Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

⁠Agradeço a Deus por essa chuva,
por esse divino e doce acalento,
que lavou o calor e o pensamento.
Agradeço a água que cai lá fora,
fazendo o tempo parar nessa hora.
Sinto o vento gelado tocar o meu rosto,
levando para longe qualquer desconforto.
A alma se aquieta, o peito relaxa,
na melodia que o céu desencaixa.
É paz que transborda em cada goteira,
limpando a vida de toda poeira.
Agradeço à chuva e a toda essa bênção,
pela calma que habita o meu coração.

⁠O dia se cala e a casa se agiganta,
No vazio do quarto, o silêncio se faz,
Lá fora, a orquestra dos grilos levanta
Um canto constante que a noite traz.
Estou só com as sombras e o pensamento,
Enquanto o mundo respira lá fora;
Ouço o carro na estrada, veloz como o vento,
Rasgando a distância, seguindo sua hora.
Vozes de crianças, num eco distante,
Pintam a noite com vida e memórias,
E um cão que late, fiel vigilante,
Guarda o segredo de tantas histórias.

O mundo lá fora é um palco aceso,
Enquanto aqui dentro o tempo descansa.
Os grilos, em coro, num ritmo preso,
Regem a noite com sua constância.
Ouço o motor que na estrada se apressa,
Levando destinos pra longe de mim,
E a fala das crianças, que nunca tem pressa,
Brincando no eco de um tempo sem fim.
Um cão ao longe reclama da lua,
Um som solitário que corta o sereno,
Enquanto a paz se faz toda nua,
Neste meu canto, tão meu e pequeno.
Sou apenas silêncio, sou só audição,
Ouvindo o pulsar que a noite revela:
O grilo cantando pro meu coração,
E a vida passando além da janela.

A casa é um templo de paredes mudas,
Onde o silêncio senta e faz morada.
Lá fora, os grilos — vozes agudas —
Regem o vácuo da noite calada.
Ouço o carro cortando a distância,
Um rastro de luz que na estrada se vai,
Perdendo o som, perdendo a instância,
Como a folha seca que do galho cai.
Um cachorro late, num aviso ao vento,
Cobra do mundo sua parte de atenção,
Enquanto eu sigo aqui, no recolhimento,
Medindo os compassos do meu coração.
Não há mais vozes, nem passos, nem pressa,
Apenas o grilo e o asfalto a rolar;
A noite é um livro que enfim começa,
No instante em que o mundo decide parar.

O silêncio da casa é um manto pesado,
Que me deixa a sós com o meu próprio ser.
Lá fora, o grilo está sempre acordado,
Fazendo a noite inteira tremer.
Um carro na estrada é um brilho fugaz,
Um cachorro que late pro escuro sem fim,
Fragmentos de um mundo que segue em paz,
Enquanto o vazio se instala em mim.

Existem almas como o amanhecer,
pois você transborda por dentro.
Sua bondade não faz alarde,
é porto, é calma, é centro.
Admiro a arquitetura da sua alma,
feita de ética, de escuta e de zelo;
você transforma o caos em calma
só pelo modo de ser, sem apelo.
Mais que beleza que o olho alcança,
você tem a raridade do caráter puro:
é onde a gente ancora a esperança
e caminha com luz no escuro.

Existem almas como o amanhecer,
que trazem o sol sem pedir licença.
Não é sobre o que você faz,
mas sobre a paz da sua presença.
Admiro o silêncio da sua integridade,
essa alma que é porto e é prumo.
Sua ética é o que traz a verdade,
sua bondade é o que dá o rumo.
Há uma beleza que o tempo não gasta:
a luz que vem de quem é de verdade.
Para iluminar o mundo, você basta,
pelo simples dom da sua raridade.

