Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

“No Véu da Meia-Noite”

Na torre sombria, o tempo se desfaz,
Relógios choram horas em lamentos voraz.
A lua sangra sobre o mármore frio,
Ecos de almas dançam no vazio.

Rosas negras brotam do chão esquecido,
Perfume de morte, encanto proibido.
Velas tremem com o sopro do além,
Sussurros antigos chamam por alguém.

Vestes de sombra, olhos de tormento,
Caminho entre ruínas e esquecimento.
O amor perdido jaz em sepultura,
Beijo de espectro, dor que perdura.

No véu da meia-noite, tudo é verdade:
A beleza se veste de mortalidade.

Retratos


Somos o nosso espelho...
A nossa verdade...
O que falam ...
Não é nem nunca será...
A razão da verdade...
Espelhos perfeitos...
Guardam imperfeições...
De gerações de grandes...
Que não passam de ladrões...
Cantam como Deuses...
Sem castigo algum...
Heróis de merda...
De mundo nenhum...
Livremo.nos desta praga...
De pequenos raivosos...
Que pensam pequeno...
Gritemos pra eles..
Que não os tememos...
Sou humano quero viver...
Meu sentimento é sublime...
Meu mundo..a humildade...
Minha força..é só uma...
Abraçar..tudo.. tudo ...
Mas só com muita verdade...


Antonio José Ferreira

“A Catedral dos Lamentos”

Sob arcos quebrados, o céu se cala,
A névoa dança onde o tempo embala.
Catedrais choram com vitrais partidos,
Guardam segredos, amores esquecidos.

Anjos caídos vigiam em pedra,
Olhos vazios, memória que medra.
O sino ecoa em tom de agonia,
Marcando o fim da última alegria.

Nos corredores, passos sem dono,
Sombras deslizam em eterno abandono.
Um véu de pranto cobre o altar,
Onde promessas vieram a se quebrar.

E ali, entre ruínas e dor silente,
O amor renasce… sombrio e ardente.

Seja grato.
Se Deus te colocar na posição de prosperidade, seja espelho da sua vontade, mantenha-se Justo,honesto e generoso.
Não se decepcione se a reciproca das pessoas não forem a mesma.
A ingratidão é considerada um pecado,
Então não peques também!
Seja grato pelas bênçãos de Deus na sua vida.
Muitos confundem bondade com fraqueza
pensam q estão se aproveitando ...pq ingratidão e arrogância caminham lado a lado.
Pobres coitados!
Triste , um dia verão que a corrida da vida nao e pelo ouro e sim pela glória!
Seguimos firmes com Jesus..

Tempo perdido


Já batalhei tudo o que tinha a batalhar
Já falhei tudo o que tinha a falhar
Hoje só batalho se assim precisar
Hoje só falho se me deixar enganar


Já trabalhei tudo o que tinha a trabalhar
Já trilhei tudo o que tinha a trilhar
Hoje só trabalho se for para o meu salário aumentar
Hoje só trilho se o caminho for o certo para triunfar


Já ralhei tudo o que tinha a ralhar
Já avacalhei tudo o que tinha a avacalhar
Hoje só ralho se alguém realmente se portar mal
Hoje só avacalho se a pessoa comigo se armar


Já atrapalhei tudo o que tinha a atrapalhei
Já olhei tudo o que tinha a olhar
Hoje só atrapalho se for para tempo, ganhar
Hoje só olho se aquele olhar estiver mesmo a matar

🌿 A Princesa do Rio e o Amor no Mato Grosso


Às margens de um rio tão largo que parecia tocar o céu, vivia Princesa Carla, herdeira de um pequeno reino conhecido por suas águas puras e peixes raros.
Mas Carla não se sentia completa no palácio. Havia algo dentro dela — uma inquietude, um chamado para além das margens.


Essa inquietude tinha nome: Kairo.
Eles se conheciam por cartas, enviadas por mensageiros que cruzavam florestas e rios. As palavras dele eram tão vivas que pareciam trazer o cheiro do mato, o canto das araras e o calor do sol de lá.


Numa noite iluminada pela lua, Carla se sentou no cais, os pés tocando a água. Ao lado dela, estava Helena, sua dama de confiança.


