Textos de Lua
BÚSSOLA DO TEMPO
A Sol faz sim ao não mudar demais sua posição, o Lua faz não ao mudar tanto. O não, sem Lua pela noite, é sim. Regra geral que tendo Lua, de dia ou de noite, o sim, é não. E, dia de Sol é sim. O eclipse lunar é assim, tudo pra mim, o eclipse solar é missa sina.
Que palavra completa a redação?
Em silêncio, à beira do sonho, ele vigia,
O respirar sereno, suave melodia,
A lua, cúmplice, pelo vidro a brilhar,
Reflete o amor que ele sente ao olhar.
Seu coração, terno, bate em compasso,
Com cada suspiro, com cada passo,
De uma dança de paz que ali se faz,
Enquanto ela dorme, tão leve, em sua paz.
A mão dele afaga, sem a despertar,
Seu rosto tranquilo, em calma a repousar,
Ele cuida, em silêncio, guarda o momento,
Como se o mundo fosse feito de tempo.
Nos olhos fechados, ela sonha e vagueia,
Enquanto ele, devoto, tudo silencia,
Pois é no amor que ele encontra o sentido,
De ser seu guardião, seu eterno abrigo.
De Dylan
Para Ana Paula
ENTARDECER E A LUA
A noite descia como em voo de pássaros,
Em rajadas de flocos coloridos.
Meus olhos se deliciavam, estremeciam,
De prazer e dor.
Como cristalizar este momento?
De que forças retirar o fluído para tal proeza?
Pensamento tolo que me fez perder todo o poente.
Quando dei pela natureza,
A noite me abraçava,
Beijava meus lábios com o nascer da lua.
Espetáculo de noite invernal.
Como deter o astro prateado
No seu lugar de agora?
Para saciar o meu prazer,
Para matar a minha sede de beleza.
Oh maldito pensamento!
Fez-me perder todo o nascer da lua!
Todos os poentes, todo o sol no seu turno.
Todos os verdadeiros voos de andorinhas!
E aqui estou sem saber contemplar.
Desejando obras monumentais da natureza.
Maldizendo o pensamento,
Vi-me num túmulo frio, escuro,
Sem haver sentido o momento de minha morte
Por tanto haver pensado nela!
Conclusão de alma:
O belo está naquilo que se vê e sente
Não no que se quer!
Nov/ 1974
É Dela que eu quero falar
Não, da Lua não
Da Estrela
fria
Da Estrela
caída ao chão
Da Estrela
vazia
Da Estrela
sem coração
Da Estrela
Minguada pela desilusão
Da Estrela
Descrente
Da Estrela
outrora Noviça
E Cheia de esperanças...
É Dela que eu quero falar:
Da Estrela Carente...
No compasso do meu interior.
Sob a luz prateada da lua
O mar dança em sussurros de maré
Vibrações energéticas fluem cruas
No compasso de um cantigo que é fé
No meu mundo interior, a música ecoa
Cada acorde ressoa como ondas no mar
É a essência que em mim sempre voa
Num balé de sentimentos a navegar
A lua, guardiã das marés e dos sonhos
Reflete em mim um cântico sem igual
As vibrações do mar, suaves ou risonhos
São melodias que me fazem ser real
Em cada nota, encontro o meu ser
Na harmonia do universo a pulsar
Meu canto interior, eterno florescer
É a minha sinfonia de viver e amar.
EM NOITE DE LUA CHEIA - João Nunes
Ventura-08/2024
Tenho a lembrança do retrato na moldura
Para matar as saudades da minha solidão,
Eu tenho o brilho da sua meiga formosura
Que bem guardado mora no meu coração.
Quando é noitinha desdobro a minha rede
Para ela cheirosa se sonolenta descansar,
E tenho água doce para saciar a sua sede
É lá na fonte onde os pássaros irão cantar.
E que tenho a viola e meus versos de amor
Em noite de lua cheia para com ela sonhar.
A Lua De Janela
Nesse pequeno quartinho
Tem uma janela
Vidraças quebradas
Deixo as cortinas fechadas ao disfarce
Uma luz transpassa o tecido embolorado
Eu abro minha cortina
Me senti envenenado, enfeitiçado
A Lua estava lá, linda
deslumbrante
Rápidas nuvens apagam seu brilho, que
Não por muito tempo
Voltando maravilhosamente aos céus a todo seu encanto
Hoje completa 3 meses que mudei para este quartinho, lembro-me que na primeira noite que dormi por aqui, ainda recebia suas cartas, descontraídas e contentes, me deixavam bobo a sós com os sutis raios dessa lua, que invadiam a mesma janela, atravessavam a mesma cortina, mas que agora vem ao brinde das noites mal dormidas a melancolia e a saudade. Oh querida, hoje a lua me trouxe você.
