Textos de Saudade de Falecido

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Queria tanto saber
O que você quer me dizer
Se você quer ou não me ver
Se é pra lembrar ou esquecer

Queria tanto saber
O que se passa aí dentro
Se é calmo ou turbulento
Se só ficou arrependimento

Queria tanto saber
O que você faz agora
Onde sua vontade mora
Se fico ou vou embora

Queria tanto saber
O que manda seu coração
Se isso é um sim ou se é um não
Se não passou de ilusão

Queria tanto saber
O que é realidade
Sua verdadeira identidade
Se no final é só saudade

Inserida por EricJoLopes

Em vez de aguardar a solenidade fúnebre para declarar seu amor, faça isso agora, enquanto o tempo ainda nos concede a bênção da presença mútua. Abrace, beije, profira palavras de afeto, peça perdão e conceda-o. Que o amor jamais se cale em seu interior!
Aos seus pais, demonstre a imensidão de sua gratidão e admiração. Agradeça cada ensinamento, cada palavra de orientação que moldou seu ser. Celebre a sabedoria e a história que seus avós carregam, reconhecendo a importância de suas vivências. A seus irmãos, reforce os laços fraternos e a relevância que ocupam em sua vida.
Não permita que a saudade se torne um fardo. Expresse aos seus amigos o quanto sua ausência os afeta e o quanto sua amizade é valorizada. Cultive momentos de alegria e cumplicidade com aqueles que iluminam sua jornada.
Lembre-se: a efemeridade da vida é um lembrete constante da urgência em amar. Viva o amor agora, antes que o amanhã se torne incerto. Transforme palavras em ações concretas, demonstrando seus sentimentos de forma genuína e autêntica.

Inserida por danyllo_formiga

⁠Saudades

Abraços que ficaram no ar,
Beijos que o tempo não deixou roubar,
O tremor da primeira vez a palpitar,
Brinquedos artesanais que aprendemos a amar.

Risadas partilhadas com irmãos,
Pipas ao vento, piões nas mãos.
Corridas sem fim pela rua,
Noites de escuridão ao clarear da lua.

Futebol descalço, a liberdade nos pés,
Sobre paralelepípedos, longe de leis.
O doce sabor do amor a descobrir,
Em cada jogo, um mundo a sorrir.

Esconde-esconde, a vida a brincar,
Bicicletas a girar, estradas a explorar.
Sem preocupações a pesar,
Infância, um reino que não queremos deixar.

Inserida por danyllo_formiga

⁠Havia um silêncio pesado no ar, um tipo de vazio que só o coração partido conhece. Sentado naquele banco, ele olhava para o espaço ao seu lado — vazio, frio, como se a ausência dele tivesse roubado a vida da própria paisagem. O vento soprava suavemente, carregando consigo as folhas secas que dançavam ao redor, cada uma como uma memória se afastando, lenta, mas inevitavelmente.
Nas mãos, uma única flor. Suas pétalas caíam uma a uma, marcando o tempo, assim como o amor que ele uma vez segurou tão firmemente, mas que agora deslizava entre seus dedos. A promessa de um "para sempre" que, como o pôr do sol naquele céu nublado, começava a se apagar.
Ele fechou os olhos, e por um momento, podia sentir o calor do riso dele ao seu lado, podia ouvir sua voz entre as árvores balançadas pelo vento. Mas, ao abrir os olhos, tudo o que restava era a saudade. O mundo, antes vibrante com a presença dele, agora parecia um quadro pintado em tons de cinza.
A chuva começou a cair. Pequenas gotas, como lágrimas que o céu chorava por ele. Ele não precisava chorar. O céu fazia isso por ele. Cada gota era uma lembrança, uma palavra não dita, um toque que nunca mais sentiria. E aí ele se tocou que: o amor, mesmo na dor, era belo...

Inserida por JorgeLimaLoiola

⁠Adoraria ouvir cada detalhe do seu dia
Adoraria ver cada detalhe do seu rosto
Adoraria passa a mão pelo seu corpo
sentir o seu calor
Adoraria te abraça nem que fosse pela ultima vez.

Seus olhos castanhos me fazem lembrar dos meus livros
Dos post-ti dentro dele com seu nome
Da vontade incessante de te conta cada história
Dos poemas que nunca te dediquei.
Do homem de ferro que o fiz pra ti.

Te amar de longe corrói minha alma,
Me agoniza,
Me faz triste e feliz... ou...
Um sentimento que não sei distinguir
Só sei que o amo.

