Textos de Menina Mulher

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A MENINA DA SOLEIRA.
Obs. Interpretação livre feita por:
Marcelo Caetano Monteiro.
Ninguém sabe ao certo quem ela foi.
Talvez jamais tenha existido como indivíduo, mas apenas como símbolo. Ainda assim, há imagens que parecem guardar uma memória silenciosa, como se a tinta absorvesse lágrimas que o tempo já esqueceu. Esta é uma delas.
Sentada junto à fria coluna de pedra, a jovem permanece imóvel. O cesto ao seu lado revela uma vida de trabalho simples. O lenço cobre-lhe os cabelos não por elegância, mas por necessidade. Seus olhos, porém, são o verdadeiro centro da pintura: não choram. Há tristezas que ultrapassam as lágrimas.
Pode-se imaginar que seu nome fosse Élise.
Nasceu em um pequeno vilarejo europeu, onde o inverno chegava antes da esperança. Filha de um artesão e de uma costureira, aprendeu cedo que a infância nem sempre conhece brinquedos. Enquanto outras crianças corriam pelos campos, ela remendava tecidos, carregava cestos e observava, pela janela, a vida passar.
Seu pai morreu durante uma epidemia. A mãe, consumida pelo sofrimento, resistiu apenas alguns anos. Restou-lhe a cidade grande, onde a multidão era capaz de ignorar uma alma inteira.
Todas as manhãs caminhava até a praça levando pequenas flores, linhas e fitas para vender. Nem sempre conseguia compradores. Em muitos dias voltava apenas com o peso da fadiga.
Foi numa dessas tardes que encontrou abrigo diante da porta de uma antiga igreja.
Ali permaneceu sentada.
Não esperava esmolas. Esperava alguém.
Talvez um irmão desaparecido. Talvez um amor prometido. Talvez apenas uma palavra que lhe devolvesse a certeza de que sua existência ainda importava a alguém.
Os sinos tocaram inúmeras vezes.
As estações mudaram.
As pedras envelheceram.
Mas a espera continuou.
Há uma estranha mística nos lugares onde muitas preces foram pronunciadas. As igrejas antigas parecem guardar o eco das vozes, dos arrependimentos e das despedidas. Sentada naquela soleira, Élise acreditava que Deus, mesmo em silêncio, ainda caminhava entre os homens.
Os idosos diziam que ela conversava com o vento.
As crianças juravam vê-la sorrir para alguém invisível.
Os mais céticos afirmavam tratar-se apenas da solidão.
Ninguém conseguiu provar qualquer dessas versões.
Certa manhã de inverno, encontraram apenas o cesto.
Ela havia desaparecido.
Não havia pegadas na neve.
Nem sinais de violência.
Somente um pequeno ramo de lírios brancos repousava onde estivera sentada.
Alguns disseram que um convento a acolhera.
Outros acreditaram que sucumbira ao frio durante a madrugada.
Houve quem jurasse que, nas tardes silenciosas, uma jovem de lenço escuro ainda podia ser vista junto à velha porta, olhando calmamente para quem passa, como se aguardasse alguém que ainda não chegou.
Talvez toda grande espera transforme o ser humano em memória.
Talvez existam pessoas que nunca deixam um lugar, mesmo depois de partirem.
E talvez seja por isso que certas pinturas continuam olhando para nós.
Não porque estejam vivas.
Mas porque ainda esperam.
A Menina Que Esperava
Na pedra fria adormeceu a flor,
Levando em si o último calor.
O tempo antigo lhe roubou a cor,
Mas não venceu a força do amor.
Seu lenço ocultava a oração,
Seu peito guardava a solidão.
No velho templo fez habitação,
Esperando em paz a salvação.
Passava o inverno, o sol, o verão,
Mudava o mundo, não seu coração.
Cada badalo trazia emoção,
Sem responder à sua aflição.
Um dia a aurora rompeu o véu,
E a neve branca beijou-lhe o céu.
Ficou o cesto, calado, ao léu;
Quem foi embora não disse adeus.
Se alguém perguntar quem ela foi,
Responda apenas: "a dor constrói".
Pois quem na esperança firme se põe,
Mesmo partindo... jamais se destrói.
Há olhos que o tempo não faz fechar,
Há vozes que o vento insiste em guardar.
E quem ama tanto sem reclamar
Continua, em silêncio, a esperar.

