Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo
Você sempre receberá de mim a educação, porque isso carrego como princípio, como parte de quem sou.
Mas, se um dia a ignorância escapar de mim, não se apresse em apontar o dedo ou em me rotular.
Antes, reveja os seus atos.
Muitas vezes, a forma como tratamos alguém é devolvida como espelho, um reflexo, não uma essência.
Eu não sou a ignorância que, por impulso, posso soltar.
Sou o cuidado, o respeito, a calma que me esforço para oferecer.
Se a minha educação se desfaz em sua presença, é porque algo em você já quebrou os limites do que eu tolero.
E nesse momento, não é mais sobre mim, mas sobre o que você escolheu provocar.
Chay
A brevidade da vida
A vida é breve. Costumo dizer que ela é feita de lições, cada uma com suas nuances, suas camadas, uma complexidade que nem sempre conseguimos decifrar de imediato.
Mas se você se propõe a aprender, cedo ou tarde, o seu escudo se torna inabalável.
A confiança, quando se quebra, não volta a ser a mesma.
Podem até tentar reconstruí-la, mas será como levantar uma obra sobre escombros: cada pedaço remontado carrega a lembrança da fratura. E, no fim, não vale o risco.
E aqui vai uma verdade que só gente grande entende:
perdão não é retorno. Perdão é recomeço.
E recomeço não significa dar segunda chance, significa seguir em frente.
Se nunca te disseram isso, então deixa que eu digo.
Não confunda quantidade com qualidade.
Há quem viva muitos anos sem aprender nada.
E há quem precise ouvir uma única vez para despertar.
Se você ainda não aprendeu, eu deixo o alerta:
a vida passa rápido demais.
Não desperdice tempo.
Acorda pra vida.
Amadurece. Aprende.
Um olhar refinado sobre si.
Não é sobre controlar as emoções, porque controlar sugere prisão, e nada que é preso floresce. É sobre cuidar, dar espaço para que as emoções tenham voz, mas na hora certa, no tom certo, sem sufocar a razão.
Olhar para dentro de si é um exercício de coragem. É reconhecer cada parte que compõe o todo: os medos escondidos, as dores que ainda ecoam, os sonhos que teimam em brilhar, mesmo quando tudo ao redor parece cinzento.
É como lapidar uma pedra bruta: exige tempo, paciência e um certo amor pelo processo.
O olhar refinado não busca perfeição, mas entendimento. Ele nos ajuda a distinguir o que sentimos, a perceber o que precisa ser silenciado e o que merece ser ouvido.
Pensar é, portanto, uma forma útil de agir.
Não agir por impulso, mas por consciência. Não calar o coração, mas ensiná-lo a dançar em harmonia com a mente.
Olhar para dentro de si é um ato de estratégia e também de poesia. Porque só quem aprende a se enxergar de verdade pode, enfim, escolher os caminhos que levam à sua melhor versão.
Amizade Improvável
Se eu contar a história, talvez digam que é besteira.
Se ouvirem só a versão sem o contexto, até eu mesma diria que não faz sentido.
Mas, Maria Clara é exatamente isso: uma amizade improvável.
E, ao mesmo tempo, uma das mais preciosas que já tive.
Ela tem uma lealdade imensurável e uma gentileza rara.
É daquelas pessoas que, mesmo de longe, fazem questão de estar perto.
Nós nos falamos mais por aqui(redes sociais), quase nunca nos vemos pessoalmente.
Mas a maior raridade de tudo isso não está na frequência dos encontros, e sim na qualidade da conexão.
Porque amizade verdadeira não precisa de presença constante, ela se sustenta nos valores, nos princípios, no cuidado silencioso.
E foi com Maria Clara que entendi: amizade de qualidade é aquela que se percebe na essência.
Eu sou bastante seletiva com quem deixo entrar na minha vida.
E talvez por isso ela seja tão única.
As pessoas mentem. Mentem o tempo todo.
Elas lhe dão o mais belo e esplêndido par de asas, dizem que é seguro e te deixam voar para apreciar a vista.