Inserida por Daiane0Matos

Olho pra você, viajo no passado, e lembro dos momentos tão gostoso ao seu lado.
E lágrimas inundam meu olhar
Afoga o coração, numa forte emoção
De um tempo que nunca vai voltar.
Cadê você, que a tanto eu não vejo, sinto falta do teu beijo, do abraço apertado. Uuuuouooooo
Cadê você, que faz falta ao meu lado, quero ser seu namorado, quero ser só de você.

Inserida por Claudiokoda

⁠Hoje é o seu aniversário, 08 de maio.
E por mais que a vida tenha colocado distância entre nós, meu coração ainda sente que essa data também é minha.
Porque te conhecer foi uma espécie de renascimento pra mim.
E mesmo que agora a gente esteja em margens diferentes do mesmo rio, eu continuo ouvindo o som da sua presença dentro de mim.

Essa semana a gente se falou depois de meses.
Meses de silêncio. De saudade disfarçada.
De tentar seguir em frente com metade do peito.
E quando você apareceu de novo… foi como abrir uma janela num quarto onde eu já tinha me acostumado com a escuridão.
A luz não veio pra machucar.
Veio pra lembrar que, apesar dos cacos, ainda existe algo vivo entre a gente. Algo que o tempo não levou.

Não voltamos ao que éramos — e talvez nem devêssemos.
Mas pela primeira vez, a gente tirou as máscaras.
Deixamos a verdade entrar.
Sem culpa. Sem cobrança. Só a verdade.
Só nós, e esse sentimento que, mesmo machucado, ainda respira.

E eu não posso negar: você foi o amor mais bonito que já me aconteceu.
Mesmo na dor, mesmo nos erros, mesmo nos rompimentos — você foi lar.
Você me cuidou como ninguém.
Me amou nos meus dias pequenos.
E ficou… mesmo quando eu só queria sumir.

Talvez a gente tenha se perdido porque tentou se amar com pressa.
Porque o mundo exigia muito da gente, e a gente não sabia ainda como se proteger.
Talvez o amor tenha sido maior que o nosso preparo.

Mas sabe… se for amor mesmo, ele espera.
Ele não exige presença o tempo todo — ele confia.
Ele vira silêncio que acolhe.
Vira lembrança boa no meio do caos.
E se um dia a vida decidir nos reencontrar, que seja pra gente se amar com mais calma.
Com mais maturidade.
Com mais paz.

Hoje, tudo o que eu quero é te agradecer.
Por ter sido porto quando eu só conhecia tempestades.
Por ter ficado. Por ter me enxergado.
Por ter feito parte da minha vida com tanta verdade.

Desejo que você seja feliz de verdade.
Que encontre um caminho onde a sua alma possa respirar inteira.
Que sinta amor, que receba amor — e que nunca se esqueça do quanto você é especial.
Você é raro. Você é luz.

"Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix you."
(Coldplay)

Feliz aniversário, meu amor.
Ainda que eu não esteja mais ao seu lado, meu coração não se esquece de tudo o que fomos.
E se for pra sermos de novo… que seja quando nossos corações estiverem prontos.
Inteiros.
Leves.
E dispostos a cuidar — como o amor merece ser cuidado.

Te amo. E sempre vou.

Com todo o meu coração.

Inserida por JorgeLimaLoiola

⁠DAQUI DE CIMA *-*

Ontem, me apaixonei por Andrômeda.
Hoje, vou casar com a Ursa Maior,
amanhã, com as Três Marias.
Para que elas possam dividir
o brilho delas comigo e esquecer
de tudo aquilo que eu não consigo.

Aqui, me sinto mais vivo.
Por mais que eu seja
só mais um ponto de luz
no meio de toda a escuridão,
sei que aqui: o céu, as estrelas,
sempre seguraram a minha mão.

De cima, posso avistar cada grão,
as rachaduras no chão,
pessoas abraçando umas as outras,
falando que prometem eternidade
e que se veem em outras vidas,
mesmo sabendo que não são infinitas.

Hoje, eu sei.
Sei que prometer demais, dói.
Sei que jurar amor eterno,
não torna ninguém um herói.
Não precisa falar que ama,
se sabe que o seu amor já constrói.

Tudo isso, pra mim, veio de frutos.
Aprendendo da melhor forma,
na prática.
E posso dizer que nunca é tarde.
Foi assim que cheguei aqui,
deixando o lado covarde.

Daqui de cima, estou olhando todos.
Com os pensamentos no ar,
Deus para eu conversar,
o fim é um novo começo a se iniciar.
Aqui em cima, é o nosso lugar.
Deus, obrigado por tudo, pelo apoio
de sempre poder recomeçar.

