Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

Quando eu era mais jovem,
não tinha experiência.
Errei. Chorei.
Isso, me ensinou.
Eu cai. Me machuquei. Levantei. Cicatrizou.
Hoje tenho, mais cuidado.


Na escola, eu repeti de ano.
Eu senti tristeza.
Precisei estudar. Busca informação.
Consegui resultado. Isso, deixa feliz.


Da simplicidade,
até a grande responsabilidade.


Um caminho. Um passo, de cada vez.


Precisa esperar.
Ter paciência.


No quebra cabeça,
começa pela primeira peça.

Existe uma casa, para eu morar.
Existe um lugar, para eu dormir.
Existe um lugar;
para me proteger da chuva,
do sol,
e do frio.
Existe uma comida e
uma bebida,
que me dá vida.
Existe movimento, no meu corpo.
Um dia eu nasci,
eu vivo,
sei que vou morrer um dia.
Eu fui no Hospital,
lá existe gente que trabalha.
Fico feliz, com o pouco.
Durmo, e acordo.
O tempo passa.
Vejo terra, no chão.
Vejo montanha.
Eu estava em um lugar, fui para outro.
O carro, precisou consertar.

Ensinar Física,
para uma criança do Ensino Fundamental.
Mesa, cadeira, janela, porta.

Eu, não sei.

Aprender, e entender; cansa.
Insistência. Perseverança.
Intervalos.
Hoje é um dia, amanhã é outro.
Não acabou. Não terminou.
Continua.
Aí. Sentir, a dor. É assim.
Disfarça.
Pensar positivo. Ser otimista.

A sabedoria
não ocupa espaço,
na cabeça e no coração.
É ilimitado.
Dá para conseguir, bastante informação.


Já, em uma Biblioteca.
Existem, muitos livros.
Colocar, bastante livros.
É limitado.
Precisa limpar.
Já vi um homem, limpando livros.
Um de cada vez.
Na Biblioteca.
Boa atitude.
Boa ação.

Por que, o(a) professor(a)...
... tem a letra bonita?
Prática!
Cópia! Copia bastante.
No quadro, & no papel.
(Instrução: A prática, leva a perfeição.)


A carne macia, que bate com o soquete.
Fogo.


Experiência.


Dirigir bastante, & trocar o pneus.


Quantidade.


de tanto, andar...
loja, de calçados
andar, na calçada
no calçadão
andarilho(a)
perna bonita


Comparação. Comparar
Sinônimo - Singular
Sinônimo(s) - Plural

Não vou me corromper

A luz não briga com a escuridão jamais; onde a luz chega, a treva recua. Podem tentar me contaminar com o caos, mas a minha natureza é inegociável. Eu não devolvo na mesma moeda porque eu não tenho troco barato no bolso.
A maldade alheia é problema de quem a pratica; a minha bondade espiritual é a minha proteção e meu escudo.
Meus pensamentos e sentimento são bússolas perfeita e me guiam como farol na escuridão.
Meu coração é nascente limpa, com bons sentimentos guardados e nenhum sentimento ruim nenhum, muda a composição da minha alma.

ARRUMADINHO DE AMOR

Desde os tempos de menino,
Quando a vida era brincar,
Já diziam: "Esses dois
Ainda vão se enamorar."
Théo sorria para Flor,
Sem saber o que esperar.

As famílias, entre risos,
Já faziam armação,
Um passeio no parquinho,
Uma doce diversão;
Era um jeito carinhoso
De plantar a afeição.

No balanço e na gangorra,
Na corrida e no escorrega,
Os olhares se cruzavam,
Sem que o tempo desse trégua;
A inocência da infância
Foi quem fez a entrega.

Veio então a adolescência,
Na escola a estudar,
Sempre havia um professor
Que fazia aproximar;
Na mesma fila da sala,
Pra conversa despertar.

Num trabalho em parceria,
Num caderno a dividir,
Entre provas e recreios
Viram sonhos florescer;
Sem que o mundo percebesse,
Começavam a se querer.

