Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo
Temos tanto a ser vivido, temos tanto o que escrever em nossos "livros diários", tantas páginas. Que tentamos ao menos fazer com que as decepções não nos derrotem mas, se assim fizer-nos, que cada derrota então sirva-nos de aprendizagem sem nos roubar a PAZ, o AMOR e a PALAVRA.
Flávia Abib
Que a gente releve o que não tem importância e eleve o indispensável. Que a gente admire mais, compartilhe mais, agradeça mais. Que a gente descuide do que não tem cor, sabor, e cuide é de pintar a vida da nossa cor favorita, da cor do sol, da cor do céu, da luz da lua. Que sejamos generosos, troquemos carinhos, afetos e feitos de amizades. Que deixamos aflorar o que temos de mais lindo, colorido, sábio, luzente de dentro de nós, que possamos expor a ALMA e o CORAÇÃO.
Flávia Abib
Freud dizia que "somos capazes de nos defender de um ataque, mas jamais de um elogio."
Existem pessoas que chegam não sei de onde, vem através não sei do que, por onde, como, que com uma simples palavra mostra a alma inteira, o coração todo. Nessas horas ficamos indefesos...indefesos diante da sinceridade, diante da transparência, diante do afeto. Por isso amo os reflexos do meu espelho, os diferentes reflexos, que constituem um prisma divino de cores e formas...VOCÊS.
Deus abençõe a cada um./ God bless./ Salaam Aleikum.
Flávia Abib
Ah...o ego, capaz de elevar-se ao topo em segundos. Ao topo, no auge do narcisismo. E como faz bem, e como nos sentimos recompensados, donos do mundo, da verdade mais ilusória. Mas não se esqueça nunca: o mesmo motivo pelo qual Narciso apaixonou-se por si...e não por "TI", foi o mesmo motivo que o destruiu...o EGO.
Flávia Abib
Ficar vivendo na ilusão ou de ilusão seja do que for, é jogar tempo de VIDA fora! O iludido praticamente se anula por algo que pode ou não ser real, e ali passa todo seu tempo alimentando o que NÃO existe, ou está distorcido pela ilusão. VIVA, faça, aconteça... Ilusão é perca de tempo, é enganar-se, é mentir para si mesmo.
Flávia Abib
E então eis que fui escolhida, e quis ser. Deus criou para cada um de nós um dom e, junto com cada dom deu-nos uma missão. Deu-me o dom de amar e, a missão de mostrar à você o caminho de volta. E com esse dom e essa missão aprendi que, quem ama não teme.
Flávia Abib
____________________(A Fênix e a Libélula)
Há palavras que doem, machucam não só o ego, mas a alma. Palavras ditas de maneira injusta então, paralisam-me diante de mim mesma e do teu reflexo que é dono do meu olhar. Passam-se mil pensamentos pela cabeça, você consegue ver cenas, cada detalhe de quem ama, apenas fechando os olhos. Talvez eu esteja errada... Não são as palavras e sim o medo da perda. Uma perda "forjada" pelo ego de quem ama-se, uma perda resultante quem sabe, apenas de uma palavra.
Flávia Abib
A alquimia é uma ciência que buscava o elixir da vida. Tal busca foi empreendida por cientistas e, por muito tempo, também por aqueles tidos como loucos. Esse movimento era imperioso, e seus resultados, variáveis. assim como a própria filosofia medieval e renascentista que o sustentava.
Hoje, buscamos de modo diferente. Talvez, meu caro leitor, na incessante procura por um novo elixir: o prazer da vida. Tal pensamento revela a necessidade intrínseca do ser humano de buscar algo que possa preencher o seu vazio existencial.
Assim como outrora, quando nossos antepassados perscrutavam o mistério da existência, na modernidade continuamos a buscar por outros caminhos aquilo que dê sentido à vida e acalme a inquietação da alma.
Denis Henrique Martins
Anápolis, Goiás, janeiro de 2026
A culpa é inútil
A culpa é inútil
Ela te paralisa
Ela só te faz olhar para trás e não ter uma perspectiva
Ela te tortura dia e noite com lembranças que não edificam
O passado só é útil quando ele te motiva a ser diferente
Quando ainda há chances de mudar uma atitude
Muitas vezes ele é cruel porque ele ignora as circunstâncias que te fizeram errar
Ele te faz validar as inúmeras críticas que você recebe sobre os efeitos dele na sua vida
Independentemente da estrutura que você recebeu para lidar com seus eventos
Reconhecer alguns erros não te obriga a permitir que eles pesem nas suas costas
A culpa não passa de um monstro do pântano, de um demônio cruel
Se livre desse peso
Você não é totalmente responsável pelas coisas que te aconteceram
Há fatores externos na nossa vida que nós não temos controle
Somos responsáveis pela dor que causamos, não pelo que nos motivou
Ao invés de assumir cem por cento esse peso, experimente dividir
Se suas atitudes vieram de dores causadas por agentes externos transfira parte desse peso
Se você está no volante e algo atrapalha sua atenção, você é totalmente culpada?