Pouco depois, cortam suas asas.
Você cai. Se machuca todo.
Então elas se aproximam — com a tesoura ainda em mãos — e perguntam o que aconteceu. Perguntam se está tudo bem.
"Reflexão de Vida"
“Há quem confunda insistência com coragem efuga com covardia.
Mas a verdadeira covardia, às vezes, está na falta de coragem de sair de situações que já se tornaram prisões.
Quem não entende isso, acaba se tornando refém daquilo que não consegue deixar.”
@Suédnaa-Santos
"Reflexão"
"O casulo não é morada; é apenas um lugar de passagem. O processo até dói, mas é nele que você se transforma.
Quem vê a lagarta se rastejando, não imagina que o céu já a espera para o voo.
O seu estado atual não é o seu
destino final. Todo processo dolorido sempre nos transforma para o melhor."
@Suédnaa-Santos
O Rosto da Fé
Um relâmpago atravessa minha mente, e meus pensamentos tornam-se mais claros. Minhas mãos tremem enquanto ergo os olhos para o céu.
O rosto da fé em um mundo sem fé.
Acredito que, no amanhã, muitos desejarão que as mentiras sejam aceitas como verdades e que as verdades sejam banidas.
Por um breve instante, fiquei pensativa. Apenas uma interrogação perdida entre o meu tempo e o meu espaço.
Mas a dúvida me alcançou:
E se o invisível se tornar visível aos nossos olhos?
Será que entraremos, então, em um novo ciclo: um mundo sem fé, mas com o rosto da fé?
Estaremos realmente preparados para mudanças tão radicais?
Uma interrogação perdida, pairando na noite, faz nascer em mim a certeza de que a fé pode ser o nosso último recurso diante de uma fatalidade emocional.
Questionaram a minha fé.
Minha fé?
Ela é somente minha.
Mas torço pela sua.
Meu Pouco
Demétrio Sena - Magé
Casa simples com rio no quintal;
uma rede na sombra da mangueira;
o varal estendido ante meus olhos,
como várias bandeiras que se unem...
E calangos, lagartos, gaviões
passeando no chão e no arvoredo,
aviões bem miúdos e distantes
não alcançam meu medo caipira...
Eu não quero dinheiro na cueca;
quando muito, a sueca na qual perco
pro vizinho que vem me visitar...
Não desejo a fortuna que traz fome
pra quem some no mapa da comida;
só queria pra todos, o meu pouco...
... ... ...
Respeite autorias. É lei
É verdade que estou apagando a luz e nós sabemos disso.
Vivemos belezas e feiuras, doçuras e amarguras, completudes incompletas
Vivemos dilemas baseados, por vezes, em querer
E por outras vezes, numa quase absoluta razão
Foram muitas estranhezas, incertezas e inquietações
Simplesmente por teimar em não entender o que já sabíamos
Você e eu mudamos...de endereço, de escolhas, de atitudes
Naturalmente, assim como acontece com todas as pessoas
Simplesmente pelo simples fato de que o tempo passou
Continuaremos a residir um no outro, mas somente no território
Dos momentos guardados na lembrança
Eu vi você partir e teimei em criar um lugar pra chamar de nosso
Aos poucos percebi que ficamos somente o lugar, eu
E uma luz de esperança acesa
A nos arrastar em esperas infindáveis
Hoje estou saindo do lugar, dei-me a chance de continuar
Necessito apagar a luz
Libertei-me do que prendia-me você
As vezes fica tudo assim aluviado
Tudo assim tão misturado
Tudo e nada ao mesmo tempo
É um ser e não ser, onde tudo é apenas quase
e nada é o que parece ser
Nesses momentos, os sentidos me confundem e entorpecem o que restou da minha racionalidade
Palavras ficam soltas pelo ar, e são ditas mesmo quando o verbo está ausente
A essência do existe ultrapassa os rótulos dos dicionários
Me permito ir além, pois sei que a loucura real é ficar presa aos limites da definição.
