Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo
Não quero que esse texto seja, só mais um dos milhares que fiz pensando em você. Não é justo. Você mal sabe da minha existência, e eu vivo pela sua. Me mantém por perto, e nem percebe isso. Não chega a ser o vilão da história, mas faz sempre a mocinha sofrer. Caso você não saiba, histórias de amor não são assim. Você tem ela, e eu não tenho você. Quando a beija, posso sentir seus lábios sobre os meus. Juro, às vezes consigo sentir seu gosto. É bom, mas não o bastante. Quando eu olho no seus olhos, você me faz invisível. Talvez tenha algum tipo de super poder, ou seja só desatento mesmo.
Eu sou sua estrela, e você nunca olha para o céu.
O Novo
Aceite o desafio e seja você mesmo.
O novo às vezes é difícil de aceitar, mas a vida nos ensina que no momento certo o desconhecido se revela como algo desafiador e a partir daí todos os nossos sonhos podem ser realizados.
Por quanto embalados por movimentos frenéticos de otimismo, investidos de forças para continuar a crescer, partilhamos de grandes novidades que nos enche de prazer e nos revela o quanto é gratificante sentir os sabores da vitória.
SOBRE PECADOS
quantas vezes sinto o meu corpo assim,
essa mistura de ódio, paixão, desejo, inveja, medo,
misturados com uma vontade intensa
de me luxuriar aos teus braços,
cometer os pecados capitais
mais frequentes da carne humana,
me deliciar com seus beijos,
sentir as tuas unhas rasgando as minhas costas,
sentir o cheiro do teu corpo
invandindo as minhas narinas
e em minha língua
sentir o gosto salgado do teu pescoço,
temperado pelo suor que teu corpo exala,
olhar em teus olhos e ver o prazer
tomando conta de todo o teu corpo,
enquanto o meu se aquece acolhido por teu colo,
esperando o hora exata de explodir em um duplo
(mas quase que um só)
sentimento que os anjos desconhecem,
que os demônios fogem ao ouvir a sua pronúncia,
que a mulher acredita que será o seu último,
que o homem tem a certeza de que será o primeiro,
mas que todos, entre anjos e demônios, mulheres e homens,
entregam seus corações (porque demônios têm coração)
a espera do que de mais sublime existe
debaixo dos céus e acima dos oceanos...
amor, eis o que mantém a ordem nos corações do mundo,
o eterno, mas amaldiçoado por todo poeta, o maldito amor...
O Menino e o cinema
Aquela gripe inesperada era tudo que ele não precisava. Justo nesse dia!
Ele estava ardendo em febre e mesmo assim implorava para sua mãe para ir ao cinema. Afinal de contas, hoje era quinta feira e era o dia da continuação da sua série favorita. Se ele perdesse essa parte de hoje, ficaria sem entender a próxima parte.
Dona Rebecca não queria saber de argumentos, com aquela gripe e com esse "febrão" ele teria que ficar em casa e pronto. Ai dele se desobedecesse!.
Uma angústia passou pelos olhos do menino. Escondeu a cabeça sob as cobertas e chorou.
Chorou ao lembrar-se das dificuldades da vida, da pobreza em que viviam, e do filme que era exibido em séries todas às quintas-feiras lá no Cine Ok. A série era o "Vale dos desaparecidos" e era o único filme que ele e o irmão pagavam para ver, afinal aquele velho golpe de andar de costas quando o povo saia do cinema não funcionava no Cine Ok.
Chorando e com a febre subindo, o menino pensava em Deus e na sua justiça. Por quê ele tinha que ficar com febre justo hoje? Por quê na quinta-feira? Que injustiça era essa? Tantos dias diferentes para ficar doente, e justo hoje ele amanhece com essa febre que só veio para atrapalhar tudo...
Adormeceu com a febre que insistia em queimar. Acordou horas depois com os gritos dos amigos.
Ao abrir os olhos no quarto humilde, o garoto viu aquele monte de amiguinhos falando ao mesmo tempo. Ele não entendia nada, era muita gente , muitas palavras e nenhum entendimento. Só quando seu irmão pediu silêncio foi que ele soube que havia escapado da morte. O Cine Ok havia pegado fogo naquela tarde de quinta-feira e haviam muitas vítimas.
