Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo
Frutas E Legumes: E Os Seus Sabores.
Antes mesmo de terem as suas cores e os seus sabores vocês ainda são minúsculas sementes.
Semeadas nas imensas terras desse planeta.
Por ventos e brisas.
No calor do Sol e nos brilhos das chuvas.
Antes de florescerem como árvores e plantas com raízes nessas terras.
Ainda sendo sementes vocês vieram de sabores deixados por uma fruta ou um legume ao tempo.
Em ventos e brisas atrás.
No calor do Sol e das chuvas brilhantes que já estavam.
Enquanto o tempo passava em cada semear.
Sobre as sementes que são trazidas dentro de um tempo assim como os dias.
Em cada pedaço de terra um fruto e um legume.
Plantados em terras marrons que ficam claras em cada gota de chuva.
E macias em cada contorno dos ventos sobre cada nova semente.
No tempo que passa,cada florescer acontece em semanas ou meses.
Sob a luz de uma magnífica estrela,de um céu azul ou chuvoso.
Até no transformar das quatro estações.
Estão cada semente.
Esperando para desabrocharem como legumes ou frutos.
Um pouco antes disso ainda serão flores.
Cada flor com cores e um aroma.
Delicadas aos ventos e brisas.
Antes de um outro florescimento como um fruto ou um legume.
Entre semanas e meses que estão em um tempo que rodeia um querido planeta.
Como sementes deixadas sobre as terras que se movem sobre montanhas e cordilheiras.
Florescendo por lá com raízes fortes que têm os ventos e também a maciez e graciosidade da neve.
Como frutos ou legumes.
Com o tempo passando sobre cada um.
Esperando mais uma saborosa colheita.
E colorida.
Dos muitos frutos e dos muitos legumes.
Com os seus doces nomes. Maçã,mamão,melão.
Melancia,banana,
carambola,uva e maracujá.
E mais do que esses frutos ainda têm outros doces e coloridos.
Com um sabor salgado ou amargo.
Alface,brócolis,couve-flor.
Cebola ou rabanete.
Seguindo os seus sabores outros nomes estão.
Antes de serem assim com as suas cores e os seus aromas.
Eram minúsculas sementes deixadas nas terras dos ventos e do Sol.
Das chuvas e do tempo.
Nas semanas e meses que seguem um percurso.
Para depois florescerem docemente como manga,cacau,cupuaçu,
açaí,acerola,goiaba,
abacate ou abacaxi.
E com mais doces frutos que ainda estarão florescendo.
Ou com outros sabores.
Ainda salgados e um pouco amargos,mas saborosos.
Como repolho,macaxeira,
beterraba,cenoura,
batata.
E com mais sabores amargos e salgados que irão florescer por tantos dias que nascerão.
Como esses frutos ou legumes coloridos.
Que foram deixados nas terras que são parte de um querido planeta.
Deixados pelos ventos e nas brisas do tempo.
Sendo iluminados por uma estrela fascinante e protetora.
Sob a sua luz e do azul do céu cada minúscula semente é acolhida.
Também pelas quatro estações.
Até que novamente sejam coloridas árvores ou plantas.
Com galhos e folhas que crescem em cada instante.
Nas plantas com raízes finas e fortalecidas.
São muitas as árvores frutíferas.
Com os seus frutos pequenos,médios ou grandes.
Em cada cor,um sabor.
Ou em uma raiz uma planta que não fica tão distante dessas terras.
Nos seus legumes com uma cor predominante marron.
Que após alguns ventos outras cores se mostram.
Em cada galho ou uma folha de planta antes de um outro legume ou um fruto,haverá uma flor.
Muito mais do que uma flor.
Mas antes disso acontecer ainda serão minúsculas sementes esperando o próximo florescer.
Com o cultivo do tempo e das chuvas.
Com os toques das brisas e dos ventos.
No colorido das quatro estações.
Na gratidão do azul do céu.
E do seu lugar no céu mais uma vez terá florescido o Sol.
Uma Revoada Sob Milhares De Estrelas.
Era mais uma outra noite maravilhosa com milhares de estrelas e a querida Lua.
