Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

⁠Mulheres, um poema.

Mulher, tua essência é divina,
teu sorriso é a luz que ilumina,
a tua força é admirável,
e a tua coragem inegável.

Com teu jeito delicado,
sabes ser forte quando necessário,
lutas pelos teus direitos,
e jamais desiste dos teus feitos.

És mãe, filha, amiga, companheira,
és a flor que encanta a vida inteira,
és o amor que aquece o coração,
e a esperança que traz a renovação.

Mulher, és obra-prima da natureza,
fonte de amor, carinho e beleza,
mereces todo o respeito e admiração,
por seres exemplo de superação.

Que a tua luz continue a brilhar,
e que a tua voz seja sempre a falar,
em defesa da igualdade e da paz,
porque és um ser humano capaz.

Mulher, tu és uma dádiva divina,
uma inspiração que ilumina,
o mundo inteiro a te reverenciar,
pela tua força e capacidade de amar.

Poema sobre a morte

A morte é um mistério profundo,
um enigma sem solução.
Ela vem sem aviso prévio,
sem convite ou permissão.

A morte é como uma sombra,
que nos segue por toda a vida.
Ela nos leva para o desconhecido,
sem deixar pistas ou saídas.

E quando a morte chega,
ela leva tudo o que temos.
Deixando apenas lembranças,
e um vazio que não podemos preencher.

Mas talvez a morte não seja o fim,
apenas uma transformação.
Uma passagem para outro lugar,
um renascimento para a eternidade.

Então, não tenha medo da morte,
ela é apenas uma parte da vida.
Abrace-a com coragem e dignidade,
e viva cada momento com intensidade.

⁠A Árvore Invisível

No meio da floresta, onde o verde se espalha em incontáveis tons de vida, há uma árvore morta. Seu tronco retorcido e seco ergue-se como um esqueleto, desprovido de folhas, de seiva, de movimento. Os pássaros não pousam em seus galhos; os insetos não a rodeiam; até o vento parece desviar-se dela, como se sua presença fosse um incômodo.
Ela já foi grande, já sustentou ninhos, já balançou sob o peso de frutos. Agora, é apenas um vulto silencioso, uma sombra esquecida no meio do esplendor alheio. Os olhos dos passantes deslizam sobre ela, sem fixar-se, sem reconhecer sua existência. Afinal, quem se importa com o que já não floresce?
Assim também é a velhice humana. Há um momento em que as folhas caem — a vitalidade, o vigor, a utilidade aparente — e, de repente, o mundo parece desviar o olhar. O idoso, outrora centro de histórias e sustento, torna-se uma figura quieta nos cantos da casa, nos bancos das praças, nos quartos de asilos. Suas rugas são como as rachaduras no tronco da árvore seca: marcas de tempestades sobrevividas, de anos que não foram gentis, mas que ninguém mais se dá ao trabalho de ler.
A floresta segue verde, impiedosamente bela. A vida dos outros segue, impiedosamente alegre. E a árvore morta permanece, invisível, até o dia em que o vento mais forte a derrubar, e então, talvez, alguém note sua ausência — mas não sua existência.

Assim como tantos velhos, que só são lembrados quando já se foram.

A felicidade não é a cidade ao fim do mapa, é o próprio vento pela janela, o ritmo das rodas nos trilhos, o horizonte que se desdobra enquanto se vai.

Pois lembre: o pássaro não entoa seu canto por ter a alegria; é no ato de cantar — no ar que vibra na garganta, na nota que se desprende e preenche o arvoredo — que a alegria, plena, nasce e se aconchega em suas penas.

A felicidade não é um porto à espera. É a própria maré dentro de você, o movimento que faz o navio navegar.

Os cadarços de Sophia


“Não te falta força, porém cadarços amarelos para o sapatênis que não tem. Pois quem vive vida tão sofrida, morro acima, morro abaixo, com uma bacia de roupas na cabeça, não compra cadarços — cadarços amarelos — nem sapatênis, nem uniformes; muito menos pode ir à escola, como as crianças que não trabalham e podem estudar.”