Por isso, quando você não entender o porquê de uma doença, daquele pneu furado pela manhã, o trem que não chega, o avião que não sai, o carro que você não consegue comprar, os pequenos acidentes que te atrasam em um compromisso, faça como o menino Senor Abravanel (ou Silvio Santos, como você quiser), que aos 12 anos descobriu que Deus cuidava dele e com certeza tinha uma missão muito maior do que aquele filme de quinta-feira á tarde.
Será que a sua febre não está te livrando de uma tragédia? Não é hora de agradecer?
Agradecendo por tudo que recebemos, nós não caímos no risco de sermos injustos, nem com Deus, nem com ninguém.
Reclame menos, agradeça mais e viva feliz!
(História real baseada na vida de Silvio Santos)
RECEITA DE UM AMOR
Precisa ter carinho, precisa ter abraços.
Precisa ter palavras e gestos delicados.
Precisa ter bons beijos, precisa ter desejos,
Precisa ter paixão, queimando o coração.
E precisam ter sorrisos e muita alegria...
Precisa ter juízo e sempre compromisso.
Precisam ter ajustes e alguma inquietude;
Não pode ter tolices e nem viver mesmices.
E precisa mais que isso.
Não pode existir dor e nem ter falsidade...
Precisa existir sempre... verdade, só verdades.
Para manter um grande amor...
Precisa ter postura, ter doses de loucura
E bom jogo... bom jogo de cintura.
Para uma amiga:
Uma mulher que sabe ser menina, uma menina que sabe ser mulher. Que sabe viver e não tem medo do futuro, porque vive o presente com intensidade, quantos não queriam colocar isso em pratica não é? Mas ela faz, e vai além, ela preserva as amizades com sentimentos nobres, é uma guerreira no mundo moderno, onde as batalhas são mais duras que as guerras e confrontos corporais da antiguidade. E vence sempre! E sabem por quê? Porque a cada desafio ela aprende e ensina, cativa todos em sua volta, a cada queda é mais força que recebe, a cada choro é mais intensidade para o próximo sorriso, a cada decepção mais experiência e a cada dia, uma certeza: que a felicidade só depende de nós mesmos, que os melhores amigos nem sempre são aqueles estão pertos, que os amores são imprevisíveis, que o sorriso é o segredo da felicidade, que loucura é querer ser normal, que os pensamentos são previsões dos nossos atos, que o passado não mudará e que o futuro só é bom para quem sabe viver o HOJE te amo amiga!(Mayke Franz)
Venho por meio desta apresentar oficialmente meu pedido de demissão da categoria de adultos.
Resolvi que quero voltar a ter as responsabilidades e as idéias de uma criança de oito anos no máximo!
Quero acreditar que o mundo é justo e que todas as pessoas são honestas e boas.
Quero acreditar que tudo é possível.
Quero voltar a ter uma vida simples, sem complicações.
Cansei dos computadores que falham, da montanha de papel, das notícias deprimentes, doenças, mentiras, falsidades!
Não quero mais ser obrigada a dizer adeus a pessoas queridas e, com elas dar adeus a uma parte da minha vida.
Quero ter certeza de que deus está no céu, e de que, por isso, está tudo direitinho nesse mundo.
Quero viajar ao redor do mundo num barquinho de papel que vou navegar numa poça deixada pela chuva.
Quero jogar pedrinhas na água e ter tempo para olhar as ondas que elas formam.
Quero achar que as moedas de chocolate são melhores que as de verdade.
Quero ficar feliz quando amadurecer o primeiro caju, a primeira manga, ou quando a jabuticabeira ficar pretinha de frutas.
Quero acreditar no poder do sorriso, do abraço, das palavras gentis, da justiça, da paz, dos sonhos, da imaginação, dos castelos de areia.
Bom: a partir de hoje, como disse, estou me demitindo da vida de adulto.
Se quiser discutir alguma questão vai ter que me pegar.
Porque o "pegador" está com você.
Pega-pega, vai!
Só que para me pegar você tem que se demitir também.
Senão, não brinco mais.
Ah, quer saber, deixa para lá.
Vamos dar as mãos e sair correndo, rindo.
Quer brincar de outra coisa?
Vamos brincar que já somos gente grande?
Mas tem que ser logo, pois preciso voltar para casa cedo.
"Centenas de pessoas atravessam a nossa vida diariamente. Umas passam bem devagar e aproveitam o trajeto ao nosso lado, outras estão sempre correndo e não tem interesse em observar o caminho conosco, e têm aquelas que decidem fazer o mesmo percurso que a gente pelo simples prazer da nossa companhia.