Existem almas que são feitas de prumo,
onde o caráter é a bússola e o norte.
Admiro em você esse modo, esse rumo,
de ser ternura e, ao mesmo tempo, forte.
Sua alma tem uma luz que não oscila,
sustentada por valores que o tempo não move;
é a paz de quem na verdade se aquieta e brilha,
como quem passa ileso por tudo o que chove.
Aplaudo a integridade que mora no seu gesto,
a ética mansa que o seu passo conduz.
Em um mundo de sombras, você é o manifesto
daquilo que a alma possui de mais luz.

Há almas que são feitas de transparência,
onde a virtude é o alicerce e o teto.
Admiro em você essa rara coerência,
o brilho que nasce do que é reto.
Sua alma tem uma gramática própria,
escrita com ética, zelo e verdade.
É beleza que não se copia,
é o exercício da sua raridade.
Aplaudo o que você guarda no peito,
essa luz que não cega, mas guia;
admiro o seu jeito perfeito
de ser porto em qualquer ventania

O céu hoje decidiu se demorar,
e nesse cinza que lá fora insiste,
minha mente encontrou o seu lugar:
a luz que em toda a sua calma existe.
Observo o mundo se lavar aos poucos,
enquanto admiro a alma que você tem.
Um coração que não se perde em jogos,
que só conhece o dom de fazer o bem.
É raro encontrar tamanha integridade,
alguém que faz da entrega o seu destino.
Sua bondade é a minha claridade,
meu porto seguro, meu norte e meu hino.
A chuva cai, mas o peito está aquecido,
pois ter você por perto é ter a paz.
Seu brilho é o presente mais bonito,
que o tempo guarda e o amor satisfaz

Lá fora o mundo se desfazia em cinza,
chovia e eu pensava em você,
enquanto cada gota que batia no vidro
parecia querer ditar o ritmo do que sinto.
Não era uma saudade triste, dessas que apertam,
era um desfile de memórias bonitas,
daquelas que aquecem meu coração
mesmo quando o vento lá fora sopra frio.
Pensei na luz que você carrega sem notar,
nessa bondade rara que transborda em gestos,
e em como suas virtudes desenham um abrigo
onde a maldade do mundo não consegue entrar.

O mundo lá fora se lava aos poucos,
enquanto admiro a alma que você tem.
Um coração que não se perde em jogos,
e que, de tanto afeto, me faz tanto bem.
É raro encontrar tamanha integridade,
alguém que faz da entrega o seu destino.
Tua bondade é a minha claridade,
teu abraço é meu porto e o meu hino.
A chuva cai, mas o peito está aquecido,
pois te amar é onde enfim encontrei paz.
Teu brilho é o meu presente mais bonito,
que o tempo guarda e o amor só satisfaz.

Lá fora, a água desenha o caminho,
enquanto aqui dentro eu desenho você.
Penso em como o mundo seria sozinho,
sem a doçura que seu gesto oferece.
Não é só o brilho, é a firmeza do passo,
essa bondade que não pede vitrine.
Onde muitos cansam, você faz o abraço,
e faz com que a fé em nós dois se ilumine.
Suas virtudes não são ouro ou prata,
são flores que crescem no meio do vento.
Uma alma tão nobre, que o tempo não gasta,
que é porto e abrigo em todo momento.
A chuva lá fora só molha o caminho,
mas o seu coração é o que faz o jardim.
Te amar é saber que nunca estou sozinho,
é ter o melhor da vida em mim.

Sob o manto de veludo que a noite estendeu,
Procuro entre as estrelas o brilho que é seu.
O mundo silencia para você descansar,
E até o tempo se aquieta só para te ver sonhar.
Que o seu travesseiro guarde os pensamentos mais doces,
Como se cada estrela um desejo de paz te trouxesse.
Fecha os olhos tranquila, no balanço da calma,
Leva meu boa noite guardado na alma.
Dorme bem, com a certeza de que o dia foi mais bonito só porque você esteve nele.