Já na flor da juventude,
Nas festinhas do lugar,
Os amigos insistiam:
"Vocês têm que se encontrar!"
Cada dança era um convite,
Cada música um luar.

Quando a vida fez madura
Sua estrada prosseguir,
No cinema, lado a lado,
Foi difícil resistir;
Na penumbra da telona
Fez o amor se definir.

Já adultos, os encontros
Reuniam amizade;
Sempre alguém organizava
Com enorme felicidade:
"Théo e Flor vêm para o jantar,
É por pura afinidade!"

Tantos laços preparados,
Tantos risos sem igual,
Mostravam que o destino
Escrevia um ideal;
Cada encontro era um capítulo
Desse enredo magistral.

Um olhar virou promessa,
Um abraço, um coração;
Duas almas descobriram
A perfeita direção;
Quem nasceu pra caminhar junto
Vence qualquer solidão.

Hoje contam essa história
Com ternura e gratidão:
Nem foi sorte, nem acaso,
Nem somente intenção;
Foi Deus guiando os caminhos
Com amor e perfeição.

CALDO DE CANA

No roçado amanhecendo,
Vi o sol beijar a estrada,
A enxada cortando o mato,
Na lida abençoada.
O cheiro verde da cana,
Na memória adormecida...
Doce lembrança de uma infância dolorida.

No engenho a roda cantava,
Gemia o velho moendão,
A garapa escorria farta,
Feito bênção pelo chão.
Cada gota era esperança,
Pela família repartida...
Doce lembrança de uma infância dolorida.

Tinha a cana Caiana,
Alta, forte e vigorosa,
Ao lado da velha Pitú,
Sempre doce e generosa.
Cada talo era um tesouro,
Na jornada tão sofrida...
Doce lembrança de uma infância dolorida.

O caldo de cana gelado,
Com pão-doce e boa broa,
Era um banquete de pobre
Que a lembrança ainda entoa.
Pouco havia sobre a mesa,
Mas nunca faltou comida...
Doce lembrança de uma infância dolorida.

O melaço fervilhando
Na panela de carvão,
Perfumava o terreiro inteiro,
Adoçando o coração.
O doce vencia a dureza
Da batalha já vivida...
Doce lembrança de uma infância dolorida.

Quando vinha o tempo da safra,
Era festa no canavial,
Mas depois da derrubada
Recomeçava o ritual.
A terra pedia de novo
A semente repartida...
Doce lembrança de uma infância dolorida.

Na reçoca do plantio,
Brota a força da raiz,
A cana vence o tempo,
Sem esquecer seu país.
Quem conhece esse mistério
Vê a vida refletida...
Doce lembrança de uma infância dolorida.

O suor de cada homem
Era chuva sobre o chão,
Misturando fé e coragem
Com trabalho e oração.
A colheita era pequena,
Mas a honra garantida...
Doce lembrança de uma infância dolorida.

Hoje o engenho silencia,
Muita coisa já mudou,
Mas o cheiro da garapa
O tempo nunca apagou.
Quem provou aquele caldo
Leva a alma comovida...
Doce lembrança de uma infância dolorida.

Que o caldo de cana ensine
O valor da tradição,
Da família reunida,
Da coragem do sertão.
Pois o doce da memória
Jamais conhece partida...
Doce lembrança de uma infância dolorida.

Como eu posso pedir para me amar?
Se nem mesmo eu consigo?
Posso seguir flutuando nesse mar
Ou posso enfrentar esse conflito.


No fim só preciso mudar
Mudar para não ser mais um náufrago
Mudar para conseguir me amar
Mudar para não precisar de mais um trago.


No final só queria voltar a ser você
Você não tinha problema
Não conhecia esse sistema
Mas você era só um bebê


No fim eu só preciso mudar
Mudar e entender que eu cresci
Mudar pra me orgulhar e parar de chorar
Mudar e enfim dizer: eu consegui

Traíram a minha confiança. Tentaram diminuir a minha luz. Fizeram de tudo para que eu me tornasse alguém amargo.

Mas eu fiz uma escolha.

Eu não vou me corromper por causa da maldade de quem cruzou o meu caminho.

