Textos de Mar
Não sei o que fazer
não sei o que falar..
O q parecia não ser nada
se mostrou maior que o mar
o q eu pensava ser mínimo
agora é algo extraordinaramente imcomparável
Não se o q fazer,
não sei o q falar...
pq tem q ser assim?
tava tudo tão certo, tudo no lugar
aí vc vem e bagunça tudo
axa q é dono do mundo
e eu...
eu pensando q era simples... normal... sem importância!!
como eu me enganei...
Percebo agora q nada é como eu pensava
pq será q o ser humano só percebe algo qdo está prestes a perder?
pq será q eu não sabia o que eu realmente sentia?
sei q não posso te amar
mas como vou fazer pra segurar esse sentimento q me sufoca, me faz chorar?
Pq diz q me ama se não tem a intenção de me fazer feliz?
pq?
é dificil responder?
Pq não foi dificil me enganar?
eu confiei
mas "não dei moral" não é?
Será q isso foi um motivo?
Afinal... Pra que tantas perguntas
se tenho tanta certeza?
agora eu sei
só queria te dizer q sabia
q não era verdadeiro enquanto mentia
e q dizia q me amava... pra que?
o q ganhou com isso?
ah já sei
tah me vendo sofrer
isso é bom não é?
com certeza deve ser...
as vezes a melhor saida é fugir...
não escolher nenhuma opção q se tiver
apenas... fugir
não pensar em ninguem a não ser em mim
pois afinal,
foi pensando nos outros q consegui não ser feliz
qro apenas me afastar
não ter em quem pensar
quer dizer
fingir não ter em quem pensar
pq vc não sai da minha mente
tudo me lembra vc
e é um amor tão puro, inocente, verdadeiro
q nasceu do nada
a 1ª vista? Talvez....
mas é tão forte... Maior que eu!!!
mais do q posso suportar
maior ate q a minha dor
mas com ceretza
vou superar!!!!
vou te esquecer...
Vou tentar não chorar...
Vou conseguir não te amar!!!
os teus olhos lembram-me o céu e o mar
onde nestes me perco pensando em ti
pensando naquele beijo que me fazia levantar todas as manhãs e me deitar todas as noites
mas por fim chegou o dia onde as manhãs ficaram mais escuras de que as noites
e as noites perderam o brilho das estrelas nas quais teus olhos as reflectiam
e uma ultima estrela que me restava useia neste poema.
Quero te levar pra um lugar melhor...
Sol, mar e nós...
Verão, paixão...
Estranho tudo acontece tão rápido...
E a única coisa que se vê
São corpos dourados pelo sol...
Mar, sol e nós...
Na praia tudo se repete
Mas tudo se difere...
Um sorriso, um jeito de falar, um olhar diferente...
Férias, onde queremos descansar...
Nos cansamos....
Bebendo, sorrindo, namorando...
Verão, paixão
Festa e curtição
Dois meses banhados por aventuras...
E dá uma saudade dessa época...
Tão cheia de “gostosuras”...
Planos pro verão que vem?
Ah, mas claro que tem...
Verão, paixão!
Toda mulher tem algo com "Maria", seja no nome,cabeça,físico,amor, ciúmes, uma vida de Maria...
Santa Maria,tende piedade das Marias...
Quantas marias e quantas tarefas, temos que ter muito talento para viver.
Tragar e digerir muitas vezes,sorrir quando se quer chorar,fazer ginástica da vida, fazer operação plástica dos membros internos, tirar as máscaras.
marias...
Mãe, mulher, amante,profissional,estética,família,casa,várias marias me invadem.
Penso...sou uma mulher com um monte de marias...
Hoje reflito em todas as marias.
Que bom ter talento para viver essa vida de Maria.
.
A VIAGEM
Pr. Abílio C Santos
Somos como um barco navegando em alto mar.
Será que encontraremos ventos tempestuosos? Ou ondas a quebrar?
Sigamos a viagem com equilíbrio.
