Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo
"Um Ser Humano Eminente"
Desde cedo somos ensinados que a vida é feita de escolhas e consequência, onde o mal e o bem prevalecem, fomos ensinados a religião, os costumes de nossas famílias e o trabalho exaustivo que é viver obrigatoriamente em uma instituição ou emprego indesejado. No geral as propriedades existem no homem em estado latente, somos seres únicos e pensantes, mas desde o nascimento somos privados e limitados para o que naturalmente deveríamos ser ou fazer.
As palavras e as conversas, antes tão urgentes, agora se tornaram ecos distantes. Uma serenidade silenciosa se instalou em meu coração, e encontrei conforto na quietude do meu próprio ser.
Levantar a cada manhã tornou-se uma batalha íntima, uma jornada de superação diária. Cada amanhecer é um triunfo sobre a inércia, uma prova da minha resiliência frente à luta silenciosa que travo comigo mesmo.
𝑯𝒂𝒓𝒎𝒐𝒏𝒊𝒂 𝒆𝒎 𝑺𝒊𝒍𝒆𝒏𝒄𝒊𝒐
Soube apreciar o enverdecer da floresta, sua calmaria em constante mudez, os galhos alvoroçados que, por nada mal, emitiam som algum.
Ao meu eu lírico deixo o que mais emite sentido, o sol da meia-noite que nunca há de se pôr. Para mim, ele vale mais que qualquer melodia.
Minha alma sintoniza com o mar e o céu, que juntos pintam a mais clara harmonia, ressonando em meus ouvidos um sabor doce e quase eterno de um instante que não se desfaz.
Emilia Ferreira
Há em mim um corpo que soa como uma casa alugada, as paredes sussurram em tons frios, o chão tem gosto de despedida, e cada passo ecoa como se eu nunca tivesse chegado, prisioneira de uma liberdade que só existe do lado de fora da minha própria pele, ou de dentro ? e, ainda assim, insisto em florescer no escuro, mesmo quando o mundo não me oferece nem a luz mínima para provar que existir não deveria doer tanto.
Então sigo… como quem tateia o invisível com mãos cansadas, tentando decifrar se sou eu que não caibo no mundo ou se é o mundo que me veste como um erro de medida, porque há dias em que respirar tem textura de ferrugem e o tempo escorre lento, espesso, quase audível, como se cada segundo me arranhasse por dentro. E nesse exílio, onde até o silêncio pesa, descubro que o abandono mais cruel não é o do outro, mas o meu mesmo, quando me acostumo a não pertencer, quando a minha própria alma aprende a falar baixo para não incomodar. Mas há também uma espécie de teimosia em mim, não como esperança clara, mas como uma lembrança tátil de que, talvez, existir não seja encontrar um lugar pronto… e sim suportar, com coragem, o desconforto de ainda estar se tornando.
A Iguaria do Abismo
Provei do cálice sem aviso,
como quem aceita um veneno por engano.
Não era morte o que ali estava,
mas uma mutação que não aceita plano.
Fui invadido por essa substância estranha
que agora corre onde antes era apenas sangue.
Dizem ser lenda, chamam de platônico,
falam que o que sinto é fumaça ou ficção.
Mas como pode ser nada, se pesa tanto?
Como pode ser vento, se me aperta a mão?
É real como a lâmina, como o corte vivo,
que se deixado ao relento, faz sangrar o chão.
Carregarei esse gosto para além do tempo,
em bagagens que a carne não pode segurar.
É um nó cego feito de seda e de espinho,
que não me solta, nem me deixa desatar.
Pois na doçura que cura e no amargo que fere,
descobri a verdade que o mundo ignora:
a vida, sem provar desse perigoso banquete,
seria apenas um relógio contando a hora.
Que sabor teria a existência, afinal,
sem essa iguaria que nos devora?
O Hóspede das sombras
Desperta em mim um timbre industrial,
Gosto de ferro, nota aguda e fria,
Uma versão de traço não causal
Que ignora o sol e a própria luz do dia.
Tem o olhar cruzado, o norte em desatino,
Sabores amargos que a alma não traduz,
Habita o fosso, o avesso do destino,
E foge sempre que o afeto faz seu fluxo de luz.
À margem de tudo o que tento cultivar,
Ele se nutre do que eu quis esconder.
Sorri com o mal, sem medo de errar,
Pois não tem outro centro além do próprio ser.
Não guarda o peso da dor alheia no peito,
Não carrega a afeição, o laço ou o dever.
É gelo puro, instinto, um vácuo perfeito,
Um espelho cego que só quer se ver.
Eu sei, com clareza, que esse não sou eu,
Mas no cansaço de ser quem o mundo quer,
Invejo esse monstro que o abismo deu:
O lado de dentro que faz o que bem entender.
Que amor, meu amor!
