Textos de Filosofia
A FILOSOFIA BARATA QUE ME É TÃO CARA
Vejo pessoas que passam apressadas, caminhando a passos rápidos em direção a algum lugar. Elas olham para frente, jamais para os lados. Para onde olham? O que elas veem?...
Vejo pessoas que se preocupam unicamente com suas próprias vidas. Elas se movimentam sem planejamento, apenas por se movimentar, como um cavalo que ao invés de andar em L resolve percorrer toda a diagonal do tabuleiro. Cedo ou tarde descobrirão seu erro, quase sempre tarde demais.
Vejo pessoas individualistas, centradas demais em seus problemas. Uma unha encravada parece um câncer quando a unha é nossa, mas o câncer do que caminha ao nosso lado é apenas um câncer em estágio inicial, nem dói tanto assim...
Vejo pessoas que correm para lugar nenhum. Por que a pressa? A morte não tarda, ela sempre vem, em geral da forma mais inesperada.
Vejo pessoas que lutam quando deveriam apenas contemplar. Dar um tempo. Recarregar as baterias. Refazer os planos de voo. Quando a luz amarela se acende, é hora de prestar mais atenção aos sinais internos e externos.
Por quem lutam os homens? Por si? Pelos seus? Qual o objetivo maior dessa vida? Dinheiro? Prestígio? Amor? Poder?...
O que é a felicidade? Realizar o sonho da casa própria? Ter meia dúzia de filhos com a pessoa amada? Chegar ao topo do Himalaia? O cargo mais alto da empresa? O carro do ano? Contemplar o sorriso do seu filho? Escrever um livro, plantar uma árvore? Saber que no dia seguinte não precisará acordar às cinco da manhã?...
Vejo pessoas que não olham mais nos olhos, já perderam o brilho da inocência e agora mentem não mais por sobrevivência, mas por opção. Há quanto tempo as coisas são assim?...
Que problema insolúvel tira o sono da humanidade durante a noite? Falta de dinheiro? Enfermidade? Vício? Maldade explícita? Coração gelado? Solidão?...
O que fazer para reverter a situação caótica em que nos encontramos? Como não se perder nesse labirinto chamado VIDA, que vai ficando mais curta a cada novo amanhecer?
Vejo pessoas que passam quase sem esperanças. Já ligaram o piloto automático, aguardam apenas a pane fatal. Mas nada acontece, e continuam a fingir que são felizes.
A vida não passa de uma grande encenação, mas será que somos os atores principais ou não passamos de meros coadjuvantes nesse palco de marionetes?
Há quem não acredite em Deus. Há quem duvide da Sua existência. Há quem afirme sua crença, mas apenas segue o senso comum. Prefiro os que duvidam sinceramente do que os que fingem acreditar. A dúvida é honesta, a crença sem entusiasmo é falsa. Afinal, o que viemos fazer aqui? O que significa esse corpo que apalpamos, esses pensamentos que trafegam de um lado para o outro dos nossos hemisférios cerebrais? Por que respiramos? Como pode o corpo humano ser essa máquina perfeita, a ponto de nada ser gratuito ou por acaso, até mesmo uma simples pálpebra tem uma importante função a cumprir para o bem do corpo como um todo? A simplicidade é complicada demais?
Vejo pessoas que não ligam para nada nem ninguém. Crianças abandonadas? Onde?... Sem-teto? Sem-terra? Sem-hospital? Sem-comida?... Ah, é tudo tão estranho. Para onde vamos? Por que o tempo passa tão depressa? Parece-me que ontem era natal, e amanhã já será páscoa. Por que temos de ser tão iguais uns aos outros? Não poderíamos ser mais felizes em nossas diferenças?...
E a vida, o que seria? Algo maravilhoso e imprescindível? Ou algo tedioso e totalmente descartável?
Não sei mais quem sou. Onde estou. Para onde vou. Mas ainda acredito na dúvida, na busca pela verdade que ela suscita. Também não quero chegar a nenhuma conclusão aceitável. Hoje, quero apenas questionar as minhas mais profundas certezas.