Não ultrapassemos os limites permitidos.
Digo a ti... Acalma-te... Ore e vigie.
Hoje é o tempo.
Tempo que temos que trabalhar...
Não por nós, mas a favor do próximo.
Entendamos... Esta é a vida!
Não queiras subir muito alto.
Há a possibilidade da queda.
Quanto mais alto...
Maior o impacto da queda.
Não tínhamos nada e Deus nos deu tudo... Sejamos humildes!
.
Um abraço do Pr. Abílio... Shalon!
.
abiliocarlos
.
Mar de pessoas
em idas e vindas
em rotineira romaria
sem reformulações num
mar sem ressacas
à espera do novo
ciclo lunar como
ondas chacoalhando
na areia já tão granulada
por tantas batidas
num vai e vem da vida
que se desfaz em
grãos que se
dissipam n'água
como a vontade aparente
desses grãos fadados
a um comum acordo
convencional das adversidades
à diversificação
como um grito no cristal.
Emoções tão engessadas
e veladas num velório pedante
que logo explodirá
em ondas volumosas em ressaca
dragando os inanimados grãos
arrastados pelas águas...
SEGREDO
Hó!mar que de tão grande se perde no horizonte,digame com o seu brando susurrar a verdade a que se esconde.
Pois o segredo agui quardas, aguese o coração de minha amada.atraves de seu susurro molhado e pelo meu beixo doce que nela foi dado .E vem o anoiteser!e com ele o contemplamento que nos da o sentimento a vida,que por aqueles que amam jamais sera esquecida.
queria passear pelo azul
azul do mar
do céu...
se é que são mesmo azuis
queria ir sem hora de chegar...
muito menos dia de voltar
queria ir
indo
sempre
sem pressa
sem alvoroço
sem o entusiasmo de quem vai e tem crtz que volta
sem a tristeza de quem vai e sabe que jamais voltará
queria só ir
sem sentimento
sem raízes que me fizessem chorar pelas estradas
mas queria ir rindo
rindo de tudo
pra tudo
fazer doces amizades
me perder no tempo
a toa
de boa
eu queria
Meu sol, meu mar, meu ar...
fincando bandeira de posse em meu chão
em meu caminhar...
que a mim não me desferez nada além de vocês
partirei em domínio deste território
apossar-me, onde todos pensam ser posseiros
ignorando-me...
Onde deixei a ermo
na minha tradução de vida
se pudessem, levariam-me até meu pensar...
em detrimento de mentalidades que sempre ignorei.
Encontrar forças e retornar ao que a mim pertence
antes que por numa espécie de troféu do domínio
me levem além dos anos, também a alma...
Preciso tanto renascer, ressurgir como a uma fênix das cinzas de mim mesma...
Sozinho encontrar um caminho
onde me arranque das garras do condicionamento
onde me parece tudo perdido e triste...
só falta você além de mim mesma...
A falta do que fazer destrói utilidades
Inventa vontades sem vontade
Mar de dependência sem juízo
Faço desenhos na areia que a água apaga
Um sorriso paga o que eu não posso ver mais
Eu não me queixo
O meu desejo era ficar bem
Eu te quero bem
E sei que eu posso desenhar de novo
Espetáculo dos momentos
Que duram um instante e nada mais
Sem mais
Espero que esteja alegre
E se um dia eu não tiver mais futuro
Esperarei por ti
Só pra saber tudo o que eu fiz
Aprendiz
Do poder de aproveitar
O que é infinito e dura tempo
de ser inesquecível
Gosto de olhar o mar
ele leva e trás saudade
que percorre e invade o meu silêncio
Te procuro nos folhetins
Nas noites com seu tapete estrelado
A aurora que vem trazendo consigo
sempre um constante começo
Lava a alma dos sonhadores
com banho de alegria
que se renasce a cada sorriso
Busca na essência de um coração
a sua singeleza, delicadeza
que só o amor pode cultivar.
