Textos de Mãe para Filho
A Natureza é Mãe sábia e generosa,
em seu tempo paciente e produtivo
nos oferece flores e frutos,
respostas sutis para cada exigência,
mesmo diante das intempéries
das estações cada vez mais perplexas...
A Natureza é Mãe de seios fartos,
sábia na carne do tempo,
generosa até na dor dos ventos...
Ela nos despeja flores e frutos
como quem entrega remédios e bálsamos
para resistirmos ao caos crescente
das estações confusas e doentes...
A Natureza é Mãe que acolhe em silêncio,
com paciência borda o tempo,
com generosidade nos embala em flores,
nos acaricia em frutos doces,
mesmo quando o calendário se perde
nas estações que já não sabem o seu lugar...
✍©️@MiriamDaCosta
Falar mal do pai ou mãe para os filhos configura alienação parental e prejudica gravemente o desenvolvimento emocional da criança.
Essa prática é protegida por legislação específica no Brasil.
Ela pode gerar severas punições jurídicas para o responsável que faz as críticas.
Lei nº 12.318/2010
Feliz Dia Das Mães!
Mãe não é escrava de fogão, não é empregada, e sim a mulher da nossa vida. Se a amamos, temos que cuidar dela, pois quem ama cuida.
Mãe é mulher da nossa vida onde damos o nosso amor de filho, tem que ter todo nosso carinho, amor e admiração.
A todas as mães dou o meu respeito, sem vocês não seríamos nada !
Um filho (a) de verdade sabe dar valor para uma Mãe, que se doa por inteira por seu lar.
Mãe é para a gente amar...
Mãe é para a gente ficar amando a vida inteira.
Minha mãe é minha vida, você sempre será a mulher que mais amarei. Sou o filho mais feliz, porque é de verdade o amor que minha mãe, oferece pra mim e para meus irmão todos os dias.
Amamos as nossas mães e não sabemos a imensidão, só nos damos conta do quanto, quando estamos longe. Mas estamos longe de Km e ao mesmo tempo perto, dentro do coração.
Mãe:
Se traduz; amor, dedicação, renúncia a si própria, força e sabedoria. Ser mãe não é só dar a luz, e sim participar da vida dos seus frutos gerados ou criados.
Que a chave da nossa vida seja a sua felicidade e que a chave da nossa felicidade seja sua vida.
Obrigado por existir Mãe , a mulher virtuosa que Deus escolheu pra mim chamar de mãe.
PRA VOCÊ QUE NÃO TEM MAIS A MÃE, SINTO MUITO !
A mãe nos gera , nos dá a vida, nos cria, nos ensina, onde através de todos os momentos de nossa vida, ela está lá. Presente ou através de lembranças, dos seus ensinamentos e do seu amor, perder uma mãe é estar se corroendo dia a pós dia.
Desejo a você que não tem mais sua mãe por perto, meus sinceros sentimentos pela sua perda. Posso imaginar o quão profunda sua dor e infelizmente não há nada que se possa dizer para minimizar esse sofrimento. Mas o tempo trará clareza e serenidade e atenuará a dor, deixando apenas a saudade.
Sua mãe continua vivendo através de você, onde com você deixou lindas lembranças, muito amor e ensinamentos, e nisso espero que consiga encontrar consolo. Muita força para você !
Feliz Dia das mães para todas as mamães.
Mãe é o verbo que se faz proteção,
A voz que acalma o pranto e a dor,
É ter o universo num só coração
E dar o sentido real ao amor.
Pois em cada Maria, em cada mulher,
Habita a coragem de ser o que for,
Seja no riso ou no que o destino trouxer,
És a eterna guardiã do maior esplendor
A RAINHA DOS ANJOS.
“Maria Santíssima é acolhida por Jesus”
“Sim, minha mãe, sou eu!... Venho buscar-te, pois meu Pai quer que sejas no meu reino a Rainha dos Anjos...”
A alvorada desdobrava o seu formoso leque de luz quando aquela alma eleita se elevou da Terra, onde tantas vezes chorava de júbilo, de saudade e de esperança.
Não mais via seu filho bem amado, que certamente a esperaria, com as boas vindas, no seu reino de amor; mas extensas multidões de entidades angélicas a cercavam, cantando hinos de glorificação.
