Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

Eu andava, tropecei, ao olhar pra cima bati a cabeça no ferro... Ora, seria eu alguém tão atrapalhado? Quando estou só, imagino muitas coisas, mente fértil, pronta para analisar os detalhes... Tão gentil com as pessoas, mas, esperando o retorno da gentiliza que quase nunca vem, mas logo, penso, fiz minha parte...
Sempre penso em silêncio, esteja onde estiver, que é melhor a honestidade do que a vigarice, pois posso dormir tranquilo, com a consciência em paz. Ora, ser bom, pelo menos aqui no Brasil, é sinônimo de ser besta, ingênuo, já que há em nosso país uma cultura da esperteza... Sigo em frente, sempre a pensar na vida, na ajuda, no amor fraterno, o qual não é teoria, e, sim, prática... Não diga que ama a Deus, se por outro lado, odeia o próximo...
Pois bem, ao sorrir olhe o horizonte vasto que há, ele exprime a noção de sentido e objetivo que deve seguir, sempre! Seja original, seja você...

Pâmela nunca foi metade.
Era decisão, intensidade, excesso.
Cabeça dura, dessas que não recuam,
dessas que ensinam sem pedir licença
onde a gente precisa mudar.
Você sonhava alto demais…
e eu sempre com os pés presos no chão,
vendo o copo meio vazio
enquanto você insistia em transbordar.
Eu via maldade em tudo,
você via beleza onde eu já tinha desistido de procurar.
E talvez por isso a gente tenha se perdido.
Porque você também era fogo
e fogo não sabe ficar parado.
Gostava de flertar com o mundo,
de viver no limite,
de sentir tudo no máximo…
até quebrar o que não podia.
Você quebrou.
Sem grito, sem aviso.
Só quebrou.
Mesmo assim, tem coisa que fica.
A gente na estrada,
Formosa passando pela janela,
e o Salto do Itiquira despencando
como se tudo fosse eterno naquele instante.
E olhando o Salto do Itiquira cair,
eu pensei…
talvez eu nunca tenha sabido saltar.
Sempre fui chão,
enquanto você era queda.
E talvez tenha sido isso
que nos quebrou.
E talvez tenha sido.
Porque mesmo depois de tudo,
mesmo depois de você ter sido
tudo o que me construiu
e o que me destruiu…
ainda tem um pedaço de mim
que lembra de você
como se não soubesse
como deixar de lembrar.

A surpresa da tua presença inesperada me trouxe uma breve lembrança do gosto de estar perto de mim.
É curioso como eu sempre me perco no que sei, para encontrar o que realmente preciso descobrir.


Eu já tinha te visto, mas nunca tinha te encontrado.
Incapaz de decifrar o teu olhar, torço para que eu possa caminhar até você sem medo.
Mesmo que seja breve, eu quero sentir esse gosto de mim —
e, quem sabe, encontrar um vestígio do caminho de volta.


Entre toques disfarçados, sorrisos escondidos e a mentira da verdade,
eu senti algo.
Não sei o quê, mas algo que me trouxe o medo…
e aquela sensação de volta.


Analiso teus passos na minha mente enquanto minha confusão cresce.
Tua silhueta me chama.
Eu tento não perder meus sentidos,
mas vejo teu disfarce —
e torço para que você decifre o meu.


Para que então eu possa atravessar nossa linha,
mesmo que às vezes pareça que não há nenhuma.
Quem sabe ela só exista na nossa cabeça.


Me ajuda a te entender…
o que queres que eu faça?




( ..legra )

A Flor Efêmera

A vida é como uma delicada flor.
Desabrocha lindamente
com suas delicadas pétalas.
Contudo, logo murcham e caem,
pois a sina de toda beleza
é desvanecer.

Já que a vida é breve e fortuita
Carpe Diem!
Viva intensamente e deliciosamente,
pois não há tempo a perder.
Antes que suas pétalas caiam
e sirvam de adubo
Para novas flores.

O verdadeiro desafio do autoconhecimento está em olhar para dentro com honestidade. Não apenas para aquilo que gostamos de ver — nossas virtudes, ideais e intenções —, mas também para os medos, defesas, expectativas e identidades que fomos acumulando ao longo da vida.


Na busca espiritual, muitas vezes imaginamos que o caminho é adquirir mais: mais conhecimento, mais técnicas, mais experiências espirituais. No entanto, o movimento mais profundo é o contrário: deixar cair as camadas que encobrem o que já somos.