Que amor é esse que se proclama sentimento, mas se recusa a ser atitude? Que diz habitar o peito, mas corre para a porta no primeiro sinal de aperto? Não se constrói castelo em areia movediça, e não se chama de amor aquilo que, em cada discussão, ensaia o adeus como se o tempo juntos não passasse de um rascunho descartável.
É um amor estranho, esse que assiste ao pôr do sol e, em vez de gratidão, escolhe a dúvida. Que questiona a lealdade das últimas doze horas e apaga, num sopro de insegurança, o valor dos anos que se foram. É exaustivo viver sob o tribunal de quem nunca está satisfeito com o que já foi provado.
Dizem que sentem na pele, que o ar preenche os pulmões até o limite... mas, na hora da verdade, a voz não sai. É um amor mudo, um amor de esconderijo, que tem medo da luz e pavor do compromisso público. Se o peito está cheio, por que o mundo continua sem ouvir o grito de quem ama?
No fim, a conta é simples, mas amarga: amor que se esconde, que desiste e que ameaça, perde a substância. De tanto ser incerto, ele deixa de ser abrigo. E quando o respeito e a segurança se esgotam, sobra apenas o vazio de algo que já não tem mais espaço — nem direito — de ser chamado de meu amor.
Eu vejo.
Vejo com meus olhos que desvendam a alma,
com aquele olhar que eu quase posso tocar.
Vejo um olhar,
vejo admiração,
vejo tristeza,
vejo satisfação.
Vejo o sol.
As ruguinhas no nariz quando sorri,
o sorriso,
os olhos que se puxam.
Cada pintinha que eu decorei
como constelações.
E eu desenhei —
fiz você em minha memória.
E é só aqui
que você pode ficar.
Ana.
Soneto da Viagem Insólita
Parti sem mapa algum, sem direção,
levando apenas sonhos na bagagem;
o vento foi meu guia na paisagem
e o tempo, companheiro da canção.
Cruzei desertos feitos de ilusão,
subi montanhas feitas de coragem;
aprendi que a vida, em sua passagem,
é ponte entre o medo e a superação.
No estranho descobri o que eu buscava:
um mundo que em silêncio me ensinava
que o rumo nasce dentro do viajante.
E assim segui, sem pressa e sem destino,
pois cada passo, mesmo repentino,
faz do caminho o mestre mais constante.
A MODERNIDADE QUE NOS ENVOLVE -Lourdes Duarte
Em meio à efervescência das descobertas e à modernidade que nos envolve, as mudanças se impõem em nosso ser. Mas não podemos esquecer os valores morais e os bons costumes, que nos engrandecem e nos tornam mais humanos, pois são eles que nos dão a essência da nossa alma.
CONSTRUA SUA HISTÓRIA – Lourdes Duarte
Mantenha-se entusiasmado com as incríveis oportunidades que a vida lhe oferece, construa a sua história com paixão e propósito, deixe sua marca no mundo. Você é uma linda história esperando ainda para ser contada, um livro aberto às possibilidades infinitas. Só você pode escrever página por página, acreditando que nada é impossível, pois a única coisa impossível é aquilo que ainda não foi tentado realizar. Acredite no seu poder, confie no seu coração e escreva a sua história com coragem e determinação.
A Mente Humana
Lourdes Duarte
A mente humana é brilhante e nos oferece mil opções, escolhas e esforços corretos para as conquistas definitivas. Basta sermos capazes de compreender o que é melhor para nossa vida. Ninguém pode fazer por nós o caminho que devemos percorrer. Tudo depende do nosso esforço e persistência, da nossa luta e perseverança em buscar o que melhor nos faz bem, no presente e nos prepara para o futuro, que é uma incógnita.
Pare, então, de olhar só para fora e de se impressionar com o sucesso alheio. Olhe, demoradamente, sua consciência, sua harmonia interna; indague-se, faça silêncio para que a verdade brote naturalmente e que suas conquistas sejam trilhadas por caminhos que você traçou. Pense positivo, acredite em si mesmo e seja um vencedor!
A sua força confunde a plateia. O fato de você não desabar a cada passo faz parecer que o fardo é de isopor, mas só a sua coluna sabe o peso que sustenta. Resiliência não é ausência de dor, é apenas uma gestão eficiente do sofrimento; Você aprendeu a equilibrar o caos sem derramar uma gota, mas isso consome uma energia vital absurda. Não permita que a sua capacidade de aguentar o insuportável seja vista como facilidade; O sorriso no rosto muitas vezes é só teimosia..
#PenseNisso 🌱🪻
Muitas vezes “nos encaixamos” em situações, e ambientes acreditando que sejam saudáveis ou felizes para nós, Mas é só a repetição de tentativas de ser aceita, amada, vista.
Por isso reflita sobre suas escolhas, seus limites e suas necessidades, e não apenas se contentar com situações que não te fazem feliz de verdade, mesmo que pareçam “funcionar” à primeira vista; Seja cautelosa consigo mesma...🙌🌱🌹
Me desculpe por pensar que um dia você de repente iria me desculpar e fingir que não aconteceu nada entre nós.
