Textos de Lembranças
Os fatos me levam onde
Por causa de lembranças longas,
Lagrimas escorrem como ondas...
Permanecem aonde a tristeza se esconde.
Murmúrios de horror se fazem ao vento
Auréolas desaparecem com o passar
deixando amostra, sem ameaçar...
Sorrio, más não é um contento.
Uma máscara que na escuridão
Se revela, em cachoeiras salgadas,
Entre soluços baixinhos e abafados !
Não é questão de aptidão,
Lágrimas são sagradas.
Porém, desrespeitam os desesperados !
E dentro de tudo que você podia ser, você escolheu ser esquecimento, lembrança, passado. E entre tantas escolhas você escolheu justamente aquela que me fez sofrer. Você podia ter sido a cura ao invés da dor, o sol ao invés da chuva, o dia ao invés da noite, realidade ao invés de sonho.
É engraçado que você podia ficar aqui, mas você escolheu partir, mesmo eu te dando tudo para ficar.
Não Quero Que Elas Sejam Lembranças De Você Em Mim…
Me deixa ir…
Já que não me quer.
Já que não me ama.
Pode por favor,
sair de dentro de mim!
Dê espaço para um novo amor.
Me deixa ir…
É você que insiste em ficar!
Não quero mais que viva
os sonhos,
que reservei para nós dois.
Hoje não tem mais graça…
Você deu conta de matá-los.
Um a um…
Mas ainda restaram
fragmentos do seu amor em mim.
Passe por aqui…
Leve-os junto com você.
Leve até mesmos as cicatrizes.
Não quero que elas sejam
lembranças de você em mim…
Cabelos em trança, dança!
Lembrança, palpitação
Troca, destroca.
Volta, até terminar a canção.
Intrigas, brigas e orgulho ferido
Tantas outras tentativas e nenhum perigo
Tenta, re-tenta, é lenta a reconciliação
O tempo age
E quem se disse: "relaxe".
Agora aguenta mais não.
Flui o tempo, vai o vento
E arranha, escuridão
Sai a lua, vem o sol
mais um dia, decepção
E quem ainda agora foi embora
sofre de culpa
pede desculpas
E traz de volta a paz que merece o coração
Repassei lembranças, revisei-as, julguei, aprendi e ensinei.
Brinquei por um instante com o passado, que sempre está presente. Brinquei pois sei que posso, não me prendo mais à ele, não me machuca a lembrança.
As lembranças boas, voam como borboletas ao meu redor, já as ruins, estão dentro da mochila, na urgência recorrerei as experiências nelas obtidas.
E nessa estrada eu vou, rumando aos sonhos infinitos de um sonhador terrestre finito... Com bagagens úteis.
Pouco me importa se a estrada for de terra, se for asfaltada, se tiver curvas fortes, se for curta, se for de mentira, se for escura, se for clara, se eu errar o caminho, se eu pegar caminhos mais longos ou mais curtos, me importam as pegadas que deixarei. Quero deixar pegadas para que saibam que fui eu, pegadas visíveis, fortes, quero deixar pegadas que fiquem, que marquem cada viajante.
Deixarei minhas pegadas, pois não aceitarei ser mais um apagado pelo vento.
Meses vão passando
Lembrança vão ficando
E eu fico lembrando
De Noix chorando
Um amor vai ficar
Vamos além do mar
Fazemos de td para nos abraçar
Pretendendo até voar
Uma música vou fazer
Pra poder te agradecer
Quero viver
Crescendo conheço você
Vamos criar
Além do mundo pra gritar
Quero te amar
Além do mar
Quero te ouvir
Pra poder me refletir
A ponte rachada (fragmento da lembrança de meu sonho)
{...}E o senhor que estava nas proximidades da ponte rachada perguntou:
Tu já sabes o que fará daqui em diante?
(mesmo em sonho a pergunta me golpeou como uma faca trivial)
Justa posta,para responder naquele exato momento,ele me calou,dizendo:
Não respondeis agora,ainda há tempo,pense bem antes de tomar essa decisão-A entonação da voz soava como um alerta.