Diziam isso para a menina que chorava por cadarços amarelos, para o sapatênis que ficava na vitrine da loja de calçados, a um quarteirão e meio da escola. Escola esta particular, única na vila, de fama alta entre antigos e novos moradores da cidade por causa dos seus uniformes. Eram uniformes com pudor, de menina-moça de família, educada e de muita estima, pelo lindo e desenhado traje que usavam — principalmente o das meninas, de mangas longas e vestido, com sapatênis preto, todo padronizado. Apenas a cor dos cadarços variava: rosé ou vermelho, verde ou azulado. Era essa a razão do sonho de Sophia — um sapatênis fechado com o bendito cadarço amarelado.


Era o sonho de Sophia comprar aqueles cadarços e, para isso, guardava seus trocados, que no trajeto do morro abaixo recebia da sua mãe, que com a menina repartia parte do pagamento: duas moedinhas de dez centavos pela tarefa cumprida, pelo esforço que fazia morro acima, carregando a trouxa de roupas e uma latinha.


De três em três dias, duas moedas no fundo do pequeno cofre tiniam. Cofre para este fim feito, artesanalmente “arranjado”, de latinha de leite moça improvisada, com um adesivo amarelo pregado. Nele, estava escrita pela mãe da menina a única palavra por ela aprendida — palavra esta que Sophia também aprendera no caminho morro acima e, quando descia a ladeira morro abaixo, com fé, pronunciava o som da palavra a cada passo; e o significado de cada fonema embrulhava como se faz com um presente que ainda não chegou a hora de dar.


Cadarço, que agora era o sonho de Sophia, já fora o sonho de sua mãe, que à escola nunca ia, pois uns cadarços, em vidas tão sofridas, nunca pôde comprar — muito menos sapatênis, uniformes e ir à escola estudar.


Forças e sonhos todas as manhãs arrumava. Com o tinido de cada moeda no fundo da lata se motivava. Nunca desistiu da caminhada: morro acima, morro abaixo. Aprendeu que, na vida, tudo passa e que uma grande meta a ser alcançada traz, no começo, uma dificuldade danada.


Primeiro os cadarços, depois o sapatênis, o uniforme e, por fim, a escola. Um passo atrás do outro, uma conquista de cada vez. Diziam para a menina que chorava por cadarços amarelos:
“Sonhar primeiro com os cadarços, aprender com a dor de alguns laços, para daí adiante não se enrolar na vida como quem tropeçou nos próprios passos.”


Para minha felicidade e admiração de sua mãe, anos mais tarde, quando voltei, dei de frente com Sophia. Em suas mãos não encontrei nem bacia nem latinha. Estava diferente. Diferente da menina que, morro acima, morro abaixo, repetia insistentemente a palavra alegria. A mesma palavra escrita naquela latinha, palavra ensinada pela mãezinha, razão que foi razão dos seus cadarços, do sapatênis, do uniforme e da escolinha.


De hoje em diante, também me sento com os moradores da cidade para, com orgulho, olhar aquelas que, de uniformes tão admiráveis, caminham para estudar. Que vão e vêm todos os dias — em especial a minha menina de cadarços amarelos, única entre as demais. Aquela que vai cantando insistentemente a palavra alegria, porque desde cedo ela sabia que, na vida, não se realizam sonhos — muito menos se compram cadarços amarelos — sem alegria, razão dos cadarços amarelos, razão do sonho de Sophia.

Olhar


Há um homem de olhar fundo,
Que atravessa o silêncio e o mundo
Olhar que fala sem dizer,
Que sabe ler a alma e o ser.


Seu sorriso guarda mistério,
Calmo, forte, quase etéreo,
Quando se aproxima, o ar muda,
Tudo fica mais vivo, mais lua.


Seu toque é verso bem escrito,
Firme, doce, nunca aflito,
É presença que envolve e acalma,
Como abrigo certo pra alma.


E quando o amor se faz calor,
É chama mansa, é puro ardor,
Não grita, não fere, só fica,
Como quem ama e multiplica.