Inserida por davilimagunther

⁠Título: "Se Ela Não Me Liga"

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Intro
*(Teclado marcante e batida suave, entrando o ritmo de arrocha)*
Yeah… É saudade demais, minha vida sem você não tem paz.
Liga pra mim, meu amor, tô te esperando.

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Verso 1
Já faz um tempo que eu não vejo seu sorriso,
E o meu coração tá perdido no prejuízo.
No silêncio do quarto, a saudade grita,
Eu espero a sua voz, mas o telefone não vibra.

Tantas promessas que a gente jurou cumprir,
Mas agora o amor parece querer partir.
Como é que algo tão bonito pode se acabar?
Se você ainda mora no meu olhar.

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Refrão
Pra mim não importa se é uma liga ou duas liga,
Se ela não me liga, meu mundo desliga.
Tô pedindo, meu amor, volta a me chamar,
Liga pra mim, não deixa o amor acabar.

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Verso 2
Cada mensagem que eu mando, você ignora,
E meu coração acelera a cada hora.
O tempo passa, mas não leva essa dor,
O que custa atender e me falar do amor?

Eu lembro da gente, dos nossos planos,
Tantas risadas, tantos beijos insanos.
Não apaga tudo, me dá uma chance,
Liga pra mim, me tira desse transe.

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Refrão
Pra mim não importa se é uma liga ou duas liga,
Se ela não me liga, meu mundo desliga.
Tô pedindo, meu amor, volta a me chamar,
Liga pra mim, não deixa o amor acabar.

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Ponte
*(Melodia mais leve, emocionante)*

Inserida por AndersonS

⁠Da casa
Morei numa casa,
Feita de cal, madeira e planta.
Tinha facho de velas,
E raios numa porta debruçados.
Minha mãe nos ensinava,
A fazer um pão chamado sonho.
Por vezes tínhamos que fermentar com mais vigor.
Mas por fervor ou insistência, crescia.
Nessa casa se contavam estórias.
Como a luz que ficou presa na sombra,
Até que o vento a libertasse.
Ou da lagoa que desaguava no mar,
Porque ele por ela estava encantado.
Tinha uma que ninguém entendia.
Revelar-se-ia mais tarde na travessia.
Era de uma voz que somente se ouvia,
No agudo silenciar, tomado na profundeza.
A casa inda lá continua.
Minha mãe ajuntou-se noutro tempo.
Só agora, enxertado de silenciamentos, aquela voz ecoa.
Abre-se na boca do menino que se avizinhou da saudade.
Carlos Daniel Dojja
In Poemas para Crianças Crescidas

Inserida por carlosdanieldojja

⁠Poetamento

Meu simples poetamento, pouco explica em seu rumar.
Faz parte dessas ruelas que sempre surgem,
Como meus pequenos passos a marear.
Insinuando trilhas, avistando mapas, a orbitar.

As palavras servidas, além do que, tanto perguntam.
Como guardar o beijo que será efervescido?
Como carregar os pedaços dos que nos faltam?
Como desalumiar os pirilampos da saudade?

Meu palavrear não tem controle de custos.
Pode arquejar no tempo, não estar imune,
Ficar laçando luares, impávido escapulindo.
Querendo partilhar em si, fugaz raio da vivência.

Minha confabulação desmerece acanhamento.
Anda indócil, quase sempre nua, a entregar-se a um riso.
E quando eu pouco me descompasso, num alvoroço,
Sem qualquer anúncio, faz surgir estelares num pingo d’água.

Carlos Daniel Dojja

Inserida por carlosdanieldojja

⁠QUANDO TE SONHO

Quando me aposso da noite do sonho,
Os pés do mar correm em ondas,
E querem se aformosear em teus passos.
Tornam-se seixos encravados em tua espera.

Na terra os braços do vento te acariciam.
Matizam-se de cores para ornar teu ventre.
Tua boca me incita,
Ao não desver o querer imaginado.

Não desperto. Cubro-me de ousadia.
Continuo te inventando,
Antes que desenleie o dia da saudade,
Entre uma e outra possível eternidade.

Inserida por carlosdanieldojja

⁠Comentário sobre a Língua Portuguesa:

Em nossa língua oração é construída ao verbo.

O sujeito está então sentenciado.

Numa conjunção de tempos passados, presentes e futuros,

Onde se mesclam adjetivos e a vírgula fica ao lado.

Mas eu confesso que busco os substantivos, sem desprezar os predicados.

E quando me ponho a tecer frases exclamativas ou declarativas,
vem-me as imperativas, a interrogar-me sobre as optativas que se depreendem na singularidade.

Faço oração para encontrar o sujeito absoluto em sua simplicidade.

