Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo
Talvez eu nunca descubra em qual canto do universo seu nome foi escrito pela primeira vez, talvez ele tenha surgido junto de alguma estrela que já morreu há milhões de anos, ou tenha sido guardado em silêncio entre planetas que ninguém jamais verá, só sei que, quando penso em você, não imagino fogos de artifício nem fenômenos raros, penso em gravidade, penso naquele planeta que não podemos habitar porque você é o ar que existe pra continuar, muitas pessoas fazem barulho para permanecer em lugares que não pertencer.
Elas são independentes demais pra se conectar com a órbita e você é simplesmente a órbita que faz tudo ficar em ordem, seus olhos carregam a cor das noites em que o céu parece mais próximo da terra, seus cabelos escuros lembram aquelas madrugadas em que as constelações parecem ter sido espalhadas à mão, uma por uma, sua pele é como caminho de flores de cerejeira e ainda sim?
Existe algo curioso sobre você que não consigo decifrar, por mas que eu leia seus detalhes que ninguém reparou, tipo o jeito que você fica envergonhado quando sorrir, quando seus olhos brilham quando escuta sua música favorita ( deve está pensando em algo tão bonito quanto você) e sorrir sem perceber, quanto mais tento definir quem é, menos as palavras servem.
É como tentar guardar uma galáxia inteira dentro de um frasco, sempre sobra alguma estrela do lado de fora por falta de espaço, por você ser o espaço, talvez seja por isso que gosto de imaginar que você foi feito da mesma matéria das nebulosas: partes de luz, partes de mistério e uma quantidade absurda de coisas que ainda estão se tornando aquilo que nasceram para ser.
E enquanto o universo continua se expandindo sem pedir permissão a ninguém, você segue crescendo dentro dos pensamentos de quem teve a sorte de encontrar seu caminho, de quem teve sorte de sentir seu abraço quentinho, e beijar-te, olhar em teus olhos e dizer que sortuda é por ter você .
Sem alarde! Sem aviso! Você, apenas você!
Como fazem os astros mais bonitos.
Se alguém pensa que os textos que publico são indiretas, sermões ou broncas para quem me acompanha, está olhando para o lugar errado. Eu escrevo sobre mim. Cada linha é uma confissão, uma prestação de contas que faço diante do espelho quando a madrugada já expulsou todas as desculpas.
Mas há algo mais aqui — uma segunda camada de confissão, mais silenciosa e mais desconfortável: a percepção de que existir não é estar parado, mas estar em travessia.
Eu não começo essa viagem — ela já está acontecendo quando percebo. E isso muda tudo o que eu acreditava sobre controle, direção e destino. A imagem da Terra como uma nave não é futurismo nem metáfora científica; é apenas a forma mais honesta que encontrei de olhar para o fato de que nada em mim, nem fora de mim, está fixo.
Escrevo como quem revisita a própria vida como uma casa abandonada. Abro portas que preferia manter fechadas. Encontro erros mofando nos cantos, covardias escondidas atrás de boas intenções e verdades que sempre estiveram ali, enquanto eu insistia em olhar para outro lado. Escrevo porque preciso organizar esses escombros antes que a cortina se feche. O fim não avisa o dia nem a hora. Apenas chega.
E no meio disso tudo, percebo que a ideia de “vida” muitas vezes foi apenas um nome mais confortável para o movimento. Uma tentativa de fingir estabilidade onde só existe deslocamento contínuo.
Não há um ponto de partida claro. Não há um retorno verdadeiro. O que chamei de começo e fim sempre foram apenas pausas dentro da mesma travessia. E aquilo que chamamos de “eu” talvez não seja mais do que o rastro momentâneo dessa viagem, algo que existe enquanto se move e desaparece quando tenta parar.
A *juventude acredita que sabe*. A idade descobre que quase nunca soube. Só o tempo nos concede a crueldade da lucidez — essa clareza de que muitas derrotas poderiam ter sido evitadas, mas também de que sem elas talvez nunca enxergássemos nada com precisão.
