser,
para deslumbar um novo mundo. Milagre que gera cada momento ,desenhando cada pedacinho , que faz parte do encontro de corpo e alma pra sempre, pelo ventre sagrado de mãe .
Quantas lágrimas derramadas, enquanto dura a espera, no decorrer do tempo, gerado com amor, mesmo entrelaçado a dor , movimentos tão esperados , nesta eterna viagem onde o milagre surge a cada detalhe.
Essa explosão da vida,
acontece na ligação dos corpos, no amor mais sublime!
Refletindo o canto mais suave, das palavras mais doces, carícias dos lábios, que durante toda vida há de pronunciar :
--- Mãe! Eu te amo demais!
JOÃO BATISTA BARBOSA

Eu queria ser uma boa mãe




​É, eu queria ter sido uma mãe, uma boa mãe, uma mãe normal, uma mãe que cuida, uma mãe que não surta, uma mãe que não briga, uma mãe que não trata mal e que não desfaz os sonhos dos filhos!
​Eu queria ter sido uma mãe normal, uma mãe padrão, uma mãe que não estivesse, enquanto estava sendo mãe, que não estivesse também sendo mulher, que não estivesse também experimentando coisas por aí, sabores, amores e deixando de lado o meu chamado de ser mãe, como eu fiz!
​Eu queria ter sido uma mãe normal, uma mãe capaz de não abandonar nas horas incertas e nem tampouco nas horas certas. Eu sempre quis ser uma mãe perfeita. Eu sempre quis. Eu sempre também invejei as mães perfeitas. Eu admito, invejei muito. Invejei de verdade. Eu sempre tive inveja dessas mães que são a pura arte da perfeição materna, coisa que eu nunca consegui ser.
​Eu invejo as mães que amam. As mães que amam seus filhos mais do que eu amei. Porque eu também sei amar. Eu só não sei ser mãe. Eu não sei ser a mãe, aquela que ama seus filhos, a mãe que ama seus filhos e filhas acima de tudo e que não os ensina a desistir, que não brincam com seus sentimentos, que não os humilham.
​Eu queria ter sido uma mãe melhor, uma mãe que fosse capaz de ser colo, colo e abrigo. E eu nunca fui!
​Eu não vou mentir que eu ainda tenho esperanças e que eu ainda quero. Ah, como quero, quero muito, Deus sabe o quanto. Como se fosse um sonho meu a se realizar antes da morte. Essa morte que vai me levar para outra vida, para outro plano, para outra dimensão. Sei lá para onde ela vai me levar, mas enquanto vivo, eu queria ser uma boa mãe, e acertar.
É, talvez eu não consiga ser uma boa mãe, porque faz tempo, não é só de agora, que não depende mais só de mim.
Tem mais coisas!
Tem passado! E tem um presente que eu ainda não consigo mudar!
​Nildinha Freitas

2709 📜 Sempre lembro do que disse Ringo Star que, segundo a mãe dele, 'a Segunda Guerra Mundial começou porque ele havia nascido'!
-
Lembro que, no Meu Caso foi totalmente diferente. Meus Pais disseram que eu havia nascido 'porque o Mundo estava ansioso, esperando alguém com a Minha Alegria e Fé'! Não fiquei famoso, a exemplo do Ringo, mas sou Feliz desde sempre!

1566
"Eu sempre ouvia que 'Mãe não tem rima'. Isso desde meu tempo de menino na escola. Por anos e anos foi assim, até que... Até que alguém falou e mostrou que um único sujeito (gênio, por sinal) conseguiu rima para a palavra Mãe. Só ele chegou a isso e é impressionante. O sujeito que conseguiu é mesmo gênio!"

Na casinha simples de família humilde, a mãe colocava na mesa a comida feita com amor e carinho: cuscuz, arroz, feijão de corda cozido com carne de sol, fruto do nosso trabalho. E o suco de caju não poderia faltar. Era um banquete!


Mas a alegria estava estampada no sorriso. A mãe e o pai faziam o sinal da cruz, agradecidos:


"Obrigado ao nosso Senhor."


Era pura simplicidade, onde a fé fortalecia a esperança e esta enchia o peito de coragem. A pobreza não existia. E toda a nossa riqueza estava ali, em volta de uma só mesa: a família...


Bem maior!


