Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

A angústia é apenas um alerta de que você precisa mudar.

Mudar a forma em que vive, mudar os pensamentos, atitudes, comportamentos, ideias, visão de mundo, ambientes, pessoas, crenças. Mudar tudo o que não tem mais sentido na sua vida. Mudar aquilo que você já percebe, mesmo que não queira admitir, que não funciona mais.

Caso não mude, a angústia vai continuar lá, tentando te alertar para mudar de vida. Às vezes ela vem em forma de hiperventilação, falta de ar, sufocamento, ansiedade, síndrome do pânico, depressão. Às vezes você acha que tem algum problema no coração, no estômago, ou que está ficando cego, ou que tem um tumor ou câncer, acha que vai morrer. Às vezes você se sente esgotado, cansado ao extremo, ou acha que está ficando doido. Ela vem em forma de insônia, vazio, tristeza, estresse emocional.

A angústia vem de várias formas. Quantas vezes você já não ouviu relatos de pessoas achando que têm algum problema de saúde e, ao chegar no hospital, não acham nada? É angústia acumulada. É o seu sentimento tentando te alertar que a vida que você está vivendo não está fazendo bem. É um sinal óbvio de que algo precisa mudar.

Mas, mesmo assim, você resiste ao que precisa mudar. Você se auto sabota, tenta se distrair, finge que está tudo bem, usa todos os recursos possíveis para continuar igual. E nisso cria conflitos internos constantes, que se repetem todos os dias. Você sente, sabe, mas não muda. E quanto mais resiste, mais a angústia cresce, porque o alerta continua ativo.

E a maior dificuldade que as pessoas têm de mudar é o medo do que vão pensar ou achar. Medo da família, dos amigos, das pessoas próximas. Medo de julgamento, de rejeição, de não ser aceito. Esse medo prende, trava e mantém tudo como está, mesmo quando está ruim.

O problema de todo esse medo da mudança é exatamente isso: o medo do que vão achar, do que vão pensar ou do que podem fazer contra você caso mude. E por causa disso, a pessoa continua vivendo uma vida que não quer, apenas para manter a aprovação dos outros.

Mas é melhor lidar com as consequências de viver livre, sendo quem você realmente é, do que continuar preso, vivendo algo que você não é. Porque viver preso também tem consequências, e elas aparecem na forma de angústia.

No fim, a angústia não está contra você. Ela está te alertando. Enquanto você não muda o que precisa ser mudado, o alerta continua. Quando você entende o alerta e muda sua vida, a angústia deixa de ser necessária.

Ser fluente em línguas não é só saber outros idiomas ou saber escrever corretamente;

É também saber falar várias linguagens diferentes dentro do próprio idioma;

Saber falar algo complexo de forma simples e de fácil entendimento para sua vó, para um favelado, para um universitário, para uma criança, para um grosseiro, para um adulto, para um humilde, para todo tipo de gente. A quantidade de pessoas diferentes que você consegue explicar algo complexo de forma simples revela a especialização da sua comunicação, pois cada pessoa tem uma forma de entender as coisas. É preciso usar os dois ouvidos e fechar a boca para ouvir e entender qual a linguagem daquela pessoa, aprender para depois falar a linguagem dela, caso deseje repassar algo a ela.

Mas, para conseguir falar da forma que a pessoa absorva sua ideia, terá que deixar o ego de lado, pois, caso contrário, só terá conflitos e falta de entendimento, por não ter entendido direito a linguagem da pessoa.

Olhe para o teto, não o de concreto, mas o céu...


Veja aquela lâmpada, não a de vidro, mas o sol, a lua...


Vire ao seu redor, não entre as paredes, mas para tudo que está ao seu redor...


Preste atenção nesses desconhecidos, que desconhecidos? Eles têm sangue, têm vida, assim como você...


Vivemos todos juntos, na mesma casa, no mesmo planeta.


Somos uma grande família humana, que ainda não tomou consciência disso.


Sinta-se em casa, pois todo lugar faz parte do seu lar,
E todos são seus semelhantes, humanos, como você.

Amor é deixar parte de você para as pessoas, para o mundo.

Parte do seu ar;
Parte dos seus pensamentos;
Parte dos seus conhecimentos;
Parte das suas ideias;
Parte do que você sente;
Parte do que você fala;
Parte do que você faz;
Parte do que você vive.

Deixar você aqui na natureza, para que, quando a morte te levar, você continue vivo dentro das pessoas.

Só para deixar claro e evitar expectativas ou ilusões:

O que eu falo é o que considero óbvio, é uma reflexão do que sinto no momento, algo que faz sentido para mim, que tem profundidade e sentimento, com base em experiências que vivi, percepções que tive e tenho. Porém, é apenas o que eu externalizo, são desabafos. Quem quiser tirar proveito disso, que tire, mas para mim, é apenas um alívio de algo que carrego dentro.

