Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo
Resposta do ser amado"
Quando te afastas e vives em silêncio,
meu peito também se fecha, em defesa e receio.
Não nego tua falta — ela vibra nas frestas —
mas me recolho.
Me apago.
E o amor que grita em ti, em mim se cala.
Teu feitiço me toca, mas não me prende sozinho.
Quando caminhas sem me olhar,
eu também deixo de me mostrar.
Como um farol apagado, esperando
que o barco queira voltar.
Não sou labareda quando me deixas no frio.
Sou brasa quieta,
dormindo entre as cinzas do que fomos,
esperando o vento certo.
Mas se tua mão buscar a minha,
se teus olhos voltarem com sede de nós,
acharás mais que abrigo:
acharás um coração aberto,
um peito ainda teu,
um amor que não foi embora — apenas silenciou
pra não sangrar em vão.
Se vieres com ternura,
não precisarás perguntar se ainda és minha.
Sentirás.
Na pele, no olhar, no beijo suspenso entre o tempo e o agora.
Porque teu nome vive em mim —
mas só floresce quando regado de volta.
Teu encanto é chama,
mas só queima em dois corpos acesos.
Tua ausência é sombra —
e a minha resposta, o eco do que recebo.
Se teu amor renasce,
o meu desperta inteiro.
Com o mesmo feitiço,
mas só quando chamado.
Com amor,
ainda teu — Niklaus.
Primeiro eu acordei, depois de sonhar com você, no eco do sonho que te vestia de luz.
O mundo era silêncio, só o teu nome ecoava,
um sussurro que me atravessava a alma.
Depois, descrevi o sonho, como quem pinta o céu, teu corpo era mapa, teu beijo, bússola.
Tua voz cantava uma melodia que me embalava, e eu, perdida em teus abraços, esquecia o tempo.
Voltei a dormir, mas o teu cheiro persistia,
como um fantasma de ternura, suave e quente.
Ao despertar, a saudade já habitava meu peito,
um vazio que só tu poderias preencher.
Passei a manhã suspirando seu nome, vendo teu rosto em cada canto, tua boca, um doce enigma que me consome.
Teu olhar, um farol que me guia na escuridão,
teu calor, um fogo que me aquece por dentro.
Lembrei de tua respiração, ritmo de vida e paixão, da expressão que te invade quando me entrego a você.
Cada suspiro teu era um verso, cada gesto, poesia, e eu, apenas uma refém do teu infinito.
Agora passo as horas querendo saber de você onde estás, como estás, se ainda me lembras.
A saudade é um rio que corre dentro de mim,
e eu, à margem, espero que tu voltes a sorrir para mim.
Faço vigília todas as noites,
presa à janela como uma condenada,
olhando um céu que nunca responde,
esperando que uma estrela caia
mas nenhuma tem coragem de despencar.
Meus sonhos são ilusões perdidas,
a esperança já apodreceu no leito.
Não sei se corro contra o tempo
ou se o tempo já riu de mim e partiu.
Os milagres? Covardes!
Dormem como deuses embriagados
enquanto eu grito no escuro.
Do quintal, vejo o firmamento,
e quando uma estrela ousa riscar a noite,
tenho apenas cinco míseros segundos
para vomitar um pedido desesperado.
Cinco segundos!
E depois?
O nada. O mesmo nada de sempre.
Fechei os olhos, menti para mim:
imaginei sonhos voltando à vida,
milagres despertando,
a esperança batendo à minha porta.
Mas era só delírio
a estrela caiu no mar
e afogou minha prece junto.
Agora, só me resta esperar,
presa à vigília de todos os dias,
olhando um céu de silêncio.
E eu, sozinha, amaldiçoo essa esperança,
essa mentira maldita que me mantém viva
apenas para perder mais tempo.
O amor é um dedo que desenha
o contorno do teu ombro descalço,
é o sol que se esconde na tua nuca
antes de se perder no abraço.
O resto são cartas sem remetente,
palavras que o vento leva embora,
promessas de gelo, derretidas
no calor da tua boca agora.
Há quem fale de amor como de números,
como se coubesse em fórmulas exatas,
mas o amor é o silêncio que habita
entre duas pálpebras fechadas.
O que vem sem pele, sem cheiro,
sem o tremor de um fio de cabelo,
é só um eco de outros amores,
um fantasma vestido de anelo.
Eu não quero o amor que se escreve,
que se diz, que se guarda em gavetas,
quero o que arde sem explicação,
o que nasce da tua carne inquieta.
