Textos de Lembranças

Cerca de 4018 textos de Lembranças

⁠Cemitério.
Madrugada.
O orvalho fede a lembrança e carne velha.
E eu tô ali.
Com flores murchas na mão
e esperança enfaixada em gaze suja.
Sabe o que é amor?
É escavar a terra com as unhas
porque a pá ficou leve demais.
É sentir o cheiro de formol
e ainda assim achar perfume.
É abrir o caixão devagar,
como quem desembrulha um presente proibido.
E lá está ela.
Minha musa cadavérica.
Rainha do silêncio.
Pele cinza como as manhãs que eu perdi.
Lábios rachados,
mas o sorriso?
Mais sincero que o de muita gente viva.
Dizem: “isso é doente.”
Mas eu te pergunto:
e aquele cara que finge amar só pra não dormir sozinho?
Ou aquela que sorri por obrigação no jantar de família?
Quem é mais doente?
Eu amo cada verme que beija tua carne.
Cada lasca do teu osso que brilha na luz da vela.
Eu passo os dedos pelas costelas
como quem dedilha um piano
e ela me canta, em silêncio.
Uma ária morta.
Um sussurro do além.
Te vesti com seda e desespero.
Te deitei no lençol da minha culpa.
E fiz juras que até Deus viraria o rosto.
Mas ela não.
Ela me olha com olhos secos
e ainda assim me vê por inteiro.
E sim, a cama geme.
Não de prazer.
Mas de peso, de passado,
de pactos que não têm volta.

Inserida por sr_barata

⁠Valeuuuu
De coração
Pelo carinho
Pelas lembranças
Pela luz de vossas almas
E pela graça
E bondade
De vossas amizades
Sentimentos
Que caminham conosco
Mesmo distantes
Porque a beleza da vida
Está nessa essência linda
Que trazemos nessa caminhada
Nessa evolução.
Gratidão por todo paz no ❤️

Inserida por PeregrinoCorrea

Lembranças palpáveis


⁠Grama alta, cercas bem feitas, gado gordo,
chuvisco caindo, serração a vista, lama ao solo,
barulho do riacho correndo solto pela mata, pássaros cantarolando na copa das árvores,
dois cavalos brincando com os cachorros de pega, pega,
uma casa na colina, chaminé acesa, cheiro de café no ar e a vovó chamando aos berros todos para o café da manhã.

Inserida por ricardo_souza_5

⁠parasitologia I


o verme que primeiro
roeu as entranhas
a saudosa lembrança
ficou por aí

(assim, sem ponto final,
como coisa que não termina)

multiplica-se
tecidos
novos
sepse
em microgênese
da vida
à morte
fermenta
por dentro

(o branco das páginas
sangrando
nas margens)

altamente
contagioso
simbiose
desigual
infecção
lenta
necrose
mortal
ferida
aberta
na alma
descoberta —
encoberta
a dor
desperta
e a chaga
infesta.

(e o silêncio entre os versos
é o som do vírus se reproduzindo)

Inserida por rodriguesnutshell

⁠Girassol de Nagasaki:

Tenha lembranças
Casos anfigúricos
Tenha empatia
É algo inexato
Tenha sentimento
Bússolas de pedra
O girassol sofre com algo cálido
Oh, isso é um problema!
Um girassol ao outro girassol
Do Girassol de Nagasaki
Um girassol persistente
Um girassol guerreiro
Perto de estúpidos e egoístas
O girassol próximo ao quente
Ferida que aumenta
Sem cheiro, sem diamante
Sem controle, sem sombra

Inserida por danilo_tavares

⁠Se eu pudesse mandar um recado pra minha terra,
diria com o coração apertado e cheio de lembrança:

Querida Rio Verde das abóboras,

Hoje me peguei lembrando do menino Júlio – o "Julin",
"fi" da dona Gilza, neto da "véia" Tieta.
Nasceu e cresceu onde tudo parecia possível,
mas quase nada se podia para o povo humilde daquele solo —
um velho retrato da botina suja de poder.

“Como, agora, olvidar-me de ti?” —
verso do hino que ainda ecoa no meu lamento.
Saudoso, jamais esquecerei do que vivi.
E é mesmo estranho sentir saudade
de um lugar marcado por dor e violência,
mas mesmo com tudo isso,
eu olho pra você hoje e digo com orgulho:
Que bom te ver melhor, Rio Verde!