Aprendi assim à oxítona amar e a expressão única da saudade.

Inserida por carlosdanieldojja

⁠Apetite de Amanhãs

Deus, em sua eternidade, não precisa de lembranças;
Nós é que forçamos o recordar.
O tempo, esse sábio que a tudo cura,
Desenha as marcas de quem somos.
Não há ferida que ele não toque,
E não há memória que ele não visite.
A conferência da saudade não nos deu a dádiva do esquecer.
No ensaio da solidão, guardo algumas dores enquanto ofereço sorrisos.
A saudade vem nostalgiar,
Recorda até as desnecessidades.
Bendito seja o inventor da memória,
Que nos dá o poder de reviver os dias,
De devotar a delicadeza
E discernir que a esperança é diferente da espera.
Olho para o passado, sim,
Mas tenho apetite de amanhãs.

Inserida por Epifaniasurbanas

⁠Mundo Azul

Ele caminha devagar na calçada,
como quem mede o peso do dia.
Apressados tropeçam nele,
mas ele nunca tropeça
na pressa do mundo.

Disseram que era estranho,
porque via o mundo por ângulos tortos.
Que culpa tem um espírito sensível,
se a sociedade se crê reta demais
para enxergar a beleza do desvio?

No intervalo entre duas palavras,
ele enxerga um poema inteiro.
No espaço entre um toque e outro,
ele sente tudo o que existe.

A falta de respostas assusta os outros,
mas o silêncio dele não é vácuo: é morada.
Ali dentro, onde poucos chegam,
há um universo à espera de tradução.

Inserida por Epifaniasurbanas

⁠O Silêncio dos Vagalumes

Foram-se os vagalumes,
não por medo da noite,
mas porque sua luz já não cabia
em mãos que desaprenderam o assombro.
Foram-se como preces mudas,
sem rastro, sem vestígio,
levando consigo a infância dos olhos
e a última centelha do espanto.

A cidade caminha sobre sombras,
e os passos ressoam na ausência do que era vivo.
Onde antes um lampejo fugaz
rasgava a pele do escuro,
agora há um breu domesticado,
submisso ao clarão sem alma
das lâmpadas que nunca dormem.

Mas quem sabe, em outra noite,
quando os homens cessarem o peso
sobre as coisas miúdas,
eles voltem.
E, sobre as ruas, redesenhem em claridade
o que o silêncio agora esconde:
o simples milagre
de brilhar sem porquê.

Inserida por Epifaniasurbanas

"Fecho os olhos...
Não há forma melhor de encurtar a distância.
Não conheço outro jeito de acessar o impossível.
Como máquina temporal, trás o momento, infinitas vezes ao ponto escolhido.
Olhos são portais das memórias.
No avesso das minhas pálpebras, um mundo paralelo, insiste em acontecer."

Inserida por Epifaniasurbanas

NO CAMINHO


É no caminho que eu me distraio

É no caminho que ouço os pássaros

É no caminho que eu sinto a falta

É no caminho que me falta a fala

É no caminho que bate o cansaço

É no caminho que sinto o mormaço

É no caminho que passa a multidão

É no caminho que enxergo a solidão

É no caminho que sopra o vento

É no caminho que me esbarro com o desalento

É no caminho que penso em tudo,mas vejo o mundo

com tanta grandeza que a minha tristeza se envergonha de existir…

Inserida por Manaia

⁠Oh, solidão acerba
Que, em mares desconhecidos,
Navega rumo à mansidão do infinito
Buscando um horizonte perdido
Através de espelhos d'água
Que se confundem com reflexões
Profundas como o mais vasto oceano
Que abraça cada pedaço de saudade
De quem, só, sofre calado.
Pensamentos que afogam
Embaraçam, pressionam.
Só te arrosta quem amou
E quem ama em vastidão
Outro coração, outros corações
Em distante escalada.
Eis o que move a vida:
Aprender a dançar
A dança da Solidão.

Inserida por ricaardomf9

As esperanças cessaram.
É momento de deixá-lo partir.
Mas, questiono-me como?
Se ainda insiste em respirar
Aqui dentro do meu coração?!

Como olvidar o brilho daquele olhar
Se cada vez que vejo as estrelas
Lembro-me deles?
Ou então, do teu sorriso?
Que cada vez que lembro,
Me perco na curva dele.

Um enigma um pouco,
Ouso a dizer, muito, muito difícil
Para decifrar e encontrar uma solução.

Várias vezes tentei olvidá-lo
Todavia, as tentativas foram debalde
Sim. Todas em vão.
Pois, não se tira da mente
Algo que não saí do coração.

Inserida por Sarinhahh