Interesse


Meu interesse é viver uma paixão. Menina
Meu interesse é viver um grande amor. Menino


Meu interesse é muito raro não me desanima
É a paixão que dura um dia inteiro e a tarde termina
Meu interesse é longe distante de qualquer caminho
É o lenço que foge das lágrimas e chora sozinho


Meu interesse é viver uma paixão. Menina
Meu interesse é viver um grande amor. Menino


Meu interesse é um subir pra baixo descendo pra cima
É o punho girando o pandeiro dessa minha sina
Meu interesse não soma valor nem é levado em conta
É o sorriso no rosto menino depois que apronta
Meu interesse é entrar de cabeça na paixão menina
Não está escrito no bilhete aonde ela termina
Meu interesse é viajar na frente desse amor menino
Até que o samba alegre dessa vida chegue ao seu destino

Eu sou apenas uma menina, nada, além disso, posso ter 100 anos, mas serei apenas uma menina, aquela que a infância fora roubada, e a imaginação recriada, desfiz toda a dor da infância e a adiei como sempre... Para mais tarde! – E o tarde chegou!
Eu sei que tenho problemas psicológicos, mas sei que de todos os fiascos que já passei é apenas uma questão de reflexão, talvez a loucura faça parte de mim, ou eu... Simplesmente faço parte da loucura.
Existe alguém aqui que seja são?

Tatyane Nicklas

A menina sonhadora



Eu era uma menina sonhadora.


Daquelas que acreditavam
que o amor era capaz de unir tudo.
Por amar demais minha família,
guardei meus próprios sonhos
na última gaveta do coração.


Sendo filha única,
fiz do cuidado minha missão.
Enquanto muitos corriam atrás da própria vida,
eu estendia as mãos
para segurar a dos meus pais.


Mas havia segredos...
Segredos antigos,
guardados pelo tempo e pelo silêncio.
Meus pais se casaram depois de dezoito anos,
e eu...
nem sequer fui convidada.
Conheci aquele dia
pelas fotografias.


Aos vinte e dois anos,
construí minha própria casa de boneca.
Casei, tive uma filha,
e acreditei que ali
morava a felicidade.


Então a vida virou a página.


Meu pai adoeceu.
Minha mãe carregava feridas
que nunca cicatrizaram.
E aquela menina,
agora mulher,
voltou para a casa onde nasceu,
com uma filha pela mão
e um filho crescendo no ventre.


Descobri também
que meu casamento estava desmoronando.


Era dor demais
para um único coração.


Perdi meu pai
quando meu menino tinha apenas um ano.
Depois veio a separação,
as discussões,
as ausências,
e o silêncio de um pai
que deixou de estar presente.


Aos trinta e seis anos,
eu era filha,
era mãe,
era pai,
era abrigo.


Enquanto enfrentava
a Síndrome do Pânico,
levantava todos os dias
como quem veste uma armadura invisível.


Criei dois tesouros:
uma menina
e um menino.


Cuidei da minha mãe,
forte e rígida,
mas também guerreira.
Aprendi que, às vezes,
a força nasce
quando ninguém mais pode nos sustentar.


Vieram críticas.
Poucas mãos estendidas.
Mesmo assim,
eu continuei.


Houve uma chance
de recomeçar no Sul.
Mas o amor pelos filhos
falou mais alto.
E eu fiquei.


Mais tarde,
conheci outro homem.
Sabia que ele não seria
a rocha firme dos meus sonhos.
Mas ambos carregávamos
nossas próprias tempestades.
Talvez não fosse amor perfeito...
Talvez fôssemos apenas
duas pessoas tentando sobreviver.