As pessoas que fazem parte da última categoria sabem que nem sempre será prazeroso. Elas também reconhecem que muitas vezes o caminho será complicado. Em outras situações irão questionar qual a razão de agirmos de determinada forma enquanto caminhamos. Mas nunca, em hipótese nenhuma vão achar que o passeio foi em vão.
Amigo de verdade te leva a sério, te leva no riso, te leva no bico, mas te leva.
Te carrega pra vida toda!"
Medo, dúvida ou ilusão?
Muitos adiam a felicidade,
Obedecendo ao próprio orgulho,
Não por falta de humildade,
Mas por medo do futuro.
Muitos amam em segredo,
Cruzam-se e, fingem nem se conhecer,
Quando sentem na verdade um desejo,
De dizer “amo você”!
Muitos preferem disfarçar,
Com silêncio e pensamento,
É bem mais fácil do que falar,
E deixar fluir o sentimento.
Muitos escolhem sonhar,
Tentam contradizer a razão,
Vivem tristes a chorar,
E se entregam a solidão.
Muitos deixam a vida passar,
E com ela a realidade,
Esquecem a lógica de amar,
E vivem apenas de saudade.
Muitos evitam aquele olhar,
Mas se observam com paixão,
Discretos, sem deixar notar,
O amor guardado no coração.
Bom dia!
Com fé.
Com coragem.
Com bondade.
Com esperança.
Com sorriso.
Com amor ao próximo.
Bom dia!
Com gratidão.
Com felicidade.
Com paixão.
Com cumplicidade.
Com honestidade.
Com criancice.
Bom dia!
Com valentia.
Com humanidade.
Com caridade.
Com determinação
Com trabalho.
Com gentileza
Bom dia para toda nação
Mas sempre.....
Com Deus no coração!
A carta de despedida que nunca te escrevi (e que talvez nunca venhas a ler)
Tudo o que queria era que conseguisses entrar dentro da minha cabeça e encontrar as soluções para tudo o que me tornava naquele menino assustado que nunca encontrava as palavras certas para dizer o que o atormentava.
Terias então descoberto que quando errava era porque não sabia fazer melhor e que aquele silêncio que me davas me corroía por dentro. Como eu teria gostado de não ter que implorar por perdão por coisas pelas quais muitas das vezes não me sentia culpado, como eu teria gostado que viesses conversar comigo depois da briga, do desencontro.
Terias descoberto que se me acordasses a meio da noite para me dizeres :”És me tudo” eu te teria enchido de beijos e dormido o melhor dos sonos, pois teria sonhado acordado.
Terias descoberto que quando fosse momento de dormir me teria sabido tão bem a mim quanto te sabia a ti se procurasses o meu corpo e te encostasses para assim dormirmos.Terias sabido que quando me viravas as costas me sentia abandonado, terias sabido que um beijo de bom dia me teria demonstrado que gostavas de acordar a meu lado.
Ficarias a saber que tudo o que eu queria era que me tivesses dito que não aguentavas nem mais um minuto longe de mim em vez de dizeres que por ti passavas mais um mês noutro continente.
Como eu teria gostado que me dissesses que só pensavas em mim, como eu teria gostado que me compreendesses, que ouvisses o que tinha para dizer sem dizeres “não inventes”, que tivesses sido a minha melhor amiga, de ter desfeito em mim pedaços aquele véu que parecias ter sempre, como eu teria amado que me tivesses dado aquelas coisas de “primeiro mês”, que depois até poderia passar, mas sempre teria pelo menos um primeiro mês.
Como eu queria sentido que me amavas com eu te amava…
Despeço me assim e despeço me também do rancor que me tem atormentado nos últimos meses porque agora sei que não posso exigir o amor de ninguém. Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim, e esperar que a vida faça o resto…
Como eu gostava de ter escrito esta carta antes.
Nunca prometa um beijo, nunca desperte o desejo em uma pessoa se vc não pode dá a ela, nunca iluda alguém, vc pode machucá-la....
Beijar é fixar os lábios em alguma pessoa, em sinal de amor, afeição, veneração, ou até mesmo de amizade.... amigos tbm se beija, um beijo muito mais sincero, onde não tem competição e nem ciúmes, é um beijo puro
O Abismo do Sentir
Será que o verdadeiro temor das pessoas em se conectar com alguém que tem depressão ou transtornos emocionais é apenas a incapacidade de saber o que fazer? Ou talvez seja algo mais profundo: o medo de mergulhar em territórios extraordinários, onde o sentir é avassalador e pleno?