Vejo pessoas que passam apressadas. Percebo que não as enxergo com meus próprios olhos, mas através do enorme espelho do shopping center. O espelho das vaidades. Seria eu aquele que acaba de passar por mim a passos rápidos, sem nem olhar para trás?...
Talvez. Não é engraçado como nos reconhecemos ao observar os defeitos do que caminha ao nosso lado?...
Mas tudo isso é vaidade e filosofia barata. O resto, são apenas palavras vazias.
A arte da filosofia
Me faz descrever a Sofia
Menina linda dos meus sonhos
Que se apresenta em seu trono
De reinar o amar
E me convida para um jantar
Minha amiga, minha diva
Que coleciona formigas
E se aparta das brigas
Porquê detesta as rixas
Pois são irrelevantes na vida
Sofia, menina linda
Nos encontraremos na avenida
Para iniciarmos a corrida
De sermos felizes nessa vida!
EM DEFESA DA FILOSOFIA
É preciso se fazer ouvir as vozes dos que amam a sabedoria, e não contentar-se somente com o eco de suas palavras – que são suficientemente agudos e sutis para causar tempestades. A filosofia é a nação dos que pensam na gruta da solidão, duma solidão povoada, expatriada do grande público; que dá força àqueles que procuram a verdade e duvida com veemência daqueles que dizem a ter encontrado. Os que proferem ter encontrado a verdade, são estrangeiros da nação do pensamento, desconhecem a linguagem própria da filosofia, que é ora caos, ora luz. Sempre deserto, sempre vasto e silencioso, mas também iluminado e encantado pela canção das estrelas. Filosofia não é palavra qualquer para ser usada como um modo de entretenimento; tão pouco é sinônimo de método ou sistema. Filosofia é o idioma do incógnito, do mistério, da busca sem objeto, da flecha lançada ao abismo. E o amante da sabedoria é aquele que encara o abismo, se joga no precipício e constrói as asas no caminho.
Hoje é aniversário 🎂 de 3 anos "limpo" 🥳🥳🥳
Mas segundo nossa filosofia de N.A. o Só por Hoje é que conta!
Hoje não usei! 🎉 🥳
Não permita que as drogas (lícitas e ilícitas) definam o seu futuro e tirem a sua liberdade.
Nunca é tarde demais para escolher a vida, a família e o amor-próprio.
A fuga da realidade e da dor com alguma coisa oferece uma saída temporária para os seus problemas, só que elas acabam criando problemas ainda maiores e mais difíceis de resolver.
Não permita que isso escreva o resto da sua história!
A substância que te leva até as nuvens não te oferece paraquedas.
Que seu paraquedas reserva seja seu Poder Superior da maneira como você compreende, sua família e seus amigos 😉
A filosofia ela é dinâmica, o que dito a muito tempo, hoje podemos refutar também, igual a do Aristóteles que disse que só sabia que nada sabia. Se ele sabe que não sabe então sabe alguma coisa também. Já refutei até Nietzche, porque não essa retórica tão Irracional. Tem que ter AMOR ao conhecimento, porque quem sabe mesmo é quem sabe mais, e não devemos ficar preso a poucos saberes, assim como a maioria fazendo com livros religiosos e só. Não confie em homens de um livro só, mesmo se esses tem dentro de si 66 ou 73 outros.
Sou a filosofia entre os mortos...
Sou um poeta que joga palavras ao vento...
Bêbado entre sonhos...
Na beira do abismo desdenho daqueles momentos...
Seria bom sentir mais do sentir pois o mundo é feito de falsos sentimentos.
Palavras voam até o pó...
Nada mais o que seremos pó...
Diante o momento infinito abraçamos o precipício. E mesmo te amo demais.
SACERDÓCIO ACADÊMICO DE UM FILÓSOFO
Estou diretamente relacionado com a Filosofia, neste sentido, ocupo todos os territórios, flutuo entre céus e infernos; um anjo não sádico, super homem talvez, além do bem e do mal, sou muitos em mim e todos se assentam à mesa comigo.
