Textos de Saudade

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A SAUDADE PODE SER
UMA DOCE LEMBRANÇA
Marcial Salaverry

A saudade pode ser uma doce lembrança,
que foi deixada por uma triste saudade
de algo que foi vivido,
e que trouxe felicidade...

É melhor sentir essa saudade,
do que nada ter para lembrar,
lembrança de que se esteve a amar...
Apesar daquela dor persistir,
sempre pode o recordar existir...

Recordar um momento de felicidade,
de um pecado vivido sem maldade...
Aquele beijo trocado,
um lindo instante de amor a ser lembrado...

"Recordar é viver", como aquela música diz,
e não se deve deixar morrer a lembrança
de um momento feliz...
Assim, podemos esperar o amor reviver,
para certamente ver um sonho renascer...⁠

Inserida por Marcial1Salaverry

A falta que nos fazemos.


A falta que nos fazemos.
Ausência sentida, porém,
não compreendida.
Sinto falta do Amor
fraternal, familiar, aquele
Que um dia foi transbordaste.
Hoje, vivemos das poucas gotas
que ainda se fazem presente.
Gratidão senhor, pelas tantas
fontes que saciam a nossa sede
de vida, sede de Amor.

Inserida por RicardoMellen

⁠Linda assim do meu jeito simples de ser,
vem pra mim do jeito que você está.
Tô com saudades desse abraço gostoso.
Meus pensamentos viajam.

Nada de esculachar,
não sei mais para onde irei.
A noite foi desgastante,
mas é com você que desejo finalizar.

Eu sei o que fazer
Não quero só observar
Eu quero sentir você

Que me chame de louca
Eu te desejo o melhor desse momento

Chega de medos
Chega de insônia

Eu quero te acordar
Quero viver com você

Não quero retroceder
Meu amor não vou chorar
Quero chegar lá fora
E encontrar você

Poesia de Islene Souza

Inserida por ISLENESOUZA

⁠Canção d'amor sublime

Quero saciar tua sede
Mesmo à longa distância,
Uma lágrima de saudade
Vestida em tuas lembranças.

Teus versos d'amor sincero
Nesse frio da estação,
Me deixam toda contente
De robe ou mesmo roupão.

Desejos que vêm sutil
Me levam a fazer poemas
Preenchendo nossos espaços
Os sentimentos mais lindos.

Teus braços em minha cintura
Aconchego noite e dia,
Meu coração junto ao teu
Embalados numa canção
D’amor sublime, infinito.

Esta poesia é parte de um "Dueto" com o poeta Ademar Siqueira.

Inserida por AparecidaRamos1124

⁠Saudade de você é vento frio no peito,
é tarde que demora a passar,
é silêncio gritando teu nome
em cada canto que eu olho.

Saudade de você tem gosto de ontem,
cheiro de abraço que não veio,
toque que a pele ainda sente,
mas as mãos já não alcançam.

E eu fico aqui,
tentando vestir o tempo com tua presença,
costurando lembranças na alma,
até que o destino te traga de volta.

Inserida por geovana_carla

⁠No compasso da saudade, meu coração se faz canção,
E cada batida ecoa o amor que guardo em meu peito,
Teus beijos cálidos são a melodia da paixão,
Que dançam na memória, como um doce jeito.

Sinto falta do calor do teu abraço sincero,
Onde o mundo se dissolve e o tempo não passa.
Teus braços são meu abrigo, meu porto verdadeiro,
Em cada toque seu, encontro a paz que me abraça.

O carinho que me dás é como a luz do sol,
Que aquece minha alma e ilumina meu caminho.
Sem você, meu amor, tudo é um pouco maior,
Uma espera insensata que traz um doce espinho.

Mas a esperança resplandece em cada amanhecer,
Pois sei que em breve estaremos lado a lado.
E então poderemos juntos novamente viver,
A magia dos momentos que o amor tem guardado.

Assim, sigo sonhando com o dia de te encontrar,
E nos teus braços sentir todo esse calor.
Porque você é a razão do meu eterno cantar,
Meu amor, minha vida, minha maior flor.

Inserida por alessandro_ferreira

⁠Na viagem, saudade aperta o coração,
Lembranças do lar, doce recordação.
Em cada cidade, um mundo a explorar,
Mas é no meu canto que quero voltar.

Caminhos distintos, paisagens a desbravar,
Culturas e sabores a se experimentar.
Mas é nos amigos, nos risos e calor,
Que encontro abrigo, onde está meu amor.