Esse processo pode ser dolorido porque toca o ego, nossas histórias e a imagem que criamos de nós mesmos.
Requer silêncio interior, humildade e coragem para permanecer diante da verdade sem fugir dela.


Assim, o autoconhecimento não é uma conquista exterior, mas um desvelar gradual da consciência que sempre esteve presente. E, nesse sentido, o caminho espiritual não nos leva a nos tornarmos algo novo — ele nos convida a reconhecer aquilo que sempre fomos em essência.

Há quem goste de posar, de sua beleza mostrar.
Há quem goste de falar, com suas palavras se exaltar.
Há quem prefira sonhar, de seus sonhos se embriagar.
Há também os que prefiram silenciar, e de seus silêncios gritar.
Há quem ame filosofar, e de seus questionamentos se embalar.
Há pessoas que querem dançar, e aquelas que só querem cantar.
Há um rito no olhar daquelas que conseguem amar.
Há no mundo e no universo o haver de todo ser.
O ser de todo o existir, o tudo de cada um, o um que o Todo é.

Das palavras que se foram...
Já joguei cartas e poemas que o passado passou a limpo. Já rasguei tantas frases tolas escritas no calor da emoção. Já amassei bilhetinhos rasos e declarações exaltadas, rabisquei sobre o que já estava escrito, e disse tudo igual de um jeito diferente. As palavras dançam no papel, e por vezes dançam mal, mesmo assim seu ritmo é único, não há igual...Nas horas mais improváveis elas parecem bailarinas ao luar flutuando entre vaga-lumes, de repente caem e se misturam às folhas secas...O ritmo das letras não pausam, apenas diminuem...Enquanto puderem meus dedos bailar, danço. E com cada letra e sinal como se ao som de uma nota e ponto uma vírgula viesse a brilhar, vou escrevendo meus silêncios falantes, e meus risos secretos.Já perdi poema, poesia e texto sem fim, a cada letra perdida se foi junto um pouco de mim... meus pensamentos mais caros de graça os vi partir...Doei aos olhos que leem, e aos corações que podem sentir..
As palavras vão e com elas nossa energia, quem as leva distribui, esconde ou aprecia, mas no fim ...não há fim!

Tome um pouco de sol
Tire as sandálias
Ande na terra
Respire sem desejar
Deseje "sem esperar"
Sinta o chão pulsar
e veja as cores que se abrem
na escuridão debaixo do sol
Por alguns minutos seja ...
apenas parte do plano, e o plano se revelará..
Tome a si mesmo como água ..
Se o vinho te saciar serás mais um ébrio..
Se tua porta estiver aberta tua janela se fechará
Se conseguir abrir a janela, a porta fecharás
e entrarás no teu aposento.
Bata e se abrirá..

A gente vai passando...
Por jardins, praias
Cidades, florestas
Pelos rios e lagoas
Pelos campos cerrados também...
A gente vai passando por pessoas
Vai passando com os animaizinhos
Vai passando com amigos, familiares
E até com os estranhos...
A gente vai deixando algumas coisas
por onde passa, e levando outras...
A gente vai a pé, de carro
De trem, de ônibus e avião
Tem gente que vai de bicicleta
A gente vai indo e voltando
E do tempo a gente pensa
que é ele que está passando...
Mas se a gente para e observa
Sem medo do que vai ver...
Fica logo evidente que o tempo para,
que o sol demora, que a chuva lava
e o vento seca, que o tempo espera...
a gente envelhecer sem pressa
O corpo encolhe e a alma cresce...
A gente passa...

Não imprimo minhas dores, nem minhas alegrias

Imprimo minhas esperanças, meus sonhos

Minhas vontades escrevo, minhas fantasias transcrevo

Nas letras que encaixo se formam palavras, frases

Como um quebra cabeças cada peça engrena

Um caminho se abre, uma continuidade se faz

Cada coisa dita, escrita, lida, esquecida, recordada

É um pedaço doado do meu coração rasgado

É uma lágrima, um riso, um sereno olhar

Sobre cada letra digitada, sobre cada palavra formada

Uma infinidade de pensamentos colam teimosamente

Na folha em branco que aos poucos vai ganhando cor

Em tons de cinza saltam para o carmesim, e depois para o azul

Nas folhas resignadas que enlaçam as letras posso ver

Desejos que passam e se fartam, mas a vontade não, e o não passar

Faz com que queime, arda e produza...