Nilo Deyson Monteiro Pessanha
( FILÓSOFO )
A filosofia é um excelente instrumento de temperança, mansidão, parcimônia e longanimidade. Não existe outro caminho que leve ao progresso intelectual, moral e ético, que não seja através do amor. Não o amor superficial, banal, egoísta e momentâneo, sentido pelos ignóbeis, os quais, confundem amor com paixão. Todavia, falo do amor que transcende a própria existência do ser, que perdura como legado. O fascinante e prazeroso amor a sabedoria.
Thiago Silva Oliveira (1986 a)
Poesia é julgada por ser escrava de nossa filosofia.
As palavras somem diante as mentiras..
Por instantes opacos a sociedade espera ajuda.
O que esperar de volta. Tão pouco quanto se pode imaginar.
Alguns podem ser escolhido. pelo tamanho.
Status digital....
E a natureza volúpia te diz o que vai receber dará certo para te manter por mais trinta dias.
As aparências tornasse realidade.
Um pouquinho de açúcar e um sorriso maroto.
Tudo bem a vida continua inspirar a eternidade.
Os traços percorrido numa folha branca.
O destino reluz nas brechas da infecção...
E ainda a o sofrer do desatino...
Respirar fundo...
Nada pode ser pior. Mas. Ainda é princípio.
Tudo pode ser compartilhado.
Quando é postado um sentimento singular.
Tudo é euforia até o amanhã.
No discurso de tantas contradições.
Barulho abrupto é a falácia tantas desculpas.
Atos omissos. Um pouquinho de luz é um alívio.
As vezes julgo inesperado da alma.
O sentimento navegante é tão sombrio.
Mais o pior que tudo é a magoa...
Os lábios tremendo e tudo parece estar bem.
O que parece ser belo...
A filosofia não é uma graduação popular. Sequer o seu sentido é apreciado e/ou compreendido, pela maioria, como um recurso de proteção contra os conceitos criados pela conveniência do poder, e enfiados pela goela a dentro da sociedade. Sociedade essa cuja uma grande parte dos indivíduos aceita, sem questionar, as imposições. E ainda se sente confortável, tornando-se defensora de muitas atrocidades mascaradas de "um bem para o coletivo".
A liberdade passa pelo hábito de filosofar. Contudo, para tal, não é necessário um diploma de filósofo (comece o exercício, pensando nisso).
Filosofe, antes de concordar. Inclusive no que se refere a este meu pensamento, apesar do meu interesse, com as minhas publicações, não é ter poder sobre as mentes, pois não tenho potencial, nem desejo para tanto, mas ouso tentar despertar a reflexão sobre as manipulações intelectuais dos que têm o poder de ter poder sobre nós.
Historia de amor
Será que nessa ficção que criamos nos afogamos no meio do oceano da filosofia?.
Será que vendo as nuvens em forma de tartaruga ou olhos castanhos não nos deixamos cegos?.
E se ouvindo poesias nos deixamos hipnotizados mais nessa fantasia de um amor perfeito e duradouro.
E mesmo depois de madrugadas vividas e acesas iluminadas pelos risos e sorrisos,só resta amargor e tristezas nas mesmas ditas.
Faltando de tudo um pouco não tem como uma rosa sobreviver sem o pólen por mais que queira.
Se o yin continuar a girar com o Yang mesmo sabendo que ele não quer,seu equilíbrio iria ser atrapalhado.
E no fim com o yiang afastado o yin se clareou.
Na essência da filosofia que ecoa,
Pavinatto sua sabedoria deixaram,
A democracia, como a luz de uma tocha,
Ilumina nossos passos e alicerça nossa lei.
Liberdade de expressão, tesouro valioso,
Que floresce no solo da constituição,
Permite a voz do povo, no seu zelo generoso,
Exaltar a justiça e promover a evolução.
Mosaico de ideias, opiniões diversas,
Constelações de pensamentos a brilhar,
A democracia abraça todas as conversas,
Respeitando a pluralidade que nos faz avançar.
Nesse espaço de debates e discussão,
Aprimoramos a sociedade e suas tramas,
Unindo forças na busca pela melhoria,
Da constituição que guia nossas almas.
Que a democracia seja sempre a fonte,
De inspiração para nosso viver,
Que a voz de todos, sem distinção,
Traga a melhoria que desejamos ver.
Ideologia provém da vã filosofia criada pela imbecialidade humana.
