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Textos do Mundo

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PROVAVELMENTE NÓS

Talvez já tenhamos querido demais.
Talvez tenhamos acreditado que o mundo ia se curvar aos nossos planos, e que bastava querer para merecer.
Corremos, nos perdemos, acumulamos, e quando finalmente paramos, descobrimos que o que pesava não era o que faltava, era o que sobrou.
Nada brilha tanto quanto a paz de poder respirar sem culpa, o resto, com o tempo, enferruja.

A vida nunca pediu que fôssemos perfeitos, ela só queria que estivéssemos presentes.
Mas a gente inventa metas, disfarces, pressas.
Esconde o que sente, finge que entende, sorri quando a alma está cansada.
E mesmo assim, a vida insiste, puxa pela mão, devolve o olhar e diz: fica aqui, só por hoje, só por agora.

A gente erra, e como erra.
E dói, dói fundo, dói na carne, dói onde a gente achava que já tinha cicatrizado.
Mas é no erro que o orgulho quebra, e quando o orgulho quebra, entra luz.
O chão é um bom professor, a queda ensina o que o sucesso disfarça, a dor, por mais muda que pareça, ainda fala a língua de Deus.

Nem sempre dá pra achar beleza em tudo.
Tem dia que a vida parece um corredor estreito, sem janelas.
Mas às vezes basta um gesto pequeno, alguém que escuta, um sorriso que atravessa a distância, um copo d’água oferecido sem pressa, e pronto, a luz volta.
Não porque o mundo mudou, mas porque o coração amoleceu um pouco.
A beleza é teimosa, aparece mesmo nos lugares em que a esperança já desistiu.

A vida é um caderno meio amassado, cheio de páginas rasuradas, frases inacabadas e marcas de café.
A gente tenta escrever direito, mas o tempo tem o péssimo hábito de virar a página antes da hora.
Mesmo assim, escrevemos.
Erramos as palavras, corrigimos depois e seguimos.
Um dia, talvez, a gente entenda por que certas linhas só fizeram sentido lá no fim.

O que importa mesmo não é o que deixamos no mundo, mas o que deixamos nas pessoas.
Um olhar, um cuidado, um gesto qualquer que acendeu um dia bom na vida de alguém.
O resto se apaga.
A vida não guarda diplomas nem moedas, guarda afetos.
O que nasceu do amor não conhece esquecimento.

Ser simples é o que sobra quando o barulho acaba, quando as exigências diminuem e o peito aprende a respirar em paz.
Ser simples é andar leve, ouvir mais do que falar, parar de querer vencer o tempo.
Não é desistir, é finalmente entender.
Talvez seja isso que a vida esperava da gente desde o começo, que deixássemos de procurar grandeza e voltássemos a ser inteiros.


M.Arawak

Quando o Ser se Torna Silêncio


Chega um ponto em que o barulho do mundo já não faz sentido.

Tudo começa a soar igual, pesado, distante.

Então vem o cansaço, e junto dele a vontade de parar, respirar e simplesmente existir por um instante sem ter que provar nada.

É nessa pausa que algo em nós desperta.

Não é um pensamento novo, é uma lembrança antiga — a de que estar vivo é, antes de tudo, sentir.



Quando o som lá fora se apaga, a gente começa a ouvir o que sempre esteve dentro.

Sem pressa, sem pressão, as coisas se ajeitam.

A vida mostra que o que realmente importa nunca esteve perdido, só coberto pelo ruído das urgências que criamos.



O poder que ignora limites termina por destruir quem o usa.

O saber que se recusa a duvidar acaba se fechando em si mesmo.

E o amor que quer prender o outro se transforma em controle.

Nada que nasce do medo dura.

O que é leve atravessa o tempo, o que é sincero permanece.



A sabedoria não chega por esforço, ela aparece quando paramos de lutar contra a vida.

Ela vem no silêncio, quando o coração entende o que a razão não alcança.

Não é algo que se aprende, é algo que se reconhece — um saber que já estava ali, esperando calma para se revelar.



