Textos de Reflexão

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O mundo nao é um grande arco iris, é um lugar sujo e cruel que nao quer saber o quanto você é durão, vai colocar você de joelhos e você ficará de joelhos para sempre se você deixar. Você, eu, ninguem vai bater tão duro quanto a vida, mas nao se trata de bater duro, se trata de quanto você aguenta apanhar e seguir em frente, o quanto você é capaz de tentar e continuar tentando! É assim que se consegue vencer!

Sou feita de certezas, daquelas que entende que toda certeza se esvaece ao saber que muito de nada certo e fixo a vida tem. Porque todo nó, a força do tempo desata. Porém, tudo que o laço monta, a vida pode até desfazer, quando da hora se aponta, só que, da lembrança, nem tudo se pode esquecer. E das poucas certezas que se tem, sendo certo que as coisas se vão, certeza ainda melhor é do que fica dentro de nós, pois nem o saber do tempo consegue romper.

Eu tenho milhares de erros. Mas quer saber? Um (uns?) dos meus melhores acertos foi sempre acreditar. Sim, acreditar. Na vida, nos meus sonhos, em mim, em dias bonitos, em finais felizes, em contos de fadas, em anjos, em tudo que faz o meu coração acalmar. Quem diz que tudo que eu acredito não existe pra mim é burro. Um completo burro, ignorante e que não sabe nada da vida.

O Adeus

O balanço será sempre um balanço,
o jardim será sempre um jardim,
Mas teus braços já não mais o move,
e tuas mãos já não o rega mais.

Esta casa será sempre uma casa,
e a poltrona estará sempre ali
Mas teu canto já não enche a sala,
e teu corpo já nao se assenta preguiçosamente a ler.

O piano será sempre um piano,
E partituras não o deixarão de ser
Mas a melodia não ecoa mais
e teus lábios ja não mais se movem para solfejá-las.

A vida continua vida...
Mas, não mais a vida com a qual sonhei
pq eu sonhei você ao meu lado
em cada minuto que eu o pudesse ter.

E hoje...Bom,
Hoje só me resta a saudade
De alguém que partiu antes,
Antes mesmo que eu lhe desse adeus!

Embalar de um sonho
Menino que sou
Homem me tornei
Sonho que entrou
Com balanço voarei

Assim serei mais forte
Cá de cima olharei
Tentarei encontrar o norte
Que em ti encontrei

Sorridente e simpático
Quer no corpo quer na mente
Chamarão me lunático
Mas sim...diferente
(Adonis silva)11-2018)®

Quem sou eu além de uma menina de eterno coração partido
Por mim mesma
Criança sem balanço
Sozinha na gangorra
Ouvindo músicas na noite vazia
Pensando no nada que me representa
Enquanto me escondo da lua
De vergonha
No peito apenas a coragem de partir
E na mente as correntes que me enjaularam durante todo esse tempo

Quem sou eu além de uma menina de eterno peito cheio
Vagando pela manhã a procura de algo que me transborde
Que me derreta
Vagando no desconhecido do tempo
Fugindo e correndo atrás do passado
Criança solta
Presa
Presa entre o dinheiro e a liberdade
Entre a liberdade e a solidão da noite
Mais uma vez
Livre e só
Sendo o que o coração manda
e que a mente arrebata

Boa e má
Má com o que pensa
E boa com o que faz
Sendo martelada nos pés
E amarrada pelas mãos

Mas a coragem que hoje encontrei
Que hoje me representa
Vai me fazer sorrir amanhã
Como se nada tivesse acontecido
Sorrindo embaixo do sol
E me esquivando embaixo da lua
Porque quando o frio bate
O coração quente pela luz do dia
Congela
Devagar
Rápido
Devagar de novo
A lentidão da vida me faz caminhar observando o mundo
Enxergando tudo
Mesmo precisando de óculos
Mas meu coração sempre enxergou melhor do que meus olhos
Estando tão cega
Nunca enxerguei o verde tão bem
O roxo da flor
O amarelo do piso
Os buracos na calçada
As pessoas
Seus olhares

Eterna andarilha arrependida
Mas livre
Tão livre
Voando junto ao vento
E contra o destino

Balanço a cabeça. Não consigo me imaginar vivendo da maneira que ele vive, sempre me lembrando de quem me deu o que e do que preciso dar de volta, incapaz de sentir amor, lealdade ou perdão, como um homem de um olho só, procurando pelo olho de outra pessoa para furar. Isso não é viver, é uma versão mais pálida da vida.