Se alguém pressiona seu carro e te faz bater, você assumiria toda a culpa?
Então por que assumir total responsabilidade sobre alguns atos motivados por outrem?
Não é que você não deva assumir responsabilidades e melhorar cada dia
O que você não pode deixar é o peso das suas atitudes te oprimir
Seja gentil consigo mesmo!
Manda esse peso inútil embora!
Varre ele para o lixo!
E deixe só aquilo que seja capaz de te edificar
Essa mensagem é pra você que vive se culpando pelo seu passado e não consegue se perdoar. Saiba que nem tudo é culpa sua
Ass.: Ricardo Aparecido Pereira.
Geometria sagrada
Antes da contagem,
antes do número aprender a se chamar número,
o universo já resolvia equações com luz.
A matemática não foi inventada -
foi lembrada.
Ela dormia nas conchas,
nos favos de mel,
no ritmo secreto das folhas
que nunca se sobrepõem por engano.
π sussurra o infinito
toda vez que um círculo se fecha
sem jamais se concluir.
A proporção dourada escorre
pelas espirais do girassol,
pelo exoesqueleto do náutilo,
pelas galáxias que giram
como se soubessem dançar.
A vida escolheu a repetição elegante.
Células se dividem obedecendo padrões,
ossos se arqueiam segundo cálculos silenciosos,
artérias desenham mapas
que imitam rios vistos do céu.
O torus respira em tudo:
no campo do coração,
no magnetismo da Terra,
no jeito que o ar entra e sai
sem nunca se perder.
Fluxo contínuo.
Energia que retorna a si mesma.
Na árvore da vida,
cada esfera é um estado de consciência,
cada caminho, uma travessia possível.
Não há cima nem baixo -
há experiência.
Estrelas nascem segundo fórmulas antigas,
colapsam seguindo simetrias precisas,
e mesmo na explosão
obedecem à beleza.
Nada cresce ao acaso.
Nada se organiza sem sentido.
O que chamamos de natureza
é apenas geometria em estado selvagem.
O que chamamos de ciência
é o esforço humano para decifrar o sagrado
sem precisar ajoelhar.
E nós, feitos de água, carbono e pulso,
somos equações emocionais,
fractais conscientes,
padrões que sentem saudade da origem.
Cada pensamento altera a forma.
Cada escolha redesenha a malha.
Existir é participar do cálculo divino
não para resolvê-lo,
mas para habitá-lo.
Porque no fundo,
o universo não quer ser explicado.
Quer ser reconhecido
no desenho de tudo.
Ela Corria
De longe meu pai dizia: corre, corre Catarina. Ele tinha uma égua bonita e forte. Não daria tempo dele chegar até ela para me salvar. Então eu corri, eu corria, corria, corria que parecia que voava. Aquela égua vai me matar. Se ela me pega, iria me pisar todinha. Tinha uma porteira que estava fechada e uma poça de lama na frente. Não daria tempo pra abrir, mas tinha um espaço por baixo que dava para passar. Pensei: Vou entrar por baixo, assim ela não me pega. E ela vinha brava, ia me matar.
Meu pai não tinha como correr até ela. De longe, quando ele me viu chegar com um uniforme novo da escola, ele me mandou correr. Papai tinha mandado fazer para a escolinha que eu estudava. Talvez a égua estranhou aquela roupa diferente. Ele olhou para mim e disse corre. Eu corria, corria “mas” eu corria, corria que parecia que voava. Então eu entrei por baixo, por um espaço onde eu fiquei ali quietinha.
Aquela égua era muito forte, bonita, as patas enormes. Se ela me pega, ela iria me pisar todinha. Então eu entrei por baixo e fiquei ali quietinha, até meu pai chegar. Eu ouvi essa história dezenas de vezes. Em certas ocasiões ela fazia recontar de propósito. Eu gostava de ouvir as histórias dela. É apenas uma parte, tenho certeza que outros lembram melhor que eu e, para começar, correr foi umas das ações que seus filhos e filhas, noras e netos mais fizeram nos últimos anos.
Corriam de uma cidade para outra, de um plantão para o outro. Corriam por telefonemas, corriam por mensagens, da cozinha para o quarto, da sala para vê-la na rede. Outros nunca dormiam, esperando de prontidão. Corriam quando a saturação baixava, quando a pressão aumentava, corremos muito, cada um na sua velocidade, no seu tempo, mas corriam e tudo ajudou bastante.
