Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

CHEGAMOS
Como folhas de papel em branco
Experiências
Em algum cantinho do Nosso universo
Alguns saem coloridos,Outros opacos
Cinzas, muitos poucos
Porém, o onisciente aprende com todos
Uma Inteligência Real, Natural
Onde a IA não o passa de um grão de areia comparada a sabedoria
De todos nós: da consciência universal
Amém

Tal qual um colonizador
Que assim que pôs os olhos em terra fértil
Que tudo dá e tudo se cultiva
Da mais abunda forma
Você de forma egosita e exploratória
Teve o que quis desse solo abastado
Dos frutos de um sentimento ingênuo
E tal qual um colonizador
Se aproveitou do que não era seu
Pegou os lucros
Mas não cultivou, não cuidou
E o solo antes abundante
Nada tinha mais
Árido e impuro
E o solo, antes seu
Depois de longa pausa
Voltou a frutificar diferente
Pensamentos maduros
Emoções reais
As rosas antes só belas
Agora tem espinhos
O solo desprotegido
Tem bichos sem misericórdia
Para proteger o terreno antes acessível
Pós tua vinda
Tudo ficou ainda mais belo
Porém
Com limites antes não postos
Pra que outro colonizador
Não volte a se apossar do que não é dele

Ela brincava com os dedos perdida em algum pensamento desimportante. Não que se pudesse entrar em sua mente e se saber o que se entranhava por ali. Nem que se fosse possível avaliar a exatidão de suas prioridades, a ponto de se calcular o que lhe importava ou não. Ela tinha um jeito meio prisioneiro de sentir: se ria, não ria. Não chorava, se chorava. Não que houvesse algum meio de se saber se guardava no peito tempestade ou pouca brisa. Mas, enquanto o vento fazia o seu curso, enquanto as mulheres com olhar cansado encurvavam o corpo de frio, e os passantes pisavam a calçada molhada... algo dela, e estritamente dela, ficava no ar. Eu apanhava com as mãos frias, disfarçando. Com um esforço quase místico. Ela doía por dentro. E eu sabia com exatidão, talvez por me doer também. Vivíamos no mesmo mundo, eu e ela, respirando a fumaça indiscreta da solidão. Sentei à sua frente inquieto. E não pelo frio ou o cinza do céu. Nem pelos cachorros solitários da praça. Sentei à sua frente. Ninguém nos compreendia. Ninguém, entre pernas e olhares apressados.
Ela tinha o olhar ensimesmado. Olhava talvez para dentro de si. Fazendo talvez as perguntas que eu fazia. Não que se pudesse investigar as possibilidades do seu mundo, nem que eu ousasse averiguar com precisão os seus anseios. Eu lhe era um desconhecido. Ela me era uma estranha. E não havia entre nós qualquer comunicação que pudesse revelar o espírito. Mas eu sabia. Eu sabia muito sobre ela. Aquela estranha. Talvez a conhecesse de alguma outra vida. Quem saberá? Depois de algum tempo ela levantou e se foi, levando parte de mim. E eu fiquei com o frio e a chuva, respirando a fumaça indiscreta da solidão.


Michelle Portugal

ZÊ EU POETA QUE DANÇA OU DANÇA POETA

A dança desenvolve a expressão corporal, coordenação motora, raciocínio, autoestima e o equilíbrio. EU danço por todos esses benefício

Dançar!O Dançaré o desenho do corpo jorrando das células a poesia do musical interno! Externando a alegria do ser, corpo que dança! Zê.

Adançaé a linguagem alegre, do ser corporal que dança expondo a amostra da alegria da dança, alma dançando!

Ah, essa paixão que só vem na alma, de quemdança. Adança é como uma expressão de vigor de vida, vivida num prazer movimento dança momento.

Metáfora de Convivência Humana
DE CONVIVÊNCIA HUMANA


Há momentos em que o mais nobre gesto de coragem consiste em dizer, serenamente: “Não. Páro por aqui. Estou cansado. Desisto. Já não suporto esta sucessão de tempestades.”
Não se trata de fraqueza, mas de lucidez. Há um instante em que o espírito, exausto das lutas inúteis, reclama o direito de repousar.


As decisões intrapessoais, essas que nascem do diálogo silencioso entre a consciência e a alma, têm o seu fundamento na dignidade humana — esse valor supremo que nenhuma circunstância deve profanar. Decidir interromper um caminho, afastar-se de um convívio, ou simplesmente escolher o silêncio, não é abdicar da própria essência, mas antes preservá-la.