— Helena, eu decidi… vou para o Mato Grosso.
— Mas, princesa, o que seu pai dirá?
— Ele vai dizer que é perigoso. E é mesmo. Mas viver sem conhecer Kairo seria o maior perigo para o meu coração.
— E se ele não for como você imagina?
— Então ao menos eu saberei que tentei.


Na madrugada seguinte, Carla partiu sozinha em uma canoa de madeira.
O rio era lindo, mas traiçoeiro. Correntes fortes tentavam empurrá-la para trás, e a cada noite a escuridão trazia sons misteriosos.


No segundo dia, um trovão estourou no céu. Chuva grossa caiu, virando a canoa quase de lado. Carla segurou firme o remo.
— Eu não vim até aqui para voltar atrás! — gritou, como se o próprio rio pudesse ouvir.


Na manhã seguinte, encontrou um velho barqueiro pescando.
— Moça, essas águas não são para qualquer um. O que está procurando? — perguntou ele, intrigado.
— Procuro um homem chamado Kairo. Vive no Mato Grosso.
O velho sorriu, revelando dentes falhos.
— Então siga o canto das araras. Elas sempre levam a quem se ama.


Carla seguiu seu conselho e, após mais um dia de viagem, o rio se abriu em uma imensa planície verde. No centro de uma clareira, ela viu um homem alto, de olhar firme, cortando lenha.


— Kairo? — chamou, a voz tremendo.
Ele largou o machado e se virou, como se reconhecesse a voz antes mesmo de vê-la.
— Carla… você veio mesmo.
— Nem o rio, nem as tempestades, nem o medo puderam me impedir.
Kairo correu até ela, segurando suas mãos como se fossem um tesouro.
— Eu prometo que você nunca mais terá que viajar sozinha.


Os meses seguintes foram de aprendizado e amor. Eles plantavam juntos, pescavam e riam das dificuldades. Mas o Mato Grosso também testava sua coragem: houve seca, que quase destruiu a plantação, e tempestades que derrubaram o telhado de sua casa. Ainda assim, eles nunca deixaram de se apoiar.


Um dia, Carla contou uma novidade, enquanto segurava uma carta para enviar ao seu antigo reino.
— Kairo… vamos ter um filho.
Ele ficou em silêncio por alguns segundos, os olhos marejando.
— Então é verdade… o rio me trouxe minha família.


Meses depois, nasceu uma menina de olhos brilhantes.
— Ela se chamará Cora — disse Carla. — Porque é o coração que nos uniu.


Mas a vida ainda guardava uma última surpresa.
Num fim de tarde, um grupo de cavaleiros chegou trazendo o rei, pai de Carla, que vinha buscá-la.
— Filha, eu lutei contra a ideia de você partir… mas vendo você aqui, percebo que encontrou mais do que amor. Encontrou um lar.


O rei, emocionado, abraçou Kairo.
— A partir de hoje, o reino do rio e as terras do Mato Grosso serão um só. Para que Cora cresça entre as águas e a floresta.


E assim, Carla não apenas encontrou o amor da sua vida, como também uniu dois mundos. O rio e o mato agora corriam juntos — assim como ela e Kairo — até o fim de suas histórias


K&C 2025 ❤️

Teus olhos são a origem do tempo
Juvenil Gonçalves


Teus olhos são luas gêmeas em órbitas de vigília,
cicatrizes de um cosmos que não dorme.
Ao decifrá-las, desaprendo a física:
são elas que inventam o mar, a carne, o relógio.
Não há mundo além de seu eclipse.


O oceano que neles navega não é líquido,
mas fronteira entre o ser e o véu —
ondas quebrando em espelhos onde o real
se desfaz e recompõe, eterno ensaio.
A lua que ali dança não é astro,
é a primeira metáfora, o desejo
que antecede até o verbo desejar.


Constelações cravadas em tua pupila
são alfabetos de um caos primordial:
cada estrela, uma sílaba do nome
que jamais pronunciaremos.
Elas cartografam o vazio entre dois corpos,
a distância entre o "eu" e o "outro"
— abismo que chamamos amor,
mas que, no fundo, é só o eco
de um sol que se apagou há eras.


Há em teu olhar a vertigem do infinito:
cada piscar é um universo nascendo
de um suspiro, ou um buraco negro
engolindo todas as perguntas.
Não é angústia, é a lei secreta —
tudo que existe carrega em si
o germe da própria extinção.
Até o amor. Especialmente o amor.