Entre estradas e aventuras, sigo a sonhar,
Mas é na memória que volto a repousar.
Viajar é aprender, crescer e sentir,
Mas sempre é bom para casa, enfim, regressar.

Inserida por Mary_rick

⁠. O saudosista

Tenho tanta saudade da minha infância lá nos anos oitenta onde tudo era difícil e o espaço era limitado,criado na cidade mas amante do interior, até o cheiro das vacarias tenho saudade,banho de rio,pescaria com varinha de bambu,saudades dos amores que tive,das fronteiras que passei,lugares por onde andei,pessoas boas que conheci,anjos que cruzaram meu caminho,saudade da rainha da Borborema, só de lembrar os olhos enchem de lágrimas,saudades das aventuras,das goiabas roubadas do quintal da vizinha,saudades da escola e dos colegas de sala,saudades dos professores,dona Ieda,dona Fátima,dona Carmem,saudades de velhos amigos de trabalho,das profissões que passei,saudades da inocência de um amor que tive,saudades do cheiro de bebê dos meus filhos quando novos,saudades dos sermões do meu pai,saudades da mão que tanto pesava quanto acariciava da minha mãe que Deus chamou,saudades de meus avós,dona Maria e seu José,Nancy e Absalão, dona Selma,de como meu bairro era,eita saudade.

Inserida por ricardo_a_lima

SAUDADE DO FUTEBOL ARTE

Foi-se o tempo em que a nossa seleção
Empunhando bandeira pelo mundo,
Era garra e talento tão profundo,
Um orgulho premente da nação.

No toque envolvente e na precisão
Do drible genial, no pé fecundo,
O Brasil se tornava, num segundo,
Senhor do gol, do encanto e da emoção.

Agora resta apenas a memória
Do tempo em que o gramado era magia,
Quando o gol reluzia em nossa história.

Porém, persiste ainda essa alegria,
Esperança na garra e na vitória
De um futebol que tem ginga e poesia.

Inserida por poetapedromonteiro

⁠' EU NÃO SABIA '
Lembro-me de ti com saudades,
Embora o tempo mostre verdades.
Lembro-me dos nossos corpos entrelaçados,
Daquele seu abraço apertado,
Sob a luz da lua prateada,
Como se no mundo;
Não Houvesse mais nada !

Lembro-me de seus olhos brilhantes ,
A fitar os meus também,
Daquele Gosto gostoso de teus beijos,
e de mais ninguém !

Lembro-me de seu corpo suado
Em meu corpo roçar,
Do teu toque quente,
Em meu corpo ardente,
Pedindo-me, só para te amar !

O que eu não sabia é que no outro dia,
Tu ias embora, eu não sabia.

Maria Francisca Leite

Inserida por mariafrancisca50leit

Debruço

⁠Quando notaste minhas lágrimas derramadas,
E em teu peito debruçou-se a saudade,
E meu leitor perdoou mentiras.

Não direi o que fazer.

Quando ouvires minha voz
Sem que eu esteja,
Saiba que parti para longe, além,
Mas não te esqueci.

E atenderei, atormentarei e julgarei
O anjo claro que deixaste.

E ele foi dizer ao meu Senhor
O que dizer deste amor
Que não passou, só cresceu,
E nem mesmo o tempo envelheceu.

Inserida por WalyssonLima

⁠Saudade

Hoje é 21 de março
E a cidade entoava, em tom maior,
Os acordes de um futuro promissor.

Recorda os dias de luz? Ah, que saudade!
As ruas ressoavam igualdade,
Era como se a vida soubesse esperar.

Nossas promessas eram bem firmadas,
Nem notávamos o tempo em caladas,
Palavras que se perdiam pelo chão.

A mesma saudade era tão serena,
E além, despontava, na pequena
Janela, um horizonte de inspiração,
Um coração sem medo.

Meu amigo, ainda há uma esperança,
É preciso resgatar a confiança
E cantar para nunca se esquecer.

Inserida por WalyssonLima

⁠Em cantos silenciosos, onde a saudade reside,
Um amor adormecido, que em sonhos se esconde.
Olhos que se cruzam, em um olhar proibido,
Um desejo ardente, que o destino esconde.

Como um rio que corre, em direção ao mar,
A alma anseia por um amor, que não pode alcançar.
Um abraço inalcançável, um beijo em vão,
Um amor que se apaga, antes mesmo de amanhecer.

