Textos de Saudade de Falecido
As melhores memórias passeiam pelas ruas da saudade, fazendo reviver certas histórias, amores, amizades, verdades de hoje e de outrora, passando lugares importantes, reencontrando pessoas queridas, algumas delas continuam fisicamente presente, outras são ricas lembranças, a dádiva de se viver verdadeiramente, construindo cada memória, seja sozinho ou acompanhado, mas sempre que possível por caminhos de sabedoria, de singularidades, nascentes de euforias, iluminados por um amor grandioso, sabores de felicidades, uma poesia vivida com signinificados que tenham sentidos para serem memoráveis, ainda que estejam nas entrelinhas, que não sejam facilmente notados, pois a mente não merece ser mal habitada por banalidades que deixam o coração amargurado e sim por um valoroso memorial que ao ser acessado, leve de bom grado até um dia especial.
Lembrei, com saudade, dos Jarlich, três irmãos gêmeos, negociantes estabelecidos, com negócios de jóias, na Rua da Conceição, quase em frente a prefeitura. Se eu não me engano, Crisólita era o nome da loja. Quando eu ia lá com meu avô, era, na época, uma das melhores do ramo da cidade. De origem judaica, esses negociantes, extremamente simpáticos, gozavam de um vasto círculo de amizades grangeadas nos longos anos de comércio que exerceram com muita capacidade. Delicados ao extremo, lembro que, sorridentes, bastava conhecê-los para que uma amizade tivesse início. Sua freguesia era certa no ramo de jóias. Entendidos no assunto, honestíssimos, não eram como donos da H Stern ou Sara Jóias com a família Cabral. Vendiam a prazo, contou uma vez meu avô, muito antes dos serviços de proteção ao crédito (SPC) o que demonstra o alto grau de confiança que depositavam nos fregueses, mais selecionados pelas amizades do que, propriamente, pelas informações que pudessem obter em qualquer ficha cadastral hoje tão prática. A Crisólita, ou melhor, a calçada fronteira à loja, era o ponto obrigatório de todos os amigos e colegas do comércio dos irmãos Jarlich que, ali, às primeiras horas da manhã, iam provocar os parceiros infalíveis, para uma partida de "porrinha" valendo café. Nesses encontros não falava-se em política internacional. Isso porque, os parceiros, sem que houvesse acordo nesse sentido, sabiam que não seria conveniente qualquer comentário ou opinião sobre a luta travada entre árabes e judeus. Ainda mais sabendo que Hajjat e outros patrícios árabes evitavam comentar sobre a luta na qual os judeus levavam nítida vantagem na ocasião. Essa, aliás, é uma das características da comunidade niteroiense no que tange ao relacionamento de estrangeiros lá residentes. Como é natural, todos têm suas religiões, clubes e festejam suas datas festivas tradicionais, mas, uma coisa é certa, jamais deixam de cooperar juntos pelo progresso de Niterói. E, o que é mais importante, o conceito social de todos eles é dos mais respeitáveis e sempre nivelados pelo trabalho honesto e pelas atividades executadas nos clubes de serviços e em obras sociais diversas. Amam suas pátrias de origem, como não podia ser de outro modo, mas, sem dúvida, há em todos eles e em seus descendentes um demonstrável amor por Niterói, onde vivem, crescem e terminam seus dias. Mas, voltando à reunião habitual pela disputa do café, os anos foram passando e consolidando cada vez mais, a amizade entre os componentes da roda, até que, um dia, um dos irmãos gêmeos, o Isaac, morreu. Foi como se num tripé faltasse um dos apoios. Os sobreviventes sentiram demais a perda. Não eram mais os mesmos. Vislumbrava-se, agora, nos seus semblantes, a marca triste das perdas irreparáveis. Não passou muito tempo, Moysés, o segundo irmão, partiu também para o eterno descanso. A ruptura deste vínculo fez desaparecer no sobrevivente o sorriso que, antes, era o traço marcante da sua fisionomia. Taciturno, já não sentia prazer em conversar com os amigos e a impressão que nos dava era o desânimo. Até que um dia, Germano também foi se unir aos irmãos, deixando um vazio imenso na roda que, com o tempo, foi-se desfazendo pelo mesmo motivo, a morte. E lembro o meu avô dizer: "Meu neto, quando você for mais velho, vai começar a ver as pessoas indo embora." E não deu outra. Já um pouco mais velho, fui vendo, ao lado do meu avô, o Serrão, da casa de ferragens, Souza e Carvalho, os banqueiros, Hajjat, da camisaria Sul América; e outros mais, indo embora, até que chegou a hora mais difícil: ver também o meu avô, meu ídolo, partir. Devem estar hoje em qualquer plano do espaço, fechando as mãos com os três fósforos, disputando qualquer coisa sem valor com os irmãos Jarlich, os saudosos companheiros da disputa do cafezinho matinal. Nós, que ficamos apenas com saudades deles, não podemos deixar de reconhecer que, no fundo, a morte não é tão ruim. A chatice dela está no vazio que provoca, quando arrebata, sem apelação, pessoas que amamos. Os Jarlich deixaram saudades. Homens assim fazem falta à comunidade. Eles, sem dúvida, contribuíram para o progresso de Niterói. Sua loja primava pelo bom gosto. No gênero, em certa época, foi das melhores em instalação, e, inegavelmente, é uma forma eficaz de ajudar uma cidade, dando-lhe vida, através de um estabelecimento comercial bem montado e sortido. Niterói que possui, hoje, nesse gênero de comércio, vistosas e excelentes lojas, que tanto contribuem para o seu progresso como a Gran jóias, dirigida pelo Antônio, a Garbier, da propriedade do Alberto, a Jóia Niterói Ltda, sob a direção do Salomão, não pode esquecer dos irmãos Jarlich que alinhavam a competência comercial ao bom gosto uma excepcional capacidade de fazer amigos. Mas uma amizade que, sem dúvida, passava longe da amizade desses novos empresários de jóias com a família Cabral. Saudades dos irmãos Jarlich.