Há quem passe a vida tentando preservar a pele, o coração e a alma de qualquer cicatriz. Mas essa cautela não compra um minuto sequer. Não impede a travessia. Apenas reduz o que poderia ter sido vivido a uma forma mais leve de ausência.
Eu não escrevo para ensinar ninguém. Escrevo porque preciso encarar o fato de que estou dentro do que descrevo. Não há fora.
E se vou partir marcado, que seja. Que minhas rugas contem histórias. Que minhas cicatrizes denunciem os lugares onde a vida — ou melhor, onde essa travessia — me atingiu em cheio.
Prefiro carregar o peso de ter vivido ao vazio de ter apenas sobrevivido.
O necessário e o supérfluo
A roupa útil ou a marca famosa?
O celular funcional ou o mais oneroso?
O prato salutar ou a culinária de luxo?
O carro básico ou o veículo imponente?
A casa singela ou a propriedade de alto padrão?
O entretenimento gratificante ou o turismo suntuoso?
O trabalho por satisfação ou a carreira lucrativa?
A amigo genuíno ou o aliado oportunista?
Nossa vida, nosso meio, nossas escolhas.
O que deve ser relevante?
O que eu preciso plenamente ou aquilo que é superficial?
02/07/26
Pai
Sempre amando, educando,
apoiando e disciplinando.
Exemplo a ser aplaudido
e jamais esquecido.
Notas não servem,
adjetivos seriam pequenos.
O que falar da grandeza do homem
franzino.
Nas noites, meu colo
Meu provedor, meu protetor.
Assumiu o que poucos assumem,
coragem que muitos não tem.
Essa grandeza apenas ele tem.
Dos de fora, meu pai.
Para mim vai além, o amigo.
Na imensidão do te amo,
fico na certeza que ainda é pouco.
Sentimento maior e mais puro que
não encontro adjetivos.
Para meu pai: Julio César Lourenço
SOLIDÃO DE GELO
Quando o silêncio
Da luz treme e acende,
Algo aparece e geme.
São esses gemidos que
Me apavoram,
São essas coisas que
Prendem,
Eu aqui e o mundo lá
Do lado de fora.
Nenhum teto
Resiste e desmorona,
E quando você dá por si,
Já tem perdido a
Carona.
Àh, àh, àh,
Àh, àh, àh...
Mãos frias,
Oceano Pacífico,
vento salpico.
Nenhum teto resiste à
Solidão.
Você sente,
Você sente,
Quando alguém esqueceu de
Pegar a sua mão.
Oh, oh, oh...
Oh, oh, oh...
Lágrimas de sol,
Girassol,
Solidão de gelo.
Bonitos são os seus
Cabelos.
Lá, lalá,
Lá, lalá...
ENSAIO POÉTICO
POEMA DE FÉLIX DI LÁSCIO
LÍNGUA PÁTRIA
Um homem branco
Pergunta ao nativo, às margens
Do rio:
— Fala tua língua fluente?
Aquele cidadão de origem das terras
das matas respondeu:
— Buá!!! buá!!! buá!!!
"Só o afluente do Rio Sanhauá."
— Ah!!! ah!!! ah!!!
Félix di Láscio, Poeta e Letrista Brasileiro.
Postado em 10/06/2019 às 10:05h
Repostado no dia 02/07/2026 às 20:30h
O Universo em um Grão de Areia
Às vezes, a gente para e olha para o céu, se achando grande por ter conquistado o mundo. Mas a verdade é que o mundo pode ser só a pele de alguém muito maior. Do mesmo jeito que no laboratório a gente espia pelo microscópio e vê um universo de bactérias e fungos lutando para viver numa lâmina de vidro, nós podemos ser os micróbios de uma camada de cima.
O nosso céu azul, as estrelas distantes e o limite do espaço são apenas a lente desse microscópio gigante. Quando o ser humano constrói foguetes e tenta viajar para além das estrelas, no fundo, o que a gente quer é arranhar esse vidro, tentar romper a lente para ver quem está nos olhando lá de cima.