Independente do querer, do desejo e daquilo que permanece, quero que saibas que isso jamais será sinônimo de qualquer coisa que coloque em risco tuas histórias construídas.
Por outro lado, a maturidade não me permite mais brincar de esconder o óbvio em mim, fiz as pazes comigo e não pretendo mais fingir aquilo que não é.
Espero que possa nos conseguir habitar nesse espaço de intimidade de forma consciente e amorosa.
A Praça.
Hoje eu acordei com saudade de você
Beijei aquela foto que você me ofertou
Sentei naquele banco da pracinha só porque
Foi lá que começou o nosso amor
Senti que os passarinhos todos me reconheceram
Pois eles entenderam toda minha solidão
Ficaram tão tristonhos e até emudeceram
Aí então eu fiz esta canção
A mesma praça, o mesmo banco
As mesmas flores, o mesmo jardim
Tudo é igual, mas estou triste
Porque não tenho você perto de mim
Beijei aquela árvore tão linda onde eu
Com meu canivete um coração desenhei
Escrevi no coração meu nome junto ao teu
E meu grande amor então eu jurei
O guarda ainda é o mesmo que um dia me pegou
Roubando uma rosa amarela pra você
Ainda tem balanço, tem gangorra, meu amor
Crianças que não param de correr
Aquele bom velhinho pipoqueiro foi quem viu
Quando envergonhado de amor eu lhe falei
Ainda é o mesmo sorveteiro que assistiu
Ao primeiro beijo que lhe dei
A gente vai crescendo, vai crescendo e o tempo passa
E nunca esqueci a felicidade que encontrei
Sempre eu vou lembrar do nosso banco na praça
Foi lá que começou o nosso amor
Uma reflexão sobre um adjetivo e um verbo: sensorial e sentir.
Sensorial é o físico: visão, audição, olfato, tato e paladar, como o toque de um abraço, o cheiro de alguém querido, o som da voz que conforta.
Sentir é muito mais amplo: pode ser físico, emocional ou até metafísico. Não depende apenas dos sentidos; pode existir mesmo à distância, sem contato físico, como quando sentimos alguém que não está presente.
Amor é sentir.
Música: Salve a arte.
Cansado de criar pro descarte?
Hoje eu quero a arte verdadeira, faço arte não pra ser passageira, viva arte, salve-a…
Arte que fica, não o copo que bate e se joga no lixo.
Mais que a taça que o tempo eterniza não se perde no nicho.
Quero ser o refúgio da alma do espaço no peito apertado cheio de saudade,
Onde buscam o vinho mais nobre que cobre a dor da realidade.
Sem fórmula mágica ou rima perfeita, com campo único e harmônico na linha feita moldada pro mundo com digitais minhas.
Não precisa ser surreal,
Tem de ser tom leal, pois estou cansado de ser mesmo, preciso ir além do desgaste.
Hoje eu quero a arte verdadeira, faço arte não pra ser passageira, viva arte, salve-a…!
Composição Dênisson Hélder Nogueira Rocha
Tem coisas que não me servem mais.
Tem mesas que não me assento mais.
Tem assuntos que não me interessam mais.
Simplesmente porque amadureci.
Nem toda porta merece ser aberta novamente, nem toda companhia merece continuar a viagem.
Há fases que terminam para que outras possam começar.
Esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo. (Filipenses 3:13-14)
Teus olhos castanhos, profundos e serenos,
guardam segredos que não cabem em poemas pequenos.
São como a terra após a chuva cair,
um abrigo tranquilo onde eu gosto de existir.
Neles encontro o brilho de um amor verdadeiro,
calmo como a brisa, forte como um rochedo inteiro.
Quando me olham, o tempo parece parar,
e o mundo inteiro aprende a se aquietar.
Há um fogo suave em seu tom acastanhado,
que aquece meu peito e me deixa encantado.
Não precisam de palavras para me convencer,
pois dizem em silêncio tudo o que preciso saber.
Se o amor tivesse uma cor para escolher,
seria o castanho dos teus olhos ao me ver.