O LOBO E A LUA
.
.
A Lua, de tão bela,
luminosa e clara,
entristece o lobo,
que por isso chora
seus uivos na madrugada.
.
Uiva a melancolia
que emana da consciência
de se saber irremediavelmente distante
do resplandecente objeto amado.
.
Uiva porque sabe que a Lua é inatingível
e que seus clamores por ela
sequer serão ouvidos.
.
Uiva porque é da natureza da Lua
ignorar o Lobo,
que, no entanto, a ama.
(e é precisamente este amor
que lhe arde
como uma chama).
.
Até hoje não se explica
porque o Lobo entoa
tão solitário e doloroso canto...
.
? Mas será mesmo um canto
esse que, vertido em vento,
percorre a madrugada
sem nunca atingir destino,
– sem consumar momento –,
e que, profundamente triste,
não se define, contudo, em pranto?
.
? Será mesmo um canto
esta ponta de sabre branco
que, ao invadi-las por dentro,
corta as almas em dois instantes?
.
Ou quem sabe este uivo, que nos assombra,
será mesmo um grito...
desses que, do alto de uma ponte,
e de dentro de um quadro
(sem precisar de som),
estende-se ao infinito?
.
? Mas como será um grito
esse que todas as noites se repete
insistente como um rito?
.
? Não será então uma senha
oculta em Lobo,
para que todos saibam
do seu devotado amor
por tão irresistível objeto
– por esta eterna fonte
luminosa de desencanto?
.
Canto, grito ou senha
(pranto, rito ou chama),
não é o Lobo que faz o uivo,
mas é o uivo que faz o Lobo;
e quem faz o uivo é a magia
que lhe revolve o oceano
(a mesma que, na maré que dentro mexe,
o coração lhe deixa insano).
.
Mas se o Lobo se transfigura
na dor, que é seu próprio canto,
a Lua permanece a mesma:
branca, perene, eterna
– amada em seu congelado encanto.
.
Há de pairar como um poema
sobre os mares que então remexe,
sobre os amores que não governa
– lado escuro do seu mistério –,
sobre os lobos que lhe pressentem.
.
Enquanto isso os cientistas a observam;
os astronautas pousam nas suas montanhas.
Percorrem as suas crateras
– a Lua se faz notícia –.
Guardam amostras do seu branco:
invadem seu doce ventre,
conquistam-lhe as entranhas.
.
Depois se vão, saciados,
singrando os sete céus,
sem saber que sequer tocaram
sua alma de sete véus.
.
Somente o Lobo talvez entenda
seus mais íntimos segredos
e a natureza do seu branco.
Mas prossegue, noturno e triste,
sem que saibam por quem chama.
.
Aqui, do meu confortável canto,
cresce a vontade de sair à floresta
para me solidarizar com o Lobo:
Amigo, eu o compreendo!
Também eu tenho a minha Lua
por quem sonho e por quem canto...
Também eu sei que nunca atingirei
seu tão precioso encanto.
.
E, no segredo deste instante,
eu e o Lobo somos irmãos
de todos os que amam.
A mesma floresta, o mesmo oceano,
formam este amor que agora arde
e que nos corta como uma chama.
.
Eterna Amada,
de tão bela,
luminosa e clara,
você me entristece...
.
[BARROS, José D'Assunção. Publicado em Letras Raras, vol.11, nª1, 2022]
Saindo de São Pedro do Estoril para trabalhar
A lua e eu
O Cinturão de Órion e Siriús
Betelgeuse, Rigel e as três marias
Os três Reis Magos
Seguiram o menino Jesus
O seu nascimento
O nosso renascer
Resplandescente, Sol
Iluminado
Iluminando
No fim de dezembro chegou a luz
Verão aqui, inverno acolá
Para clarear a nossa mente
Despertar a nossa atenção
sentir a Sarça ardente
Retirar o joio do trigo
Lamparina repleta de Óleo
Clareando nossos corações
Deixe de ser caçador
De ilusões
Pare de olhar para baixo: se rastejar...
Olhe para o alto: mire as estrelas
Seu self, firmamento, sua base
Seu coração!...
Que bate forte no meio de nós
Está no meio de voz
Para de despertar
Fazer você olhar para o firmamento
Sentir, ver, experiênciar, se alegar
E com tanta emoção,
Retornar para a casa do Pai
Da sua Essência , consciência, maturidade
Porque o noivo chegou
Rasgou o véu
Veio te dar as mãos
Para você entrar no paraíso
No seu reino mais profundo
Onde a paz, a harmonia, e a beleza da vida
Batem palmas e fazem festa
Se alegrando com a sua chegada
Morada
Retorno
Renascer
Eu
Você
Todos nós sem amarras e sem prisão
Sentindo a presença infinita da luz
E do amor, no coração.