Para ser sólido, o amor precisa da lentidão. Ele deve brotar do solo fértil da amizade, onde não há máscaras nem a urgência de impressionar. É no cotidiano, observando as reações aos imprevistos, o tom de voz usado com os desconhecidos e o cuidado com os pequenos detalhes, que a alma de alguém se revela.
A verdadeira beleza de um relacionamento não está no "parecer", mas no "ser". Quando permitimos que o convívio aconteça sem pressa, damos espaço para a consistência aparecer. Afinal, ninguém consegue fingir por muito tempo; o caráter se manifesta na repetição das atitudes. Amar é, acima de tudo, ter a paz de saber que a pessoa ao seu lado é exatamente quem ela demonstra ser, sem truques ou artifícios, permitindo que o sentimento cresça sobre a rocha da verdade e não sobre a areia das aparências.

Sem amizade, o sentimento é como um castelo de areia: bonito, mas sem estrutura
Ser amigo significa: Conhecer o mundo interno da pessoa. Quais são os sonhos dela? O que a faz chorar? O que ela valoriza?
A Diferença: Enquanto o "apaixonado visual" foca em como a pessoa o faz sentir, o "amigo que ama" foca em quem a pessoa é e em como ele pode contribuir para a vida dela.

O Rosto e o Rastro
O olho avista o traço, a curva, a cor,
E apressado o peito chama de amor.
Mas o que brilha na luz do meio-dia
É apenas o eco de uma fantasia.
Pois o rosto é o porto, a fachada, o cais,
O amor, porém, habita em águas mais profundas e reais.
Não se ama o brilho que a retina consome,
Mas o peso do silêncio e o jeito que ela diz seu nome.
É preciso o cansaço, o riso sem jeito,
Conhecer o defeito que mora no peito.
Só quando a máscara o tempo desfaz,
É que o "gostar" descobre do que o "amar" é capaz.
A beleza atrai, convida e seduz,
Mas só o que é alma sustenta a luz.
Se o rosto é o livro que a gente folheia,
O amor é a história que o sangue semeia.

⁠Quem ama o semblante só vê a vitrine,
O amor quer o drama que o tempo define.
Pois a pele é silêncio, a face é moldura,
E o amor é o mergulho na zona escura.
Não basta o contorno que o olho descreve,
O amor quer o peso, não quer o que é leve.
Só quando a máscara enfim cai ao chão,
É que o rosto dá lugar ao coração.

Não é sobre o traço, a cor ou o olhar,
É sobre a luz que você insiste em emanar.
Sua beleza caminha, mas não se limita ao chão,
Ela mora no jeito que você estende a mão.
O mundo repara no que o tempo consome,
Mas eu vejo em você o que não tem nome.
Uma calma no gesto, uma força que ensina,
A alma de mestre no brilho de menina.
Suas virtudes são versos que Deus escreveu,
No mapa de um coração que se assemelha ao d'Ele.
Pois mais do que o rosto que o espelho revela,
É a pureza da alma que te faz ser tão bela.

No dia de hoje

No dia de hoje eu quero estar ao seu lado
Faça uma força para me aceitar desse novo jeito
Sabe aquela brisa que acariciou seus cabelos?
Era eu beijando você...

No dia de hoje olhe mais uma vez o céu
Pode ser que as estrelas te falem de mim
Pode ser que o meu sorriso
Que enfeitou nossa amizade
Apareça entre as nuvens...

No dia de hoje abrace alguém que você ama
E sinta nesse abraço, o calor do meu abraço
Por um momento deixe seu coração bater descompassado
E eu te prometo, vou estar ali...

No dia de hoje viva a vida de maneira plena e desapegada
Não aumente uma dor, não sofra por antecipação, não economize um sorriso
Saiba que eu continuo viva no coração dos que me amam...

Porque se no dia de hoje e no dia de amanhã
E em todas as manhãs de sol ou de chuva
Você reservar sempre um momento para pensar em mim
Eu permaneço aqui, eu passeio pelas flores
Eu afago seus cabelos, fingindo ser o vento...

Meire Moreira