A vontade faz o parto daquilo que nasce e nunca quer morrer

A força dessa vontade faz cor num mundo cinzento

Faz luz num coração que se abre, faz sentido na vida não sentida

O verbo chama, faz vir à tona, o verbo se faz ...

No silêncio dos sonhos teclados, das ideias pinceladas

Das vontades germinadas, impressões surgem

E delas mais sonhos, mais esperanças e mais amor

Para imprimir nas almas sossegadas a paz que anelam em paz...

Em seu silencioso coração ela clama por ti, como uma ninfa dançando ao som da primavera, clama sua voz.
Quer sair, ser tocada pelos raios fulgentes de um sol de abril, se despe daquilo que a emudece e se veste dos desejos de ser som.
Sua voz é o verbo que chama, que posto no mundo faz emergir o que clama.
Ouça a voz que vem do coração de um deus...deixe cantar sem palavras, deixe bailar ao luar com encanto e graça.
Encontre-a nos sons delicados e nas fúrias da natureza, descubra com que ternura ou ímpeto ela vibra em ti e por ti...

⁠ABISMO

Boa sensação a de estar à beira do abismo, não vou negar: o frio na barriga, a vivificante adrenalina, a curiosidade aguçada e o eminente esforço para discernir o vazio. Se um abismo chama outro abismo, sou decerto abismal e me permiti cair em sua profunda sedução.
Espero que essa atração seja fugaz, pois ,à moda de Nietzsche, se fitarmos o abismo por um longo tempo, o mesmo nos olhará de volta. Se bem que a queda não é o fim, mas a gênese, já que, no início de tudo, havia trevas na face do abismo.

⁠racismo velado.
Só porque sou preto você me olha com nojo se passo na rua você comenta de novo olha lá o Criolo desde 1500 o racismo começou nossos ancestrais lutavam por uma justiça incessante e até hoje a luta não acabou 1800 princesa Isabel assinou o termo mas tem uma coisa que me dá nos nervos racismo velado.
F***-se a norma culta porque na senzala ler e escrever era só uma forma oculta de ser usado como peão pelos senhores de engenho que colocavam os manos contra os próprios irmãos, aí mano isso dói no coração só porque você é branco não significa que é melhor que ninguém não.
Pior ainda é ter que ficar calado vendo a sociedade decaída e o racismo desgraçado droga de arrogância que nunca acaba todo ano tem uma data consciência negra, no papel é bonito mas na realidade quase ninguém se importa o ser humano prefere continuar com a maldade e a empatia segundo eles não importa

Tem olhares que prendem sem corda, sem esforço, um instante que não solta.


Tem risos que encantam altos, livres, que enchem o ar e deixam eco mesmo quando param.


Tem cheiro que grava teu cheiro de pele e de dia, que entra na pele e fica morando.
E tem você.


Você que carrega os três sem saber, sem querer.


Encanta. Prende.


Fica gravado na mente, nos ossos, no coração sem nome, sem explicação.
E basta.

"Ausencietude"

Torna-se extremamente forçoso asseverar:
Ausência não é sinônimo de vazio.
Quem vai embora
deixa
sempre
um
pedaço.
Ficam vivências,
sentimentos dolorosos,
outros prazerosos,
que marcam de modo indelével
o coração daqueles que ficam
E dos que partem.
Destarte, há plenitude na ausência,
"ausencietude"!
Um mosaico de lembranças,
Amores, dores,
que salpicam nossa tábula rasa
tal qual um quadro de Pollock.
Por isso, saudade não é ausência
Nem mesmo vazio,
Mas sim,
Inexorável presença.

⁠Te vejo quando acordo, pensando em como seria maravilhoso passar cada momento ao seu lado.
Hoje eu só queria estar contigo, envolvido pelo calor do seu abraço e pela doçura do seu sorriso.
Amar você é o que eu mais desejo, pois você preenche minha vida de amor e alegria.
Meu coração acelera quando te vejo, sentindo uma emoção que só você é capaz de despertar em mim.
Intimido-me com um simples olhar seu, que tem o poder de me cativar e me fazer sentir especial.
Rainha do meu coração, você reina soberana, trazendo luz e amor para minha existência.
És um presente em minha vida, um tesouro que valorizo e que torna meus dias mais significativos.
Sua beleza me encanta e me conquista, todos os dias quero o teu sorriso.