Amar-te é habitar um paradoxo:
é morder a sombra de um fruto proibido
cuja polpa é feita de ausência.
É saber que a luz que me guia
já foi apagada há milênios,
e ainda assim jurar que é nova,
que é minha, que é eterna.


Porque teus olhos, veja bem,
são relógios sem ponteiros:
neles, o instante é tudo.
E tudo é só um reflexo
de algo que perdemos
antes mesmo de nascer.

O Cântico do Cadáver
Juvenil Gonçalves


Encontrei-te, cadáver, no leito de limo,
Vestido de folhas, coroado de espinhos.
Teu riso era vago — sem lábios, sem fim
E teus olhos comiam o céu sobre mim.


Cantavas com vermes um hino sem nota,
Com versos que o tempo em teu osso anota.
Cada costela — uma clave sombria,
Teu crânio — tambor da melancolia.


“Fui rei”, murmuravas, “de um reino de nada,
Tive amantes, palácios, medalha dourada.
Agora me escuto, em silêncio profundo,
Pois quem jaz conhece o real desse mundo.”


Teus dedos partidos apontam os vivos,
Caminham sonâmbulos — tolos, cativos.
Riem da morte, e por ela são ridos,
Brindam ao gozo — já estão esquecidos.


Afastei-me em pranto, mas levo teu canto:
A carne apodrece, o orgulho é espanto.
E toda verdade que o homem levanta
É pó que a minhoca, paciente, encanta.

O Relógio e a Lâmina
Juvenil Gonçalves


Nas entranhas do tempo, um relógio sangrava,
Cada tic uma lágrima, cada tac uma cava.
Em mármores frios, a ampulheta virada
Vertia seu pó sobre a carne cansada.


A lâmina, imóvel, sobre o altar do instante,
Brilhava em silêncio — vestal cortante.
Não corta a pele, mas sim a memória,
E inscreve nas veias a cicatriz da história.


No espelho estilhaçado de um ontem perdido,
Vejo o reflexo de um ser já partido.
Sou o que fui — e por ser, já me ausento,
Um nome sussurrado no sopro do vento.


A morte não grita, apenas aguarda,
Com olhos de sombra e face bastarda.
É mãe e madrasta, no mesmo compasso,
Nos embala em silêncio — no mais frio regaço.


Ó tu que respiras, crês que és inteiro?
Não passas de sombra num véu passageiro.
O relógio e a lâmina — gêmeos em dor —
Contam teus passos em direção ao torpor

Poema: A resiliência de uma mente que transborda!
Autora: Tanile R. Silva


Eu já morri algumas vezes
Não teve sangue
Não teve velório
Não teve silêncio.
Teve dor, choro
Angústia e vazio.


Foi possível encontrar
Lágrimas
Vergonha
Culpa
Medo, e arrependimentos, daqueles que a solidão cria voz e domina o presente, enchendo o mesmo de perguntas e incertezas.


Eu não me reconhci.
Eu só reconhecia o que ecoava em meu vazio.
As vezes, a gente morre, mas continua existindo.
Buscando por força e sonhando com a superação.


Consegui me encarar frente ao espelho
Encontrei sentido através de uma memória doce, de um sábado ensolarado, em um campo floriu.


A esperança se torna o oxigênio da teimosia.
O sorriso, a tranquilidade da alma.
As palavras, os reflexos da mente que transborda.
E o pulsar do coração que bate, reflete a alma em resiliência.

Breu Noturno (poema sem o emprego da letra "A")
Juvenil Gonçalves


No breu escuro do monte
surdiu frio, eco vil.
Corvo rondou horizonte,
som sinistro surgiu.


Luz morreu, céu se nublou,
sino dobrou no terreiro.
Vento feroz ribombou,
tudo gemeu por inteiro.


Cemitério com rumor,
osso seco rolou no piso.
Olho turvo brilhou no torpor,
eco curto feriu o juízo.


No silêncio rito frio,
corpo morto tentou surgir.
Sopro bruto trouxe o estio,
ninguém vivo ousou sorrir.

"Entre o querer e o sentir"


Queria lhe dizer que apenas lhe adoro,
mas, na verdade, eu te amo.