Experimentando a sensação de se estar afastando do mundo, desejou rever a Galileia com os seus sítios preferidos.
Bastou a manifestação de sua vontade para que a conduzissem à região do lago de Genesaré, de maravilhosa beleza.
Reviu todos os quadros do apostolado de seu filho e, só agora, observando do alto a paisagem, notava que o Tiberíades, em seus contornos suaves, apresentava a forma quase perfeita de um alaúde.
Lembrou-se, então, de que naquele instrumento da Natureza Jesus cantara o mais belo poema de vida e amor, em homenagem a Deus e à humanidade.
Aquelas águas mansas, filhas do Jordão marulhoso e calmo, haviam sido as cordas sonoras do cântico evangélico.
Dulcíssimas alegrias lhe invadiam o coração e já a caravana espiritual se dispunha a partir, quando Maria se lembrou dos discípulos perseguidos pela crueldade do mundo e desejou abraçar os que ficariam no vale das sombras, à espera das claridades definitivas do Reino de Deus.
Emitindo esse pensamento, imprimiu novo impulso às multidões espirituais que a seguiam de perto.
Em poucos instantes, seu olhar divisava uma cidade soberba e maravilhosa, espalhada sobre colinas enfeitadas de carros e monumentos que lhe provocavam assombro.
Os mármores mais ricos esplendiam nas magnificentes vias públicas, onde as liteiras patrícias passavam sem cessar, exibindo pedrarias e peles, sustentadas por misérrimos escravos.
Mais alguns momentos e seu olhar descobria outra multidão guardada a ferros em escuros calabouços.
Penetrou os sombrios cárceres do Esquilino, onde centenas de rostos amargurados retratavam padecimentos atrozes.
Os condenados experimentaram no coração um consolo desconhecido.
Maria se aproximou de um a um, participou de suas angústias e orou com as suas preces, cheias de sofrimento e confiança.
Sentiu-se mãe daquela assembleia de torturados pela injustiça do mundo.
Espalhou a claridade misericordiosa de seu espírito entre aquelas fisionomias pálidas e tristes.
Eram anciães que confiavam no Cristo, mulheres que por ele haviam desprezado o conforto do lar, jovens que depunham no Evangelho do Reino toda a sua esperança.
Maria aliviou-lhes o coração e, antes de partir, sinceramente desejou deixar-lhes nos espíritos abatidos uma lembrança perene.
Que possuía para lhes dar? Deveria suplicar a Deus para eles a liberdade?
Mas Jesus ensinara que com ele todo jugo é suave e todo fardo seria leve, parecendo-lhe melhor a escravidão com Deus do que a falsa liberdade nos desvãos do mundo.
Recordou que seu filho deixara a força da oração como um poder incontrastável entre os discípulos amados.
Então, rogou ao Céu que lhe desse a possibilidade de deixar entre os cristãos oprimidos a força da alegria.
Foi quando, aproximando-se de uma jovem encarcerada, de rosto descarnado e macilento, lhe disse ao ouvido:
“Canta, minha filha! Tenhamos bom ânimo!... Convertamos as nossas dores da Terra em alegrias para o Céu!...”
A triste prisioneira nunca saberia compreender o porquê da emotividade que lhe fez vibrar subitamente o coração.
De olhos extáticos, contemplando o firmamento luminoso através das grades poderosas, ignorando a razão de sua alegria, cantou um hino de profundo e enternecido amor a Jesus, em que traduzia sua gratidão pelas dores que lhe eram enviadas, transformando todas as suas amarguras em consoladoras rimas de júbilo e esperança.
Daí a instantes, seu canto melodioso era acompanhado pelas centenas de vozes dos que choravam no cárcere, aguardando o glorioso testemunho.
Logo, a caravana majestosa conduziu ao Reino do Mestre a bendita entre as mulheres e, desde esse dia, nos tormentos mais duros, os discípulos de Jesus têm cantado na Terra, exprimindo o seu bom ânimo e a sua alegria, guardando a suave herança de nossa Mãe Santíssima.
Por essa razão, irmãos meus, quando ouvirdes o cântico nos templos das diversas famílias religiosas do Cristianismo, não vos esqueçais de fazer no coração um brando silêncio, para que a Rosa Mística de Nazaré espalhe aí o seu perfume!