(Tris Prior - Insurgente)

Veronica Roth
Insurgente

Sentei na cadeira de balanço
Levantei minhas pernas para o ar
Admirei com ternura o encanto
Que aquele doce recanto
Tinha à luz do luar

Lembrei da terra bendita
Que durante anos foi meu refúgio
Terra de minha donzela querida
Onde o mais belo sorriso
Aparecia por detrás do muro.

Veio a memória os infindáveis momentos
De um amor considerado louco
Fiquei perdido em cada pensamento
Que naquele triste relento
Me parecia pouco

Cá estou eu, lá está ela
A beleza de sua face não mudou
Apenas não existe mais o brilho
Por não ter em seus delírios
Esse homem que tanto te amou.

Sentada no balanço
com seu jeito angelical
Foi um dia memorável
com uma pessoa especial

Jamais imaginaria
Que um dia aquele anjo
Uma chance me daria
Depois de alguns anos

Mas que medo foi aquele
que a fez se afastar de mim?
Meu Deus por que permitiste
Que ela partisse assim?

Sentados em um banco
Sob o brilho do luar
Eu fico relembrando
O prazer de lhe beijar

Mas que medo foi aquele
que a fez se afastar de mim?
Meu Deus por que permitiste
Que ela partisse assim?

Não sentiu meu sentimento
nem pôde compreender
o meu comprometimento
que ia além do meu querer

Se pudesse eu mudaria
todo o nosso sofrimento,
toda duvida que envolvia
os nossos sentimentos

Mas que medo foi aquele
que a fez se afastar de mim?
Meu Deus por que permitiste
Que ela partisse assim?

Hoje travo uma batalha
que vai além da minha razão
é uma luta incansável
com o que há no coração

Hoje o que compensa
é agir com a emoção
Porque nada partido dela
é uma doce ilusão
Pois sua porta de saída
está em nosso coração
E tudo o que dele sai,
jamais será em vão!

Música é tudo aquilo o que eu sinto, tudo aquilo que eu não sei dizer sem ritmo. música é balanço, sossego, descanso. música anima, agita, aproxima. a música está nos meus ouvidos, no meu coração e nos meus pés, por onde eu sigo ela vem comigo. a música é meu melhor amigo. canta, ilumina...incendeia, desperta alegria alheia. música anima, agita, aproxima.

B.

Vou subir num balanço de corda amarrada num galho d'arvore e ali vou sonhar que sou um pássaro
Sem vôos demasiado altos nem tampouco rasantes
Serei como um beija flor
Pairando no ar para beber o néctar da flor
Após o impulso, subir com a perna bem esticada
Sentindo que o ar me chega leve
E, lá do alto, pedir aos céus que não me falte forças ao dobrar os joelhos para voltar e num novo impulso, alçar outro vôo. Leve, confortável, alegre!

Hoje ninguém vai me obrigar a nada.
Me deixa aqui, no meu canto, no doce balanço dos meus pensamentos.


Só quero um tempo para reler, relembrar e me reconectar com essa parte minha que às vezes vem em abundância e, em outras tantas, se esvai.


Versos singelos que se expressam tentando tirar da alma sua mais pura essência.
Músicas tocam, cheiros no ar, alguém dorme ao lado sem imaginar os versos bonitos que essa alma quer resgatar.




