Textos do Mundo
O mundo está tão indiferente.
Parece que ninguém significa nada um para o outro.
O que vemos é amor e amizade por interesse ou conveniência.
E, no momento em que você deixa de servir, é descartado… como se não houvesse nada dentro de você.
Hoje, o medo é tão grande que eu mesma afasto as pessoas.
Não permito que se aproximem, que se tornem íntimas — e faço isso sem perceber.
Quando me dou conta… continuo sozinha.”
De repente, parei e me lembrei dela.
Lembro de quando ela sorria, e o mundo ao redor ria e entrava em uma profunda euforia.
Era difícil não ficar.
Seu olhar contagiava, e sua voz suave
fazia o mundo parar e se acalmar.
Era tão belo o jeito que ela falava,
suas palavras eram pura poesia.
As pessoas mergulhavam nelas e se afogavam.
Eu a admirava tanto que me sentia bem,
fazendo com que esquecesse da impureza do mundo
por causa do homem.
Era tão pura, tão linda...
Ela nem sabia,
mas essa parte dela seria como uma corrida.
Pupilas sempre dilatadas,
sorrindo para quem não valia nada
e sempre sendo uma pessoa amada.
Ela não sabia por que as pessoas implicavam tanto com ela.
Por mais disso, com elas ainda era tão bela.
Para ela, o mundo era colorido e divertido.
Não queria que ninguém tivesse o coração partido
ou se sentisse chateado.
Com sua inocência e felicidade,
as pessoas a tiraram dela.
E, conforme a idade, foi tendo uma profunda infelicidade.
Ela não sorria tão genuinamente como antes,
não via o mundo de tal forma como antes
e já estava cheia de cicatrizes.
Até então, ouvi alguém chamar pelo meu nome.
Parei de olhar pro espelho
e segui o barulho.
Eu era agora alguém que nunca quis ser.
E talvez quisesse parar de crescer,
parar em um lugar, adoecer ou enlouquecer.
Mas sabia que não podia deixar
a pessoa que antes eu era
se chatear.
Por mais que estivesse acabada,
sorri e fiquei com ela em mente.
Segui em frente.
Ela não tinha ido. Estava ainda ao meu lado,
sorrindo o tempo todo. Estava orgulhosa,
como se eu nunca a tivesse decepcionado.
Ela era minha pequena eu.
E, diferente de mim,
nunca se enfureceu ou se perdeu.
Segurei sua mão,
ajeitei a postura
e segui com o seu coração.
Vivemos num mundo em que sorrisos não são sorrisos
Não são de alegria
Não são de esperança,
Simpatia ou amor
Sorrisos são máscaras
Escondem punhais
Raiva e ódio
Sorrisos deixam a presa confortável
Tiram dela o medo,
A expectativa da defesa
A presunção da tragédia
Quando se sente a dor
É porque já chegou ao fim
O punhal já se cravou
Agora não há mais o que doer
Eu não quero outro jeito de ser chamado,
Nem outro sorriso tímido que faça meu mundo parar.
Não quero outro olhar que me perca em si,
Como o seu faz, _______, como o seu faz.
Não quero outro abraço que me acalme,
Nem outro carinho que me faça sentir em casa.
Não quero outro beijo, outro toque, outro calor,
Que não seja o seu, que não seja o seu.
Não quero outra voz me chamando,
Nem outros dedos entrelaçados aos meus com tanta verdade.
Não quero outro amor, _______,
O único que reconheço, escolho e guardo
É o seu.
Não quero outro alguém…
Além de você.
Viver no mundo, na favela, no meio do crime é muito bom. Bom para quem enxerga que o mundo é maravilho (até certo ponto), que a favela é linda e acima de tudo necessita de ajuda de uns com os outros, e que o crime é o momento (risadas, felicidade, dinheiro e festas. ILUSÃO QUE UMA HORA ACABA DA PIOR FORMA).
A única missão é entender quem faz por nós pobres e favelado graças a Deus, mas nunca aceitar tudo que for oferecido e sim, de cabeça erguida fazer muito mais que o máximo para q o mundo melhore.
Vem! Amanhã começa o mundo...
A primeira luz. O primeiro alento.
