Textos do Mundo

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A maioria das pessoas quer impressionar o mundo. Querem aplausos, querem ser vistas, querem números. Mas eu aprendi que a verdadeira grandeza não está no que o mundo vê… e sim no que as pessoas sentem quando nós passamos por elas.


Quero deixar marca em pessoas, não em estatísticas. Quero cuidar daqueles que amo, fortalecer quem caminha ao meu lado, construir histórias que sobrevivam ao tempo. Que a vida seja parceria, reciprocidade e entrega.


Que a minha parceira seja meu braço esquerdo e eu seja o braço direito dela. Que juntos sejamos força, equilíbrio e direção. Porque o sucesso é vazio quando não se tem com quem compartilhá-lo, e o amor é poderoso quando se transforma em apoio diário.


Se for para impressionar alguém, que sejam as pessoas que realmente importam. As que acreditam, as que ficam, as que nos querem bem. O mundo é grande demais para tentarmos agradar todos… mas é perfeito para quem sabe onde quer deixar sua marca.


Seja a diferença na vida de alguém. Isso sim é viver com propósito.

Uma das coisas mais dolorosas do mundo é quando percebemos que não podemos contar com ninguém, e nem confiar em ninguém absolutamente. Quem hoje é seu amigo, amanhã pode te enfiar uma faca nas costas. Quem você mais ama, pode ser quem amanhã nem vai lembrar da sua existência.
A real é que estamos completamente sozinhos. E além disso, ninguém é eterno, então quem você mais tem como indispensável hoje, pode não apenas ser quem te dispensa amanhã, mas quem deixa de existir nesse mundo também.
A realidade é horrível. Nascemos e morremos sozinhos. E quando você não participa do teatro desse mundo, quando não consegue fingir nem se encaixar, é mais fácil ainda compreender como as coisas realmente funcionam, longe das ilusões nas quais muitos se embebedam.
- Marcela Lobato

O mundo chama de fraqueza aquilo que Deus chama de força.
Ser humilde, flexível, saber ceder e até se humilhar quando necessário; desapegar-se dos bens materiais, viver a modéstia, pedir perdão, perdoar e fazer o bem a quem nos feriu não são atitudes de gente fraca. Pelo contrário, são sinais de uma força rara, que exige coragem, domínio de si e profunda sabedoria espiritual.

"O Abraço No Ar"


Ela apareceu feito sombra bonita,
num tempo em que o mundo me olhava torto. Tinha olhos que pareciam saber de mim sem perguntar nada.
E um silêncio que gritava mais que qualquer voz.


Não disse muito,
mas eu entendi tudo.
Ou talvez…
entendi o que eu precisava sentir.


Ela era a garota da tela, era o mistério da minha solidão. Vestia o preto que eu sentia por dentro. E sumiu sem dizer adeus,
como se fosse um sonho tímido
que teve vergonha de durar.


Desde então,
me pego perguntando
Será que lembra de mim?
Será que doeu nela também?
Será que… ainda existe?


Mas a verdade é
ela vive em mim,
não como pessoa,
mas como marca.


A marca de um tempo onde amar era mais imaginação que presença.
A marca de um encontro que não aconteceu inteiro, mas foi inteiro mesmo assim.


Ela foi o retrato da minha fome de ser visto.
Foi poema não escrito, canção sem refrão,
abraço que só existiu no ar.


Hoje, eu olho pra trás…
e não odeio.
Não esqueço.
Não apago.


Mas também não me perco mais.


Porque ela foi passagem.
E eu sou caminho.

Crack é seu codinome
Quando veio para esse mundo
Muita dor causou
Minha mãe contou
Que de muita dor berrou...
Naquele dia
Lençóis foram rasgados
Descia lágrimas quentes
Em sua face fria
De tanta dor que sentia
Crack é seu codinome
Você cresceu
Saúde recuperada
Com muito amor de mãe
Forte ficaste
Mas na adolescência
Um atalho você rumou
Crack é seu codinome
Perdeste a identidade
A autoestima
Santo Deus!
Perdeste até a carne...
Seu submundo agora é só alucinação
Seus delírios
Paranoicos
Submundo do seu EU
Violento
Inadequado
Sem noção
Diante dos que estão
No seu dia a dia
Crack é seu codinome
Os anos se passaram
Agora um senhor sem personalidade
O que dificulta a nossa irmandade
Homem sem decisão
Sem escrúpulo.
E também
De pouca fé.
No seu mundo sujo e podre
Só há espaço para os solventes
Éter
Amônia
Ácido sulfúrico.
E também
Querosene, cal
Etc. e tal
Isso tudo
Que por si só
Nocivos a nós
E principalmente
A você
Crack é seu codinome
Sua sensação de bem estar é fictício
O pesadelo agora é seu mundo
Abandonaste
Trabalho
Estudos
Abandonaste
A todos aqueles que te amam.
Entraste para o rol
Da escória
Meu irmão de sangue
Crack foi seu codinome
Agora a morte é o seu nome
Seu fim
Trágico
Acabou!
Que Deus onipotente
Tenha compaixão de ti
Meu irmão
Oh meu adeus!
Esses versos eu te fiz
Somente para ti.
Que tua alma descanse em paz
Meu irmão
Porque agora
Morte é seu nome!