Porque o frio até parece ternura,
mas é só a sombra do que importa:
o amor vive onde os corpos se encontram,
e o resto é história mal contada.
E eu seria o vento que te envolve,
a sombra que te segue descalça,
o nome que te escapa dos lábios,
quando a noite se faz mais densa.
E eu sou o rio que não se cansa,
a margem que te espera quieta,
o segredo que guardas no peito,
mas que nunca confessas.
E eu seria o aroma da terra,
após a chuva que te refresca,
o brilho que se perde no espelho,
quando te olhas e não te enxergas.
E eu não sou a luz nem a escuridão,
só o crepúsculo que te confunde,
"Você sente o que eu não digo?"
Mesmo quando te calas.
E eu seria o eco da tua voz,
a falta que não se explica,
o abraço que nunca se desfaz,
mesmo quando te afastas.
E eu não sou o sonho nem o despertar,
só o instante que te suspende:
"Você lembra do que fomos?"
Mesmo quando não respondes.
A vida não é justa ela nunca prometeu ser.
Ela pesa mais sobre alguns, aperta mais forte outros, e às vezes parece escolher exatamente quem já está cansado.
Mas existe um tipo de homem que a vida não consegue quebrar.
É aquele que sangra… e ainda assim não para.
Que sente a dor, mas não negocia com a desistência.
Que sorri não porque está tudo bem, mas porque decidiu que a dor não vai definir o seu destino.
A vida pode até não ser justa…
mas ela responde com respeito àquele que continua.
Porque no fim, não é sobre quem sofreu menos
é sobre quem, mesmo ferido, teve coragem de continuar avançando quando tudo gritava para parar.
Palavras que expressam sentimentos, as pessoas cansam de ouvir, porém entendo, pois também canso de falar.
Não verbalizar não exclui o sentir.
É amor.
É ódio.
Enfim, está aqui.
Esconder ? Nem de mim.
Mais guardo para mim.
Não expresso o que sinto.
Mas o que sinto?
Tou na bad ?
Tou em paz ?
Ah sei lá !
Não quero expressar
Deixa aqui, dentro de mim.
Amor estranho amor
Se souberes o que é o amor, me digas, pois não sei o que é amar. Talvez já amo, porém é difícil verbalizar.
O amor é um estranho sentimento que nos faz tão bem ao ponto de querer fugir de nós mesmo, nos trás medo por ser tão bom senti-lo.
Depois temos que desfazê-lo de dentro de nós.
Gratidão
Agradeça pelo o que já possui.
As vezes ainda não temos o que queremos, não estamos onde ou com quem gostaríamos de está, ainda não estamos realizados.
Mas, diante de tudo isso, precisamos sempre lembrar, que cada dia que nasce, é uma oportunidade para a conquista de nós mesmo e para agradecer pelo o que já temos.
A NOITE
Noite, onde estava?
Ansiava sua companhia. Ainda bem que trouxe contigo a Lua, pois não a vi despindo-se da nuvem escura.
Aqui estou a te esperar junto ao vento e as estrelas, que brilham em constelações, que só em partes consigo olhar.
Ah noite! Como és bela!
Quero te contemplar.
Placilene Rabelo.
A Noite Escura
É na noite mais escura e sombria que enxergamos as estrelas e logo vai saindo sem ser notada, é quando chegam os raios do sol, trazendo a esperança de mais um dia.
O escuro não tem alma, mas trás o silêncio, junto ao barulho dos pensamentos.
A escura noite acalma, à espera do amanhecer.
Placilene Rabelo ✍🏻
TEM DIAS QUE É ASSIM
Tem dias que me desconheço,
me viro do avesso, me perco ,me reviro, me revolto.
Respiro.
Recomeço.
Sinto os pés de volta ao chão,
estou aqui de novo.
Me concentro.
Rio, me equilibro,
me reprimo, esqueço.
Respiro.
Recomeço.
Agradeço.
Pronto tudo certo.
Tem dias que é assim.
NÃO TENHO TEMPO
Não tenho tempo.
Tempo é tudo que se tem pra oferecer.
Estou correndo contra o tempo
Apressada o tempo todo
Sem tempo sem pausa
Tudo tem uma causa
Tudo tem um porquê.
O tempo nos reduz.
O tempo é agora.
O ontem não foi tempo perdido.
Meu tempo mendigo
Para o amor e o lazer.
Não tenho tempo.
Meu tempo é tudo que tenho pra oferecer.
Placilene Rabelo
TRAJETO
Às vezes diante do trajeto que percorremos na vida, sem perceber vamos nos modificando internamente.
Um dia somos indefesos e inocentes.