Às vezes, tudo desaba.

E a gente acha que acabou.

Mas não acabou.

Foi só o jeito da vida mostrar que há outro caminho.

O caos não vem punir, vem mudar o rumo.

A queda não é derrota, é movimento.



A gente vive entre o sentir e o compreender.

Entre o que o mundo mostra e o que o coração traduz.

Quando o olhar se acalma, o mundo muda de cor.

Quando o gesto é honesto, o tempo parece mais gentil.

Ser forte não é resistir a tudo, é saber entender quando é hora de soltar.

E quem continua bom mesmo depois de se ferir já entendeu o que é amar de verdade.



Não é preciso prometer nada nem planejar demais.

O agora basta.

Quem está inteiro no presente não teme o que vem.

Porque tudo o que muda, muda para ensinar.

O futuro não depende de crença, depende de consciência.

De gente que saiba ouvir antes de reagir, sentir antes de julgar, viver antes de explicar.



Quando o ser se torna simples, o mundo fica mais claro.

Nada precisa ser vencido quando é compreendido.

Tudo o que buscavas sempre esteve aí,

esperando o momento em que parasses de correr.

A sabedoria não é conquista, é retorno.

E o silêncio — esse mesmo que agora te abraça —

é o lugar de onde nunca saíste.

De longe minha alma faminta
gloriosamente perdida...

como sempre o terror
entre um mundo outro
a luz folgaz entre o ardi o

celebre ar frio
de cada fagulha perdida
em cantos no maior primor...


de uma dança sentida...
selada em pontos de silencio
em vetores estranhos...

purpura como uma canção
que vem com vento
em sonhos terás a alegrias

no manto de muitas luas
entre trevas dos quais sonhos
caminham em todos lugares

nunca se acaba pois
centelha boa como água
que flui do rio

mesmo sujo turvo
um dia foi alegre
cheio de vida

A mentira


Mentira tem perna curta
É o que todo mundo sabe
Por isso, seja esperto
E use de lealdade
Não caia na tentação
Mentira é a mãe do cão
Certo é dizer verdade.


Quem mente o nariz cresce
Nisso não se acredita
Mas se perde a confiança
Cria-se fama maldita
Não seja um mentiroso
Isso é muito vergonhoso
Faça uma história bonita.


A pessoa que mente
Faz a família sofrer
Pais, irmãos, tios, avós
Jamais irão querer
Que o fruto do seu amor
Seja um enganador
Ficam tristes, pode crer.


Mentira é enganação
Feita para iludir
Quem ama jamais engana
É preciso repetir
Não seja um infeliz
Escute o que se diz
É feio e ruim mentir.

Fim de Semana em Silêncio


Chega a sexta, e com ela o peso,
da porta que fecho, do mundo que esqueço.
Meu lar se torna prisão e abrigo,
me recolho do mundo, só eu comigo.


Não há mais brilho nas ruas lá fora,
nem vontades que me tirem agora.
Não é preguiça, é cansaço da alma,
um torpor que me cerca, que tira a calma.


Os dias correm vazios, iguais,
de sábado a domingo, não saio jamais.
E não é solidão que me dói mais fundo,
é o medo de amar de novo este mundo.


Porque tentei… e no amor me perdi,
me doei demais e por dentro parti.
Tranquei o peito com dor e desgosto,
e joguei fora a chave no lugar mais remoto.


Na fossa abissal dos meus pesadelos,
onde até eu temo olhar os espelhos.
A chave se foi — e com ela a razão
de abrir novamente o meu coração.


Não quero outro alguém, seria traição,
oferecer um peito cheio de ilusão.
Seria injusto, cruel, devastador,
dar migalhas a quem merece amor.


E assim passam meus fins de semana,
em silêncio, em sombras, em dor que emana.
Na segunda eu volto ao mundo, ao labor,
com um sorriso vazio… e um peito sem cor.

Construir uma carreira no mundo atual é como montar um prato em um restaurante self-service.