Os filhos cresceram.
Construíram suas histórias.
E eu...
perdi minha mãe para a COVID.
Perdi muito também
do que havia construído.


Ainda assim,
não perdi tudo.


Porque ninguém consegue arrancar
de uma sonhadora
a capacidade de sonhar.


Hoje,
eu não imploro mais por amor.


Aprendi que a paz
vale mais do que qualquer companhia.


Minha casa ficou silenciosa.
Meu coração,
mais reservado.


Mas existe uma diferença.


Antes,
eu sonhava pelos outros.


Hoje,
eu finalmente começo
a sonhar por mim.


E talvez...
esse seja o sonho
mais bonito de todos.

A MENINA QUE AINDA MORA EM MIM

Minha criança interior grita.

Grita tão alto que, às vezes, eu sinto sua voz presa na garganta.
Como se ela estivesse ali, atrás do choro que não sai, atrás do suspiro que se interrompe, atrás desse nó que aperta o peito e me faz perguntar, em silêncio:

Quem foi que eu me tornei?

Ela me olha.

E talvez, por um instante, sorria orgulhosa e diga:

— Cara… você chegou lá.

Você cresceu.
Você venceu.
Você se tornou uma mulher incrível.

Mas, logo depois, seus olhos parecem entristecer.

— Que pena…

Que pena que, no caminho, você deixou de ser um pouco de quem era.

Você era apaixonada pela vida.
Apaixonada por tudo.
Pelas pequenas coisas, pelos grandes sonhos, pelas pessoas, pelas possibilidades.

Você era verdadeira.

Exuberante.

Autêntica.

Você sentia sem pedir licença.

Amava sem fazer contas.

Confiava sem imaginar o depois.

Mergulhava inteira nas pessoas, nos sonhos, nos lugares, nas palavras, nos abraços, nos amores.

Você tinha uma sensibilidade tão bonita… tão nítida… que conseguia enxergar beleza onde quase ninguém via.

E agora?

Agora, quem é você?

A menina pergunta.

E eu não sei responder.

Talvez porque, em algum momento, eu tenha começado a me abandonar para caber.

Para agradar.

Para não decepcionar.

Para não perder pessoas.

Para ser forte.

Para ser aquilo que esperavam de mim.

E fui me adaptando tanto, tanto, que um dia percebi que algumas partes minhas já não sabiam mais onde morar.

Eu me traí.

Não de uma vez.

Foi aos poucos.

Cada vez que engoli uma palavra que queria dizer.

Cada vez que sorri quando queria chorar.

Cada vez que disse “está tudo bem” quando dentro de mim nada estava.

Cada vez que aceitei menos do que merecia para não parecer difícil.

Cada vez que me calei para preservar relações que não preservavam a mim.

E minha criança viu tudo.

Ela viu.

Ela guardou.

Ela esperou.

E agora ela grita.

Grita porque está cansada de assistir à minha própria ausência.

Ela percebe que aquilo em que eu antes confiava passou a ser motivo de desconfiança.

Que os olhos que antes mergulhavam no amor agora hesitam diante dele.

Que os olhos que não tinham medo de acreditar aprenderam a se proteger.

Aprenderam a recuar.

A observar.

A desconfiar.

A não se entregar.

E talvez seja por isso que meu corpo trema às vezes.

Talvez seja por isso que minha garganta se feche.

Talvez seja por isso que exista esse cansaço que não é apenas do corpo.

É um cansaço de alma.

Um cansaço de quem passou tempo demais tentando ser forte.

E minha criança me olha novamente.

Dessa vez, não cobra.

Só pergunta:

— Você ainda se lembra de mim?

E eu quero dizer que sim.

Que me lembro daquela menina que inventava mundos.

Que se encantava.

Que ria alto.

Que sonhava sem pedir autorização.

Que acreditava que a vida poderia ser bonita simplesmente porque estava viva.