Inteiro...


Eu não estava procurando nada.
A vida seguia. Imperfeita, mas minha.


Então você chegou.
E quando chegou,
o mundo não fez barulho,
fez sentido.


Nada precisou ser preenchido.
Algumas coisas apenas encontraram lugar.


Eu observei.
Não por desinteresse,
mas porque quem já caiu
aprende a respeitar o tempo das coisas.


Havia cuidado no teu jeito.
E o cuidado verdadeiro não invade,
permanece.


Aos poucos, baixei a guarda.
Não por promessa,
mas porque parecia seguro existir ali.


Eu tinha feridas.
Não escondi.
Estou tratando.


As tuas ainda sangravam.
Não por fraqueza,
mas por medo do que cresce,
do que exige futuro.


Eu entendi.
E não te culpei.


Eu errei.
Como erra quem se envolve de verdade.
Mas soube parar,
olhar de novo,
voltar melhor.


Não ofereci um conto bonito.
Ofereci presença.
E isso eu sustentei.


Você me fez acreditar de novo.
Não em finais perfeitos,
mas na possibilidade de caminhar junto.


Por isso me mostrei.
Inteiro.
Sem personagem.
Com falhas, medos, noites mal dormidas
e a coragem de dizer: é aqui que eu fico.


Eu confiei.
E confiança nunca é ingenuidade,
é escolha consciente.


Eu te amei.
E ainda amo.


Não como quem espera algo em troca,
mas como quem respeita o que foi real.


O que é verdadeiro não se apaga quando termina.
Muda de lugar.
Vira memória viva,
não ferida aberta.


Eu sei quem eu fui.
E sei quem sou agora.


Minha felicidade não depende de você.
Mas ao teu lado,
ela teria sido mais calma,
mais casa,
mais chão.


Eu quis ser teu homem.
E, por um tempo,
isso foi verdade para nós dois.


Hoje eu sigo.
Inteiro.
Sem culpa.
Sem ruído.


Com amor onde ele cabe
e dignidade suficiente
para não negar o que senti.

Graciela


Ela aprendeu a ser forte cedo demais. Dá pra ver no jeito que segura o mundo como se nunca tivesse tido escolha.


E eu já vi o instante em que essa força falha, não por fraqueza, por confiança. Já vi quando ela encosta a testa no meu peito e respira fundo, como se ali pudesse baixar a guarda.


O olhar dela não me observa. Me atravessa. Tem algo ali que desafia e, ao mesmo tempo, se entrega. E eu gosto dessa contradição.


O sorriso ilumina, mas a boca dela não beija por acaso. Ela beija como quem decide ficar. Lenta. Quente. Sem plateia.


Eu penso na boca dela quando estou sozinho. Penso no jeito que ela fecha os olhos quando minha mão encontra a curva da cintura e o corpo dela responde antes da razão.


Ela é forte, sim. Mas o corpo dela entrega o que a postura tenta esconder quando encontra abrigo.


Eu não quero diminuir a força dela. Eu quero ser o único lugar onde ela não precise usá-la.


Porque quando ela ama, não é superfície. É incêndio que sabe onde queimar.


E eu desejo esse fogo, não para apagar, para arder junto.


Graciela.

Nem todo dia vai ser leve,
alguns pesam mais do que a gente gostaria.


mas todo dia carrega uma chance:
a de recomeçar.


a vida não pede perfeição,
pede coragem.


coragem de errar e aprender,
de cair e levantar,
de olhar pra trás e ver que já não somos os mesmos.


cada dia é uma oportunidade
de ser um pouco melhor do que ontem,
de se superar
e provar a si mesmo
que a vida vale o esforço.

Amor é Para os Loucos




Amor não é para os sábios.
É para os loucos.


O sábio calcula.
O louco entrega.


Só o louco dá tudo sem garantias.
Só o louco suporta a dor da incerteza
e a fragilidade do sentimento
sem transformar o coração em defesa.


Amar é um salto no vazio
onde a lógica não alcança.


É expor o peito ao risco
sabendo que pode doer.


É aceitar o caos
que nasce junto com a paixão
e, ainda assim, permanecer.


Dois sábios se preservam.
Dois loucos se escolhem.


E no amor,
é melhor dois loucos ardendo juntos
do que dois sábios intactos
e vazios.