_KM_








11/10 — 23h54
Karina dos Santos Megiato

A Arte de Conter Águas

Na superfície, aprendi a ser leve,
balanço embarcações, embalo olhares,
finjo calmaria para quem passa.
Mas abaixo do azul profundo
há movimentos que não se explicam;
correntes internas, em descompasso, se cruzam,
procurando um ritmo que nunca chega.
Lanço âncoras e as sustento por anos,
algumas firmam,
outras pesam.
Nem sempre sei se me mantêm inteiro
ou se me pedem silêncio demais.
Para conter a superfície em equilíbrio,
sustento ondas,
absorvo impactos
e recolho o que quebra.
Há fúria no fundo,
não em tempestades visíveis,
mas em giros contínuos,
em força que aprende a não transbordar.
Ainda assim, sigo vasto,
ensino caminhos,
devolvo ecos
e carrego vidas sobre mim.
E às vezes, diante do horizonte,
nem avanço, nem retorno,
apenas existo,
sentindo tudo o que me atravessa.
Talvez seja isso ser oceano:
sustentar o mundo
enquanto aprende, sozinho,
a não se desfazer em sal.
E se for assim,
quantos de nós
aprendem a respirar
em águas profundas?

Saudosa Itália

Vieram no balanço das ondas, em navios que fugiam do estrondo da guerra. A Itália ficou para trás, guardada na memória, enquanto o Brasil se abria em abraço, feito abrigo e nova morada.
Aqui, entre o cheiro da terra e o suor da roça, a família se reconstruiu. No trabalho duro sob o sol paulistano, servindo a outrem com a dignidade de quem sabe o valor do pão, encontraram seu porto seguro.
Em meio à simplicidade e às lutas, brotaram seis filhos — sementes de honestidade e força. Embora a cidade grande trouxesse o espanto de sua imensidão, a gratidão era o alicerce que nunca cedia.
Ao entardecer da existência, a missão se fez cumprida: filhos encaminhados, vidas honradas. Mas o tempo é um senhor severo, e o descanso enfim chamou quando o corpo, cansado pelo sacrifício, pediu paz.
Partiram, mas deixaram o rastro doce da alegria, o tempero que confortava a alma, o sorriso sereno e aquela calma que só os fortes possuem.
Homenagem aos meus avós
Ass: Roseli Ribeiro

Já imaginou?


Uma casinha em cima da montanha,
o mar a frente,
uma rede de balanço e uma rede de pesca,


Dois cachorros correndo livres,
os pássaros vindo pelas manhãs nos visitar,
o por do sol dos sonhos acontecendo ali,


A noite, uma fogueira acesa, duas taças nas mãos e nossos sorrisos se espalhando pelo ar,


Já pensou?

Balanço da rede

Diante de mim a rede balança
Nela está o segredo dos dias de verão
Suas madeixas alvas deixam à mostra
Os trabalhos das mulheres rendeiras

O gato sentado observa o balançar da rede
Sendo acariciado pelas mãos de sua dona
Rosna agradecendo as carícias
Com um sorriso nos lábios a dona fica...

É uma tarde de sexta-feira
As nuvens encobrem o sol deixando
O dia nublado e com cara de triste
O gato e dona adormecem...

O Curioso Olhar da Terra


​Eu gosto de ver a folha verde,
o balanço leve na brisa da tarde,
o desabrochar que não faz barulho,
a vida crescendo sem alarde.
​Gosto de plantar e ficar olhando,
imaginando o que a terra esconde:
que trabalho secreto a raiz faz lá embaixo?
Para onde ela vai? De onde ela responde?
​E quando a chuva cai do alto,
eu pergunto ao céu o seu motivo.
Cada gota que toca o solo
sabe exatamente por que está viva.
​Olho a montanha antiga no horizonte,
firme, calada, atravessando a era.
Meus avós nem eram nascidos ainda,
e ela já estava ali, à espera.
​Pode ser que a ciência explique tudo,
mas eu prefiro a dúvida e o encanto:
o mundo é mais bonito e verdadeiro
quando a gente imagina em cada canto.