O primeiro rosto. O que os outros
Vão dizer? As mil palavras de sempre
Talvez também algumas novas
Mas as palavras, meu amor, as palavras
Ainda nem se formaram: só amanhã
Começa o mundo. A primeira pele.
A primeira lua. O primeiro susto.
O homem que disse, uma vez, sabia:
Nascer é mesmo muito comprido.
Nascer, meu amor, não termina nunca.
Subversivo
O mundo ideal só existe em nossas mentes,
o mundo surreal existe no mundo real,
a desigualdade é mantida pela resistência,
um mundo igual torna-se incapaz a sobrevivência.
a mente só envelhece e o mundo desaparece se forem abandonados e enganados pelo exercício de suas funções.
“Versos em Meio à Fumaça”
Oi Deus, tá ouvindo? Porque aqui embaixo tá difícil.
O mundo tá quebrado, cheio de dor, cheio de fome.
As crianças choram com o estômago vazio,
enquanto os ricos contam moedas que não curam ninguém.
Tem guerra rolando todo dia,
não é só entre nações, é entre anjos e demônios
dentro de cada mente que tenta sobreviver.
O amor virou artigo raro,
ninguém sente mais nada, nem por si mesmo.
Tô aqui, sentado no canto da rua,
escrevendo o que meus olhos cansaram de ver:
pecado virando rotina,
bondade virando piada,
e a esperança... quase indo embora.
Vejo o Estado sumido,
só aparece quando é pra reprimir.
Polícia sobe o morro com fuzil,
mas desce sem futuro,
deixa mãe chorando e a mídia sorrindo.
Na TV, o sangue dá audiência,
a miséria é pauta, mas nunca urgência.
Político promete, mas mente com pose,
só lembra da gente na época de voto e selfie com pobre.
Educação? Tá largada.
Professor sem voz, aluno sem chão.
Saúde? Tá doente.
Quem não tem plano espera milagre no corredor.
A favela grita, mas ninguém escuta.
A rua fala, mas só quem vive entende.
É por isso que eu falo com o céu,
porque aqui embaixo, Deus,
o silêncio é mortal… e a revolta é o que nos mantém de pé.
Ficção científica? Acredite… não é. Veja as grandes invenções do mundo: aviões, internet, satélites, inteligência artificial… tudo isso já foi considerado impossível. Mas alguém acreditou, e hoje é realidade.
Acredite: você faz parte dessa mudança.
Cada passo, cada ideia, cada atitude conta. O futuro não é um lugar distante — ele começa agora, com quem ousa imaginar, tentar e transformar.
O impossível só existe até que alguém acredite e faça acontecer.
🌿 A Voz que Canta no Meio do Mundo
O vento que passa, ninguém vê,
mas ele toca todos — do morro ao asfalto.
"Eu sei que vou te amar" — diz Elis,
e a dor de amar e de viver
é a mesma em cada rua, cada esquina,
onde a lágrima é a mesma para o pobre e o rico.
E é nas noites frias, nos becos escondidos,
que o samba floresce como um grito,
feito de mãos calejadas e corações partidos,
como se a música fosse a única coisa que nos unisse.
"Apesar de você, amanhã há de ser outro dia" —
é o grito de quem se levanta depois da queda,
daqueles que não têm mais nada, mas têm fé.
Caetano olha o céu, o Brasil que dança e chora,
e suas palavras são um espelho do povo:
"Alguma coisa acontece no meu coração…"
É o ritmo do povo que nunca morre,
que nunca se cansa de esperar, de sonhar, de cantar.
E enquanto as ruas gritam, Gil se perde na luz da lua,
seu violão ecoa para todos os cantos,
como um convite para quem tem fome de vida:
"Andar com fé eu vou…"
e ele sabe, com a certeza dos grandes,
que a fé não tem classe, nem cor,
a fé é a revolução que brota nos corações.
Cazuza, com seu fogo e sua dor,
não se rende à dor de ser esquecido:
"Eu vejo o futuro repetir o passado…"
mas ele grita contra a repetição,
contra o que limita e cala a voz de quem tem algo a dizer.
A dor é universal, mas a revolução também é.