É desse homem que eu falo aqui,
Que marca, que fica, que faz sentir,
Não por excesso, mas por verdade,
Um amor que nasce da profundidade💜

Mulher, quando ousas questionar a minha luz,
revelas mais sobre a tua sombra do que sobre mim.
Ris dos meus conflitos e dilemas
porque travas uma guerra silenciosa por dentro,
uma batalha dura contra a tua própria nobreza.
O amor que nos une não pede ataque,
pede equilíbrio.
Não sobrevive onde a indiferença governa
nem cresce sob o olhar que só procura falhas.
Quem se ocupa em vigiar defeitos
ainda não está pronto para reconhecer virtudes.
Porque amar, de verdade,
é enxergar grandeza mesmo nas imperfeições
e escolher permanecer
não apesar delas,
mas com elas.
Amor não é disputa de orgulho,
é encontro de consciências.
E só permanece inteiro
quem aprende a respeitar a luz do outro
sem tentar apagá-la.

Dois Mundos

Demétrio Sena - Magé

Em qualquer circunstância ou contexto ficaremos bem, se não dependermos de fatores externos para isto. Ou quando formos livres o suficiente para separarmos o que acontece ao nosso redor, inclusive conosco, da nossa estrutura psíquica; emocional. Há dois mundos distintos, para vivermos. Vejo como perfeitamente justo e necessário que o mundo interno seja o nosso refúgio, sem resquícios do externo, quando a "barra" está pesada. Quem sabe fazer isso vive melhor, porque tem onde se refazer; se remontar e redefinir para mais um dia inevitável. Pelo menos enquanto for inevitável mais um dia.

E, surpreendentemente, se soubermos manter a contento esse refúgio dentro de nós, e usá-lo com a sabedoria necessária, como já exposto, a superfície (o mundo externo) será beneficamente atingida. Ficaremos melhores, mais equilibrados, organizados, fortes e otimistas, no cotidiano. Para tanto, será sempre fundamental não dependermos de que ou quem nos rodeia, para nossa plena manutenção. Se não delegarmos a ninguém, o peso de ser nosso arrimo afetivo nem mental. Precisamos conviver com pessoas; interagir, aprender, ensinar e confidenciar. Mas não podemos viver das energias delas.
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Respeite autorias. É lei

As mensagens de DEUS... que incansavelmente, insistentemente, nitidamente... nos manda através de pessoas, falas, fatos, etc... e nós simplesmente por algum motivo ignoramos. Inevitavelmente chegou a hora, o tempo, de começarmos acatar, aquele que nos é divinamente SUPERIOR. O tempo é agora, foram várias as mensagens até hoje para que acordássemos desse egoísmo, desse egocentrismo que vivemos para conhecer de uma vez por todas... o valor da VIDA.

Flávia Abib

Quando não sabemos de que lado estamos

Demétrio Sena - Magé

Preocupa, em alguns partidos que se denominam de esquerda, não exatamente o fazer críticas às falhas do atual governo, também de esquerda, e sim, uma campanha sistemática contra ele. Dessas campanhas abertas e imprudentes, ininteligíveis, que oferecem munição à direita em um momento bem delicado e de polarização talvez maior do que na última eleição presidencial. Enquanto isso, os partidos da direita/extrema direita, que não são bobos, unem-se cada vez mais e se fortalecem para suas campanhas.

O que esses partidos farão na próxima eleição? Serão aquelas oposições disfarçadas de "nem Bolsonaro nem Lula", sendo ele a única pessoa, neste momento, capaz de afastar de uma vez a sombra do extremismo da direita? Depois disso, tudo poderia se recompor e assim surgiriam vários nomes fortes de uma esquerda reorganizada e unida. Vejo nesse "cabo de guerra" interno, muitas formas de ser bolsonarista. Uma delas é com o discurso de nem um nem outro, que pode restituir o poder máximo da nação, com Câmara, Senado e tudo, aos ratos da direita, que acabaram de sair de lá. Não é hora desse extremismo (nem estrelismo) que pode pôr tudo a perder. A direita sempre foi forte, por entender que a união de todas as mentes alinhadas nas horas extremas é fundamental.

O governo está cada vez mais pressionado a tomar atitudes questionáveis, exatamente por essa desunião; esse cada um por si. O arroubo de certas militâncias, que se julgam mais esquerda que outras. Se o Lula, único nome capaz de protagonizar nas próximas eleições, conseguir mais um mandato, em quatro anos as eleições voltarão a ser como já foram: muitos nomes fortes, capazes de vencer, fazer o congresso, reunir os outros em possíveis segundos turnos e formar governos imunes a chantagens externas.

