Textos de reflexão sobre a vida

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⁠IMORTAL

Olhar, envelhecendo, vendo a ruína perto
reconhecendo vãs as palavras passageiras
lacrimejou, enxugou as ilusões traiçoeiras
e me avançou na prosa com o feito liberto

Meu viver tendo sonhado e o afeto oferto
a uma ventura e mais gentis alvissareiras
emoções, onde grafei poéticas fagueiras
ao coração, foi mais romântico, por certo!

Então, se já velho e jovial o pensamento
permiti mais poesias floridas, o portento
romantismo, o que torna o amor eternal

Devaneei na literária, fiz um soneto alado
me dizendo que o momento era chegado
envelheci! Porém, sorri, o verso é imortal!

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
Abril, 30/2021, 09’30” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Assim eu

Nada fui tão igual
Nada tive ovação
Nada foi excepcional
Nada encontrei em vão
Sempre fui usual
Sempre fui exceção
Sempre fui atual
Sempre fui exclusão
Um solitário nunca só
Um amante sem paixão
Um alegre de dar dó
Um genuíno de tradição
E neste novelo de nó
Aprendi a poetar grão a grão
Num poético efeito dominó
Assim eu, indizível emoção.

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
14/05/2016, 03'35" - Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Nos Passos

Nos passos da trilha da felicidade
Buscados pela humanidade
Me vi um peregrino de verdade
“Mochilando” pelos caminhos afora
Me vi sonhador, real e com dor que chora
Nas coincidências desta caminhada
Idealizei muitas, muitas jornadas
Caminhei com muitas lembranças
De atormentadas emoções, e desejada esperança ...
Ah! Incansável busca
Que o tempo não ofusca
Estacionada na maturidade
Na calmaria da experiência
Que chama ao chão a consciência
Com as proezas do prazer
Aconchegadas no viver!

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
11/09/2008 – Rio de Janeiro, RJ

Inserida por LucianoSpagnol

⁠APRESSA-TE

Basta-te depressa, o tempo é fugaz
A vida passa num piscar, sem temor
Que hoje é viveza e desejo lhe traz
Amanhã, já não mais lhe terá amor

Gostemo-nos agora, o viver é fugaz
Dando laços, vamos, ofertando flor
Agrado leve que ao coração satisfaz
E um querer manso, feliz e sedutor

Vagando serenamente por um olhar
Estar, e no coração sentir a pulsação
Sem que a desdita venha perturbar

Existamos hoje, na sede, na paixão
Mantendo acesa a chama de amar
Que flama, divina, na viva sensação

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
21, junho, 2021, 14’25” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠A VIDA ESCREVE

O fado meu contente, que a vida escreve
Vivendo de amor, um desejo tão ingente
Vive em uma poética, e tão eternamente
Canta cá no soneto, tão puro e tão leve

Se lá no assento do coração, tudo breve
Não tem aquele olhar e, se não consente
Sente não poetar o que não será ardente
Sim, desencontros, triste sina prescreve

E se vires que dele podes então merecer
Não verseje a coisa duma dor que ficou
Viva o momento, assim, verseje pra ser

Rogue ao fado, pela sede que acreditou
Traga pra ti a poesia no melhor querer
O amor, a sensação do que não acabou.

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
20 de agosto de 2021, Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠A GENTE

Eu e tu: soneto e eu, poética repartida
Em duas estimas, duas estimas numa
Aí sentida. Tu e eu: ó versejada vida
De duas sortes que em uma só resuma

Prosa de partilha, cada uma presumida
Da alma contida, conferida... em suma
Essência na essência, sem que alguma
Deixe de ser una, sendo à outra medida

Duplo fado sentimental, a cuja a sina
Que na própria paixão cada uma sente
A sensação dum aquinhoar da emoção

Ó quimera duma poesia integralmente
Que infinitamente brote da inspiração
E, suspire na inspiração infinitamente...

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
26, agosto, 2021, 11’03’ - Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠PASSANDO 2

Escrevo diante do cerrado pálido
É setembro, há pó nas venezianas
No pensamento, rubras filigranas
Orlando o sol no horizonte cálido

Na sensação, uma dor doidivanas
De melancolia, que tem hora certa
Misturando tons, emoção e oferta
Desenhando as ilusões cotidianas

Desponta ao longe aquela saudade
Que me faz esquecer do que fazer
Do que pensar. Da minha vontade

Vago inquieto, e vou devaneando
A poesia vazia, sem sabor, prazer
E nos minutos o destino passando

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
21 setembro, 2021 - 09’00” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