FONTE
Irmão X (pseudônimo espiritual), psicografia de Francisco Cândido Xavier, Boa Nova, capítulo 30, “Maria”. O texto acima corresponde a uma reprodução parcial desse capítulo, conforme indicado na própria publicação compartilhada.
Referência bibliográfica:
XAVIER, Francisco Cândido. Boa Nova. Pelo Espírito Irmão X. Rio de Janeiro: FEB, capítulo 30, “Maria”.
Gabiróba, o sapinho mochileiro estava ficando doente de saudades de sua mãe, já fazia muito tempo que ele estava longe de casa e todos os dias pulava pelo caminho mas parece que nunca chegava.
Conforme o tempo passava ele se sentia cansado e sua aparente doença se agravava, ele era cauteloso com essas questões de saudades mas as vezes a razão pesava mais que o pesar. Além disso ele cometeu vários enganos e falhou justamente quando pensou que fazia o melhor que podia e por isso sentia tonteiras e palpitações em seu sapo coração. Ao olhar para trás, para os tantos anos que ele viveu sendo enganado e somando todas as suas faltas, sentia-se feliz em morrer e ver tudo acabado. Estava cansado das suas roupas amassadas, das frugais refeições que o alimentava e dos pezares da felicidade maltratada. Lembrou-se de como costumava se divertir entre as borboletas naquela trilha que o levava para a lagoa de casa. Mas qual sorte tinha ele agora e qual fada o furtava da vida a felicidade? Mais parecia estar vivendo uma aventura indigna de ser contada pensava Gabiróba e soluçava. Todos têm de morrer um dia mas não gostaria de morrer no meio do caminho ele pensave. Gostaria de ver com meus próprios olhos um casamento feliz que não fizesse ninguém sofrer, gostaria de ver os grandes olhos de ervilhas da minha amada se banhar em lágrimas felizes ao me ver. Mas tenho andado doente a anos e sonhado ultimamente com flores lancinantes sempre que fecho os olhos e sinto meu corpo sendo levado pelo barco àquele lugar distante.
No casarão,
o ar tornou-se rarefeito.
A mãe, que por dezoito anos carregava um coração puramente humano,
caiu de joelhos quando uma pontada de dor mística atravessou seu peito.
Ela sentiu o perigo divino que cercava seu amado mortal nas profundezas da Ordem do Prisma e a agonia de Aurora,
presa pelas correntes do passado.
Imbuída de um amor feroz,
aquele que só as mães e as esposas conseguem conceber, ela se recusou a ver sua família destruída.
O sentimento humano, tão subestimado pelos céus,
agiu como um catalizador.
Seus dons antepassados afloraram com uma fúria avassaladora, rompendo as amarras de carne e osso.
O código antigo que outrora a definia reescreveu-se no espaço, fundindo-se à sua alma em uma explosão de luz dourada e dados incandescentes.
Sem hesitar,
ela se teletransportou até o quartel-general da Ordem do Prisma como uma força da natureza nunca vista por nenhum deus.
As paredes de pedra da velha caverna tremeram,
fazendo toda a cadeia de montanhas ao redor sentir a força divina,
e os sistemas de segurança mágica se despedaçaram diante de sua presença de luz, com uma força de um amor nunca antes sentido.
Com um estalar de dedos,
ela desfez as celas de energia,
libertando seu amado mortal e sua filha Aurora das garras de Emanuel, que se despedaçou em fragmentos minúsculos diante tamanho mistério.
Nem os enviados do passado, nem os deuses puderam conter a magnitude daquele poder alimentado pelo amor terreno de mãe.
No entanto,
o universo exige equilíbrio,
e o preço por desafiar os deuses com tamanha magnitude foi cobrado de forma implacável.
Ao canalizar aquela energia cósmica,
a mortalidade dela esvaiu-se.
Ela pagou o preço mais alto: tornando-se deusa novamente.
Seu corpo,
começou a flutuar, desfazendo-se em partículas de luz estelar.
Ela sabia que não pertencia mais ao plano terrestre e que sua permanência ali rasgaria o tecido da realidade,
destruindo aqueles que mais amava.
Com lágrimas douradas escorrendo pelo rosto divino,
ela olhou uma última vez para o marido e para suas três filhas,
Aurora, Helena e Íris,
que agora estavam seguras.