Nessa dança de tamanhos, as revoltas da Terra ganham outro sentido. Um tsunami avassalador ou um terremoto que sacode o chão não são raiva de Deus, são só o estômago desse ser maior roncando, um mal-estar de quem comeu algo que não fez bem, ou uma febre tentando curar o próprio corpo. A gente sofre o efeito colateral desse espasmo sem que ele sequer saiba que existimos.
E quer saber? Isso não muda em nada o nosso dia a dia. A maioria das pessoas vai passar por essa vida preocupada com o almoço, com o trabalho, sem nem desconfiar que somos tão pequenos. Fomos condicionados a buscar um Salvador no céu para termos forças de seguir em frente, porque olhar para o vazio dá medo. Mas quem consegue pensar fora da caixa encontra uma paz bonita. A gente percebe que o espelho está dentro de nós: nós somos o universo inteiro para os bilhões de bichinhos que vivem no nosso organismo, e somos apenas um sopro na flora de algo gigante. No fim, a vida é esse eterno jogo de bonecas russas, onde o segredo é continuar caminhando, mesmo sendo poeira.
Referência e Autoria
Pensamento: Rildo Lemes
Data: 02 de julho de 2026, às 23 horas
Local: Estado de Goiás, Brasil
De dentro pra fora , de fora pra dentro
Achava que com passar do tempo nós sentiríamos menos, a falta não fosse insistir em existir , senti que o afeto é foda , quando a emoção te lembra que ela existe pelos significados que tem algum sentido dentro da gente ... E de repente a gente se dá conta que pra continuar sentindo precisamos sentir um pouco fora da gente algo que é da gente.
Eu estou andando triste pela madrugada Perdido estou sem saber o que fazer
Eu estou aqui sem voce
Buscando uma razão pra te esquecer
Vejo a lua sempre iluminada
Ae me lembro das nossas noites de prazer
Eu estou aqui sem voce
Será que a gente pode , será que e gente pode
Se rever?
Onde a Sinceridade não é Bem-vinda, o Silêncio passa a ser uma Opção
A sinceridade nem sempre é bem-vinda, mesmo por aqueles que dizem valorizá-la, pois, muitas vezes, preferem a mentira, daquelas que afagam; então, a depender da situação, o silêncio é uma ótima alternativa: melhor não dizer nada e manter a sua paz protegida.
Às vezes ficar em silêncio é mais que manter a calma, é encontrar paz do exterior ao interior é conseguir ouvir seu próprio coração bater, sentir sua respiração e ter certeza de que a vida, apesar de todo caos,
pode ser vivida às vezes respirando fundo, em outras perdendo o fôlego por estar feliz...
E depois de um tempo curto,
que para meu coração pareceu uma longa eternidade
a Lua voltou.
Voltou ainda mais brilhante,
Mais bonita
Mais estravagante
E divertida.
Ela brinca todas as tardes com meus sentimentos
Ela trouxe consigo toda a cor que tinha levado embora,
Trouxe consigo meu sorrisos
Que em sua ausência se escondiam sem um porquê
E eu sinto tanto arrependimento
Em não ter lhe pedido para voltar antes.
Mesmo que para os outros ela só brilhe à noite
A minha Lua não,
Ela brilha em todos os momentos,
Ela sorri de um jeito que é mais radiante que o sol,
É um caos maior que uma ventania de verão
Mas sua confusão e seu temperamento acariciam todos os sentimentos em meu coração.
A onipotência é frequentemente apresentada como poder absoluto. Porém, existe um limite que nem mesmo um poder ilimitado parece ultrapassar: a identidade.
Se um deus destrói completamente uma pessoa e depois cria outra exatamente igual, com as mesmas memórias, personalidade e aparência, ele não trouxe a pessoa de volta. Apenas criou um clone indistinguível. Compartilhar as mesmas informações não é suficiente para preservar a mesma existência.
A identidade não é apenas uma coleção de dados. Ela também depende da continuidade do próprio ser. Se essa continuidade é interrompida de forma definitiva, não há recriação que transforme uma cópia no indivíduo original.
