Textos de luto para refletir sobre a perda e a saudade
Lembranças
Lembro-me dos beijos e abraços, do tom colorido que transformara meus dias cinzentos. Lembro-me do conforto ao ouvir sua voz, da suavidade do toque em sua pele, dos lindos e separados dentes brancos.
Sinto falta desses dias, adoece-me a alma concluir que já não lhe tenho mais, resta-me são lamentações de minha tristeza corriqueira. O sol parou de se abrir e as nuvens perderam um pouco da graça, algo nublado tomou conta. O que eu daria por mais um sorriso, por mais uma simples conversa, por mais um doce beijo...
Sussurro
Ei mocinha! Em que ponto você se perdeu?
Cadê aquela pureza? Aquele olhar sem malícia?
Talvez você tenha se deixado levar pelas circunstâncias, tenha ouvido conselhos nada bons...e se perdeu!
Meu apelo é que se encontre, recupere sua essência, volte a ser você!
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Olhei em volta e nada vi, apenas o sussurro que ainda ecoava em mim.
Seja lá oque for tinha razão, eu me perdi!
Tanta coisa acontecendo, e não acontecendo ao mesmo tempo....
Queria que o tempo parasse para que eu pudesse voltar no tempo e consertar tudo de uma vez.
queria poder voltar logo no instante que fiz besteira...
Sentimentos ingênuos, decisões mal tomadas, falta de maturidade, foi isso que estragou todos os meus relacionamentos...
Essa pressa de fazer dá certo logo, foi o mesmo motivo de dar tudo errado tão de repente..
Me sinto num eterno labirinto, não vejo saída,me sinto perdida ao meio a escuridão que são meus sentimentos..
TREM DAS 05:00AM
O dia mal havia raiado e você estava lá, acordada, na estação de metrô, esperando por ele. Tantos "bom dia" lhe foram dados, visto que todos ali já te conheciam. Ninguém nunca entendeu o porquê de sempre chegar no mesmo horário, sentar muitas vezes no mesmo lugar, e não fazer nada, além disso. Você esperou tanto por ele, e ele sempre esteve lá, vivendo como sempre vivia. Você desmarcou compromissos para encontrá-lo, mas quem disse que ele abriria mão dos próprios compromissos? Quem disse que ele retrocederia a própria vida por você?! Você o amou e esperou, e agora estava ali, entrando no primeiro vagão daquele trem, pois percebeu que devia amar alguém, que pudesse te encontrar na mesma estação.
Ilusão ou engano?
Impulsionada por aquilo forjado em sentimentos que a conduz ela se entrega ao que parece um contato com a sua própria alma.
Ao invés de tirar do coração com cuidado ela deixou entrar mesmo sem ser convidado.
Um encantamento físico, uma loucura ordinária,
O momento, uma cegueira,
No pertencimento um coração e uma dor,
Mesmo num dia quente um engano, logo uma sensação de perda.
Antes que a morte nos tome...
Quando a morte chega, fria e implacável,
E leva quem amamos ao reino insondável,
É então que o coração, em pranto se curva,
E entende o valor que a vida dali pra frente será oculta.
Em vida, deixamos passar o brilho no olhar,
O riso que encanta, o dom de amar,
Mas é na ausência, no vazio que se expande,
Que percebemos o quanto o amor nos prende.
Cada palavra não dita, cada gesto esquecido,
Transforma-se em lamento, em pesar contido,
A dor nos invade, o arrependimento persiste,
Por não termos amado com o fervor que insiste.
A morte revela o que a vida, em sua pressa, esconde,
Que o tempo é frágil, e o amor, que responde,
Deve ser vivido com toda a devoção,
Antes que a morte nos tome pela mão.
Ficamos com a lição, melancólica e severa,
Que o valor do amor só se vê quando a dor impera,
Aprendemos, tarde demais, na sombra que consome,
A dar valor à vida, antes que a morte nos tome.