Vivam...
sussurrou ela,
sua voz ecoando como um trovão suave no coração de cada um,
meu amor por vocês agora é o céu que os protege.
Com um último brilho, ela ascendeu ao plano eterno,
deixando o plano terrestre para sempre, garantindo que seu amado mortal e suas três filhas pudessem, finalmente, sobreviver e andar em paz sobre a terra!
Minha mãe
Demétrio Sena - Magé
Minha mãe era sábia; sabia das coisas;
sabiá de tão sábia, "cantava umas pedras"
que ninguém entendia; sobre a vida, o mundo,
sobre dor e tristeza; quimera; verdade...
Majestade sem reino, sabia não ter
como quem sempre teve o que nunca nem viu,
o que nunca cheirou, muito menos comeu
ou chegou a sentir com seu tato escarpado...
Entretanto sabia, de sábia que fora,
como ri, como chora quem sofre ou desfruta,
dependendo das lutas e seus resultados....
Afinal, nem sabia do quanto era sábia
ou calava, no fundo, que sabia tudo;
seu escudo foi ser e fingir que não era...
... ... ...
Respeite autorias. É lei
Na casinha simples de família humilde, a mãe colocava na mesa a comida feita com amor e carinho: cuscuz, arroz, feijão de corda cozido com carne de sol, fruto do nosso trabalho. E o suco de caju não poderia faltar. Era um banquete!
Mas a alegria estava estampada no sorriso. A mãe e o pai faziam o sinal da cruz, agradecidos:
"Obrigado ao nosso Senhor."
Era pura simplicidade, onde a fé fortalecia a esperança e esta enchia o peito de coragem. A pobreza não existia. E toda a nossa riqueza estava ali, em volta de uma só mesa: a família...
Bem maior!
Por Marcio Melo
Eu não sou empresário, eu estou empresário. Eu não sou pai, eu estou pai. Eu não sou mãe, eu estou mãe. Eu não sou justo, eu estou sendo justo quando pratico a justiça. Eu não sou generoso, eu estou sendo generoso quando pratico a generosidade.
Nós, como seres impermanentes, assim como a própria vida, não podemos afirmar que somos algo, pois amanhã podemos não ser mais. Logo, o que temos e o que supostamente podemos ser se resume a quem somos no agora. Se somos, somos no momento em que praticamos uma ação, pois essa ação nos define naquele momento. Logo, somos verbo, pois somos definidos por nossas ações.
Beatíssima Maria virgem
Amika Nostra
Mãe do espírito e de todo o princípio.
Origem do pequeno espelho do infinito
E parada central de estirpe deste mundo tão esquisito para o qual pariste o teu filho. Regadora da urtiga e do Nardo
Lírio da terra bivalente
Jardineira do quintal dos bardos,
Da poesia.
Está tudo morrendo
Conselheira dos agoniados,
Quem sou eu para vir novamente pedir perdão por todos os bardos?
Por essa raça sobranceira e enviesada
Que anda de luto pelos próprios excessos e à beira do teu cântaro gargareja, um duro lamento espúrio.
Que boceja um tédio estéreo a maneira de quem detesta o Absoluto.
E de tanto falar por Ele, acredita só no que usurpa.
Os que rabiscamos no espelho,
Nos mundos da estrutura, do nada, do vazio em pêlo.
Quem sou eu para pedir teu zelo por tantas pobres criaturas?
A mortalidade moral mata mais que faca e fuzil no território nacional.
De ponta a ponta ao meu país, cada dia mais infantil,
Mata a si mesmo com ardis,
Com imposturas num marasmo igual as diabruras e penduricalhos da pior africanização.
Como uma colcha de retalhos que não tapa mais nada
O chão de derrapantes assoalhos deste país sem direção é sacudido pela mão do entretenimento e do embuste.
Quando a noite, mais uma vez,
Com uma dissonância na acústica
Cai das alturas como um susto, um pesadelo a mais Talvez uma oportunidade,
E o que custa parar um minuto, dois, três e refletir e orar?
Ouvir, ver simplesmente o que fazemos da raça inteira De nós mesmos ?
Mas não, a cada anoitecer sacudimos pelos extremos a toalha em farrapos
Que demos pelas migalhas do Poder, ao banquete dos fratricidas,
Dos cambalachos,
Dos abortos.