Há muitas opções de áreas para seguir, mas se não escolhermos a combinação certa, ou se colocarmos muita coisa, vamos acabar pagando muito caro por algo que não faz sentido.


Escolha com sabedoria, o simples bem feito é como o feijão com arroz, dá o sustento a todo o prato. Mas de vez em quando também é preciso ter algo diferente como uma parmegiana, para não ficar entediado.


No fim, equilíbrio é tudo! 🍲

“Você me faz mulher”, ela disse.
E a mulher mais realizada deste mundo, em todas as hipóteses.


Respondi que só em vê-la sendo minha
— e deixando a paixão do nosso amor nos consumir —
já me faz sentir de maneira surreal.


Em réplica, ela disse que também não sabe explicar essa sensação,
mas que talvez o corpo dela fale melhor comigo.


Quase enlouqueci aqui e respondi:


Ele fala.
Ele grita.
Ele demonstra.


E eu sei exatamente
o que ele está querendo
que eu saiba
de você.

O mundo é um farol que gira sem parar,
lança luz para todos os lados,
mas não aponta caminho algum.
Ele ilumina, confunde, seduz —
e chama isso de liberdade.
A escolha é tua.
Seguir qualquer luz é fácil;
difícil é não se perder no brilho.
O mundo oferece ruído, pressa, vaidade,
promessas ocas embrulhadas em desejo.
Escolhe bem.
Nem tudo que reluz guia,
nem toda estrada leva à verdade.
O mundo não tem o que oferecer
a quem busca sentido,
apenas distrações para quem esqueceu quem é.
Quem não decide, deriva.
Quem não discerne, afunda.
E só permanece inteiro
quem entende que a luz verdadeira
não vem do mundo —
nasce dentro de você.

Mesmo na solidão entre seu mundo e o meu ...
Um coração guerreiro segue sofrido ...
Buscando na luz da lua e do sol reflexos
daquele momento que marcou nossas almas ...
Meu amor por ti se tornou um escudo sagrado,
se tornou luz, quando outras luzes se apagaram.
Pois meu corpo sabe que só a ti pertence ...
Um dia ancorei no seu cais...Me permiti sonhar...
E hoje passo a vida a desejar seu mar.
Busco na imensidão o brilho do seu olhar...
Mas é meu coração seu templo sagrado...
Onde vive esse amor feito prece...
Suplicando estar compassado com no seu...

Quero que vc saiba
Que quando estamos juntos
Minhas emoções desabam
Meu coração aquece
E o mundo lá fora se apaga
Vc estende o tapete
Me trata como príncipe
Muda meus dias
Deixa mais leves
Com seus beijos doces
Suas mãozinhas macias
Geladinhas e vermelhas
Vc é meu amor
Vc é meu morango

O mundo coberto de entulhos os que buscamos, os que descremos vai perdendo o valor.
Estranho pensar que os mesmos olhos que um dia, aos 21 e poucos anos, brilharam por uma jaqueta, aos 22 veem nela algo alegórico, distante, algo que talvez nem usariam.
Entulhos vamos acumulando: objetos, ideias, vontades.
Enquanto isso, os olhos se tornam escassos pela falta de um ontem que não volta.


Às vezes queria retornar no tempo e sussurrar:
o que precisa hoje é simples não se desaponte,
mas continue.

Pela varanda o garoto enxergava o mundo
Parou por um instante, percebeu uma velha cadeira branca
O sol a aquecia, e ele, tonto, pensou por que precisava estar ali
No mesmo instante, um pássaro belo pousou na varanda
E de repente voou, então relembrou que ali se sentavam amigos
Amigos como pássaros voam, e os resquícios que ficam são a beleza
que o pássaro deixou, mas que o menino não esqueceu.

Viver em um mundo onde o ódio é o que mais existe é difícil. É difícil saber que nem todos aceitam a imperfeição e a felicidade das outras pessoas. Machuca.
Mas, sabe, machuca principalmente aqueles que, em algum momento, não se curaram de algo causado em suas vidas, por outros ou por si mesmos.
Viver nessa infelicidade, onde não se agrada a ninguém, e existir apenas para os outros — e não para si — é o que mais machuca.