É o refúgio do homem fraco e covarde, que não tem capacidade de crescer pela modéstia e pelos preceitos da espiritualidade. Um ser fadado ao fracasso, porque falta-lhe força para externar o melhor sua individualidade e sua capacidade de vencer os obstáculos da vida terrena. Ideologia é sinônimo de fracasso moral e intelectual.
Não importa a sua filosofia política, se você é de direita ou de esquerda, o que importa é a sua real preocupação com os pobres, viúvas, deficientes, doentes, com os excluídos e esquecidos pela sociedade, e pelos necessitados em geral. O que importa ainda é a sua consciência limpa e tranquila, o seu coração bondoso, as sua nobres atitudes e seus objetivos lógicos em prol do bem comum.
Converse sobre política, mas, faça uma política séria.
23/02/2021
Márcio de Medeiros
Alguns homens não salvam, Purificação.
Eles queimam, cospem filosofia
e depois vão embora — como se não tivessem
tocado o inferno que mora em você.
Platão diria que é ilusão.
Epicteto chamaria de aceitação.
Nietzsche berraria: viva o caos.
Mas ela?
Ela só queria alguém que ficasse.
E recebeu um homem
que partiu com a alma dela nos dentes.”**
— Purificação
A energia gasta em queixas, rouba a força da ação.
A filosofia nos ensina que a realidade é neutra! O sofrimento nasce da interpretação...
Mude a sua narrativa, mude a sua vida. Pare de reclamar, comece a construir. A mudança começa dentro, não fora. O poder está em suas mãos, não na boca.
ENTRE O VERBO E O VÉU
Creio que entre o verbo e o véu há mais vãos do que filosofia e região são capazes de preencher com crenças acolhedoras ou duras racionalidades.
É comum que recorramos a livros, símbolos sagrados de dogmas ou de conjecturas adornadas pelas ciências para resguardar nossas próprias ideologias.
Esquecemo-nos de que há apenas um saber, uma dádiva primordial: a dúvida. Essa velha companheira, que atiçou o fogo e dominou os céus. O elo entre a efemeridade do saber e a alegria dos talvezes.
Dessarte, o mundo é um convite maravilhosamente cruel à reflexão. Uma festa da qual não pudemos — por razões improváveis e explicações arbitrárias — negar a participação. Cá estamos, mesa posta. Resta servir-se do banquete antes das luzes se apagarem.
PARA QUE SERVE A FILOSOFIA?
Um ancião de barbas e cabelos longos chegou a um vilarejo um pouco distante dos grandes centros urbanos, um lugar desses onde o tempo tem outro tempo, um tempo natural de ser.
Naquele lugar havia poucas pessoas, mas, dentre elas, havia uma miniatura do mundo real: pessoas que tinham mais ou menos habilidades para desenvolver aquela realidade. O fato é que se tratava de um lugar com costumes tradicionais, por assim dizer. Isso não quer dizer que não havia sabedoria no coração daquele espaço e daquelas "gentes".
O velho andarilho tinha uma vivência profunda, por tantas realidades que ele já havia presenciado. Então, como um bom pensador, ele achou por bem conversar com aquelas pessoas. Conversar sobre tudo: sobre o tempo, sobre Deus, sobre conhecimento, progresso, sustentabilidade, etc.
Uma de suas perguntas foi saber o que aquela gente pensava. Então ele perguntou: "Para que serve a Filosofia?"
Começou a andar por diferentes lugares com a mesma pergunta: "Para que serve a Filosofia?"
Primeiramente, ele perguntou a um pastor, que, desconfiado, respondeu: "A filosofia não é de Deus, está na Bíblia".
O ancião seguiu sua andança e foi até a única praça da cidade, onde ele poderia encontrar mais pessoas. Fez a mesma pergunta a um ateu que estava discutindo sobre a inexistência de Deus com os homens responsáveis pela limpeza da praça. O ateu respondeu da seguinte forma: "A filosofia serve para fazer as pessoas deixarem de ser ignorantes, idiotas, alienadas, gado".
O senhor perguntou também a um daqueles homens responsáveis pela limpeza, e ele respondeu: "Eu não gosto de filosofia, isso é coisa de gente que não tem o que fazer, que só tem minhoca na cabeça".