Sinto saudades ... uma saudade estranha, que dói... dói muito , mas também me faz levantar todos os dias, porque sinto-me como um livro sem as ultimas paginas, uma história incompleta, e é essas coisas que ainda me fazem acreditar que talvez, um dia quem sabe, eu possa te encontrar de novo e assim completar NOSSA história...
Saudade, palavra paroxítona, que ganha vida não apenas no som, mas no sentir. Muitas vezes, é sentida sem ser reconhecida, como o suspiro de um entardecer ou a suavidade de um amanhecer. Uma dor fina e insana, que nas mãos do destino se torna traiçoeira, como um caminho tortuoso que nos leva aonde não desejamos. Saudade é querer abraçar, mesmo sabendo que o tempo parou, que o momento se perdeu e que, por vezes, é preciso esperar sem saber se o que se espera virá. Mas o destino, esse iludido, nos ensina que o fim, muitas vezes, é apenas o começo. Como diziam os sábios, seja resiliente, pois a saudade é uma flor que, bem cuidada, se transforma em consolo, uma velha e sentida paroxítona.
Uma vez me questionei se era possível sentirmos saudade daquilo que não vivemos. Fiquei feliz quando li uma matéria dizendo que sim. Pensei que estivesse meio louca. Como assim sentir saudade daquilo que não vivemos? Hoje digo com tranquilidade que sinto saudade dos momentos que não pude viver ao lado do meu pai. Ele era uma pessoa que poderia ter me ensinado muito. Uma alma rica, mas que infelizmente não pôde ser mostrada em sua plenitude devido ao alcoolismo.
No silêncio profundo, a saudade que sinto de você se perpetua, lembrando-me de como você é essencial na minha vida. Embora nem sempre as coisas saiam como a gente quer, meu amor por você permanece forte e inabalável. Cada dia longe de você me ensina a valorizar ainda mais o que temos. Estou aqui, esperando pelo momento em que estaremos juntas novamente. Te amo! 💖
A saudade, a solidão, a indecisão e a tristeza não são doenças e nem comportamentos sócio-psicológicos doentios. A população urbana das grandes cidades do mundo inteiro devem sim resgatarem a observação e o aprendizado saudável da vida selvagem animal e dos ciclos naturais das águas e das matas.Com sorte reaprenderão a serem humanos e relativos.
Como seria bom se eu permanece se hoje como ainda eu era ontem.Já sinto uma forte saudade de como eu era e do pouco menos que sabia e entendia. Muitas das vezes passar a saber à verdade torna nossa convivência e nosso comprometimento mais difícil. Como entendo hoje o significado exato e doce do amor, dos sonhos e do silêncio dos inocentes. O relógio não caminha no sentido anti-horário logo já será amanhã.
Saudade cria espaço dentro da gente, aperta lembranças, sufoca memórias, vai tomando cômodos e aos poucos, se aconchegando em meio aos móveis da nossa vida. Vez ou outra ainda, ascende um abajur no meio da noite como a quem vai fazer uma leitura, ou anotar uma idéia incrível para dominar o mundo, quando na verdade, só domina mesmo é a gente.
O medo sacode o coração, faz o mar recuar, saudade bate como vento forte. É a maré subindo, me molhando feito areia sem saída, me debruço sobre a boia, não sei nadar, mas não me afogo. Aprendi que em correnteza forte não se nada contra, apenas deixe que te leve. Há tantas praias para se conhecer quando o mar se acalmar. Não deixe que a água gelada te assuste, no final a areia é branquinha e a vista inesquecível.