Pego meu barco e vou passear,
Só para ver se lá no além mar,
Há o que a tanto tempo estou a procurar,
Aquilo que tanto fiquei a sonhar.
Não importa se vou ficar sozinho,
Não importa se vou seguir só por esse caminho.
Só me importo em manter a esperança,
Pois ouvi que quem acredita sempre alcança.
É talvez eu ainda seja uma tola criança.
Não me importo quanto dure a jornada,
Só quero que no fim encontre minha amada,
Aquela que me faça sorrir,
Que faça meu coração se abrir.
Eu sei que não é tão fácil assim,
Mas não tenho como mudar isso em mim,
Essa caracteristica de acreditar na felicidade,
De acreditar que lá no fim,
Tudo tem um pouco de bondade.
Por isso pego meu barco e vou navegar,
De uma forma ou de outra algo vou encontrar,
Pode ser o tesouro que a tanto tempo estou a buscar,
Ou as surpresas que você só pode achar,
Se um dia for amigo do mar.
Já preparei o Tôp X,
Já tenho tudo que preciso no convés,
Agora é só partir,
E ver horizonte a minha frente se abrir.
Só de admirar o mar azul celeste
Sinto como se estivesse,
A conversar ao seu lado.
Não importa se você está em outro continente,
Por enquanto, pra mim isso é indiferente,
Ver a luz do sol atravessar os céus,
E refletir no mar,
Faz eu me lembrar,
De como suas madeixas ficam a brilhar,
Sempre que esse mesmo sol vem te iluminar.
A cada sonho novo,
Sinto você vindo me visitar...
Ironia do destino,
Ou planos de algum ser divino?
Será que tenho sorte de você estar tão distante?
Como será que seria,
Se pudesse te ver a qualquer instante?
Acho que assim, tudo fica mais emocionante.
Afinal, você vai voltar,
Provavelmente iremos nos encontrar,
Como será que vai ser?
Uma flor, durante a carona,
Poemas decifrados,
Sorriso envergonhados,
E o destino que sempre nos manteve separados,
Vai tentar nos fazer apaixonados.
Eu sabia que era um amor pra durar poucas horas,
Mas você consegue dizer isso pro meu coração?
Estamos dizendo adeus,
Mesmo querendo prolongar o último beijo,
Esperarei por você,
Mas quando será o próximo encontro?
E daí que estamos apaixonados,
Ainda assim estamos sentenciados,
Por um ser divino muito malvado,
Que nos jogou a flecha de um sentimento,
Capaz de prevalecer só com juras ao vento.
Observar as ondas irem contra cais,
É sentir que a minha paz,
Não dormirá mais,
Enquanto não voltar a ter sinais,
Do seu sorriso sem jeito.
Pra todos os efeitos,
Vou percebendo que preciso te ter,
Mas primeiro, como vou te ver?
Surpresas são feitas sem planejar,
Lá vou eu te visitar,
Com algo que você nunca poderia esperar.
Você me percebeu rápido demais,
Talvez foi a música no ar,
Ou apenas o cheiro do amor a te cumprimentar.
Um lírio nos seus cabelos,
Juras de amor sem nenhum apelo,
Um pedido cheio de medo,
Um relacionamento sem segredos.
Aproveite, enquanto estamos a velejar,
Sinta o horizonte deslizar pra perto,
E saiba, que mesmo tudo antes parecendo tão incerto,
O amor sempre pode vencer tudo.
É eu sei que poderia ter durando mais,
Só que eu tive que te abandonar novamente,
Porém agora é diferente,
Você tem esse anel,
E toda vez que olhar para o céu,
Saberá que tudo que almejo,
É poder receber novamente seu beijo.
Gostaria de realizar esse nosso desejo,
Num singelo altar,
Banhado pelas águas do mar,
Afinal, toda vez que o vejo,
Volto a me reapaixonar,
Por você e seu jeito de corar.
SOLIDÃO
Vejo você aqui novamente, minha velha companheira,
Somos tão amigos quanto o céu é do mar.