E no silêncio da noite, a lembrança surge,
De um amor que não pode ser, que em sonhos se aflige.
Um sussurro de esperança, que a alma alimenta,
Mas o destino cruel, o amor condena.

Inserida por makezeencavanagh

⁠Havia um incômodo ante o silêncio do analista, pois soava como uma ausência.
E ausências, por vezes, implicam dores.
Silêncios, por vezes, falam de sufocamentos e impossibilidades.
Aventurando-se nesse desconfortável desconhecido, depara-se com um tiro à queima roupa.
Dessa vez, a sensação de ser deixado ao relento dá espaço à captura que, não sabendo bem como se define, varia entre provocação e amparo.
Haveria, ali, um atalho?
Talvez ele não saiba por onde se deve ir...
Mas parece que diz, sem dizer, que deve ir a algum lugar.
Há um novo olhar sobre o silêncio.
Ele é um ato, se faz presença.
Ele está ali, mais vivo que qualquer abraço, que qualquer palavra, apesar de não trazer na sacola uma resposta-alívio.
Ele mexe no que estava quieto, levanta a poeira que vivia por debaixo do tapete, descobre andares inexplorados abaixo do piso.
E, ao contrário do nó que antes causava na garganta, hoje, faz o corpo todo esperar por ele, aquele bendito, que o empurra pra dentro de si mesmo.

Inserida por lavinialins

⁠Morada da Saudade

Saudade, dor que castiga,
Silenciosa, cruel, imprecisa,
Se agarra à alma, intrusa antiga,
E ninguém ouve minha brisa.

Grito alto, ninguém escuta,
É lamento que o vento carrega,
Coração sangra, a dor é bruta,
Na noite fria, a esperança nega.

Rasga o peito, faz morada,
Deixa em mim ferida aberta,
E a solidão, sempre calada,
Se torna a visita mais certa.

Por que me tomas, sentimento vil?
Levas a paz e me deixas assim...
Traz de volta o amor sutil,
Que era luz no meu jardim.

Inserida por WisleneCardoso

⁠"Entre Ausências e Correntezas"

Havia um silêncio dentro de mim — daqueles que gritam sem som.
Fui barquinho… não por escolha, mas porque era leve demais para afundar, e pesada demais para voar.
Deslizava pela vida num rio que parecia entender todas as minhas ausências.
O rio me conhecia. Sabia das vezes em que sorri com os olhos cheios de despedida.
Sabia das noites em que, mesmo sem tempestade, eu naufragava em mim.

O barquinho que me levava não era feito de madeira;
era feito de memórias, de poemas nunca ditos, de amores que só existiram do lado de dentro.
Rangia baixinho, como quem chora sem querer incomodar.
E, mesmo assim, teimava em seguir — cortando as águas da existência com coragem e ternura.
O tempo passava… e o rio, ah, o rio… era meu espelho.
Cada curva que ele fazia também se desenhava dentro do meu peito.

Era como se ele lesse os meus silêncios.
Era testemunha do que não escrevi, do que nem a mim mesma confessei.
Sentia que ele sabia do amor que ainda me habita — mesmo desabitado.
E, sem dizer uma palavra, ele me respondia: com folhas, com brisas, com reflexos de céu.

Em certos trechos, o barquinho parecia dançar.
Em outros, quase desistia.
Mas o rio nunca me deixou.
Conduziu-me como um velho amigo que não pede explicações.
Apenas aceita. Acolhe. Acompanha.

E hoje, se alguém perguntar por mim, direi que não me perdi:
apenas me tornei parte da correnteza.
Sou o barquinho. Sou o rio. Sou também a ausência.
E, juntos, seguimos…
Eu, o barquinho, o rio — como testemunha
de tudo o que fui, de tudo o que ainda me resta ser.