Gostaria de lhe esquecer,
mas penso em você a todo momento.


Queria olhar pra você com indiferença,
mas, quando te vejo, suspiro profundamente.


Gostaria de dizer que nunca vejo suas postagens nas redes,
mas, na verdade, fico ansioso só de notar que você nem sequer apareceu online.


Gostaria que, quando eu te encontrasse,
você fosse apenas mais uma pessoa comum...
Mas meus olhos paralisam quando te vejo,
e o tempo parece parar a cada passo seu.


Queria dizer que já superei,
mas, na verdade, qualquer lembrança sua ainda me desmonta por dentro.


Gostaria que o tempo apagasse o que sinto,
mas ele só parece reforçar o que tento esquecer.


Queria acreditar que o destino apenas brincou comigo,
mas, no fundo, acho que foi ele quem me apresentou a você — e depois se arrependeu.


Gostaria que o seu nome fosse apenas mais um entre tantos,
mas ele ecoa em tudo: nas músicas, nas ruas, até no silêncio.


Queria me enganar dizendo que a vida segue igual,
mas, desde que você se foi, tudo parece andar um pouco fora do compasso.


Queria entender por que alguns sentimentos insistem em permanecer,
mas talvez certas pessoas não venham pra ficar —
apenas pra despertar algo que a gente nem sabia que existia.


Gostaria de apagar seu nome das minhas lembranças,
mas hoje percebo que não preciso esquecer pra seguir.
Aprendi que há amores que não acabam,
eles apenas mudam de forma e aprendem a morar em silêncio.


Queria voltar no tempo, dizer tudo o que calei,
mas talvez o silêncio também tenha sido uma forma de amar.


Hoje, quando penso em você, já não dói tanto.
É uma saudade calma, que não pede volta —
apenas me lembra que um dia,
eu fui capaz de sentir algo bonito demais pra caber em mim.

Sou mistério e desejo em forma de caos.
Feita de excessos, de fogo e de fuga.
Amo no limite, como quem queima e se consome,
e parto no auge, antes que a calma me alcance.
Deixo rastros — perfume, lembrança, vertigem.
Sou o encanto que inquieta, a ausência que arde.
Não nasci pra o morno, nem pra o quase.
Sou intensidade disfarçada de calma…
Faz uma loucura por mim.
Decifra-me, me lê nas entrelinhas,
descobre o que me acende,
decora meus silêncios e meus gestos,
e depois — me surpreende.
Não quero promessas, quero arrepio.
Não quero certezas, quero desejo.
Sou o mistério que te desafia,
a calmaria antes do incêndio.
Se tiver coragem… me desvenda.

Sou mistério e desejo em forma de caos.
Feita de excessos, de fogo e de fuga.
Amo no limite, como quem queima e se consome,
e parto no auge, antes que a calma me alcance.
Deixo rastros — perfume, lembrança, vertigem.
Sou o encanto que inquieta, a ausência que arde.
Não nasci pra o morno, nem pra o quase.
Sou intensidade disfarçada de calma…
e se quiser me alcançar,
faz uma loucura por mim.

Sou mistério e adrenalina.
Uma mistura imperfeita, feita pra te enlouquecer.
Eu amo no extremo — intensamente, loucamente — e parto no auge,
antes que o encanto se torne costume.
Sou a lembrança boa que arde, o caos que deixa saudade.
Vivo nos ápices, não aceito metades, nem o morno disfarçado de paz.
Se quiser me ter... faz uma loucura por mim.

Sou mistério e desejo.
Uma mistura perigosa, feita pra te tirar do eixo.
Eu amo com fogo, com pressa, com loucura —
e quando o auge chega, eu me despeço.
Deixo perfume, lembrança e saudade.
Sou a vertigem que te faz querer mais,
o veneno doce que vicia.
Não sei ser morna, não nasci pra metades.
Se quiser me ter… arrisca. Faz uma loucura por mim.

DOS TICS E DAS CHAVES

Sendo nós, humanos,
seres insatisfeitos por natureza,
andamos — por assim dizer — à flor da pele,
mas sempre como fechaduras
em busca de encontrar sua chave.

E qual é a chave?
Seria o amor, a compreensão,
ou apenas o instante em que nos sentimos completos?