O desfile nas avenidas, de machos eunucos e outros fantasiados pela vida
De cabeça para baixo na ida sem volta ao festival dos porcos
E enquanto isso morrem, Morrem filhos e mães, e irmãos no escuro
Órfãos de sonhos
E depois morrem o passado e o seu futuro
Morre tudo e ninguém socorre
A árvorezinha atrás do muro, ninguém colhe o fruto maduro
A mão do país que se afoga. Que Pantanal é esse nosso ?Em que é impossível dar um passo sem afundar?
Sem que a piroga vá desaparecendo no poço ?Num baldezinho cheio de ossos ?
Num vazio pendurado, à corda,
Num balanço de enforcamento.
Que multidão?
Que gente é essa ?
Seminua, com as mãos na cabeça
Ou no bolso alheio
Uma gente que estraçalha os filhos sem pressa
Num ritual de alinhamento Até que ninguém mais os conheça
Todos são teus filhos
E penso neste escuro dia, seguinte ao mais perfeito nascimento,
Penso no teu rosto sucinto, Que é a perfeição do pensamento
Amparado só do infinito,
Que contemplando cada berço.
Transforma o meu país Senhora da súbitas transfigurações.
Ó aparecida nos porões,
Em que torturam o homem à aurora,
Ó peregrina entre as visões,
Ó negra ó branca
Mediadora das grandes reaproximações,
Escuta-nos Mãe de Jesus Ora pro nobis
Vem a nós
Como estavas ao pé da cruz Na hora sombria
Um instante atrás,
Em que se ouviu aquela voz “porque Me abandonaste?”
A luz nos abandona.
Estamos sós
Terrivelmente,
Mas a culpa que temos todos
Do horror que fizemos de nós.
Ó mística
Ó rosa rústica
Ó penhor da salvação
À hora a última
Advoga em que o Senhor Venha a nós
Fala-nos
Que acústica da velha Catedral em ruínas e outra Vez com teu nome tua voz. Que os Farrapos do homem, que se devora e não termina o horrendo banquete da fome
Se reúnam em ti, mãe menina de todos nós
Os que mal somos
Os leprosos mal agradecidos Que não retornaram ao teu Filho depois de curados Perdidos desviados e maltrapilhos.
Retorna a nós como do exílio,
Velhos bondes em busca dos trilhos
Voltamos tantos iludidos
Nós, os mutantes
Nós os idólatras
Nas lucobrações orgulhosas Do encolhido intelecto,
Esse alcoólatra,
Que sim,
Se embebedou de paródias.
Atua inteligência da morte é o único modelo da nossa.
O mais, é a miragem do apóstata.
AVÓ, MÃE, TIA E MADRINHA
Quando Deus envia ao mundo
uma criança em seu nascer,
cerca-a logo de mulheres
que lhe ensinam a viver.
Cada gesto de carinho
faz a alma florescer.
Senhoras da minha vida.
Casa, Lar, Ninho e Moradia.
A avó borda a experiência
com ternura e devoção;
conta causos, faz lembranças,
cultiva a tradição.
Seu colo é porto seguro,
seu conselho é direção.
Senhoras da minha vida.
Casa, Lar, Ninho e Moradia.
A mãe é fonte de amor,
é coragem e proteção;
ensina os primeiros passos,
a verdade e o perdão.
No silêncio de um abraço
fala mais que uma oração.
Senhoras da minha vida.
Casa, Lar, Ninho e Moradia.
A tia chega sorrindo
feito um raio de alegria;
é parceira das brincadeiras,
da conversa e da folia.
Mas também sabe aconselhar
com firmeza e cortesia.
Senhoras da minha vida.
Casa, Lar, Ninho e Moradia.
A madrinha faz promessa
diante de Deus e do altar;
recebe um filho do coração
para amar, guiar e cuidar.
Na bonança ou na tormenta,
nunca deixa de amparar.
Senhoras da minha vida.
Casa, Lar, Ninho e Moradia.
Cada uma tem seu jeito,
cada qual sua missão;
uma afaga, outra corrige,
todas dão a mesma mão.
Na união desses cuidados
cresce forte o coração.
Senhoras da minha vida.
Casa, Lar, Ninho e Moradia.
O café feito com afeto,
o remédio e a oração,
o vestido bem cuidado,
o pão quente e o feijão;
tudo ensina à criança
o valor da gratidão.