Continuo de pé, com cicatrizes, mas sem perder a minha essência. Porque ser leonina não é rugir por vingança. É ter coragem de proteger o próprio coração sem deixar que ele endureça.

Eu sigo em frente com a cabeça erguida, o amor-próprio intacto e a consciência em paz.

Quem me feriu levou a decisão que fez. Eu levo a pessoa que escolhi continuar sendo.

E isso… ninguém tira de mim.

"Por que caminhas a esmo, jovem menino? A quem procuras? Vejo em ti uma centelha de luz, mas vejo também uma vontade avassaladora de ser ouvido, de ser protegido, de ser alguém, ainda que tão jovem. Por qual razão derramas tuas lágrimas? Roga pelo acolhimento de tua mãe, és dela e ela é tua. O colo materno é o refúgio mais caloroso que existe, um abraço seu é capaz de arrancar-te de tua perturbada noosfera e te entregar, ainda que por um breve instante, à mais pura tranquilidade, resgatando-te dos martírios de uma existência amargurada.


Como dizes? O que sussurraste? Não te sentes seguro ao lado dela? Não podes confiar no seu abraço? Mas ela é tua mãe, e as mães são perfeitas... Não são?


Pobre alma. Venha ao meu encontro. Percebi que não tiveste a sorte do resto do mundo, notei que vieste até aqui e aqui permaneces completamente só. Compreendi que maldito seja aquele que moldou a droga, e malditos sejam o ego e o orgulho que constroem uma vida miserável. Vem a mim, jovem alma, e eu te servirei de escudo contra a desgraça que consome a tua vida."


- Emanuel Horácio

Descobri que o amor de verdade dói, mas não aprisiona. Não cria cárceres emocionais, não rompe limites saudáveis, nem sequestra a paz de quem ama.


Ele nasce de uma maturidade silenciosa, daquela que compreende que amar não é possuir, mas cuidar. É uma espécie de fé depositada em quem enxergamos de verdade, para além das aparências, reconhecendo tanto a luz quanto a sombra que habitam o outro.


E, justamente por vê-lo inteiro, escolhemos potencializá-lo.


Há pessoas que, simplesmente por existirem, mudam tudo. Trazem consigo algo que beira carinho, ninho, presença. Tornam-se cuidado, cumplicidade e abrigo, tanto naquilo que possuem quanto naquilo que lhes falta.


Porque o amor maduro não ama apesar das faltas; ama também através delas.


E talvez seja essa a sua forma mais bonita: quando duas incompletudes deixam de exigir perfeição uma da outra e passam, juntas, a construir paz.

Nem sempre serão dias bons e felizes, às vezes é uma segunda ou uma sexta, dia 5 ou dia 30. E quando menos esperar é o dia do seu nascimento, que provavelmente foi comemorado com muita alegria. Mas ao passar dos anos, essa comemoração vai diminuindo e você percebe que agora só você que se importa. E de repente ele pode se tornar um dia infeliz por você esperar demais por um dia que se tornou tão comum como os outros.
E aí que começamos a deixar passar as datas como se não tivesse mais importância também, mas só entende quem passa por esses momentos também.

Talvez o maior desafio da humanidade não seja descobrir a verdade, mas estar preparada para conviver com ela.
Enquanto a verdade exigir que cada um reveja as próprias crenças, interesses e convicções, muitos continuarão preferindo narrativas confortáveis.
A verdade não escolhe lados. Ela apenas exige coragem para ser encarada.

Hoje eu escolho acreditar.

Acredito no amor que cura, na fé que renova e nos sonhos que insistem em permanecer vivos, mesmo depois das tempestades.
Porque, no fim, quem caminha com amor e fé nunca volta da mesma forma. Volta mais forte, mais leve e com a certeza de que as montanhas existem para revelar a força que carregamos dentro de nós.

A clareza nem sempre chega na mesma velocidade que o nosso coração deseja. Às vezes, insistimos em acreditar que o outro enxerga a vida com a mesma honestidade, transparência e intenção que nós. E, por isso, a ficha demora a cair.