Com milhares de estrelas ao seu lado.
Milhares de estrelas em anos-luz de distância que aos olhos da Lua pareciam mais perto.
Milagres brilhantes atravessando o tempo de cada estrela e vindo até mais uma noite.
Em uma fase bonita da Lua.
Milhares de estrelas brilhavam.
Na escuridão profunda e majestosa do céu.
Milhares de brilhos eram a noite.
Com tantas estrelas nessa maravilhosa escuridão.
Não tão distante como as milhares de estrelas uma revoada branca vinha de um certa direção.
Uma revoada branca e leve.
De um instante e na cor branca vinham iluminadas por estrelas que estavam atrás dessa revoada.
Na maravilhosa noite de Lua essa revoada branca e silenciosa seguia as estrelas que estavam nos seus olhos.
Uma revoada sob um anoitecer.
Uma revoada graciosa e branca de uma direção que já tinha constelações.
Dos muitos anos-luz de distância até os olhos daquela revoada.
Cada coração via estrelas,enquanto seguia voando para um outro lugar na mesma fase da Lua.
Em uma noite maravilhosa e com as estrelas de um luar.
Milhares de brilhos na imensidão.
Cada estrela no céu indicava um caminho,uma esperança.
Aos corações daquela revoada branca e aos olhos da Lua.
Antes dessa noite se reencontrar com uma outra manhã essa revoada já estará distante.
Ainda seguindo outras estrelas que estarão diante dos seus movimentos à milhares de anos-luz de distância.
Ainda nessa mesma noite antes de repousarem como revoada as milhares de estrelas e a Lua estarão nos seus sonhos.
Brilhantes e também seguindo sinais naturais que ficam sobre cada noite.
Como mais um milagre que refaz cada fase,os milhares de brilhos.
E uma revoada de um instante até um outro anoitecer.
Marabá: Como Uma Semente,Até As Folhas Da Castanheira De Sua Alma.
Em uma grande região em que a cor verde prevalece,uma semente espera entre os dias do tempo o seu florescer.
Em um lugar repleto de outras árvores e vidas uma outra espécie bonita está.
Antes de uma outra semente florescer,outras árvores dessa mesma espécie já haviam florescido nesse chão.
No ser do tempo,várias espécies dessa árvore já tinham flores e frutos.
Os seus respectivos galhos e raízes.
De tamanhos diferentes nesse jeito do tempo cada árvore dessa espécie tem sobre as suas vidas,o céu.
Com raízes firmes no chão úmido e generoso.
Uma espécie de árvore que cresce semelhante à outras.
Em uma região onde a luz do Sol brilha forte guardando com carinho essa natureza.
Entre cada folha de árvore.
Em cada pedaço desse chão a luz do Sol se espalha.
Como o céu azul que sobre cada árvore deixa os seus sentimentos.
Como a luz do Sol já fazia dentro de um tempo.
Muitas árvores em uma grande região e com outras vidas.
Em uma região onde a luz do Sol se estende por uma longa natureza.
Em um lugar dentro dessa grande região esverdeada e iluminada,uma semente espera o seu florescimento.
Enquanto muitos animais ao seu lado já haviam nascido.
Ao jeito do tempo alguns ainda filhotes,outros adultos e queridos.
Outros com poucas penas,mas que iriam cantar muitas canções dos seus respectivos corações quando as manhãs e tardes pedissem.
Ou que seriam supreendidos com cantos inesperados vindos do céu.
Cada animal com os mesmos olhos brilhantes.
Nas gotas dos seus rios,muitos já nadavam.
Enquanto outros ainda eram vistos por esses rios envoltos em pequenas e aconchegantes preciosidades,antes de seguirem percusos de suas vidas.
Nas espécies de árvores,certos animais estavam mais perto dos seus galhos do que do chão úmido.
Indo por cada árvore.
Sendo filhotes ou adultos.
Em cada olhar brilhante,penas,pelos,
escamas a luz do Sol vive.
Como o céu e a sua vida azul retocando a cor verde desse lugar.