Assim, a ideia de que um ser onipotente poderia destruir completamente alguém e depois restaurar exatamente o mesmo indivíduo enfrenta um limite lógico. O máximo que poderia fazer seria produzir uma réplica perfeita, não reverter a ruptura da identidade.
Se a identidade não pode ser recriada após sua destruição absoluta, então a onipotência não consiste em fazer literalmente qualquer coisa imaginável, mas apenas tudo aquilo que não viola princípios lógicos fundamentais.
Frases, textos e citações by Josy Maria
Para hoje
Que acreditemos na força daqueles que nos protegem, daqueles que não dormem e enxergam caminhos que ainda não conseguimos ver. Que confiemos em nossos protetores, que, com a permissão de Deus, caminham ao nosso lado, nos orientam, nos fortalecem, nos curam e nos guardam.
Que possamos silenciar o barulho do mundo para ouvir com o coração os ensinamentos que chegam até nós. Que tenhamos sensibilidade para perceber os sinais, sabedoria para seguir os caminhos certos e fé para lembrar que nunca estamos sozinhos.
Que Deus nos cubra de luz, cuidado e proteção neste dia.
Assim seja.
Josy Maria (03/07/2026)
Reticências
Demétrio Sena - Magé
Tive meus big bengs cá no fundo,
e refiz tanta vida peito adentro,
mas meu mundo jamais evoluiu;
fui o centro de novos labirintos...
Dinossauros ainda são os mesmos;
tenho monstros marinhos abismais,
que naufragam e comem caravelas
nos anais de uma história repetida...
Meus dilúvios jamais me corrigiram,
como todas Sodomas e Gomorras
ressurgiram a cada novo incêndio...
Hoje sou prisioneiro da caverna
do cansaço de minhas insistências;
reticências infindam o meu fim...
... ... ...
Respeite autorias. É lei
A PELEJA DA ABELHA COM A MOSCA
I
Num jardim nasceu a peleja,
Que o destino foi traçando;
Abelha, rainha das flores,
Seu trabalho cultivando.
Mosca vinha do outro lado,
Cada qual seu rumo andando.
II
Disse a Abelha, muito altiva:
— Eu vivo do puro mel,
Faço cera, gero vida,
Cumpro um nobre e bom papel.
Quem visita flor perfumada
Nunca perde seu troféu.
III
Respondeu logo a Mosca,
Sem baixar sua cabeça:
— Cada ser tem seu caminho,
Sua sina e sua peça.
Não escolhi meu destino,
Nem a vida que me cerca.
IV
A Abelha retrucou ligeiro:
— Gosto bom é o da flor!
Quem procura coisa limpa
Leva paz, perfume e cor.
Quem vive entre imundícies
Não conhece o verdadeiro amor.
V
A Mosca falou sorrindo:
— Prazer muda de pessoa;
O que é doce para uns,
Pra outros não se entoa.
Cada qual segue o costume
Que a existência lhe abençoa.
VI
A Abelha fez ferrão,
Defendendo seu reinado;
A Mosca bateu as asas,
Sem mudar de seu traçado.
Cada qual julgando a outra,
No seu mundo fechado.
VII
Uma buscava o néctar
Nas campinas coloridas;
Outra rondava os caminhos
Das sobras já esquecidas.
Duas formas de viver,
Duas rotas tão distintas.
VIII
Mas o tempo, velho mestre,
Ensinou sem humilhar:
Nem só flores dão sustento,
Nem só lixo há de ficar.
Toda vida tem seu ciclo,
Seu nascer e seu findar.
IX
Disse então a Natureza:
— Parem já de discutir!
Cada qual cumpre um serviço
Que não pode se medir.
Quem condena a escolha alheia
Pouco aprende a refletir.
X
Abelha produz o mel,
Mosca limpa o que apodrece;
Uma encanta os jardins,
Outra evita o que fenece.
Mesmo sendo tão diferentes,
Cada qual à vida tece.