Quem opta por se resguardar não renuncia à vida, apenas recusa o desassossego que a envenena. Tais decisões não diminuem quem as toma; pelo contrário, elevam o ser humano ao patamar da sabedoria, onde o amor-próprio se confunde com a serenidade.
Não é desdém, nem indiferença, nem orgulho — é um acto de fidelidade à própria paz.


Não habites uma casa onde a tua voz é abafada, onde os teus valores são ridicularizados, onde a liberdade se torna refém de vontades alheias. Nenhuma morada merece ser chamada lar quando nela imperam palavras impostas, ou quando o teu silêncio é o preço da convivência.
A verdadeira habitação do ser é o lugar onde o espírito respira sem medo e a palavra nasce sem permissão.


Huambo, 22 de Outubro de 2025
Salomão B. Miguel Domingos

Sonhos


Eu meus sonhos, você sempre estava lá, quando te via tentava correr para te alcançar, mas não conseguia, aquele véu na qual você sempre usa quando aparece em meus sonhos, tão lindo quanto você, você sempre parecia tão bela, tão feliz, então sorrir e segui em frente, para um dia eu poder ser uma pessoa maravilhosa para está ao seu lado, no entanto quando olhei para trás eu vi você a mim chama em lágrimas em seus olhos, quando está volta senti uma raízes de espinhos que subiam em mim, tentei me soltar mas a cada vez que eu me contorcia as raízes estávam a me deixar incapaz de me mover. Quando acordei vi que não passava de um sonho.

os dias que restam por


Purificação


Há dias em que tudo pesa.
A conta que não fecha.
O abraço que a gente sente falta.
O silêncio do pai.
A distância do filho.
A mãe que já não fala como antes.
O amigo que sumiu.
A pessoa que ficou — e parece ausente.


A verdade é que ninguém está inteiro.
A gente só aprende a esconder as rachaduras.


E quando outubro vai acabando, vem essa sensação de que o tempo anda rápido demais — como se a vida tivesse pressa, e a alma ainda estivesse tentando entender o que fazer com tanta dor, tanta lembrança, tanto recomeço interrompido.


A gente tenta seguir.
Trabalha, paga contas, sorri pra foto, finge costume.
Mas por dentro, há sempre algo pedindo socorro em silêncio.
O medo do amanhã.
A saudade do ontem.
E a incerteza do hoje.


Mas olha —
entre o choro e o riso, entre o fracasso e a tentativa, há uma força que insiste.
Ela vem do mesmo lugar onde nascem os sonhos, os filhos, os perdões, e as segundas chances.
Vem de um Deus que ainda acredita na gente, mesmo quando a gente não acredita mais.


A vida é esse ciclo louco de nascer e morrer várias vezes —
morrer por dentro e renascer no mesmo corpo.
Morrer de amor, e renascer de aprendizado.
Morrer de saudade, e renascer de fé.


E se você está lendo isso, é porque ainda há algo pra viver.
Talvez uma conversa que você ainda precisa ter.
Talvez o perdão que ainda não deu.
Talvez um abraço que está esperando você há anos.


Talvez seja a hora de parar de adiar a vida.
De ligar pra quem você ama.
De pedir desculpa.
De recomeçar.
De se olhar no espelho e se ver com ternura.


Porque a verdade é que ninguém vem com manual.
Mas todo mundo vem com coração.
E o coração entende o que a razão não explica.


Então respira.
Chora se for preciso.
Mas volta.
Volta pra vida.
Volta pra você.
Volta pra o que te faz sentir.


Outubro está terminando, mas a sua história não.
Ainda dá tempo de nascer de novo — dentro do mesmo corpo, com a mesma alma, mas com outro olhar.


E quando a lágrima cair, deixa.
Ela também é forma de cura.
Ela também é renascimento.
Ela também é oração.


🕯️
— Purificação

Invisível, Silêncio da Alma
— ✍️ Purificação


Invisível… é o peso de falar e não ser ouvido.
De estar cercado por gente, mas se sentir sozinho dentro de um eco que só responde vazio.
Vivemos rodeados de vozes, mas quase ninguém escuta.
Todo mundo quer falar, explicar, vencer, impressionar — mas poucos querem entender.


A doença emocional nasceu dessa pressa em fingir que tá tudo bem.
Dessa obrigação de sorrir mesmo quando a alma grita.
E a cada “tô bem” forçado, mais alguém afunda devagar — calado, funcional, exausto.


Relações viraram arenas.
Homens tóxicos que confundem controle com amor.
Mulheres feridas que aprenderam a se defender atacando.
Casais que se destroem tentando provar quem ama mais.
Pais que cobram perfeição de filhos quebrados.
Filhos que gritam em silêncio, pedindo só um olhar de verdade.