A Esperança e a Salvação vieram ao mundo com o seu aguardo Nascimento, A Personificação real do Amor Poderoso, Inexplicável, por estar muito superior à compreensão humana, nascendo em um período que já estava muito caótico e bastante perverso, contrariando fortemente a maldade e as muitas expectativas que eram baseadas no entendimento limitado e superficial a respeito de poder e de riqueza que predominava

A hora bastante aguardada chegou e o seu Natal foi um momento incrível, um marco na história, quando Deus se fez carne, abriu mão da sua Glória, não por necessidade e sim porque nos amava e ainda nos ama, logo em seguida, fez uma estrela brilhar de tanta felicidade, lá nas alturas, chamando a atenção de certos olhares que estavam ansiosos para conhecerem o nosso Salvador nascido, cada um com um presente diferente, sem dúvida, para eles, foi inesquecível

Com ele, veio a prova física da Trindade, Filho, Pai e Espírito, então, a Fé no Senhor foi renascida, uma simples manjedoura ficou em festa, entre pessoas e bichos, celebrando o começo visível e muito desafiante da jornada de Cristo nesta terra, Cordeiro do Sacrifício Suficiente, Eterno, Servo Humilde e Obediente, Sumo Sacerdote que intercede por nós diante de Deus Pai, Rei dos reis, cujo reinado não é terreno e Grandeza é inalcançável, Salvador da condenação eterna, essa deve ser a principal razão para o Natal ser tão comemorado.

Sob o brilho das luzes neon e a escuridão do céu noturno, o mundo se revelava,
mas a imagem que meus olhos captavam era distinta daquela vista pelas outras pessoas;
jamais me encaixei, desde o primeiro choro na infância difícil
— e ali, no quarto escuro do começo, meu futuro já estava traçado: o diferente, o sonhador com uma visão única.
Me distanciei da fonte comum, onde todos saciavam a sede com as mesmas paixões banais,
os mesmos desejos de um jardim perfeito e uma vida confortável com as contas em dia;
não conseguia beber daquela fonte contaminada pela tradição, daquela água estagnada da mesmice.
Meu coração, essa engrenagem solitária e incansável, despertava ao som de um chamado indomável,
uma gaita de foles à margem do caminho, um blues rouco e melancólico da noite,
uma revelação intensa que a escola jamais apresentou e que meus pais nunca sequer mencionaram.
Que lancem as críticas, os diagnósticos, os conselhos cheios de boas intenções:
Eu amei, sim, eu amei profundamente o mundo e a beleza de sua desordem,
mas cada pulsação, cada alegria, cada desilusão, cada traço de afeto
— eu amei em solidão, dentro da caixa de ressonância do meu crânio, na imensidão deserta do meu quarto,
completamente e de forma extraordinária sozinho, sem ninguém além do teto empoeirado e do eco do meu corpo ardente.

Teus olhos não apenas olham,
eles atravessam.
Há neles uma luz que desnuda o mundo
e um silêncio que diz tudo o que a boca não ousa.
Quando me encontro no teu olhar,
entendo que beleza não é forma,
é profundidade.
É alma transbordando sem pedir permissão.
Teus olhos carregam verdades antigas,
dessas que não se aprendem, se reconhecem.
E quem os encara por tempo demais
não sai ileso,
leva um pouco de ti para sempre.
Porque o teu olhar não seduz,
ele revela.
E ao revelar tua alma tão clara,
faz da intensidade
a sua forma mais bonita de existir.