Quem sente em excesso carrega uma consciência afiada, uma percepção quase divina — refletindo sobre tudo e todos, tocando o invisível que outros ignoram. Mas essa profundidade também pesa. E, sendo humanos, não compreendemos completamente essa intensidade, que nos faz constantemente julgar nossas falhas, buscando desesperadamente acertar.
Queremos seguir a vontade de Deus, amar e compreender a humanidade, mas acabamos nos perdendo de nós mesmos. Questionamos nossas fraquezas e nos culpamos por não sermos melhores para nós, para os outros e, principalmente, para Deus. Esse fardo, essa culpa silenciosa, vai além do sofrimento emocional: é a dúvida que dilacera a fé, a existência e o amor divino.
E talvez seja isso que as pessoas temem ao se aproximar: perceber que há um abismo dentro delas também, onde a fragilidade humana encontra a necessidade incessante de redenção
Autorretrato em Palavras
Sou intensa, profunda e sensível. Carrego dentro de mim uma força que resiste, mesmo quando o peso das emoções tenta me soterrar. Vivo em uma busca constante por significado — questiono o mundo, a mim mesma, minhas escolhas, minhas dores, minha fé e as falhas humanas que me habitam.
Sinto tudo em excesso e, por isso, reflito sobre tudo. Tento compreender a vida além da superfície, mesmo sabendo que nem todos estão dispostos a mergulhar tão fundo. Busco conexões genuínas, verdadeiras, que muitas vezes parecem raras.
Carrego em mim uma mistura delicada de vulnerabilidade e resistência. Deixo pedaços de mim em palavras e imagens, porque desejo que algo de minha alma permaneça. Quero acertar, mesmo quando me perco nesse desejo.
Talvez seja essa busca incessante por sentido que me define: uma tentativa de compreender a mim mesma e ao mundo, sem jamais deixar de ser humana — profundamente humana.
O Descanso Que Nunca Vem
Às vezes, só queremos nos esconder do mundo. Trancar a porta, apagar as luzes e desligar de tudo. Não queremos ver ninguém, explicar nada, nem sorrir como se nada estivesse acontecendo. Só queremos um intervalo da vida — um descanso genuíno, onde a dor cesse por um instante.
Não é sobre querer morrer, mas sobre não querer sentir. Porque a dor é um peso constante, insuportável, e tudo o que desejamos é uma pausa, uma anestesia que nos devolva ao mundo sem carregar essa exaustão na alma.
Mas não há remédio para isso. Não há solução que nos permita continuar sendo nós mesmos, conscientes, e ainda assim livres dessa dor que grita por dentro. Então, em nossa busca desesperada por alívio, às vezes a morte parece a única resposta possível. Não porque queremos partir, mas porque queremos que a dor pare.
E isso é o mais difícil de explicar: não desejamos deixar um rastro de sofrimento para quem amamos. Só queríamos que eles entendessem que não é fraqueza, não é abandono. É apenas cansaço.
E, no fundo, talvez tudo o que esperamos é que alguém segure nossa mão e diga: "Eu estou aqui. Não vou soltar." Porque, às vezes, esse simples gesto é o que nos impede de buscar um descanso definitivo.
O convite da essência
Há algo no meu olhar que é um convite silencioso, uma porta aberta para quem deseja se aprofundar na minha alma. Algo que conecta, que atrai, que decifra. E então, alguns se deixam levar, se ligam à minha essência sem que uma única palavra seja dita, compreendendo quem sou no silêncio. Outros se perdem, talvez não consigam ver o que é tão simples, tão claro, tão direto. Eu sou feita da simplicidade, da transparência, daquelas palavras que são ditas com clareza, e das que não precisam de som, porque se revelam nas atitudes — sempre objetivas, sempre claras.
Quando me encontro perdida nas dúvidas, me recolho. Mergulho dentro de mim, me redescubro, busco entender o que há de mais profundo, o que precisa ser revelado. Não desejo apenas passar pela vida; quero deixar nela minha marca. Quero deixar um pedaço de mim em cada pessoa que cruzar meu caminho, em cada lugar que visitar, em cada olhar que encontrar.
E, ao final, quem se conectar a mim, de alguma forma, saberá que um pedacinho ficou. Em algum canto, um pouco de mim permanecerá, como uma lembrança compartilhada.