Gratidão
Paz no coração
Chegando agora no Cais do Sodré
Coração sagrado
Você é Sol, eu sou Lua
Você é Sol, luz constante,
Brilha forte, radiante,
Enquanto eu, em fases, me perco,
Ora cheia, ora minguante.
Você ilumina sem cessar,
Eu me escondo, volto a brilhar,
Cada um com seu tempo e jeito,
Mas juntos, a se completar.
Seu calor é firme, seguro,
Meu brilho é sutil, obscuro.
E, mesmo distintos, eu sei,
Somos parte de um mesmo curso.
SimoneCruvinel
Minha Nova Fase
Minha nova fase é lua crescente,
Surgindo discreta, mas forte e presente.
Deixo para trás noites sem brilho,
E aos poucos, acendo cada trilho.
Sou maré que avança, sem retroceder,
Vento que aprende e escolhe correr.
O que era sombra, agora é paisagem,
Na alma se pinta uma nova mensagem.
Minha nova fase é semente ao chão,
Dormiu por um tempo, esperando estação.
Agora germina em ramos audazes,
Abraçando o sol, traçando outras fases.
SimoneCruvinel
6 hs da manhã
O brilho da lua, e eu
A luz das paixões e tu
Somos a luz do mundo
Do nosso universo
E é tudo
Paz no coração
Um abençoado fim de semana
Para Todos vocês
Amigos do coração
Eu quero ir para a Lua
Como posso chegar lá
Não sei o caminho, posso tropeçar
Uma viagem eterna
Tenho medo de me perder
Uma linha reta talvez, não, talvez não
Uma estrada esburacada, sim isso parece correto
Talvez eu me perca muitas vezes
É mais difícil do que fazem parecer
Perdi o meu guia
Não me esqueço desse dia
O Pescador disse
Astronauta você vai vencer
Ganhei um novo guia
Não me esqueço da alegria
O super herói disse
Levante a cabeça e volte a correr
Assumi o papel de guia
Mesmo não sabendo chegar
Incrível o que o tempo faz
O Astronauta está a envelhecer
Subam a bordo tem espaço
Literalmente tem espaço meus amigos
No que eu puder ajudar eu vou
Só me diga o que fazer
Não abandone a nave Capitão
O Astronauta está mais velho
Mas não se engane por favor
Ele ainda precisa de você
A quem foi abandonado no caminho
Esta trajetória teve muitos altos e baixos
Um dia feliz o outro triste
Não sei o que te dizer
Tinha um gato gordinho nessa nave Astronauta
Deixei ele pular
Esqueci o caminho
Esqueci o que queria ver
E como posso chegar lá
Voltamos para o início
Talvez tenha me esquecido da tripulação
Vi sua memória morrer
Mas vou celebrar as pequenas vitórias
O caminho esta mais claro
A escada para a lua está a minha frente
Eu preciso me mover
Oi Pescador
Não te esqueci
Eu quero ir para a Lua
Não tenho mais medo de me perder
A Lua e a Estrela
No céu quieto da noite calma,
Lá desponta a lua, em sua palma,
Guarda segredos e doces promessas,
Que ao céu silencioso, em luz, confessa.
E perto dela, tímida a brilhar,
Uma estrela surge, querendo amar,
Ouve os sussurros do manto escuro,
Sonhando encontros de amor tão puro.
“Estrela, luz que me ilumina,
Em tua dança suave e fina,
Minha noite é plena e encantada,
Com tua presença ali, sossegada.”
Responde a estrela, cintilando o peito:
“Lua bela, meu amor perfeito,
Sou feliz por te acompanhar,
Mesmo à distância, contigo estar.”
E assim, entre versos, se declaram,
Lua e estrela, que se amaram,
Num céu profundo de amor guardado,
Pela eternidade, eternamente alado.
*Como a Lua*
Como a lua, que é incompreensível,
Única na vastidão da terra.
Linda e distinta no complexo do universo,
Interferindo nas marés a cada verso.
Sempre em meu céu,
Brilhando em meus olhos entre reflexos solares.
Com suas fases variadas, porém
Bela e deslumbrante em cada estação.
Nada se compara a ela,
Que para mim é tudo.
Não é só a lua, mas é meu mundo,
Inundando meu mar profundo.
Ela não se possui, assim como ela não há
Com ela, só quero estar.
Com ela, sinto-me na lua,
Com ela, só quero amar.
A Lua, Sereno Encanto
No silêncio da noite, a lua a brilhar,
Com seu véu prateado a nos encantar,
Suspensa no céu, tão serena a flutuar,
Guardiã das estrelas, a nos vigiar.