Minha solidão mensageira, contigo aprendi a cantar,
São versos da noite, são medos e fantasmas,
Você me acompanha enquanto grito meu solo de amor.
As estrelas brincam de adivinhar nossas conversas,
Falam da lua e minha promessa de viver um amanhã,
Outro dia sem que você me diga que tenho que chorar.
O sol é um chato despertador e o vento um inconveniente,
Não entendem essa paixão verdadeira, porque no silêncio,
Ouço o som do sorriso que imagino existir em minha alma.
Ontem eu vi a multidão calada, vi correr pelos dedos um “sim”, senti que o perdão corria pelos rostos e se perdia na imaginação, havia tantos corações, e de verdade, apenas uma grande mentira, está tão impiedosamente só em meio ao silêncio de uma gritaria.Minha velha amante solidão, não é nem mesmo um passado,vieste tão rasteira quanto a idade que me deu razão, somos então uma música de estações.O calor nos separa por instantes, o inverno nos une pela força, o outono nos ensina a brincar de se esconder,e a primavera, nos enfeita de amores que nunca virão.Um dia haverá nossa despedida, um horizonte se abrirá como uma eterna caminhada, somente um seguirá os
passos da eternidade.Vai você na frente pois preciso entender o que o amor pretende.
No começo era tudo um sonho, um mar de águas calmas onde navegávamos olhando para as estrelas sem nos preocuparmos aonde a maré nos levaria, só queríamos estar ali assim sempre juntos procurando e encontrando cada vez mais tesouros perdidos no coração um do outro, e desse jeito éramos felizes, mas os dias foram se passando e sem que percebêssemos enfrentamos a nossa primeira tempestade ondas fortes batiam na proa nos distanciando por um momento. Sem mal maior o céu se abriu e voltamos a nossa calmaria e percebemos alguns estragos que a tempestade deixou, mais nada que não pudéssemos contornar éramos só nos dois.
Derrepente a nossa frente tripulantes náufragos de outros mares pediam pra embarcar em nosso barco sereno e tranquilo que seguia em direcao a tudo que nos acreditávamos, barco onde enfrentamos nossos medos, nossas dores, nossas alegrias e nossa ilusão e não importava para aonde íamos deixamos o destino nos levar porque ainda éramos só eu e ela.
- Não deixe que eles subam abordo!!! (disse eu)
- Porque??? (perguntou ela)
- eles vão destruir nossa embarcação.(Eles afundaram seus próprios barcos)
Talvez a ingenuidade, a bondade, a confiança e o espírito fraterno dela fora rapidamente aproveitada pelos destruidores oportunistas, e depois que eles embarcaram nosso barco que seguia em mar calmo, e nosso céu estrelado nunca mais foram os mesmos, e aos poucos se transformaram: as nuvem começaram e se reunir ate o céu escurecer, as águas ficaram agitadas raios e trovoes estrondosos, o vento soprava com fúria as ondas invadiam nosso convés e no vai e vem eles nos jogaram no mar de desentendimento, e riam da nossa desgraça se sentiam muitos satisfeitos, e nos tentávamos nos salvar nadando, nadando tentando encontrar terra firme, vendo nosso sonho afundar...mas quase afogando olhamos para trás, desejo ainda era forte existia amor, talvez essa fosse nossa sina, amar. Então pensei: Eles não nos detruiram, nos nos perdemos no horizonte por deixarmos que outros entrassem em um oceano feito pra nos dois.
O caso é que o navegante filho de deuses marinhos
Traçou no mar um caminho pra chegar no Oriente
Zarpou e foi em frente naqueles mares bravios
Topou o desafio: outras terras, outras gentes
Lá, laia, laia, outras terras, outras gentes
Cruzou com feras tamanhas e heróis da mitologia
Provou sua valentia em grandiosas façanhas
Comprou e fez barganhas na busca de especiarias
Com ondas e maresia o mar é um perde e ganha
Mas a viagem valeu. Eis o Oriente afinal!