Talvez o mundo não esteja em silêncio.
Talvez ele fale o tempo inteiro,
em sinais simples, em verdades nuas,
mas poucos escutam sem o ruído do ego.
O deserto não é externo —
ele nasce quando a mente se fecha
e transforma perguntas em muros.
As sombras não vivem fora da luz,
vivem no medo de encará-la.
As correntes não são de ferro,
são feitas de certezas vazias,
de ignorâncias defendidas com orgulho.
E a saída do labirinto não exige força,
apenas humildade para admitir
que a luz sempre esteve ali,
esperando ser vista.

Tenho medo, sim.
Mas não do mundo —
tenho medo do que o mundo tenta fazer de mim.

Porque percebo tudo.
O excesso, o ruído,
a grosseria que se esconde em gestos pequenos,
o silêncio que fere mais que palavras,
a indiferença que se apresenta como neutralidade.

Vejo como cada interação tenta moldar,
corrigir, reduzir,
empurrar o outro para papéis que não escolheu.
E sei que absorver demais
é o primeiro passo para a descaracterização do ser.

Por isso, resisto.
Não por fragilidade,
mas por consciência.

Recuso o jogo,
o labirinto de estímulos previsíveis,
as investidas que buscam reação, não diálogo.
Não respondo ao obscuro,
não espelho a violência,
não negocio minha essência por aceitação.

Isso não é personalidade.
É disciplina interior.
É inteligência aplicada à sobrevivência do eu.

Permanecer inteiro
num mundo que recompensa a deformação
é, talvez,
a forma mais elevada de lucidez.

Tenho a impressão, cada vez mais nítida, de que o mundo muda em ritmo acelerado, enquanto a capacidade média de raciocinar com profundidade não acompanha essa velocidade. Há progresso técnico, mas pouco avanço na forma como muitas pessoas analisam decisões simples do cotidiano.
Com frequência, necessidades concretas são descartadas não por razões objetivas, mas por ideias futuras ainda não estruturadas. Troca-se o que é real e funcional por projetos que existem apenas como intenção. Visões de longo prazo são importantes, mas não substituem ações mínimas no presente. O que ainda não foi construído não pode cumprir a função daquilo que já é necessário agora.
Chama atenção o modo como o questionamento passou a ser mal recebido. Argumentar de forma lógica, pedir coerência ou exigir critérios tornou-se, para muitos, sinal de confronto, quando deveria ser parte natural de qualquer processo racional. Em vez de diálogo, surgem reações defensivas.
Percebo também uma dificuldade crescente em sustentar pensamento próprio. Muitas ideias são repetidas sem exame, assimiladas por conveniência ou pertencimento. Não se trata de má intenção, mas de ausência de método. Repetir é mais fácil do que pensar; aderir é mais confortável do que avaliar.
O resultado é um empobrecimento do discernimento. Confunde-se convicção com volume, opinião com verdade, intenção com resultado. Falta rigor intelectual — e, sobretudo, disposição para lidar com limites, dados e consequências reais.
Nesse cenário, supervisionar vai além de orientar tarefas. É manter os pés no chão quando o discurso se afasta da realidade. É lembrar que decisões precisam se sustentar em fatos, prazos e condições concretas. E que responsabilidade intelectual não é rigidez, mas respeito à realidade.

Ser estranho é uma forma sofisticada de lucidez. Uma consciência em carne viva que sente o mundo com excesso de precisão. Não é excentricidade, é viver em descompasso com o consenso, ouvir o ruído no meio da música, perceber o vazio por trás das certezas.

A dor vem da dissonância entre o que se vê e o que se finge não ver. Enquanto a maioria se protege com ignorância conveniente, o estranho sofre de clareza. Nietzsche chamaria de “doença do espírito elevado”.
E ainda assim, amar. Amar o humano mesmo quando o entende demais.

Ser estranho é viver tonto de liberdade, duvidar até da própria dúvida. Os outros chamam de “confusão”, mas é só alma demais.O estranho é o herege das convenções, o que “rompe tratados e trai os ritos”.

Há delícia também: ser inclassificável, ver poesia no que escapa ao óbvio, rir de si mesmo enquanto o mundo desaba. Perceber o padrão invisível que Jung chamaria de sincronicidade.

O estranho sente o tempo de outro modo: lento por dentro, rápido por fora. Sente o amor como místico, o tédio como luto. Nada é raso, tudo fere, tudo ilumina. E quando o chamam de “intenso”, ele sorri — intensidade é só estar vivo demais num tempo de gente anestesiada.

Ser estranho é viver num exílio fértil, criar, refletir, desobedecer. Estranheza é antecipação do que o mundo ainda não está pronto pra entender. Ser estranho é ser o rascunho do que ainda não tem nome e sorrir, discretamente, sabendo que a habilidade de lidar com o desconforto é um puro sinal de autenticidade e um atestado de maturidade.