Ninguém está realmente feliz e, quando se está infeliz, a infelicidade acaba se espalhando e tornando os outros infelizes também.


Então, no fim, vivemos em um mundo onde a nossa própria felicidade precisa importar mais do que a dos outros. Porque, no final das contas, é sobre nós. E, ao sermos felizes e verdadeiros com quem somos, os outros acabam sendo também.

Bondade e generosidade são atos de coragem silenciosa.
É escolher ser luz mesmo quando o mundo ensina a endurecer.
É dar sem garantia de retorno, ajudar sem plateia, amar sem barganha.
Ser bondoso não é fraqueza — é força de quem tem o coração inteiro.
Generosidade nasce de quem já entendeu que o que transborda não falta.
Quem é bom não perde, se multiplica.

Se a alma não se cura, não adianta caminhar,
Pode rodar meio mundo, que nada vai completar.
Enquanto troca o propósito, a semente não vai florir,
Pois Deus não abençoa planos que negam o existir.
Quem te lança no poço pensa que é o teu fim,
Mas não sabe que ali Deus começa algo em mim.
Enquanto jogam a terra pra tentar te enterrar,
É raiz que se fortalece, é vida a germinar.
José foi ao fundo, Davi aprendeu a esperar,
Daniel na cova viu Deus se manifestar.
O poço não é derrota, é lugar de preparação,
Deus usa a dor como ponte pra cumprir a missão.
Somos o que vivemos, o que o peito sentiu,
Cada lágrima escrita no livro que Deus abriu.
Não dá pra fugir do chamado, nem calar a voz do céu,
Quem nasce de promessa carrega propósito fiel.
O que parecia fim é começo em Suas mãos,
Quem tenta te enterrar só rega tua vocação. 🌱

Deus é meu melhor amigo,
é pra Ele que eu conto minhas tristezas.
Quando o mundo silencia,
Ele escuta até as palavras que não sei dizer.
Componho músicas,
e antes de qualquer aplauso,
é Ele quem ouve.
Conhece cada nota, cada lágrima escondida na melodia.
Falo dos meus amores,
das dores que insistem em ficar,
dos sonhos que carrego no peito
e de tudo aquilo que luto todos os dias pra construir.
Quando a fé vacila,
Ele me sustenta.
Quando eu caio,
é Sua mão que me levanta.
Nem sempre responde como espero,
mas sempre cuida como ninguém.
Deus não é só caminho,
é companhia constante
em cada passo da minha caminhada.

Tenho o mundo inteiro em minhas mãos,
mas por muito tempo me aprisionei em pensamentos insanos,
tentando bater recordes que nem eram meus,
de pessoas que gostariam que eu fosse diferente.
Mas se eu não fosse tudo o que me tornei,
quem eu seria?
Uma cópia?
Prefiro ser o espelho de mim mesma.
Porque quando me reconheço, entendo uma verdade simples e poderosa:
o mundo não precisa de cópias,
precisa de autenticidade,
precisa de quem tenha coragem de ser exatamente quem é.

Cuidado com quem só quer te consumir
E nunca te assumir.
O mundo anda cheio de gente
Que parece transbordar,
Mas por dentro está vazia.
Aos olhos de quem vê, até brilha,
Mas não sossega
Enquanto não te deixa no escuro.
Às vezes, ir embora é necessário.
É preciso não olhar pra trás.
Tem gente que não soma,
Não agrega,
Só aponta,
Até você não aguentar mais.
Te testa nos limites,
Te fere,
E ainda assim não se importa.
Será que você não aprendeu?
Tem gente que não enxerga a tua dor,
Só vê as tuas falhas.
Porque nunca teve coragem
De olhar pra si mesmo.
Não adianta me punir.
Não adianta tentar me impedir de viver.
Eu tenho minha vida,
Meu trabalho,
Meu caminho.
Não posso largar tudo
Por alguém que não move
Nem uma pedra por mim.
Não me acusem.
Toda moeda tem dois lados.
E eu já vivi o bastante pra entender
Que cada um carrega a sua própria verdade.
Mas uma coisa é certa:
Jamais saberemos
O que o outro sente.