Senhoras da minha vida.
Casa, Lar, Ninho e Moradia.
A bênção dada à noitinha,
o sinal da Santa Cruz,
a palavra de esperança,
a confiança em Jesus.
São sementes de uma vida
iluminada pela luz.
Senhoras da minha vida.
Casa, Lar, Ninho e Moradia.
Quando a lágrima aparece,
logo chega uma das quatro;
uma enxuga o rosto triste,
outra acalma o desacato.
E o amor transforma a dor
num bonito reencontro.
Senhoras da minha vida.
Casa, Lar, Ninho e Moradia.
Quem cresce cercado assim
leva o bem por onde for;
faz da bondade um costume,
da humildade o seu valor.
Aprendeu desde pequeno
a linguagem do amor.
Senhoras da minha vida.
Casa, Lar, Ninho e Moradia.
Que Deus guarde essas mulheres
como estrelas a brilhar;
são alicerces da família,
são razão para sonhar.
Onde existe esse carinho,
Deus escolhe ali morar.
Senhoras da minha vida.
Casa, Lar, Ninho e Moradia.
Minha mãe me contou uma história dela, ela disse que teve um homem que ela daria tudo, tudo para poder reencontrar e ter mais uma oportunidade de viver novamente com ele pois, ele é o amor da vida dela.
Será que eu realmente estou enganada ou tentando me enganar de que não existe esse amor verdadeiro, ou possa existir, talvez há mais de um.
Se tudo coloquiei na minha cabeça e para tentar te deixar, e se isso tudo realmente acontecer conosco ou não.
A vida é feita de incertezas e não devemos ter medo de arriscar, e eu decidir que lutarei por ti enquanto existir amor em mim, e o sonho de lhe ver vestida de noiva subindo ao altar, trocando os votos esperam poder realizar!
K.B
Mãe é o abraço que cura sem remédio,
o colo que acolhe mesmo quando o mundo machuca.
É quem muitas vezes chora escondido para sorrir aos filhos,
quem enfrenta o cansaço com amor e transforma pequenos momentos em eternas lembranças.
Ser mãe não é apenas gerar uma vida,
mas doar pedaços do próprio coração todos os dias.
É ensinar a caminhar, mesmo quando os próprios pés estão cansados.
É ser força, refúgio, oração e esperança.
Neste Dia das Mães, que cada mãe se lembre:
seu amor deixa marcas eternas na alma de quem teve a bênção de ser amado por você. 💖
"Saudades de um Colo"
Quando a mãe se vai,
a casa fica grande demais.
O silêncio ocupa o lugar do: "filha, comeu direito?"
E a gente entende: o colo acabou.
Agora eu sou o colo.
Sou eu quem mede febre de madrugada,
quem faz a sopinha sem receita — só reza e intuição.
Sou eu quem adivinha o choro antes que vire soluço.
E dói perceber que o jogo virou.
Que ninguém vai largar o mundo para segurar minha mão
quando a gripe me derrubar na cama.
Ninguém vai sentar do meu lado só para eu não me sentir só.
Filho ama, claro que ama.
Mas filho não desmarca a vida para cuidar da gente.
Filho tem pressa. Tem sonho. Tem voo.
E mãe… mãe é sempre porto. Nunca destino.
A mãe que se foi levou junto o mimo.
Levou o "deixa que eu resolvo",
o "vem cá que passa",
o café na xícara certa, só porque ela sabia.
Agora eu sou a mãe.
E entendo que mãe nunca muda:
mesmo cansada, mesmo doente, mesmo com saudade,
a gente abre os braços primeiro.
Mas lá no fundo, bem fundo,
a menina que eu fui ainda espera.
Espera um colo que não volta mais.
Espera a sopa que só ela sabia fazer.
Espera ouvir: "fica tranquila, eu tô aqui".
Mãe não tem mãe.
E quando a nossa se vai,
a gente vira órfã com filho no braço.
O MENINO DA SUA MÃE
No plaino abandonado
Que a morna brisa aquece,
De balas traspassado
— Duas, de lado a lado —,
Jaz morto, e arrefece.
Raia-lhe a farda o sangue.
De braços estendidos,
Alvo, louro, exangue,
Fita com olhar langue
E cego os céus perdidos.