A gente se perde tentando ser o que o outro espera.
E nessa troca desigual, a empatia morre sufocada entre notificações e promessas vazias.
É um mundo de vozes altas e almas baixas.
Todo mundo quer ser ouvido, mas ninguém quer ouvir.


É assim que nascem as doenças invisíveis — depressão, ansiedade, burnout.
Não são fraquezas, são sintomas de um tempo que adoece quem sente demais.
De um mundo que exige performance até da dor.


A invisibilidade emocional não é o fim da linha.
É o aviso.
É o corpo dizendo que já carregou demais.
É o coração pedindo pausa, presença, escuta.
Porque, no fim, o que cura não é remédio — é vínculo.


Ser visto, de verdade, é o primeiro passo pra voltar a existir.
E quem já foi invisível sabe: o olhar empático é milagre.


— ✍️ Purificação

Quando a Vida Pesa Demais”


Há dias em que o corpo levanta, mas a alma fica sentada na beira da cama.
Dias em que o mundo parece grande demais, e a fé pequena demais pra carregar tudo.


A gente aprende a sorrir mesmo com o peito cheio de cansaço, a trabalhar com a cabeça fervendo, a ouvir “vai dar certo” enquanto tudo dentro grita que não tá certo.
Mas o tempo ensina que ninguém é fraco por sentir — fraco é quem finge que não sente.


As adversidades não vieram pra te quebrar. Vieram pra lapidar a clareza, pra te mostrar o que é essencial quando tudo falta: tua fé, tua essência e tua capacidade de recomeçar do nada.
Porque quem já passou pela dor de perder quase tudo…
aprende a valorizar o simples ato de continuar respirando.


O sofrimento te amadurece, mas é o amor — por si, pela vida, por algo maior — que te reconstrói.
E quando você entende isso… percebe que nem o peso do mundo é capaz de apagar o brilho de quem decide continuar.


— Purificação

O que é o poeta?
Seria a poesia?
Qual o caminho?
Será em direção aos espinhos?


O que é a vitória?
Passar por cima de quem sonhou?
O que é a derrota?
Ser esmagado por quem ganhou?


Quem ganha perde por dentro,
Se quando quem perdeu ganhou sua flor?
E quando o vento espartilha tua alma no chão?
Isso faz você chorar ou te faz um sonhador?


E se no ponto de interrogação,
Morasse a resposta e a paixão?


E se na dúvida,
Surgisse sua maior criação?


E se na morte,
A vida valesse a pena?


E se na vida,
O poeta rasga a pena?


E se?


Não sei lhe responder,
Tentei viver, tentei morrer.
Em quantas perguntas meu eu se corromperá?
Por quantas luas terei que aguentar?

Eu escrevo cartas pra ninguém
Expresso experiências, sentimentos..
Que vão além
De passageiras condições e momentos...


Nem melhor, nem pior...
Nem arrogante, nem solitária..
Nem engenheiros, nem Belchior...
Nem maldosa, nem otária...


Nem esquerda, nem direita...
Nem recatada, nem atrevida...
Nem muito exposta, nem a espreita..
Nem Norte, nem sul e nem sem saída.

Vivendo uma vida de fantoche,
preso aos fios da vontade de alguém.
Minhas escolhas não me pertencem,
temo ser vista como a vilã também.


Canso de lutar contra o invisível,
às vezes só respiro pra não desabar.
A dor no peito é um nó constante,
aperta, insiste não quer soltar.


Cercada de vozes, risos, presenças,
e mesmo assim, um vazio sem fim.
Finjo amar a solitude que me cerca,
mas o que habita em mim é solidão, enfim.


Carrego feridas que ninguém nota,
sangram em silêncio, discretas, fiéis.
Não matam, mas doem como cortes na alma,
lembrando o quanto ainda sou frágil e real.


Há dias em que sorrio, inteira, viva,
em outros, sou só sombra e saudade.
Dói ver o espelho refletir um eco,
sem ninguém em quem confiar de verdade.


No fundo, o que mais desejo é simples:
ter as rédeas do meu próprio ser,
calar o caos, tocar a paze finalmente... viver.

OS PREJUDICADOS


Passa a vida trabalhando
Depois de aposentado
Agem sem piedade
O pouco é roubado
Enchendo seus cofres
Com o dinheiro suado.
X
Malandragem camuflada
Com criminosas ações
O pobre vivendo em casebre
Vida boa dos ladrões
Enquanto o povo sofre
Eles vivem em mansões.
X
Onde está a justiça
Que não ver essa maldade
Rasparam todo dinheiro
Deixando a calamidade
Pra fazer a coisa bem feita
Tiveram essa capacidade.
X
Com certeza andam sorrindo
Sem serem investigados
Deveriam estar na cadeia
Pela serem julgados
Que a justiça seja feita
Ressarcindo os aposentados.