Pode ser fatal, darmos de presente à direita o discurso de que nem a esquerda está com a esquerda, e cá para nós, eles manipulam isso muito bem. Já demos muita munição aos verdadeiros inimigos, nessa brincadeira sem graça de velados inimigos internos. E não nos esqueçamos: não é só do Planalto que precisamos, para termos um governo equilibrado e forte. Precisamos também de maioria no Congresso. Essa maioria pode muito bem ser formada pelos que visam sem nenhuma condição, pelo menos por enquanto, a Presidência da República. Será que não vale a pena pensarmos nisso?
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Respeite autorias. É lei

Para quem defende o regime de 64, fica o convite:
leiam'A Casa da Vovó', de Marcelo Godoy. O livro revela que a repressão não escolhia apenas 'inimigos externos'; militares legalistas e oficiais que discordavam da tortura também foram caçados, presos e sumiram nos porões.
A história de homens como o Capitão Carlos Lamarca mostra que a consciência falou mais alto que a farda diante das atrocidades cometidas. A ditadura não poupou nem os seus próprios soldados."


(Mário Luíz)

⁠Oh que saudade tenho em amargura lembro,
O único eterno seio que não nega amor
Desmoronado e canceroso meu legado de dor;
Navego por águas mortas, meu orgulho aumenta no escuro
De linho revestido a manga de veste torta
Tocar gaita e comer caviar em sossego,
Ouço uivos dos cães carniceiros nas noites aflitas
Perseguido pelas sombras sem contraste, meu sangue é mais amargo;
-Não importa a índole desse sujeito amordaçado,
Leila foi envenenada por este whiskey que tomou;
a cada pouco, perdeu-lhe esperança, está setenciado!
Entre os muros altos e ferros da grade, ajuda o anjo negou!
Em extremo pranto e tremor, luz que desgranha
Choro na madrugada, mas a única que ainda me amava
Por mimsacrificou-se como a pomba revoada
Que carregou o julgo no meu lugar, que ao outro lado atravessava
A criatura de enormes asas me atormenta
Na sua presença, por ódio me consome
Da pendurada réu entre a corda, morta inocente, arrependido nada adianta
Serena noite em melancolia,navego em mar de lamentos em blames
Bebo o tempo todo, para matar o vazio por dentro
-Kraron por que não morri?ésmeu coordeno eterno
Está morto é melhor que encontrar algum sentido
Preparo o gatilho,e navego pelo desastroso destino

Há quem enlouqueça longe do amor real,
Por não saber a diferença entre o raso e o essencial.
Eu sigo em silêncio, aprendendo a esperar,
Pois quem sabe amar não tem medo de ficar.


Onde anda você, meu amor forasteiro?
Que chega sem aviso e muda o mundo inteiro.
Estou em meditação, lapidando o coração,
Pra não confundir solidão com paixão.
Se o amor for verdade, ele vai resistir,
E saber exatamente onde me atingir.


Se vier, venha inteiro, sem medo, sem máscara,
Que eu te ofereço abrigo na minha calma.
Mas se não for amor, não bata outra vez,
Prefiro o silêncio do que mentiras gentis.


Onde anda você, meu amor verdadeiro?
Que não pede migalhas nem vive de roteiro.
Eu sigo em meditação, forte, em evolução,
Aprendi que amor não é prisão.
Se for pra amar, que seja assim:
verdadeiro em você, verdadeiro em mim.

Sem distinção


Atenção sem distinção
pobre em mansão
rico em favela
negativos do sem terra
teto e vintém
mecanismos
do bem feito
amado e educado
e do cada um no seu todo
compartilhando seu lado


e toda divisão é de antes do futuro
vitória do juntar as forças
que nos torna instrumentos
do reconhecimento
já presente
no brilho da doação
chamando em todo lugar
recebendo mais que a paz
capaz de imaginar


pois amor em ousadia
alivia ombros
enaltece a vida
e fortalece o ser
endireita ideias tortas e turvas
de quem se curva
ao peso do poder
e o brilho brilha
sem distinção

“Eu me lembro” é mais romântico do que “eu te amo”.