A menina que não precisava se explicar o tempo inteiro.

A menina que era inteira.

A menina que se apaixonava pela vida antes mesmo de saber o que era paixão.

Ela ainda está aqui.

Eu sei.

Só está cansada.

Está escondida em algum lugar dentro de mim, esperando que eu tenha coragem de voltar.

Não para ser quem eu era.

Mas para recuperar aquilo que nunca deveria ter perdido.

Minha verdade.

Minha espontaneidade.

Minha capacidade de sentir.

Minha coragem de sonhar.

Minha autenticidade.

Minha capacidade de amar sem me abandonar.

Talvez eu não precise voltar no tempo.

Talvez precise apenas voltar para mim.

Porque aquela menina não morreu.

Ela apenas se calou.

E talvez o choro que hoje aperta minha garganta não seja o fim dela.

Talvez seja o começo da sua volta.

Então, se ela me perguntar novamente:

— Quem é você agora?

Talvez eu finalmente consiga responder:

Sou a mulher que sobreviveu a tudo aquilo que tentou me afastar de mim.

E estou aprendendo, devagarinho, a voltar para casa.

Para dentro de mim.

Para onde aquela menina ainda espera.

De braços abertos.

Com os olhos cheios de sonhos.

E, quem sabe, quando eu finalmente chegar até ela, ela sorria e diga:

— Agora sim… eu reconheço você.

"Amor Menina"

Um dia um homem
Amou uma menina
Sem saber como seria.
Esse amor se fez poesia
Mas se escondeu nos vales do impossível...
Um dia esse amor, tanto quanto aquela menina,
Cresceu
E se tornou maior do que o tempo
E o destino...

Um dia um homem amou uma mulher
Um amor louco e maior que o tempo e
o destino...
Mas ainda parecia impossível
Até que amor virou menino e o homem se rendeu ao tempo...

Tendo também o tempo se rendido ao destino.

Ah amor
Que o tempo regou
Ah destino que uniu os amantes,
Num louco e possível amor.
Um amor menino
Sempre renovado.
Que seja, como se sabe,
Eterno
Em várias vidas.
Amor menino
Amor menina...

*Menina das Vieira*

Ela é a menina das Vieira
Que veio de tão longe
E que morava tão perto
Já chegou semeada,
E cheia de vida
Pra dar vida a mais uma vida

Veio de longe o destino
Mas ficou perto o carinho
No ventre um mundo inteiro
No peito um amor pioneiro

Ela é chegada, é casa, é chão
É começo é continuação, e toda minha inspiração

(Saul Beleza)

*Menina Vieira,*

Você não deixa ser amada.

É como fruta madura, pronta, doce, na hora certa de ser colhida.
Mas se esconde entre as folhas.
Com medo da mão, com medo da queda, com medo de não ser guardada direito depois.

Menina, não precisa se esconder mais.

Eu não quero te arrancar do pé com pressa.
Quero te colher com cuidado. Te esperar amadurecer no meu tempo, no meu peito.
Quero ser cesto, não faca. Quero ser casa, não fome.

Se entregue.
Deixa eu te amar do jeito que você merece: sem susto, sem pressa, sem ter que se esconder entre as folhas pra se proteger.

Você já tá pronta. E eu já tô aqui.
Só falta você acreditar que pode ser colhida sem ser machucada.

Deixa eu te amar, Menina Vieira.
Só isso.
(Saul Beleza)

Menina teimosa


Escaladora de montanhas muito altas conhecida por ser inimiga do desfibrilador,
Incansável corredora das pistas que fleta com o eletrocardiógrafo,
Ela é afrontosa e sarcástica com o seu próprio karma,
Nos três poderosos pedidos para o gênio da lâmpada ela não pestanejou e pediu por ele três vez seguidas,
Ela é duro na queda é rocha pura nos sentimentos, mas peca na insistência de construir seus castelos em cima da areia fofa.