Agora, o que eu sou, minha personalidade, meu verdadeiro eu, é algo diferente. Não sou santo, mas também não sou cruel. Sou o que sou, sou aquilo que estou sendo no momento. Não sou uma única coisa para sempre, não me limito a ser apenas uma coisa, pois estou em constante mudança. Só quem realmente me conhece sabe disso.

Amor não está só em um sentimento egoísta chamado "amor próprio", voltado para o próprio umbigo. Isso é o ego gritando!

Amor está no que vive diariamente, no padeiro que deu bom dia, nas plantas que plantou pela cidade, nas pessoas que ajudou de coração, no abraço na mãe, nos parentes, nos amigos, nos desconhecidos, o carinho com os animais, nos afetos com quem mais precisa, nas palavras positivas, na tranquilidade diante das ofensas, no compartilhamento de alimentos, de experiências, de histórias com seus semelhantes, na natureza, no ar, na vida...

Hoje em dia, as pessoas amam o "amor", mas não amam as pessoas.

Aconteça o que acontecer, era pra acontecer.

Não adianta tentar evitar, pois até quando você tenta impedir, acaba acontecendo o que era pra acontecer.

O que acontece vai além da nossa mente, algo do qual somos, muitas vezes, submissos.

Isso é a natureza nos mostrando que, na verdade, não temos controle sobre nada, exceto o que é natural seguir — os acontecimentos que estão destinados a acontecer.

A morte nos ensina a verdadeira igualdade; ninguém é rico diante dela.

Ela nos lembra que, no fim, ninguém leva nada.

A morte nos mostra que ninguém é melhor que ninguém.

Ela nos ensina que ninguém é perfeito.

E, acima de tudo, a morte nos revela a igualdade fundamental: ela vem para todos, sem exceção.

Ao nascer, todos sorriram;
Quando eu morri, todos choraram;
Mas eu sorri,
Por tudo que vivi.

E então me vejo acordar,
Compreendendo que nunca morri,
Sempre estive aqui,
E sempre estarei.

A vida e a morte são uma só coisa,
Tudo se transforma, mas nunca acaba,
Eu sou o que fui, o que sou,
E o que sempre serei.

O afeto está no que você dá, não no que você recebe. O que você dá é seu, é uma parte de você que permanece; o que você recebe, não é seu, pois passa por suas mãos e se vai.

A maior prova disso é a morte, que nos leva. Tudo o que é nosso, tudo o que verdadeiramente fizemos, fica. Os afetos que oferecemos, as marcas que deixamos, essas permanecem no mundo, na memória das pessoas, em tudo que tocamos.

Já o que recebemos, como algo externo, não nos acompanha para além da vida. Ele se desfaz, não carrega a mesma profundidade, pois não nasce de nós. O que damos, sim, se mantém, pois é o que alimenta o coração de quem fica.

O medo é um sentimento falso, uma ansiedade criada pela nossa mente ao anteciparmos algo que provavelmente nunca vai acontecer. A maior parte do medo vem daquilo que imaginamos, não do que realmente acontece. Mesmo que o que tememos se realize, o medo não vem do acontecimento em si, mas do pensamento sobre ele.

O presente, o agora, nunca nos dá medo. O medo é gerado quando pensamos no futuro, em algo que ainda nem existe. Pensar negativamente sobre o que está por vir não adianta, porque, no momento, não está acontecendo nada além do que é para acontecer. O medo é apenas uma construção mental que nos prende a uma realidade que ainda não se materializou.

O inconsciente está em todo o nosso redor, enquanto a consciência é o que escolhemos focar nesse redor.

Estar inconsciente é estar distraído com o que acontece ao nosso redor, enquanto estar consciente é estar atento ao que acontece.

É impossível estarmos conscientes o tempo todo e em tudo. Nossa consciência escolhe no que queremos focar no momento. Por exemplo, se você está lendo esse texto, você está consciente nele, focado, e inconsciente ao seu redor. Assim que você se distrai, sua consciência muda para outra coisa ao seu redor. Nossa consciência escolhe o que queremos prestar atenção, seja no que olhamos, ouvimos, tocamos, sentimos ou pensamos, e ignoramos o que não queremos.

Existem várias coisas dentro do nosso inconsciente "já esquecidas", ou seja, coisas que não vemos mais importância, mas que continuam lá. Voltamos a dar importância a elas quando lembramos, geralmente quando é preciso trazer para o presente para resolver alguma situação ou para reviver sensações boas ou ruins. O que focamos, aprendemos, e quando aprendemos, deixamos de focar naquilo e passamos a focar em outras coisas dentro do inconsciente, de acordo com o que escolhemos prestar atenção.

O mal não existe, o mal só existe quando você nega o bem.


Quando está triste, é porque evita a alegria;
Quando está com ódio, é porque rejeita o amor;
Quando está angustiado, é porque resiste à paz.


Se nega um, o outro toma o lugar. O bem está sempre lá, esperando para ser escolhido.

O corpo mostra exatamente o que a pessoa guarda.

Quando você engole porcarias, o corpo reage.
A boca vomita, o estômago passa mal, o corpo avisa que algo fez mal.
Com os sentimentos acontece a mesma coisa.