Eu estive em um relacionamento por algum tempo.
Ele me amou de todas as formas que, teoricamente, alguém deveria ser amado.
Havia esforço.
Paciência.
Constância.

E eu me convenci de que isso precisava ser suficiente.
Mas o que sempre me faltou foi a fluência,
aquela intimidade silenciosa que nasce da atenção.

Ele não se lembrava de mim como eu me lembrava dele.

E eu sei que pode parecer pequeno, quase bobo, mas eu comprava o suco favorito dele porque lembrava do sabor de pêssego que ele gostava.
Eu evitava colocar meu cachorro nos lugares que ele ia, porque sabia que ele tinha alergia.

Eu só não percebi o quanto precisava que isso fosse recíproco até uns dias atrás, quando reencontrei uma pessoa que eu não via há anos.

Não havia absolutamente nenhuma base para um relacionamento.
Nada promissor, nada concreto.
Mas, depois que nos vimos, ela me pegou de surpresa ao dizer:

“Vamos sair para andar.”

E eu respondi, quase automaticamente:
“Só pra te lembrar, eu não posso suar.”

Mesmo depois de um ano sem nos falarmos, ela sorriu e disse:
“Ah, não se preocupa. Eu já comprei seu refresco favorito.”

E eu fiquei parada ali, no meio da cozinha.

Nunca estive apaixonada por aquela pessoa.
E ela nunca esteve apaixonada por mim.

Mas, naquele instante, eu me senti profundamente vista.
E, de um jeito estranho, amada.

Porque não era só sobre lembrar de uma restrição minha.
Era sobre, mesmo depois de um ano de silêncio, ainda existirem detalhes meus que ela achou que valiam a pena guardar.

Aquilo pareceu mais íntimo do que qualquer “eu te amo” que já disseram pra mim.

Porque declarações de amor são palavras.
Mas lembrar é ação.

Você pode fingir que ama alguém,
mas não pode fingir que lembra.

Lembrar significa pensar em alguém mesmo na ausência,
mesmo quando não é conveniente,
mesmo quando a vida segue normalmente.

É quando, sem perceber,
a pessoa aparece.

Eu te encontro no corredor do suco de pêssego.
Eu te encontro na fruteira.
Eu te encontro em milhares de pequenas escolhas que faço sem pensar.

Porque, querendo ou não,
pelo resto da minha vida…

Eu vou lembrar que ele era alérgico a cachorros.

Ela dedicou toda uma vida para ver feliz todos os queridos dela.
Ela aqueceu dia a dia com afeto os corações de cada um.
Ela se fez ponte e também alicerce nos dias ruins.
Ela agasalhou,aconselhou,riu,orientou,
também chorou.
Ela se fez forte diante cada perda que passou.
Ela foi e É Mãe mais que abençoada infinitas vezes.
Ela é dia,é noite, e é céu aqui dentro de mim.
AMO VOCÊ( mãe...avó....)
╰☆╮
FranXimenes
26*07*2013

Acesso

Jamais imaginei que chegaria a este lugar, o interessante é que eu gostei do ar que ele oferece não precisando me preocupar com que os outros pensam ou deixam de pensar.
Neste lugar tem algo diferente, tem um cheiro e uma essência diferente e que na oportunidade de entrar, eu com todo respeito pediria licença e retiraria meus calçados, sei que às vezes fica sujo, porem me responsabilizo de cuidar e limpar. Neste lugar não tem exaustão, preconceito, desumanidade, neste lugar tem alegria, compaixão, tem muitos problemas, defeitos e qualidades. Neste lugar muitas pessoas passam, porem poucos ficam. Neste lugar o sentimento é constante como o amor, paixão, ódio, rancor, carinho, ciúmes, etc. Este lugar é muito sensível, um escorregão pode acabar machucando, porem não posso fazer isso, pois vai acabar machucando os dois lados, mais me compadeci com o jeito que ele recebia as pessoas, não se importando com classes ou cores. Muitas pessoas têm preconceito, mais esquecem que do mesmo jeito que tratam as pessoas, podemos ficar na mesma situação. “Não desejo mal há ninguém” (mentira), pois sempre estamos desejando algo há uma pessoa seja boa ou ruim mesmo inconscientemente, porem o que eu quero e te peço é: “Por favor, deixe-me entrar em seu coração?”.