Cada bonito animal vivendo entre cada árvore em um chão úmido e sensível.
Ou no percurso de dois rios que o Sol já seguia os seus movimentos.
Como uma semente de árvore que ainda floresceria e cresceria tendo folhas que nenhuma outra teria.
Mas tendo a mesma natureza sendo cuidada e protegida pela mesma bondade existente ali.
Em um lugar dentro de uma região iluminada pelo Sol as chuvas também estavam.
Chuvas que vinham com gotas que o tempo sabia.
No seu jeito de contar poderiam ser mais fortes ou mais fracas vindas do céu azul.
Um lugar,os seus dois rios e os seus animais eram tocados por uma beleza transparente.
Na luz esperançosa e amarelada cada gota era atravessada.
Nas árvores a esperança percorria e permanecia.
Nas gotas da chuva a continuidade estava.
Nesse lugar o Sol brilhava mais forte em determinados momentos do tempo.
Em muitos dias de sua contagem o tempo via o Sol mais brilhante.
Em uma grande região e um outro lugar dentro dela.
Em um chão em que árvores estavam enraizadas com os seus frutos e folhas.
Muitas árvores em um lugar que uma semente de uma outra espécie de árvore esperava no tempo a sua vez de florescer.
Por uma bondade natural mais animais nasciam antes sobre esse chão úmido ou em dois rios.
Esperando para correr,voar,nadar.
Caminhar,deitar,acordar.
Vivendo por cada árvore e as suas raízes.
Nesse lugar o Sol,o céu azul,o tempo e as chuvas estavam em cada vida.
Nas árvores com as suas folhas e as suas cores.
Tons de verde,amarelo,rosa.
Os seus frutos e flores.
Frutos roxos,marrons,
avermelhados.
Flores brancas,azuis,vermelhas.
Iluminados pelo Sol.
Desde antes nesse mesmo tempo.
Que viu em nascentes distantes dali,as primeiras gotas de dois rios.
Que vinham descendo com as suas águas em contentamento.
Trazidas por um tempo que o Sol já iluminava.
Águas que nasceram longe de um lugar e que desceram até lá por algo natural e sentido.
Se transformando em dois rios que seguem sob um mesmo céu suspirando um chão úmido que lhe pertencem.
Águas que vão até outros dias,para outras naturezas.
Com a luz do Sol e a sua esperança radiante.
Por esses dois rios,as suas árvores e os seus animais.
E até ao tempo.
Nas muitas espécies de árvores dessa grande região e nesse lugar uma árvore desperta um fascínio.
Uma árvore alta com um fruto marrom claro e as suas folhas verdes mais escuras.
Muitas árvores assim já haviam florescido e crescido nesse lugar.
Deixando nas chuvas,em dois rios e nos dias ensolarados mais sementes de suas vidas.
Uma espécie de árvore que crescerá e viverá como as outras de sua mesma natureza característica.
Mais perto dos seus animais e as suas flores.
Sob esse mesmo céu azul,com dois rios e o brilho de uma estrela amiga,uma semente ainda espera para se tornar a árvore mais encantadora desse lugar.
Desde a semente que ainda é até os frutos inconfundíveis que terá conforme o tempo passar sobre ela.
Deixando-a para ser a inesquecível alma e as folhas de um lugar tão seu.
Um Mar Que Vive.
Entre mais de um grão de areia um mar tem a sua vida.
Com águas um pouco mais silenciosas que outros mares.
Nas profundezas de sua vida entre cada grão de areia que vive ao seu redor esse mar tem sobre o seu silêncio nas águas,a cor azul do céu.
Na sua vida em águas montanhas de areias estão ao seu redor.
Com uma cor que o céu também conhece e admira esse mar vai e vem de um jeito calmo.
Sobre a sua vida como o céu já fazia.
Indo no percurso da sua vida,um rio o reencontra mais de uma vez.
Levando para o seu silêncio gotas de uma outra vida que o céu também já havia percebido.
Sobre esse rio que vem distante a sua cor azul o ilumina até esse mar silencioso.
Rio que nasce entre um monte e perto de árvores que assim como esse rio sentem os ventos vindos de um azul celeste.