Mesmo quando sentimos saudade, aquela saudade saudável, quando você tem e pode matar, nós devemos tomar um certo cuidado. Por vezes, ela pode ser temporária, por vezes ela pode acabar, não que você deve pensar nisso, mas sim se preparar ou planejar melhor esses momentos que está vivendo e não querer tomar decisões precipitadas por sentir um sentimento incomum em sua vida. Mas, se quer alguma coisa, não desista dela, persista, aprenda a viver, aprenda a lidar e tudo o que você mais quer, pode acontecer!
Peço a ti então, ó São João, traga de volta meu coração, que partiu pra morar na saudade daquela menina, que um dia eu achei que amaria e a teria em minha humilde vida, pois sem ela eu aprendo e vivo, mas não vivo sem esse coração que me afronta todo dia, a gostar de quem só criei expectativas.
Saudade é um sentimento profundo e único, que envolve a ausência e a memória. É a nostalgia de momentos vividos, a falta de pessoas queridas e o desejo de reviver experiências que deixaram marcas no coração. É a mistura de tristeza pela distância e alegria pelas lembranças, um lembrete constante de que aquilo que amamos sempre permanecerá conosco, mesmo quando não está presente fisicamente.
Que saudade de tudo como era antes. Aprendemos a mostrar o que somos capazes de fazer por amor. Mas, é ano de pandemia e necessário se faz demonstrar o que somos hábeis a deixar de fazer por esse mesmo amor. Aquela mesa de bar repleta de amigos...a academia transpirando vida...dentre tantas outras coisas...Nada disso fará tanta falta quanto o cuidado com nós mesmos e consequentemente a preservação daqueles que amamos. A reflexão é: Nosso futuro não pode esperar um pouco mais das ações do nosso presente e assim esse vírus se tornar apenas um capítulo do nosso passado?
Se um velho amor foi embora, para seu lugar não convide a saudade. Ela machuca, maltrata e faz sofrer. Deixe a memória administrar a situação. Ela tem o condão de entrar na sua história, descartar o lixo sentimental, resgatar o que valeu a pena, drenar a ingratidão, oxigenar sua alma e extrair dos erros e acertos, a fórmula apropriada (ou a mais indicada) para que você possa encontrar uma nova paixão, ou um amor que não envelheça e seja eterno em seu coração.
Apelidei meus dias ruins de “saudade sua”, pois todos os dias longos e pensativos são pensando em você, e com a extrema da saudade, eu fico por horas olhando o calendário para chegar o dia de vê-la, e vigiando o relógio quando estou perto para não correr tão depressa quando estou junto de ti. Ele é covarde, quando queremos que sua agilidade e velocidade façam seu trabalho de passar depressa e tirar essa agonia de ter sua companhia, mas ele insiste em me maltratar.
" A saudade é sem dúvida o mais perturbador dos sentimentos, primeiro porque ela nunca anda sozinha, quando não é o amor é a dor. Deveria existir um remédio para acabar com a saudade, você toma e pronto, adeus saudade, adeus solidão, mas não existe. Então ela martela a cabeça das pessoas como se algo novo pudesse acontecer, como se sonhos fossem possíveis, como se as lágrimas não fossem reais. Saudade boa não sei, pois saudade boa é saudade morta nos braços de alguém. Então meu amigo, minha amiga ainda bem que a saudade insiste, pois quem não tem saudade, não amou, não viveu e certamente nem sequer existe...
Eu pensei: pensei tantas coisas, inclusive que morreria por não mais te ver, eu pensei na saudade que você deixou, eu pensei no vazio que ficou, eu pensei nas lágrimas que correram pela minha face; enfim, eu pensei em você e vi pelo retrovisor da saudade um amor ficando pelo meio do caminho e cheguei a conclusão de que mesmo sofrendo valeu a pena amar você. Valeu a pena amar quem me fez muito feliz, enfim, eu cheguei a conclusão de que não vale a pena te esquecer, a única razão para eu não te esquecer é porque ainda estou vivo, a não ser que eu morra, só assim não pensarei mais em você!
Não quero usar a separação como pretexto para te julgar, mas quero usar a saudade para nunca te esquecer,quero usar a esperança para esperar por alguém que me fez sonhar,quero usar o sonho para te trazer de novo para a minha realidade.Quero usar o passado,para te trazer para o meu presente, quero usar tudo aquilo que me faz lembrar de você.Se eu usar tudo aquilo que vivi com você, estarei preservando na minha memoria a certeza de que valeu a pena te amar,ainda que as lembranças me machucam,não quero esquecer o grande amor da minha vida!
Por mais dolorido que seja conviver com a saudade, a gente deve evitar passar dias de melancolia, choro e tristeza. Seu amor não ficaria feliz em saber que você, de loge, está sofrendo por ausência dele! Encare a saudade como uma fase de fortalecimento e a distância como um dos muitos obstáculos que a vida nos apresenta e a gente os salta com estilo!