Como dizia Fernando Pessoa, por meio de Ricardo Reis:
“Uns, com os olhos postos no passado,
Vêem o que não veem; outros, fitos
Os mesmos olhos no futuro, vêem
O que não pode ver-se.”

Será que queremos sair
dessa prisão de estar em outro tempo,
outro espaço da realidade?

Mas o que seria a realidade?
A total ausência de nostalgia
ou do excesso de esperança?
A ausência que esperamos,
ou a ânsia do porvir
que nunca se cumpre?

Seria o relógio
a maior preciosidade do homem?
Pois todas as dores giram
em torno do que já se foi
ou do que ainda virá.

Diante disso, quanto vale o presente?
Quantos amores, quantas poesias
são instantes vividos,
ou apenas desejos de eternizar
o que já passou
ou o que ainda não chegou?

E ainda assim, como dizia a música de Chico Buarque,
“Prefiro então partir a tempo,
de poder a gente se desvencilhar da gente...
depois de te perder, te encontro, com certeza.”

E assim seguimos,
à flor da pele,
fechaduras que sentem
e esperam por chaves invisíveis,
sempre em busca de um instante
que seja só nosso,
ou a vida se revele —
prefiro então seguir
ao som dos tics e das chaves.

Izabela Drumond

Viva a Sua Verdade💫🩵💦🙏


Não adianta fazermos banquete com a túnica dos outros.
Cada um de nós precisa viver a própria verdade — não a do mundo, não a que os outros impuseram, não a que a estrutura social nos ensinou a seguir.
Quando vivemos a verdade do outro, nos afastamos do nosso Eu Superior, do nosso duplo, da nossa essência.


É preciso buscar o próprio caminho, o caminho que vibra em sintonia com a alma.
Embora todos os caminhos levem à luz — como diz um amigo querido — cada um escolhe a trajetória que vai percorrer até ela.
Há quem siga o caminho da dor, da escuridão e do sofrimento — e mesmo assim chegará à luz, mas será um trajeto árduo, pesado, demorado.
Outros escolhem o caminho da luz desde o início — o da clareza, da leveza e da transparência.


A luz é como a água.
A água é pura e sutil, mas também forte.
Ela contorna os obstáculos como o rio que nunca deixa de seguir em frente.
Quando precisa acalmar, acalma.
Quando precisa ser tempestuosa, é.
Quando precisa acolher, acolhe.
E quando precisa levar embora o que está impuro, ela leva — sem perder a sua essência.


Que aprendamos com a água a fluir com leveza, a permanecer fiéis à nossa verdade e a seguir o curso que nos leva de volta à luz.
Izabela Drumond

O Tempo Passa

O tempo,
ele passa.

Não espera a gente estar pronto.
Não espera a insônia ceder,
nem o corpo descansar.
O dia nasce,
interrompe o sono —
sem dó,
sem piedade.

O tempo passa.
Não liga para planos,
prioridades,
listas.
Ele atravessa tudo,
como vento em papel,
como rio em pedra.

As pessoas vão,
outras ficam,
outras chegam.
Trabalhos começam,
outros terminam.
Oportunidades escorrem,
novas chances florescem.
Mas o tempo...
ele passa.

Não espera.
Não negocia.
Não concede prorrogação.
Se você se atrasa,
ele parte —
como um ônibus que não volta.
E aí,
você espera o próximo.
Se houver.
Ou segue a pé,
reorganiza a rota,
desmarca compromissos,
refaz caminhos.

Porque o tempo
não vive em nossa função.
Nós é que giramos
em torno dos ponteiros.

E se não ajustamos o relógio da alma
ao ritmo do universo,
perdemos.
Perdemos chances,
sinais,
instantes que nunca mais retornam.

Mas Deus —
Deus é o todo.
E sabe.
Sabe que o tempo não volta,
mas permite recomeços.

Cada segundo que resta
é semente.
É possibilidade.
É chance de escrever de novo
a história
com o tempo que ainda
nos habita.
Izabela Drumond

Existem pessoas que conseguem com leveza encantar os nossos corações.
Fazem os nossos olhos brilharem, o nosso coração pular de alegria e satisfação , nos envolve com delicadeza e beleza , suavidade , e pela naturalidade formam - se elos .
Neste momento o coração se sente acolhido e acarinhado dizendo :
Chega mais perto , é perto de você que quero estar .