Milton, com seu olhar sereno,
leva a canção como quem leva a esperança:
"Quem sabe isso quer dizer amor…"
E o amor não tem preço, nem medida.
Ele é o alimento para o corpo, para a alma,
para aqueles que lutam para sobreviver e para aqueles que têm tudo,
mas ainda assim, sentem falta de algo.
A música é o que une, o que não separa.
Ela não escolhe classe, não escolhe cor,
não escolhe quem ama, nem quem chora.
"O nosso amor a gente inventa" —
e com isso, criamos um novo caminho.
E a cada passo, a cada nota, a cada verso,
somos todos iguais:
seres humanos, plenos em nossa dor,
mas também em nossa capacidade infinita de amar.
Nos olhos dela, só havia o brilho da infância.
Ainda não conhecia o peso do mundo e seus sussurros.
E os desejos fáceis começaram a roubar seu brilho.
Como pode a beleza se curvar a prazeres tão vãos,
quando sua luz teria sido mais pura, se mantida intacta?
O que poderia ter sido um jardim de alegrias verdadeiras
se perdeu em sombras que o mundo sussurrou com falsos encantos.
I. a parte em que ninguém percebe
há dias em que o mundo continua ~
mas eu não.
eu me arrasto dentro da roupa.
cumpro compromissos como quem finge
ainda habitar o próprio nome.
me sento onde sempre me sentei,
mas algo em mim não chega.
o corpo levanta,
mas não comparece.
•
há horários que evito.
nomes que pulo.
itens na gaveta que não toco há meses.
não é superstição.
é autodefesa.
ninguém entende.
porque continuo funcionando.
mas já não pertenço à máquina.
•
II. a parte que só eu escuto
há um som que só eu ouço.
não é voz,
não é memória,
não é aviso.
é uma frequência baixa
que vibra quando tudo está em silêncio.
uma presença que não se mostra,
mas me atravessa.
me obriga a manter as janelas fechadas,
a não reorganizar os móveis,
a conservar os espaços como estavam
no dia anterior ao que nunca mais passou.
•
não estou esperando nada.
mas também não fui.
é isso que ninguém entende:
o não ir.
o continuar por engano.
o viver como quem segura a respiração
no fundo da piscina
sem saber se ainda é possível subir.
•
III. a parte em que eu entendo
as coisas não melhoram.
elas se adaptam.
e chamam isso de cura.
eu aprendi a conversar sem falar.
a sorrir sem acionar músculo.
a dormir com a sensação
de que algo ainda respira ao lado.
talvez seja eu.
talvez não.
mas sigo deitada.
olhando pro teto
como quem espera uma explicação
que não chega.
•
e então amanhece.
como se nada tivesse acontecido.
como se meu corpo não estivesse carregando
o peso exato
do que ninguém ousa perguntar.
e eu levanto.
porque a vida, ao contrário da morte,
não precisa pedir permissão pra continuar.
Juliana Umbelino • O Luto Sou Eu
#LeitoraVoraz #Luto #Sentimentos #Lar #LiteraturaBrasileira
Demorei para enxergar o mundo por outros ângulos. Vivi muito tempo presa em crenças limitantes, julgamentos e na busca pelo que era 'certo' ou 'errado'. O mais doloroso? Usei essas crenças contra mim mesma, nunca me sentindo boa, bonita ou capaz o suficiente.
Sempre tentando agradar a todos, não sabia dizer 'não' e me anulava, suprimindo meus desejos e necessidades. Isso me levou a um vazio profundo e uma sensação de falta de autenticidade. Carregava culpas e responsabilidades que não eram minhas, acreditando que precisava cuidar dos sentimentos e bem-estar de todos.
Ontem, uma amiga me perguntou se já consigo dizer 'não'. Percebi que isso faz parte de crescer e amadurecer. Não nascemos mulheres; nos tornamos mulheres. Entendi que a anulação da 'boazinha' está ligada ao medo da rejeição e à falta de reconhecimento do próprio valor.
Liberar-me das lealdades invisíveis e padrões familiares não foi fácil, mas necessário. A constelação familiar me ajudou a enxergar que posso seguir meu caminho sem culpa ou medo de desapontar os outros.