Dedico este poema ao meu pai Waltairo Brumm , ao meu querido primo Marcelo e a tantos outros familiares e amigos que se foram.
Não me toque
Conheci um lindo rapaz
Ele era bonito
Gentil
E sagaz
Nos conhecemos de um jeito diferente
Estávamos brisados e um tanto contentes
Nos olhávamos de jeitos diferentes
- Quem é essa linda mulher a minha frente?
- Essa mulher é a Não Me Toque, e das outras é diferente
Meu amigo percebeu tentou impedir
Mas era teimosa e não quis ouvir
Naquela noite fui tocada
Naquela noite eu toquei
Naquela noite me apaixonei
Depois disso eu já não era conhecida como Não Me Toque
Meu nome foi trocado
Trocado para Brinquedo
Sobrenome Usado
Ainda tento me lembrar
Enquanto todos perguntam
- Por que saiu de Não Me Toque, para brinquedo usado?
Essa pergunta é difícil de responder
E se tivesse um poder
Ele seria o de desaparecer
Frio, gêmeo do sol, todavia, quente, provindo da lua.
Ó, areia torturante, cujos mares me são sufocantes, de mim tenha piedade.
Ó, céus anuviados, encoberta minha face, tampa meus olhos, beija-me de sombras e ventos ruidosos.
Tu me vens, e logo vais-te.
Tu enches-me, e logo esvazias-me.
Aqui te encontrei, e aqui meus olhos não a ti enxergam.
Ó! Por qual terra andaria tal perna? Acaso o vento esfria seu corpo? O sol esquentá-lo-ias sua face?
Será o vazio nascido por teu espírito, frio, imenso, adorador do calor e do conforto?
Acaso dize-me que não há existência do meu ser?
Respondei-me, tu que andas entre o sol e a lua, por que partes em meu lamento? Por que minha voz não a ti clama? Por que minhas pernas não para ti caminham? Por que meus olhos marejam, choram, brilham quando em ti penso? Por que meu vazio chama por ti? Seria eu incompleto, necessitado de ti? Se, porventura, meu amor não vem suficientemente para ti, por qual razão o teu amor me vem suficientemente a mim?
Aqui ficarei, com o vazio gerado.
O barro lamacento em algum canto de horizontes desolados.
Meu corpo sente, meu coração chora, meus pensamentos mentem.
Frio eu sinto, todavia, o calor me aquece; de donde vens, ó calor que me segue?
O tempo escoa, como águas da chuva no solo.
Abençoada terra, a qual cai lágrimas doces, germinando teu solo.
Outra semente, a dita antecessora de brotinhos, distendê-lo-ia.
Vê
Que mesmo em face da nossa dor maior,
O folião retorna ébrio deste carnaval
O cidadão exerce seu papel mor
Carros, buzinas, atletas, sacerdotes, putas
Mantém suas poses e rotinas
Alheios ao nosso coração que não combina
Não cabe
Não casa
Não bate no peito do planeta
Porque o mundo vive
Enquanto sobrevivemos
Na extra sístole
Da morte anunciada.
Lâmina afinada
A talhar nossa alma conjunta e emendada
Ainda que através da dor
Feito junção de peças de legos,
Estamos multicoloridos, encaixados, seguros e interdependentes.
Nos necessitamos nesta hora
Neste formato temporário
Porém imbativelmente forte.
Que força é essa que nos une tanto
E não consegue rodar as horas pra trás?
Não há mesmo tempo
Cada minuto passa a ter mais do que sessenta segundos
No lento arrastar do sofrimento
Em meio a essa Tissunami cruel
Onde nós,
Vítimas da avalanche imprevista e devastadora,
Nos encontramos na convergência dos contrários
Desejando absurdos impensáveis
Através de preces profanas
Apelos aos céus que mais parecem infernos
Quando pedimos que o mar recue,
Junto com a vida
Ainda que tenhamos que sair,
Pesadamente,
Recolhendo nossos inúmeros mortos.