Balança o balanço

Balança o balanço
balança a menina
em uma pracinha onde cresceu
projetava seus sonhos
em castelos de areia, onde princesa

Enquanto o príncipe não chegava
ela acreditava em suas fantasias...(2x)

Nenhum novo lance
sem um real romance
desejos tão pertos e tão distantes
projetava seus sonhos
em rostos de estranhos
menina que segue os seus sonhos

O amor de um príncipe ela esperava
Pra fazer dela um dia rainha
enquanto o príncipe não chegava
ela acreditava em suas fantasia

Inserida por MauricioNuper

Então ele foi até a varanda, sentou-se na sua cadeira de balanço e lentamente embalou. Estava com o cabelo cada vez mais branco, ajeitou o óculos e percebeu quantas rugas já haviam nas suas mãos. E por alguns segundos resolveu dar sentido a cada uma delas, ao final viu que havia muitas rugas, mas pouco sentido para elas. E pensou... se soubesse que iam ficar assim, teria feito cada uma delas valer realmente a pena.

Havia aquela noite que ele não aproveitou direito, aquela viagem que ele sonhava em fazer e não fez, o curso que ele não terminou, aquele amor que ele desprezou, o emprego que o decepcionou, a família que ele não se despediu direito e o filho que ele não teve. Houve tempo para fazer todas essas coisas, havia vida nele o suficiente para ter feito, mas não fez. Agora os olhos com lágrimas fixaram a rua deserta, por alguns instantes com o olhar acompanha os cachorros que ali passavam velhos e sozinhos como ele, ele nem sabia, mas para ele o tempo parou. Com muita força resolve se levantar pra ver o grilo que pousou na sacada, e conversar com ele.

-Sabe... talvez eu pudesse fazer algumas coisas diferentes mesmo, mas agora acho que não ia conseguir, as minhas penas doem e já não me sinto bem o suficiente. Meu amigo Grilo acho que vai chover, escureceu tão depressa que não percebi, mas tanto faz agora, com chuva ou com sol os meus dias são sempre os mesmos. Se tu pudesses pelo menos cantar um pouco, não me sentiria tão sozinho.

O grilo pulou na grama e ele voltou a sentar-se, ficou esperando mais um dia terminar. Recordando do tempo que passou sem sentido e como de costume mais uma vez chorou.

Ana=) Mendes

Inserida por anamendes11

Está tudo sendo arrastado, o balanço do vento agita minh’alma. É quando o vento gela o meu braço e atormenta meu estado. Fecho os olhos mudo de rota, corro pra fora, pulo mais alto.
São outros caminhos, outras sensações. A noite briga com o dia: “Me dê licença, eu quero ascender.” Que os faróis que tentam me segar possam, na frente, iluminar os meus caminhos. Que cada vibração, cada balanço, cada energia sejam prova de que o amor é incrível, que ele é indescritível e muito mais que sonhamos sentir. O reflexo da tela se pôs ao meu lado. Por que chegou? Por onde passou? Ponto preto, ponto rosa. O barulho dos caminhões e cilindros pneumáticos acompanham a descida. Apito. Ta na hora de descer, ta na hora de voltar. Volto pra terra com um único objetivo: ser feliz e com nada me importar. O que eu mais quero passou longe do que agora estou sentindo. Agito, buzinas, aceleração, freios, sinais. Pra onde estamos indo agora? Estamols subindo? Não! Estamos descendendo? Não! Pra onde iremos? Aonde estaremos? As luzes se acenderam, os freios foram ativados, um balanço tomou conta, e então, a calma, logo ali o agito. Emoção, sensação, vibração. Olho as luzes lá de fora e adentro em meu mundo. Lá é tudo muito aceso e o amor é grande e profundo. Outra paz, logo ali o agito. Motores começam a funcionar. De novo estamos a passear. Um quebra-cabeça impossível de viver com suas peças desajeitadas. Olha aquilo! O que será? Deve ser um anjo, que veio nos impressionar. Será que é miragem? Será pura fantasia? O que é eu não sei, mas é algo misturado com magia.

Inserida por PhilipeCabral