No outro somos intensos e imensamente verdadeiro com qualquer sentimento, sendo ele bom ou ruim.
Em outros já somos rebeldes, revoltados com a vida, por causa de erros que são nossos, por causa de nossas inconsequências ou dependências de algo, alguém ou coisa.
Mas também nos modificamos pelos NÃO da vida, pelo vazio amplamente existente, simultâneo com a rotina turbulenta e exigente que vivemos e somos obrigados a sorrir e ser receptivos, quando na verdade, só queremos a companhia dos nossos pensamentos.
A verdade é que chega uma hora que mudamos tanto, que deixamos até de sentir alguns sentimentos, esquecemos, não queremos, negamos, fugimos deles.
Então percebemos que isso é a vida de verdade: uma sentença que ninguém foge.
Hoje sou como Alfa e o Ômega começando e encerrando uma história.
Placilene Rabelo
SEUS TRAÇOS
Seus traços
Tão finos e tão belos.
Trazendo junto teu tímido sorriso
Delineando teu rosto delicado.
Que me faz lembrar
o quanto é bom está contigo.
Em contraste
Vem tua pele
Branca e macia
que com um toque
Complementa, encanta e emoldura teus traços.
Placilene Rabelo
CARTA PARA MEU BEBÊ
Você chegou de repente caladinha sem deixar rastros de sua chegada.
Foi imprevisível, foi surpreendente e não deixou também de ser duvidosa sua origem, sua ancestralidade.
Trouxe medo, dúvidas insegurança
Foi mais que um presente, foi sim um milagre.
Fui lançada num mundo maternal,
onde nunca imaginei que teria a oportunidade de estar.
Mudou meu trajeto.
Tudo espontâneo.
Tudo de Deus.
Venha, te espero.
Quero te carregar no colo
Sentir teu cheiro.
Calar teu choro.
Velar teu sono.
Te ensinar a orar.
Me ensine um pouco mais o que é o amor e eu te farei se sentir amada.
Belo dia será quando você chegar,
Já terá um cobertor e carinho.
Seu guarda roupa já está pronto aguardando teu cheirinho para exalar.
Venha, te espero meu anjinho.
Placilene Rabelo
Se você me vê quieto ou frio, se percebe o silêncio onde antes havia palavras, não chame isso de fraqueza. Eu não nasci assim, eu aprendi a me respeitar.
Houve um tempo em que me entreguei demais, tentando consertar o que já não tinha forma, segurando o que insistia em partir. Mas até um coração gentil aprende que também precisa de abrigo.
Hoje não é raiva, é silêncio. É a consciência de que não se pode ensinar alguém a valorizar o que nunca soube enxergar.
Fechei a porta, não por orgulho, mas por dignidade. E se pareço diferente, é porque a vida me reconstruiu por dentro.
Vou mudar
Tom da voz
Postura
Risada
Sorriso
Vou mudar
Não porque precise
Mas para agradar
Para ser sociável
Vou mudar
Vou mudar meus padrões
Minha roupa
Minhas maneiras
Vou comer devagar e pouco
Vou dormir cedo
Não porque eu queira
Mas porque os outros querem
Vou deixar de ser eu
Para deixar de ouvir críticas
Vou silenciar.
Já que isso trás paz para outros.
Fim
Aroma de jasmins....
Perfumei
meu corpo com o aroma de jasmins
colhidos neste jardim ao entardecer...
faço um pacto de amor à luz da lua...
aprisiono o medo do silêncio
e das angustias
e deixo soltar as minhas emoções e as paixões
Embriago-me e entrego-me
A esse fulgor imenso e
deixo cintilar meu espírito...
Depois do amor...
... adormeço nas sombras da noite
esperando o amanhecer de mais um dia....
Sinto ainda em mim a brandura desta brisa
exalando jasmins...
jamais esquecerei os sentires do verbo amar...
harmonia....de paz!
“ O sossego da solidão desponta perfeita
Harmônica com a saudade...
e quando estiver calado o coração...
Quero que a tua voz me fale aos ouvidos
Que o tempo é infinito...não volta ...não regressa...que o agora é a
memoria do dia de ontem...
- quando estivemos juntos -
Mas que amanhã será um novo dia e que este silencio
não é... nem será solidão....E sim uma harmonia de paz de nossos sentires...acordes de canções onde
as notas musicais serão nossos afagos ... carícias e
sussurros de amor...
Serão sempre e para sempre eternos...
quieta nesta ilusão...eu creio e enlaço-te docemente
olhando-me no cristalino do teu olhar...!”
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