Seu brilho é suave, como doce luar,
Que acaricia a terra, a nos sussurrar,
Segredos antigos, que o vento vai levar,
Na dança dos astros, ela a brilhar.
Quando o mundo dorme, ela se faz poesia,
Reflexo do tempo, da magia que irradia,
Com seu rosto oculto, mas cheia de harmonia,
A lua é a musa, da noite, a sinfonia.
Uma joia no céu, eterna a brilhar,
E no silêncio profundo, a nos acompanhar,
A beleza da lua é um sonho no ar,
Que nunca se apaga, só sabe encantar.
' VERACIDADE '
O amor que eu sinto por ti,
Bem te quero,bem te quis
brilha tanto quanto lua cheia,
Sangue puro, em minhas veias
simples,sincero com emoção,
pulsando em meu meu coração ;
aroma forte que expulsa aSolidão !
Talvez um dia, venhas a entender,
dos meu sentimentos a veracidade;
o jeito que sei amar com
Total autenticidade !
Não tenho expectativas;
mas espero reciprocidade.
É assim que te amo
e para sempre te amarei ;
em meu coração e mente,
Jamais te esquecerei !
Antes de me apaixonar por você
Eu me apaixonei pela lua
E pelo reflexo dela sobre o mar
Antes de me apaixonar por você
Eu me apaixonei pelos jardins coloridos
E pelas borboletas que dançavam sobre eles
Antes de me apaixonar por você
Eu me apaixonei pelo céu lilás
E pelos finais de tarde no verão
Antes de me apaixonar por você
Eu já conhecia a beleza, mas não conhecia o amor...
Saudade!
Hoje me pus a refletir:
Quantas amizades, quantos amores...
O sol e lua já testemunharam.
Quantas horas,
Minutos,
Segundos.
Quantas amizades, amores?
Quantas pessoas, famílias?
Quantos gestos de amizade, e de amor então?
Quantos pais observaram com carinho seus filhos?
Quantos amores se encontraram em olhares?
Sob dias ensolarados ou noites estreladas.
E a saudade que muitos carregaram...
Hoje medito e sinto por aqueles,
Que já descansam, enquanto o Sol e a Lua permanecem.
Permanecem nos céus,
Permanecem eternos,
Mas rápido, vamos embora.
"Alquimia do Sol e da Lua"
No silêncio da noite, onde as estrelas desvelam segredos,
desço pela espiral do meu próprio compasso interno —
um rio de sombras que canta, em seu fluxo,
a melodia das constelações que dançam em meu peito.
Aqui, na floresta da minha essência,
cada passo é um verso, cada respiro um chamado ancestral.
Conhece-te, murmura a lua entre os véus do tempo:
a luz que te veste é irmã das trevas que te moldam.
Não há aurora sem o colo silencioso da noite,
nem estrela que não guarde, em seu silêncio,
um abraço de ausência, pronto para florescer.
Minhas mãos, agora pássaros de cicatrizes e esperanças,
mergulharam no oceano do meu próprio mistério —
encontraram pérolas que brilham com a mesma água
que banha os sonhos das montanhas e dos ventos.
Somos feitos de fogo que dança na ponta dos dedos,
de asas que só se abrem quando aceitam o vento que as dobra.
Oh, peregrino do espelho, não temas o reflexo que tece sombras:
é no solo do desconhecido que a semente da verdade germina,
é no vazio do silêncio que a sinfonia do ser se compõe.
Cada lágrima escondida no subsolo da alma
é um verso no poema que a vida inscreve
para lembrar-te: és o trovão e a brisa, o peso e o voo.
Vejo agora — como se meus pensamentos fossem estrelas cadentes
riscando perguntas em um céu sem respostas —
que a luz que me guia é a mesma que me desnuda,
E a sombra que me envolve é o abraço suave que me acolhe.
Não há fronteira entre o céu e o chão,
apenas um jardim noturno onde ambos se entrelaçam,
raízes e galhos da mesma árvore cósmica.
Então deixa que tua alma converse com o invisível,
que teus olhos brilhem no escuro como vagalumes.
O autoconhecimento é a chama que não queima,
mas derrete as algemas de gelo que paralisam o rio.
Somos o encontro da semente com a tempestade,
o instante em que o medo vira farol,
e o silêncio, prece.
Ao final da jornada, quando o sol dançar
dentro das raízes que um dia se creram secas,
beberemos o néctar doce-áspero de sermos completos:
nem luz, nem treva —
apenas vida,
costurando horizontes
com os fios prateados e noturnos
da nossa própria, terna escuridão abraçada.
Poema escrito por: Brendon Siatkovski
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