Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo
Pássaro engaiolado
Eu quero ir embora
Bater minhas asas e voar
Deixar livre meu espírito
Que é nômade cigano
Aqui não é o meu lugar
E me sinto presa
Tal qual pássaro em gaiola
Que só faz trinar lamentos
Quero a imensidão dos céus
Sobrevoar o azul do mar
Pousar em florestas para descansar
Beber água dos rios
Sentir o sabor do vento
E nele me deixar planar
Sem pressa nenhuma de voltar
Para esse ou qualquer lugar
Eu quero ir embora
Abrir essa gaiola
E sem medo nenhum
Me lançar espaço afora
Há tanto tempo aprisionada
Estou perdendo minhas asas
O meu jeito de voar
Mas ainda assim...quero tentar
Abram essa gaiola
Me deixem ir embora
Meu canto é tão triste
Que já nem sei se ele existe
O que sei é que o tempo é pouco
E se não abrirem logo a gaiola
Não me restará forças sequer
Para eu tentar...ir embora...voar
Alma penada
Viajante no tempo
Alma errante
Em busca de si
Perdida na estrada
Sem saber onde chegar
Sem entender o caminho a traçar
Alma que vaga
Sem destino certeiro
Sabendo que tem que chegar
Em algum lugar
Alma cansada
Com vontade de parar
De se entregar
Mas sem coragem de recomeçar
Segue trôpega à andar
Procurando se encontrar
Seu destino achar
Uma luz para a iluminar
Uma mão para a guiar
Alma cega
Que sente a escuridão
Que grita em silêncio
Que sofre calada
É alma penada
Que vive sentindo
As dores de um nada
Esperando a passagem
Da sua liberdade
De volta à eternidade
Eu tenho saudades.
Dele ?
Não, de mim. Daquela menina que eu era, que não tinha medo de se apaixonar, de mostrar os sentimentos, de amar. De não ligar para o que os outros pensavam ou não ouvir muito as opiniões alheias quando eu realmente gostava de alguém, aquela que acreditava, sabe. Ele me ensinou a desconfiar, a ter raiva, a sofrer, a me condenar, me culpar, me ensinou a não poder confiar em ninguém, me ensinou coisas que as vezes eu gostaria de não ter aprendido, ou vivido. Mas se não fosse com ele talvez fosse com outro. Eu tinha que aprender, não é mesmo ? É uma pena. Já que ele mesmo me ensinou a amar, talvez ele nem sabendo como é que seja isso, me ensinou a dar valor, mesmo ele nem dando tanto, me ensinou a se importar e se preocupar cada vez mais, mesmo que as vezes ele esquecesse de fazer isso... Ao menos eu aprendi.
Mentes distorcidas
As vezes me perco
Sem saber definir
As mentiras e verdades
Que a vida apresenta
Talvez pra mim sejam mentiras
Mas pra quem as diz
São verdades inventadas
Que jamais serão mentiras
Para quem nelas acredita
Assim como as minhas verdades
São mentiras para tantos
Que nelas não acreditam
E me tomam por desvairada
Excêntrica, despirocada
São verdades e mentiras
Mentiras e verdades
De mentes sãs e dementes
Impossíveis disgnósticos
De poetas e filósofos
Que fazem das palavras
Armas de estudos
De outras mentes curiosas
Que na clausura de seus dons
Apreciam o embate
Apenas lendo e observando
A loucura e sanidade
De quem pensa ser mentira
O que escreve como verdade
Estrela solitária
Acendam os holofotes
Joguem o foco na estrela principal
Que não sabe viver sem luz
Precisa do aplausos de seu público
Precisa se sentir deusa
Adorada e requisitada...
Que se faça apologia
Dos seus encantos no palco
Que se peçam seu sorriso
Que implorem sua atenção
Que se percebam seu desdenhar
Que venham em peso à louvar...
Que façam fila para a tocar
Enquanto ela passa sem à ninguém olhar
É estrela e precisa brilhar
Pois sabe que quando se fecham as cortinas
A realidade se expõe escondida
Na estrela entristecida
Sozinha e sem ninguém...
A sua luz é sua cruz
A estrela se apaga
É fria e solitária
Então finge ser feliz
Nos palcos da sua vida
Sem perceber que ela passa
E o tempo não volta atrás...