O seu feito monumental muitos outros feitos rendeu
Pra sua glórias e de seu lindo Portugal, tão legal
E a saga que escreveu inspirou Cabral
Lá, lá, laia, Vasco!
Lá, lá, laia, Vasco!
Diz que foi por acaso que aportou na Bahia
Ventos ou calmaria, hoje isso não vê ao caso
Dois mil, mil e quinhentos, quinhentos anos de história
Brasil chegou sua hora!
Vamos soprar puros ventos
Lá, laia, laia, vamos soprar outros ventos
Graças aos navegantes, o Vasco depois o Pedro
E até aos réus de degredo, mandados pra tão distante
Depois naus e galeras nos pés de alto almirante
E a cruz emocionante. . . virou esfera das feras
Como o Gama que o batizou, se afirmou nas regatas
Pôs negros na Cruz de Malta, e fez uma revolução
Salve Nossa Senhora das Vitórias e os milagres de São Januário!
Nossa bandeira é o Santo sudário
E o Vasco é religião.
Em tempo
Sou náufraga desse mar
Que te arrasta... Afasta-te!
Por quê?
Eu sei?... Certezas
Não recolhem passos,
Nem tuas marcas em mim
Ah! Marcas, marcas...
Não sem agonia,
Liberto-te!
E...
Aqui, minh'alma silencia!
NEGUINHA DA ILHA DO AMOR
Naquela tarde com o raio de sol no mar,
Quebrando todas as ondas do meu sorriso,
Decompondo as tristezas do meu paladar,
Na Ponta da Areia de frente ao Atlântico,
Ela vem contrabalançando no som reggae,
Da radiola caravela que brada e soa no ar,
Lá vem ela saracoteando o quadril pra cá,
Minha Neguinha de olhos mágicos a brilhar,
Dividindo as formosuras que me rodeiam.
É no meu caribe transatlântico que vagueia,
No raio azulado verde vão as minhas pupilas,
Donde o sol nasce dentro do meu continente,
Com mil encantos naturais dos olhos da gata,
Ata em brilhos de fogos que assim se desdobra,
Na razão primitiva de ser uma luxuosa mulher,
É ela que chega rebolando na Ponta da Areia,
A minha Neguinha africana da Ilha de São Luís,
Do Maranhão é ação que me faz e me ponteia.
Ela viaja o mundo dos meus sonhos em poesia,
Donde o sol nasce dentro do meu continente,
Mitigando transcendência que enfeitiça o tempo,
Ela vem como as palmeiras do meu ouro verde,
E flutua no rio perene Itapecuru da Ilha do caju,
Minha Neguinha da Ilha do Amor é mais esplendor,
Rebola, remexe e se sacode na via da Litorânea,
Na Ponta da Areia na cabeceira do meu Atlântico,
É a minha Neguinha africana da Ilha de São Luís.
No calorismo que abafa a avenida dos olhos,
Lubrifica e trafega na alma o meu reggae roots,
De todo o litoral afro norte do meu terno Brasil,
Luzindo o conjunto de minhas ilhas oceânicas,
Lá vem ela pisando macio nas areias da praia,
Sorrindo na Ponta da Areia do bumba meu boi,
Altera a cor da mãe lua no sotaque da matraca,
Faz a terra vibrar da minha Jamaica Brasileira,
Dançando agarradinho faz a camisa tremer.
Do coração que não para da América do Sul,
Do azul do céu da água pura azul verde mar,
É aqui o apogeu todo espiritual do reggae,
Da minha majestosa Neguinha da Ilha do Amor,
Das dunas que encobrem o céu dos azulejos,
Dance, vem rebolando por todo o meu litoral,
Com intrincas verdes, vermelhas e negras,
Colorindo o fim da tarde entre o sol e o mar,
Nesse temporal e visual vai me enlouquecer.