Rio nascido com águas que brilham sob o mesmo céu.
E que chegam até um mar que nas ondas do céu se parece.
Um mar com águas com gotas de um verde escuro quando estão mais perto dos grãos de areias e das montanhas.
A sua vida silenciosa e profunda tem a cor azul do céu.
Em azul e um verde escuro o seu silêncio em águas é agraciado.
Com tantos grãos de areia e montanhas a sua vida tem duas cores profundas.
Nas águas que são a sua luz,na sua superfície brilhante.
Em silêncio as suas águas levitam entre um azul celeste e um verde escuro.
Até o céu do alto da sua existência levita sobre essas águas.
E as suas centenas de nuvens.
Com as maravilhas que elas podem fazer em cada parte sua.
A vida desse mar está nessas nuvens assim como o percurso de um rio e o seu monte.
Em cada reencontro das suas águas.
Águas de uma nascente que despertam de uma forma mais tocante.
Para reencontrarem um silêncio profundo de um mar.
Que vai e vem mais calmamente que outros mares.
Uma vida que se fez assim.
Desde outras gotas de sua vida que já vinham em silêncio.
Até do céu e com a mesma plenitude.
Das suas águas calmas e que levitam,a cor branca também vive.
Trazida das profundezas do seu silêncio até as margens das montanhas e de outros grãos de areia.
Em cada gota da sua vida grãos brancos e com um aroma que chega até o céu,um azul e um verde se transformam.
Nesse mar silencioso,tocado pelo ir e vir do céu.
Nas nuvens que descem até essas águas profundas com três cores claras.
Centenas de nuvens percorrem sobre uma vida silenciosa e calma.
Como antes o céu já conseguia.
E ainda vive assim.
Sem se esquecer de um rio que nasce distante em um monte coberto por árvores e mais vidas.
O seu percurso até esse mar em um azul mais acima é refletido.
E ainda desaguando nas profundezas silenciosas de um mar.
Entrelaçados com a cor azul do céu e nas montanhas na sua superfície cristalina.
Um mar tem no silêncio das suas águas gotas de reencontros.
Das montanhas ao seu redor consegue escutar os ventos em cada grão de areia.
Sendo delicados ou ainda mais fortes.
Na sua vida um azul continua indo e vindo.
Permanecendo nessas águas em um silêncio profundo e que pode ser sentido onde quer que o céu esteja.
A Saudade e O Legado — A Vida Que Se Foi
e O Amor Que Permanece.
Homem respeitado, benquisto, abençoado e amado; esposo, pai, amigo e avô entre outras faces de alguém honrado certamente inesquecível de acordo com amigos, familiares e todos aqueles que tiveram a oportunidade de estar, pelo menos um pouco, ao seu lado. Mesmo com a idade avançada, era cheio de jovialidade; a sua família foi o maior legado que deixou e agora ela será a sua continuidade; assim, o amor dele permanece e deixa saudades. A sua vida foi uma bênção do Senhor, a razão de muitas felicidades.
Comece! Mesmo que ainda não esteja pronta o suficiente e ainda que não tenha todos os suprimentos necessários. Não espere pela coragem, ela simplesmente te encontrará já caminhando… Desejar e realizar precisam ser atitudes complementares e não meros sonhos inalcançáveis!
(Aline M. Abdalah)
Compreenda meu silêncio
A tudo me fere silenciosamente somente posso responder até quando me permites.
A toda reação indesejada somente posso lamentar, pois o que é a vida senão um turbilhão e acontecimentos não previamente calculados ?
Em matemática a razão e a lógica dominam uma ciência que não permite nada além que fuja desse padrão, na vida, podemos aplicar a matemática sem medo, lógica e razão, o que poderia dar errado ? A reatividade!
Como serei interpretado, como o outro recebe aquilo que expresso e vivo livremente.
O Momento de introspecção no qual uso para realizar esse texto, de princípios estoicos, percebo que na vida, relações, amizades e coleguismo o que deve sempre falar mais alto é a Compreensão.