Inventa mil amores
Tenta mil faces
Se diz tão cortejada
Mas no fundo é solitária
E no fechar das cortinas
Sua verdade, nela...desaba
Deixei meus pensamentos subentenderem tanta coisa indevidamente.
Honestamente, você não estava nos meus planos.
Porém, aconteceu ou eu deixei acontecer.
Saber lidar com essa situação, é a maior tortura psicológica que já possui comigo.
Fiz muita coisa pra evitar e fiz tanto que acabei dando um nó no meu próprio pescoço.
Desatá-lo da forma bruta que tenho tentado fazer, vem me deixando louca nesses últimos meses.
A questão não é possuí-lo, mas perdê-lo, de vez.
E se...
E se não mais te encanto
Praque ouvir teu canto
Que me fere os ouvidos
Invadindo minha alma
Lacerando minha carne
Que treme e vacila
Ao te ouvir cantar...
E se já não te faço falta
Praque insistir
Nessa vontade louca
De te ter e te ver
À todo instante
Te sabendo distante
E ainda pior
De mim ausente...
E se me faço vítima
Melhor levantar
Criar vergonha na cara
Abraçar outros braços
Forçar te esquecer
Seguir meu viver
Parar de sofrer
Feito mero marionete
Conduzido por você...
E se vou tentar
Melhor conseguir
E da minha vida te riscar
Sem tentar voltar
Ao precipício que o teu olhar
Tenta o tempo todo me jogar
Não permitindo eu respirar
E tão pouco me encontrar...
E se vou lutar
Saiba que eu vou ganhar
E no passado te deixar
E no passado...te enterrar...
Palavras aleatórias
Poeta...
Não se deixe levar
Não permita que sua mente
Te faça mergulhar
Em rimas sem sentidos
Em dores e amores
Que te fazem penar...
Faz da tua poesia
Palavras de alegria
Que instigam à magia
Sem falar de heresia
Ou mesmo da burguesia
Que te tiram a fantasia
E te jogam na melancolia...
Ah poeta...
Faz do teu rimar
Coisas de alegrar
Quem vem te folhear
E com a alma devorar
O teu intenso rabiscar
Sem medo de errar
Em tudo o que vai falar...
Pois que é o teu interior
Que de fato, estás a expor
À quem tem olhos de ver
E cabeça de entender
Ao resto, poeta
Pouca diferença faz
E até te fazem o favor
De não lerem ao teu expor...
Vai poeta
Rasga o teu verbo
Cria a tua história
Deixa a tua rima
Contar a tua vitória
Faz dela a tua glória
Sem palavras aleatórias...
Culpas e culpados
Sentimentos conflitantes
Brigam por espaços
Sou boa e sou má
Agradecida e ingrata
Em momentos de angústias
Revoltada comigo mesma
São culpas sem culpados
Ou culpados sem culpas...
Os olhos ternos que me olhavam
Entristeceram na minha impaciência
Enquanto a minha juventude
Se perdeu na minha obrigação
São culpas sem culpados
Ou culpados sem culpas...
O verbo vocifera
Num brado incontido
Calado pelas lágrimas
Que vertem furtivas
Dos olhos que me olharam
São culpas sem culpados
Ou culpados sem culpas...
A alma sabe do errado
Mas não contém o corpo que clama
Conflitando desejos e obrigações
Liberdade e prisão
Estancando decisões
São culpas sem culpados
Ou culpados sem culpas...
E virá o tento final
Quando esses mesmos olhos
Que um dia me olharam
Tornará a me olhar
Cara a cara à me julgar
E eu terei de encarar
E a minha conta apresentar
Então, por fim saberei
Se houve culpas sem culpados
Ou culpados sem culpas...
Minhas palavras
São minhas as palavras que digo
E só digo quando são minhas
São minhas, só minhas, de mais ninguém...
E se erradas estiverem
Ainda assim serão minhas
As coisas que eu falar
Serão verdades minhas
Nas palavras que eu disser...
E direi convicta
O que na mente me vier
Em palavras diretas
Que poderão ser enfeitadas
Ou simplesmente secas
Mas serão minhas...as palavras...
E conterão verdades
Ainda que profanas
Ainda que abençoadas
Direi tão somente
As minhas palavras
Ditadas pela conciência
De quem mora em mim
Sem ser convidado...