Inserida por Julioaugustotorto

⁠Entre o Silêncio e o Vento

No fio da tarde, o tempo se dobra,
carrega lembranças no sopro do ar.
O mundo respira, mas quase não fala,
tudo que importa começa a calar.

Os passos se perdem nas sombras do chão,
mas dentro de mim, há fogo e caminho.
Mesmo na dor, renasce a esperança,
feito uma flor brotando sozinha.

O olhar se levanta, encontra o infinito,
não pelo céu, mas pelo sentir.
Pois quem já caiu, aprende o segredo:
é no silêncio que a alma decide existir.

Inserida por reinaldohilario

Talvez me sente no chão, encoste as costas na parede e revire antigas lembranças, memórias dessas histórias que a gente vive no agora,
onde seu ombro, abraço e abrigo, são fuga de uma realidade onde nem eu nem você queríamos estar,
pois no fundo o que nos une, é o desejo da fuga de nós mesmos, de criarmos um universo paralelo particular.

Inserida por valeria_rabello

⁠Saudade

Maldita é a lembrança.
Saudade do que foi.
Em cada retalho dela,habita um sentimento previsível e inevitável.
Permeia todo o ser.
Preso em sua própria gaiola,o homem se encontra,a degustar esse maldito sentimento,remoendo,sofrendo pelo que foi e pelo que nunca será.
Vestido com sua túnica anti-sentimento,acredita que assim será mais fácil lidar.
Mas no fima saudade sempre terminara em lágrimas.

Inserida por rocha_luizs

⁠“O cheiro dele ainda me encontra”

Às vezes, tudo o que basta é uma lembrança.

Um perfume no ar, um lençol guardando segredo, o cheiro dele grudado em alguma parte que eu não consigo limpar.

Não é sobre saudade comum.
É sobre aquele arrepio que vem só de imaginar ele por perto.
A pele ainda reconhece. O corpo ainda chama.

Era mais do que beijo, toque ou abraço.
Era alma encostando em alma.

Um amor surreal.
Que eu tento entender com a razão, mas é o coração quem responde:

"Ainda é ele.”

Não sei se é certo esperar, mas sei que tem cheiro dele no meu silêncio.

Inserida por yasmincardosofluir

Indio/ escravo/ escravo e indio.

Nordestino (Nordeste de minha lembrança,)
Negro (Lembraça da escravidão.)
Nordestino (No aperreio do memorar a seca veio de morar, meus olhos vieram a alagar por Cariri e Aduke.)
Indio e Negro (Lembro e cuido da minha amada lembrança, bumba e seus barulhos a passar.)
Negro e Indio (A união do pensamento e do olhar.)
Nordestino ( Uma mistura que lambuza a pele.)
Indio ( Grito do meu povo refletido nos olhos de uma pálida pele portuguesa.)
Negro ( Xicotes e gemidos de minha mãe, na dança, no batuque, escuto a voz de Oxalá.)
Nordestino ( Passa boi, passa boi-bumba, dançam os chamados de mulambos, gritam os pardos em cima dos galhos.)
Negro e Índio (

Inserida por WesleyNabuco

Nordestino (Nordeste de minha lembrança,)
Negro (Lembraça da escravidão.)
Nordestino (No aperreio do memorar a seca veio de morar, meus olhos vieram a alagar por Cariri e Aduke.)
Índio
( Minhas flechas.) Negro (minhas correntes.)

Negro e Indio (Quebrando as cadeias do passado, trago a união do pensamento e do olhar.)

Nordestino ( Uma mistura que lambuza a pele. Lembro e cuido da minha amada lembrança, bumba e seus barulhos a passar.)

Indio ( Grito do meu povo refletido nos olhos de uma pálida pele portuguesa.)

Negro ( Xicotes e gemidos de minha mãe, na dança, no batuque, peço à paz pra meu pai Oxalá.)

Nordestino ( Passa boi, passa boi-bumba, dançam os chamados de mulambos, gritam do alto dos galhos os pardos armados)

Índio:-

Negro e Índio (

Inserida por WesleyNabuco

Mistura Versão 3 - Completa.