Acordei ao som do despertador e inconscientemente balbuciei:Eu sempre soube a resposta.
Desejo reter em minha memória a sua lembrança.
Cada sorriso que cada olhar que preenchia cada vazio do meu coração.
Cada toque que exasperava minha alma...
Tocar suas mãos...
era ter a segurança, derrotas que se tornavam vitórias....
Até que o beijo de tua boca,
mais uma vez, resgatou td em mim.
Cada espaço desse infinito universo.
Em meu coração guardo tua lembrança,
que nunca hei de esquecer!
O novo dia
De manhãzinha o sol entrou pela janela revirou minhas lembranças entre cartas e diademas a imagem da mulher que eu mais amava.
Assustado eu acordei, fui a casa da mulher para mata a saudade, der repente eu encontrei com a triste solidão, que me deixou no chão, sem ajuda e sem coragem fui rastejando até chega em casa, chorando eu olhei no espelho que refletia a imagem da mulher que eu mais amava.
Triste eu fui me deita imaginando na minha felicidade que para mim estava no novo dia.
Hélio Pereira Banhos
Lembrança de amor
Na varanda do tempo, fala nos sonhos.
Sonhos de amores e fantasia pontos de dores.
-Fala amor! O olhar se alonga a estrada fria, barreiras em frente o casarão, ruas ladeiras montanhas tristes.
À tarde lenta em ouro, perto retarda o dia, dês si tão longe no desalento, o pressentimento adia as bordas do coração.
No rosto o orvalho sabe o caminho dos desenganos.
As perolas, as sedas dos sonhos, dilui as cores.
Hélio Pereira Banhos
Lembrança de Mãe
Era pura como a água
Que acalma a sede da alma.
Tinha o perfume da rosa
E um jeito leve que espalhava calma.
Brincava, sorria, me envolvia —
Era amor em forma de gente.
Carinhosa, presente,
Minha mãe, minha alegria.
Foi ela quem me deu o dom da vida,
Me guiou quando o mundo parecia escuro,
Ficou do meu lado nas quedas,
Fez do seu abraço o meu porto seguro.
Mas um dia… ela partiu.
Fechou os olhos e subiu,
Pra um lugar onde a dor não alcança,
Onde tudo é paz, luz e esperança.
Meu coração se partiu em silêncio,
Chorou noites inteiras de saudade.
Não nego — ainda dói.
Mas sua ausência também me traz verdade:
Ela vive em mim.
Na lembrança, no gesto, no olhar.
E eu sei, com toda a certeza do mundo,
Que um dia… vamos nos reencontrar.
MONÓTONO
Viajava a lembrança
naquela dança leve
o espaço abraçava a dama
e a dama saía alla breve;
O resto é irrelevante
Nada no todo que sinto
A luz da dança da dama
no opaco labirinto do instinto;
Aqui há tudo que lembro
No fundo é menos que digo
Habita no tolo um poema
das cinzas de um sonho antigo.
Cemitério.
Madrugada.
O orvalho fede a lembrança e carne velha.
E eu tô ali.
Com flores murchas na mão
e esperança enfaixada em gaze suja.
Sabe o que é amor?
É escavar a terra com as unhas
porque a pá ficou leve demais.
É sentir o cheiro de formol
e ainda assim achar perfume.
É abrir o caixão devagar,
como quem desembrulha um presente proibido.
E lá está ela.
Minha musa cadavérica.
Rainha do silêncio.
Pele cinza como as manhãs que eu perdi.
Lábios rachados,
mas o sorriso?
Mais sincero que o de muita gente viva.
Dizem: “isso é doente.”
Mas eu te pergunto:
e aquele cara que finge amar só pra não dormir sozinho?
Ou aquela que sorri por obrigação no jantar de família?
Quem é mais doente?
Eu amo cada verme que beija tua carne.
Cada lasca do teu osso que brilha na luz da vela.
Eu passo os dedos pelas costelas
como quem dedilha um piano
e ela me canta, em silêncio.
Uma ária morta.