Se não há compreensão, o que de fato há ?
A tudo que me fere, analiso; pois reações externam tudo que há no interior, se no seu interior não há vontade de compreender então não há vontade de relacionar-se, não forma verdadeira.
A tudo que me chega, somente vivo o silêncio, não há que dizer, quando minhas últimas palavras foram ignoradas.
Não há como cumprimentar com alegria rasa, quando se está ferido no lugar de silêncio que me deixou.
A tudo que aconteceu te compreendo, e a mim ? Ódio e chateação ?
Aquele que compreende o outro na sua integralidade jamais viverá com o coração em tormentas, pois a empatia o resguarda.
Dozy di X
Ser criança é viver no paraíso sem escalas.
Ser criança é comer tudo de tudo.
Ser criança é errar o alvo.
Ser criança é cantar semitonando em gritos falsetes.
Ser criança é fazer um golaço com uma bola de meia.
Ser criança é sentir dor e continuar correndo.
Ser criança é tomar banho sem vontade.
Ser criança é brincar de vida real.
Ser criança é sonhar sem se preocupar com o amanhã.
Ser criança é ler sem a mínima fantasia.
Ser criança é crer no nunca.
Ser criança é um caldeirão de verbos, como a sutileza de uma pluma colorida e a veracidade de um dragão preto e branco.
Relatividades
A gênese do começo pode ser a explosão.
O apocalipse nem sempre será a extinção.
A agonia, às vezes, é a solução.
O antagonismo constante torna-se isonomia.
A réplica fidedigna parece autêntica.
O feixe de luz ao sol é apenas um brilho.
A lupa míope engole o ciclope.
O pirata matreiro é só um recruta.
A pirueta de manco vira cacoete.
O trago do vício é mero contentamento.
A escrita simétrica entorta a leitura.
O cavalo alado é refém do pasto.
A mágica do fraco é viver de consolo.
O lirismo da ode soa como poeta ultrapassado.
Falando comigo
Vou trabalhar,
desenho o percurso.
Planejo o dia,
refaço tudo.
Às vezes sou fraco,
sempre busco ser justo.
Pela manhã sou bicho,
à noite sou manso.
Suplico a Deus,
demoro a acreditar.
Quero mudar,
tento me controlar.
Assovio um canto,
escrevo um mote.
Levo pancadas,
levanto na fé.
Trabalho a mente,
oxigeno o corpo.
Penso na vida,
lembro do ontem.
Desisto no início,
mas ergo a cabeça.
Dedico meu tempo,
espero o dia passar.
Leio um livro,
aumento o som da TV.
Ajudo o próximo,
sinto-me útil.
Lembro da infância,
enxugo as lágrimas.
EliAfeto
A luz que a vida nos dá,
A paz serena de viver,
O zelo permanente pelo que é bom,
O limiar do bem em mãos seguras,
A dedicação constante ao que é certo,
A coerência vocacionada a servir,
O bem-querer de ser mãe,
O estado lúdico de sempre brincar,
A meiguice no olhar apaixonado,
A mais bela arte de viver,
O atento cuidado do lar,
O infinito amor pela maternidade,
A âncora vital da família,
A luz dos olhos de Deus.
A lua daqui
Eu não vou mentir: por onde quer que eu vá, sinto que o luar nunca é igual ao de minha cidade, Apodi. Aqui não há montanhas gigantes, nem encostas que façam o luar ser único. Mas, no Calçadão da Lagoa do Apodi, na parte meridional da cidade, a lua se matiza de prata, refletindo sobre a água como se o céu tivesse derramado um bujão de gás luminoso. Ela fica tão reluzente que encanta, apaixona e já fez gente simples se tornar famosa só por morar na cidade da lua platinada.
Percebo que as grandes cidades, com suas selvas de pedra ou litorais recortados por ilhas, nem de longe produzem luas como a daqui. Nossa jaci é uma verdadeira belezura: casais se enamoram e até brigam, mas, ao perceberem o luar, desarmam-se das intrigas e voltam a se amar.