Nordestino
(Nordeste de minha lembrança, o tempo leva a chuva, a união sustenta o tempo com a mistura das peles.
Saboreio a eternidade cultural, prestígio a saudosa tribo!
União...união, lembranças da escravidão, índios e seus espelhos refletindo os medos.
No aperreio do memorar a seca veio de morar, meus olhos vieram a alagar por Kariris e irmão Aduke.
Lembro e cuido da minha amada lembrança, bumba e seus barulhos a passar.)
Negro e Índio
(A união do pensamento e do olhar, minha pele, meus cabelos, minha liberdade, nessa luta nos unimos, em cultura viramos mis-tu-ra! Brasileiros...Brasileiros em espirito... guerreiros que foram trazidos, exportados, destruídos!.)
Nordestino
( É, ainda posso ouvir-los minutos antes de se erguerem para entrar na história.)
Índio
( Grito do meu povo refletido nos olhos de uma pálida pele portuguesa.)
Negro
( Chicotes e gemidos de minha mãe! Na dança, no batuque, escuto a voz de meu pai
:- Resistance .
Oxalá traga à paz. )

Nordestino
( Passa boi, passa boi-bumba, enquanto dançam os chamados mulambos, gritam os pardos em cima dos galhos.)
Negro e Índio
( Cante em meu peito liberdade! Cante nos rios e nos mares! Cante em meu peito cultura, me sustento em teu seio enquanto prematuro!)
Nordestino
( Meus pés gritam para Deus, porque tirou de um filho seu a água que banha a vida? Minha luta, minha labuta, o pensamento embebeda, os olhos escorrem meus molhados pingos.)
Negro
( Mãe! Deixe passar o boi! Deixe o boi passar! Festeje essa dor, alegre-se pelo que a de mudar.)
Índio
( Anauê Arebo. Salve a cada dia. )
Negro
(Ṣaaju ki ọjọ to pa ọ. Antes que o dia te mate.)
Nordestino.
( Antes que o tempo lhe leve, sem te tornar PARTE.)

Inserida por WesleyNabuco

Tenho uma vaga lembrança
Do mato, do passarinho que beijou a flor
E a traiu com voo livre
Tenho uma vaga lembrança
Do cheirinho de terra molhada
Tenho uma pequena esperança, que o seco da garganta, ira se irrigar de saliva
Tenho chão, não tenho sapatos
Pés que riam, hoje só rachão.
Secou todo o meu Nordeste, mas não secou o coração
Ta vazio o grande rio que me banhei
Ta cheio de água salgada, tenho o mar nos olhos
Mas, não dá pra por no copo
Tiraria um gole se fosse doce!
Assim mataria a minha cede ao invés de morrer com ela
Saudade da nuvem preta, ela chorava de felicidade quando nos via
Dava pra escrever uma historia, minha paixão por ela era grande
Eita vento galanteador! Faz sete anos que não vejo minha preta, em um sopro você a levou.

Inserida por WesleyNabuco

Quando a morte nos tira alguém...
⁠Uma lembrança permanece viva nos corações, são momentos difíceis pois nunca compreenderemos o mistério que tira d'entre nós as pessoas que amamos.
Essa saudade sempre baterá nas portas dos nossos corações para deixar esta terrível cicatriz, a perda de quem amamos. Porém devemos permanecer firmes, pois a força para continuidade vem do Senhor e Ele nos ajudará a carregar este fardo de saudades...

Inserida por IlzimarDantas

Recordar é viver. Se as recordações nos fazem sofrer, as lembranças ofuscam o brilho dos nossos olhos, mas se foram momentos únicos e felizes, o brilho dos nossos olhos ficam mais claros do que qualquer astro mais brilhante.Recordar é adquirir as mesmas sensações vividas lá trás, mesmo que sejam de um passado distante.
Profª Lourdes Duarte

Inserida por lourdesduarte

SAUDADE, SIMPLESMENTE SAUDADE.
Autora: Profª Lourdes Duarte

Guardo a tua lembrança em meu coração,
Como se guarda um pedaço de paraíso,
Uma pérola rara ou um cristal.
Trago tua lembrança como uma brisa mansa
Ou como um furacão a me atordoar.


Hh! Se em troca dessa saudade,
Que aperta meu peito e me faz sofrer,
A minha alma me transportasse para onde desejo ir
Porque saudade é solidão acompanhada
É sentimento de vazio que me tira o sono
É a ausência do que ainda não se foi ou deixou de existir.


Aos olhos da saudade, o mundo é pequeno,
Saudade que tento fugir para não sofrer
Se me esqueceres, uma coisa eu te peço
Esquece-me devagarzinho porque mesmo que o tempo passe
O teu lugar, no meu coração irá existir.