MELANCOLIA

E passa o tempo, cabelos embranquecidos
Diversas outras, e mais diversa sensação
São como desejos sem vida e carcomidos
Nuns suspiros do destino soltos pelo chão

O dia se faz segundo, e a rapidez pousada
Enrijando as quimeras dos pobres mortais
Nem mesmo a tal imaginação é iluminada
E capaz de parar as frustrações enfermais

E o tempo implacável baila sem paragens
Enquanto o caimento avança impiedoso
E a ilusão, então, deita sobre as miragens

Passou, vai passando: do amor a poesia
Triste amador que não foi ser amoroso
Pois, lhe restará devaneios e melancolia...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
23 setembro, 2021 – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠RECÔNDITO

Falei tanto de solidão, de devaneio
De sonhos, galanteios e desgraça
Em tudo fugaz, que vem e passa
No piscar de olhos, com que veio
Tal desventura e ventura e graça
Choro e riso, a liberdade e o freio
Tão pouca a sorte tive no sorteio
Tudo agridoce tal fogo e fumaça

O autêntico senso, é de mansinho
Penetra na alma, no amor orgulho
Tem olhar manso e melhor carinho
Se vem e devassa, é um engulho
Silencia, no doce poetar, definho
Suspiro, perfurando sem barulho

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
2018, 06 de outubro - Cerrado goiano
Olavobilaquiando

Inserida por LucianoSpagnol

⁠CELER

Tudo frágil, indo, tudo passa
do que é deixando para trás
num rastro breve, tal fumaça
e se lhe dado o tempo, verás

Tudo acaba, o fado, num zás
a juventude se faz sem graça
morosa, enrugada e sem gás
assim, sem que esforço faça

A ilusão se vê numa ilusão
lamento e pranto sem valia
desejo nos desejos em vão

Pois, banal torna a despedida
e pouco importa a sensação
de aparto em aparto, morre a vida!

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
08, outubro, 2021, 08’10” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠DISPARADA

Abarrotados sonhos pressurosos
Vão no viver, indo em disparada
São esmeros e gestos vaporosos
Do fado, numa condição agitada
Desejo, ensejo, todos cobiçosos
Amores, e a tal alma apaixonada
Corre o tempo em atos curiosos
Veloz, numa viagem pela estrada

No galope do ser aquele intento
Na casual o diverso sentimento
Tudo no acontecimento da sorte
Tudo passa, apressado, ó dureza
Num piscar fugaz e de incerteza
De um começo, meio e a morte!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
27 janeiro, 2022, 10’45” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠AMANHECE A VIDA NO CERRADO

O sol reluz no horizonte do cerrado infindo
Trazendo o amanhecer com a sua grandeza
Luz, encanto e o céu de matizes colorindo
Tudo convertido em fascínio e em beleza
Enchendo de vida, e de suspiro a alvorada
O canto dos pássaros em seus burburinhos
Seduzem os ouvidos em uma doce batucada
Refulge o cerrado tonificando os cantinhos

Sob o céu, agigantado, aquele azul turquesa
Que com graça cobre o sertão de pura riqueza
Aclamando o alvor com solenidade e euforia
E, com a brisa matutina aquele afável frescor
Que soam nos galhos tortos com duro vigor...
Amanhece a vida no cerrado numa viva poesia!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
15/06/2022, 05’05” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠SENDO

Nos remotos idos da minha biografia
Entre desejos e aqueles muitos apelos
Os mais intensivos sentimentos, belos
Eu experimentei a essência da estesia
Nesta poética sentimental, a poesia
De sensações em versos tão singelos
Os amores, onde, também, os flagelos
Conheci. Assim, a minha alma polia...

Agora entre lágrimas e risos, enlevo
Cada sentido, ação e comigo eu levo
Porque tudo no viver é muito breve
Se leve ou pesado, há o que renova
Em uma batalha de continua prova
Pois, sem o necessário à sorte deve!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
06 julho, 2022, 14’44” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠FATAL

Ao assistir-te, pétala, da rosa desprendida
Em devoluta queda, no ciclo em conclusão
Deixando-se ir arrematada, fatal condição
Me vi, semelhante, no ser, em despedida
Tempo idos, e a quimera do sonho parida
Remindo todos os arroubos meus, sanção
Vou em subida, com a versada imaginação
Seca, ocorrida, suspirante, no chão caída

Agora só, e a escrever a solidão a vagar
Numa saudade que do peito dá pra ouvir
Traçando conto, sem capricho no contar
Olhando a rosa, sempre formosa, a sorrir
Por que o despetalar? Sina, que faz chorar
A dor do verso, de quem, mais, quer ficar...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
12/10/2022, 14”45” – Araguari, MG
Protegido por Lei de Direitos Autorais (9.610/98)
Se copiar citar a autoria – © Luciano Spagnol – poeta do cerrado