"O que também me fez fugir das redes sociais foi aquela menina que quis saber meu peso e altura. Achei que ela iria me presentar com um caixão. Oh, Raios... Qual outra razão para tal pergunta?"
Frase Minha 0460, Criada no Ano 2010

USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com

"No ano passado, a filha da minha vizinha venceu o Concurso de Menina Mais Linda do Bairro. 'Ela é mesmo linda e o Concurso não mente', disse a mãe. Neste ano, a menina perdeu. 'Foi fraude', disse a mãe!"
0746 | Criado por Mim | Em 2014

USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com

..Seria muito difícil pra alguém entender,
mas a menina sofria ao ver seu amor sofrendo. Então ela decidiu, ela pediu com todas as forças a Deus que Ele trocasse as lágrimas daquele amor pelo seu próprio sorriso, e o Senhor te deu de bônus um coração mais forte, porque a menina não imaginava o quanto essa missão seria tão difícil..

Inserida por BarbaraEllenDeLima

PRINCESA

Menina
que segredos guardam
este coração aprisionado?

Que tristeza é esta em seus olhos
sempre tão cabisbaixos?

E teu sorriso?
Onde escondeu-se sua alegria?

Levaram embora
seus sonhos e fantasias?

Deixe-lhe que eu cure
suas feridas mal curadas...

Que eu faça parte dos seus sonhos
na romântica madrugada!

Dar-lhe-ei a lua como presente,
simbolizando o meu amor onipotente!

Enxugarei suas lágrimas
que correm como cascatas em seu rosto...

De mim não terás decepção
ou desgosto!

E servir-te-ei prazeroso
e curvarei-me a sua beleza...

E não estranhe ou ache exagero
ao ver-me chamar-te de Vossa Alteza!

É que por ti, morro de amor
e farei de você
minha Princesa!

Inserida por MellGlitter

Ela é atrevida, sexy e charmosa,
sabe ser meiga e ao mesmo tempo interessante,
olhos de menina, e paladar de mulher,
nome estrangeiro, calças rasgadas no joelho,
ela para qualquer olhar e qualquer um.

Thalia, a menina que me alucina,
que faz com que eu perca meu sono,
mas que eu tenha vontade de dormir ao mesmo tempo,
apenas para sonhar com ela.

Parece droga, viciante,
algo parecido com coisa de outro planeta,
rosto de anjo, mas que faz eu cometer pecados,
e faz com que eu a busque aonde ela estiver,
só para poder tocar seu rosto e beijar tua boca.

Não sei o que é mais forte,
a ansiedade de te ver,
a vontade de te beijar,
ou o sentimento de te ter.

Inserida por danilofina

Borboleta de Deus Eu sou... pois livre ele me tornou,
como menina sonhava alto, vivia em um casulo,presa,contando os dias para sair,como mulher voo alto,tenho foco,sei os caminhos, como humana...
erro todos dias,falo asneiras, mas mesmo assim sinto-me livre, sinto-me capaz de gritar,pular, saltar...sim Borboleta de Deus Eu sou!

Inserida por redorneles

Pois é,menina!
Colocar os pés no chão pela primeira vez é duro e causa alguns abalos. Mas a realidade é assim, e descobrirá que nem sempre a vida é feita de algodão doce.
Sabe aquelas lágrimas que te cobriram o olhar? Então...elas irão voltar e você irá descobrir que nem sempre é na primeira lição que a gente aprende. É que por mais que doa, a gente sempre acaba acreditando que da próxima vez será diferente, mas na verdade você acaba descobrindo que o que muda mesmo, é só o cenário.
Mas não se preocupe: aprender a andar na corda bamba, pode até ser divertido se você lembrar que tudo não passa de aprendizado.
Tá, eu sei que vai ter dias em que este aprendizado vai abalar algumas estruturas e sucumbir alguns alicerces, mas sempre haverá chances de recomeçar.
O que você não sabe ,menina, você irá aprender, de uma forma ou de outra.
Então relaxa e larga de vez este medo que te segura e te limita, e se entrega nesta aventura do viver.
No final das contas, você vai se orgulhar de ter sido tão forte, tão atrevida e ter bons motivos para dizer que viver... valeu à pena!