Um sussurro do além.
Te vesti com seda e desespero.
Te deitei no lençol da minha culpa.
E fiz juras que até Deus viraria o rosto.
Mas ela não.
Ela me olha com olhos secos
e ainda assim me vê por inteiro.
E sim, a cama geme.
Não de prazer.
Mas de peso, de passado,
de pactos que não têm volta.
Lembranças palpáveis
Grama alta, cercas bem feitas, gado gordo,
chuvisco caindo, serração a vista, lama ao solo,
barulho do riacho correndo solto pela mata, pássaros cantarolando na copa das árvores,
dois cavalos brincando com os cachorros de pega, pega,
uma casa na colina, chaminé acesa, cheiro de café no ar e a vovó chamando aos berros todos para o café da manhã.
parasitologia I
o verme que primeiro
roeu as entranhas
a saudosa lembrança
ficou por aí
(assim, sem ponto final,
como coisa que não termina)
multiplica-se
tecidos
novos
sepse
em microgênese
da vida
à morte
fermenta
por dentro
(o branco das páginas
sangrando
nas margens)
altamente
contagioso
simbiose
desigual
infecção
lenta
necrose
mortal
ferida
aberta
na alma
descoberta —
encoberta
a dor
desperta
e a chaga
infesta.
(e o silêncio entre os versos
é o som do vírus se reproduzindo)
Girassol de Nagasaki:
Tenha lembranças
Casos anfigúricos
Tenha empatia
É algo inexato
Tenha sentimento
Bússolas de pedra
O girassol sofre com algo cálido
Oh, isso é um problema!
Um girassol ao outro girassol
Do Girassol de Nagasaki
Um girassol persistente
Um girassol guerreiro
Perto de estúpidos e egoístas
O girassol próximo ao quente
Ferida que aumenta
Sem cheiro, sem diamante
Sem controle, sem sombra
Se eu pudesse mandar um recado pra minha terra,
diria com o coração apertado e cheio de lembrança:
Querida Rio Verde das abóboras,
Hoje me peguei lembrando do menino Júlio – o "Julin",
"fi" da dona Gilza, neto da "véia" Tieta.
Nasceu e cresceu onde tudo parecia possível,
mas quase nada se podia para o povo humilde daquele solo —
um velho retrato da botina suja de poder.
“Como, agora, olvidar-me de ti?” —
verso do hino que ainda ecoa no meu lamento.
Saudoso, jamais esquecerei do que vivi.
E é mesmo estranho sentir saudade
de um lugar marcado por dor e violência,
mas mesmo com tudo isso,
eu olho pra você hoje e digo com orgulho:
Que bom te ver melhor, Rio Verde!
Entre o Silêncio e o Vento
No fio da tarde, o tempo se dobra,
carrega lembranças no sopro do ar.
O mundo respira, mas quase não fala,
tudo que importa começa a calar.
Os passos se perdem nas sombras do chão,
mas dentro de mim, há fogo e caminho.
Mesmo na dor, renasce a esperança,
feito uma flor brotando sozinha.
O olhar se levanta, encontra o infinito,
não pelo céu, mas pelo sentir.
Pois quem já caiu, aprende o segredo:
é no silêncio que a alma decide existir.
Talvez me sente no chão, encoste as costas na parede e revire antigas lembranças, memórias dessas histórias que a gente vive no agora,
onde seu ombro, abraço e abrigo, são fuga de uma realidade onde nem eu nem você queríamos estar,
pois no fundo o que nos une, é o desejo da fuga de nós mesmos, de criarmos um universo paralelo particular.
Saudade
Maldita é a lembrança.
Saudade do que foi.
Em cada retalho dela,habita um sentimento previsível e inevitável.
Permeia todo o ser.
Preso em sua própria gaiola,o homem se encontra,a degustar esse maldito sentimento,remoendo,sofrendo pelo que foi e pelo que nunca será.
Vestido com sua túnica anti-sentimento,acredita que assim será mais fácil lidar.
Mas no fima saudade sempre terminara em lágrimas.
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