Irá Rodrigues.

CHAT GPT


Conversei o com o GPT
Pra ver se IA rimar
Feito artista nordestino
Que consegue improvisar
Falou português fluente
Mas não disse um "oxente"
Nem mandou eu "me lascar"


O robô falou certinho
Mas sem graça de escutar
Faltou gíria, ironia
Pro "cabra" rir sem parar
Fez um troço diferente
Que não era um "repente"
E não dava pra cantar


O robô se esforçou
Mas não fez o "embolar"
Não tocou uma viola
Não fez dupla com o par
Foi bem organizadinho
Mas careceu do jeitinho
Do poeta popular

Um dia, deixei que meus olhos repousassem sobre ti — e naquele instante, o mundo pareceu suspenso em silêncio. Havia em mim uma serenidade rara, a felicidade tranquila de quem, por fim, encontra abrigo.
Penso que sentiste algo desse encanto, pois disseste, com voz quase tímida, que meu olhar era tão puro que te causava medo — medo de que, ao ver tua luz, eu enxergasse também a escuridão que escondes.
Mas eu não temo tua sombra. Que venha ela, com tudo o que carrega — tuas dúvidas, tuas quedas, teus silêncios. Quero-te inteira, como és, com o que mostras e o que calas. Porque, desde aquele instante, compreendi: não desejo um instante teu, desejo-te por inteiro, e para sempre.

O tempo e o amor

Eu não sei onde vc tá agora
Mas eu espero de verdade que esteja bem
Eu penso às vezes nisso, se a vida tem sido leve com vc, se vc encontrou paz nos lugares onde existiam tanta preocupação
Eu me sinto muito grato por ter te conhecido, foi tão rapido e bonito
E mesmo que o tempo tenha levado cada um pro seu lado
Eu guardo com carinho o que a gente viveu
Vc me ensinou a ser mais calmo,
me ensinou e me apresentou muitas coisas novas, me mostrou um mundo completamente diferente do meu, e de alguma forma me ajudou a ser uma pessoa melhor
A verdade é que nem tudo que é bonito precisa durar para ser eterno
Tem amores que cumprem seu papel no tempo exato em que existiram
Hoje eu consigo olhar pra trás e me sinto bem
Pq eu sei que o que a gente teve foi verdadeiro, e o verdadeiro ele não se desfaz com a distância, ele só muda de forma
Vc deixou coisas boas em minha vida e eu me pergunto se vc pensa em mim de vez em quando e se lembra com o mesmo carinho e que sente também que de alguma maneira o que vivemos foi real
O tempo tem dessas coisas, né?
Levar as pessoas pra longe
Mas tem uma coisa que ele não consegue levar, o que elas deixaram dentro da gente
Portanto, onde quer que vc esteja agora, seja lá quem vc tenha se tornado ou o que esteja fazendo, eu te envio amor... sempre!

Em alguns anos olharemos para os dias de hoje
e nos acharemos tão primitivos...
As pessoas voarão, andarão sobre as águas,
enxergarão através das paredes,
e serão praticamente imortais.

A realidade inteira estará na mente.
Nós nos alimentaremos de luz.
Talvez fiquemos verdes. Ou mesmo azuis.
E eu pergunto:
seremos mais humanos?

Teremos evoluído de fato?
Ou seremos apenas tecnomacacos?

Tecnomacacos.

O que esperar do outro?


Sempre esperamos que alguém faça algo por nós, seja uma ligação um gesto de carinho ou um abraço, daqueles que sintamos mais amados... Mas, criamos expectativas, que na maioria das vezes nos decepcionam.
A única coisa que se espera do outro é que ele faça sua parte para consigo mesmo...

Às vezes, a vida sopra mais forte.
Não é pra nos punir; é pra lembrar que crescer também é se desprender.
O vento que derruba o que era certo,
é o mesmo que revela caminhos que a gente não via.


Mudar não é simples.
É se perder um pouco pra se encontrar de outro jeito.
É atravessar o medo de olhos abertos,
mesmo sem saber onde o chão termina.


Nem sempre há garantias,
mas há um chamado; e ele insiste.
Então respira, confia e vai.
Porque o que parece desordem hoje
pode ser só a vida arrumando tudo do jeito dela.


— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna

Às vezes perdemos as palavras diante de certas circunstâncias...
O coração dói, a alma silencia num grito oco.
O grito interno de uma alma que sente medo até mesmo de sangrar-se em lágrimas...
O desespero que deseja ter esperança.
Sente medo de sangrar-se em lágrimas, para ocultar de si uma realidade triste, doída, avassaladora!