XI
Gosto, hábito e costume
Nem sempre são iguais;
Cada um faz sua estrada
Entre erros e ideais.
Não existe um só caminho
Para todos os mortais.
XII
Terminou-se a velha peleja
Com lição de igualdade:
Quem despreza o semelhante
Só cultiva a vaidade.
Abelha e Mosca, no fim,
São iguais nas diferenças da humanidade.
TRANSCEPTO CRUZEIRO
No mar da velha poesia,
Dois navios vão singrando:
Um carrega a dor da história,
Outro segue renovando.
Entre o ontem e o agora,
Vai o verso navegando.
Castro Alves levantou
Sua voz de claridade,
Denunciando as correntes
Da cruel desumanidade.
Fez do poema um clarim
Em defesa da liberdade.
Seu Navio Negreiro, então,
Foi um grito contra o mal,
Retratando o sofrimento
Do cativeiro brutal.
Cada estrofe era um açoite
Na consciência mundial.
Negreiros Neto, por sua vez,
Lança a Nave ao infinito;
Não conduz corpos cativos,
Mas o sonho mais bendito.
Leva esperança na proa
E Deus guiando o seu rito.
Se um navio foi prisão,
Outro é ponte e travessia;
Se um cruzou mares de sangue,
Outro semeia poesia.
Um revela antigas sombras,
Outro anuncia o novo dia.
No transcepto do cruzeiro,
Onde os rumos se entrelaçam,
A memória encontra a fé
E os destinos se abraçam.
O passado vira mestre,
Sem que as feridas desfaçam.
Castro Alves fez da pena
Uma espada de justiça;
Negreiros faz do cordel
Um altar de boa liça.
Cada qual em seu tempo
Cultivou igual premissa.
Não disputam grandeza,
Nem procuram primazia;
São faróis de um mesmo porto,
Cada qual com sua guia.
Um combate a escravidão,
Outro exalta a harmonia.
Transcepto Cruzeiro é ponte
Entre o pranto e a esperança;
É o encontro das palavras
Com a eterna confiança.
Quem conhece o seu passado
Dá ao futuro segurança.
Que o Brasil jamais esqueça
O valor da consciência;
Pois a arte quando é livre
Transforma toda existência.
E a poesia permanece
Como luz da resistência.
Tua presença se tornou coisa rara.
Tão perto o passo, tão distante o peito,
No frio abismo desse amor desfeito.
Queres do afeto os louros e as delícias,
As convenientes, cálidas carícias.
Porém, do amor recusas o tributo,
Calando a voz num silêncio astuto.
A tela fecha, a queixa vem tão pronta:
"A vida pesa e a fadiga aponta".
Mas cinco instantes para um doce aviso
Parecem-te a ruína e o prejuízo.
Gozar do bem sem ter a obrigação,
É a lei covarde do teu coração.
Onde o diálogo falta e a alma cala,
O desinteresse ecoa pela sala.
Se o nosso laço exige tal cansaço,
E preferes a fuga e o embaraço,
Recolho o meu afeto e a esperança,
Pois onde não há troca, a alma cansa.
Fez-se o amor um ofício, um fardo frio,
Rotina vã de um coração vazio.
Cobramos foros dessa vã saudade,
Tratando afeto como vulgaridade.
"Dai-me atenção", o peito assim implora,
Rogando carinho, suplicando clemência
Quero o calor que chega sem cobrança,
Pois no amor servil não há esperança.
Não dar atenção,
ao que não interessa:
a discordância;
a discórdia;
a inimizade;
a divisão;
a gritaria;
a confusão;
o ódio;
a raiva.
É melhor, dar atenção;
ao que interessa:
paz;
pacificar;
pacificadores;
o silêncio;
ao bom conselho;
a boa música.
Jesus acalma, a tempestade.
Não gastar a energia
que Deus te deu,
com o que não tem valor.
Sempre fazer, o possível.
Se a confusão te convidar,
não aceite o convite dela.
É uma armadilha.
A confusão diz:
Eu sou melhor, do que você.
Você é pior, do que eu.
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