Aprendendo a ler o clima




Eu nasci com o coração voltado para fora.
Desde cedo, o mundo me atravessava
antes de pedir permissão.


Havia uma casa cheia de ruídos
onde o afeto chegava por intervalos,
como sol entre nuvens densas.
Aprendi cedo a ler o clima,
a prever tempestades pelo tom da voz,
a crescer sem fazer barulho
e, ainda assim, crescer demais.


Havia uma presença vestida de silêncio,
sempre correta, sempre distante,
mesmo quando estava por perto.
E havia outra feita de excessos,
mudança de humor, controle e ausência de cuidado,
um campo minado de palavras
onde o amor surgia quando era conveniente.


E tive que aprender a prever todas as possibilidades


Quando a cidade ficou pequena demais,
o mar se aproximou.
Foi ali que algo em mim
finalmente respirou inteiro.


O oceano não exigia nada:
não pedia explicações,
não barganhava carinho.
Ele apenas vinha.
E voltava.
E vinha de novo.


Aprendi a deslizar
sobre aquilo que a maioria teme.
A cair sem perder a ternura,
a esperar a onda certa
sem endurecer o corpo nem a alma.


Sempre fui boa em aprender.
Corpo atento, mente curiosa,
mãos cheias de perguntas.
Movimento, dança, criação, pensamento.
Mas havia um espaço em mim
que nenhuma conquista preenchia.


Então achei que talvez
o sentido estivesse em doar.
E doei.
Ideias, tempo, cuidado, esperança.
Dei tanto que alguns confundiram
generosidade com disponibilidade infinita.
E eu, que só queria construir,
aprendi também a me decepcionar.


Veio o mundo em pausa.
O ar rarefeito.
As perdas sem ritual.
Os dias iguais demais.
E dentro de mim,
uma tristeza que não gritava,
mas permanecia.


Agora o planeta range.
Homens brincam de poder
como crianças com fósforos molhados de petróleo.
Falam de controle, de fronteiras, de números,
como se a vida coubesse em planilhas.
Decidem sobre corpos alheios
com a frieza de quem nunca escutou o próprio.


E eu só queria surfar.
Sentir o sol queimando os ombros,
o sal abrindo feridas boas,
o corpo cansado por motivos simples.
Trilhar mato, cozinhar para desconhecidos,
defender a terra com alegria
não por heroísmo,
mas por amor.


Às vezes me perco.
Busco estradas nas estrelas,
consolo na espiritualidade,
sinais onde talvez só haja vento.
Não sei ainda o caminho exato.


Mas sei isto:


Ainda agradeço.
Ainda sinto.
Ainda acredito que viver
não precisa ser uma guerra constante.


Carrego um coração mole
num tempo que celebra o endurecido.
E isso, hoje, é coragem.


Se o mundo insiste em ruir,
que eu permaneça sensível.
Se o futuro ameaça,
que eu responda com presença.


Porque enquanto houver mar,
corpos que dançam na chuva,
mãos que cuidam da terra
sem pedir aplauso,


há esperança suficiente
para atravessar a noite.


E se amar este mundo
é o que me cansa,
então aceito o cansaço.


Há exaustões
que são sinais claros
de que ainda estamos vivos.

Quando o medo emergir, saiba:


Somos pequenos, mas gigantes.


O mundo é uma caixinha que, por infinitas caixas, somos incluídos.


Não podemos nos entristecer pelo mundo em que somos minoritários. Mas alegre-se: que mesmo pequenos, podemos transformá-lo.


Mesmo pequenos, somos grandes perante os pássaros que, ao contrário de nós, voam ao surgir no mundo.