(Douglas Duarte de Almeida)

🌀 O eixo da Presença


O mundo não descansa.
A engrenagem gira mesmo quando a alma pede silêncio.


Há sempre uma isca,
uma palavra torta,
um gesto enviesado,
uma armadilha vestida de razão.


A guerra não anuncia batalha.
Ela se infiltra no cansaço,
na ofensa gratuita,
na vontade súbita de ferir de volta
só para não sangrar sozinho.


Por isso, vigiar não é medo.
É presença.
É lembrar, todos os dias,
que nem toda provocação merece resposta
e nem toda vitória vale o preço do eixo perdido.


Quando o caos chama,
eu retorno.


✨Eu sou luz. Eu escolho a paz.
Não como fuga,
mas como decisão firme
de não alimentar o incêndio
que consome primeiro quem o carrega.


✨Eu sou luz, e ajo com consciência.
Cada gesto é semente.
Cada palavra, um rastro.
Nem tudo precisa ser dito.
Nem tudo precisa ser vencido.


✨Eu sou luz, e caminho no eixo.
Entre o impulso e a reação
existe um espaço.
É ali que eu moro.
É ali que eu permaneço.
E quando tudo tenta me puxar para fora de mim,
quando a noite insiste em se passar por verdade,


✨Eu sou luz em presença.
Não por mérito.
Não por promessa.
Mas por escolha diária.


Porque ser luz
não é brilhar sobre os outros —
é não apagar por dentro.

Em um mundo onde o valor de uma pessoa era medido pelo peso da carteira, e não pelo que carregava no peito, dois irmãos caminhavam perdidos. Não estavam perdidos apenas no espaço, mas em algo muito mais profundo: no sentido de existir.


O mais velho, Elias, lembrava vagamente de quando as pessoas sorriam sem interesse escondido. Ele guardava essas memórias como quem protege um objeto raro, quase extinto. O mais novo, Theo, nunca chegou a conhecer esse mundo. Cresceu aprendendo que gentileza não comprava pão e que sonhos não pagavam dívidas.


As cidades eram altas e frias, feitas de vidro e números. Crianças aprendiam a contar dinheiro antes de aprender a contar histórias. Quem não tinha, desaparecia. Não morria oficialmente, apenas deixava de ser visto.


E foi assim que os irmãos se perderam do resto do mundo: recusando-se a esquecer quem eram.


Eles vagavam de bairro em bairro, fazendo pequenos trabalhos que ninguém queria, sempre pagos com o mínimo possível. Ainda assim, dividiam tudo. Um pedaço de pão partido ao meio tinha mais valor do que qualquer moeda que já haviam visto. À noite, deitados sob o céu poluído, Elias contava histórias inventadas sobre um tempo em que caráter era riqueza. Theo ouvia como quem escuta uma promessa.


Um dia, chegaram a uma região esquecida, um lugar onde o sistema havia falhado. Não havia bancos nem grandes prédios, apenas pessoas cansadas. Ali, algo estranho acontecia: ninguém tinha muito dinheiro, mas ninguém parecia vazio.


Os irmãos começaram ajudando como podiam. Elias consertava o que estava quebrado. Theo cuidava das crianças enquanto os adultos trabalhavam. Ninguém perguntava quanto eles tinham. Perguntavam apenas se podiam ficar.


Com o tempo, aquele lugar cresceu. Não em números, mas em laços. Pessoas de fora começaram a aparecer, atraídas por algo que não sabiam explicar. Ali, a confiança valia mais que contratos. A palavra dada era respeitada. O caráter, finalmente, tinha peso.


Sem perceber, os irmãos haviam criado um refúgio. Um lugar onde o mundo funcionava diferente.


Anos depois, quando alguém perguntava como aquele lugar havia começado, ninguém falava de dinheiro, investimentos ou poder. Falavam de dois irmãos perdidos que se recusaram a se perder de si mesmos.


E, naquele mundo que ensinava que dinheiro era tudo, Elias e Theo provaram que caráter ainda podia salvar não apenas duas vidas, mas muitas.


Eles já não estavam perdidos. Tinham encontrado um lar.


— Cyrox

O mundo, desde sua origem, carrega um vazio acompanhado de dúvidas, mistério, assombro e incredulidade. Uma força voraz explode no ser incrédulo, ainda que nascido de Deus. O Criador, em sua bondade, oferece o necessário: equilibra a chuva e o sol, sustenta a vida.