“Vence quem suporta.”
Essa frase carrega em si uma verdade profunda — não fala apenas de resistência, mas de força silenciosa, persistência e coragem que não precisa ser barulhenta para ser real.
Na vida, nem sempre quem vence é o mais rápido, o mais talentoso, o mais admirado ou o mais favorecido pelas circunstâncias. Muitas vezes, vence quem aguenta continuar trabalhando apesar do cansaço, quem levanta depois de cada queda, quem não se deixa paralisar pelo medo, quem persiste quando ninguém está assistindo.
Suportar não é sinônimo de sofrer em silêncio sem reagir — é escolher não desistir mesmo quando tudo dentro de você clama por desistência. É reconhecer que até as tempestades mais fortes passam. É aprender com cada desafio, porque o caráter se fortalece na adversidade, não na facilidade.
Suportar é ter resiliência — o poder de se dobrar sem quebrar. É transformar dor em aprendizado, tropeços em sabedoria e limitações em impulso para seguir em frente.
Por isso, quando dizemos “vence quem suporta”, celebramos a resistência que cria campeões verdadeiros — não apenas vencedores de uma batalha, mas de uma jornada inteiramente vivida com honestidade, coragem e coração firme.
E no fim, quem suporta não apenas vence — transcende.

"Luz no Abismo"


Às vezes, você sente o peso de tudo: o medo que paralisa, a culpa que corrói, a vergonha que se esconde no peito, o vazio que ecoa no silêncio. Cada passo parece arrastá-lo para um fundo escuro, onde a ansiedade sussurra que você não é suficiente, que tudo é tarde demais, que não há saída. A raiva e o ressentimento queimam como correntes invisíveis, e a solidão parece uma cela sem porta.
Mas, mesmo nesse abismo, existe uma luz que você ainda pode alcançar. Ela começa com um gesto simples: olhar para fora de si mesmo. Um ato de bondade, uma mão estendida, um sorriso oferecido sem esperar nada em troca. A cada pequeno ato de altruísmo, a cada instante de empatia, você sente o coração se expandir, a esperança brotar, a coragem crescer.
O caminho para fora do fundo não é ignorar a dor, mas transformá-la. Use a tristeza para compreender, a raiva para se proteger sem ferir, a culpa para reparar e aprender. E, acima de tudo, escolha mover-se pelo outro: a alegria de ajudar alguém, a gratidão compartilhada, a conexão verdadeira — esses sentimentos não apenas elevam quem você toca, mas também erguem você.
Mesmo quando o mundo parece pesado, você pode escolher ser luz. Cada gesto de generosidade é uma escada para subir, cada ato de compaixão é um passo em direção à liberdade emocional. O fundo não é eterno, mas a bondade e o altruísmo podem ser.
E ali, no topo, você percebe: o que antes o aprisionava agora serve de ponte. E a vida, finalmente, se abre para você.

Um Passo há Frente

Grandes momentos que passamos juntos, sorrisos e felicidades alcançadas, um amor que era e é incondicional. Os teus olhos eram verdadeiros quando eles me encaravam, os teus lábios quando tocados no meu diziam: “como eu te amo tanto”, fazendo com que eu me apaixonasse cada vez mais por você, sinto falta dos momentos que passávamos juntos sentados naquele banco na beira da praia ao por do sol, mas chegaram os tempos difíceis, os problemas e frustrações vieram, passamos juntos pelas dificuldades que a vida nos trazia, chorávamos juntos, nos consolávamos juntos. As brigas não acabavam, porém tínhamos consciência de que estávamos machucando um ao outro mesmo com palavras, e pedíamos perdão um ao outro, dizendo palavras reconfortantes e nunca esquecemos de um fator importante, “O amor que sentíamos um pelo o outro, era maior do que qualquer coisa”. E o que fazíamos depois disso? Simples. Seguimos em frente, sempre juntos e nunca sozinhos, porque simplesmente nos amamos e isso é o que importa.

“Ame com carinho, com respeito e acima de tudo com amor, pois à medida que o tempo passa ele pode desabar e você que não o preservou vai olhar para trás e se arrepender, querendo voltar atrás e não poder ter mais a chance que um dia conquistou”.