Aqui nem pensar em lobisomens. Pelo contrário, o que a lua enfeitiça são os gatos, que deixam de ser apenas gatos e ganham nomes dignos de celebridade: Nâno, Tufão, Fábio Assunção, Nega Véia, Melissa Mel, Florinda, Bob Mel, Frida Mel, Pedro de Canoanés, Ceguinha, Morcego e até Paulo Jorge. Longe de quererem se tornar feras, eles só se deixam encantar. E, assim como nossos felinos se transformam em personagens, nossa cidade carrega consigo uma rica gama de apelidos, que vão desde as crianças até os idosos, passando por todos que têm história e memória por aqui.
A lua daqui parece tornar nosso povo ainda mais hospitaleiro, e quem bebe da água de Apodi tende a não sair jamais, encantado pelo luar, pela lagoa e pelo calor silencioso da nossa gente.
Fé infinita
O tamanho do universo é análogo ao amor de Deus: infinito.
A fé do homem deve ser na mesma proporção, também recheada de agradecimento e regada com perdão.
Cada amanhecer é um presságio do poder do Pai Celestial e um novo momento concedido pelo nosso Criador a todos nós.
A alvorada nos renova, e os primeiros raios de sol são bênçãos divinas.
Obrigado, Senhor, por mais um dia de vida!
Verbos & Verbos
É nobilíssimo trabalhar;
É esperançoso ajudar;
É simétrico contar;
É argumentativo conquistar;
É eloquente discursar;
É apaixonante desejar;
É lúdico brincar;
É ilegal sabotar;
É harmonioso consolar;
É utópico sonhar;
É grandioso triunfar;
É agonizante esperar;
É burlesco plagiar;
É vantajoso ganhar;
É sublime amar.
Mulher: matriz da vida
Tua luta firme e incansável nos protege todos os dias.
Tua força vigorosa e admirável nos sustenta todos os dias.
Tua sensibilidade delicada e humana nos ensina todos os dias.
Tua sabedoria prudente e luminosa nos orienta todos os dias.
Tua presença doce e inspiradora ilumina nossos caminhos todos os dias.
Tua esperança viva e resiliente renova nossas vidas todos os dias.
Teu brilho sereno e materno no olhar traduz tua delicadeza de ser mãe.
Teu sorriso largo e acolhedor nos encanta e nos abraça.
Teu carinho terno e generoso nos fortalece suavemente.
Teu carinho constante e afetuoso revela tua amabilidade e proteção.
Teu amor sincero e fiel e tua fé firme e serena são símbolos de paz interior.
Teu significado nobre e profundo é importante para todos nós eternamente.
Gênese do verso
Eu pensei em me calar,
procurei me segurar,
mas a vida logo me deu
o dom de improvisar.
Vou tentar não misturar
emoção com a razão,
pois se isso for tentado
tudo vira confusão.
É capaz de desandar
quem quiser se aventurar;
pois o que vou aqui falar
pode servir pra rimar.
O que for para ser dito,
que se fale sem frear;
que seja logo entoado,
rimado e improvisado.
Quando o mote apressar,
não corra, vai ficar feio;
procure ser mais matreiro,
não se faça de arengueiro.
O que aqui já narrei,
foi deixado no caminho;
sempre quis andar certinho
com a fé como vizinho.
Prometo sempre guardar,
esse dom que já citei;
eu me atrevo em cravar,
poeta nunca serei.
Na arte sempre há lugar
pra quem verseja com zelo;
por isso guarde com esmero
esse verso verdadeiro.
Essa Tal Modernidade
O mundo moderno é cheio de nuances que muitas vezes engolimos calados. Sábios pesquisam, experimentam e, ainda assim, não chegam a conclusões definitivas; as dúvidas persistem e, por vezes, se ampliam diante do status quo. Já os incautos do conhecimento, na linguagem criada por eles mesmos chamados de idiotas, exibem prontamente certezas ruidosas, empolgam-se com teses artificiais e chegam rapidamente às mais mirabolantes conclusões.