Mas o ser humano insiste em ir além do que lhe é permitido. A dúvida, disfarçada de curiosidade, deseja ocupar o lugar do próprio Criador, rebelando-se contra sua própria ignorância. Assim, continuará cercado por enigmas e mistérios, por não conhecer o verdadeiro caminho — pois se esqueceu de caminhar com Deus.

Para o Ano que chega,


Escolha o que vale a pena
Da paisagem à retórica do amor.


O mundo tem boas surpresas
E o extraordinário ao redor
Dê chance à essa beleza,
E tudo fica ainda melhor.


E o ano será diferente
Cheio de encontros sinceros
e instantes singulares pela frente.


Não se deixe cegar pela antítese da alegria,
Pois antes de cada passo e em cada oração,
existe a semente de um querer bem
e a centelha da própria criação.

Paralelo entre DEUS e o Diabo na criação do mundo.

Deus fez a esposa, e o diabo a sogra,
Deus fez a filha, e o diabo o genro,
Deus fez a irmã, e o diabo o cunhado,
Deus fez a cachaça, e o diabo a ressaca,
Deus fez o calo, e o diabo o sapato apertado,
Deus fez o sorvete, e o diabo a carie no dente,
Deus fez a Ferrari, e o diabo o Fusca,
Deus fez o Corinthians, e o diabo o Palmeiras,

Enfim Deus abriu a porta do céu, e o diabo fugiu...(Saul Belezza e Aline Marangon).

O mundo se afasta de Deus não por acaso, mas por escolha.
Ignorância, orgulho e incredulidade cegam os olhos e endurecem os corações.
Deus é amor, mas o que domina é a ambição, a ganância, a hipocrisia e a avareza.
Deus é paz, mas o mundo insiste em viver em guerras, em disputas de poder e invasões.
Deus é onisciente, mas o homem se coloca no trono, tentando dominar mentes e corações como se fosse Deus.
Deus é onipresente, mas o mundo se espalha em vaidade, determinando sua própria lei, esquecendo quem sustenta tudo.
Deus é onipotente, mas o poder humano se expande sem fronteiras, cada vez mais distante da fonte verdadeira.
Deus é justiça, mas a justiça do mundo é corrompida, vendida, manipulada.
A justiça dos homens não conhece a justiça de Deus.
O mundo pode se enganar, pode se exaltar, pode se perder em sua própria soberba.
Mas Deus permanece.
E diante Dele, toda mentira cai, todo poder humano se desfaz, toda injustiça é exposta.

"Já não existe em mim o seu porto seguro.
Não posso esperar você rodar o mundo.
Duvido que encontre, nas suas voltas, sentimento tão profundo.
Nas suas promessas me afogo, nas lembranças, me inundo.
Eu também, nas minhas voltas, quando acho que obtive sucesso, eu descubro.
Que ainda não te repugno.
Vive em mim, o desejo de contigo, estar junto.
As vezes, o ódio desse misto de emoções, envenena o meu amor e o torna impuro.
A alma se suja nesse sentimento imundo.
Palavras, versos, músicas, poesias, juras, já tentei de tudo.
Mas é intangível, seu coração obscuro.
E às minhas advertências, meu coração, se faz de surdo.
Já não existe, em nós, um futuro.
É veneno, o doce do seu fruto.
Tê-la junto à mim, qual é o custo?
Me doando demais por ti, fiz de você meu mundo.
E nesse jogo de amar, ganhei nada e perdi tudo..."

Esperar dos outros é assinar um contrato de frustração.
Não porque o mundo seja cruel, mas porque o ser humano é falho por natureza.
Quem deposita sua paz na atitude alheia já começa o jogo perdendo.
A verdade nua é simples: ninguém deve carregar o peso das nossas expectativas.
Cada um luta com seus próprios fantasmas, suas próprias limitações.
E quando entendemos isso, a liberdade nasce.
Não esperar nada é abrir espaço para tudo.
É viver sem cobranças, sem dívidas emocionais, sem pendências para o amanhã.
É aceitar que a felicidade não está no outro, mas na forma como escolhemos caminhar.
A fórmula é dura, mas justa:
- Zero expectativas.
- Zero cobranças.
- Plenitude no agora.
Quem entende isso não precisa de promessas, não precisa de garantias.
Precisa apenas de coragem para viver sem muletas emocionais.
E nessa matemática brutal, todos podem ser felizes.
Quem espera um amanhã melhor que o hoje certamente aprendeu que o amanhã será melhor que o hoje.