Por Marcio Melo

⁠Beatíssima Maria virgem
Amika Nostra
Mãe do espírito e de todo o princípio.
Origem do pequeno espelho do infinito
E parada central de estirpe deste mundo tão esquisito para o qual pariste o teu filho. Regadora da urtiga e do Nardo
Lírio da terra bivalente
Jardineira do quintal dos bardos,
Da poesia.
Está tudo morrendo
Conselheira dos agoniados,
Quem sou eu para vir novamente pedir perdão por todos os bardos?
Por essa raça sobranceira e enviesada
Que anda de luto pelos próprios excessos e à beira do teu cântaro gargareja, um duro lamento espúrio.
Que boceja um tédio estéreo a maneira de quem detesta o Absoluto.
E de tanto falar por Ele, acredita só no que usurpa.
Os que rabiscamos no espelho,
Nos mundos da estrutura, do nada, do vazio em pêlo.
Quem sou eu para pedir teu zelo por tantas pobres criaturas?
A mortalidade moral mata mais que faca e fuzil no território nacional.
De ponta a ponta ao meu país, cada dia mais infantil,
Mata a si mesmo com ardis,
Com imposturas num marasmo igual as diabruras e penduricalhos da pior africanização.
Como uma colcha de retalhos que não tapa mais nada
O chão de derrapantes assoalhos deste país sem direção é sacudido pela mão do entretenimento e do embuste.
Quando a noite, mais uma vez,
Com uma dissonância na acústica
Cai das alturas como um susto, um pesadelo a mais Talvez uma oportunidade,
E o que custa parar um minuto, dois, três e refletir e orar?
Ouvir, ver simplesmente o que fazemos da raça inteira De nós mesmos ?
Mas não, a cada anoitecer sacudimos pelos extremos a toalha em farrapos
Que demos pelas migalhas do Poder, ao banquete dos fratricidas,
Dos cambalachos,
Dos abortos.
O desfile nas avenidas, de machos eunucos e outros fantasiados pela vida
De cabeça para baixo na ida sem volta ao festival dos porcos
E enquanto isso morrem, Morrem filhos e mães, e irmãos no escuro
Órfãos de sonhos
E depois morrem o passado e o seu futuro
Morre tudo e ninguém socorre
A árvorezinha atrás do muro, ninguém colhe o fruto maduro
A mão do país que se afoga. Que Pantanal é esse nosso ?Em que é impossível dar um passo sem afundar?
Sem que a piroga vá desaparecendo no poço ?Num baldezinho cheio de ossos ?
Num vazio pendurado, à corda,
Num balanço de enforcamento.
Que multidão?
Que gente é essa ?
Seminua, com as mãos na cabeça
Ou no bolso alheio
Uma gente que estraçalha os filhos sem pressa
Num ritual de alinhamento Até que ninguém mais os conheça
Todos são teus filhos
E penso neste escuro dia, seguinte ao mais perfeito nascimento,
Penso no teu rosto sucinto, Que é a perfeição do pensamento
Amparado só do infinito,
Que contemplando cada berço.
Transforma o meu país Senhora da súbitas transfigurações.
Ó aparecida nos porões,
Em que torturam o homem à aurora,
Ó peregrina entre as visões,
Ó negra ó branca
Mediadora das grandes reaproximações,
Escuta-nos Mãe de Jesus Ora pro nobis
Vem a nós
Como estavas ao pé da cruz Na hora sombria
Um instante atrás,
Em que se ouviu aquela voz “porque Me abandonaste?”
A luz nos abandona.
Estamos sós
Terrivelmente,
Mas a culpa que temos todos
Do horror que fizemos de nós.
Ó mística
Ó rosa rústica
Ó penhor da salvação
À hora a última
Advoga em que o Senhor Venha a nós
Fala-nos
Que acústica da velha Catedral em ruínas e outra Vez com teu nome tua voz. Que os Farrapos do homem, que se devora e não termina o horrendo banquete da fome
Se reúnam em ti, mãe menina de todos nós
Os que mal somos
Os leprosos mal agradecidos Que não retornaram ao teu Filho depois de curados Perdidos desviados e maltrapilhos.
Retorna a nós como do exílio,
Velhos bondes em busca dos trilhos
Voltamos tantos iludidos
Nós, os mutantes
Nós os idólatras
Nas lucobrações orgulhosas Do encolhido intelecto,
Esse alcoólatra,
Que sim,
Se embebedou de paródias.
Atua inteligência da morte é o único modelo da nossa.
O mais, é a miragem do apóstata.

Minha mãe me contou uma história dela, ela disse que teve um homem que ela daria tudo, tudo para poder reencontrar e ter mais uma oportunidade de viver novamente com ele pois, ele é o amor da vida dela.
Será que eu realmente estou enganada ou tentando me enganar de que não existe esse amor verdadeiro, ou possa existir, talvez há mais de um.
Se tudo coloquiei na minha cabeça e para tentar te deixar, e se isso tudo realmente acontecer conosco ou não.
A vida é feita de incertezas e não devemos ter medo de arriscar, e eu decidir que lutarei por ti enquanto existir amor em mim, e o sonho de lhe ver vestida de noiva subindo ao altar, trocando os votos esperam poder realizar!
K.B