Quando você engole mágoas, raiva, tristeza, medo, frustração ou decepção, isso não desaparece.
Tudo fica guardado internamente.
E o corpo não mente. Ele reage ao que você consome, seja comida ou emoção.

Assim como comida ruim faz mal ao estômago, sentimentos ruins guardados fazem mal à alma, à mente e ao corpo.
Eles se acumulam, cansam, tiram a paz e afetam o jeito da pessoa viver.

Mais cedo ou mais tarde, tudo o que a pessoa guarda precisa sair.

Quando você engole palavras que machucam, quando fica calado mesmo querendo falar, quando aceita situações injustas, quando suporta mais do que consegue, isso não fica preso para sempre.
O corpo sempre encontra um jeito de soltar isso.

Às vezes sai pela boca, em forma de grosseria, respostas agressivas, impaciência ou gritos.
Outras vezes sai em cansaço constante, estresse, falta de ânimo ou irritação sem motivo claro.
A pessoa nem sempre percebe, mas está apenas reagindo ao que ficou guardado por tempo demais.

Não é maldade.
Não é fraqueza.
É excesso de coisa guardada sem ser resolvida.

Por isso, cuide do que você consome.
Cuide do que você aceita ouvir.
Cuide do que você engole sem querer.

Porque tudo o que você carrega na alma aparece no corpo, nas palavras e nas atitudes.
O corpo é apenas o reflexo do que a pessoa guarda internamente.

Conquistar alguém, pra mim, é tentar manipular alguém, na qual terá que ficar conquistando sempre, por medo de perder aquela dúvida.

Já o amor não tem apenas conquista; tem conexão profunda, direta, sem nenhuma dúvida.
É como se um já nascesse para o outro, sem explicação nem porquê.
É algo raro, difícil de encontrar, porque, antes de encontrar, todo mundo tenta conquistar, manipular, para aliviar a própria carência de não ter encontrado a sua conexão.

A conquista é movida pelo medo: medo de não ser suficiente, medo de perder, medo de ficar só.
Já o amor é movido pela certeza: a certeza de que, mesmo sem esforço, aquela pessoa já é parte de você.

Enquanto a conquista exige provas constantes, o amor simplesmente existe.
Enquanto a conquista preenche vazios temporários, o amor desfaz a necessidade de preencher qualquer coisa.

Por isso, muitos confundem conquista com amor.
Mas o amor não se conquista; ele se reconhece.

Em um mundo programado pela "ordem", "o pode" desbloqueia. Então...

Pode pensar.
Pode questionar.
Pode perguntar.
Pode entender.
Pode escolher.
Pode experimentar.
Pode olhar.
Pode ouvir.
Pode sentir.
Pode respirar.
Pode imaginar.
Pode sair por aí.
Pode andar sem rumo.
Pode conhecer.
Pode conversar.
Pode desabafar.
Pode falar com quem quiser.
Pode falar com todo mundo.
Pode sentar em qualquer lugar.
Pode descansar em todo lugar.
Pode admirar tudo que vê.
Pode conhecer novos horizontes.
Pode sentir cheiros.
Pode sentir os pés no chão.
Pode viajar o mundo.
Pode curtir.
Pode cantar.
Pode ser livre.
Pode amar.
Pode viver.

Ninguém manda em mim.
Porque eu posso viver o que eu quiser.

Quem espera não vive, apenas espera.

Quem espera pelos outros, se perde de si mesmo.
Quem espera pelo tempo, perde o tempo que tem.
Quem espera pelos finais de semana, perde os dias que vêm antes.
Quem espera pelas férias, perde o ano inteiro.
Quem espera se aposentar, perde a vida enquanto ela acontece.

E quem perde a vida assim, acaba morrendo arrependido… ainda esperando a morte.

A morte sussurra no meu ouvido e deixa minha mente bem clara:

"Desse mundo, você não leva absolutamente nada. Eu te tiro tudo: objetos, pessoas, pensamentos, nada que você possa segurar. Você só deixa, e o que você deixa é tudo o que viveu. Então, viva! Porque a única coisa que eu não te tiro é o que você viveu e deixou na vida."

O sentido da vida é a morte. Nascemos para morrer e seguimos em direção a esse destino. Mas o que nos leva até ele são as escolhas que fazemos em vida. Cada escolha gera consequências, e essas consequências se tornam nossas lições.

O que aprendemos ao longo da vida é o que deixamos quando partimos. E, no fim, o que realmente fica não são bens ou conquistas, mas os afetos que espalhamos pelo caminho.

Todos temos ego. Até quando alguém nega o próprio ego, isso já é uma demonstração de ego. O problema não é o ego em si, pois ele representa a imagem que temos de nós mesmos. O verdadeiro problema está em como lidamos com essa imagem.

Quando admitimos nosso próprio ego, ou seja, aceitamos quem somos em vez de escondê-lo por orgulho, acabamos aparentando menos ego.