TIta Lyra
Tributo ao Meu Pai: Lembranças de uma Rotina Perdida
Eu sinto falta do meu pai.
Sinto falta das manhãs descontraídas
Dos churrascos e almoços de domingo
Das conversas sobre geopolítica pós-aula
Dos momentos que passávamos juntos
Das viagens que me proporcionaram boas e velhas memórias
Do caloroso e forte abraço do Dia dos Pais
Das lições sábias que aprendia com o senhor
Do conhecimento que compartilhávamos juntos
Eu sinto falta da minha velha rotina
Da minha velha rotina que não volta mais!
Aquela rotina da qual eu costumava ser feliz
E que hoje só perdura na minha memória,
Nas profundezas do meu coração,
Em minhas vísceras,que alimentam o falso sentimento de que algum dia eu possa ser feliz de novo
Será que algum dia alguém poderá me amar e me cuidar do jeito que o senhor fazia?
Não sei!
Só sei que sinto sua falta!
E que estás marcado em cada lembrança que rege minha vida…
Quando uma mãe perde um filho
Todas as outras se compadecem
Essa mulher não perdeu só um filho
Ela perdeu todo o seu brilho e sua alegria
Os sacrifícios de uma mãe vão muito além de um parto,
Muito além de uma noite sem dormir
O tempo que essa mulher se dedicou
O tanto que amou e se entregou
O quanto ela se entregou e viveu pelo amor por aquele filho também conta..
Por tanto quando ver uma mãe que perdeu o seu filho não deixe
De deixar suas condolências
Ela não perdeu só um filho
Ela perdeu também parte de sua vida
Abrace -a e deixe que lágrimas tomem conta
Não se pode trazer quem ama de volta
Por isso demonstre em vida o tempo é curto.
Nós, os arrogantes portadores de um complexo de inferioridade disfarçado, encontramo-nos em uma corrida sem fim contra o impossível, dilacerando nossos músculos, nossas almas e nossos corações na busca pela supremacia.
Nosso objetivo é simples: não apenas ser o melhor, mas provar que somos superiores a todos aqueles que ousaram subestimar-nos.
No entanto, é uma ironia cruel que aquele que nos motiva seja aquele que nos superou, um mero verme que agora desfila triunfante sobre nossas conquistas, roubadas impiedosamente por seu talento inato.
E assim, caímos em desgraça, perdendo não apenas nossa força e habilidade, mas também nossa capacidade de perseguir aqueles que nos ultrapassaram.
Enquanto tentamos desesperadamente alcançá-los, somos arrastados para trás, incapazes de deter nossa queda em direção ao abismo.
A vontade de agarrar aquele que nos deixou para trás queima em nós como fogo selvagem, enquanto gritamos em desespero: 'Espere por mim, merda! Me espere! Não me abandone....'
O peso de nossos anos de esforço é esmagado pelo talento desenfreado, enquanto somos arrastados para o fundo do poço, presos por correntes de ferro e afundando em um mar de desespero.
O TEMPO POR NADA ESPERA
Mal vemos o desabrochar da flor e tão rápido ela perde sua cor.
Quase não vemos o sol nascer, tampouco ele se pôr.
Quanto tempo será que ainda temos pra sentir amor?
Mal derrama-se a lágrima da felicidade e muitas vezes chega a que vem com a dor.
Quanto tempo mais, vamos esperar pra sentir amor?