Inserida por LucianoSpagnol

⁠BENDITOS

E o velho leme da vida, guia
A nau cambaleante garrida
Traçando no tempo ousadia
E fato de chegada e partida
Flui e seca, a bamba poesia
É o espírito em sua corrida
Doce encanto, pura valeria
Numa diversidade incontida

E pelo rumo, a vida e morte
Palmeando a face da sorte
Qual cativos nos seus delitos
E o velho leme do fado, rege
Catando ser ardiloso, herege
Mas eleitos, somos benditos!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
19 março, 2023, 15'06" – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Noutro dia...

Num verso sentido, na poética, figura
Sussurrado da emoção em um talvez
A saudade que sente a dor sem cura
De outrem. Uma sensação de nudez
Enquanto na prosa ao acaso procura
O otimista verso suspirado, e que fez
Dantes a poesia sem aquela tristura
Incessante agrura e sem ter a rudez

Então, surge a madrugada, ritmada
A ilusão, sobre o chão, desfolhada
Guiando a trova, criando-a especial
Ó esperança de atraente formosura
E, ante ao escrito vazio de aventura
Traz noutro dia, inspiração virginal...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
27 agosto, 2023, 13’26” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠DIMENSÃO

Foi a poesia, bem sei. Sua alquimia
A cadência de chegadas e partidas
Que me trouxe, aos poucos, a valia
E a certeza das emoções sentidas
Foi a saudade, bem sei, a nostalgia
Nos versos de pesadas despedidas
Que deixou a minha alma toda fria
E o coração com sensações doridas

Foi a prosa, alada, formosa, curiosa
O toque, o cheiro, e um tal momento
Que encheu de causos e razão nova
Foi a vida, bem sei, ao viver preciosa
Uma dor chorada naquele sofrimento
Que deu cada dimensão a minha trova...

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
08 dezembro, 2023, 19’28” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠OCASO DA VIDA

Vai, folha seca, vai, desgarrada
Ao vento em fascinante magia
Vai, que o outono, já evidencia
No fatal balé, de poética toada
Cumpre o destino, meta sagrada
Mudada: sem cor, árida sinfonia
Sem viço, sem a gala da energia
E, a tua pálida força, já crestada

No tempo, a tua mocidade palia
Deixando-te no calor da saudade
Vai, folha delicada, doce poesia
Baila pelo ar desta final liberdade
Realizou a sua crucial biografia...
Ímpar e, cada um de nós há-de.

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
26 agosto 2024, 16’23” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠SOBRE A VIDA

Abri o meu sonho ao raiar do alvor
E ideei, veio a sorte, então, segui-a
Na ilusão, maciça de colorido vigor
E tão mais venturosa e, com poesia
Fui criando momentos e alquimia
Aos pés da emoção, no tom maior
Assim, no jogo do fado, robusto ia
No sentimento, caminho, no louvor

A gente é realidade, fantasia: lança
Avança, recua e vai na imensidade
Dentro da incerteza e da confiança
No viver tem uma vasta diversidade
Larga vitalidade, tão cheia de dança
Já o passado, uma estreita saudade...

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
01/09/2024, 14’27” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

'MAR... '

Nos extensos mares somos barcos naufrágios. As muitas correnteza [des]favoráveis sempre deixam ranhuras. As salinizadas águas com o tempo deixam cicatrizes. A dilaceração é perceptível com o tempo e o tempo é um desastre.

Vedar as fendas que surgem apenas prolonga o que de fato já se escreveu. Deixar o barco correr ou manter-se agitado? Há os que preferem a resistência, a mágoa de tentar subir as correntezas rumo às suas expectativas. Outros apenas flutuam. São levados pelo mar com aparente satisfação e ócio.

Mas sabe-se: todos querem um porto a qualquer valia. Chegar àquela luz que tanto brilha. Manter seguro a estrela que tanto se admira. Uma. Várias. O que vale é a energia. Flutuar sob as águas imensas. Belas. Delirantes. Mas com seus desafetos e sujeiras.

Com o tempo aprende-se a aceitar o extenso mar à nossa frente. Não importa como ele seja. Um dia nos levará para onde não queiramos. A tração que se tem é apenas temporada. Ajuda, mas não é duradouro.

A visão desse mar é fantástico. Inacreditável. Surpreendente. Nele todos movem-se sempre rumo ao desconhecido. E o tempo há de naufragar aquilo que tanto procuramos. Tempo? Não! O mar... essa coisa sombria e nefasta.

Inserida por risomarsilva

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