Inserida por rosangela_montano

Fragmentos da Alma: Uma Busca Interior

As ausências gritavam em mim como espaços vazios em uma velha casa. Eram partes de quem eu fora, talvez de quem eu poderia ter sido, agora dispersas pela jornada. Algumas, lembranças esmaecidas de um caminho incerto, perdidas em desvios e encruzilhadas. Outras, cuidadosamente depositadas em uma gaveta esquecida – um relicário empoeirado no recôndito do quarto, onde o tempo parecia ter parado, carregando o peso de versões abandonadas.
Ah, essas múltiplas faces que o espelho refletia, nenhuma delas inteiramente familiar. Eram máscaras provisórias, moldadas por expectativas alheias e tentativas vãs de me encaixar em contornos que jamais foram meus. Qual delas, eu me perguntava, era a verdadeira? E, mesmo que a encontrasse, como poderia vesti-la sem sentir o tecido estranho, as costuras apertadas em minha própria pele?
Foram inúmeras as investidas, os contornos forçados contra moldes alheios, na busca por um encaixe ilusório. Em que me tentava enquadrar, afinal? A própria forma se esvaía, tornando-se uma sombra indecifrável na neblina da minha confusão.
Naquele labirinto de identidades provisórias, eu me perdi de mim. A busca pela essência, pelo núcleo indivisível que me definia, esmoreceu como uma chama vacilante. O sorriso, antes espontâneo como o desabrochar de uma flor, tornou-se um exercício consciente. E mesmo quando meus lábios se curvavam, pairava a dúvida cruel: era alegria genuína ou apenas uma pálida imitação, uma resposta condicionada ao espelho do mundo?
A jornada de reencontro era árdua, um caminhar hesitante por um terreno desconhecido. Alguns dias, os passos eram lentos e arrastados, como se o próprio tempo conspirasse contra a urgência da descoberta. Em outros, a esperança acendia um farol distante, impulsionando-me por sendas mais longas, mas promissoras.
Mas eu pressentia, no murmúrio silencioso da alma, que o encontro era inevitável. E quando, finalmente, reconhecesse meu próprio reflexo, límpido e despojado de artifícios, ah... naquele instante, eu ergueria uma muralha intransponível contra qualquer sombra que ousasse me desviar da luz reencontrada. Jamais permitiria que os fantasmas do passado me arrastassem de volta ao labirinto. A liberdade de ser, em sua plenitude, seria meu tesouro mais precioso, guardado a sete chaves no santuário do meu ser.

Inserida por adnaline

⁠versos de copo vazio

No canto de um bar, meu velho refúgio Me abrigando da tua ausência, num trago sujo
Como um samba antigo desafinado e bom

Na mesa riscada um poema incompleto Teu nome borrado, meu peito fechado
O barman já sabe "mais uma ai irmão?"
E eu disse é claro já que o amor não tem cura Apenas repetição

E um dia se tu voltar
Por ironia do céu
Vai me encontrar sorrindo
Pois o amor de um boemio é torto e partido
Como cerveja derramada num peito ferido.

Inserida por joao_ernani_reges

⁠"Divagações das Minhas Saudades"

Divago nas minhas saudades,
como quem caminha sem rumo
em um deserto de palavras não ditas.
As horas passam lentas,
como velhos amigos que se despedem,
e eu, perdido entre os ecos do que fui,
me encontro em cada lembrança,
navegando por mares de silêncio,
onde só restam as ondas do que ainda arde.

As saudades se transformam em terra,
em raízes que crescem dentro de mim,
tocando a carne com a delicadeza das palavras
que nunca foram ditas ao seu tempo.
Cada fragmento de memória é uma chama
que me queima e me refaz,
porque, no fogo da saudade,
encontro uma verdade
que não cabe em discursos vazios,
mas dança nas sombras de quem ama.

O vento traz o teu nome,
e, por um instante, é como se te ouvisse
nas notas de uma música esquecida.
Mas, ah, como são pesadas as notas
que nos deixam!
Como são imensas as distâncias
entre o toque da tua pele
e a lembrança do meu abraço!

E, ainda assim, divago.
Porque a saudade é também a saudação
ao que foi, ao que se foi e que, em mim, permanece.
E o que permanece em mim não é apenas o eco,
mas o amor que transcende
as fronteiras do tempo,
que desafia o desgaste da carne
e se ergue, eterno,
na poesia dos momentos que nos pertencem,
mas que o mundo se esqueceu de guardar.

Inserida por rosangela_montano

⁠" A PRESA "

De sonhos, cá se vive… De ilusão,
de medos, de esperanças, de saudade,
te afetos, de querer, fraternidade,
do que se nutre e quer o coração!

Se vive de desejos, da maldade,
de arroubos, infundados, da paixão…
De gana, de vontades, de ambição
ou tudo o mais que der felicidade.

Assim, em vez de sermos, nós, pensantes
tornamo-nos foi seres, sim, amantes
que vivem do que amam nesta vida…

Se busca o que nos nutre todo anseio,
por birra, por loucura ou qualquer meio
até se ter a presa pretendida!