Por pensar de mais,fiquei sem nada
Olhando ao redor
As saídas estão fechadas
Talvez não seja digno
Talvez não seja o momento
O carma me consome
deixando-me morto por dentro
Se existe uma cura
Não posso alcança-la
Ah esta altura
Deve estar sorrindo
Apreciando sua nova morada
Explorando o labirinto
Esquecendo onde habitava
PARTILHA
Sinto a inspiração que percorre
Por toda a entranha de meu ser
Quando de ti o verso a escrever
Saudades, que de dantes escorre
Sinto a minh’alma em um porre
De carência, roubando o prazer
Do tempo, que mais quer viver
Quando na prosa o vazio ocorre
Sinto não ter o cuidado presente
Se a tua falta, agora, é realidade
E os versos os sussurros da gente
Sinto no peito toda a infelicidade
E na partilha uma dor que se sente
Dum amor que perdeu a vontade!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
15 setembro, 2022, 21’14” – Araguari, MG
“Creio que, para mim, é mais fácil escrever um romance, do que de fato viver um. Pois a personagem do romance, só sentirá a dor de perdê-lo quando você a escrever. Ela só sentirá a alegria de vivê-lo, quando você a escrever para ela. Acredito que é por isso, que prefiro escrever sobre viver um romance, do que fato, tentar me arriscar lançando os dados à sorte, esperar pelo acaso, ou sair à procura do desconhecido.”
Livro: Superlativo.
Menina dos olhos castanhos, cadê o brilho dos seus olhos?
Menina da voz bonita, cadê a sua voz?
Menina com lindas histórias, cadê seu entusiasmo para contá-las?
Menina feliz, cadê o seu sorriso sincero?
Menina bondosa, Porque é tão cruel consigo mesmo?
Oh menina
Cadê sua esperança?
Pequena menina, aonde você está?
Eu morri.
A felicidade passou por mim e se despediu. Disse que havia um lugar aonde ela precisava ir e nunca mais voltou.
Meu sorriso se foi, prometi nunca escondê-lo. Todavia, não há motivo para sorrir.
O meu brilho se foi, se perdeu em meio à dor.
A minha voz ninguém quis escutar, então apenas me calei.
As minhas histórias se tornaram repetitivas, ninguém mais suportava ouvi-las. Então parei de contá-las.
A esperança passou por mim, ela disse que não havia lugar para ela ali.
Oh, pessoa atenciosa.
A menina que conheceu morreu.
Não se sinta mal, ninguém conseguiu se despedir dela. Ela partiu sem dizer adeus.
Escritora: @stefany_book
Minha maldição
Dois de cada coisa
Dois amores não correspondidos
Dois anos de sofrimento
Dois melhores amigos perdidos
Aposto que mais dois anos remoendo
Já morei em duas casas e um apartamento
Será que mudarei por causa desta maldição?
Dois minutos de paz neste momento
Enquanto escrevo uma poesia que nunca virará canção.
Duas horas chorando
Dois dias segurando o choro
Duas ideias ruins, eu fico pensando
Se vivo de dores ou se morro.
Nos Cegamos Quando Gostamos de Uma Pessoa
Porque a gente precisa se acostumar a ver uma porrada de gente se pegando sem compromisso algum , sem significado , tudo na pressa .
Mesmo por 2 anos a pessoa muda o tempo inteiro assim como você , por mais que não acredite , é normal sentir medo , e quando não tiramos coragem , a vida nos mostra que se você n correr atrás por medo , vc perde uma oportunidade ,
mas ,
NÃO é como se fosse a única oportunidade de nossas vidas e é muito fácil falar isso ou ouvir isso quando parece que a dor nunca mais vai embora , tudo começa pelo tempo , que escolhemos não crer ou achar bobagem essa coisa de esperar o tempo passar e continuar sofrendo . A dor pode ser transformada em aprendizado mas não é qualquer dor que vira aprendizado assim de repente , se virar isso é preocupante , porque nem tudo precisa ter um significado ou resposta , tem coisas que só acontecem , ou aceitamos ou vivemos na angústia de achar que poderíamos evitar ou prever .
Dedicado a você
Hoje eu sonhei com você
Estranho ,tanto tempo se passou
E eu ainda sonho com você
Lembro das nossas conversas.
Da gente rindo de coisas bobas
E do futuro incerto que talvez
Não teríamos
Conversamos sentados
Por horas em uma grama verde
É difícil saber que eu nunca mais
Vou te ver ,
A morte me surpreendeu
E te levou daqui .
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