Demorei para entender que nem todo silêncio é dúvida, e que nem toda ausência precisa de explicação. Hoje, observo atitudes, respeito os sinais e escolho preservar a minha paz.

Sou inteira. Não procuro alguém que me complete. Procuro, na amizade e no amor, pessoas que queiram compartilhar a caminhada com verdade, clareza e reciprocidade.

O resto, eu deixo seguir. Quanto a mim, sigo em paz, sem ressentimentos e sem insistências. Afinal, quem não escolhe fazer parte do meu presente — seja no afeto da amizade ou no amor — naturalmente encontra seu lugar no meu passado. 🌿


Alexsándra Duárte

A sombra do teu sorriso.

Um dia no começo de uma de nossas primaveras a
muito tempo atrás, andávamos juntos
de mãos dadas pela areia da praia, com os pés na água do mar.

Você pegava as conchinhas segurava em sua mão e as
examinava, se faltava um pedacinho,
você as devolvia ao mar...

Eu lembrei por muitos dias
Nas minhas caminhadas solitárias...
Da sombra do seu sorriso...

Quando você foi embora, foram também
as cores dos meus sonhos
junto com as luzes da alvorada

Peço que olhe mais uma vez
dentro dos meus olhos meu amor, e veja todos os momentos
lindos que as lembranças trazem de nossas vidas...

Você nunca foi tão amada minha pequena estrelinha do mar...
Hoje a melancolia toma conta de meu coração,
e uma lágrima beija meus lábios, e eu penso
nos teus...

Agora em toda a primavera
quando eu pegar uma conchinha do mar,
eu estarei lembrando
Da sombra do seu sorriso a me iluminar.

As ausências são sentidas
Quando nossos entes queridos partem
Situação de perda e impotência
Contudo é apenas a sequência
Todos temos nosso tempo
Nós que aqui ficamos
Devemos guardar boas lembranças
Dos momentos em que partilhamos
Pois um dia nos encontraremos
Juntos ao Criador.
Temos que ter consciência
Que não temos domínio de nada
Tudo acontece de acordo com a vontade de Deus.
Rezemos pelos nossos que se foram.
Ajuntando em seu descanso eterno.
Aqui ficamos e continuamos seu legado.
Deus abençoe sua chegada com amor e luz.
A sequência da vida cumprindo seu papel

Lauro Jesus Porciuncula Fernandes
92:04/2026

A compensação emocional compõe uma província ilusória em nossa geografia íntima, um território cujas fronteiras desenhamos usando a argila pesada do pertencimento. Muitas vezes, erguemos essa topografia movidos pela urgência da aceitação ou por um senso mecânico de crescimento, preenchendo o papel com rotas que são, na verdade, decalques exatos dos sonhos alheios.


Contudo, reconhecer a existência desse continente de expectativas herdadas — e tateá-lo com a lucidez de uma vulnerabilidade consciente — é um ato de profunda integridade íntima. É essa clareza nua que nos devolve a pena e o compasso, concedendo-nos a permissão vital para adentrar o espaço virgem do nosso próprio mapa, onde as coordenadas finalmente obedecem ao silêncio e à nossa verdadeira razão de existir.

TAPEVA — MINAS GERAIS.
Itapeva das Gerais
Aqui é um lugar abençoado por Deus e por São Sebastião
Aqui existem cachoeiras — águas límpidas que são um remédio santo para reanimar a vida.
Itapeva das Gerais que tem um povo hospitaleiro que recebe todos de braços abertos.
Itapeva das Gerais, onde há aquele cafezinho com queijo que faz o visitante desejar morar aqui.
Itapeva das Gerais, joia fincada aos pés da Mantiqueira,
Onde a brisa suave traz o aroma da terra e da fogueira.
Seu povo guarda no peito uma fé que não se cansa,
E no sorriso de cada criança, a esperança se renova.
Itapeva das Gerais, terra de paz, sossego e devoção,
Quem pisa neste solo sagrado entrega de vez o coração.
Deixa saudade em quem parte, e tranquilidade em quem fica,
És o orgulho de Minas, em beleza e afeto tão ricos!