Da mesma forma, o velho curioso agradeceu pela resposta e saiu daquela roda de conversa.
Então o velho encontrou uma professora, com o jaleco da escola onde trabalhava, e lhe fez a mesma pergunta. A professora respondeu uma enorme lista de utilidades que a filosofia, segundo ela, teria: "A Filosofia serve para fazer as pessoas pensarem a respeito do mundo, da vida, dos mistérios do universo, da origem da humanidade, das linguagens, das demais Ciências. A filosofia é a mãe de todas as ciências. Sem ela não seríamos capazes de saber nem quem somos nós realmente".
O velho agradeceu educadamente e seguiu sua jornada de questionamentos. Abordou um homem que estava sentado em um banco da praça, cabisbaixo.
"Para que serve a Filosofia, meu caro?"
O homem então respondeu-lhe dizendo: "Eu não sei, não sei o que é isso, mas deve ser para enganar as pessoas." Agradecido pela resposta, o velho saiu da praça e desceu em direção a um rio que contornava a parte Sul da cidade.
Ao chegar embaixo da ponte que ligava aquele vilarejo a outras regiões mais ao Sul, o ancião percebeu que havia um senhor, também com aparências semelhantes, com mais idade talvez. Decidiu se aproximar para desenvolver uma conversa. Aquele outro senhor estava ali pescando e fumando um charuto. Isso era interessante para o que se aproximava. Talvez pudessem fumar cachimbos e trocar um "dedo de conversa". Ao cumprimentá-lo de perto, o senhor andante perguntou o seguinte: "O senhor tem fumo?" "É óbvio que tenho", respondeu o velho pescador. "Então empresta-me, eu avio também."
Enquanto isso, ele desenrolava seus panos de bagagem e pegou um velho cachimbo que pertencera ao seu avô, algo feito à mão. O silêncio pairou sobre os dois.
Fumaça vai, fumaça vem, o andarilho perguntou ao pescador: "O senhor pode me responder para que serve a Filosofia?"
O velho pescador virou as costas em silêncio, sem dizer uma palavra. Então o que se ouvia naquele lugar era apenas o murmúrio das águas do rio e algum barulho de pássaros e carros que passavam sobre a ponte de quando em quando.
Depois de um longo período de silêncio, e de muitas "chumbadas", o ancião que chegou agradeceu o fumo, despedindo-se do pescador para seguir sua caminhada.
Então o velho pescador virou-se na direção de seu visitante, respondendo da seguinte forma: "A Filosofia não serve para nada! Ela recusa-se a servir quem quer que seja".
O senhor recém-chegado permaneceu calado, como quem espera mais. O pescador continuou a dizer: "A Filosofia recusa-se a cair nessa vala de servidão que surgiu nos padrões mentais medievais e que tem tragado tantas gerações que acreditam que servir é o mais importante. É por isso que nós, os velhos, não somos vistos como seres úteis. A maioria dos indivíduos das nossas gerações se tornaram inúteis, de tanto ouvirem que estavam velhos, e envelheceram realmente. O brilho vital deles ficou opaco de tantas palavras e olhares que demonstravam tristeza, talvez, pelo peso da idade, que não deveria ser um peso, mas uma bagagem muito importante de experiências deles".
Aquela conversa era profunda demais para não acender mais um cachimbo. Então o visitante fez menção de que iria fumar novamente, e o pescador logo lhe alcançou fumo e avio.
O silêncio se fez por um curto tempo. Não havia interesse em fazer qualquer pergunta por parte do ancião recém-chegado. Era uma questão de tempo para que novas explicações viessem por parte do pescador.
Fumaça vem, fumaça vai, e o velho do rio continuou: "Esse mundo utilitário, onde tudo cai em uso e desuso, inclusive as pessoas, tudo é coisa útil. É um tempo onde as coisas são mais importantes do que os seres. E os seres se transformam em coisas que servem ou não servem. As pessoas se coisificaram tentando se manterem úteis, serviçais, servas. Até mesmo as demais ciências se tornaram úteis, quando deveriam ser apenas caminhos. Os caminhos não são utilitários. As religiões, os Estados, as instituições, os deuses, os sagrados, as escolas, os homens, as mulheres, os jovens e as crianças, tudo isso se tornou números. Os números são utilitários, assim como as letras e os símbolos, mas a matemática, as demais ciências, as linguagens, nada disso deveria ser utilitário. As artes caíram em uma situação de serviço, se tornaram servas.