Em versos únicos obra que sei bem fazer,
É a Neguinha do meu Maranhão uma flor,
Tocando as areias com os pés macios é clamor,
Saia colorida da minha, tua única Jamaica,
Do Forte de Santo Antônio vou sempre te olhar,
Manuel Beckman é ordem e o herói do povo,
Revolucionou do Maranhão até em Lisboa,
Esse foi o cara que fez do seu povo o coração,
Neguinha africana de São Luís do Maranhão.
Desfila com sua negreja bela de uma rainha,
Padre Vieira sorrir com o teu manto de cor,
Viajando nas delicias dos sermões do vento,
Cortando a seiva da inverdade portuguesa,
Falava tão alto que se ouvia em toda a Europa,
Pena reluzente do nosso torrão Jamaicano,
Peixe da água doce e salgada com reflexão,
Padre Vieira chamava de ar em movimento,
Timbre que nomeou as ações do coração.
Minha! Minha Neguinha da Ilha do Amor,
Neguinha! Dance! Dance com a Tribo de Jah,
Rebole, rebole e faz ginga pra cá com amor,
É reggae que viaja no dia e entra no anoitecer,
Furacão de som nas ondas caribenhas do amor,
Sacudindo e estremecendo as paredes do sol,
E a lua enamorada diz que aqui é a Jamaica,
Onde o céu todo azul se encontra com o mar,
Da Ponta da Areia é reggae roots do Atlântico Sul.
Vislumbra a Ilha num toque de uma boa batida,
Atiça todo o horizonte com as melhores pedras,
É território de mar aberto pra quem quer navegar,
Minha! Minha Neguinha beleza da Ilha do Amor,
Neguinha! Dance! Dance com a Tribo de Jah,
É aqui o azul do céu da água pura azul verde mar,
Vem Neguinha, dance que eu vou sempre te amar,
No balançar do teu corpo é reggae sem parar,
Maranhão guerreiro das tribos e tantos encantos.
Minha! Minha Neguinha da Ilha do Amor,
Neguinha! Dance! Dance com a Tribo de Jah,
Rebole, rebole e faz ginga pra cá com amor,
Deixe as ondas nas alturas e tudo vai reinar,
É o Reviver patrimônio dos teus olhinhos,
Bailando do Calhau aos meus e teus brincos,
Bob Marley rir o tempo todo dos requebrados,
Dos quadris maneiro tão leve como as espumas,
Beijando as areias da praia sem se incomodar.
Na Ponta da Areia de frente ao Atlântico,
Ela vem contrabalançando no som reggae,
Da radiola caravela que brada e soa no ar,
Lá vem ela saracoteando o quadril pra cá,
Minha Neguinha de olhos mágicos a brilhar,
No balançar do teu corpo é reggae sem parar,
Rebole, rebole e faz ginga pra cá com amor,
Deixe as ondas nas alturas e tudo vai reinar,
Beijando as areias da praia sem se incomodar.
Procuro onde as ondas do mar já tenha levado...
Falecendo-se por um amor falecido ;
Porém não vivido
Como se olhar para o céu e desejar a cada estrela
Sabendo-se então lá brilha ela para todos
Buscando algo e não encontrando
Nos pensamentos, uma elevante fantasia
Maravilha viver no surreal...
Mas e quando se cai no real?!
A dor se torna imensa
O tempo se torna perdido;
Hora de Recomeçar!!!
Como pode ser gostar de alguém
E esse tal alguém não ser seu
Fico desejando nós gastando o mar
Pôr do sol, postal, mais ninguém
Peço tanto a Deus para esquecer
Mas só de pedir me lembro
Meu lindo amor... meu sempre será
Meus melhores beijos serão seus
Sinto que você é ligado a mim
Sempre que estou indo, volto atrás
Estou entregue a ponto de estar sempre só
Esperando um sim ou nunca mais
É tanta graça lá fora passa o tempo sem você
Mas pode sim, ser sim amado e tudo acontecer
Tudo pode acontecer...