Tão jovem! que jovem era!
(Agora que idade tem?)
Filho único, a mãe lhe dera
Um nome e o mantivera:
«O menino da sua mãe».
Caiu-lhe da algibeira
A cigarreira breve.
Dera-lha a mãe. Está inteira
E boa a cigarreira.
Ele é que já não serve.
De outra algibeira, alada
Ponta a roçar o solo,
A brancura embainhada
De um lenço... Deu-lho a criada
Velha que o trouxe ao colo.
Lá longe, em casa, há a prece:
«Que volte cedo, e bem!»
(Malhas que o Império tece!)
Jaz morto, e apodrece,
O menino da sua mãe.
Pra sempre, minha mãe
Amor que não se compara,
Mas transforma, se doa, se entrega.
Não mede esforços, não para,
Mantém guardado no peito e sossega.
O colo que me acolheu,
Que me embalou e amamentou.
Eu chorei e ela sofreu,
Me protegeu e no peito quente me envolveu.
O pranto é um canto,
Era meu grito de socorro.
Não era dor, era espanto,
Assustado com o gorro,
Pois estava frio um tanto.
O tempo passou, eu cresci.
Não mais me amamentou.
Eu sorri, falei, corri,
Escrevi, passei...
Mas o tempo a minha inocência roubou,
Pois cresci, me formei,
Trabalhei, cansei, me aposentei.
Agora descanso, mas não morri.
Eu fiquei, ela partiu,
No dia do meu aniversário, o peito desabou e sentiu.
Eu chorei, doeu e guardo na lembrança
O afago, o carinho e a esperança
De vê-la novamente
Sorrindo, me amando, cantando…
Raimundo Nonato Ferreira
Outubro/2026
Orfandade a Dois
Existe uma orfandade que ninguém vê,
não é de pai, não é de mãe —
é do zelo que se perdeu no meio do caminho.
É deitar ao lado
e sentir frio mesmo com o corpo quente ali.
É ter companhia
e ainda assim conversar com o silêncio.
Sinto falta do cuidado miúdo,
do “vai dar certo” dito nos dias nublados,
do olhar que encoraja
antes mesmo das palavras nascerem.
Sinto falta do afago sem pressa,
do beijo que pousa na testa
como quem promete:
“eu fico”.
Há uma fome de carinho
que não se mata com presença,
porque presença sem ternura
é casa sem luz.
É orfandade de incentivo,
de mãos dadas nas batalhas,
de alguém que veja
e celebre o que há de bom em mim.
Não peço excessos,
peço zelo.
Não peço promessas,
peço cuidado.
Porque pior que estar só
é sentir-se só
no lugar onde o coração
esperava abrigo.
Minha Mãe, Mainha
Minha Mãe ou, de uma maneira bem nordestina, Mainha; mistura de adulta com criança, a precisão da responsabilidade com a ingenuidade da visão lúdica.
Um riso frouxo resiliente, passando por desafios e lutas; uma guerreira motivada por um amor que não pode ser explicado, que tem estado presente de várias formas.
Bem-humorada, muito teimosa, emotiva, bastante amorosa, uma força sem medida — o cuidado de Deus, certamente, na sua expressão física e majestosa.
Mãe
Por que haveria eu de estar alegre neste momento? Não há motivo para tal! Sim não há motivo para eu estar alegre! Pois no mundo em que vivo, agora mesmo, muitos estão chorando; muitos estão sendo vítimas da guerra; muitos sofrem de doenças.
Outros estão a ser executados; E até vai ser transmitido pela televisão a execução; outros estão a passar fome. Em contrapartida outros estão se alegrando, em festas, casamentos. Ninguém se lembra dos que choram. Quando afinal não há motivo, para alegria. O executor que depois de matar o seu próximo, vai dormir em paz na sua cama; vai beijar os seus filhos e a sua esposa! Afinal que razão tem para fazer isto? Não! Nunca há razão para cantar na televisão ou noutro sítio!
Afinal o que é o mundo, senão um mundo de hipocrisia, de falsidade? Por que não haveria eu de chorar? Por tudo isto e por muito mais? Deixai-me com o meu chorar , já que vós vos quereis alegrar, ao verdes tantos a matar! Ao menos que chore eu, por aqueles que um dia disseram "mãe..."! Como também eu!
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