Mas de tudo o que eu sei
É que virão de mim
As palavras saídas
E pela minha boca proferidas...
Então serão minhas
Apenas minhas
E de mais ninguém...
Tatoo
Vou me tatuar
Gravar na minha pele
As marcas do que vivi
As lágrimas que derramei
Os sonhos que sonhei
As alegrias que comemorei
As dores que senti...
Gravar cada instante que eu protagonizei
Com tintas rubras do meu sangue
Que derramado sobre as feridas abertas
Por agulhas pontudas fincadas nos poros
Deixarão marcas cravadas de uma filosofia
Que lágrimas salgadas fizeram doer
Ao na tatuagem escorrer...
Vou me tatuar
E gravar em mim as minhas dores
Meus momentos de grandes amores
Meus voos solos e sem direção
Minhas quedas de cara no chão
Minhas verdades e meus mistérios
Meus desejos e desencontros
Meus sonhos e pesadelos...
Vou me tatuar
De vida e de morte
De marcas de mim
Feito rês com brasa no couro
Delimitado por seu dono obtuso
Que o prende entre quatro riscados...
Vou me tatuar
De cada momento que eu viver
E fazer da minha existência
As linhas de um livro escrito
Por meu espírito contido
Num corpo tatuado de poesias...
Vou sim... me tatuar...
Coringa real
E numa mesa de carteado
Faço paralelo da vida
Onde os sonhos são coringas
Prontos para o jogo decidir
No momento exato da batida
E dar um xeque-mate na vida
Cartas que se não bem usadas
Faz nossos sonhos se dissiparem
E os tornam pesadelos
Por seguirmos utopias
E esquecermos o plausível
Que pulsa ao nossso lado
E se esvaem aos nossos olhos
Que quando de fato se abrem
O jogo estará perdido
E o coringa desperdiçado
Dos sonhos que sonhamos
Corra atrás do que é possível
Deixe a utopia voar sem direção
Para que o jogo não seja perdido
E o seu coração vencido
Saiba usar com maestria
Os coringas da sua vida
A cartada bem colocada
Te faz vencer essa batalha
Que numa mesa de carteado
Pode ser traçada a estratégia
De uma vida sem pesadelos
Nas cartas de um jogo embaralhado...
Fatos&fotos
As vezes as fotos são fatos de fato
As vezes os fatos são fotos sem fato
E nesse vai e vem se misturam coisas
Numa efemeridade de fatos
Que fotos não provam os fatos
Nem fatos posam para as fotos
A subjetividade dos fatos
Também faz as fotos efêmeras
Já que a verdade de hoje
Se torna fugaz amanhã
E deixa de ser verdade
Sem nunca ter sido mentira
Apenas fotos efêmeras
De fatos que nunca foram de fato
Montagens que a vida se encarrega
De fazer e desfazer, de unir e separar
Na subjetividade efêmera
De fatos e de fotos
De fotos e de fatos
Sem fatos de fato
Montagens grosseiras
Que a vida interliga
E rasga a foto no meio
Colocando de fato
Cada um no seu lugar
São fotos sem fato
Verdades sem mentiras
Fotos sem fato...
Seguindo
Porque não curo esse vício
Não esqueço essa tormenta
Me deixo dominar
Sem conseguir parar de pensar
Queria tanto a minha paz
Viver sem tanta insatisfação
Ver poesia em coisas simples
Espantar a minha solidão
Acabar de vez com essa ilusão
Limpar e abrir meu coração
Me deixar encantar com outras opções
Enxergar novas soluções
É sempre assim
Quado tento me desvencilhar
O vício aparece e me faz tremer
Tem prazer em me ver sofrer
A cura é complicada
Me vejo só na longa estrada
Canso da inócua caminhada
E acabo de novo, no vício jogada
A luta é insana
Sozinha não dá mais
Preciso de uma mão
Pra me tirar dessa confusão
Vou seguindo...lutando
Perdendo...ganhando
Vou seguindo...tentando
Vou seguindo...te amando
Dizer adeus está se tornando um hábito comum entre as minhas ações.
Quantas vezes vou repetir essa palavra?
Quantas pessoas vou machucar mais uma vez?
Despetalando minha alma por ter medo,
despetalando alguém por não me sentir sua.
Antes mesmo de ficar, já faço planos de partir.