Inserida por lourdesduarte

DOCES LEMBRANÇAS E SAUDADE
Autora: Profª Lourdes Duarte


Guardo em minha mente, tuas lembranças
Afogo a saudade que brotam do coração
Saudade que transborda no olhar, em lágrimas
Da felicidade que juntos compartilhamos.


Um amor intenso, único e verdadeiro
Eterno, pois mesmo tu estando em outro plano,
Doces lembranças, são motivos de felicidade
E me dão a certeza que um amor assim,
Um dia, em outro lugar nos encontraremos.


O que fazer das lembranças que me deixar-te!
Lembranças que apertam meu coração
Do teu cheiro, da tua voz, do teu toque...
Do teu companheirismo, meu marido, meu amado.


Depois de anos e intenso amor vivido
Inesperadamente partiste, pra casa do pai
Embora, duas décadas se passaram
Não consigo te esquecer, meu amado.


Vivo de esperanças e recordações
Ao longo dos anos, tentando ser feliz,
Pois um amor assim, como foi o nosso,
Não dá lugar para outros sentimentos
A não ser, doces lembranças e saudade.
*****

Augusto Branco diz que “O verdadeiro amor não morre, ele adormecer
Mas tal como o vento, jamais deixa de soprar. Um Amor de verdade retém em si a própria essência do Tempo e do Universo
É imortal, é Infinito".


Esse poema, fiz em homenagem aos meus pais. Ao amor único e verdadeiro que viveram e nós filhas, fomos testemunhas, da felicidade que viveram.

Duas décadas da partida do meu pai para casa do pai e por nenhum dia, minha mãe deixou de sentir saudade. A saudade é tamanha, que vive na esperança de um dia, o encontrar.
O amor não tem idade, o amor é amor e quando verdadeiro torna-se imortal e infinito!

Inserida por lourdesduarte

LEMBRANÇAS DE CRIANÇA
Autora: Lourdes Duarte

Olhando a água transparente riacho,
Lembro-me dos banhos quando criança
Sem medo da poluição aproveitava
O encanto que a natureza proporcionava.

Brincadeiras de criança, eu e minha manas
Brincávamos de princesas, num barco a vela
Mesmo em águas rasas de um riacho, sentíamos
O balançar das ondas e o soprar dos ventos.

No riacho de águas claras se via os peixinhos,
E as princesas gritavam, tubarões a vista!
Tudo fantasia, fruto dos livros que líamos
Ou das histórias que a mamãe contava.

Quem dera que aqueles tempos voltassem
Em que o riacho as vezes era o tobogã
Ao deslizarmos nas corredeiras, de águas claras
Enquanto a mamãe gritava, meninas!
Hora de voltar para casa!

Inserida por lourdesduarte

⁠Lembranças

Lembro de quando conheci cada amigo, cada filho de amigo, cada irmão, cunhado, neto, sobrinho de amigo.
Lembro de cada encontro que todos os amigos formavam uma família, a mistura de famílias, como lembro!
Lembro dos passeios, dos cafezinhos, das compras, viagens, formaturas, aniversários, sempre juntos, todos.
Lembro das festas, dos porres, das danças, do encanto da troca de presentes, muito mais que amigos, famílias.
Lembro dos momentos tristes, das perdas, das doenças, o apoio irrestrito de cada amigo, ao lado, dividindo dores.
Lembro do amor, da dedicação, sem nada em troca, a troca era carinho, devoção, a união da amizade.
Lembro de ontem, que a vida nos afastou, nos levou para outro endereço, nos impediu de poder os mesmos poderes de antes.
Lembro de hoje, que na lembrança de hoje mesmo do bom dia online foi esquecido de clicar “enter”.
Lembro de amanhã, mais distante ainda, como fumaça ao vento, nada mais importa, nem velho, nem criança.
Lembro do próximo Natal, com ele um cartão digital, que triste lembrança, a ausência da presença não importará mais.
Lembro do ano que virá, não mais virá nem abraço, nem laço, nem cuidado, só deixa pra lá, não mais importa.
Lembro da criança que suplica a substituição de quem ela tanto esperou e que não teve tempo, o tempo é poder, a criança é criança.
Lembro da derradeira hora do velho amigo, do sentimento à família que foi como sua e que agora é pó.

(Bia Pardini)

Inserida por bia_pardini