Dinheiro é podre , mas quem foi que criou isso ?
Armas destroem , quem foi que criou isso ?
A inveja , acobiça ,a malicia ,a milcia, policia , quem foi que criou isso ?
O mundo é nosso mais que foi que roubou isso ?
Eramos livres , mas quem foi que roubou isso ?
Na natureza , qualquer bixo mata
mas adivinha qual o unico animal que se orgulha disso ?
O Ônus e o Bônus do Silêncio
O silêncio pode ser uma arte — uma escolha sábia quando as palavras seriam navalhas afiadas. Mas já parou para pensar no turbilhão de pensamentos de quem espera, desesperadamente, ouvir ao menos uma palavra?
Há uma tortura cruel em tentar decifrar o que se esconde nesse vazio. O que se passa no outro lado do silêncio? Talvez seja um ato inteligente calar-se quando tudo o que temos a dizer reflete dor ou ressentimento. Mas será que já pensamos no quanto esse silêncio pode ferir profundamente quem escolhe sufocar suas palavras, engolindo cada sentimento como se fossem cacos de vidro?
Existe toxicidade no silêncio? Sim, quando ele se torna uma prisão que sufoca experiências não verbalizadas e necessidades não atendidas. Quando não dizemos o que nos incomoda, essas emoções se acumulam até explodirem de forma destrutiva.
Silenciar e esperar que o tempo resolva tudo é uma ilusão cômoda. É angustiante esperar que o tempo cure feridas que poderiam ser tratadas com um diálogo consciente e empático. Às vezes, bastaria a vontade de escutar — e ser escutado.
Por outro lado, o silêncio pode ser transformado em arma. O tratamento de silêncio é uma forma cruel de manipulação, abuso e punição. Ele faz com que o outro se sinta inseguro, ansioso, rejeitado, invisível e, muitas vezes, culpado por algo que nem compreende.
É preciso sabedoria para respeitar o silêncio do outro, mas também coragem para verbalizar esse respeito, validando os sentimentos de ambos.
Então, o silêncio é sabedoria ou covardia? Depende. O mérito está em saber quando calar — e quando falar, pode libertar.
O Peso Invisível da Decisão
Não duvide de alguém que já tomou a decisão de tirar a própria vida. Essa pessoa pode buscar ajuda, seguir todos os tratamentos, não faltar a uma única consulta ou sessão de terapia, tomar seus remédios no horário certo e afirmar para todos ao seu redor que está bem. Pode até tentar retornar a uma rotina que, no fundo, já não faz mais sentido.
Mas, por trás desse esforço aparente, há uma determinação silenciosa, fria e invisível: a decisão de partir. É uma decisão que, uma vez tomada, transforma essa pessoa em alguém que vaga entre nós, como uma sombra de si mesma, já distante da vida, mas ainda presente fisicamente.
Essa determinação não é sobre fraqueza ou falta de vontade de lutar. Pelo contrário, muitos lutam até o limite do que podem suportar. Tentam se encaixar, suportar a dor, fazer com que tudo volte a ter sentido. Mas, para alguns, essa batalha já foi perdida internamente.
O que muitos não compreendem é que o sofrimento emocional profundo não é algo que se resolve com simples palavras de incentivo ou com uma rotina ajustada. Ele precisa de algo mais: de presença genuína, de escuta sem julgamentos, de um espaço seguro para existir sem precisar mascarar a dor.
Então, nunca duvide. Preste atenção nos silêncios, nos sorrisos forçados, na aparente normalidade. Porque às vezes, quem já decidiu partir está apenas esperando o momento certo, enquanto perambula invisível entre todos nós, com um coração que já se despediu em silêncio.
Seja essa presença, segure essa mão, e talvez você possa ser o motivo pelo qual alguém decida continuar.
Quando o Amor Silencia
O amor não grita quando se vai,
desvanece em passos sutis,
se esconde na rotina que dói,
nos gestos que já não são gentis.
É o toque que não arrepia,
o olhar que desvia ao passar,
palavras que caem vazias,
silêncios que vêm pra ficar.
Previsíveis são os caminhos,
sempre iguais, sem emoção,
corações viram vizinhos
num mesmo corpo em solidão.
Então, sinto falta de mim,
da alegria que já foi morada,
do brilho que chegou ao fim,
dessa presença cansada.
Prefiro partir e me encontrar,
ser leve, ser meu próprio sol,
pois o amor que faz morar
não vive preso em lençol.
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