Me desculpe por ainda acreditar que um dia talvez nós ainda vamos voltar a se falar.
Me desculpe por quando você lembrar de mim, vai ser dessa vez que te machuquei.
Me desculpe por tentar encontrar o mesmo sentimento que você me dava em outras pessoas.
Me desculpe por tentar falar com você, mesmo querendo se distanciar de mim.
Me desculpe por te colocar nessa briga sem sentido que criei.
Me desculpe por ter que fazer você contar essa historia para os outros.
Me desculpe por continuar pensando em você, mesmo depois de todos esses anos.
Me desculpe por te encarar feio quando se encontramos na rua.
Me desculpe por te pintar como o errado nessa história.
Me desculpe por te dar desculpas ralas e não mudar.
Me desculpe por você ter sido meu primeiro amor.
Me desculpe por ter dito aquelas coisas horríveis.
Me desculpe por todas as vezes que te odiei.
Me desculpe por te traumatizar deste jeito.
Me desculpe por não ter empatia com você.
Me desculpe por chorar quando lembro de você.
Me desculpe por arruinar nossa amizade.
Me desculpe por ter te entedido errado.
Me desculpe por ter sido seu amigo.
Me desculpe por virar outra pessoa.
Me desculpe por sonhar com você.
Me desculpe por te perder.
E me desculpe por fazer esse poema.
A garota mais linda de todo o universo
Foi deixada sozinha, sem ajuda nenhuma
Para abraçar, ou ensinar, ou moldar, ou rezar
Ela caiu do esgoto e se perdeu
Monstros e demônios de todos os tipos
Roubaram sua alma e inocência
Eles beliscavam e puxaram tudo o que restava
Até que a fizeram uma princesa da Disney
Ausente:
Tu não podes deitar em meu corpo
A minha mágoa me deixou ausente
Totalmente ausente
Tu não sentes mais a minha voz
Tu não sentes mais a minha presença
Mas é porque eu estou ausente
Apenas de você
A gota é normal
As lágrimas são comuns
Mas para você, a ausência foi aprovada
As vezes, tu podes sentir... nódoas de orvalho
Eu colhi todas as flores e as plantei em um outro jardim
Tu és proibido de ver minha face
A minha névoa já não é mais presente em vosso âmago
Fui embora de veleiro
Pois não aguento narcisismo
A traição me traz á reflexão
Das carnes podres até as carnificinas
Mas daqueles que nos fizeram de funcionário
O atendente denuncia de vez
Lixão da Saudade:
Vossa tristeza chegou ao fim
Comprovou-se que o infinito tem fim
E que existe outro infinito que não existe fim
Mas existem tipos de tristezas que nos comprovaram diversos boatos da vida
Existe tristeza que se foi Existe tristeza que ainda não se foi
Mas a saudade, é ferida que arde a alma
E ela ainda tem seu reflexo num lixão
E quando ela volta
Ela contra-ataca com imensa vontade
Dessa vez, o infinito não vence
Mesmo com ajuda
Quando se envolve em meus braços
Podem ter infinitas lógicas
Mas quando se trata de saudade
Ela é nunca infinita
Se oferecerem para ela 5000 átomos
Ou um emprego na Via Láctea
A saudade ainda se recusa
Pois o infinito ainda permanece por lá
A gratidão é a força mais poderosa que existe, pois só a gratidão é capaz de transformar o seu olhar e permitirque, através da sua mudança de olhar, você sempre encontre motivos para agradecer e ao agradecer abrir todas as portas da abundância e da prosperidade em sua vida!
Agradecer mais e, reclamar menos, seja o seu exercício diário pois, quanto mais se agradece mais coisas boas acontecem!
Gratidão sempre!
O que me atravessa?
Atravessa-me a vida neste instante,
o sentir tão cru,
tão profundo,
sem nenhum molde…
Atravessam-me imagens:
dias que se foram,
dias que chegam,
dias que ainda se vão…
Atravessam-me histórias reais,
livros vivos,
prontos para serem decifrados…
Atravessa-me o amor,
o desconhecido,
a conexão,
um olhar…
Atravessa-me o caos,
o incerto —
e então, a calmaria.
Atravessa-me o intenso,
o orgulho,
o medo
e a plenitude…
Atravessa-me a vida no todo:
o que pertence,
e o que vai passar…
Atravessa-me o pensamento,
com ardor,
com cura
e com despertar…
Atravessa-me o interior,
o silêncio —
onde muito se é dito.
Atravessa-me o inteiro,
o existir,
o acolher…
Atravessa-me o peito,
com uma dor
que já não sei se dói…
Atravessa-me como nunca atravessou —
e me transformou.
E hoje sei:
Tudo que me atravessou
me libertou.
Me fez viver.
Atravessa-me a alma.
Atravessa-me tudo.
Atravessa-me sempre…
Na infinitude desse atravessar:
no tempo,
na vida
e no agora.
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