Inserida por MellGlitter

E aquela menina da capa vermelha fez algo em mim despertar
Parei observando algo profundo em seu olhar
Algo que estava a me fascinar, de um jeito que não se pode imaginar
Um jeito que me fez por ela sonhar.

Nos meus sonhos a gente ganhava asas e voava
Para bem longe, no horizonte a se perder,
Ver o Sol se pôr e o brilho da Lua aparecer
E no silêncio daquele olhar, nossos lábios acabaram por se tocar

E naquela troca de beijos e olhares eu terminei de me perder
Me perdi tanto, que até agora eu não consigo entender
O que aqui dentro aquele anjo fez florescer
Muita coisa poderia e pode ainda acontecer, e cá pra nós...
O importante é sentir, esperar e viver... entender pra quê?

Só sei que mais uma noite vou dormir pensando em você,
Tomara que esse sonho volte a acontecer.
Porque ai eu acordo feliz de verdade
Torcendo para que um dia se torne realidade.

Inserida por JoseElisio

Dentro dos olhos farpados de Berenice (Ou no pulsar dela)

No pulsar pequeno ou medíocre da menina-moça-ou-mulher-velha que costumava acompanhar o relógio que tinha estendido na parede da saleta de sua casa tão vasta quanto seus apuros, estudava as voltas dadas pelo ponteiro como quem fielmente vai à missa ao domingo e cada tic-tac soava nos ouvidos apressados de Berê que pendurava os olhos na varanda que se escondia todas às tardes para tocaiar o mar. O mesmo mostrava-a os traços profundos carregados em sua face de uma mocidade mal vivida, preocupada com a filosofia agitada do tempo os números marcavam o contorno da cabeça de Berê que tinha olhos de chumbo e pesavam mais que seu corpo; Carregava dentro de uma pequena bolsa de mão,sua alma embrulhada com papel crepom e uma fita amarela que com algumas voltas formara um laço, se pôs a observar a vida apenas pela janela e o tempo corria nas ruas sem calçamento da menina que sorria um sorriso insosso ou amargo para o senhor das horas passadas que por vez batia informando os últimos segundos do meio-dia. O relógio da saleta parou. Os olhos em farpas também... E a vida!

Inserida por JessicaMarquez

A menina bonita viveu de doçura. Suas mãos de açucar se desfaziam quando muito suava, e seu corpo de algodão-doce murchava toda vez que chovia.
Seu coração escorria mel. A menina bonita viveu três dias que fizeram jus à sua beleza: três lindos dias de sol, deitada sob a sombra de uma figueira, escutando o canto dos pássaros, ela contemplava o colorido das flores.
No segundo dia, a menina lá adormeceu. No meio de toda aquela beleza, sua doçura foi descoberta. Acabou sendo carregada pelas formigas...

Inserida por kassmann

Soneto para Tamires
Ó alva menina doce criatura divina.
Persuade tu a realidade meretrícia e assim se faz a mais linda boneca de trapo.
Graciosa é para a quem o sol que brilha e sedutora aos que amam o luar.
Subvertendo ao seu mundo apaziguo toda minha dor.

Em sua inocência comtemplo toda sua doçura de menina
Na sua malicia e veneno desfruta de seus atributos de mulher.
Zelo amoroso tem para quando Thamires não é.
Maleável me dou se acaso Tamires lhe fazem.

Consequentemente ora me perco de ti.
Revoco-me sentimentos e sozinho me volto a toda minha dureza.
Mais se tu vens como um menino falto perco-me em teus encantos.

Poupa-me de lamentos vivenciados ao luar não faz deles seus reflexos.
De passado não vive, busca o fim para justificar seu meio
Então a gloria almeja insignificante serão as marcas deixadas por sua busca.

Inserida por thiagowallison