Alguns corriam com os pés sangrando, outros o coração mesmo, mas nunca deixaram de correr. Foram 95, quase 96 anos correndo pelos seus filhos, pela vocação ministerial do seu esposo, correndo para o jantar sair na hora certa, correndo para cuidar da casa e da família.
Tudo certo, tudo feito, “que horas são agora” era a pergunta constante por causa da visão que piorava. Correu, correu e resolveu tudo na nossa vida. Podíamos descansar porque ela corria por nós. Assim eu defini minha Avó, uma corredora. Correu pela fé que tinha, pelos seus filhos, netos e tataranetos. Deixou seu legado. Obediência. Deixou saudades.
Prosseguiu para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. Ela nunca deixou de ouvir seu pai em vida, por isso, seus dias foram prolongados na terra. E agora, depois de anos, o Pai das luzes lhe chama para mais uma corrida.
A corrida para aqueles que venceram e tiveram suas vestiduras lavadas no sangue do cordeiro. Enfim, eu ainda ouço aqui dentro, aquela voz que assim repetia: mas eu corria, corria, corria que parecia que voava. E enfim, você voou. Saudade não espera e não passa!
Menino criado com vó
Que a despedida seja nosso derradeiro anseio. Que dedicatórias e saudades não sejam nunca ensaiadas. Que os olhares não mirem lembranças ou lugares lembrando de alguém, e que a minha robusta linguagem seja tímida se um dia precisar falar de adeus com você.
Não tenho poemas tristes sobre você. A minha vida e a vida dos outros são todas vidas de dentro de você. Tu sabes que eu sei dizer e arrumar em palavras as mais consoladoras e convincentes. Só as nego e negarei dizer a todos qualquer coisa que explique um dia a tua ausência, porque “até logo” ou “até um dia” eu até diria, porém adeus jamais lhe daria.
E num verso em que foge a rima e o português rebuscado, digo-te até um pouco bravo, não com a braveza de um desorientado, mas falo da bravura de um filho de nordestino, cabra arretado, te proibindo que desta vida se retires antes que eu veja em vida os filhos dos meus filhos, para terem também a sorte, assim como eu tive, de ser menino criado com vó.
Quiçá todo mundo pudesse ter sido, como eu fui na infância, querido; hora outra chamado de neto preferido; comigo sempre repartindo os doces recebidos. Sorte na tua casa ter vivido, e da tua vida me foi feito abrigo, como até hoje e ainda em breve será.
Pois com pressa só tratamos a saúde. O que não for saudade pode esperar!
Nós não o perdemos
Nós não o perdemos, ninguém o perdeu.
Nós ganhamos o privilégio de viver 31 anos com uma pessoa maravilhosa. Ganhamos da vida a oportunidade de conhecer uma pessoa especial, e dizer que fomos felizes é pouco para descrever.
Se eu pudesse voltar no tempo para tê-lo de volta, voltaria.
Se fosse preciso renunciar a todos os títulos acadêmicos para tê-lo de volta, sem dúvida eu faria. Qualquer um de nós faria.
E, se tivesse essa alternativa, eu escolheria viver mais 31 anos de novo com ele, sem mudar nada do que foi. Tudo do mesmo jeito: os mesmos momentos bons e ruins, todos os momentos e a vida exatamente como foi. Perfeito como foi, porque não teria sido perfeito de nenhuma outra forma, se não fosse ele exatamente do jeito que é.
Hoje, esse ciclo não se encerra. Continuaremos vivendo, não apenas com tristeza, mas com o orgulho de quem o teve.
Cada lembrança, cada sorriso, cada risada, cada instante. Seu jeito, seus trejeitos, sua luta e suas vitórias não esqueceremos.
Procuro sempre olhar o lado bom das coisas e, após essa constatação do quão dolorida é a sua ausência, fica claro que viver com ele foi viver um paraíso na terra.
E o melhor de tudo é que um dia o encontraremos de novo. Ele estará feliz e ansioso para nos ver. Mas, enquanto esse dia não chega, tenho certeza de que o seu desejo é que vivêssemos bem, com a alegria que ele nos mostrou.
Espero que essas palavras encontrem paridade com o sorriso dele, mas sei que as palavras nunca serão suficientes para substituí-lo. Por isso, a melhor forma de viver neste momento é entender que a sua vida foi uma dádiva e que as nossas, por causa dele, foram privilegiadas.
Sobre este texto: não é o melhor que já escrevi, até porque nunca pensei em escrever sobre a sua despedida. Nunca pensei, porque só o amor nos faz acreditar que certas pessoas são imortais.
Na minha concepção, ter Paz é sentir-se mais Leve!
Como conseguir isso?
Através da "limpeza" de pensamentos, sentimentos e atitudes. Ter/praticar ações que deixe-me em Paz!