O homem curandeiro se tornou servo, o professor, o orador, os políticos, todos servos. E querem arrastar tudo mais consigo também. Por que diabos a filosofia deveria servir também? Ela não serve, porque ela não cabe nesse mundo de coisificação, de utilitários, de descartes. Veja bem, no que as religiões se transformaram? Não passam de alojamentos de imbecis que não sabem se conduzir e buscam alguém que lhes proíba de caírem em situações difíceis. Mas isso não lhes ensina absolutamente nada. Veja o que ocorreu com Deus, que na mentalidade medieval se tornou um espantalho para assombrar os medrosos através da fé. Até ele se tornou coisa, utilitário, servo.
As pessoas fazem os diabos e depois exigem que ele resolva suas desgraças, ou seja, ele é obrigado a fazer milagres, além de ser a capa de poder dos charlatões da fé."
Nisso, o senhor recém-chegado perguntou ao pescador: "O senhor é ateu?"
Ele então disse muito rapidamente: "Eu não tenho a necessidade de ser ateu, nem de ser religioso, nem de ser um pescador, nem seu amigo, nem de saber absolutamente qualquer coisa. Eu estou tentando aprender alguma coisa, e todos os dias aqui na beira deste rio, eu chego à conclusão de que o que eu sei se derrete diante da imensidão do abismo que eu não vejo, mas que provavelmente me vê. Eu preciso responder mais?"
"Não!", disse o ancião que escutava atentamente.
O pescador continuou: "Por que tornar a filosofia uma serva? Tudo que serve para alguma coisa, tornou-se servo, vassalagem. É impossível torná-la uma serva, defini-la como uma servente seria "apartá-la" da sua originalidade, da sua essência."
O velho pescador pediu licença ao seu companheiro de cachimbo, dizendo que costumava frequentar aquele lugar procurando entender todas essas coisas que ele havia abordado, mas que não havia conseguido entender, e que para isso costumava pescar e fumar seu cachimbo como forma de estar ali, sem ser visto pelas demais pessoas como alguém inútil.
Os dois se despediram e marcaram de talvez estarem ali no dia seguinte. O ancião que partiu não é mais o mesmo ancião que chegou naquele vilarejo.
Pedro Alexandre.
Somos filósofos sim!
Porém Filósofia se nao for embasada na ciência vira Platão e foi com isso que ele quando poderia ser mais transformou em religiões/teologias.
Não concordo quando se diz ser muitos e não sabemos muito pois sabemos algumas coisas.
Porque acredito que antes os filósofos diziam não saber de nada; por nunca adentrarem as ciências profundamente pois a ideia era e sempre foi catequizar as pessoas.
Por isso hoje não se pode afirmar categoricamente porque sabemos MUITO e sem falsa modéstia.
Porque afirmo?; porque descobrimos vacinas aprendemos a voar mergulhamos em águas profundas criamos tecnologias sabemos com exatidão do cosmos aprendemos não obstante olhar o Universo mas a mapea-lo!
Ficamos e estamos muito bons em observar ao longo dos séculos com entendimentos apesar de algumas normativas dominantes obscurecer para alguns interesses normativos!
Somos filósofos sim investigativos e oque nos torna diferenciados é por existir alguns seres mais audaciosos ao que costumeiramente nomenclaturamos de “auto-didatas” estamos evoluindo e mais e já conscientes na busca sempre de algo mais…
Um dia frio é o momento perfeito para mergulhar nas profundezas da poesia e da filosofia. Encontrar o sentimento eterno, entender a essência da intelectualidade e a emoção por trás das palavras é algo que todos deveriam experimentar. Sentar-se em um lugar tranquilo, pegar um livro e começar a ler é a melhor maneira de descobrir as belezas da poesia e da filosofia.