Antes mesmo de ser sua, já me vejo sem ti.
Faço os traços, modifico os cálculos.
Só que no fim.
No fim as cenas são amargas,
alguém se debulha em lágrimas e o outro
está na porta a dizer adeus.
Mártir
Não conte comigo para suas revoluções,
Cansei de lutar falsas batalhas e de ferir-me em espinhos de rosas artificiais.
Estou cheio de discursos ilusórios, olhe ao seu redor,
São essas as pessoas que você quer salvar?
Lembre-se de quantos sacrifícios vãos foram feitos até aqui,
Os tempos mudaram porem as pessoas são as mesmas.
Antes de o exaltarem eles o apedrejam, torturam, cospem em seus ideais.
E finalmente quando destroem o seu espírito, o promovem a mártir.
O caminho
O caminho a seguir é longo
E só tuas pernas poderão andá-lo
A trilha é complicada e pedregosa
Mas ainda que te arranque sangue dos pés
Não desista do caminhar
Porque parar é retornar ao ponto zero
Que te esfolem a sola dos pés...persista
E atravesse sem pestanejar
Os caminhos tortuosos
Sem nenhum atalho tomar
Para que possas alcançar, enfim
O tapete de relvas macias
Que está do outro lado
A te esperar...
E se...
...não tivesse feito a escolha errada.
Teria continuado se a seguir meu caminho sem ter vivido nada?
E se... não tivesse me apaixonado pelas pessoas erradas varias e varias vezes.
Será que teria encontrado a felicidade que encontrei com você?
E se... nunca tivesse caido um tombo antes.
Sera que saberia me levantar?
E se não tivesse chorado.
Poderia agora sorrir?
E se... nada tivesse sido t...ão dificil.
Poderia me achar forte hoje?
Não se arrependa pelo que fez,
mas por todas as vezes que deixou de fazer algo,
que não se permitiu chorar, amar ou ser feliz
com medo de errar!
Deus e as muriçocas
Porque cada vez que eu tento
Algo dá errado
Destrambelha tudo
A vida perde o reio
O cabresto envieza
O cavalo perde o rumo
Sente o arreio frouxo
Me derruba da sela sem ferrolho
E trota livre sem direção
Rumo ao desconhecido
Me deixando assim, no chão...
E vejo sonhos desfeitos
Objetivos perdidos
Lutas vencidas
Lágrimas derramadas
Luzes apagadas
Músicas emudecidas
Poesias sem rimas
Telas borradas
Desejos contidos
Gritos calados
Viagens interrompidas...
E me pergunto a todo instante
O que é certo e o que é errado
Se persisto ou se paro
Se acredito ou duvido
Das promessas de um cara
Barbudo e onipotente
Que se diz protetor da gente
E me testa o tempo inteiro...
Ou sou o seu inferno
Ou estou no meu inferno
Um dia, por mais distante
Eu vou te encontrar
E aí...vou te perguntar
Olhando na sua cara
Para-quê servem as muriçocas???
Realidade.
O que é realidade? Posso conceituar como a vida de cada um em relação a si próprio ou relacionada com o meio em que se vive vista sem máscaras.
Mas porque sem máscaras? Pode-se dizer que a vida com máscaras não passa de uma peça de teatro. Se tirarmos as máscaras, e, quando digo isso digo para tirarmos as máscaras com que olhamos pra nós mesmos, digo de olharmos para nós mesmos não superficialmente, mas sim encararmos nossos abismos interiores, assumir o que realmente somos, e, se formos algo que não nos satisfaz, enfrentar cada aspecto que incomoda e mudar, evoluir.
Tiradas nossas máscaras internas, reconhecidos nossos pontos fracos, talvez possamos ver a realidade externa como realidade. O "talvez" existe pois muitas situações ou pessoas também são mascaradas, por elas mesmas, por nós ou mesmo pela sociedade, que, cria um modo ideal de ver as coisas. Somos criados e educados para ver as coisas como evem ser e não como elas são.
A nós cabe então tirarmos as nossas máscaras, tanto a que nos mascara para nós mesmos, quanto a que mascaramos o mundo a nossa volta, e, tentar, através do SENTIR, enxergar a REALIDADE que há por trás das máscaras alheias.
Este processo não é fácil mas certamente é parte integrante da evolução humana.
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