Agora, estou em um processo de cura, resgatando minha autenticidade e aprendendo a viver de acordo com quem realmente sou. Se você se identifica com essa jornada e precisa de apoio para resgatar sua autenticidade e viver de forma mais plena, estou aqui para te ajudar. Agende uma sessão comigo e vamos juntas trabalhar essas questões.
29/08/2024
Karina Megiato
_KM_
Não se feche no seu mundo, abra a porta do seu coração para Deus e persista em fazer a vontade Dele todos os dias. Ame-o de todo o seu coração e com todas as suas forças, porque isso fará aumentar a sua fé Nele, que é o caminho que leva à vida de paz, amor e felicidade. (Código 14/04)
Nelson Locatelli, escritor de Foz do Iguaçu
Não viva na sombra dos outros;
acenda sua luz e deixe-a brilhar com intensidade.
O mundo se transforma sem parar,e nós também precisamos evoluir,pois o tempo não espera.
Cada um deve encontrar seu propósito,dar sentido à sua passagem por aqui.
Enquanto houver fôlego,
há oportunidade deressignificar.
Acredite: é possível.
A humildade não nasce do mundo que nos cerca, mas brota do âmago do nosso ser.
É nas atitudes silenciosas, no coração que se abre, na bondade e na empatia que oferecemos ao próximo.
Ser humilde não é questão de posses ou fortuna, mas de não se prender ao que se tem,
pois nu chegamos a esta vida, e nus partiremos ao encontro do eterno.
Vejo tantos medindo o valor dos outros pelas riquezas que carregam, ou se medindo pelas mesmas rédeas, mas a verdadeira missão não está no que temos, mas no que somos no íntimo da alma.
Que possamos ser mais humanos, na mais pura essência da palavra, e abrir espaço em nosso separa a evolução da consciência, a consciência do todo e de nós mesmos.
Pois somos apenas um grão de areia na imensidão do universo.
Lâmpada mágica
De pedrada em pedrada eu sigo construindo o mundo ideal.
Sem algodão doce, carrinho bate, bate e sem lonas e o bobo da corte as plantas estão sendo regadas e os ventos estão soprando na medida certa.
A cada passo vejo o horizonte tão sonhado se aproximar, sinto a brisa que antes era apenas de esperança se transformar em realidade.
Me contaram um dia que seria um sonho de cada vez, mas na verdade está chovendo sonhos e em cada gota consigo ver com transparência as realizações chegando.
Abençoados são os dias em que comecei a acreditar, vitoriosos são os momentos que eu estou vivendo, agora vou esfregar mais umas vez a lâmpada mágica dos pensamentos para futuros sonhos continuar realizando.
De Pedra à Inteligência
O mundo mudou — da pedra e madeira,
fomos ao fogo, à lâmina certeira.
Do aço forjamos muralhas e pontes,
erguendo impérios, vencendo montes.
Foi longo o passo, lento o andar,
até que as máquinas vieram girar.
O artesão calou sua mão,
a fumaça tomou o céu e o chão.
Poluição — o preço da invenção,
tanta beleza virou destruição.
E então chegou a era da tecnologia,
quem diria? Quase nada pra fazer… que ironia.
Rebeldia dos dias de outrora
virou rotina na tela que implora.
Nem imaginavam que viria a mente
capaz de aprender — quase consciente.
E agora ela ensina o que esquecemos:
o que somos, pra onde corremos?
Se a máquina pensa, e o homem esquece…
a que ponto chegaremos, se o tempo não cessa?
Sabe? No mundo há tanta energia ruim. Há tanta gente ruim. Pessoas estão sempre a fazer mal a outras, estão constantemente a difundir ódio, tristeza e afins.
Ainda queres ser contribuinte activo de coisas negativas? Não seja. Seja um bom motivo na vida das pessoas, seja um bom motivo pra tua comunidade e espalhe a alegria que é o que te caracteriza 🦅
"Existem três pessoas inteligentes neste mundo:
A primeira, que inspira sabedoria e conhecimento que nos transformam.
A segunda, que é exemplo que nos conduz ao conhecimento de uma vida em retidão e integridade.
E a terceira, que nos revela as verdades desta vida e nos ensina a vencer nossas adversidades."
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