Profundos, apaixonados, cheios de luz e calor,
espelhos perfeitos da beleza do teu amor.
VOLÚPIA
Dóris Araújo
O amor escorre dos meus olhos,
fluido forte, fremente.
No meu peito arde um sentimento intenso:
a luta entre o sim e o não.
Meus lábios tremem e desejam seus beijos
úmidos, quentes e eróticos.
Passeiam pelo meu corpo suas mãos sensuais.
Abraça-me com impetuoso carinho.
Acaricia-me com seus olhos de fogo.
Inspiro o seu cheiro e não expiro.
Guardo-o no meu cérebro...
Volúpia é todo o meu corpo,
quando juntos, fogosos,
ultrapassamos a velocidade do som.
Com êxtase, levanta-me em seus braços viris.
E eu enlouqueço!
Dóris Araújo
O Mundo em Uma Bola
O futebol é contagiante para quem ama ver os pés fazerem o que as mãos não podem: unir nações.
Mesmo que tudo termine em uma simples partida, devemos permanecer unidos. Afinal, o futebol é esporte, é alegria, é vida. Todos já são vencedores por estarem aqui, vivos, respirando e compartilhando esse momento.
A bola começa a rolar e o mundo para para descobrir quem está melhor naquele instante.
A Copa do Mundo é como o sol em um dia de verão: brilhante, calorosa e capaz de iluminar multidões.
O melhor jogador não é apenas aquele que carrega um grande nome, mas aquele que consegue transformar um simples toque na bola em emoção. É aquele que cria o espetáculo. É aquele que faz a garganta prender o grito até que o gol aconteça.
Vamos nos unir para esse espetáculo.
Assistir a uma Copa do Mundo é como segurar um momento que pertence a todos. Uma felicidade compartilhada, igual para ricos e pobres, jovens e idosos, povos de diferentes lugares.
Mas, quando tudo termina, a vida volta ao seu curso.
Talvez por isso exista uma certa tristeza na alegria. Sabemos que aqueles momentos passarão.
Ainda assim, vamos caminhar.
Vamos trilhar nossos caminhos.
Porque, quando a bola entra na rede, algo acontece dentro de nós.
Há um colapso de emoções.
Sinto-me em um vácuo.
Por um instante, não consigo respirar.
O grito fica preso na garganta.
O suor ilumina todo o meu ser.
Como pode um simples toque na bola, um voo pelo campo e sua entrada na rede satisfazer tanto o coração humano?
Como, nesses momentos, tudo parece ser amor, encanto e celebração?
O mundo inteiro se transforma em um único time.
Sem restrições para o afeto.
Respeito e sonhos se misturam.
Povos se unem por esse grande evento mundial.
São gritos de alegria que não precisam de tradução nem de intérpretes.
Porque a emoção dos povos fala por si.
Basta ouvir.
Basta sentir.
É a linguagem do coração.
É a linguagem das almas.
São sinais que não exigem estudo nem explicação.
Então, vamos dar as mãos.
Vamos vibrar.
Vamos nos unir.
Vamos nos alegrar.
Vamos aproveitar antes que tudo acabe.
Porque a felicidade é feita de momentos.
E este é um deles.
Bora lá!
Entre Estrelas e Espinhas
Vejo prédios, ruas e, ao fundo, barcos. Ao olhar para o horizonte, noto luzes acesas que, no balanço das ondas, criam a nítida impressão de um pisca-pisca sobre o mar.
Mas, observando de outro ângulo, percebi que, quando o vento tocava a água, levantava pequenas gotas, e eu via o que mais parecia uma chuva de estrelas caindo e mergulhando à beira-mar.
Um sentimento de amor invadiu meu peito, e eu me questionei:
— Será que um coração endurecido, um dia, cai na graça do amor?
Uma nuvem passou por mim, como se aguardasse uma resposta.
E, naquele instante, um pensamento surgiu, leve como espuma de verão. Algo veio à minha mente que considero verdadeiro:
No mar de verdades e mentiras, quem não souber saborear um bom peixe acabará envenenado pelas próprias espinhas.
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