Estar Serena, sem medo, culpa ou qualquer sentimento que incomode-me.
Sentir-se Purificada! Sem máculas, manchas ...De cabeça erguida!
Fragmentos viram cicatrizes
marcadas na retina de quem ainda ousa olhar.
Depois do confronto, não há vencedores.
há dois orgulhos sangrando em silêncio,
cada um recolhendo os próprios cacos.
Quando tudo começa a ruir,
comparar é inútil.
O chão não escolhe lados
quando desaba sob os pés.
Ninguém se adianta para enxergar o outro melhor,
porque o espelho está quebrado
e reflete apenas versões distorcidas da dor.
A distância cresce onde antes havia diálogo,
e o silêncio passa a ter voz.
O que restou não foi razão,
foi resistência.
Dois corações feridos
lutando para não admitir
que perderam juntos.
Viveram juntos perderam.
Após a queda um lamento.
Não admitir não.
Que perderam juntos.
Hoje eu li um livro abstrato
Contava o que o amor foi para mim
Lembrei de minha entrega completa
De como eu acreditei no outro
E idealizei e sonhei
Com virtudes nobres
Amar era habitar um céu
Que eu criei com ilusões
Em um mundo injusto
O amor era redenção
Em algum lugas na terra
Pessoas se amam e são felizes
Eu precisava de céu,
Eu sonhava com o paraíso.
Mas no capítulo seguinte
O livro dizia
Pessoas nao são virtudes
Idealizadas
Pessoas são humanas
Com qualidades e defeitos
E podem te machucar profundamente
Eu perdi o céu
Eu perdi o paraíso
Eu perdi a ilusão
Que o amor me faria feliz
E não chorei
Apenas concordei
Com um silêncio profundo
O terceiro capítulo dizia
Você pode prescindir do amor
Você pode ser feliz
Admirando uma obra de arte
Sentir as flores desabrochar
E sentir uma paz inominável
Que talvez você não saiba nomear
Eu fechei o livro
E escrevi uma poesia
Falando que a felicidade
É simples e silenciosa
Como fazer carinho
Em um animal dormindo
O livro abstrato do amor
Tinha três capítulos
Mas minha biografia
Escreve tranquilamente
Mais de dez livros.
Eu não preciso do amor
Para ser feliz
Preciso da sombra de uma árvore
E da beleza de um livro
E refleti sobre os felinos
E vi que eu amo
Mais gatos
Do que pessoas
E sorri
Como quem
Realmente entende
Aos amores do passado
Um reverência respeitosa
E uma despedida
Que não olha para trás
Sinto-me plena e inteira
Amando a delicadeza
E beleza dos felinos
E assim termina
O livro abstrato do amor
Reverência e adeus
Olhos que só veem
Em nosso amor há dias claros e turvos,
acertos que se perdem, erros que se amplificam.
Mas tu só vês minhas falhas,
como se as tuas fossem invisíveis.
Teu olhar acusa, tua voz corrige,
mas nunca percebe o peso que carregas.
Enquanto isso, eu aprendo, me esforço,
tentando ser inteiro em meio às tuas críticas.
Se o amor é caminho, caminhamos em lados opostos,
pois um vê só a pedra no outro,
e esquece que também tropeça.
E ainda assim, espero que um dia enxergues,
que o amor é mais que apontar defeitos,
é saber perdoar, crescer e reconhecer
que erramos juntos, e juntos devemos seguir.
Quando as palavras se juntam assim, podendo formar seu som único,
O meu coração produz uma vibração rara ao admirar seus olhos.
Assim como o mar tem suas ondas sob a luz do luar,
As batidas do meu coração se elevam a seu sorriso.
Como as nuvens se movem sobre o vento,
Meus sentidos se perdem a cada movimento de seus cabelos.
Saímos do amor
como de um acidente aéreo
Tínhamos perdido a roupa
os documentos
a mim me faltava um dente
a você a noção do tempo
Era um ano longo como um século
ou um século curto como um dia
Pelos móveis,
pela casa,
restos partidos
copos,
fotos,
livros desfolhados
Éramos os sobreviventes de um
desmorronamento
de um vulcão
das águas arrebatadas
E nos despedimos com
a vaga sensação
de ter sobrevivido
embora não soubéssemos pra quê.
Cristina Peri Rossi
Força na alma
Sonhos na bagagem
Luta constante
Ser de fases
Guerreira na essência
Brilhante na vida
Forte como rocha
Sua luz é bem vinda
Iluminada como a lua
Ela é toda magnitude
Abençoada por Deus
E cheia de virtude
Como flor,
Com sua beleza e esplendor
Passa por vento e chuva
Mas sempre está na lida
Tem mistério
Tem beleza
És sentimento por natureza
Por toda parte, tuas sementes...
MULHER
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