A dificuldade de escutar, aliada à febre da chamada leitura dinâmica, gera intelectos rasteiros, repletos de pseudorrazões. A antiga aliança entre o desejo de saber e a pesquisa praticamente desapareceu. Questionamentos naturais e concepções enraizadas na razão perderam espaço para leituras de manchetes e informações sinopsadas, que hoje parecem conter o contexto de nossa sociedade.
A crise do século XIV foi provocada por uma combinação de fatores: a crise agrícola e a fome decorrentes de más colheitas, agravadas pela Grande Fome de 1315–1317; a devastação causada pela Peste Negra, que matou cerca de um terço da população europeia; os efeitos destrutivos de conflitos prolongados como a Guerra dos Cem Anos (1337–1453); e o aumento das tensões sociais que geraram revoltas camponesas, como a Revolta dos Camponeses de 1381. Esses fatores enfraqueceram o sistema feudal e mergulharam a Europa em profunda instabilidade.
Há quem sustente que tudo isso foi consequência do afastamento do homem da religião, interpretação difundida por setores da própria Igreja medieval, então grande detentora de terras e poder político.
No presente, o estancamento do conhecimento que vivemos pode ser associado ao distanciamento da leitura didático-hedonista e à supremacia de uma tecnologia que incentiva o “saber fácil”. A antiga pesquisa, realizada em diversos livros impressos e confrontando autores e ideias, perdeu espaço para cliques rápidos que oferecem um conhecimento leve e, muitas vezes, superficial.
Ainda assim, a defesa integral da tecnologia como fonte preponderante em nosso trabalho diário será sempre minha bandeira. A utilização racional dessa ferramenta nos conduz a ratificar e ampliar substancialmente o conhecimento. A convergência entre saber empírico, ciência e tecnologia torna-se um levante do bem para a expansão maciça de nosso entendimento.
As Cores do Sertão do Apodi
O azul das águas de nossa lagoa realça o cinza da caatinga;
O verde de nossa vegetação contrasta com a epiderme dos povos originários;
O chumbo de nosso lajedo suplanta a cal branca de sua degradação;
O amarelo de nossas riquezas enaltece a fartura de nossa região;
A terracota de nossa argila enrijece a luta de nosso povo;
O colorido de nossa fauna sarapinta a miscigenação de nossa gente;
O vermelho do poente incendeia o horizonte de nossa chapada;
O laranja do entardecer aquece os sonhos que resistem ao tempo;
O dourado do sol castiga e, ainda assim, fecunda a resistência;
Nossa água mineral sacia a sede, sustenta nosso lugar e renova as cores vivas de nossa terra.
A Dialética da Hipocrisia
Tem gente que sonha e não busca seu espaço.
Tem gente que briga, mas é um eterno covarde.
Tem gente que adoece e jamais procura a cura.
Tem gente que planeja e nunca se organizou.
Tem gente que se diz discreta, mas adora fazer alarde.
Tem gente que é lenta para o dever, mas veloz para o interesse.
Tem gente que é tagarela, mas não quer ouvir.
Tem gente que grita e não se cala na hora certa.
Tem gente que chora e não suporta ver ninguém chorando.
Tem gente que crê em Deus, mas vive chamando pelo demônio.
Tem gente que canta e não deixa ninguém assobiar.
Tem gente que reclama e nunca reivindicou coisa alguma.
A Nave do Bem
Respire sempre antes de pronunciar um palavrão;
Avise quando for chegar ou partir;
Cultive clichês de amabilidade e empatia;
Ofereça, com frequência, teu ombro amigo;
Manifeste, com sinceridade, teus ideais;
Leia livros até sobre temas banais;
Adormeça sempre pensando em boas-novas;
Fale baixo, alto ou apenas quando necessário;
Permita-se iludir, mesmo sabendo;
Escute, vez ou outra, as músicas do vizinho;
Mergulhe de cabeça, ainda que sem proteção;
Ilumine o dia de um ranzinza;
Mantenha a calma e evite inutilidades;
Seja secular, mas também ponderado;
Evite a gula, ainda que esporadicamente;
Assista apenas ao final de alguns filmes;
Tolere um pouco mais;
E mantenha sempre sintonizadas as coisas boas.
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