Descobri que o amor de verdade dói, mas... Creusio Kizua
Descobri que o amor de verdade dói, mas não aprisiona. Não cria cárceres emocionais, não rompe limites saudáveis, nem sequestra a paz de quem ama.
Ele nasce de uma maturidade silenciosa, daquela que compreende que amar não é possuir, mas cuidar. É uma espécie de fé depositada em quem enxergamos de verdade, para além das aparências, reconhecendo tanto a luz quanto a sombra que habitam o outro.
E, justamente por vê-lo inteiro, escolhemos potencializá-lo.
Há pessoas que, simplesmente por existirem, mudam tudo. Trazem consigo algo que beira carinho, ninho, presença. Tornam-se cuidado, cumplicidade e abrigo, tanto naquilo que possuem quanto naquilo que lhes falta.
Porque o amor maduro não ama apesar das faltas; ama também através delas.
E talvez seja essa a sua forma mais bonita: quando duas incompletudes deixam de exigir perfeição uma da outra e passam, juntas, a construir paz.
